Home Blog Page 300

Escritora cristã liberal não acredita mais em inferno

0


Jen Hatmaker, uma influente autora e personalidade cristã progressista, revelou que não acredita mais em inferno. Em suas recentes declarações, ela afirmou que essa mudança de crença a ajudou a resgatar sua relação com Deus.

Contexto da declaração

Jen Hatmaker é conhecida por seu trabalho como autora e palestrante, especialmente entre os jovens cristãos. Sua trajetória inclui uma forte presença nas redes sociais, onde compartilha reflexões sobre fé, espiritualidade e questões sociais. No ano passado, Hatmaker decidiu se afastar da igreja, o que gerou um grande debate entre seus seguidores e a comunidade cristã em geral.

O que aconteceu

Em uma entrevista recente, Hatmaker afirmou que a crença no inferno era uma barreira que a impedia de experimentar plenamente o amor e a graça de Deus. “Deixar de acreditar no inferno me resgatou, me trouxe de volta à fé”, declarou. Essa afirmação gerou reações diversas, especialmente entre os cristãos mais conservadores, que veem a crença no inferno como um aspecto fundamental da doutrina cristã.

Reações da comunidade cristã

A declaração de Hatmaker provocou uma onda de discussões nas redes sociais e em círculos teológicos. Muitos apoiadores aplaudiram sua coragem de questionar crenças tradicionais, enquanto críticos expressaram preocupação com a possibilidade de que essa visão possa levar outros a se afastarem da fé cristã ortodoxa.

Entre os críticos, alguns argumentam que a negação do inferno pode enfraquecer a urgência do anúncio do Evangelho e a missão de evangelização, que se fundamenta na necessidade de salvação. Por outro lado, defensores de Hatmaker destacam a importância de uma abordagem mais inclusiva e amorosa da fé cristã.

O que esperar

À medida que a conversa sobre crenças fundamentais continua, é provável que mais líderes e influenciadores cristãos compartilhem suas perspectivas sobre temas controversos como o inferno. Isso pode levar a um reexame das doutrinas tradicionais e, potencialmente, a uma mudança na maneira como a fé é praticada por alguns grupos.

Enquanto isso, a jornada de Jen Hatmaker pode inspirar outros a explorar suas próprias crenças e a buscar uma relação mais autêntica com Deus, baseada no amor e na graça, em vez do medo e da condenação.



Source link

Beneficiários com NIS de final 5 recebem Bolsa Família de julho

0


A Caixa Econômica Federal paga nesta sexta-feira (24) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 5. Neste mês, o valor médio do benefício está em R$ 679,19.

Os moradores de 175 municípios de seis estados receberam o crédito na segunda (20), independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).

>> A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui.

O valor mínimo do Bolsa Família corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais: 

  • o Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança;
  • há também um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos;
  • outro adicional, de R$ 150, é para famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 recebe metade do benefício por dois anos.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Veja calendário de pagamentos de julho:


Brasília (DF), 20/07/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil
Brasília (DF), 20/07/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil

 



Source link

Por que a Ucrânia tem atacado a 'Amazon russa'

