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Governo do Rio exonera comissionados em autarquia investigada

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O governo do Rio de Janeiro exonerou nesta quarta-feira (22) 30 ocupantes de cargos comissionados, nomeou dois nomes para vagas deixadas por ex-diretores presos e substituiu mais dois diretores do Instituto Rio Metrópole (IRM).

Gestores do órgão foram alvos de uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro no último dia 9, após indícios de desvio de mais de R$ 80 milhões.

Também foi determinada nesta quarta a suspensão do pagamento de contratos em andamento até a conclusão de uma auditoria interna, produzida por um grupo de trabalho com representantes do IRM e da Controladoria-Geral do Estado (CGE). O grupo terá prazo de 30 dias para analisar os contratos e apresentar as conclusões.

A autarquia do governo estadual tem funções como elaborar projetos nas áreas de mobilidade, saneamento, meio ambiente, tecnologia e habitação.

As mudanças ocorrem desde que o secretário de Estado de Governo e secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Roberto Lisandro Leão, assumiu interinamente a presidência do IRM. 

Operação

Ao todo, o Ministério Público estadual denunciou 11 pessoas à Justiça, pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e contratações e lavagem de dinheiro em um esquema de desvio de recursos públicos.

De acordo com a denúncia apresentada à 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, os acusados utilizaram “contratos milionários” firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026 para desviar os recursos públicos.

Entre os presos estava o ex-presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como “Didê”, e Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e integrante da Comissão Técnica de Licitação. Ele é pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL-RJ).

Outro denunciado e detido é Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil. 

Ambiente voltado à corrupção

O procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro (MPRJ), Antonio José Campos Moreira, afirmou após a operação que há um ambiente institucional no estado voltado à corrupção.

“Isso talvez explique a situação de dificuldade financeira pela qual o nosso estado passa há décadas. Inúmeras estruturas do Estado, órgãos que deveriam prestar serviços ao cidadão, foram cooptadas por delinquentes, transformando essas estruturas em antros de corrupção, disse Moreira.

Segundo ele, a investigação no Rio Metrópole envolve contrato no valor de R$ 80 milhões. “Outros casos, de superlativa gravidade, também estão sendo objeto de investigação”.

Para o procurador, o atual momento de integração institucional favorece o combate às irregularidades nas estruturas do estado.

“Há hoje, no estado, um ambiente singular, com a chefia do Poder Executivo transitoriamente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça, magistrado de carreira. Isso tem possibilitado atuação integrada, mas com absoluta independência entre as instituições, no sentido de investigar crimes e atos de improbidade administrativa”, afirmou.



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O ‘plano Trump’: como empresas brasileiras tentam driblar o tarifaço

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Na terça-feira, por exemplo, o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, reuniu-se com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para discutir medidas emergenciais voltadas à preservação da competitividade das exportações brasileiras.



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IA pode decidir atacar empresas? Entenda como foi a invasão 'sem precedentes' por modelo da OpenAI

