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10° Campori reúne 1,1 mil desbravadores em Guarapari

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O 10° Campori, um dos maiores encontros de desbravadores da região sul capixaba, ocorreu em Guarapari, reunindo cerca de 1,1 mil adolescentes. O evento, que promoveu espiritualidade, aventura e consciência ambiental, foi um marco para a juventude cristã.

Contexto do Campori

O Campori é um evento tradicional que reúne desbravadores, um grupo de jovens que se dedicam ao desenvolvimento de habilidades e ao fortalecimento da fé cristã. A cada edição, o encontro se torna uma oportunidade para os adolescentes vivenciarem momentos de comunhão, aprendizado e diversão, sempre alinhados aos princípios cristãos.

O que aconteceu em Guarapari

Durante o evento, os participantes puderam desfrutar de diversas atividades que incluíram trilhas, oficinas de habilidades práticas e momentos de adoração. A programação foi cuidadosamente elaborada para estimular a interação entre os jovens e promover um ambiente de aprendizado e crescimento espiritual. Os desbravadores também participaram de atividades que ressaltaram a importância da preservação ambiental, refletindo sobre o papel do cristão na proteção da criação de Deus.

Reações e testemunhos

Os jovens desbravadores expressaram entusiasmo e gratidão pela oportunidade de participar do Campori. Muitos relataram experiências transformadoras e o fortalecimento de sua fé.

“Foi uma experiência incrível, onde pude fazer novas amizades e aprender mais sobre a minha fé”, comentou um dos participantes.

— Nome do participante

O que esperar para o futuro

Com o sucesso do 10° Campori, as expectativas para os próximos encontros são altas. Os organizadores já começam a planejar novas atividades e eventos que continuarão a inspirar e engajar a juventude cristã. A continuidade desse trabalho é fundamental para o fortalecimento da fé entre os jovens e para a promoção de ações que visam a preservação ambiental.



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MP de renegociação de dívidas rurais prevê punições contra fraudes

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O governo federal editou uma Medida Provisória (MP) para permitir a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas rurais. Assinado pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda Dario Durigan, o texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União de quarta-feira (15) e traz punições para quem usufruir ilegalmente dos benefícios.

A MP prevê a criação de um fundo semelhante ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), dotado de recursos financeiros para, eventualmente, cobrir operações de crédito rural contratadas por produtores afetados por eventos climáticos adversos, dando garantias às instituições financeiras.

Para evitar fraudes, o texto estabelece que o produtor ou cooperativa rural que, por ação ou omissão dolosa, apresentar, usar ou se beneficiar de laudos ou qualquer outro tipo de documento técnico contendo informações falsas acerca da perda de safra ou renda não só perderá o direito ao benefício, como terá que restituir os valores recebidos integralmente e corrigidos.

Além disso, esse produtor será impedido de contratar operações de crédito rural subvencionadas ou de receber incentivos públicos por até cinco anos.

O profissional que emitir, assinar, homologar ou validar o documento fraudulento ou incompatível com a realidade responderá solidariamente pelos danos causados ao Erário. E, além da responsabilização civil, também estará sujeito a sanções administrativas, bem como às penalidades aplicáveis pelo respectivo conselho profissional às infrações éticas.

Prazos

De forma geral, o prazo para os produtores ou cooperativas rurais quitarem suas dívidas será de oito anos, com pagamento de juros na carência e vencimento da primeira parcela de amortização do principal dois anos após a data de contratação.

O prazo para colocar as contas em dia sobe para até dez anos para quem comprovar que, entre 2019 e 2025, amargou uma redução de ao menos 40% da renda bruta esperada em três ou mais safras devido às consequências de eventos climáticos extremos. Nesse caso, haverá até dois anos de carência para pagar a primeira parcela.

São considerados eventos climáticos extremos as enxurradas, alagamentos, inundações, chuvas de granizo, chuvas intensas, tornados, ondas de frio, geadas, vendaval, secas, estiagens.

Suas consequências devem ser formalmente comprovadas por meio de laudo emitido por um profissional habilitado, como um engenheiro agrônomo ou técnico agrícola.

Juros anuais

Para os produtores rurais enquadrados nas regras gerais, a MP prevê taxas de juros de:

  • 6% a.a. para os agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf);
  • 9% a.a. para miniprodutores, pequenos e médios produtores do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp);
  • 12% a.a. para os demais produtores.

Em caso de perdas comprovadas com eventos climáticos extremos, os encargos passam a ser de:

  • 5% a.a. para o Pronaf;
  • 8% a.a. para o Pronamp;
  • 11% para grandes produtores.