0




Um dos quatro centros de distribuição da Wildberries atingidos nos ataques. A unidade de Nevinnomyssk foi atacada na madrugada de quarta-feira (22/7)
REUTERS
Em poucos dias, drones ucranianos atingiram vários centros de distribuição da Wildberries, a maior varejista online da Rússia, causando prejuízos a um grande número de pequenas e médias empresas.
Depois de meses atacando depósitos e refinarias de petróleo, a Ucrânia afirma que agora passou a mirar centros logísticos usados para comprar equipamentos militares, numa tentativa de interromper o abastecimento do Exército russo.
Mas a ofensiva também afetou centenas de vendedores russos que dependem de mercados virtuais (como a Amazon ou o Mercado Livre) para vender e sobreviver, fazendo a guerra chegar mais perto da rotina de muitos deles pela primeira vez em quase quatro anos e meio.
“Sou mãe de uma criança com deficiência e construí esse negócio sozinha”, escreveu uma mulher em uma publicação repleta de palavrões nas redes sociais que acabou viralizando.
“Perdi 1 milhão de rublos [cerca de R$ 65 mil]… Como se já não estivéssemos sendo ferrados de todos os lados.”
No primeiro ataque da Ucrânia contra a Wildberries, no fim de semana, dois centros de distribuição foram atingidos: um deles em Elektrostal, a leste de Moscou, e outro em Kotovsk, na região de Tambov, a cerca de 400 km da fronteira com a Ucrânia.
Sete funcionários que trabalhavam no turno da noite morreram em Kotovsk, e outro morreu em Elektrostal. Dezenas de pessoas ficaram feridas, e o prejuízo com mercadorias destruídas foi avaliado em cerca de R$ 5,1 bilhões.
Estima-se que entre 85% e 90% da população economicamente ativa da Rússia use a Wildberries ou sua concorrente, a Ozon. Em muitas regiões remotas, onde há poucas lojas físicas, essas plataformas são o principal meio de compras para produtos que vão de roupas a eletrodomésticos.
A Ucrânia afirmou ter atingido “importantes centros logísticos” usados para “fornecer componentes sujeitos a sanções destinados à produção de drones e equipamentos de navegação”.
Outros centros logísticos foram atacados na madrugada de segunda-feira (20), entre eles mais um centro de distribuição da Wildberries em Koledino, ao sul de Moscou. Novos ataques, entre a noite de terça-feira (21) e a madrugada de quarta-feira (22), atingiram centros logísticos da empresa em Krasnodar e Nevinnomyssk, na região de Stavropol.
Ataques registrados entre 18 e 22 de julho
BBC
A proprietária da empresa, Tatiana Kim, informou que houve esses ataque deixaram mais vítimas.
“Estamos, com toda razão, levando a guerra de volta para dentro da Rússia”, afirmou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Desde o início da invasão em larga escala, em fevereiro de 2022, a Rússia vem atacando cidades ucranianas com drones e mísseis. Nos últimos meses, ofensivas russas também atingiram armazéns e terminais de carga na Ucrânia.
Centros de triagem da Nova Poshta, a maior empresa privada de entregas da Ucrânia, foram alvo de ataques, assim como depósitos da rede varejista ATB e do grupo de confeitaria Roshen.
Com a linha de frente praticamente estagnada, a Ucrânia intensificou a sua campanha de ataques com drones de longo alcance contra rotas de abastecimento e instalações de energia. Na prática, a ofensiva isolou a Crimeia, anexada pela Rússia, e provocou escassez de combustível em diferentes regiões do país.
As empresas já vinham sofrendo os efeitos da guerra antes dos ataques aos centros de distribuição, mas algumas perderam grande parte de seus estoques de um dia para o outro.
A Rússia nega que plataformas de comércio eletrônico sejam usadas para abastecer o Exército. Ainda assim, nelas são vendidos diversos produtos de uso militar, como coletes balísticos, além de itens que podem ser usados tanto para fins civis quanto na fabricação de drones.
Blogueiros pró-guerra da Rússia afirmam que voluntários recorrem regularmente a essas plataformas para comprar equipamentos que depois são enviados às tropas na linha de frente.
Mas não há confirmação independente de que os centros de distribuição atingidos nos ataques armazenassem esse tipo de material.
Diferentemente da gigante americana Amazon, que vende produtos diretamente aos consumidores além de operar um marketplace (mercado virtual em que operam outros comerciantes), a Wildberries e a Ozon funcionam quase exclusivamente como plataformas que conectam vendedores independentes a compradores em toda a Rússia. Elas armazenam, entregam as mercadorias e processam os pagamentos.
Por isso, boa parte dos prejuízos provocados pelos ataques acabou recaindo sobre comerciantes.
Para uma vendedora de artigos de papelaria, a Wildberries é o único canal de vendas. Um dia depois de enviar sua mercadoria ao centro de distribuição de Elektrostal, nos arredores de Moscou, na sexta-feira passada (17), ela recebeu a notícia de que todo o estoque havia sido destruído pelo incêndio.
Imagem de satélite mostra a dimensão do incêndio que atingiu o centro de distribuição da Wildberries em Elektrostal, a leste de Moscou
Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2026
Ela ainda tem outros produtos armazenados, mas esta é uma época importante para o negócio, quando pais e estudantes fazem as compras para o início do novo ano letivo no hemisfério norte.
Outra comerciante que atua na Wildberries, vendendo roupas para adolescentes, contou à BBC ter perdido um estoque avaliado em cerca de 1,4 milhão de rublos (aproximadamente R$ 91 mil). Ela decidiu suspender o envio de novos produtos por algumas semanas.
“As perspectivas de continuar trabalhando com a Wildberries são muito incertas”, afirmou. “No momento, ainda tenho uma reserva financeira suficiente para absorver essas perdas. Mas se houver novos ataques, provavelmente não vou conseguir.”
Nenhuma das duas espera receber indenização. No início deste mês, menos de duas semanas antes dos ataques, a Wildberries incluiu nos contratos uma cláusula que passou a considerar ataques com drones como casos de força maior, isentando a empresa de qualquer responsabilidade.
A proprietária da Wildberries, Tatiana Kim, prometeu “não abandonar” os vendedores. Algumas pequenas empresas já receberam compensações, e a companhia também concedeu descontos temporários e isenção das taxas de envio. No entanto, as medidas fizeram pouco para reduzir o receio de novos ataques.
Apoiar pequenas e médias empresas tem sido uma das prioridades declaradas de Vladimir Putin, presidente da Rússia, mesmo em tempos de guerra. O governo russo apresenta esse setor como um dos pilares da resistência do país às sanções impostas pelo Ocidente.
Mas, na prática, o Estado não conseguiu proteger essas empresas dos efeitos do conflito, e o setor vem enfrentando uma série de dificuldades desde o início do ano.
Em janeiro, o Imposto sobre Valor Agregado, o IVA, subiu de 20% para 22%, para ajudar a financiar os gastos com defesa, e benefícios fiscais concedidos a parte das empresas foram extintos.
Segundo a plataforma de inteligência de negócios Kontur.Fokus, 209 mil pequenas e médias empresas encerraram suas atividades no primeiro trimestre de 2026. O número é 9% maior que o registrado no mesmo período de 2025.
Apagões frequentes na internet e a repressão a aplicativos de mensagens populares agravaram ainda mais a situação. Segundo algumas estimativas, empresas de Moscou perderam dezenas de milhões de dólares em apenas uma semana de março.
Depois veio a crise de combustíveis, desencadeada pelos ataques ucranianos a depósitos de petróleo, refinarias e rotas de abastecimento.
“Já há muitos pregos, e continuam martelando outros mais. [O ataque aos centros de distribuição da Wildberries] é mais um prego no caixão? Sim, sem dúvida”, disse Ruben Enikolopov, professor da Universidade Pompeu Fabra, na Espanha, em entrevista à BBC.
As pequenas empresas russas já demonstraram capacidade de resistir a crises no passado. Mas a inflação continua elevada, o déficit orçamentário aumenta, e as receitas com petróleo e gás estão 23% abaixo das registradas nos seis primeiros meses do ano passado.
A Rússia ainda dispõe de grandes reservas financeiras acumuladas em tempos de paz. No entanto, a guerra na Ucrânia consome cada vez mais recursos, reduzindo a capacidade de crescimento da economia civil.
Reportagem adicional de Olga Shamina



Source link

Violência: Brasil registrou 40.775 mortes em 2025

0


Um novo Anuário de Segurança Pública revelou que o Brasil registrou 40.775 mortes violentas em 2025, sendo que 8 em cada 10 vítimas eram negras. Este cenário alarmante destaca a urgência de uma resposta da Igreja e da sociedade no combate ao racismo e à violência.

