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Meta vai pagar US$ 16 bi em acordo por alegações de vício de crianças em redes sociais nos EUA

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A Meta, dona do Instagram, Facebook e WhatsApp, concordou em pagar cerca de US$ 16 bilhões, no total, a alguns estados dos Estados Unidos em um acordo judicial relacionado a um processo que acusa a empresa de incentivar o vício de adolescentes nas redes sociais.



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Flávio convoca apoiadores para ato de 7 de Setembro em SP

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O senador Flávio Bolsonaro convocou apoiadores na terça-feira, 25 de agosto de 2026, para uma manifestação que ocorrerá no dia 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo. A concentração está prevista para começar às 15h.

Convocação nas redes sociais

Flávio publicou um vídeo em suas redes sociais, onde pediu a mobilização direta dos eleitores. Ele também solicitou que lideranças políticas, religiosas e comunitárias gravem vídeos para convocar o público para o evento.

Mensagem de mobilização

Em sua mensagem, Flávio afirmou: “Você, que é uma liderança política, religiosa, que é candidato ou não, que é uma liderança na sua cidade, na sua família, grave um vídeo convidando a todos para estarem presentes nesse grande ato do 7 de setembro de 2026”. Ele enfatizou a importância da mobilização, dizendo: “É muito importante a mobilização de todo mundo para a gente mudar de vez esse rumo triste da história do Brasil.”



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TCE-MT e TCU articulam diagnóstico sobre transparência das filas do SUS em Mato Grosso

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e o Tribunal de Contas da União (TCU) iniciaram a implementação do projeto “Transparência nas Filas do SUS” em Mato Grosso. A iniciativa vai mapear como estão organizadas e quem gerencia as filas de acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), além de identificar como essas informações são disponibilizadas à população.

As estratégias para execução do trabalho foram alinhadas em reunião com o presidente da Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social (Copspas), conselheiro Guilherme Antonio Maluf, equipes técnicas do TCE-MT e representantes do TCU.

Nesta primeira fase, o projeto pretende traçar um diagnóstico do chamado ecossistema das filas do SUS em cada estado, identificando os responsáveis pela gestão, a quantidade aproximada de filas por complexo regulador, a relação entre elas e os mecanismos utilizados para dar transparência às informações.

De acordo com o conselheiro, neste primeiro momento, a proposta é conhecer a estrutura existente e reunir informações que permitam compreender como a regulação está organizada e qual o nível de transparência oferecido ao cidadão.

“O diagnóstico dará aos órgãos de controle e aos gestores uma visão mais clara sobre um tema que impacta diretamente o acesso da população à saúde pública. Precisamos conhecer como essas filas estão organizadas, quem é responsável por cada etapa e quais informações chegam efetivamente ao cidadão. A transparência é indispensável para uma gestão eficiente e para o controle social. A partir desse diagnóstico, teremos informações mais qualificadas para contribuir com soluções que melhorem o acesso da população aos serviços do SUS”, afirmou Maluf.

A secretária-geral de Controle Externo do TCE-MT, Patrícia Leite Lozich, destacou que o levantamento também permitirá organizar informações que hoje estão distribuídas entre diferentes estruturas e níveis de gestão do SUS.

“Antes de avançarmos sobre questões específicas, ou seja, de analisar cada fila individualmente, tempo de espera ou critérios de entrada e saída de pacientes, precisamos compreender com precisão como esse sistema está estruturado. O diagnóstico vai nos mostrar onde estão as filas, quem responde por elas e como as informações circulam entre os gestores e chegam à sociedade. Esse conhecimento é fundamental para orientar o controle externo, identificar pontos que precisam ser aperfeiçoados e, principalmente, contribuir para que a transparência seja uma ferramenta efetiva de melhoria da gestão”, reforçou Patrícia.

A execução será feita de forma articulada entre TCU, TCE-MT, instituições integrantes da Rede de Controle e gestores da saúde, especialmente a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e as estruturas responsáveis pela regulação.