Operações

Podem ser objeto de liquidação (quitação da dívida) ou amortização (pagamento parcial para reduzir o saldo devedor) as:

  • Operações de crédito rural de custeio, comercialização e industrialização, renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio de 2026, e que estejam em situação de adimplência na data de contratação da linha de crédito, contratadas com recursos direcionados ao Pronaf, ao Pronamp e a outras linhas de crédito rural, inclusive àquelas contratadas com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento.
  • Operações de crédito rural de custeio, comercialização e industrialização contratadas até 31 de dezembro de 2025, mesmo que tenham sido objeto de renegociação ou prorrogação, em situação de inadimplência a partir de 1º de janeiro de 2024 e que permaneceram inadimplentes em 31 de maio de 2026, contratadas com as mesmas condições.
  • Parcelas de operações de crédito rural de investimento, vencidas ou com vencimento entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2026, originárias de operações contratadas até 31 de dezembro de 2025, e que tenham entrado em situação de inadimplência a partir de 1º de janeiro de 2024 e que tenham permanecido inadimplentes em 31 de maio de 2026.
  • Outras operações de crédito rural definidas pelo Poder Executivo federal.

Limites

A MP estabelece que os recursos que os bancos usarão para financiar as operações de renegociação das dívidas virão também dos fundos constitucionais de financiamento do Nordeste (FNE); Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO).

Os recursos necessários para as criações dessas linhas de crédito virão ainda de outras fontes já previstas no Manual de Crédito Rural do Banco Central (BC) e outrasa serem definidas pelo Poder Executivo federal.

Os limites de crédito serão de:

  • até R$ 400 mil para os agricultores familiares enquadrados no Pronaf.
  • até R$ 2 milhões para os miniprodutores, pequenos e médios produtores rurais enquadrados no Pronamp.
  • até R$ 4 milhões para os demais produtores rurais.

Acordo

A MP é fruto de um acordo que o governo federal e o Congresso Nacional fecharam na quarta-feira (15). Com a medida, o texto editado pelo Palácio do Planalto substituirá o Projeto de Lei (PL 5122/23), de autoria do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), que trata do mesmo tema.

Segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o acordo buscou conciliar as demandas do setor agrícola e a viabilidade fiscal da medida.

“Chamamos os atores para a mesa para tratar isso com equilíbrio e buscar uma resolução que coubesse nas contas do país e levasse em consideração esse momento de dificuldade dos nossos produtores”, disse Motta.

Por lei, toda medida provisória entra em vigor assim que é publicada no Diário Oficial da União. A Câmara dos Deputados e o Senado têm até 120 dias para aprová-la ou rejeitá-la. Se não for votada em até 45 dias a partir da sua publicação, entra em regime de urgência, trancando a pauta de votação em plenário na Casa em que estiver tramitando.



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Crime organizado movimenta bilhões por meio de criptomoedas, alerta órgão global

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Dupla que fingiu ser policial roubou R$ 800 mil em criptomoedas após falsa abordagem
Criminosos estão explorando brechas na regulamentação para movimentar bilhões de dólares em recursos ilícitos por meio do mercado de criptomoedas, afirmou nesta quinta-feira (16) o Grupo de Ação Financeira (Gafi) em seu mais recente relatório sobre ativos virtuais e financiamento ilícito.
No documento, o organismo intergovernamental de combate à lavagem de dinheiro, com sede em Paris, França, afirma que os crimes envolvendo criptomoedas se tornaram mais “complexos e interconectados” no último ano.
Segundo o Gafi, reguladores, instituições financeiras e empresas do setor enfrentam “desafios significativos e contínuos” para identificar e interromper fluxos de lavagem de dinheiro ligados a golpes financeiros e esquemas de fraude em investimentos.
O relatório mostra que houve avanços na adoção das recomendações do grupo. Em abril de 2026, 51 das 149 jurisdições avaliadas estavam “amplamente em conformidade” com os padrões do Gafi para ativos virtuais, o equivalente a pouco mais de um terço (34%) do total. No ano anterior, esse percentual era de 29%.
No ano passado, um robô de IA ganhou milhões de dólares em criptomoedas: conheça o Truth Terminal
BBC
Ainda existe margem para o erro
Apesar da evolução, o organismo alerta que ainda persistem “lacunas significativas” na implementação de medidas capazes de reduzir os crimes relacionados às criptomoedas.
O Gafi também destacou o crescimento do uso de stablecoins – criptomoedas atreladas a um ativo de referência, como o dólar – por organizações criminosas. Segundo o relatório, algumas dessas redes passaram a desenvolver suas próprias stablecoins, projetadas para resistir ao congelamento de ativos e à apreensão por autoridades.