Contexto da Violência no Brasil

A violência no Brasil é um problema complexo e multifacetado, que atinge diversas camadas da população. O Anuário de Segurança Pública, publicado recentemente, trouxe à tona dados preocupantes sobre a mortalidade violenta no país. Em 2025, o número de homicídios alcançou 40.775, refletindo uma realidade que muitos cristãos e líderes comunitários têm buscado enfrentar.

Os dados revelam que a maioria das vítimas são pessoas negras, o que evidencia a intersecção entre violência e racismo. Essa realidade não pode ser ignorada, especialmente em um país onde a fé cristã é uma força significativa na luta por justiça e igualdade.

O Que Aconteceu: Números e Realidade

O Anuário destaca que 80% das vítimas de homicídios são negras, um dado que gera reflexão sobre o papel da Igreja na promoção da justiça social. A violência, que muitas vezes é vista como um problema isolado, é, na verdade, um reflexo de desigualdades sociais profundas que afetam a vida de muitos brasileiros.

Além das estatísticas, é importante considerar as histórias por trás desses números. Cada vida perdida representa uma família enlutada, uma comunidade abalada e um chamado à ação para todos nós. A Igreja, como corpo de Cristo, é chamada a ser luz em meio às trevas, promovendo a paz e a reconciliação.

Reações da Igreja e da Sociedade

Diante desse cenário, muitas igrejas têm se mobilizado para responder a essa crise. Iniciativas de evangelização, programas de assistência social e projetos de inclusão têm sido implementados para ajudar a combater a violência e o racismo. O papel da Igreja é fundamental não apenas na evangelização, mas também na promoção da justiça e na defesa dos direitos humanos.

Além disso, líderes cristãos têm se manifestado sobre a importância de enfrentar o racismo dentro e fora das comunidades de fé. A Bíblia nos ensina que todos somos criados à imagem de Deus (Gênesis 1:27), e, portanto, a discriminação racial não pode ser tolerada. A Igreja é chamada a ser um agente de transformação, promovendo a igualdade e a dignidade de todos.

O Que Esperar no Futuro

O futuro ainda é incerto, mas a esperança reside na capacidade de transformação que a fé pode trazer. A mobilização da Igreja e da sociedade civil é essencial para criar um ambiente mais seguro e justo para todos. A educação, a conscientização e a promoção de políticas públicas que respeitem a dignidade humana são passos fundamentais nesse processo.

Os cristãos são desafiados a se envolverem ativamente na luta contra a violência e o racismo. Isso implica em ouvir as vozes das comunidades afetadas, apoiar iniciativas que promovam a igualdade e trabalhar em conjunto com outras organizações que buscam a justiça social.

A situação atual é um chamado à ação para todos nós. Que possamos, como Igreja, responder com amor, compaixão e justiça, buscando a paz e a reconciliação em meio a um mundo marcado pela dor e pela divisão.



Source link

Câmara de Comércio dos EUA diz que nova tarifa dos EUA atinge 3 mil produtos brasileiros

0




EUA anunciam sobretaxa de 12,5% para o Brasil
A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) divulgaram uma nota nesta quinta-feira (23) afirmando que a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos, sob a justificativa de falhas na proibição e fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, “agrava as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano”.
Segundo a Amcham, a medida atingirá cerca de 3 mil produtos brasileiros, que somam US$ 12,5 bilhões em exportações anuais para os EUA.
“Para 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, seus efeitos serão cumulativos com as tarifas de 25% anunciadas na semana anterior, resultando em sobretaxas de 37,5% — um dos níveis mais elevados aplicados pelos Estados Unidos a seus parceiros comerciais”.
A entidade afirma ainda que o cenário compromete a competitividade das exportações brasileiras para os EUA e poderá elevar os custos para empresas e consumidores norte-americanos, além de “fragilizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e afetar os investimentos bilaterais”.
“A nova tarifa amplia os impactos negativos sobre as exportações brasileiras, com diversos setores sujeitos a sobretaxas expressivas de 37,5%. A reversão desse cenário passa necessariamente pela retomada das negociações entre os dois governos. O entendimento bilateral é o caminho mais eficaz para atender aos interesses de ambos os lados”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.
Nova taxação dos EUA
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entram em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington.
Segundo o governo americano, a decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração concluiu que esses países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
O governo americano adotou dois tipos de tarifas:
Países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.
Aqueles que não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.
Mais uma vez, porém, os principais produtos da pauta exportadora brasileira ficaram de fora da medida, pois estão na extensa lista de exceções definida pelo USTR. Ao todo, são mais de 2 mil itens que não serão taxados para nenhuma das economias. (veja aqui a lista de produtos isentos)
Segundo o relatório divulgado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) no início de julho, essa prática foi considerada “irracional” e prejudica o comércio americano ao criar condições de concorrência consideradas desleais para empresas e trabalhadores dos EUA.
🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil pode passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.
Brasil deve ser o país mais beneficiado pelas mudanças nas tarifas americanas
Jornal Nacional/ Reprodução



Source link

O exemplo de Ester para as mulheres: 5 características inspiradoras

0


A história de Ester é um testemunho poderoso de fé e coragem em tempos de crise. Ela desempenhou um papel fundamental na salvação de seu povo, os judeus, durante um período de opressão e perigo. Neste artigo, vamos explorar cinco características inspiradoras de Ester que podem servir de exemplo para as mulheres cristãs de hoje.

