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IBGE inicia coleta da Pesquisa Nacional de Saúde 2026

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou, na última semana, a coleta da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026), realizada em parceria com o Ministério da Saúde.

A PNS é realizada por amostragem. Até 30 de novembro, cerca de 1,8 mil entrevistadores visitarão aproximadamente 140 mil domicílios distribuídos em todos os estados brasileiros.

O levantamento domiciliar vai coletar informações sobre as condições de saúde da população, hábitos de vida, acesso e utilização dos serviços de saúde, ocorrência de doenças crônicas e fatores associados à qualidade de vida.

Os dados da PNS 2026 servem para acompanhar e avaliar políticas públicas, planejar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer a saúde privada e monitorar o cumprimento de metas nacionais e internacionais relacionadas ao tema.

“Os resultados permitem conhecer melhor a realidade do país, apoiar estudos e pesquisas e subsidiar ações voltadas à promoção da saúde e à redução das desigualdades”, disse em nota o IBGE.

Exames de sangue e urina

O Instituto destaca que, na edição 2026, será feita uma coleta de biomarcadores, por meio de exames gratuitos de sangue e urina, entre julho e outubro.

Uma amostra de 15 mil a 20 mil moradores com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas, será convidada a participar da coleta domiciliar. Posteriormente, os participantes voluntários receberão gratuitamente os resultados dos exames realizados.

Os exames previstos incluem hemograma, lipidograma (mede as taxas de colesterol), hemoglobina glicada (mede a taxa média de glicose no sangue nos últimos três meses para diagnosticar pré-diabetes e diabetes), creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para Chikungunya e a possível presença de metais pesados, como chumbo e mercúrio, no corpo.

As análises dos resultados das amostras permitirão produzir indicadores relacionados a doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal, exposição a contaminantes ambientais, entre outros.

Questionário da pesquisa

Durante a visita, o entrevistador do IBGE aplica um questionário com perguntas gerais sobre características do domicílio, as condições de saúde de seus moradores e os fatores que influenciam a qualidade de vida destas pessoas.

Entre os assuntos investigados estão doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, colesterol alto), saúde da mulher, saúde da população idosa, saúde bucal, saúde mental, atividade física, alimentação, tabagismo, consumo de álcool, acidentes, violência, doenças transmissíveis (dengue e Chikungunya, entre outras), pessoas com deficiência, cobertura por plano de saúde e uso dos serviços de saúde.

Em seguida, será selecionado aleatoriamente um morador com 15 anos ou mais, no domicílio pesquisado, para responder ao questionário individual da pesquisa. Como parte da coleta, os participantes selecionados para a entrevista individual terão aferidas a pressão arterial, o peso e a altura.

O objetivo é ampliar a qualidade das informações produzidas pela pesquisa e monitorar indicadores de risco à saúde como hipertensão arterial e excesso de peso corporal.

Todas as informações prestadas ao IBGE são confidenciais.

Participação da população

O IBGE destaca que a participação dos moradores dos domicílios selecionados é fundamental para garantir que os resultados representem adequadamente as condições de saúde da população do país. 

Por isso, se um pesquisador bater à porta, o IBGE orienta que o morador colabore e responda aos questionamentos.

Para realização da edição 2026 da Pesquisa Nacional de Saúde, os servidores do IBGE que estão em campo passaram por um treinamento nacional específico, que incluiu atividades voltadas à aplicação dos questionários, aos procedimentos de antropometria (medição física do corpo) e à aferição da pressão arterial.

Todos os cerca de 1,8 mil entrevistadores do IBGE deverão estar devidamente identificados com crachá, uniforme institucional e dispositivo eletrônico de coleta de informações.

Para verificar a identidade dos servidores e conhecer mais a pesquisa, a população pode acessar o site Respondendo ao IBGE ou ligar gratuitamente no telefone 0800 721 8181. O atendimento é de segunda-feira a sábado, das 8 horas às 21h30, no horário de Brasília.

Terceira edição

A primeira edição da Pesquisa Nacional de Saúde foi realizada em 2013. A segunda, em 2019 e a terceira ocorre neste ano. 

Com a nova pesquisa, será possível comparar indicadores das três edições e, desta forma, acompanhar mudanças no perfil de saúde dos brasileiros. 

Pela metodologia do levantamento, cada domicílio selecionado para amostragem representa um conjunto maior de domicílios com características semelhantes para, no fim, os resultados refletirem a realidade da população brasileira.