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Aécio agradece apoio de Marina: “Um só corpo pela mudança”

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O candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) comemorou o anúncio oficial de Marina Silva (PSB) em apoio à sua candidatura no segundo turno das eleições presidenciais, e afirmou que agora representa a vontade de mudança dos brasileiros.

“Hoje é um dia glorioso para a nossa campanha. Recebo com muita honra e responsabilidade o apoio de Marina Silva. A partir de agora somos um só corpo, um só projeto”, disse o candidato, antes de acrescentar que sua candidatura “não é de um só partido ou de uma só aliança, mas de todos aqueles que desejam mudança e a volta da decência na política brasileira”.

As declarações foram feitas em Aparecida do Norte (SP), após Marina anunciar seu apoio a ele. A visita de Aécio à cidade do interior de São Paulo aconteceu por conta das comemorações do dia de Aparecida, padroeira dos católicos no Brasil.

Aécio Neves disse que já sabia da decisão de Marina desde o dia anterior, quando conversou com ela por telefone, mas respeitou o tempo da ex-senadora e deixou para ela fazer a revelação de sua escolha. “Apenas não cabia a mim, é claro, fazer essa revelação. Marina tem seu tempo, que nós respeitamos e agradecemos”.

O ex-governador de Minas Gerais disse que não pedirá a Marina que suba em seu palanque na reta final do segundo turno: “Já é motivo de muita alegria seu apoio público. Não é hora de fazer mais exigências e mais pedidos”.

O candidato tucano ao Planalto destacou ainda que Marina aceitou apoiá-lo, mas não pediu cargos em troca, hábito cultivado pelo atual governo petista. As exigências da ex-senadora foram no âmbito do programa de governo, com compromissos que Aécio Neves assumiu, como por exemplo, implantar a escola em tempo integral e ampliar a reforma agrária, entre outros.

Em São Paulo, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) minimizou a importância do apoio de Marina Silva a Aécio: “Não acredito que haja uma transferência automática [de votos] pra ninguém”, afirmou sem levar em consideração as pesquisas eleitorais realizadas para o segundo turno e que, até agora, mostram que a maioria dos eleitores de Marina migraram para Aécio.



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Moraes assume presidência temporária do STF a partir desta sexta-feira

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O ministro Alexandre de Moraes assumirá, a partir desta sexta-feira (17), a presidência temporária do Supremo Tribunal Federal (STF). Desde o dia 2 de julho, no início do recesso da Corte, o cargo estava sendo ocupado pelo ministro Edson Fachin.

O regime de plantão seguirá até o dia 31 de julho.

Apesar de ser período de recesso, os ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques, André Mendonça e Flávio Dino (além de Moraes) seguem em suas atividades, mesmo em meio à suspensão das atividades no plenário físico.

“O ministro Dias Toffoli continuará a atuar nas seguintes classes processuais: Reclamação (RCL) – cível e criminal; Petição (Pet) e Inquérito (Inq); e Mandado de Segurança (MS). Já o ministro Cristiano Zanin atuará exclusivamente em inquéritos, ações penais (APs) e nos processos que, por prevenção, estejam a eles vinculados”, informou o STF.

Já os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia encontra-se de férias.

Os processos que teriam início ou seriam encerrados no período de recesso ficam automaticamente prorrogados para o dia 3 de agosto, quando as atividades serão retomadas.

 




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Brasil é país que mais viu tarifas aumentarem desde que Trump voltou ao poder