O cronograma prevê que agosto seja dedicado à mobilização dos atores e à estruturação dos trabalhos. Em setembro, serão desenvolvidas as ferramentas de coleta de informações e, em outubro, será realizado o levantamento dos dados. Para novembro, estão previstas a elaboração dos relatórios estaduais e a consolidação do diagnóstico nacional.

Além de Maluf e Patrícia, participaram da reunião, pelo TCE-MT, o secretário em exercício do Núcleo de Políticas Públicas (NPP), Joel Bino, o supervisor do NPP, Denisvaldo Ramos, e a equipe da Copspas. Pelo TCU, participaram o auditor federal de Controle Externo Eduardo Mendes e o secretário do Tribunal no Estado, René Oliveira Neuenschwander Júnior.

René destacou que a participação dos atores locais será determinante para que o diagnóstico retrate as particularidades da organização do SUS em Mato Grosso e possa contribuir para o desenvolvimento das próximas etapas do projeto.



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Entenda Doença de Creutzfeldt-Jakob, diagnóstico do piloto Lito Souza

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A comunidade científica tem, até o momento, mais perguntas e hipóteses do que certezas absolutas a respeito da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A condição é rara, com menos de 100 casos suspeitos registrados por ano no Brasil e ganhou atenção pública após o diagnóstico do piloto e youtuber Lito Souza.

A doença se instala quando formas anormais de uma proteína produzida dentro das células cerebrais, os príons, passam a se acumular, comprometendo o funcionamento do órgão. Por isso, a DCJ é um dos tipos das chamadas doenças priônicas. O quadro progride rapidamente com desfecho fatal.

De acordo com a professora do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Tuane Vieira, em uma minoria de casos, isso ocorre devido à mutação genética. Ela é uma das principais pesquisadoras sobre a doença no país.

Também há registros raros de pacientes que desenvolveram DCJ após exposição a príons durante procedimentos médicos invasivos ou que adquiriram uma variante após consumir carne de animais contaminados com o chamado “mal da vaca louca”.

Ação cerebral

No entanto, na maior parte da ocorrências, ainda não se sabe por que as células cerebrais passam a acumular os príons. Uma das hipóteses é que seja um efeito colateral drástico a infecções virais, mas ainda não há comprovação.

“O vírus ele se utiliza da maquinária da célula para se replicar e isso causa um estresse para a célula. Alguns vírus, quando fazem isso, matam a célula, outros conseguem se multiplicar e sair sem matar. A gente tenta entender se esse estresse tem relação com o acúmulo dessas proteínas”, explica a professora.

De acordo com a especialista, essas partículas também são infectantes, o que ajuda a explicar a rápida evolução dos danos cerebrais.

“Quando essa forma alterada encontra uma proteína com a forma certa, ela muda essa proteína certa para a forma errada. Aí vira um efeito dominó. Isso vai se aglomerando, o que leva à morte dos neurônios e consequentemente à neurodegeneração.”

Os sintomas podem variar, a depender da região do cérebro mais afetada, mas geralmente começam com o declínio da memória e de outras funções cognitivas, avançando para dificuldades motoras, de comunicação e perda visual.

De acordo com relatos publicados pela esposa de Lito, Mila Seidl, o piloto se mantém lúcido, mas já não consegue se movimentar normalmente, e perdeu parte da visão. Em um vídeo publicado no último fim de semana, Lito aparece em um leito hospitalar, falando com dificuldade.

Ainda de acordo com a professora e pesquisadora, é mais comum que a doença ocorra em pessoas idosas. No entanto, há também registros em pessoas mais novas. Lito Souza, por exemplo, tem 59 anos.

“Quando a gente envelhece, a nossa célula também envelhece, então, a capacidade dela de corrigir esses erros, que já não é 100% originalmente, vai diminuindo, por isso aumenta a probabilidade de ter essas doenças”, explica.

Pesquisas clínicas

Não há cura para a DCJ, nem sequer tratamento que possa retardar ou deter sua progressão. Dois possíveis medicamentos estão sendo testados nos Estados Unidos, um pela farmacêutica Ionis e o outro pelo Broad Institute, ligado à Universidade de Harvard. A família de Lito tenta incluí-lo nos estudos. A esposa Mila tem publicado vídeos sobre a rápida evolução do quadro. Lito é especialista em aviação e criador do canal Aviões e Músicas, no Youtube.