 



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PL, PT e União Brasil lideram ranking de Fundo Partidário em MT

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O PL e o PT foram os partidos que mais receberam recursos do Fundo Partidário em Mato Grosso nos últimos dois anos, período marcado pelas eleições municipais de 2024, quando as duas legendas disputaram o segundo turno da Prefeitura de Cuiabá. As prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral mostram que o PL recebeu R$ 6.858.375,70 entre 2024 e 2025, enquanto o PT arrecadou R$ 5.365.461,06. O União Brasil aparece na terceira colocação, com R$ 3.947.964,80.
O maior volume de recursos foi registrado em 2024, ano em que PL, PT e União Brasil protagonizaram a principal disputa eleitoral do Estado. Abilio Brunini (PL) derrotou o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) no segundo turno da eleição em Cuiabá, enquanto o deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) terminou em terceiro lugar e ficou fora da fase decisiva.
Nas eleições municipais, o PL também ampliou sua presença política ao eleger prefeitos em diversas das principais cidades mato-grossenses, consolidando-se como uma das maiores forças políticas do Estado.
Os recursos analisados referem-se ao Fundo Partidário, verba pública distribuída de acordo com as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às legendas para custear despesas permanentes, como manutenção das sedes, pagamento de funcionários, consultorias, comunicação, formação política e outras atividades previstas na legislação.
O Fundo Partidário é distinto do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), destinado exclusivamente às campanhas eleitorais. Tanto o PL quanto o PT figuram historicamente entre os maiores beneficiários das duas fontes de financiamento público. Entre as despesas do PL incluem pagamentos à Moumers e Moumers Consultoria Ltda., empresa pertencente a Manoel Abilio Moumer Ribeiro, pai do prefeito Abilio Brunini.
As prestações de contas registram repasses de R$ 77 mil em 2024 e R$ 84 mil em 2025, totalizando R$ 161 mil no período. O PT, segundo colocado em arrecadação, movimentou R$ 5.365.461,06 em receitas e declarou R$ 5.190.523,85 em despesas nos dois exercícios financeiros.
Na terceira posição aparece o União Brasil, com receitas de R$ 3.947.964,80 e despesas de R$ 4.045.135,55. A legenda foi uma das protagonistas da eleição de Cuiabá ao lançar Eduardo Botelho como candidato ao Palácio Alencastro, mas acabou fora do segundo turno.
Na sequência do ranking está o MDB, que recebeu R$ 3.053.990,29 e declarou despesas de R$ 3.120.357,05. O PSD aparece em quinto lugar, com receitas de R$ 2.254.624,40 e gastos de R$ 2.227.348,92. O Republicanos, partido do governador Otaviano Pivetta, recebeu R$ 2.004.733,73 entre 2024 e 2025 e informou despesas de R$ 1.787.724,89.
Entre os pagamentos registrados está a remuneração mensal de R$ 10 mil de Eduardo dos Santos Manciolli, considerado um dos principais colaboradores políticos de Pivetta. As prestações de contas também apontam pagamentos que, somados, alcançam R$ 250 mil em nome dele ao longo do período analisado.
O PP fecha a relação dos principais partidos em movimentação financeira, com R$ 1.032.064,47 em receitas e R$ 1.030.690,49 em despesas.
Ao todo, as sete legendas movimentaram R$ 24,52 milhões em receitas e R$ 24,27 milhões em despesas nos dois últimos anos. A concentração dos repasses em 2024 acompanha o calendário das eleições municipais, quando os partidos intensificam suas atividades administrativas e de apoio às campanhas, financiadas por recursos públicos previstos na legislação eleitoral.



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Brasil é superado pelos Estados Unidos por 3 a 0 no vôlei feminino

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A seleção feminina de vôlei foi superada na madrugada deste domingo (12/7) pelos Estados Unidos, por 3 sets a 0 (26/24, 25/22 e 25/16). A partida era o último compromisso da fase classificatória da Liga das Nações 2026 (VNL), em Osaka, no Japão.

A ponteira Ana Cristina foi a maior pontuadora entre as brasileiras, com 18 pontos. A equipe do técnico José Roberto Guimarães terminou a fase de classificação em terceiro lugar, com nove vitórias e três resultados negativos.

O próximo desafio do Brasil é a fase final da competição, que vai acontecer em Macau, na China, a partir do dia 22 de julho. O Brasil aguarda os últimos jogos da rodada para conhecer os adversários das quartas-de-final.