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O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT
AP/Michael Dwyer, Arquivo
O ataque virtual “sem precedentes” divulgado pela OpenAI envolveu dois dos modelos de inteligência artificial mais avançados da empresa. A dona do ChatGPT revelou que eles encontraram um meio de invadir outro sistema.
A divulgação do caso acontece semanas após a rival Anthropic dizer que não liberaria a versão plena de seu modelo Claude Mythos por conta do “salto significativo em suas capacidades” para fazer ataques cibernéticos.
Os dois casos indicam os avanços de novos modelos de IA. Mas eles agora conseguem decidir fazer ataques sem precisar de humanos? Afinal, seria possível um robô ficar “rebelde” e decidir atacar uma empresa?
A resposta é “não”. Em vez de agirem por conta própria, os modelos apenas tentam alcançar objetivos que recebem, afirmam especialistas. Eles destacam ainda que a ideia de uma IA “perigosa demais” costuma ser explorada por empresas, que tentam demonstrar sua capacidade.
Agora no g1
Para Adriano Carezzato, professor do curso de Inteligência Artificial da Fundação Vanzolini, a ideia de uma inteligência artificial neutra é incompleta, já que ela segue uma espécie de “receita de bolo” em suas atividades.
“Quando dizem que a IA “agiu sozinha”, quase sempre estão escondendo a mão humana que apertou o botão para iniciar o modelo. Em todos os casos conhecidos havia uma ordem humana no começo: vencer um teste, ou espionar alvos escolhidos por pessoas”, explicou.
Álvaro Machado Dias, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) destacou o fato de o governo dos Estados Unidos ter bloqueado o uso do modelo mais avançado da Anthropic a cidadãos estrangeiros – a medida foi revertida no início de julho.
“O que a OpenAI fez esta semana é caçar o seu equivalente desse momento. A diferença decisiva é de encenação: a Anthropic teve o Estado escrevendo seu comunicado; a OpenAI precisou escrever o seu”, afirmou.
OpenAI e Anthropic
Reuters/Dado Ruvic/Illustration
Como aconteceu a invasão?
A OpenAI revelou na última terça-feira (21) que testes com o GPT-5.6 Sol, lançado no início de julho, e em um modelo ainda não divulgado levaram à invasão do sistema da Hugging Face, uma plataforma para compartilhamento de modelos de IA.
A própria Hugging Face já havia revelado na última quinta-feira (16) que detectou uma invasão feita por um agente de IA. A empresa afirmou que ação ofereceu acesso indevido a dados e credenciais.
O incidente aconteceu durante testes em que OpenAI faz os modelos de IA buscarem falhas em outros sistemas para melhorarem suas capacidade de segurança.
Esses experimentos costumam acontecer em ambientes controlados, mas com uma versão sem as barreiras de proteção que costumam existir em modelos disponíveis para usuários comuns.
Em seu comunicado, a OpenAI afirmou que o GPT-5.6-Sol e o sistema que ainda será lançado atuaram em conjunto para encontrar brechas no ambiente de pesquisa da empresa e na infraestrutura da Hugging Face.
Modelos de IA atuaram em conjunto para encontrar brechas em sistema, disse a OpenAI
Kevin Horvart/Unplash
A Hugging Face, por sua vez, disse que sua plataforma executou dois códigos enviados por um agente de IA, que então conseguiu aumentar suas permissões na infraestrutura da empresa e obter credenciais para atacar outros sistemas internos.
Esse tipo de ataque deverá se tornar mais comum com o avanço de modelos de IA que entendem de cibersegurança, disse a OpenAI. “Consideramos este um incidente cibernético sem precedentes, envolvendo recursos de última geração”, afirmou.
A invasão alerta para o cenário de ataques virtuais conduzidos por agentes como já vinha sendo projetado por especialistas, destacou a Hugging Face. “Foi diferente de tudo que havíamos enfrentado antes”, disse a companhia.
Modelos de IA podem escolher fazer ataques?
Os especialistas ouvidos pelo g1 explicaram que o caso é mais um exemplo de como agentes de IA estão evoluindo, mas destacaram que esses modelos não têm consciência e, portanto, não são capazes de decidir realizar um ataque.
Para Adriano Carezzato, da Fundação Vanzolini, uma comparação possível é a de um sistema de GPS que é orientado a chegar ao destino o mais rápido possível e, por isso, induz o motorista a dirigir na contramão.
“O modelo não ficou rebelde nem agiu por vontade própria. O que ele fez foi levar uma ordem humana ao pé da letra e utilizou um atalho que ninguém esperava que usaria”, explicou.
Ele destacou o fato de as barreiras de segurança estarem desativadas de propósito, para o modelo demonstrar se conseguiria vencer um teste de habilidade em cibersegurança.
“Não foi uma IA escapando das proteções normais que funcionam quando o modelo está sendo usado já em produção, foi um teste de laboratório com os freios de segurança desligados de propósito”.
Álvaro Machado Dias, da Unifesp, chamou atenção para o fato de que esse tipo de ataque não é inédito, mas que tem feito os modelos de IA se tornaram uma “arma de propósito geral”.
“O que impressiona de fato é a escala do estrago, não a sua natureza. Ou seja, o potencial de catástrofe é novidade, a forma de gerá-las não”, afirmou.
Para ele, o que pede mais atenção é a possibilidade de agentes de IA serem usados para realizarem mais ataques cibernéticos, mesmo sem a presença de hackers muito especializados.
“O cenário provável é mais o da democratização do crime cibernético de nível médio, com quadrilhas formadas por hackers meia-boca executando ataques que antes exigiam criminosos hiperespecializados. O futuro parece anunciar uma nova era para o crime organizado, infelizmente”.



