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Catadoras de mangaba resistem à especulação imobiliária em Aracaju

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Um dos principais ícones culturais e ambientais de Sergipe, a mangaba se tornou, nos últimos anos, símbolo de resistência nas comunidades extrativistas que dependem da proteção de seus territórios para garantir o sustento de dezenas de famílias e um modo de vida totalmente integrado à natureza. Em Aracaju, algumas das últimas remanescentes de mangabeiras concentram-se na região sul da cidade, o epicentro da zona de expansão urbana, e seguem sofrendo forte pressão imobiliária que ameaça especialmente a autonomia econômica e social de mulheres que vivem da coleta, a chamada “cata”, e do manejo do fruto.

“A gente está rodeado de uma selva de pedra. Eu me sinto guardando um tesouro da humanidade”, desabafa a presidente da Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper (ACCMPLL), Maria Eliene Santos.

A entidade é a principal organização política e comunitária das famílias extrativistas da capital sergipana e ajuda a orientar a produção, a preservar os conhecimentos tradicionais e a fazer a interlocução com o Poder Público. Esse trabalho rendeu à associação o primeiro lugar na categoria Povos e Comunidades Tradicionais do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), no ano passado.

Ao todo, foram destinados R$ 45 mil à associação, que investiu na realização de oficinas e estudos para fortalecer o beneficiamento da mangaba e o turismo de base comunitária na região, com apoio de instituições como a Universidade Federal do Sergipe (UFS) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
 


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Maria dos Santos. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Maria dos Santos. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Maria Eliene Santos preside a Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper, vencedora do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade na categoria Povos e Comunidades Tradicionais – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O território das catadoras de mangaba em Aracaju compreende duas áreas protegidas contíguas, separadas por uma avenida: a Reserva Extrativista (Resex) Mangabeiras Missionário Uilson de Sá e uma área da União concedida à comunidade por meio de um Termo de Autorização de Uso Sustentável. Embora submetidas a diferentes regimes de gestão, as duas áreas formam um único território cultural tradicional, onde as famílias, a maioria formada por pessoas negras, mantêm o extrativismo da mangaba há mais de oito décadas.

A reportagem da Agência Brasil visitou a Resex Uilson de Sá no início de junho, durante a 5ª Festa da Colheita, evento que marcou o lançamento do Plano de Manejo Popular da reserva. O documento, elaborado coletivamente pelas famílias catadoras de mangaba, com apoio da associação, busca registrar a memória histórica, estimular a conservação da reserva, fazer uma cartografia ecológica e subsidiar a gestão participativa do território.
 


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Quinta Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, em Aracaju – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“O plano de manejo foi uma maneira que a gente encontrou, junto com a comunidade, de reorganizar todo mundo em torno da continuidade da luta em defesa do território. A gente ficou com medo de a prefeitura de Aracaju aparecer com um plano pronto e impor regras que não tinham nada a ver com a comunidade”, explica Leandro Sacramento Santos, conhecido como Pel, da Associação Raízes, que presta assessoria a comunidades tradicionais em Sergipe.

Uma das controvérsias com a prefeitura, por exemplo, é sobre transformar a Resex em um parque urbano aberto, o que, segundo as catadoras, poderia descaracterizar completamente a finalidade da unidade de conservação, criada para proteger o modo de vida e o uso sustentável do território por famílias extrativistas.

“Quando o Estado vier construir o plano de manejo, a comunidade já sabe o que quer”, aponta Raquel Fernandes, analista da Embrapa Tabuleiros Costeiros, sobre a iniciativa popular.

Trauma coletivo

O próprio processo que levou à criação da reserva foi marcado por uma série de violações de direitos que quase extinguiu a atividade extrativista em Aracaju. O agravamento dos conflitos começou quando o avanço da expansão urbana da capital sergipana, a partir dos anos 2010, passou a ocupar parte do território tradicional das catadoras de mangaba, com a implantação de empreendimentos de habitação e a supressão de áreas de coleta.
 