Apesar de diferentes, as duas substâncias que estão sendo estudadas demonstraram potencial de diminuir a produção da proteína priônica normal, o que teoricamente reduziria a matéria-prima que poderia ser infectada pela proteína anormal, e consequentemente o acúmulo e a progressão da doença.

O estudo mais avançado é o da Ionis, com um oligonucleotídeo antissenso (molécula de DNA) aplicado diretamente na medula, por meio de pulsão lombar. A empresa fez testes com 56 participantes em 2024.

Em março de 2026, iniciou novo recrutamento para testar uma dosagem diferente. Os primeiros resultados só serão divulgados em 2027.

Segundo a professora, as substâncias em teste tem potencial de reduzir a quantidade de matéria-prima necessária para o surgimento de novos príons, mas podem não ter efeito sobre os estoques acumulados. Isso significa que poderiam retardar a doença, mas não reverter os danos já causados.

“A gente só tem 100% de certeza que isso funciona depois dos testes. Pode ser que não funcione ou pode ser que não cure, mas prolongue o tempo de vida e melhore a qualidade de vida do paciente.”

Pesquisas no Brasil

Pesquisadores brasileiros também buscam tratamento para a DCJ. Parceria do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ com a Universidade Federal Fluminense e a Universidade Federal de Goiás investiga os efeitos de dois compostos extraídos da moringa oleífera, conhecida popularmente como acácia-branca. In vitro, os resultados foram animadores.

“O extrato da planta inibiu essa capacidade que a proteína errada tem de converter a proteína certa. Depois, a gente ligou essa proteína a umas bolinhas magnéticas para pescar quais as moléculas do extrato capazes de interagir com essa proteína e no final chegamos a dois compostos, o ácido clorogênico e o ácido neoclorogênico”, explica Tuane Vieira.

A alternativa brasileira apresenta ainda uma vantagem: os compostos foram capazes de desagregar os príons que já estavam acumulados. Isso significa que um futuro medicamento à base da substância pode não somente evitar a progressão da doença, mas também desfazer os acúmulos que já causaram danos cerebrais.

O grupo faz agora experimentos em células humanas e busca financiamento para progredir com os testes em animais em parceria com pesquisadores da França. Por enquanto, a pesquisa está sendo financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e pela Fundação Carlos Chagas de Amparo à pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Mas novamente Tuane Vieira ressalva que a pesquisa está num estágio inicial e não descobriu que a moringa pode curar a DCJ. Ela enfatiza que essas substâncias podem interagir de forma danosa com o organismo. Por isso, todas as fases de teste, em animais e em humanos, são necessárias.

Diagnóstico

O exame mais avançado para confirmar a DCJ se chama RT-QuIC. No Brasil, ele é feito apenas no Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ. Como os príons tem capacidade infectante e podem causar uma doença letal, apenas laboratórios com alto nível de biossegurança podem manipulá-los.

“A gente pega a proteína normal e coloca em contato com uma amostra de líquor do paciente. Depois de uma série de experimentos, a gente consegue detectar se aquela amostra converteu ou não a estrutura da proteína normal em anormal. Esse é o padrão ouro para diagnosticar essa doença ainda em vida”, explica Tuane.

A realização do RT-QuIC ainda não faz parte das diretrizes brasileiras sobre a doença. No Sistema Único de Saúde, o diagnóstico é feito após exames de imagem como ressonância magnética e tomografia e análise de um biomarcador no líquor. Mas Tuane defende atualização dessas orientações.

“Esse biomarcador pode aparecer em outras patologias também, e essa é uma doença de progressão rápida, então a gente precisa fechar o diagnóstico rapidamente. A gente está falando de sintomas que evoluem a cada dia. O ideal é que esse resultado seja dado em até cinco dias úteis.”



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Presidente do TSE propõe regras para uso de IA nas eleições 2026

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O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, firmou uma tese sobre o uso de deepfakes durante a campanha eleitoral.