Contexto histórico

A narrativa de Ester se passa na Pérsia, onde os judeus enfrentavam uma grave ameaça de extermínio. O rei Assuero, influenciado por Hamã, um conselheiro mal-intencionado, decretou a destruição de todos os judeus. Neste cenário sombrio, Ester, uma jovem judia que se tornou rainha, se viu em uma posição única para interceder por seu povo.

As cinco características inspiradoras de Ester

1. Coragem: Ester não hesitou em se apresentar ao rei, mesmo sabendo que isso poderia custar sua vida. Sua coragem em enfrentar o perigo é um exemplo de fé e determinação.

2. Sabedoria: Ela usou sua inteligência e discernimento para planejar uma abordagem estratégica, convidando o rei e Hamã para um banquete, onde revelou sua verdadeira identidade e a ameaça que seu povo enfrentava.

3. Empatia: Ester demonstrou uma profunda preocupação pelo bem-estar de seu povo. Sua disposição de arriscar tudo por aqueles que amava é um testemunho de amor e solidariedade.

4. Fé: Antes de agir, Ester pediu que todos os judeus jejuassem e orassem por três dias. Sua fé em Deus a sustentou durante momentos de incerteza.

5. Resiliência: Apesar das adversidades, Ester permaneceu firme em sua missão. Sua determinação em lutar pela justiça e pela liberdade de seu povo é uma lição valiosa para todos nós.

Reações e reflexões

A história de Ester continua a inspirar mulheres em todo o mundo. Muitas veem nela um modelo de liderança e coragem, especialmente em tempos de crise. A maneira como ela se posicionou em defesa de seu povo é um exemplo de como a fé e a ação podem se unir para promover mudanças significativas.

Além disso, a coragem de Ester em se expor ao rei e a sua habilidade em articular uma mensagem clara e poderosa são qualidades que podem ser aplicadas em diversas áreas da vida, incluindo o ministério e o trabalho missionário.

O que esperar

À medida que refletimos sobre a vida de Ester, somos desafiados a considerar como podemos agir com coragem e fé em nossas próprias vidas. Em um mundo onde muitos enfrentam perseguições e injustiças, a história de Ester nos lembra da importância de nos levantarmos em defesa dos que não têm voz.

Que possamos buscar a sabedoria e a coragem de Ester para enfrentar os desafios que encontramos, confiando em Deus para nos guiar e fortalecer. Assim como ela, podemos ser instrumentos de mudança em nossa sociedade.



Source link

Itamaraty vê tarifas cumulativas dos EUA e avalia que negociações foram para ‘cumprir tabela’

0




Diante do novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos nesta quinta-feira (23), o Ministério das Relações Exteriores chegou ao entendimento de que as tarifas americanas serão cumulativas sobre os produtos brasileiros, ficando fora os itens das listas de exceção.
O governo afirma, no entanto, que ainda não há uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação.
LEIA TAMBÉM: Veja os principais itens isentos da nova tarifa de até 12,5% sobre trabalho forçado
EUA anuncia nova tarifa de 12.5% sobre produtos brasileiros
Na semana passada, os EUA impuseram uma tarifa de 25% ao produtos brasileiros por entenderem que o Brasil adota práticas desleais na economia contra empresários americanos.
Nesta quinta-feira (23), o governo norte-americano alega que o Brasil e outras dezenas de países falharam no combate à importação de produtos feitos com base no trabalho forçado e, com isso, impuseram tarifa de 12,5%.
LEIA TAMBÉM: Brasil rechaça decisão dos EUA em impor tarifa sobre trabalho forçado e volta a falar em reciprocidade
A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que o Brasil e outros 59 países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.
Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já esperavam, desde os últimos dias, o anúncio desse novo tarifaço, confirmado pelo governo do presidente Donald Trump.
Em relação às negociações para evitar esse tarifaço de 12,5%, o Itamaraty entende que as conversas serviram somente para “cumprir tabela”, ou seja, somente para deixar o registro de que aconteceram.
A percepção é que não houve uma intenção real por parte dos americanos de entender o que o Brasil faz para fiscalizar o trabalho forçado, uma vez que o país é referência na Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesse tema.
Nesse contexto, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República divulgou uma nota rechaçando a decisão dos EUA e disse ser um “absurdo” o governo americano relacionar a competitividade da economia brasileira à importação de mercadorias produzidas com base no trabalho forçado.
“Na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, o USTR optou por manipular tema caro aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais. Ao longo da investigação, o Ministério do Trabalho e Emprego prestou explicações e forneceu farta documentação sobre a legislação brasileira e da atuação das nossas autoridades aduaneiras para coibir importações de bens produzidos por trabalho forçado”, afirmou o governo.
Além disso, reforçou que o Brasil buscará a Lei de Reciprocidade.
🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais “injustas”, o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.
O Ministério do Trabalho diz que, embora tenha se colocado publicamente à disposição para prestar esclarecimentos, não foi procurado por autoridades americanas, somente pelo próprio Itamaraty durante as negociações.
Palácio do Itamaraty
Reprodução/ Agência Brasília
No entendimento de integrantes do Ministério de Relações Exteriores, a de 12,5% foi o “plano B” ao tarifaço original, anunciado no ano passado e que foi barrado pela Justiça americana (leia mais abaixo).
Diplomatas entendem que há uma diferença deste tarifaço para o de 25%. Isso porque, embora a motivação do anterior fosse sabida — entendimento explicitado num pronunciamento do ministro Mauro Vieira —, neste caso não é somente para o Brasil, o que mostra a estratégia americana de usar as tarifas como instrumento político.
Novas taxas substituem tarifaço anterior
Na prática, as novas tarifas substituem a taxa global de 10% anunciada pelo presidente americano, Donald Trump, em fevereiro deste ano, logo após a Suprema Corte dos EUA derrubar as “tarifas recíprocas” impostas pelo republicano no ano passado.
A medida havia sido adotada com base na Seção 122 da legislação comercial americana, que permite ao presidente impor tarifas temporárias por até 150 dias. Esse prazo se encerra nesta sexta-feira (24).
Na ocasião, o presidente americano havia adiantado que recorreria à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais.
–
A decisão é resultado de uma apuração conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Segundo o governo americano, o processo concluiu que esses países adotam práticas comerciais desleais ao não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
🔎 O argumento é parecido ao utilizado pelos EUA para justificar a tarifa de 25% aplicada sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor na última quarta-feira (22). Com a nova medida, parte dos produtos do Brasil podem passar a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.