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Igreja Cultivation afasta esposa do pastor por adultério

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A Cultivation Church, uma congregação das Assembleias de Deus localizada na Louisiana, anunciou no último domingo o afastamento da esposa do pastor principal, após a revelação de que ela esteve envolvida em um relacionamento extraconjugal que durou dois anos. O caso gerou grande repercussão entre os membros da igreja.

O que aconteceu

A liderança da Cultivation Church comunicou à congregação que a esposa do pastor foi removida de suas funções de liderança. O motivo para essa decisão foi a descoberta de um relacionamento de dois anos com um membro da equipe pastoral, que também é casado, além de um envolvimento com uma fiel da igreja. A situação foi confirmada em um anúncio feito durante um culto, o que deixou muitos membros da comunidade surpresos e preocupados.

Contexto da situação

Relatos indicam que a Cultivation Church, que possui múltiplos campi e é conhecida por seu trabalho missionário e de evangelização, enfrentou um momento difícil com essa revelação. A igreja tem se esforçado para manter um ambiente de fé e integridade, e a situação atual levanta questões sobre a liderança e a moralidade dentro da comunidade. Os líderes da igreja expressaram a necessidade de restaurar a confiança e a transparência entre os membros.

Reações da comunidade

A notícia do afastamento causou uma onda de reações entre os fiéis. Alguns membros expressaram sua tristeza e decepção, enquanto outros pediram orações pela restauração da família envolvida e pela igreja como um todo. A situação também gerou discussões sobre a importância da responsabilidade moral entre os líderes e a necessidade de um apoio espiritual mais forte para aqueles que estão em posições de liderança.

O que esperar no futuro

Com o afastamento da esposa do pastor, a Cultivation Church está agora em um processo de reavaliação de suas diretrizes de liderança e apoio aos membros. A igreja planeja realizar reuniões para discutir a situação e buscar formas de restaurar a confiança entre os fiéis. Além disso, espera-se que a liderança reforce a importância da integridade e da responsabilidade moral em todas as áreas da vida da igreja.

“Precisamos de oração e apoio mútuo neste momento difícil para nossa comunidade.” – Líder da Cultivation Church



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Parreira apresenta melhora e pode deixar UTI até o final de semana

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O ex-técnico da seleção brasileira de futebol Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, apresentou melhora no quadro de saúde e pode deixar a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Samaritano Barra até este final de semana.

 De acordo com o boletim médico, divulgado nesta quarta-feira (22), ele teve uma “melhora global”.

“Parreira está lúcido, traqueostomizado e com a função renal estabilizada, sem necessidade de diálise. A previsão é que ele seja transferido para a unidade semi-intensiva”, informa o boletim.

Internação

O campeão mundial na Copa de 1994 foi internado no dia 16 de junho com diagnóstico de inflamação pulmonar. Parreira foi submetido a um procedimento para cauterização de um sangramento nasal.

Ele apresentou quadro infeccioso pulmonar, que afetou a função renal. Por causa da complicação, Parreira voltou a ser sedado e a respirar com o auxílio de aparelhos, além de necessitar de hemodiálise.

Em 2023, Parreira foi diagnosticado com um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa imunológica do organismo.




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Banco Mundial: Guerra no Oriente Médio pode reduzir crescimento global

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Gill, que se aposenta no fim de agosto, disse que o banco elaborou três cenários para sua previsão econômica de junho, diante da elevada incerteza em torno da guerra no Oriente Médio. Em entrevista na noite de terça-feira, ele afirmou que o pior deles, que prevê hostilidades por seis meses ou mais, já está perto de se concretizar. Nesse caso, a inflação global chegaria a 4,5%.



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Romance cristão revela lições sobre confiança em Deus

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O novo livro da autora Thamires Marinho, intitulado “Checklist do Coração”, traz uma narrativa envolvente que aborda as dificuldades enfrentadas por adolescentes em suas jornadas de fé e amor. A obra destaca a importância de confiar em Deus, mesmo quando os planos não saem como esperado.