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Em janeiro de 2025, a tarifa efetiva média dos EUA contra produtos brasileiros era de 1,19%. No final deste mês, sob Trump, elas chegarão a 14,42%.
Reuters via BBC
Após o anúncio de novas tarifas de 25% contra produtos brasileiros feito pelo governo dos Estados Unidos na quarta-feira (15) o Brasil passará a ser o país que mais viu aumento de alíquotas americanas desde a volta de Donald Trump à Casa Branca, em comparação com os 30 países que mais exportam para os EUA.
Quando Joe Biden encerrou seu mandato em janeiro de 2025, a tarifa efetiva média dos EUA contra produtos brasileiros era de 1,19%. Atualmente a tarifa efetiva média é de 11,66%. No final deste mês, quando as medidas do governo Trump entrarem em vigor, a tarifa contra o Brasil terá subido para 14,42% — um salto de mais de 13 pontos percentuais.
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Nenhum outro país viu um salto de tarifas tão grande desde que Trump voltou ao poder — apesar de diversos países terem sofrido também aumento nas suas alíquotas. As tarifas efetivas de importação subiram 9,57 pontos percentuais para produtos da Coreia do Sul, 8,39 para Tailândia, 7,7 para o Japão e 7,48 pontos para a China.
Os dados atualizados nesta quinta-feira (16/07) são de uma iniciativa chamada Global Trade Alert (GTA), em que números de comércio global são compilados pelo St. Gallen Endowment, um centro de estudos independente baseado na Suíça. Esses dados já incluem o novo anúncio feito pela Casa Branca.
Após investigação, EUA confirmam tarifa de 25% sobre produtos do Brasil
Os dados do GTA compilados com exclusividade a pedido da BBC News Brasil consideram apenas as tarifas efetivas (ou seja, as que realmente são cobradas em cima dos produtos) e não as tarifas nominais (que são as explícitas na legislação e anunciadas pelo governo).
Existe uma diferença entre as duas alíquotas, já que os EUA listam diversas exceções de produtos brasileiros que não precisam pagar as mesmas alíquotas (confira abaixo na reportagem).
A alíquota nominal anunciada pela Casa Branca é de 25%, mas na prática — considerando os mais de 2 mil produtos que são ou isentos dessas tarifas ou recebem alíquota menor — a tarifa efetiva média é de 14,42%, segundo o cálculo do GTA.
Produtos brasileiros só têm taxação menor do que a dos chineses — a tarifa efetiva média para importados da China nos EUA chegará a 21,5% no final deste mês.
Antes do anúncio, o Brasil era o 13º país com a maior tarifa efetiva média nos EUA.
O novo tarifaço de Trump fez o Brasil ultrapassar 11 países no ranking dos mais tarifados do mundo: Turquia, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Alemanha, Índia, Áustria, Suécia e Itália.
Exceções
O Brasil foi alvo de uma grande investigação comercial iniciada em julho do ano passado — na qual acusa o governo brasileiro de uma série de práticas comerciais desleais.
Em junho, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), que conduziu a investigação, havia sugerido em um documento de 107 páginas diversas medidas de retaliação contra o Brasil, com tarifas de 25% sobre os produtos brasileiros.
Nesta quarta-feira, o governo americano anunciou sua decisão final, que é levemente mais branda do que a sugestão dada pelo USTR no mês passado.
A proposta original da USTR teria elevado as tarifas efetivas médias contra produtos brasileiros a 14,89%, pelos cálculos do GTA. Agora a entidade suíça calcula que a tarifa média será de 14,42%.
As tarifas americanas incidem sobre milhares de produtos importados como açúcar, máquinas agrícolas, vestuário, máquinas elétricas, papel e aço — mas há também uma vasta lista de exceções que foram divulgadas em um anexo em junho.
Na nova decisão desta semana, os EUA incluíram outros produtos como mel orgânico, ferro-gusa e café solúvel sem sabor na lista de isenções.
Os EUA fizeram consultas em audiências públicas abertas a todos os setores da economia. O documento divulgado pelo governo americano nesta semana afirma que nas consultas as autoridades receberam comentários de setores industriais dos EUA, alegando que alguns produtos brasileiros deveriam entrar na lista de exceção das tarifas.
Entre os motivos alegados estão o fato de que alguns desses produtos são de difícil substituição, apresentam risco de causar interrupções na cadeia de suprimentos ou pouco contribuiriam para os objetivos da investigação dos EUA.
Apenas um quarto dos produtos brasileiros vão pagar a tarifa máxima de 25%, segundo o GTA. Isso significa que dos US$ 39,6 bilhões exportados pelo Brasil para os EUA — usando valores de 2024 — cerca de US$ 8,5 bilhões estariam sujeitos a alíquota máxima.
LEIA TAMBÉM:
Veja quais dos 50 produtos brasileiros mais exportados aos EUA passarão a pagar a nova tarifa de 25%
‘Olho por olho, dente por dente?’ O que diz a Lei de Reciprocidade que Lula quer usar contra novo tarifaço dos EUA
Impacto
Para Rodrigo Zeidan, professor da New York University Shanghai, na China, e da Fundação Dom Cabral, mesmo com a grande quantidade de exceções na lista, alguns produtores brasileiros podem sofrer com o novo tarifaço.
“A lista é longa. Não vai ser 25% em tudo. Grande parte do que exportamos para eles está na lista exceção, logo o impacto será menor”, disse Zeidan à BBC News Brasil.
“Mas [o tarifaço] afeta muita gente sim, porque eles negaram autorização para produtos manufaturados industrializados específicos. E esses produtos são muito mais difíceis de você achar outros compradores no mundo.”
Ele diz que para indústrias que trabalham produtos homogêneos — como commodities — há menos impacto no tarifaço, pois as vendas podem ser redirecionadas a outros países sem mudanças na produção.
“Mas é mais complicado quando você produz máquinas e peças e equipamentos que são específicos para um setor. Quanto mais especializado é, mais problemático [o tarifaço] é para uma empresa.”
“O tarifaço, no geral, acabou sendo muito menor do que 25%. Mas para diversas empresas o impacto vai ser bastante grande.”
Reação do Brasil
Em nota, o governo brasileiro repudiou a decisão anunciada, disse que o dia 15 de julho “passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.