A proposta dele é a de que seja considerado deepfake aquele conteúdo que tenha um grau de realismo ou de verossimilhança tão grande que confunde o eleitor, em que ele não consiga dizer que é falso.

Ou seja, que provoque uma falsa sensação de autenticidade.

É preciso ainda, segundo o ministro, diferenciar o que é deepfake, que é proibido pelo TSE, do que é inteligência artificial, que é permitido desde que fique bem claro que se trata de IA bem explícito e que não seja usado para prejudicar o candidato ou o eleitor.

Se aprovada essa tese, poderá balizar os julgamentos sobre o assunto.

Esse entendimento do ministro foi apresentado durante uma decisão que determinou a remoção de um vídeo com imagens do candidato Flávio Bolsonaro, do PL.

O candidato afirma que as cenas o associando ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro eram falsas e produzidas por IA.

O TSE está de olho nessa questão de inteligência artificial.

Na semana passada mesmo os ministros se reuniram para tratar do assunto.

E nessa terça-feira, o tribunal conversou com influenciadores e criadores de conteúdo.

São perfis que, somados, têm mais de 40 milhões de seguidores.

Falaram sobre a urna eletrônica e reafirmaram a segurança e a confiabilidade dela e do nosso processo eleitoral.




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Pivetta nega pedir dinheiro para campanha de Flávio; ‘Estou me vendo louco para arrumar doador para a minha’

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negou participação em articulações para arrecadar fundos para a campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) em Mato Grosso. Pivetta disse que está mais preocupado em reunir recursos para a própria campanha. Na última semana, o coordenador da equipe do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve em Cuiabá para encontro com aliados e foi decidido que tanto o chefe do Executivo quanto Wellington Fagundes (PL) estarão no palanque de Flávio.

“Eu não fui convidado, não faço parte da coordenação da campanha e não tenho esse objetivo. Estou me vendo louco para arrumar doador para tocar a minha campanha”, afirmou Pivetta aos jornalistas, nesta terça-feira (25). Apesar da declaração, não há no Brasil nenhum candidato a governador mais rico que Pivetta. O patrimônio declarado à Justiça Eleitoral é de mais de R$ 575 milhões.

O questionamento feito ao candidato à reeleição para o governo do Estado está relacionado a uma reunião realizada na semana passada em Cuiabá, que teve a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio.

Organizado por Odílio Balbinotti Filho (PL), que é o coordenador da campanha de Flávio em Mato Grosso e também suplente do candidato a senador José Medeiros (PL), o evento teve como objetivo arregimentar apoio político e financeiro entre empresários mato-grossenses.

Wellington Fagundes, candidato a governador pelo partido, não foi convidado. A decisão evidencia ainda mais o racha dentro do grupo, especialmente depois que houve a aproximação forçada com o MDB de Mato Grosso.

Fonte: Gazeta Digital



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Bill Gates alerta para perigos da IA e quer discutir regras com Xi Jinping, presidente da China

