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O plano da China para se livrar da dependência do agro brasileiro (e por que isso assusta o Brasil)

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O ritmo segue forte em 2026. De janeiro a junho, as vendas brasileiras para o mercado chinês atingiram US$ 58,322 bilhões, um crescimento de 21,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados consolidados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).



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Líderes evangélicos processam a Suíça contra proibição de símbolos religiosos

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Três líderes evangélicos entraram com uma ação judicial na Suíça, desafiando uma emenda constitucional que proíbe o uso de símbolos religiosos visíveis por parlamentares no Cantão de Genebra. A medida, aprovada em um referendo, levanta preocupações sobre a liberdade religiosa e seus impactos na comunidade cristã.

Contexto da Proibição

A emenda constitucional, que foi aprovada por uma margem estreita de 51,4% em um referendo realizado em 14 de junho, proíbe que membros do Grande Conselho de Genebra, bem como conselhos municipais, utilizem símbolos religiosos visíveis durante o exercício de suas funções. Essa decisão foi motivada por um desejo de promover a secularização e evitar a influência religiosa na política local.

O Que Aconteceu

Os líderes que estão processando a Suíça são Michael Mutzner, diretor da Associação Cristã de Assuntos Públicos e presidente de uma igreja local, Markus Hofer, representante da Aliança Evangélica Mundial nas Nações Unidas, e Joseph Kabongo, teólogo e pastor aposentado do Partido Evangélico. Mutzner argumentou que a liberdade religiosa deve ser defendida para todas as comunidades de fé, não apenas para a sua própria. Ele afirmou: “A liberdade religiosa é para todos ou, em última análise, para ninguém”.

Mutzner também destacou que a restrição não afeta apenas os muçulmanos, mas também os cristãos. Ele mencionou que algumas igrejas evangélicas em Genebra já enfrentam dificuldades, como a proibição de realizar batismos no Lago de Genebra, devido a limitações impostas pelas autoridades que priorizam comunidades religiosas aprovadas pelo Estado.

Reações à Ação Judicial

A ação judicial busca não apenas reverter a proibição, mas também chamar a atenção para a importância da liberdade religiosa em um contexto mais amplo. Mutzner enfatizou que a história demonstra que, uma vez que as liberdades fundamentais de um grupo são enfraquecidas, raramente param por ali. Ele alertou que defender os direitos de outros hoje é crucial para salvaguardar as liberdades de todos amanhã.

“Quando os direitos de uma comunidade religiosa são restringidos, as liberdades de todas as comunidades se tornam mais frágeis. É uma ladeira escorregadia.”

— Michael Mutzner

O Que Esperar

O desfecho deste processo judicial pode ter implicações significativas não apenas para os cristãos em Genebra, mas para a liberdade religiosa em toda a Europa. A Aliança Evangélica Suíça, que apoia a ação, espera que o tribunal reconheça a importância de proteger os símbolos religiosos como parte da expressão de fé. Mutzner também incentivou os cristãos a orarem pelas autoridades e pela sabedoria dos tribunais, para que a sociedade valorize a liberdade, a justiça e o respeito mútuo.



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Petróleo passa de US$ 96 e amplia temor sobre inflação global

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Apesar das preocupações com o petróleo, as bolsas asiáticas tiveram desempenho majoritariamente positivo. O índice Kospi, da Coreia do Sul, subiu 3,7%, impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 0,5%. Em Wall Street, porém, o impacto da alta do petróleo manteve investidores cautelosos, com os principais índices operando próximos da estabilidade.



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Filmes que inspiram fé e superação: histórias de milagres

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O cinema tem se mostrado uma poderosa ferramenta para transmitir mensagens de fé e superação. Filmes inspirados em histórias reais e obras de ficção têm emocionado e ensinado lições valiosas sobre a perseverança em momentos de adversidade.

O poder das histórias de superação

As produções cinematográficas que abordam temas de superação e milagres têm conquistado o coração de muitos cristãos. Essas histórias, que frequentemente retratam personagens enfrentando grandes desafios, mostram como a fé pode ser um elemento crucial para a superação de dificuldades. Ao longo dos anos, filmes como “À Procura da Felicidade” e “Milagre na Cela 7” têm se destacado por suas narrativas emocionantes que falam sobre a luta, a esperança e a fé.