Segundo lideranças comunitárias e apoiadores da associação, a reserva extrativista foi demarcada pela prefeitura como parte das condicionantes ambientais exigidas para o financiamento, pelo Banco Mundial, do conjunto habitacional implantado no Bairro 17 de Março, exatamente ao lado da reserva. Embora tenha representado um avanço no reconhecimento do território, a comunidade afirma que a unidade foi instituída após a devastação de centenas de árvores de mangaba e não contemplou toda a área tradicional utilizada pelas famílias extrativistas.

Foi nesse cenário que ganhou destaque a atuação do missionário católico Uilson de Sá, que organizou as famílias extrativistas em defesa das mangabeiras e do direito de permanência no território, a partir de 2014. Ao mesmo tempo, também buscou contemplar a luta por moradia popular, estabelecendo regras de convivência entre os grupos sociais vulneráveis envolvidos no conflito territorial.

“O que a comunidade propunha era que existisse uma união da luta dos extrativistas com os sem-teto para defender a reserva e lutar por moradia”, relata Pel. “Mas o Poder Público acabou estimulando a luta de pobres conta pobres”, denuncia.

Apesar da tentativa de conciliação das lutas populares, Uilson de Sá acabaria sendo encontrado morto com sinais de violência, em novembro de 2022, em sua casa, em área próxima da reserva. Por sua luta e as ameaças que sofria, ele chegou a fazer parte do Programa de Proteção a Defensores dos Direitos Humanos (PPDDH), do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDH), em que era acompanhado pela polícia em algumas atividades.

Inquérito da Polícia Civil de Sergipe, revisado pela Polícia Federal (PF), concluiria, no entanto, que a morte não teria sido um homicídio, mas decorrência de asfixia por estrangulamento autoprovocado, de maneira acidental. Uilson tornou-se um símbolo da luta das catadoras, que deram seu nome à reserva extrativista.

O missionário era filho mais velho de Rosenaide de Sá, a dona Zenaide, uma das catadoras e matriarcas mais antigas da região. Ela conta que, mesmo após a criação da reserva, as extrativistas não sentem plena segurança, e moradores da região ainda falam sobre novas ocupações. “Continuam nos ameaçando”, revela.


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto dona Zinaide. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto dona Zinaide. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Uma das catadoras mais antigas da região, dona Zenaide percebe a dificuldade de desenvolvimento das mangabeiras, principalmente nas proximidades da área urbana – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Dona Zenaide recorda que a área atualmente ocupada por conjuntos habitacionais era anteriormente repleta de mangabeiras. Catadora experiente, ela tem percebido a dificuldade de desenvolvimento das plantas que sobraram no território, especialmente aquelas mais próximas da área urbana.

A falta de uma vegetação de amortecimento entre a floresta de mangabeiras e os prédios residenciais reduz a presença de mariposas que atuam na polinização do fruto e diminui drasticamente a produtividade das árvores. “A mangabeira é muito sensível, e o balanço dos carros [que passam na rua] interfere”, analisa.

Serviços ambientais

Rica em vitamina C, fibras e compostos antioxidantes, a mangaba é um fruto nativo do Brasil, de sabor agridoce, com formato oval e coloração amarelada com manchas avermelhadas. O nome é de origem da língua indígena tupi e significa “coisa boa de comer”. Além de alimentar e gerar renda, integra o patrimônio cultural e a sociobiodiversidade de diversas comunidades tradicionais do Nordeste e de outros biomas do país, como o Cerrado.
 


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Produtos à base de mangaba vendidos na 5ª Festa da Colheita, na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, em Aracaju – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O ofício das catadoras de mangaba e a própria espécie nativa da fruta são considerados, por lei estadual, patrimônios culturais de Sergipe. “Quem é sergipano não vive sem mangaba, sem o suco da mangaba”, destaca Raquel Fernandes, da Embrapa.