Contexto da obra

Thamires Marinho, conhecida por suas histórias que tocam o coração dos jovens, apresenta em “Checklist do Coração” uma protagonista que se vê diante de desafios emocionais e espirituais. A autora busca, através de uma narrativa leve e acessível, transmitir mensagens profundas sobre a fé e a confiança em Deus.

O que aconteceu

No enredo, a personagem principal enfrenta diversas situações que testam sua fé e seus relacionamentos. Ao longo da história, ela percebe que nem sempre os planos que fazemos são os que Deus tem para nós. Essa descoberta se torna um ponto crucial para seu crescimento pessoal e espiritual.

A autora utiliza a experiência da protagonista para mostrar que, mesmo em momentos de incerteza, é possível encontrar paz e direção ao confiar plenamente em Deus. A narrativa é recheada de ensinamentos que podem ressoar com muitos jovens que também enfrentam dilemas semelhantes em suas vidas.

Reações e impacto

“Checklist do Coração” já está sendo bem recebido pelo público, especialmente entre os jovens cristãos. Muitos leitores têm compartilhado suas experiências e como a obra os inspirou a refletir sobre suas próprias jornadas de fé. A mensagem central do livro, que enfatiza a importância da confiança em Deus, tem gerado discussões positivas nas redes sociais e em grupos de jovens nas igrejas.

O que esperar do futuro

Com o sucesso de “Checklist do Coração”, é provável que Thamires Marinho continue a escrever obras que abordem a vida cristã de forma acessível e relevante para os jovens. A autora já mencionou em entrevistas que pretende explorar mais temas relacionados à fé e ao cotidiano dos adolescentes, sempre buscando conectar-se com as realidades que eles enfrentam.

Além disso, a crescente aceitação de literatura cristã voltada para o público jovem pode incentivar mais autores a se aventurarem nesse nicho, contribuindo para o fortalecimento da fé entre as novas gerações.



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Brasil continua fora do Mapa da Fome, aponta relatório da ONU

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O Brasil permanece fora do Mapa da Fome, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2026 (na sigla em inglês, SOFI). De acordo com o mapa interativo criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU), no triênio 2023-2025, o país manteve a proporção de população subnutrida abaixo do limite de 2,5%. Esse é percentual máximo adotado pela FAO como parâmetro mundial para considerar que um país está fora do Mapa da Fome.

Em 2025, pela segunda vez, o país conseguiu sair do Mapa da Fome (com base nos dados do triênio 2022-2024 do relatório SOFI). A primeira vez foi em 2013.

Porém, indicadores do mapa mostravam que 3,5% da população brasileira estava em situação de fome no período de 2020 a 2022.

Os dados do SOFI 2026 foram divulgados nessa terça-feira (21), na sede da FAO, em Roma, durante a 30ª Sessão do Comitê de Agricultura da organização.

Em discurso na sessão, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, comentou o resultado brasileiro. “Esses resultados nos lembram que a fome não é inevitável. Quando os governos priorizam o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, é possível alcançar avanços concretos”, disse.
 


21 July 2026. Rome, Italy. Fernanda Machiaveli Morão De Oliveira, Minister for Agrarian Development and Family Agriculture, Federative Republic of Brazil,, speaks during the launch of The State of Food Security and Nutrition in the World (SOFI) 2026. FAO headquarters, (Red room).
Foto: ©️FAO/Giuseppe Carotenuto.
21 July 2026. Rome, Italy. Fernanda Machiaveli Morão De Oliveira, Minister for Agrarian Development and Family Agriculture, Federative Republic of Brazil,, speaks during the launch of The State of Food Security and Nutrition in the World (SOFI) 2026. FAO headquarters, (Red room).
Foto: ©️FAO/Giuseppe Carotenuto.

 A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, discursa durante o lançamento do relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo, na sede da FAO, em Roma – Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto

O fundador do Instituto Fome Zero (IFZ) e ex-diretor-geral da FAO (de 2012 a 2019), José Graziano da Silva, comemorou o fato de o país ter avançado na redução da subalimentação e de continuar fora deste panorama. “O relatório da FAO traz muito boas notícias para o Brasil. Pelo indicador utilizado, de prevalência da subalimentação, nós temos menos de 2,5% da população [passando fome]”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Há mais de 50 anos, o índice oficial usado pela FAO para monitorar a fome no mundo se baseia no indicador de Prevalência de Subnutrição (PoU, na sigla em inglês). O PoU apresenta uma estimativa da população de um país que, dada a distribuição da renda e a quantidade de alimentos disponíveis, não teria acesso ao total suficiente de calorias diárias para uma vida saudável.