Produções que tocam o coração

Entre as produções mais recentes, destacam-se filmes que, embora sejam ficcionais, são inspirados em eventos reais que refletem a luta e a fé de pessoas que enfrentaram situações extremas. Essas obras têm o poder de inspirar e encorajar os espectadores a manterem sua fé, mesmo em tempos difíceis. A história de John Smith, que sobreviveu a um acidente de afogamento e teve uma experiência de quase morte, é um exemplo de como a fé pode transformar vidas, sendo retratada no filme “O Milagre do Mar”.

Reações do público e da crítica

A recepção do público a esses filmes tem sido bastante positiva. Muitos cristãos relatam que se sentem encorajados e fortalecidos após assistirem a essas histórias. As críticas também têm elogiado a forma como esses filmes abordam a fé sem cair em clichês, apresentando narrativas autênticas e emocionantes. A capacidade de tocar o coração e inspirar a fé é um dos aspectos mais valorizados por quem assiste.

“Esses filmes nos lembram que, mesmo em meio ao sofrimento, Deus está presente e pode operar milagres em nossas vidas.”

— Maria Oliveira, espectadora e líder de jovens.

O que esperar do futuro do cinema cristão

Com o crescimento do interesse por histórias que retratam a fé e a superação, o futuro do cinema cristão parece promissor. Novas produções estão sendo anunciadas, e a expectativa é que mais histórias inspiradoras cheguem às telonas. A união entre a arte e a mensagem do Evangelho pode ser uma poderosa ferramenta de evangelização, alcançando não apenas os cristãos, mas também aqueles que buscam esperança e significado em suas vidas.



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70 anos de Grande Sertão: Veredas é tema de eventos gratuitos na Flip

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Lançado em 16 de julho de 1956, na Livraria José Olímpio, no Rio de Janeiro, o romance Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, completou 70 anos neste mês. Considerada uma das principais obras da literatura brasileira, será celebrada na programação paralela da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que terá abertura na noite desta quarta-feira (22) e segue com extensa programação até domingo (26).

Na quinta-feira (23), às 11h, o escritor Itamar Vieira Junior, autor de Torto Arado, conduzirá uma conferência, no Sesc Santa Rita, abordando o impacto da linguagem de Guimarães Rosa, além de temas como memória, território, identidade e travessia. 

O trabalho de Itamar Vieira Junior, vencedor dos prêmios Jabuti, Oceanos e Leya, também é atravessado profundamente por questões ligadas à terra e às populações tradicionais do Brasil.

O jornalista Leonêncio Nossa, autor da primeira biografia sobre o escritor mineiro, relatou à Agência Brasil que, ao mesmo tempo em que era considerado um livro difícil, a obra estava sempre entre as mais vendidas. 

“Isso já em 56. O que ocorre é que a musicalidade no linguajar dos personagens causa muita empatia, tanto que é um livro que deve ser lido em voz alta porque com a musicalidade é fácil de entender”, disse.  

Ele lembra que, quando o livro foi lançado, recebeu críticas pela linguagem usada pelo escritor por meio de seus personagens. 

“Rosa disse uma vez que as pessoas achavam que ele tinha inventado uma língua. ‘Eu não inventei uma língua. Os vaqueiros de Minas Gerais, da Bahia, de Goiás, falam assim’. Parte da intelectualidade não entendeu o Grande Sertão”, observou o biógrafo.

Outra atração que marca a efeméride terá a participação da escritora consagrada Conceição Evaristo; de Cármen Lúcia, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF); e da jornalista e membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) Miriam Leitão. 

No encontro, marcado para sábado (25), às 15h, na Casa Brasil de Histórias, as convidadas compartilham suas leituras da obra, abordando questões como ética, linguagem, justiça e memória.

O Sesc Santa Rita terá mais atividades ao longo da quinta-feira, em homenagem à obra de Guimarães Rosa. 

A palestra-performance Electro-xamanismo e o algoritmo do pacto nos 70 anos do Grande Sertão: Veredas aborda a obra do escritor mineiro a partir da literatura, do som e da imagem, conduzida por Fausto Fawcett. 

Às 17h30, o violeiro, compositor e pesquisador Paulo Freire apresenta Viola, Rosa e Sertão, espetáculo inspirado em sua experiência e vivência no sertão do Urucuia, região que permeou a criação de Grande Sertão: Veredas. Canções apresentadas tem inspiração no cotidiano do sertanejo, além de cocos de viola, música típica dos vaqueiros.