Lesão

Além da derrota, o Brasil lamentou também a lesão de Júlia Kudiess. A central rompeu o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) do joelho esquerdo e não defende mais a equipe no restante da VNL.



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Casal se aposenta aos 40 anos após economizar até no aquecimento

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A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres vem aumentando de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, ela atingiu 64,8 e 63,3 anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo.



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TV Brasil estreia documentário Manual Básico da Educação Financeira

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O documentário independente Manual Básico da Educação Financeira estreia na programação da TV Brasil neste domingo (12), às 19h30. O filme será reexibido às 2h de segunda (13).

O conteúdo inédito mergulha nas complexidades econômicas do país ao abordar temas como o endividamento das famílias e a importância da alfabetização financeira.

Com relatos de influenciadores digitais e especialistas, a produção destaca as iniciativas relacionadas às estratégias nacionais com foco na educação financeira e o trabalho de plataformas que utilizam gamificação para ensinar crianças e jovens.

A narrativa explica a importância do planejamento e do comportamento financeiro. Com 60 minutos, o doc dirigido por Luciano Oreggia e Pedro Saad reforça como essa organização é crucial para que as pessoas possam superar desafios e alcançar objetivos de vida. A produção apresentada por Adriana Couto fica disponível no app TV Brasil Play.

 


Brasília - DF - 12/07/2026- -  TV Brasil estreia documentário
Brasília - DF - 12/07/2026- -  TV Brasil estreia documentário

TV Brasil estreia documentário “Manual Básico da Educação Financeira” neste domingo (12/7). Foto: Produtora Brasileira / Divulgação

Ao vivo e on demand  

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.  

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.  

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Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose

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Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose
TV TEM/Reprodução
O Nosso Campo deste domingo (12) ensina a preparar um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose. Saiba como fazer:
Ingredientes:
100g de farinha de arroz;
120g de farinha de jatobá;
80 ml de óleo de girassol;
250 ml de leite de coco;
150g de açúcar mascavo;
10g de fermento químico;
35g de granola.
Modo de preparo
Em um recipiente misture o óleo e o açúcar;
Acrescente a farinha de arroz, a farinha de jatobá e o leite, mexa até se tornar uma mistura homogênea;
Quando a massa estiver no ponto, adicione o fermento químico;
Despeje a massa em uma forma untada;
Adicione a granola por cima;
Leve o bolo para o forno pré aquecido a 200 °C por 45 minutos;
Espere esfriar um pouco antes de servir;
Sirva.
Veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2026:
Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose
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Pastores do mundo inteiro irão atuar como voluntários na Copa do Mundo

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Na próxima semana o projeto Ame Brasil, começa a receber líderes religiosos e voluntários que vão atuar na Copa do Mundo nas 12 cidades-sede do evento. O projeto é uma iniciativa de igrejas evangélicas brasileiras e internacionais que irá realizar uma série de trabalhos voluntários nas cidades que receberão os jogos da Copa.

Em Curitiba serão cerca de 50 voluntários, que irão participar das ações promovidas pelo projeto, envolvidas em trabalhos como ações sociais em igrejas, asilos e orfanatos, o ensino de esportes para crianças carentes e ajudar na orientação de turistas que estarão na cidade.

– A partir do dia 4 de junho uma série de líderes religiosos se reúne aqui e teremos um grande evento no dia 7, com cultos e a recepção aos voluntários – explica Lucas Dutra, responsável pelo evento em Curitiba.

O encontro será coordenado pelo pastor brasileiro radicado em Nova York Elias Dantas, e acontecerá na 1ª Igreja Batista de Curitiba, no bairro do Batel.

O Ame Brasil contará com voluntários vindos de várias partes do mundo, como Alemanha, Estados Unidos, Peru, Colômbia, Panamá, Filipinas, Uganda, Ruanda, Austrália, Quênia e Indonésia.

De acordo com o site Bem Paraná, algumas das igrejas envolvidas no projeto, além de atuar nas ações sociais, irão abrir suas portas nos dias de jogos, com telões para receber torcedores que não poderão ir aos estádios.

– As igrejas têm telão, estrutura de som e vão receber muito bem a população interessada em acompanhar as partidas – afirma o representante do Ame Brasil em Curitiba, pastor Fernando Klinger.