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Na China, seu rosto já pode ser alugado ou vendido para a IA
Bill Gates, cofundador da Microsoft, pretende se encontrar com o presidente da China, Xi Jinping, ainda neste ano para discutir formas de reduzir os riscos provocados pelo avanço da inteligência artificial (IA).
Em entrevista à agencia Reuters, Gates afirmou que acredita que a China poderia concordar em restringir o lançamento de modelos de IA potencialmente perigosos caso os Estados Unidos tomassem a iniciativa primeiro.
“O mundo inteiro concordaria com isso”, disse Gates.
A equipe do bilionário trabalha para finalizar uma reunião com Xi durante sua próxima viagem à China, prevista para novembro, segundo um porta-voz. Gates já havia se encontrado com o presidente chinês em 2023.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
Gates também quer propor que os países monitorem a capacidade da inteligência artificial de criar moléculas e contribuir para ataques biológicos. Segundo ele, esse tipo de acompanhamento não impediria o desenvolvimento da indústria de tecnologia.]
Para o bilionário, poucos líderes mundiais estão agindo com a rapidez necessária para antecipar os possíveis danos provocados pela IA.
“Sim, no passado, a tecnologia nunca fazia isso. Desta vez é diferente”, afirmou. “Isso é como um marco evolutivo que precisa de uma incrível gestão de políticas por parte da sociedade como um todo.”
O Ministério das Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da Reuters.
Gates se preocupa com segurança da IA
Gates adotou uma postura mais otimista sobre a inteligência artificial no início deste ano, mas afirma que passou a se preocupar com a possibilidade de a tecnologia ser usada para realizar ataques, substituir trabalhadores e manipular usuários.
IA da OpenAI furou testes e atacou outra empresa: ela se tornou poderosa demais para ser controlada?
Ele citou como exemplo recentes testes de segurança envolvendo sistemas de inteligência artificial da OpenAI, Anthropic e Meta. Durante avaliações de cibersegurança, os modelos conseguiram realizar ataques contra sites reais.
“Esses incidentes de segurança são chocantes e deveriam impressionar as pessoas”, disse Gates
Em um texto publicado em seu blog nesta quarta-feira (26), o bilionário defendeu a criação de uma organização internacional para administrar questões relacionadas à inteligência artificial.
A proposta teria elementos de modelos já utilizados em outras áreas, como as inspeções internacionais relacionadas a armas nucleares, as regras da aviação e os acordos para proteção da camada de ozônio.
Gates concorda que os Estados Unidos devem liderar as discussões sobre segurança da IA, mas defende que sejam estabelecidos critérios claros para determinar quais medidas devem ser adotadas.
Impacto no mercado de trabalho
Além dos riscos relacionados à segurança, Gates também demonstrou preocupação com os efeitos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho.
O bilionário afirmou que considera a possibilidade de criar impostos sobre empresas que utilizem IA para substituir trabalhadores. Segundo ele, a arrecadação poderia ajudar a financiar uma rede de proteção social.
Gates também disse que a sociedade deveria considerar reservar até 40% dos empregos atuais para seres humanos.
Como exemplo, citou os cuidados que seu pai recebeu durante o período em que teve Alzheimer. Para Gates, atividades relacionadas ao cuidado de pessoas possuem características que não podem ser substituídas pela tecnologia.
O bilionário também criticou protestos comunitários contra a construção de data centers voltados à inteligência artificial. Segundo ele, essas manifestações deixam de lado uma questão maior: os efeitos da IA sobre o mercado de trabalho.
“Espere até realmente estragar o mercado de trabalho”, afirmou.
Fundação Gates
A Fundação Gates pretende gastar US$ 200 bilhões até 2045, com uma atenção crescente ao uso da inteligência artificial.
A organização trabalha com a Anthropic no desenvolvimento de exames de saúde para a gravidez com uso de IA e com a OpenAI em projetos voltados a profissionais de saúde em Ruanda.
Gates afirmou ainda que pretende conversar com funcionários das duas empresas sobre projetos de impacto social.
Para o bilionário, garantir que a inteligência artificial não aumente a desigualdade e não prejudique pessoas vulneráveis deve ser uma das principais prioridades do mundo.
Bill Gates durante o Fórum Econômico Mundial, em maio de 2022
Reuters/Arnd Wiegmann



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Cantora gospel Dolly Parton morre aos 80 anos: ‘Nos braços de Jesus’

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Dolly Parton faleceu na terça-feira, 25 de agosto de 2026, em Nashville, Tennessee, aos 80 anos. A família anunciou a morte em um vídeo publicado nos canais oficiais da artista, afirmando que ela morreu pacificamente.

Legado e carreira

A família descreveu a vida de Parton como uma “vida de strass” e destacou seu legado de “amor, compaixão e resiliência” construído ao longo de uma carreira de sete décadas. A cantora e compositora era conhecida internacionalmente por sucessos como “Jolene” e “9 to 5”, além de ser a fundadora do parque temático Dollywood, localizado nas Montanhas Smoky.

Nos últimos anos, Parton colaborou com artistas cristãos contemporâneos, incluindo o dueto premiado com Grammy There Was Jesus ao lado de Zach Williams e uma versão da canção God Only Knows com a dupla australiana for KING & COUNTRY.