Ainda de acordo com a nota, o Brasil iniciará os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade aprovada pelo Congresso Nacional e levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).
Rubio acusa Lula de não negociar tarifas: ‘Colocou o próprio ego à frente de um acordo’
Na terça-feira (14) antes do anúncio oficial das tarifas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo brasileiro poderia adotar a reciprocidade caso os Estados Unidos confirmassem um novo tarifaço contra o Brasil.
“A gente chegou a suspender a tramitação do processo de reciprocidade, seguindo a lei do Congresso Nacional, quando houve uma espécie de volta atrás no tarifaço. Com isso agora, acho que é provável que a gente, uma vez consultado o presidente Lula, retome o processo de reciprocidade. Tudo isso dentro de um cenário de avaliação cautelosa”, afirmou a jornalistas.
Governo Lula promete reagir com nova lei de reciprocidade.
EPA via BBC
O anúncio das tarifas já era esperado por diplomatas ouvidos em caráter reservado pela BBC News Brasil e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa.
Em entrevista concedida há duas semanas à BBC News Brasil, o ministro afirmou que o governo brasileiro ainda tentava negociar um acordo de última hora com Washington, mas já admitia a possibilidade de um desfecho desfavorável para o país.
O professor Rodrigo Zeidan acredita que o Brasil tem capacidade para adotar medidas de reciprocidade — mas que isso pode gerar uma nova retaliação americana. Nesse caso, é difícil prever o que aconteceria.
“Os Estados Unidos disseram que as negociações continuam. É possível haver negociação. Mas a atenção dos americanos às vezes muda muito rápido.”
Fim de outro tarifaço
Johannes Fritz — diretor do St. Gallen Endowment que compilou os dados do GTA — ressaltou que as tarifas americanas contra produtos brasileiros estão entrando em vigor poucos dias antes do fim de um outro tarifaço americano de 10% contra diversos países do mundo, inclusive o Brasil.
Em fevereiro, Trump assinou uma proclamação com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que lhe permitia impor uma nova tarifa temporária de 10% sobre produtos de todos os países.
Mas em maio essa tarifa foi derrubada por um tribunal. No entanto, elas seguem em vigor enquanto tramita um recurso e devem expirar apenas em 26 de julho. Em um breve período de quatro dias — entre 22 e 26 de julho — a alíquota efetiva contra produtos do Brasil será de 18,17%, pelos cálculos do GTA.
O que é a investigação contra o Brasil?
Em julho do ano passado, o governo dos EUA abriu uma investigação comercial contra o Brasil com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, um instrumento legal que permite a Washington apurar práticas estrangeiras consideradas injustas ou discriminatórias contra empresas e produtos americanos.
O procedimento, conduzido pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), resultou nas medidas de retaliação, como a imposição de tarifas adicionais sobre exportações brasileiras, anunciadas nesta quarta-feira.
O governo americano concluiu, em relatório divulgado no mês passado, que certas práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem o comércio dos EUA”.
Um dos alvos do documento americano é o sistema de pagamentos Pix.
“O Brasil tem prejudicado injustamente as empresas americanas que atuam em serviços concorrentes de pagamento eletrônico, inclusive por meio de políticas que favorecem seu campeão nacional, o Pix”, afirma o documento.
O governo americano acusa o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo no Pix — “como regulador e proprietário/operador” — criando um “conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas”.
O documento do USTR de 107 páginas divulgado em junho trouxe conclusões da investigação em seis áreas distintas:
Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico: segundo o governo americano, “tribunais brasileiros emitiram decisões sigilosas determinando que empresas americanas de redes sociais removam determinados conteúdos políticos e suspendam perfis de residentes nos Estados Unidos — em alguns casos, com alcance global —, além de proibirem as plataformas de informar os usuários sobre essas ordens”. O documento fala em imposição de multas elevadas, restrições ao acesso a ativos, contas e sistemas de pagamento no Brasil e, em pelo menos um caso, o bloqueio total de um site.
Tarifas preferenciais consideradas injustas: “por meio de acordos comerciais preferenciais de escopo limitado com México e Índia — que abrangem setores nos quais esses países são produtores avançados e competitivos globalmente —, o Brasil concede tarifas mais baixas e tratamento preferencial a centenas de produtos mexicanos e indianos em diversos setores”.
Combate à corrupção: “o Brasil não adota medidas de fiscalização suficientes para enfrentar práticas de suborno e corrupção”.
Proteção à propriedade intelectual: “o Brasil não reforça adequadamente a aplicação de suas leis penais e normas aduaneiras para combater produtos falsificados”; “não resolve a demora excessiva na análise de pedidos de patentes, especialmente no setor biofarmacêutico”; e “não mantém ações consistentes e contínuas contra a pirataria”.
Acesso ao mercado de etanol: em 2017, “o Brasil interrompeu abruptamente o tratamento tarifário anteriormente equilibrado para o etanol e, desde então, não passou a oferecer reciprocidade às exportações americanas”.
Desmatamento ilegal: apesar de contar com um arcabouço legal para combater o desmatamento ilegal, “o Brasil historicamente não consegue aplicá-lo de forma eficaz, e a prática persiste”.
Analistas afirmam que o governo Trump vem usando investigações da seção 301 como alternativa a outra proposta de tarifaço que foi derrubada pela Suprema Corte do país.
Em fevereiro, o tribunal decidiu que Trump extrapolou sua autoridade ao usar uma lei diferente — a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) de 1977 – para impor tarifas abrangentes a parceiros comerciais dos EUA, incluindo o Brasil.
A legislação usada agora — a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — resistiria a contestações judiciais, na avaliação de especialistas.