Saiba mais sobre o projeto em amebrasil2014.com.br



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Mega-Sena acumula para R$ 25 milhões; confira números sorteados

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Sem apostadores que acertassem seis dezenas, o prêmio da Mega-Sena acumulou na noite de sábado (11), segundo a Caixa Econômica Federal. O próximo concurso, na terça-feira (14), poderá pagar R$ 25 milhões.

Os números sorteados neste fim de semana foram 06, 11, 25, 45, 48 e 58.

Um total de 41 apostas conseguiu acertar cinco dezenas e levou o prêmio de R$ 42.373,42. Mais 2.983 apostas tiveram quatro acertos e faturaram R$ 960,00.

Novas apostas podem ser feitas até as 19h de terça-feira. Às 20h, ocorrerá o sorteio no Espaço da Sorte, em São Paulo.




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Cultivo de girassol vira alternativa de renda para produtores no interior de SP

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Lavoura de girassol ocupa área cultivada entre as safras de milho e soja em propriedade no interior de São Paulo
TV TEM/Reprodução
Além de colorir a paisagem com o amarelo das flores, o girassol tem se consolidado como uma alternativa para produtores rurais do interior de São Paulo. Utilizada no período entre as safras de milho e soja ou na rotação com o amendoim, a cultura ajuda a diversificar a produção e ainda traz benefícios para o solo.
Em Pederneiras (SP), o produtor rural Danilo Dornelas voltou a plantar girassol após alguns anos para aproveitar a área entre o cultivo de milho e soja.
Apesar de a chuva e a ventania terem prejudicado o início da lavoura, a expectativa é positiva. Em quase 90 hectares plantados com a variedade Aguará, a previsão é colher cerca de 90 toneladas. A variedade é destinada à alimentação de pássaros e a colheita será mecanizada.
Segundo o produtor, a negociação do girassol está entre R$ 1,50 e R$ 2 por quilo. No ano passado, ele não cultivou a cultura, mas afirma que, de acordo com outros produtores, o valor pago foi de R$ 1,50 por quilo.
Em Itaju (SP), o produtor rural e engenheiro agrônomo Frauzo Ruiz Sanches utiliza o girassol na rotação de culturas com o amendoim. A planta se adapta bem aos períodos de seca, é resistente a pragas e contribui para melhorar as condições do solo por causa do sistema radicular profundo.
Com ciclo de aproximadamente 60 dias, o girassol entra na fase de floração, quando as abelhas iniciam o processo de polinização.
A produção de Frauzo é vendida para empresas da região que utilizam as sementes na fabricação de óleo. A colheita ainda não começou, mas a expectativa é comercializar o produto por R$ 2,85 o quilo, mesmo valor registrado no ano passado.
Além do retorno financeiro, o produtor destaca que o cultivo também chama atenção pela beleza das lavouras.
Veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2026:
Cultivo de girassol vira alternativa de renda para produtores no interior de SP
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Catadoras de mangaba resistem à especulação imobiliária em Aracaju

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Um dos principais ícones culturais e ambientais de Sergipe, a mangaba se tornou, nos últimos anos, símbolo de resistência nas comunidades extrativistas que dependem da proteção de seus territórios para garantir o sustento de dezenas de famílias e um modo de vida totalmente integrado à natureza. Em Aracaju, algumas das últimas remanescentes de mangabeiras concentram-se na região sul da cidade, o epicentro da zona de expansão urbana, e seguem sofrendo forte pressão imobiliária que ameaça especialmente a autonomia econômica e social de mulheres que vivem da coleta, a chamada “cata”, e do manejo do fruto.

“A gente está rodeado de uma selva de pedra. Eu me sinto guardando um tesouro da humanidade”, desabafa a presidente da Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper (ACCMPLL), Maria Eliene Santos.

A entidade é a principal organização política e comunitária das famílias extrativistas da capital sergipana e ajuda a orientar a produção, a preservar os conhecimentos tradicionais e a fazer a interlocução com o Poder Público. Esse trabalho rendeu à associação o primeiro lugar na categoria Povos e Comunidades Tradicionais do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), no ano passado.