Source link

A importância de resgatar a simplicidade do Cristianismo raiz

0


Em um mundo cada vez mais complexo e cheio de distrações, a reflexão sobre a simplicidade do Cristianismo raiz se torna essencial. A busca por um retorno aos princípios da igreja primitiva pode trazer renovação à fé e à prática cristã contemporânea.

Contexto: O Cristianismo raiz

O Cristianismo raiz refere-se à essência da fé cristã como vivida pelos primeiros seguidores de Cristo. Esses cristãos, que se reuniam em pequenas comunidades, praticavam a fé de forma simples e direta, focando no amor, na comunhão e na evangelização. A simplicidade e a autenticidade da igreja primitiva são frequentemente vistas como um modelo a ser seguido nos dias de hoje.

O que aconteceu: O chamado à simplicidade

Recentemente, líderes e teólogos têm chamado a atenção para a importância de resgatar essa simplicidade. A ideia é que, ao focarmos em princípios fundamentais, como a oração, a leitura da Bíblia e a comunhão entre os irmãos, podemos revitalizar nossas comunidades e fortalecer nossa fé. O retorno a esses valores pode ser um antídoto contra a superficialidade que muitas vezes permeia a prática cristã atual.

Reações: A busca pela autenticidade

A proposta de resgatar a simplicidade do Cristianismo raiz tem gerado discussões entre os cristãos. Muitos acreditam que a modernização da igreja, com suas estruturas e programas complexos, pode ter desviado o foco do verdadeiro propósito do Evangelho.

“A simplicidade é a chave para uma vida cristã autêntica e transformadora.”

— Líder comunitário

O que esperar: Um novo movimento de fé

Com o crescente interesse em práticas mais simples e autênticas, espera-se que um novo movimento de fé comece a ganhar força. Igrejas que adotam essa abordagem podem se tornar espaços de acolhimento e crescimento espiritual, onde os membros se sintam parte de uma comunidade verdadeira. A evangelização, nesse contexto, se torna mais acessível e significativa, pois é baseada em relacionamentos genuínos.

O retorno à simplicidade do Cristianismo raiz pode ser uma resposta poderosa às necessidades espirituais do mundo atual. Ao focar no essencial, os cristãos podem experimentar uma renovação em sua fé e em suas comunidades, refletindo o verdadeiro espírito do Evangelho.



Source link

CMN aprova crédito de R$ 10 bilhões para inovação no agronegócio

0


Produtores rurais interessados em investir em inovação terão à disposição R$ 10 bilhões em financiamentos para a adoção de tecnologias nacionais no agronegócio. Em reunião extraordinária nesta quinta-feira (23), o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou uma linha de crédito a produtores e cooperativas rurais interessados em investir em equipamentos inovadores que aumentem a produtividade, reduzam custos e tornem a produção mais sustentável.

A medida foi aprovada por meio da Resolução nº 5.331, em sessão extraordinária realizada nesta quinta-feira (23), e utiliza recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). A linha de crédito foi criada pela Medida Provisória nº 1.374, publicada em 30 de junho, e agora passa a ser regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional, permitindo o início das operações.

Quem poderá contratar

A nova linha de crédito poderá ser acessada por:

  • produtores rurais pessoas físicas;
  • produtores rurais pessoas jurídicas;
  • cooperativas de produção agropecuária.

Um dos principais diferenciais da medida é justamente a inclusão de produtores rurais pessoas físicas, que tradicionalmente têm menos acesso a financiamentos voltados à inovação tecnológica. Cada beneficiário poderá contratar até R$ 30 milhões.

Como funcionará

O dinheiro não será emprestado diretamente pelo governo federal. Segundo a medida provisória que criou a linha de crédito, os R$ 10 bilhões virão do superávit financeiro do governo, que inclui excedentes de fundos públicos, sem impacto no Orçamento federal.

A operação será feita por bancos públicos, bancos de desenvolvimento e outras instituições financeiras oficiais credenciadas pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública responsável por fomentar a inovação no país.

Na prática, o produtor interessado deverá procurar uma dessas instituições para solicitar o financiamento.

Os equipamentos e projetos que poderão receber os recursos serão definidos pela Finep, em uma lista que será publicada no site da instituição.

O que poderá ser financiado

O objetivo da linha é acelerar a modernização das propriedades rurais por meio da adoção de tecnologias desenvolvidas no Brasil.