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EBC participa de painéis de futebol feminino em conferência nos EUA

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A cidade de Newark, em Nova Jersey, recebe a Conferência de Futebol (Confut), evento que reúne lideranças da indústria do esporte.

O encontro, que ocorre pela segunda vez nos Estados Unidos, com o nome Confut USA, iniciou nesta quinta-feira (16) e segue até sexta-feira (17), no Hotel Double Tree by Hilton, que fica a cerca de 16 quilômetros do estádio que recebe, no domingo (19), a final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) estará presente. A diretora-presidente Antonia Pellegrino será moderadora de dois painéis que têm como foco o futebol feminino, ambos nesta quinta. A TV Brasil, emissora pública da EBC, transmite ao vivo o campeonato brasileiro da modalidade, além das fases finais das Séries A2 (segunda divisão) e A3 (terceira) e das decisões dos Brasileirões sub-17 e sub-20.

O primeiro painel, O Impacto Global do Futebol Feminino como Ferramenta de Transformação Social, ocorre das 14h30 às 15h15, no Palco Manhattan. O debate é sobre como a modalidade pode impulsionar mudanças positivas na sociedade por meio da inclusão e do empoderamento de meninas e mulheres, dando acesso e criando oportunidades dentro e fora de campo.

Além de Antônia, participam a diretora geral da No More (fundação global dedicada ao fim da violência doméstica e sexual), Pamela Zaballa; a diretora executiva da No More no Brasil, Daniela Grelin; a gerente de patrocínios da Petrobras, Alessandra Teixeira; e a vice-presidente da Associação de Futebol da Indonésia, Ratu Tisha.

Em seguida, das 17h30 às 18h30, será realizado o painel A Paixão Mundial, Oportunidade do Brasil: Turismo, Futebol e Visibilidade global, que trata da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no país.

O evento, segundo estimativa de um mapeamento da Fundação Getúlio Vargas para a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), deve injetar R$ 8,8 bilhões na economia e gerar quase 74 mil postos de trabalho.

O debate mediado pela diretora-presidente da EBC terá participação da secretária extraordinária da Copa 2027, Juliana Agatte; da diretora de Legado e Relações Institucionais e ex-capitã da seleção brasileira, Aline Pellegrino; e da ex-volante Fanta, uma das pioneiras da modalidade no Brasil, com presença nos três primeiros Mundiais Femininos da história (1991, 1995 e 1999).

Além dos painéis, haverá a exibição do vídeo da campanha Feminicídio Nunca Mais, lançada em março do ano passado por meio de parceria entre a EBC e a NO MORE.

A iniciativa visa a conscientização para uma mudança cultural pelo fim da violência de gênero. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.568 casos de feminicídio, um aumento de 4,7% em relação a 2024.

A Confut surgiu em novembro de 2019, com dois eventos: Recife (novembro) e Curitiba (dezembro). Em 2026, além dos Estados Unidos, o congresso terá mais dois encontros: a Confut Sudamericana, entre os dias 8 e 10 de setembro, no Rio de Janeiro; e a Confut Nordeste, de 8 a 10 de dezembro, na capital pernambucana.

No ano que vem, ocorre a primeira edição da Confut Euro, nos dias 23 e 24 de março, em Porto (Portugal).