Ao todo, foram destinados R$ 45 mil à associação, que investiu na realização de oficinas e estudos para fortalecer o beneficiamento da mangaba e o turismo de base comunitária na região, com apoio de instituições como a Universidade Federal do Sergipe (UFS) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
 


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Maria dos Santos. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Maria dos Santos. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Maria Eliene Santos preside a Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper, vencedora do Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade na categoria Povos e Comunidades Tradicionais – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O território das catadoras de mangaba em Aracaju compreende duas áreas protegidas contíguas, separadas por uma avenida: a Reserva Extrativista (Resex) Mangabeiras Missionário Uilson de Sá e uma área da União concedida à comunidade por meio de um Termo de Autorização de Uso Sustentável. Embora submetidas a diferentes regimes de gestão, as duas áreas formam um único território cultural tradicional, onde as famílias, a maioria formada por pessoas negras, mantêm o extrativismo da mangaba há mais de oito décadas.

A reportagem da Agência Brasil visitou a Resex Uilson de Sá no início de junho, durante a 5ª Festa da Colheita, evento que marcou o lançamento do Plano de Manejo Popular da reserva. O documento, elaborado coletivamente pelas famílias catadoras de mangaba, com apoio da associação, busca registrar a memória histórica, estimular a conservação da reserva, fazer uma cartografia ecológica e subsidiar a gestão participativa do território.
 


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Quinta Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, em Aracaju – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

“O plano de manejo foi uma maneira que a gente encontrou, junto com a comunidade, de reorganizar todo mundo em torno da continuidade da luta em defesa do território. A gente ficou com medo de a prefeitura de Aracaju aparecer com um plano pronto e impor regras que não tinham nada a ver com a comunidade”, explica Leandro Sacramento Santos, conhecido como Pel, da Associação Raízes, que presta assessoria a comunidades tradicionais em Sergipe.

Uma das controvérsias com a prefeitura, por exemplo, é sobre transformar a Resex em um parque urbano aberto, o que, segundo as catadoras, poderia descaracterizar completamente a finalidade da unidade de conservação, criada para proteger o modo de vida e o uso sustentável do território por famílias extrativistas.

“Quando o Estado vier construir o plano de manejo, a comunidade já sabe o que quer”, aponta Raquel Fernandes, analista da Embrapa Tabuleiros Costeiros, sobre a iniciativa popular.

Trauma coletivo

O próprio processo que levou à criação da reserva foi marcado por uma série de violações de direitos que quase extinguiu a atividade extrativista em Aracaju. O agravamento dos conflitos começou quando o avanço da expansão urbana da capital sergipana, a partir dos anos 2010, passou a ocupar parte do território tradicional das catadoras de mangaba, com a implantação de empreendimentos de habitação e a supressão de áreas de coleta.
 

Segundo lideranças comunitárias e apoiadores da associação, a reserva extrativista foi demarcada pela prefeitura como parte das condicionantes ambientais exigidas para o financiamento, pelo Banco Mundial, do conjunto habitacional implantado no Bairro 17 de Março, exatamente ao lado da reserva. Embora tenha representado um avanço no reconhecimento do território, a comunidade afirma que a unidade foi instituída após a devastação de centenas de árvores de mangaba e não contemplou toda a área tradicional utilizada pelas famílias extrativistas.

Foi nesse cenário que ganhou destaque a atuação do missionário católico Uilson de Sá, que organizou as famílias extrativistas em defesa das mangabeiras e do direito de permanência no território, a partir de 2014. Ao mesmo tempo, também buscou contemplar a luta por moradia popular, estabelecendo regras de convivência entre os grupos sociais vulneráveis envolvidos no conflito territorial.

“O que a comunidade propunha era que existisse uma união da luta dos extrativistas com os sem-teto para defender a reserva e lutar por moradia”, relata Pel. “Mas o Poder Público acabou estimulando a luta de pobres conta pobres”, denuncia.

Apesar da tentativa de conciliação das lutas populares, Uilson de Sá acabaria sendo encontrado morto com sinais de violência, em novembro de 2022, em sua casa, em área próxima da reserva. Por sua luta e as ameaças que sofria, ele chegou a fazer parte do Programa de Proteção a Defensores dos Direitos Humanos (PPDDH), do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDH), em que era acompanhado pela polícia em algumas atividades.

Inquérito da Polícia Civil de Sergipe, revisado pela Polícia Federal (PF), concluiria, no entanto, que a morte não teria sido um homicídio, mas decorrência de asfixia por estrangulamento autoprovocado, de maneira acidental. Uilson tornou-se um símbolo da luta das catadoras, que deram seu nome à reserva extrativista.