Entre os investimentos previstos estão:

  • agricultura de precisão;
  • máquinas e equipamentos automatizados;
  • conectividade no campo;
  • digitalização da produção;
  • tecnologias para uso mais eficiente de fertilizantes, defensivos e água;
  • sistemas de rastreabilidade da produção agropecuária.

Segundo o governo, esses investimentos devem aumentar a produtividade das lavouras, reduzir desperdícios e fortalecer a sustentabilidade da atividade agrícola.

Juros e prazo

O financiamento terá prazo de até cinco anos para pagamento, sem período de carência. As parcelas serão anuais.

Os juros serão compostos pela Taxa Referencial (TR), acrescida da remuneração da Finep, de 3% ao ano, e da instituição financeira responsável pela operação, limitada a 4% ao ano.

Na prática, os encargos poderão chegar a 7,12% ao ano, dependendo da instituição financeira.

O risco de inadimplência ficará integralmente com o banco que conceder o crédito, e não com o governo.

De onde vem o dinheiro

Os R$ 10 bilhões serão financiados com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), principal instrumento do governo federal para apoiar projetos de ciência, tecnologia e inovação.

O que é o CMN

O Conselho Monetário Nacional é o órgão responsável por definir as principais diretrizes das políticas monetária, cambial e de crédito do país.

Atualmente, o colegiado é composto pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que preside o conselho, pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Com a publicação da resolução, a nova linha de crédito entra em vigor imediatamente e poderá começar a ser operada pelas instituições financeiras credenciadas pela Finep.



Source link

Trabalho forçado é pretexto? O que está por trás da nova tarifa dos EUA contra o Brasil