Matéria ampliada às 11h39, para incluir parágrafos 9 e 10, sobre a campanha Feminicídio Nunca Mais



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Veja quais dos 50 produtos brasileiros mais exportados aos EUA passarão a pagar a nova tarifa de 25%

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Após investigação, EUA confirmam tarifa de 25% sobre produtos do Brasil
A nova tarifa adicional de 25% anunciada nesta quarta-feira (15) pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros vai atingir uma parcela importante das exportações do Brasil, mas preservará boa parte dos itens que mais geram receita nas vendas ao mercado americano.
Entre os 50 produtos brasileiros mais exportados para os EUA em 2025, produtos como petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio ficaram fora da nova cobrança.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Já produtos como máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e alguns produtos de alumínio passarão a pagar uma tarifa adicional de 25% a partir de 22 de julho.
A medida foi tomada após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), com base na Seção 301 da legislação comercial americana.
Ao todo, milhares de produtos brasileiros foram incluídos na nova cobrança. Outros ficaram de fora porque o governo americano decidiu conceder exceções por motivos econômicos, estratégicos ou porque já estavam sujeitos a outras tarifas. (veja a aqui a lista de produtos isentos)
O que muda para os principais produtos exportados
Os EUA compraram cerca de US$ 37,7 bilhões (cerca de R$ 192,7 bilhões) em produtos brasileiros em 2025. Os dez principais produtos vendidos ao país responderam por quase metade desse valor.
A maior parte desses produtos continuará sem pagar a nova tarifa de 25%. Entre eles estão:
petróleo bruto;
café em grão;
aeronaves;
ferro-gusa;
celulose branqueada;
carne bovina congelada;
suco de laranja congelado e não congelado;
ferro-nióbio;
minério de ferro;
combustíveis de aviação;
partes de turbinas;
silício.
Também ficaram fora da nova cobrança produtos como couro bovino, mel natural, hidróxido de alumínio, café solúvel e alguns produtos de madeira.
Por outro lado, diversos produtos brasileiros passarão a enfrentar a tarifa adicional, incluindo:
fuel oil;
gasolina;
carregadeiras;
transformadores elétricos;
bulldozers;
motoniveladoras;
pneus para automóveis, caminhões e ônibus;
açúcar de cana;
etanol;
tabaco em folhas;
portas e madeira serrada;
madeira compensada;
calçados de couro;
granito e pedras trabalhadas;
matérias proteicas;
chapas de alumínio.
Os dados foram levantados a partir do Comex Stat, sistema do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) que reúne estatísticas oficiais do comércio exterior brasileiro, considerando as exportações do país para os EUA em 2025.

Como ficam as tarifas sobre produtos brasileiros
Antes da nova tarifa de 25% anunciada pelo USTR, os produtos brasileiros exportados ao mercado americano estavam sujeitos principalmente às tarifas de importação regulares dos EUA, conhecidas como tarifa de nação mais favorecida (MFN, na sigla em inglês).
Essas alíquotas variam conforme o produto, já que alguns itens entram no país com tarifa zero, enquanto outros estão sujeitos a cobranças específicas definidas pela classificação tarifária americana. Em média, a tarifa MFN aplicada pelos EUA ficava em torno de 3% a 3,5%.
A partir de fevereiro deste ano, esses produtos também passaram a ser afetados por uma tarifa global adicional de 10% aplicada pelo governo Donald Trump sobre importações de praticamente todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos.
A sequência de mudanças começou com o chamado “tarifaço” anunciado anteriormente pelo governo Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).
A medida previa sobretaxas para diversos países e, no caso do Brasil, chegou a elevar a tarifa adicional para 50%, somando uma cobrança extra às tarifas já existentes.
A política, porém, sofreu um revés judicial quando a Suprema Corte dos EUA decidiu que a IEEPA não dava ao presidente autoridade para criar tarifas de importação dessa forma.
A decisão derrubou parte relevante das tarifas aplicadas com base nessa legislação, mas estabeleceu um período de transição para a retirada das cobranças.
Após a decisão, Trump adotou uma nova estratégia tarifária e anunciou uma tarifa global temporária de 10% para substituir as cobranças derrubadas pelo tribunal.
A medida foi criada com base em outra autoridade comercial e passou a valer de forma ampla para produtos importados de diversos países. Essa cobrança tem validade limitada até este mês de julho, prazo definido na própria medida, enquanto o governo americano avalia novas ações comerciais.
🔍 Com a nova sobretaxa da Seção 301, ainda não está totalmente esclarecido se haverá acumulação com a tarifa global de 10%. Na prática, permanece a dúvida se os produtos brasileiros atingidos pagarão apenas os 25% adicionais da Seção 301 ou se a cobrança poderá chegar a 35%, caso a tarifa global continue válida e seja aplicada de forma cumulativa.
Os documentos divulgados pelo USTR confirmam a nova tarifa de 25% baseada na Seção 301, mas não detalham como a medida será combinada com a tarifa global temporária de 10%.
Por que alguns produtos de aço e alumínio ficaram fora
Enquanto isso, alguns produtos de aço e alumínio não receberam a nova tarifa adicional de 25% porque já estão submetidos à Seção 232 do Trade Expansion Act de 1962, uma medida que permite aos EUA impor tarifas sobre produtos considerados estratégicos para a segurança nacional.
No caso do aço e do alumínio, essas tarifas da Seção 232 já estão em vigor e foram elevadas para 50% em 2025 para determinados produtos.
🔩 Na decisão final da investigação contra o Brasil, o USTR determinou que os itens já abrangidos pela Seção 232 não seriam submetidos também à tarifa adicional de 25% da Seção 301, evitando a chamada bitributação — isto é, a aplicação de duas tarifas adicionais sobre a mesma mercadoria.
A decisão, portanto, não significa que esses produtos ficaram livres de tarifas. Eles continuam sujeitos à cobrança da Seção 232, de 50%, mas não acumulam a nova sobretaxa de 25% aplicada pela Seção 301.
Com isso, determinados produtos siderúrgicos brasileiros, como alguns semimanufaturados de aço e laminados planos, permanecem enquadrados apenas no regime da Seção 232. A medida evita que um mesmo produto seja penalizado simultaneamente por duas ações tarifárias diferentes do governo americano.
Nova investigação pode aumentar tarifas no futuro
Além da investigação que resultou na tarifa de 25%, o USTR conduz outro processo envolvendo o Brasil.
O órgão americano avalia se produtos fabricados com trabalho forçado estariam entrando no mercado dos EUA.
Nas conclusões preliminares, o governo americano sugeriu uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. A decisão final ainda não foi divulgada e dependerá do governo dos EUA.
Cargas de exportação são destaque na movimentação e registram novo recorde histórico mensal do Porto de Santos
Santos Port Authority