“Essa área aqui é uma das únicas de Aracaju com esse bosque, essa área verde contínua, em que que gente consegue respirar um ar um pouco mais fresco. Essa mulheres são guardiãs da biodiversidade, considerando toda a parte cultural [do ofício], toda cultura da nossa dieta também tradicional. Elas efetivamente produzem um benefício que não tem preço para a sociedade”, acrescenta.


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Raquel Fernandes, Analista da Embrapa. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Raquel Fernandes, Analista da Embrapa. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Raquel Fernandes, analista da Embrapa, destaca a importância das catadoras de mangaba para a biodiversidade – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Apesar desse serviço socioambiental prestado pela comunidade, a histórica redução do território extrativista das mangabeiras de Aracaju e em outras regiões do estado revela uma perda de protagonismo de Sergipe na produção do fruto. Durante muitos anos, o estado foi o principal produtor de mangaba do país – posição que chegou a concentrar mais da metade de toda a produção nacional.

Mas, nos últimos anos, de acordo com os dados mais consolidados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes à Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs) de 2023, Sergipe ocupa a quarta posição nacional na produção extrativista de mangaba, atrás da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de Minas Gerais, respectivamente.

Uma das conclusões apontada por especialistas para esse resultado é justamente a redução dos remanescentes de mangabeiras, provocada pela expansão urbana e por mudanças no uso do solo, que afetou a base territorial do extrativismo tradicional.

“Você romantiza a mangaba como símbolo do estado, mas o próprio Poder Público fomenta um processo de extinção da cultura associada a ela”, critica Cristiane Campos, professora do Departamento de Economia e da Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que acompanha o trabalho das catadoras de mangaba em Sergipe.


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Cristiane Campos, professora da Universidade Federal de Sergipe. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Cristiane Campos, professora da Universidade Federal de Sergipe. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Professora da Universidade Federal de Sergipe, Cristiane Campos acompanha o trabalho das catadoras de mangaba em Aracaju – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A docente também ressalta que, vivendo como vivem e tendo seu território protegido, as catadoras já prestam uma “enorme contribuição socioambiental” à sociedade sergipana.

“A mangaba representa tudo. É da mangaba que a gente tira o nosso sustento. Além de a gente estar protegendo a natureza, a gente faz várias coisas com a mangaba”, resume Maria Eliene Santos, a presidente da associação das catadoras.

A extrativista conta que que aprendeu a coletar ainda criança, e que o conhecimento é transmitido entre gerações. Não só da coleta da mangaba vivem as famílias, mas também dos diversos produtos feitos a partir do processamento do fruto, como geleia, licor, biscoito, bolo, pão, vinagre e vinho.

Cenários

Na elaboração do Plano de Manejo Popular da Resex Uilson de Sá, as famílias extrativistas projetaram diferentes cenários para fortalecer a cultura da mangaba no território. Entre as propostas, está a construção da Casa da Mangaba, unidade que seria o centro de beneficiamento do fruto, para a fabricação de derivados. O espaço também serviria para a instalação do museu da mangaba e da nova sede da associação, que atualmente está em um imóvel alugado.

Outro cenário prevê o desenvolvimento de atividades de turismo de base comunitária na região. A ideia é permitir que visitantes conheçam a história das catadoras e seus conhecimentos tradicionais, incluindo a culinária e os processos de beneficiamento associados à mangaba.
 


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Construído de forma coletiva, o Plano de Manejo Popular foi lançado na 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As atividades de turismo comunitário ainda poderiam colaborar para o aumento da renda das famílias extrativistas em períodos de entressafra, especialmente entre os meses de julho e novembro. Muitas dessas mulheres acabam tendo que trabalhar como diaristas e fazer outros serviços para não ficarem em uma situação ainda mais vulnerável.

A comunidade reivindica também a inserção em políticas públicas que impulsionem o comércio da fruta, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o que daria ainda mais estabilidade econômica às catadoras.

Posição do Poder Público

Procurada, a prefeitura de Aracaju explicou que a elaboração do plano de manejo da reserva extrativista depende da indicação de nomes de representantes das catadoras para compor o conselho que definiria os contornos da norma. Segundo a administração municipal, não há tratativas sobre transformar a Resex em parque municipal de acesso público, “até mesmo pela sensibilidade do território”.