O missionário era filho mais velho de Rosenaide de Sá, a dona Zenaide, uma das catadoras e matriarcas mais antigas da região. Ela conta que, mesmo após a criação da reserva, as extrativistas não sentem plena segurança, e moradores da região ainda falam sobre novas ocupações. “Continuam nos ameaçando”, revela.


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto dona Zinaide. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto dona Zinaide. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Uma das catadoras mais antigas da região, dona Zenaide percebe a dificuldade de desenvolvimento das mangabeiras, principalmente nas proximidades da área urbana – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Dona Zenaide recorda que a área atualmente ocupada por conjuntos habitacionais era anteriormente repleta de mangabeiras. Catadora experiente, ela tem percebido a dificuldade de desenvolvimento das plantas que sobraram no território, especialmente aquelas mais próximas da área urbana.

A falta de uma vegetação de amortecimento entre a floresta de mangabeiras e os prédios residenciais reduz a presença de mariposas que atuam na polinização do fruto e diminui drasticamente a produtividade das árvores. “A mangabeira é muito sensível, e o balanço dos carros [que passam na rua] interfere”, analisa.

Serviços ambientais

Rica em vitamina C, fibras e compostos antioxidantes, a mangaba é um fruto nativo do Brasil, de sabor agridoce, com formato oval e coloração amarelada com manchas avermelhadas. O nome é de origem da língua indígena tupi e significa “coisa boa de comer”. Além de alimentar e gerar renda, integra o patrimônio cultural e a sociobiodiversidade de diversas comunidades tradicionais do Nordeste e de outros biomas do país, como o Cerrado.
 


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Produtos à base de mangaba vendidos na 5ª Festa da Colheita, na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, em Aracaju – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O ofício das catadoras de mangaba e a própria espécie nativa da fruta são considerados, por lei estadual, patrimônios culturais de Sergipe. “Quem é sergipano não vive sem mangaba, sem o suco da mangaba”, destaca Raquel Fernandes, da Embrapa.

“Essa área aqui é uma das únicas de Aracaju com esse bosque, essa área verde contínua, em que que gente consegue respirar um ar um pouco mais fresco. Essa mulheres são guardiãs da biodiversidade, considerando toda a parte cultural [do ofício], toda cultura da nossa dieta também tradicional. Elas efetivamente produzem um benefício que não tem preço para a sociedade”, acrescenta.


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Raquel Fernandes, Analista da Embrapa. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Raquel Fernandes, Analista da Embrapa. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Raquel Fernandes, analista da Embrapa, destaca a importância das catadoras de mangaba para a biodiversidade – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Apesar desse serviço socioambiental prestado pela comunidade, a histórica redução do território extrativista das mangabeiras de Aracaju e em outras regiões do estado revela uma perda de protagonismo de Sergipe na produção do fruto. Durante muitos anos, o estado foi o principal produtor de mangaba do país – posição que chegou a concentrar mais da metade de toda a produção nacional.

Mas, nos últimos anos, de acordo com os dados mais consolidados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes à Pesquisa da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs) de 2023, Sergipe ocupa a quarta posição nacional na produção extrativista de mangaba, atrás da Paraíba, do Rio Grande do Norte e de Minas Gerais, respectivamente.

Uma das conclusões apontada por especialistas para esse resultado é justamente a redução dos remanescentes de mangabeiras, provocada pela expansão urbana e por mudanças no uso do solo, que afetou a base territorial do extrativismo tradicional.

“Você romantiza a mangaba como símbolo do estado, mas o próprio Poder Público fomenta um processo de extinção da cultura associada a ela”, critica Cristiane Campos, professora do Departamento de Economia e da Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), que acompanha o trabalho das catadoras de mangaba em Sergipe.


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Cristiane Campos, professora da Universidade Federal de Sergipe. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – Na foto Cristiane Campos, professora da Universidade Federal de Sergipe. A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Professora da Universidade Federal de Sergipe, Cristiane Campos acompanha o trabalho das catadoras de mangaba em Aracaju – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A docente também ressalta que, vivendo como vivem e tendo seu território protegido, as catadoras já prestam uma “enorme contribuição socioambiental” à sociedade sergipana.

“A mangaba representa tudo. É da mangaba que a gente tira o nosso sustento. Além de a gente estar protegendo a natureza, a gente faz várias coisas com a mangaba”, resume Maria Eliene Santos, a presidente da associação das catadoras.