Relatório SOFI-2026

O relatório foi elaborado por cinco instituições: a própria FAO, o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Baseado no relatório global, o diretor do Instituto Fome Zero estima que o Brasil tem, atualmente, números melhores na superação da fome. “Quando olhamos os outros dados do relatório, dá para dizer que o Brasil tem menos de 1% de subalimentação hoje. Provavelmente, algo em torno de 0,6%, 0,7%”, calculou José Graziano.

Insegurança alimentar severa

O relatório mundial também apontou que o percentual de insegurança alimentar severa no Brasil segue uma trajetória de queda registrada pela organização. Segundo os dados, 0,6% da população ou 1,2 milhão de pessoas no país estão nesta condição, o menor patamar da série histórica.

O representante do Instituto Fome Zero destaca que, apesar dos avanços, o Brasil precisa agir para tirar este público da vulnerabilidade causada pela falta de alimentos. “Mais de 1 milhão de pessoas ainda têm uma insegurança alimentar severa no Brasil, segundo os próprios dados do relatório. É muita gente”, alertou José Graziano.

Na Escala de Experiência de Insegurança Alimentar (FIES, na sigla em inglês), aqueles que enfrentam a insegurança alimentar severa provavelmente, ficaram sem alimentos, passaram fome e, na situação mais extrema, ficaram um dia inteiro (ou mais) sem comer, colocando assim a sua saúde e bem-estar em grave risco.
 


Brasília – DF – 22/07/2026  José Graziano da Silva, diretor-Geral do Instituto Fome Zero (IFZ), organização dedicada ao desenvolvimento rural, segurança alimentar e erradicação da fome. Foto Arquivo pessoal
Brasília – DF – 22/07/2026  José Graziano da Silva, diretor-Geral do Instituto Fome Zero (IFZ), organização dedicada ao desenvolvimento rural, segurança alimentar e erradicação da fome. Foto Arquivo pessoal

José Graziano da Silva, fundador do Instituto Fome Zero e ex-diretor-geral da FAO – Foto: Arquivo pessoal

Insegurança alimentar moderada ou grave

Quando considerada a prevalência da insegurança alimentar moderada ou grave na população total do Brasil, o registro é de 9,6% (2023-2025), cerca de 20,3 milhões de pessoas. Nos três triênios anteriores, a prevalência foi de 22,1% da população brasileira (2020-2022); 18,4% (2021-2023); e 13,3% (2022-2024).

“Segundo o relatório, nós conseguimos também reduzir substancialmente o número de pessoas com insegurança alimentar moderada e grave”, frisou Graziano.

A titular do MDA destacou os avanços nacionais que permitiram que milhões de brasileiros passassem a comer melhor. Para ela, o combate à fome exige uma abordagem conjunta que associa o aumento da renda da população; o fortalecimento da segurança alimentar, com a ampliação da oferta e do acesso a alimentos saudáveis; além da substituição de alimentos ultraprocessados por produtos frescos e diversificados e saudáveis.

“Essa abordagem integrada reconhece que o acesso à alimentação saudável depende não apenas da disponibilidade de alimentos, mas também da capacidade das pessoas de adquiri-los, dos incentivos oferecidos aos produtores e da forma como os sistemas alimentares são organizados”, reforçou Fernanda Machiaveli.

A Escala de Experiência de Insegurança Alimentar (FIES) define que as pessoas que vivenciam a insegurança alimentar moderada enfrentam incertezas quanto a sua capacidade de obter alimentos e reduziram, por vezes durante o ano, a qualidade e/ou a quantidade dos alimentos que consomem devido à falta de dinheiro ou outros recursos.

Custo da alimentação saudável

A proporção de pessoas que não podem pagar por uma alimentação saudável também apresentou queda no Brasil, ficando em 21,1% da população, em 2025, o que equivale a 44,8 milhões de pessoas.