A prefeitura também garantiu apoio na construção de uma unidade de beneficiamento da mangaba na área da reserva. “Existe um projeto arquitetônico com recurso aprovado. O projeto foi desenvolvido e será executado pela Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), da Prefeitura. Ele foi revisado pelas catadoras e foram utilizados modelos de estabelecimentos de acordo com as necessidades que elas informaram”, destacou a administração da capital sergipana.
 


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá deve ganhar centro de beneficiamento da mangaba – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Sobre a preocupação com segurança e novas invasões no território das mangabeiras, a prefeitura informou não existir denúncia formal nos canais oficiais do município, mas que a fiscalização é contínua.

“A gestão realiza fiscalizações ambientais por meio da Sema [Secretaria Municipal do Meio Ambiente] e a Guarda Municipal intensificou as rondas. A Secretaria Municipal da Família e Assistência Social (Semfas) realiza um levantamento das famílias que possuem cavalos no residencial de frente à Resex para que seja realizada a construção de uma baia comunitária, com a finalidade de reduzir animais amarrados nas grades da Resex que espantam os polinizadores com mau cheiro e desordem. A Prefeitura foi responsável pelo cercamento da área da Resex, oferece a estrutura da Secretaria da Mulher para escuta ativa das mulheres, além do apoio contínuo na guarda”, observou.

Ainda na nota à reportagem, a prefeitura de Aracaju defendeu que a autonomia das catadoras sobre o território está sendo respeitada e ponderou que a prosperidade da reserva depende das ações para construir uma unidade de beneficiamento do fruto e o funcionamento regular do conselho gestor da área.

*A equipe da Agência Brasil viajou a Sergipe, entre os dias 5 e 7 de junho de 2026, a convite no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).




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'Safrinha' de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP

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‘Safrinha’ de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP
TV TEM/Reprodução
O amanhecer frio, com termômetros na casa dos 10°C, virou motivo de alegria para os produtores do interior de São Paulo. Embora a colheita tradicional da uva ocorra durante o verão, a chamada “safrinha” de inverno ganhou força e se consolidou como um negócio altamente lucrativo na região, chegando a registrar uma produtividade superior à da safra principal em algumas áreas.
Na propriedade do produtor Anderson Tomazeto, são dois hectares e meio cultivados com diferentes tipos de uva. Nesta época do ano, as variedades Niágara, Núbia, Vitória e Melodia, as chamadas uvas de mesa, são as que mais saem.
O frio é o grande responsável por impulsionar a qualidade das frutas, garantindo cores mais vivas, perfume marcante e sabor mais doce, embora a produção exija um manejo adaptado às baixas temperaturas.
Em Itupeva (SP), o agricultor João Leonardo Foga utiliza a sabedoria de quem está na terceira geração da família no campo para conduzir uma estrutura de 70 mil pés de uva. Em sua propriedade, os trabalhos de colheita começaram na primeira semana de julho. O produtor destaca que a safra de inverno se tornou fundamental para a sustentabilidade financeira do trabalho no campo.
Para proteger o investimento e garantir o padrão do fruto, toda a plantação do João é coberta por redes de proteção. Com mercado garantido, a produção local é vendida para grandes centros como Campinas, São Paulo e Belo Horizonte. O cenário confirma um período para celebrar o trabalho rural, prometendo excelentes retornos econômicos para os produtores.
Veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2026:
‘Safrinha’ de uva ganha força com o frio e vira negócio lucrativo no interior de SP
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IAC desenvolve batata-doce que produz mais e tem mais nutrientes

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Batizada de “IAC Dom Pedro II”, a cultivar registrou uma produtividade 48% superior à da batata-doce canadense, que é a líder de cultivo no território paulista. Os testes ocupam uma área de meio hectare no Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária (CPTTA), em São José do Rio Preto (SP).