0




EUA anunciam sobretaxa de 12,5% para o Brasil
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a imposição de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. Com a medida, a carga tarifária incidente sobre alguns itens exportados pelo Brasil pode chegar a 37,5%, considerando também as tarifas anunciadas na semana passada.
A justificativa para a nova cobrança envolve um dos temas mais sensíveis do comércio global: a escravidão moderna.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
Segundo os EUA, o Brasil não teria medidas suficientes para impedir a entrada desse tipo de produto em sua cadeia de importação. Outros 58 países e a União Europeia também foram taxados.
➡️ Mas será que a medida apresentada pelos americanos representa uma nova etapa do combate internacional ao trabalho forçado? Ou utiliza uma causa humanitária para justificar uma estratégia de política comercial e geopolítica? (Saiba o que está por trás)
Essa dúvida surge porque, ao mesmo tempo em que o governo americano afirma querer impedir que produtos associados ao trabalho escravo circulem nas cadeias globais de abastecimento, diversos elementos da própria investigação apontam em outra direção.
Especialistas em comércio internacional observam que a investigação americana foi concluída sem apresentar casos concretos de produtos brasileiros produzidos com trabalho forçado que tenham sido identificados no mercado dos EUA.
Além disso, analistas chamam atenção para um detalhe relevante: setores historicamente associados a um maior número de resgates de trabalhadores em condições análogas à escravidão no Brasil, como a pecuária e a cafeicultura, ficaram fora das principais sobretaxas anunciadas pelos EUA.
Veja os principais itens isentos da nova tarifa de até 12,5%
A ofensiva comercial ocorre em um momento estratégico para Washington, segundo especialistas. A investigação foi aberta poucos meses depois de o governo americano enfrentar derrotas na Justiça relacionadas à política tarifária e faz parte de um movimento mais amplo: proteger a indústria dos EUA, reorganizar cadeias produtivas e ampliar a pressão sobre parceiros comerciais.
Para alguns analistas, a medida também está ligada à disputa econômica com a China. Nesse contexto, a regra sobre trabalho forçado serviria ainda para expandir globalmente critérios que os americanos já utilizam para restringir mercadorias vinculadas a determinadas regiões chinesas.
“Se o modelo americano virar padrão, os EUA obrigam terceiros a adotar mecanismos equivalentes ao Uyghur Act. Na prática, é forçar Brasil e outros a bloquear componente chinês. É extraterritorialidade regulatória. Trabalho forçado é o instrumento, contenção da China é o objetivo”, afirma Thiago de Aragão, CEO da Arko International.
Isso não significa que o problema apontado na investigação não exista.
⚠️ Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 28 milhões de pessoas vivem atualmente em situação de trabalho forçado em todo o mundo. O debate, portanto, não está centrado na existência do problema, mas na forma escolhida para enfrentá-lo.
Representantes da OIT, integrantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e autoridades brasileiras questionam a eficácia, a coerência e até mesmo os reais objetivos da medida.
“A experiência internacional mostra que a efetividade dessas medidas não deve ser generalizada (…) Onde ela tem sido mais efetiva é quando ocorre de forma individualizada. Por exemplo, se uma empresa específica foi flagrada, ela deveria ser penalizada”, afirma o diretor do escritório da OIT no Brasil, Vinícius Pinheiro.
O presidente dos EUA, Donald Trump,no Salão Oval da Casa Branca, em Washington.
Evelyn Hockstein / Reuters
O que os EUA alegam?
A nova tarifa está ligada a uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana, que avalia se os países possuem mecanismos para impedir a entrada de produtos feitos com trabalho forçado.
A tese adotada é que o Brasil, a União Europeia e outros 58 países falharam em criar ou aplicar mecanismos capazes de barrar a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado em suas cadeias de importação.
Segundo o USTR, essa lacuna regulatória cria um ambiente de concorrência considerado desleal para empresas americanas, especialmente em setores expostos à competição internacional.
Dados da fundação Walk Free, no entanto, mostram que os próprios EUA não mantêm um controle rigoroso sobre o histórico dos produtos que recebem.
O país lidera o ranking mundial de importações potencialmente expostas ao risco de trabalho forçado, movimentando cerca de US$ 169,6 bilhões por ano em mercadorias associadas a esse risco. O Brasil aparece muito abaixo, com cerca de US$ 5,6 bilhões. Os dados são de 2023.
EUA lideram o ranking mundial de importações potencialmente expostas ao risco de trabalho forçado,
g1
Outro fator que leva a questionamentos sobre a real preocupação dos EUA com o trabalho forçado são as exceções concedidas a produtos específicos em tarifas anteriores, como carne, café e suco de laranja.
Esses setores aparecem de forma recorrente nos registros do Ministério do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da chamada Lista Suja do Trabalho Escravo.
Segundo Aragão, os setores mais relevantes da pauta exportadora brasileira para os EUA ficaram de fora das medidas. Para ele, se a preocupação fosse realmente combater o trabalho forçado nas cadeias globais de produção, o desenho da política seria diferente.
“Uma política coerente trataria a questão como padrão horizontal e usaria critérios técnicos como due diligence [diligência prévia] de cadeia, rastreabilidade e certificação. O que se vê é uma medida que escolhe setores em função do impacto doméstico americano”, afirma.
As isenções, inclusive, foram mantidas neste novo tarifaço. Segundo o governo americano, ficarão de fora da cobrança itens considerados estratégicos para a economia dos EUA ou cuja tributação poderia comprometer os objetivos da própria investigação.
“Café mexe com a inflação de consumo nos EUA. Carne mexe com o preço do hambúrguer (…) Ou seja, ficaram de fora exatamente os setores cuja tarifação teria custo político imediato para o eleitor americano, e não aqueles selecionados por qualquer critério humanitário.”
O relatório elaborado pelo USTR, por outro lado, não aponta nenhum caso concreto de mercadoria que o Brasil tenha importado de um terceiro país e que tenha sido produzida com trabalho forçado.
Para José Pimenta, diretor de comércio internacional da BMJ, a ausência de exemplos específicos enfraquece o argumento americano para justificar a aplicação das tarifas.
“A lógica é estrutural, não factual: o fato de o país não ter uma proibição à importação (diferente da proibição ao trabalho forçado doméstico, que o Brasil já possui e de forma robusta) já seria, por si só, irrazoável e oneroso para o comércio americano. É um argumento de omissão regulatória, não de prática comprovada.”
Aragão aponta essa situação como o “calcanhar de Aquiles” do argumento americano em dois aspectos:
A Seção 301 exige demonstrar que a prática do parceiro comercial prejudica ou restringe o comércio americano. Sem um caso concreto, a relação de causa e efeito fica fragilizada.
O Brasil pode argumentar que possui um dos sistemas mais avançados no combate ao trabalho escravo. O USTR responderia que a discussão diz respeito aos produtos que entram nos EUA, e não às condições de trabalho dentro do Brasil. Para os críticos, porém, essa separação é difícil de sustentar e deixa a impressão de uma acusação sem provas.
O diretor da OIT no Brasil confirma que o Brasil é frequentemente citado como referência global no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo. Para ele, um dos diferenciais brasileiros é justamente reconhecer a existência do problema e manter mecanismos permanentes de fiscalização, transparência e responsabilização.
“Brasil é referência internacional em termos de combate ao trabalho escravo. Primeiro por reconhecer e dar transparência ao tema, porque a atitude de outros países, por exemplo, é negacionista. Eles dizem que não existe”.