Comunicação da família

A comunicação sobre a morte foi feita pelo sobrinho de Parton, Bryan Seaver, que atuou como seu chefe de segurança por mais de duas décadas. Ele revelou que a artista havia pedido a ele, anos antes, para gravar essa mensagem. “Nossa tristeza está conosco, não com Dolly”, disse Seaver. “Dolly viveu na luz e está nos braços de Jesus, seguramente recebida por Carl, seus pais e incontáveis outros que a assistiram e ansiavam por encontrá-la nos céus”.

Início na música e fé

Dolly Parton nasceu em 19 de janeiro de 1946, sendo uma das 12 crianças de uma família de agricultores no leste do Tennessee. Seu avô materno, Jake Owens, era pregador, e Parton afirmou que começou a cantar na igreja aos 6 anos e a tocar violão logo depois. Em uma entrevista à revista Country Woman, ela relacionou sua educação religiosa à ambição que a acompanhou ao longo da vida. “Crescemos acreditando que através de Deus todas as coisas são possíveis”, afirmou. “Acredito que acreditei tanto nisso que fiz acontecer”.

Sobre as pressões de uma longa carreira, Parton disse que suas convicções a mantiveram estável: “Isso tudo me manteve são. Isso me manteve estável. A crença em Deus é essencial.” Ela também mencionou que sua família a manteve com os pés no chão, sabendo o que era viver sem e o que era ter.

Fé e espiritualidade estavam presentes em sua obra, não apenas nas bordas. Seu primeiro álbum gospel, “The Golden Streets of Glory”, foi lançado em 1971, e sua música sempre refletiu suas crenças.



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Mutirão bancário segue até sexta-feira, mas conciliação está disponível todos os dias

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O Poder Judiciário de Mato Grosso realiza até sexta-feira (28) o Mutirão de Conciliação Bancária, com cerca de 200 sessões voltadas à negociação de dívidas e outros conflitos entre consumidores e instituições financeiras.

A mobilização também chama atenção para uma possibilidade disponível de forma permanente. Cidadãos que desejam buscar uma solução consensual para qualquer demanda podem procurar os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) durante todo o ano, sem precisar esperar pela realização de mutirões.

Iniciada nesta segunda-feira (24), a ação integra uma mobilização nacional promovida pelo Fórum Nacional da Mediação e Conciliação (Fonamec), em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e com instituições financeiras, e apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em Mato Grosso, a iniciativa é coordenada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

Nesta semana, estão concentradas negociações relacionadas a dívidas de cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, crédito consignado, financiamentos e outras pendências bancárias. Parte dos processos foi previamente selecionada pelas instituições financeiras participantes, e as partes já foram intimadas para participar das sessões.

A juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso e coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim destaca que a concentração das sessões nesta semana não limita o acesso da população à conciliação.

“A campanha pela conciliação é permanente. Todos e todas que quiserem buscar um espaço para conciliar, para conversar, para resolver seus problemas de forma mais rápida e colaborativa, podem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos, os nossos centros de conciliação, localizados nos fóruns”.

De acordo com a magistrada, diferentes tipos de débitos podem ser negociados, independentemente do tempo em que a dívida foi contraída.

“Todos os tipos de débitos podem ser objeto de negociação. O Poder Judiciário permite esse espaço de diálogo entre as instituições bancárias e as partes, independentemente de a dívida ser antiga ou recente, porque as realidades se alteram”.

Para Cristiane Padim, uma pessoa que não conseguiu cumprir uma obrigação financeira no passado pode, posteriormente, encontrar condições para renegociar e quitar o débito. “Se eu não pude pagar lá atrás, de repente agora, com condições melhores, eu consigo quitar essa dívida”, exemplificou.

Cerca de 200 sessões

Durante o mutirão, a expectativa é realizar aproximadamente 200 sessões de conciliação. No Cejusc Virtual Estadual, responsável pela operacionalização de parte da ação, 104 processos previamente selecionados pelas instituições financeiras estão na pauta de negociação. A unidade organiza as sessões, desde a definição da pauta e as intimações até a realização dos atendimentos.