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As coisas mais estranhas que podem piorar o sinal de wi-fi da sua casa

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“Hoje em dia, os micro-ondas causam menos problemas”, diz Hills. Os aparelhos são mais bem construídos e o wi-fi também pode operar na frequência de 5 GHz, em vez da de 2,4 GHz. Ainda assim, se você tem um roteador antigo ou um micro-ondas já bastante usado, esquentar uma refeição congelada pode atrapalhar seus memes.



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Justiça Eleitoral bloqueia R$ 230 mil de Ana Cristina Valle

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A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de até R$ 230 mil das contas bancárias de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher de Jair Bolsonaro. A medida visa garantir o pagamento de uma dívida relacionada à desaprovação das contas de sua campanha para deputada distrital em 2022.

Contexto da decisão

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) surge após a constatação de irregularidades na aplicação de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) durante a campanha de Ana Cristina. Ela disputou uma vaga de deputada distrital pelo Partido Progressistas (PP) nas eleições de 2022, mas não obteve sucesso.

Irregularidades e consequências

O TRE-DF condenou Ana Cristina a devolver R$ 135 mil ao Tesouro Nacional devido a essas irregularidades. Como a ex-mulher de Bolsonaro não quitou a dívida no prazo estabelecido, a Justiça autorizou o bloqueio patrimonial, que pode atingir até R$ 230 mil, incluindo a dívida original, multas por atraso e honorários.

Reações e implicações

A medida gerou reações mistas entre os apoiadores e opositores de Jair Bolsonaro. Enquanto alguns veem a decisão como uma forma de responsabilização por práticas inadequadas na política, outros argumentam que a ação pode ser interpretada como uma perseguição política. A situação levanta questões sobre a transparência nas campanhas eleitorais e a responsabilidade dos candidatos no uso de recursos públicos.

“A decisão é um reflexo da necessidade de maior controle sobre as finanças das campanhas eleitorais”.

O que esperar

Com o bloqueio das contas, Ana Cristina terá que se mobilizar para regularizar sua situação financeira e cumprir com as determinações da Justiça. Este caso também pode abrir precedentes para outras ações semelhantes, reforçando a importância da ética e da responsabilidade na política brasileira.



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Petróleo mais caro: por que uma guerra tão distante pesa no bolso do brasileiro?

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Do avião ao ovo: por que o petróleo afeta o preço de tudo?
Uma guerra no Oriente Médio pode impactar o bolso dos brasileiros porque a região concentra grandes reservas de petróleo. E petróleo mais caro encarece combustíveis como gasolina e diesel, e aumenta o custo do transporte em um país onde quase tudo circula por caminhões.
Esse efeito em cascata chega aos preços de alimentos, produtos industriais e ao agronegócio, já que o petróleo também é matéria-prima de embalagens, plásticos e fertilizantes, pressionando a inflação e até as decisões sobre juros.
Neste vídeo, você vai entender quais são os efeitos da forte alta do petróleo para o seu bolso. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.



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Carlos Bolsonaro elogia atuação de Eduardo nos EUA: ‘Você é gigante’

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Na última sexta-feira, 10 de julho de 2026, Carlos Bolsonaro fez uma declaração emocionante em homenagem ao irmão Eduardo Bolsonaro, elogiando sua atuação nos Estados Unidos e os reflexos positivos que isso trouxe para o Brasil.

O que aconteceu

Em uma mensagem publicada nas redes sociais, Carlos parabenizou Eduardo pelo seu aniversário e destacou as contribuições significativas que ele tem feito em sua missão no exterior. Segundo Carlos, a atuação de Eduardo foi crucial para a saída do ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF) e para a revelação de escândalos de corrupção que marcaram a história recente do Brasil.

Impactos da atuação de Eduardo

Além de ressaltar a importância de Eduardo no combate à corrupção, Carlos também mencionou a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos. Essa decisão, segundo ele, é um passo importante na luta contra o crime organizado e a proteção da sociedade brasileira.