A extrativista conta que que aprendeu a coletar ainda criança, e que o conhecimento é transmitido entre gerações. Não só da coleta da mangaba vivem as famílias, mas também dos diversos produtos feitos a partir do processamento do fruto, como geleia, licor, biscoito, bolo, pão, vinagre e vinho.

Cenários

Na elaboração do Plano de Manejo Popular da Resex Uilson de Sá, as famílias extrativistas projetaram diferentes cenários para fortalecer a cultura da mangaba no território. Entre as propostas, está a construção da Casa da Mangaba, unidade que seria o centro de beneficiamento do fruto, para a fabricação de derivados. O espaço também serviria para a instalação do museu da mangaba e da nova sede da associação, que atualmente está em um imóvel alugado.

Outro cenário prevê o desenvolvimento de atividades de turismo de base comunitária na região. A ideia é permitir que visitantes conheçam a história das catadoras e seus conhecimentos tradicionais, incluindo a culinária e os processos de beneficiamento associados à mangaba.
 


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Construído de forma coletiva, o Plano de Manejo Popular foi lançado na 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

As atividades de turismo comunitário ainda poderiam colaborar para o aumento da renda das famílias extrativistas em períodos de entressafra, especialmente entre os meses de julho e novembro. Muitas dessas mulheres acabam tendo que trabalhar como diaristas e fazer outros serviços para não ficarem em uma situação ainda mais vulnerável.

A comunidade reivindica também a inserção em políticas públicas que impulsionem o comércio da fruta, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o que daria ainda mais estabilidade econômica às catadoras.

Posição do Poder Público

Procurada, a prefeitura de Aracaju explicou que a elaboração do plano de manejo da reserva extrativista depende da indicação de nomes de representantes das catadoras para compor o conselho que definiria os contornos da norma. Segundo a administração municipal, não há tratativas sobre transformar a Resex em parque municipal de acesso público, “até mesmo pela sensibilidade do território”.

A prefeitura também garantiu apoio na construção de uma unidade de beneficiamento da mangaba na área da reserva. “Existe um projeto arquitetônico com recurso aprovado. O projeto foi desenvolvido e será executado pela Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb), da Prefeitura. Ele foi revisado pelas catadoras e foram utilizados modelos de estabelecimentos de acordo com as necessidades que elas informaram”, destacou a administração da capital sergipana.
 


10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
10/07/2026 - Foto feita em 06/06/2026 - ARACAJU (SE) – A Associação de Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper realiza a 5ª Festa da Colheita na Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, localizada no bairro Santa Maria, em Aracaju. A edição deste ano assume um caráter histórico ao celebrar a conquista do 1º lugar no Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade, concedido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que reconheceu nacionalmente o papel fundamental da comunidade na preservação ambiental e na salvaguarda do extrativismo urbano.

O evento também ficou marcado pelo lançamento do Plano de Manejo Popular, um instrumento construído de forma coletiva para regulamentar o uso sustentável do território e proteger as mangabeiras nativas diante da expansão urbana. O prêmio e o novo plano reforçam a importância da sabedoria tradicional para a manutenção da sociobiodiversidade da Mata Atlântica e para a garantia da segurança alimentar e econômica das famílias extrativistas da região. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

 Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá deve ganhar centro de beneficiamento da mangaba – Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Sobre a preocupação com segurança e novas invasões no território das mangabeiras, a prefeitura informou não existir denúncia formal nos canais oficiais do município, mas que a fiscalização é contínua.

“A gestão realiza fiscalizações ambientais por meio da Sema [Secretaria Municipal do Meio Ambiente] e a Guarda Municipal intensificou as rondas. A Secretaria Municipal da Família e Assistência Social (Semfas) realiza um levantamento das famílias que possuem cavalos no residencial de frente à Resex para que seja realizada a construção de uma baia comunitária, com a finalidade de reduzir animais amarrados nas grades da Resex que espantam os polinizadores com mau cheiro e desordem. A Prefeitura foi responsável pelo cercamento da área da Resex, oferece a estrutura da Secretaria da Mulher para escuta ativa das mulheres, além do apoio contínuo na guarda”, observou.

Ainda na nota à reportagem, a prefeitura de Aracaju defendeu que a autonomia das catadoras sobre o território está sendo respeitada e ponderou que a prosperidade da reserva depende das ações para construir uma unidade de beneficiamento do fruto e o funcionamento regular do conselho gestor da área.

*A equipe da Agência Brasil viajou a Sergipe, entre os dias 5 e 7 de junho de 2026, a convite no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).




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