Autora do livro Diário do grande sertão, que relata os bastidores da minissérie Grande sertão: veredas (TV Globo), de 1985, Bruna Lombardi é a convidada de um talk show literário conduzido pela escritora Tati Bernardi, às 19h30, também no Sesc Santa Rita. 

Na minissérie, Bruna era a personagem Diadorim. A previsão é que o programa será reeditado em comemoração aos 70 anos da obra de Guimarães Rosa.

Ainda na quinta-feira e na sexta-feira, às 10h30, haverá a contação de histórias Veredas de histórias: contos do grande sertão, com o narrador Wilson Jequitibá, que conduzirá o público por narrativas inspiradas no universo de Grande Sertão: Veredas.



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Tarifaço de Trump pressiona setores, mas Brasil chega menos dependente dos EUA, dizem especialistas

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Tarifas dos EUA expõem relação comercial que beneficia os dois países
As tarifas adicionais de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras entraram em vigor nesta quarta-feira (22), com impacto concentrado nos setores mais dependentes do mercado americano.
Economistas ouvidos pelo g1 avaliam que a medida não deve provocar uma crise na economia brasileira como um todo, mas pode pressionar parte das empresas, que terão dificuldade para encontrar novos compradores no curto prazo.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O efeito, porém, ocorre em um cenário diferente do de duas décadas atrás. Os EUA perderam participação no comércio exterior brasileiro. Em 2005, o mercado americano absorvia cerca de um quinto das exportações do país, o equivalente a aproximadamente 19% do total embarcado.
Em 2025, essa participação havia recuado para cerca de 12%. No primeiro semestre de 2026, a fatia caiu para 9,4%. Os dados são do Comexstat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No mesmo período, a China consolidou sua posição como principal destino das exportações brasileiras, respondendo por mais de 30% das vendas ao exterior.
Infrográfico
g1
Para o Brasil, o principal desafio do tarifaço não está apenas na perda de vendas para o mercado americano, mas na capacidade de encontrar novos destinos para essas exportações sem trocar uma dependência por outra e, ao mesmo tempo, aumentar a competitividade da indústria brasileira.
Para Leonardo Paz, pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da FGV, a perda de protagonismo dos EUA era inevitável com a ascensão da China como principal parceiro comercial do Brasil desde 2009.
Segundo ele, o Brasil aproveitou principalmente o crescimento econômico da China e a demanda por commodities agrícolas e minerais brasileiras.
Na mesma linha, Marcos Crivelaro, economista da Fundação Vanzolini, afirma que as tarifas representam “um choque para alguns segmentos da economia, mas não uma crise estrutural”.
Para Crivelaro, o Brasil chega a esse momento com uma pauta exportadora mais diversificada e presença crescente em mercados asiáticos e outras economias emergentes.
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um pronunciamento à nação no Salão Leste da Casa Branca, em Washington
SAUL LOEB/Pool via REUTERS
O que muda na prática para as empresas
A capacidade de substituir o mercado americano varia conforme o tipo de produto. Segundo estimativas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), 57% das exportações brasileiras para os EUA permaneceram sem incidência das novas tarifas.
Ao todo, 2,4 mil empresas foram diretamente afetadas, e 74% delas já exportam para outros países. Os especialistas ressaltam, porém, que a diversificação, por si só, não compensa toda a perda no mercado americano.
Roberto Dumas, professor do Insper especializado em economia chinesa, explica que as commodities têm maior facilidade de redirecionamento porque são produtos padronizados e negociados globalmente. Já os bens industrializados enfrentam obstáculos maiores.
“Calçados, por exemplo, são muito mais difíceis de redirecionar”, afirma. Segundo ele, produtos manufaturados costumam ser desenvolvidos para atender características específicas de cada mercado, o que dificulta encontrar novos compradores rapidamente.
Cerca de 18% das exportações brasileiras devem ser efetivamente atingidas pelas tarifas, e a abertura de novos mercados não acontece de forma imediata.
“O Brasil consegue abrir novos mercados? Sim. É o que ele está fazendo. Mas isso exige tempo”, afirma Crivelaro.
Segundo o economista, esse processo envolve negociações sanitárias, homologações técnicas, adaptação logística, construção de cadeias de fornecedores e contratos internacionais. Em média, a entrada em um mercado completamente novo pode levar de 12 a 36 meses.
Entre os destinos com maior potencial, ele cita a Índia, países do Sudeste Asiático — como Indonésia, Vietnã, Tailândia, Filipinas, Malásia e Singapura —, além do Oriente Médio. Na África, vê oportunidades mais pulverizadas em economias como Angola, África do Sul, Nigéria e Egito.
Em 2025, mesmo com o tarifaço, as exportações brasileiras bateram recorde de US$ 348,7 bilhões (R$ 1,774 trilhão), e mais de 40 mercados registraram o maior volume de compras da série histórica. É o caso de Índia, Canadá, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.
Os embarques para a China cresceram 6%, para a União Europeia, 3,2%, e para a Argentina, 31,4%, impulsionados principalmente pelo setor automotivo, segundo o MDIC.
Apesar do potencial, Dumas ressalta que diversificar não significa substituir uma dependência por outra.
“É sempre importante que os países diversifiquem suas exportações. Isso não significa que o Brasil deva ficar completamente dependente da China apenas porque a participação desse mercado nas nossas exportações passou de 28% para 32%, enquanto a dos Estados Unidos caiu de 12% para 9%”, explica.