“Você é gigante”, escreveu Carlos em sua mensagem, enfatizando o papel de Eduardo como um defensor da liberdade e da segurança no Brasil. A atuação dele nos EUA, conforme Carlos, não apenas trouxe visibilidade para os problemas enfrentados pelo Brasil, mas também ajudou a estabelecer parcerias que podem fortalecer a luta contra a corrupção e a criminalidade.

Reações e apoio

A declaração de Carlos gerou uma série de reações nas redes sociais, onde apoiadores e simpatizantes elogiaram a união dos irmãos na luta por um Brasil melhor. Muitos comentaram sobre a importância de ter representantes brasileiros no exterior que defendam os interesses do país e promovam a verdade.

O que esperar no futuro

À medida que o cenário político brasileiro continua a evoluir, a atuação de Eduardo nos EUA pode ter implicações significativas para o futuro do país. Com a crescente atenção internacional sobre questões de corrupção e segurança, espera-se que iniciativas como a classificação de facções criminosas como terroristas possam abrir portas para novas colaborações e apoio internacional.

Os desafios são grandes, mas a esperança é que a união e o trabalho em equipe entre os irmãos Bolsonaro possam trazer resultados positivos para a nação. A mensagem de Carlos é um lembrete de que, mesmo em tempos difíceis, a fé e a determinação podem levar a mudanças significativas.



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Por que a carne não deve ficar mais barata mesmo com a redução das exportações para a China?

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Por outro lado, Capuzzi, do Insper, avalia que, se os preços continuarem subindo na China, o país poderá rever a restrição para ampliar as importações do Brasil. Outra possibilidade, segundo ele, é utilizar cotas de outras nações para atender ao consumo interno.



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Flávio Bolsonaro visita comunidade em Fortaleza afetada por facções

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O senador Flávio Bolsonaro visitou a comunidade de Vila Velha, em Fortaleza, nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, para ouvir os relatos de moradores que foram expulsos de suas casas por facções criminosas. A situação, marcada pela violência e exploração, resultou na saída de mais de 80 famílias da localidade.

Contexto da situação

A Vila Velha, uma comunidade que já foi vibrante, agora se encontra em um estado de abandono, conforme relatado por seus moradores. A presença do Comando Vermelho (CV), uma das facções mais conhecidas do Brasil, transformou a área em um local de medo e opressão. Os moradores relatam que, além de serem forçados a deixar suas casas, eles enfrentam a exploração financeira, com taxas impostas para serviços básicos como água, internet e gás.

O que aconteceu durante a visita

Durante sua visita, Flávio Bolsonaro ouviu os testemunhos de quem teve que deixar suas residências e a luta diária que enfrentam para sobreviver em um ambiente hostil. Ele destacou que a situação é alarmante, afirmando: “É taxa da água, é taxa da internet, é taxa do gás, é taxa do comércio, é taxa do medo”. Essa declaração reflete a gravidade da exploração que as famílias estão enfrentando, tornando a vida na comunidade insustentável.

Reações à visita

Flávio também aproveitou a oportunidade para criticar o governo atual, especificamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua postura em relação ao combate às facções criminosas. Ele argumentou que a falta de uma ação mais firme contra grupos como o Comando Vermelho contribui para o aumento da violência e da insegurança nas comunidades mais vulneráveis.

O que esperar no futuro

A visita do senador à Vila Velha levanta questões importantes sobre a segurança pública e a necessidade de um plano mais eficaz para proteger as comunidades que sofrem com a violência das facções. A situação em Fortaleza é um lembrete da luta constante que muitos brasileiros enfrentam em busca de segurança e dignidade. A esperança é que a atenção dada a esse problema possa resultar em ações concretas que ajudem a restaurar a paz e a segurança nas comunidades afetadas.



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Férias no Brasil: só 1 em cada 3 trabalhadores tira os 30 dias

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Outro comportamento identificado pela pesquisa é o baixo uso de férias em períodos menores, como meio dia de afastamento. No Brasil, apenas 3% das solicitações analisadas corresponderam a esse formato, percentual bem inferior ao observado em países como França (11,5%), Reino Unido (11,3%) e Alemanha (9,4%).



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