O reconhecimento internacional, porém, não significa que não existam desafios. Segundo Luciano Aragão Santos, coordenador nacional de combate ao trabalho escravo (Conaete) do Ministério Público do Trabalho (MPT), há uma lacuna justamente na área utilizada pelos EUA para justificar a nova tarifa: o controle de produtos importados e o monitoramento de fornecedores estrangeiros.
Hoje, o Brasil não possui uma legislação específica que obrigue empresas a verificar se fornecedores internacionais utilizaram trabalho forçado na produção das mercadorias que entram no país.
Na avaliação do procurador, uma lei de devida diligência ajudaria a ampliar a rastreabilidade das cadeias produtivas, aumentar a transparência sobre a origem dos produtos e fortalecer a prevenção de violações trabalhistas.
É justamente essa lacuna regulatória relacionada às importações — e não a capacidade do país de combater o trabalho escravo internamente — que está no centro da discussão levantada pelos EUA.
Brasil passa a ser o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China
Jornal Nacional/ Reprodução
Quais podem ser os interesses dos EUA por trás da medida?
Se a existência dessa lacuna regulatória ajuda a explicar o argumento jurídico utilizado pelos EUA, ela não encerra o debate sobre os motivos da nova tarifa. Pimenta explica que a investigação surgiu em um contexto especialmente favorável para Washington buscar novas bases legais para sua política tarifária.
Segundo ele, o processo foi aberto após dificuldades enfrentadas pelo governo americano para sustentar judicialmente outras medidas comerciais e acabou servindo como alternativa para manter instrumentos de pressão sobre parceiros econômicos.
“Não vejo um núcleo genuíno de preocupação com trabalho forçado, especialmente com relação ao timing da investigação coincidir com a expiração das tarifas horizontais de 10% da Seção 122”, lembra.
Outro fator importante é o alcance da investigação. Além do Brasil, a decisão atingiu dezenas de economias, incluindo aliados históricos dos EUA, como Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Austrália, acrescenta Aragão.
“É pouco crível que o USTR considere sinceramente todos esses países como violadores relevantes em matéria de trabalho forçado. O que eles têm em comum não é o problema, mas a concorrência econômica ou industrial com os Estados Unidos”, afirma.
Pimenta aponta que a própria estrutura adotada pelo USTR indica que a discussão não se limita aos direitos humanos. Isso porque países que já possuem acordos ou compromissos comerciais específicos com os EUA também foram alvo das medidas tarifárias.
📎 Ou seja, o tarifaço pode estar funcionando, ao mesmo tempo, como instrumento de pressão comercial, mecanismo de negociação diplomática e ferramenta para ampliar a influência americana sobre as regras que regem o comércio internacional.
Há ainda uma dimensão geopolítica. Segundo Aragão, o mecanismo pode ajudar os EUA a expandir internacionalmente regras semelhantes às que já utilizam para restringir produtos associados a determinadas regiões da China.
Na prática, isso aumentaria a pressão para que outros países adotem sistemas mais rigorosos de rastreamento e bloqueio de mercadorias ao longo das cadeias globais de fornecimento.
“Direitos humanos são o enquadramento. O motor é outro: reconstruir a política tarifária após a derrota na Suprema Corte, ganhar alavancagem bilateral e cercar a China por interposta pessoa”, afirma Aragão.
O que o Brasil faz para combater o trabalho escravo?
Embora especialistas reconheçam a ausência de uma legislação específica para monitorar fornecedores estrangeiros, o Brasil é frequentemente apontado pela OIT como referência internacional no combate ao trabalho escravo.
Desde 1995, mais de 65 mil pessoas já foram resgatadas de condições análogas à escravidão no país.
Entre os mecanismos considerados referência estão os grupos móveis de fiscalização e a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, que divulga empregadores responsabilizados pela prática.
Nos últimos anos, porém, o foco das autoridades também passou a se voltar para outro desafio: as cadeias produtivas.
Foi nesse contexto que surgiu o projeto Reação em Cadeia, do Ministério Público do Trabalho. A iniciativa busca rastrear relações comerciais entre grandes empresas e fornecedores envolvidos em violações de direitos humanos, ampliando a responsabilização para além do empregador diretamente flagrado.
Segundo o MPT, o programa já identificou mais de R$ 48 bilhões em negócios envolvendo fornecedores associados a casos de trabalho escravo em setores como pecuária, café, carvão vegetal, soja, etanol, construção civil e indústria têxtil.
Para o coordenador da Conaete, a iniciativa alinha o Brasil ao movimento global que busca responsabilizar as empresas por toda a cadeia de produção dos bens que comercializam.
“O foco do Ministério Público do Trabalho é garantir que empresas que adquirem produtos nos setores onde ocorre trabalho escravo adotem medidas para remediar a situação e prevenir novas violações de direitos humanos”.
Na prática, o projeto aproxima o país de modelos de rastreabilidade e devida diligência adotados em legislações mais recentes da Europa. A diferença é que, no Brasil, esse monitoramento ainda depende principalmente da atuação dos órgãos de fiscalização, e não de uma obrigação legal imposta a todas as empresas.
Além disso, a OIT destaca que o combate ao trabalho forçado também tem sido incorporado aos acordos internacionais firmados pelo Brasil.
“Inclusive, o acordo do Mercosul com a União Europeia tem um anexo sobre sustentabilidade que trata do respeito aos padrões internacionais e às convenções de direitos”, conclui Pinheiro.
Governo brasileiro vai acionar instrumentos da lei da reciprocidade
O que diz o governo brasileiro?
O governo brasileiro rejeita as conclusões da investigação americana e afirma que não existe base factual para a aplicação da nova tarifa.
Em documento encaminhado ao USTR, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, argumenta que os EUA não conseguiram apontar um único caso em que uma ação ou omissão do Brasil tenha permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado no mercado americano.
A defesa também sustenta que a investigação ignorou parte das informações apresentadas pelo país sobre seu sistema de combate ao trabalho escravo, incluindo mecanismos de fiscalização, punição de empregadores e rastreamento de cadeias produtivas.
Outro ponto destacado pelo governo é que os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil há anos, o que, na avaliação do Itamaraty, enfraquece a tese de que práticas brasileiras estariam causando prejuízos à economia americana.
Para o governo brasileiro, medidas tarifárias também não representam uma solução eficaz para enfrentar o problema do trabalho forçado.
Segundo a manifestação enviada aos EUA, tarifas não ampliam a fiscalização, não fortalecem a diligência das empresas nem atacam casos concretos de exploração laboral. Ao contrário, poderiam gerar custos para empresas e consumidores sem enfrentar as causas do problema.
“Medidas tarifárias não aumentam a capacidade de fiscalização, não incentivam diligência adicional nem atacam casos reais de trabalho forçado. Pelo contrário, elas podem desviar fluxos comerciais e impor custos econômicos amplos (inclusive para indústrias e consumidores dos EUA) sem tratar das questões centrais de direitos trabalhistas. Tarifas unilaterais também podem desestimular a cooperação entre governos, que é justamente necessária para combater o trabalho forçado de forma eficaz”, diz a carta divulgada.
A posição brasileira é que o combate ao trabalho escravo exige cooperação internacional, troca de informações e fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade das cadeias produtivas, e não a adoção de barreiras comerciais unilaterais.
Desde março de 2025, o governo brasileiro realizou mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone, nos níveis presidencial, ministerial e técnico, com autoridades americanas na tentativa de evitar a escalada tarifária e buscar uma solução negociada.
Para o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a decisão anunciada por Washington extrapola a discussão sobre trabalho forçado e reflete divergências mais amplas nas negociações entre os dois países.
“Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas durante o curso das negociações”, disse.



Source link