Segundo ele, o ideal seria manter os EUA como um parceiro relevante, enquanto o Brasil amplia sua presença em outros mercados.
Nem todos, porém, acreditam que a diversificação geográfica seja suficiente para compensar as perdas. Fabrizio Panzini, diretor de Relações Governamentais e Políticas Públicas da Amcham Brasil, afirma que a principal diferença está no perfil dos produtos vendidos aos americanos.
Enquanto cerca de 80% das exportações brasileiras para os EUA são compostas por produtos industriais, a pauta destinada aos demais mercados é mais concentrada em commodities.
Por isso, o Brasil não consegue simplesmente compensar uma eventual perda no mercado americano com mais vendas de soja para a China. São produtos diferentes, produzidos por setores distintos da economia.
Enquanto exportadores de commodities, como carne e café, buscam ampliar as vendas para outros mercados, indústrias de máquinas, equipamentos, madeira, móveis, cerâmica e calçados afirmam que o redirecionamento é mais complexo, porque seus produtos atendem a cadeias produtivas específicas e exigem novos processos de homologação, certificação e negociação com compradores.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por exemplo, avaliou que a sobretaxa agrava um cenário que já pressionava as vendas brasileiras para os EUA e aumenta a insegurança para empresas dos dois países. (leia mais nesta reportagem)
“Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. O cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
EUA devem anunciar em breve novas tarifas sobre trabalho forçado para 60 países
Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos que ficaram isentos e os que serão impactados pela nova taxa
Tarifaço redesenha mapa das exportações brasileiras; vendas para a China bateram recorde
Jornal Nacional/ Reprodução
O papel do Brasil nisso tudo
Para os especialistas, aproveitar novos mercados depende menos das tarifas e mais da capacidade de o país resolver problemas internos de competitividade.
Leonardo Paz defende uma política industrial baseada em inovação, produtividade e contrapartidas para empresas beneficiadas por incentivos públicos, como metas de exportação, investimentos em tecnologia e manutenção de empregos.
Ele também cita a necessidade de simplificar o sistema tributário, reduzir a burocracia no comércio exterior, melhorar a infraestrutura logística e ampliar os investimentos em educação e tecnologia.
“Na minha opinião, tornar o Brasil mais competitivo depende muito mais das mudanças internas do que do cenário externo”, explica Paz.
A avaliação é compartilhada por José Augusto de Castro, presidente executivo da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). Para ele, o principal obstáculo continua sendo o Custo Brasil.
“O tarifaço apenas agravou uma situação que já não vinha evoluindo. O custo de produzir no Brasil vem aumentando ao longo dos últimos anos e, com as tarifas, houve um salto repentino.”
Segundo Castro, o país é competitivo em commodities, mas enfrenta dificuldades para exportar produtos manufaturados. Por isso, defende reduzir custos estruturais antes de ampliar acordos comerciais.
Uma estimativa do Movimento Brasil Competitivo (MBC), em parceria com a FGV, mostra que empresas brasileiras têm maior dificuldade para competir internacionalmente em produtos de maior valor agregado devido ao Custo Brasil: cerca de R$ 1,7 trilhão por ano — o equivalente a 19,5% do Produto Interno Bruto (PIB) — é gasto com sistema tributário, burocracia, infraestrutura e insegurança jurídica.
Para Constanza Negri Biasutti, diretora de Desenvolvimento Industrial, Tecnologia e Inovação da CNI, as tarifas americanas aceleraram uma agenda que já era necessária: ampliar e qualificar os parceiros comerciais.
“O que estamos vivenciando neste momento é uma pressão maior para que esse movimento aconteça porque, de alguma maneira, era uma tarefa pendente do Brasil.”
O desafio também é reconhecido pelo governo federal. No Plano Plurianual (PPA) 2024-2027, um dos indicadores estratégicos da política industrial é elevar as exportações brasileiras de produtos manufaturados de média-alta e alta intensidade tecnológica, que passaram de US$ 31,2 bilhões (R$ 158,8 bilhões) em 2020 para US$ 49,2 bilhões (R$ 250,42 bilhões) em 2022.
A meta é alcançar cerca de US$ 54,3 bilhões (R$ 276,38 bilhões) até 2027, refletindo a necessidade de ampliar a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.
Donald Trump, presidente dos EUA, durante evento da Fifa em Nova York, em 17 de julho de 2026
Reuters/Evan Vucci
Ela ressalta, porém, que diversificar não significa fechar acordos indiscriminadamente. O objetivo, segundo ela, é buscar parceiros estratégicos e aproveitar acordos recentes, como o firmado entre Mercosul e União Europeia.
“A indústria apoia essa agenda de diversificação, mas com uma premissa: exportar mais e exportar melhor”, diz.
Segundo Constanza, setores industriais mais sofisticados terão maior dificuldade para substituir o mercado americano, porque dependem de exigências regulatórias específicas de cada país.
Ela cita como exemplo o setor de madeira: cerca de 45% das exportações têm os EUA como destino, e aproximadamente 80% dos embarques deverão enfrentar as novas tarifas.
Vender para os EUA não é apenas sobre receita
Mesmo com o avanço da diversificação, os especialistas afirmam que isso não reduz a importância estratégica do mercado americano para parte da indústria brasileira.
“Uma empresa que vende para os EUA abre portas no Canadá, no México, na Alemanha ou na Espanha porque demonstra que atende às exigências técnicas de um dos mercados mais rigorosos do mundo”, explica o economista da Fundação Vanzolini.
Por isso, mesmo que reduzam investimentos ou adaptem suas operações, empresas que já atuam nos EUA dificilmente abandonarão completamente esse mercado.