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EUA abrem investigação contra Samsung por patentes de chips ligados à IA

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Em 2024, um júri do Texas determinou que a Samsung pagasse US$ 118 milhões (R$ 598,6 milhões) à Netlist por violação de patentes relacionadas a tecnologias de processamento de dados usadas em produtos de memória. A decisão veio após outro veredicto favorável à Netlist, de US$ 303 milhões (R$ 1,5 bilhão), em um caso semelhante julgado em 2023.



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Outubro: um mês de vigilância e oração para os cristãos

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O mês de outubro se aproxima e, com ele, um chamado à vigilância e à oração por parte da comunidade cristã. Em um artigo recente, Marco Feliciano reflete sobre a importância desse período, que é observado por muitos como um tempo de preparação espiritual.

Contexto do mês de outubro

Tradicionalmente, outubro é um mês que carrega significados profundos para os cristãos. É um tempo em que muitos se dedicam a intensificar suas práticas de oração e jejum, buscando uma conexão mais profunda com Deus. A reflexão sobre a fé e a missão é especialmente relevante neste período, considerando os desafios enfrentados pela igreja e pelos cristãos ao redor do mundo.

O que está em jogo

Feliciano menciona que, em meio a um cenário global repleto de incertezas, é essencial que os cristãos estejam atentos às necessidades da igreja perseguida e dos missionários que atuam em regiões de risco. “Precisamos orar e agir em favor daqueles que não têm liberdade para professar sua fé”, destaca o autor. Essa chamada à ação é um lembrete de que a evangelização e o apoio aos irmãos em Cristo são fundamentais para o fortalecimento da fé.

Reações da comunidade cristã

A mensagem de Feliciano ressoou entre muitos líderes e membros da comunidade evangélica. Há um consenso de que a oração é vital, não apenas para o fortalecimento espiritual individual, mas também para a intercessão em favor dos que sofrem por causa de sua fé. Igrejas em todo o Brasil estão se mobilizando para promover eventos de oração, cultos especiais e campanhas de arrecadação para apoiar missionários e a igreja perseguida.

“É hora de nos unirmos em oração e ação, buscando a Deus por aqueles que enfrentam perseguições e dificuldades”, afirmou um pastor local.

— Pastor João da Silva

O que esperar para outubro

À medida que outubro se aproxima, as expectativas são altas. Muitos acreditam que este mês pode ser um divisor de águas para a comunidade cristã, trazendo renovação espiritual e um compromisso renovado com a evangelização. A união em oração e a busca por estratégias eficazes para apoiar a igreja em situações adversas serão fundamentais.

30%dos cristãos no Brasil planejam intensificar suas práticas de oração em outubro.

Além disso, eventos e conferências estão sendo organizados para discutir a importância da oração e como os cristãos podem se envolver mais ativamente na missão de Cristo. O mês de outubro, portanto, não é apenas um tempo de reflexão, mas também uma oportunidade para ação prática em prol do Evangelho.



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