Considerando a série histórica do relatório (entre 2017 e 2025), a maior proporção da população que não tinha condições de arcar com uma alimentação saudável foi registrada em 2021: 31,1% (65,3 milhões de pessoas). Os números revelam que 20,5 milhões de pessoas passaram a ter condições de condições de bancar uma dieta saudável.

“O Brasil melhora as condições de acesso da população a uma dieta saudável. Isso é muito importante num país que está aumentando de maneira assustadora a obesidade, principalmente entre crianças e adolescentes”, destacou Graziano.

O estudo demonstra que o custo da dieta saudável no Brasil foi de US$ PPC 4,89 (dólares em Paridade do Poder de Compra) por pessoa ao dia, em 2025. Custo mais alto que o registrado em 2024: US$ PPC 4,69 por pessoa ao dia.

A média brasileira de 2025 ficou abaixo do mesmo custo da América do Sul (US$ 4,94) e da América Latina e Caribe (US$ 4,91).

Para calcular este número, a FAO-ONU adota a Paridade do Poder de Compra (PPC) – em inglês, purchasing power parity (PPP). Esta metodologia converte as moedas locais para o dólar ajustando as diferenças de custo de vida e ainda considera variáveis como tamanho da população, perfil de renda e custo médio de uma cesta de alimentos saudável. Desta forma, a unidade de medida usada consegue comparar o poder aquisitivo entre países.

A ministra brasileira enfatizou que a instabilidade dos preços dos alimentos continua sendo uma das maiores ameaças ao acesso à alimentação saudável, especialmente para as populações mais vulneráveis.

Ela citou mecanismos para estabilizar os mercados e garantir o acesso a alimentos essenciais como forma de proteger tanto produtores quanto consumidores, como investimentos em armazenagem e estoques públicos de alimentos. “A disponibilização de estoques [de alimentos não perecíveis] em períodos de interrupção da oferta ou de inflação excessiva dos alimentos contribui para estabilizar os mercados e manter os alimentos básicos acessíveis, especialmente para a população mais vulnerável.”

Ritmo dos avanços

O relatório destaca globalmente que os avanços na nutrição de mães e crianças são lentos e marginais, o que ameaça o cumprimento das metas internacionais estipuladas para 2030.

Enquanto a média dos países analisados é que 30,8% das crianças entre 6 e 23 meses no mundo consumiam uma alimentação minimamente diversificada, em 2024, especificamente no Brasil, o percentual de crianças nessa mesma faixa etária que atingem a diversidade alimentar mínima chegou a 63,3% ou 2,4 milhões de crianças.

Os principais indicadores de alerta do relatório relativos ao Brasil, com base nos dados mais recentes, são:

  • 8,7% dos bebês (200 mil) ainda registraram baixo peso ao nascer, em 2020;
  • aleitamento materno exclusivo: menos da metade (45,8%) dos lactentes, cerca de 600 mil bebês de até 5 meses se alimentavam desta forma, em 2024;
  • desnutrição infantil grave: 3,4% das crianças menores de 5 anos tiveram emagrecimento acentuado em 2024, cerca de 500 mil crianças;
  • 8,9% das crianças de até 5 anos (1,2 milhão) ainda sofriam de atraso no crescimento, em 2024;
  • excesso de peso em crianças: 10,9% (1,4 milhão) do público com menos de 5 anos estavam acima do peso saudável, em 2024;
  • obesidade adulta: 30,1% da população maior de 18 anos, ou 48,7 milhões de pessoas, estavam acima do peso, em 2024;
  • anemia em mulheres: o relatório diz que o quadro de anemia entre mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) está piorando globalmente. No Brasil, a prevalência de anemia em mulheres foi de 21,3%, em 2023, ou 11,9 milhões de mulheres desta faixa etária.

Fome mundial

Na avaliação da fome global em 2025, o relatório da FAO retrata também que proporção da população mundial em situação de fome diminuiu pelo terceiro ano consecutivo.

O relatório estima que cerca de 645 milhões de pessoas sofreram com fome em 2025, representando uma redução de quase 14 milhões, em comparação com 2024, e de 43 milhões, em relação a 2022.

A edição de 2026 da análise global calcula que 8,6% da população mundial sofreu de fome em 2022. Percentual que caiu para 8,1%, em 2024, e 7,8%, em 2025.