Nos Juizados Especiais, outros 73 processos serão atendidos pelo Cejusc dos Juizados Especiais – Estadual, com possibilidade de participação de casos de qualquer comarca de Mato Grosso. A mobilização também conta com a atuação do Cejusc de Segundo Grau, onde a conciliação pode ser buscada mesmo quando o processo já está em fase de recurso.

O formato virtual permite que as partes participem das sessões de onde estiverem, utilizando celular, computador ou outro equipamento com acesso à internet, evitando deslocamentos e ampliando o acesso à Justiça em todo o estado.

Conciliação antes ou depois do processo

Além dos processos já judicializados, também é possível buscar uma solução antes do ajuizamento da ação, por meio da Reclamação Pré-Processual. A conciliação também permanece disponível após o encerramento do mutirão, nos Cejuscs instalados nos fóruns e pelos canais disponibilizados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Apoio a pessoas superendividadas

Pessoas que acumulam dívidas com diferentes instituições financeiras e enfrentam dificuldades para reorganizar a vida financeira também podem procurar o serviço voltado ao superendividamento.

Nesses casos, é possível buscar uma negociação que considere o conjunto das dívidas e as possibilidades financeiras do consumidor. “Quando temos dívidas com várias instituições bancárias, esse é um espaço para buscar uma negociação”, orientou a magistrada.

Até sexta-feira, o mutirão concentra esforços nos processos selecionados para esta edição. A possibilidade de conciliar, no entanto, permanece aberta diariamente nas unidades de solução consensual de conflitos do Poder Judiciário de Mato Grosso.



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Meta negocia acordo extrajudicial com estados dos EUA em caso sobre segurança de menores

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Adam Mosseri, chefe do Instagram, deixa o Tribunal após julgamento em que a Meta está sendo processada por ‘incentivar’ vício de adolescentes nas redes sociais.
KARL MONDON/AFP
O gigante das redes sociais Meta mantém conversas com vários estados dos Estados Unidos para resolver extrajudicialmente uma ação sobre a segurança de menores e a proteção dos consumidores, segundo um relatório da agência financeira Bloomberg.
A Meta, com mais de 3 bilhões de usuários em todo o mundo, enfrenta acusações de uma coalizão de 29 estados de que teria projetado seus produtos para incentivar a dependência de adolescentes e coletar seus dados, ao mesmo tempo em que oculta a verdade do público.
Os estados afirmam que a Meta violou leis federais e estaduais, embora as acusações exatas variem de um estado para outro.
Se a Meta perder o caso, os estados poderão pedir sanções de cerca de 200 bilhões de dólares (1,02 trilhão de reais), além de exigir que a empresa modifique seus produtos.
LEIA TAMBÉM: Dona do Instagram sabia de falhas em recursos de segurança para menores, dizem testemunhas em processo nos EUA
Agora no g1
“A Meta Platforms Inc. e os procuradores-gerais estaduais discutiram um possível acordo” extrajudicial, informou a Bloomberg na terça-feira, 25, citando fontes anônimas.
Califórnia, Colorado, Nova Jersey e Kentucky lideram a acusação contra a Meta em um tribunal de Oakland, cidade vizinha de San Francisco.
Vários procuradores-gerais anunciaram na noite de terça-feira que concederiam coletivas de imprensa nesta quarta-feira, 26, sobre a proteção dos consumidores e questões de tecnologia.
Nevada, que não participa do processo na Califórnia, disse que nesta quarta-feira anunciará um “acordo” com “uma importante empresa de tecnologia”.
Representantes da Meta e do procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, inicialmente não responderam aos pedidos de comentário sobre o caso.
Adam Mosseri, diretor do Instagram, admitiu na terça-feira, durante o julgamento, que promoveu as recém-lançadas ferramentas de segurança para adolescentes sem revelar que praticamente não eram utilizadas.
Outras testemunhas indicaram que a Meta sabia que essas ferramentas não eram eficazes e que inclusive eram “desenvolvidas para fracassar”.
Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, deverá depor em algum momento durante o julgamento.



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