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Lindbergh diz que PT não pedirá inelegibilidade de Flávio

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Em uma declaração recente, Lindbergh Farias afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) não irá solicitar a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro. Essa decisão gera repercussões no cenário político brasileiro e levanta questões sobre os rumos das eleições futuras.

Contexto da declaração

A política brasileira tem sido marcada por intensas disputas e polarizações. A inelegibilidade de candidatos é um tema recorrente, especialmente em períodos eleitorais. Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem enfrentado diversas controvérsias e investigações, o que levou muitos a especularem sobre a possibilidade de seu afastamento do pleito. No entanto, a posição do PT, conforme expressa por Lindbergh, parece indicar uma estratégia diferente.

O que aconteceu

Durante uma coletiva de imprensa, Lindbergh Farias declarou que o PT não irá pedir a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro, ressaltando que a decisão foi tomada após discussões internas no partido. Essa afirmação surpreendeu muitos analistas políticos, que esperavam uma postura mais agressiva do partido em relação a Flávio, considerando as acusações que o cercam.

Reações ao anúncio

A decisão de não solicitar a inelegibilidade foi recebida com reações mistas. Enquanto alguns apoiadores do PT veem isso como uma oportunidade de focar em suas próprias propostas e agendas, críticos argumentam que isso pode ser uma forma de evitar um confronto direto, permitindo que Flávio mantenha sua candidatura. A posição do partido pode ser interpretada como uma estratégia para evitar que a polarização aumente ainda mais, especialmente em um cenário onde a confiança do eleitor está em jogo.