Apesar da redução contínua nos níveis da fome, a recuperação é desigual entre os continentes. Enquanto a Ásia, a América Latina e o Caribe apresentam melhorias graduais nos últimos três anos, a África é, atualmente, o continente com o maior número absoluto de pessoas famintas, em um contexto de rápido crescimento populacional, diz a FAO.

São cerca de 309 milhões de pessoas famintas na África, o que corresponde à proporção de 20,0% da população regional que passa fome. Em 2024, esse índice foi ligeiramente maior: 20,3% da população.



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Justiça autoriza serviço de mototáxi em São Paulo

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O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura da capital paulista libere o serviço de aplicativo de transporte de passageiros em motocicletas. A gestão municipal tem o prazo de 48 horas para fazer o credenciamento da Uber. 

A disputa em torno da liberação ou da proibição do uso de aplicativo para transporte de passageiros em motocicletas começou em 2023, quando o serviço foi proibido na cidade de São Paulo. O prefeito Ricardo Nunes proibiu o serviço por decreto, com a justificativa de que o transporte por motocicletas oferecia riscos aos passageiros com base nos altos índices de acidentes na capital paulista.

A única empresa que segue no processo é a Uber, com o argumento de que a Política Nacional de Mobilidade Urbana autoriza essa modalidade de transporte no país.

Desta vez, o caso foi julgado pela juíza  Patrícia Persicano Pires, da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, que rejeitou os arqgumentos apresentados pela prefeitura para impedir o serviço.

Em caso de descumprimento da decisão, a Prefeitura deverá pagar multa diária de cinco mil reais, que pode chegar ao teto de 500 mil reais. O município ainda pode recorrer da decisão. 

Em nota, a Prefeitura de São Paulo ressaltou que, em 2025, foram registradas 475 mortes de motociclistas no trânsito da cidade e que, apenas no primeiro semestre deste ano, foram registrados 283 óbitos. O Município também informou que ainda não foi notificado da decisão e que vai estudar as medidas cabíveis.

A Uber destacou, em nota,  o comportamento contraditório do município ao questionar sobre a declaração de seguro, indicando ausência de assinatura. A nota afirma que esses pontos não haviam sido considerados em fases anteriores e extrapolam o que já foi julgado.

O Sindimoto SP, sindicato que representa mensageiros, motociclistas, ciclistas e mototaxistas do Estado de São Paulo, é contrário à decisão da Justiça e afirma que a “irresponsabilidade da Uber em insistir na operação do serviço de mototáxi na capital ignora a realidade trágica de 475 mortes de motociclistas na cidade no ano passado”.

O sindicato também destaca que, com a liberação do serviço, os trabalhadores ficarão expostos a longas jornadas, salários baixos e riscos severos e alerta que essa precarização gera impactos na saúde pública. 




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Tarifaço dos EUA: governo anuncia nesta quarta nova linha de crédito para setores afetados

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Ana Flor: Governo anuncia financiamentos para compensar tarifaço
O governo Lula anuncia nesta quarta-feira (22), no Palácio do Planalto, uma nova linha de crédito para setores afetados pelo tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em vigor a partir desta quarta.
Nos moldes do programa Brasil Soberano, criado para ajudar setores no tarifaço de 2025, o governo vai divulgar uma nova linha de crédito, com custos menores.
Como contrapartida, o governo vai pedir a manutenção de pelo menos parte dos empregos das empresas que aderirem ao programa de crédito.
O governo decidiu anunciar a primeira medida em resposta ao tarifaço de Donald Trump no dia de entrada em vigor das novas taxas, de 25%. Lula cobrava de seus ministros um anúncio nesta quarta.
Outras medidas ainda estão em estudo e podem ser colocadas em prática na medida em que as empresas perceberem dificuldades na vazão dos produtos tarifados.
O blog apurou que não vai haver anúncio de desoneração tributária às empresas dos segmentos atingidos.
Ainda nesta semana, os Estados Unidos podem anunciar uma nova tarifa, de 12,5%, em outro movimento tarifário.
Ainda nesta semana, os Estados Unidos podem anunciar uma nova tarifa, de 12,5%, em outro movimento tarifário
Jornal Nacional/ Reprodução



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