O que esperar para o futuro

Com a decisão do PT, as atenções agora se voltam para as próximas etapas do processo eleitoral. A posição do partido pode influenciar a dinâmica das campanhas e a forma como os eleitores percebem os candidatos. Além disso, a situação de Flávio Bolsonaro continua a ser monitorada, com possíveis novas investigações podendo surgir. A decisão do PT pode ser um indicativo de uma nova abordagem na política brasileira, onde o foco pode se deslocar para propostas e diálogos em vez de confrontos diretos.



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Dólar cai ao menor valor desde junho com alta do petróleo

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O dólar encerrou a quarta-feira (22) no menor nível de fechamento desde 2 de junho. A valorização do petróleo, o fluxo de capital estrangeiro e o apetite de investidores pelos juros altos no Brasil empurraram para baixo a cotação.

O movimento favoreceu também a Bolsa brasileira, que avançou mais de 2% e voltou a superar os 177 mil pontos, num dia em que o petróleo subiu mais de 3%, sustentado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Principais números

  • Dólar à vista: R$ 5,053 (-0,42%)
  • Ibovespa: 177.547,57 pontos (+2,44%)
  • Petróleo Brent (setembro): US$ 94,07 (+3,36%)
  • Petróleo WTI (setembro): US$ 86,83 (+2,95%)
  • Dólar no ano: queda de 7,95%
  • Ibovespa em 2026: alta de 10,19%

Dólar

O dólar comercial caiu 0,42%, para R$ 5,053, registrando o menor fechamento desde 2 de junho e acumulando a terceira sessão consecutiva de baixa. O movimento ocorreu em meio à entrada de recursos estrangeiros no mercado brasileiro, favorecida pela diferença dos juros brasileiros em relação aos dos Estados Unidos e pela valorização do petróleo.

A moeda chegou a operar em alta no início das negociações, mas passou a recuar após a abertura do mercado de ações, acompanhando a forte valorização da bolsa e o desempenho positivo de outras moedas de países emergentes.

A alta do petróleo, cujo barril voltou a aproximar-se dos US$ 95, melhora as perspectivas para a balança comercial brasileira. Isso porque o país é exportador líquido do produto.

Mesmo com a entrada em vigor da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e o anúncio de novas medidas de apoio do governo às empresas afetadas, o impacto sobre o câmbio foi limitado, já que o mercado considerava esses fatores amplamente precificados.

Dados do Banco Central também contribuíram para o cenário positivo. O fluxo cambial total acumulado em 2026 até julho ficou positivo em US$ 17,946 bilhões, refletindo principalmente a melhora do fluxo financeiro em relação ao mesmo período do ano anterior.

Bolsa

O Ibovespa subiu 2,44%, encerrando o pregão aos 177.547,57 pontos, maior nível desde o último dia 10. O indicador interrompeu uma sequência de cinco sessões de queda.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelas ações de mineradoras, petroleiras e bancos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, acompanharam a forte valorização do petróleo no mercado internacional, reforçando o desempenho do índice.

Os papéis ordinários (com voto em assembleia de acionistas) da estatal subiram 2,39%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) avançaram 2,21%.

Segundo analistas, o mercado brasileiro também foi beneficiado pelo retorno do fluxo estrangeiro, diante da busca por ativos baratos em comparação às bolsas estadunidense. O movimento ocorreu mesmo com os principais índices de Nova York encerrando o dia em queda.

Petróleo

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta pela quarta sessão consecutiva, sustentados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo de petróleo no Oriente Médio.

Referência nas negociações internacionais, o barril do tipo Brent para setembro avançou 3,36%, para US$ 94,07 o barril. O barril WTI, do Texas, subiu 2,95%, encerrando a US$ 86,83.

O mercado segue atento aos riscos de bloqueios nos estreitos de Ormuz e de Bab-el-Mandeb, rotas estratégicas para o comércio global de petróleo. As ameaças do grupo Houthi, no Iêmen, e novas declarações de autoridades iranianas ampliaram os temores sobre a oferta da commodity, mesmo após os Estados Unidos divulgarem aumento nos estoques de petróleo acima do esperado na última semana.

* com informações da Reuters



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Receita Federal tira sistema do CNPJ do ar até segunda para implementar novo modelo com letras

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g1 em 1 minuto: CNPJ com letras e números entra em vigor em julho
A Receita Federal anunciou uma parada programada nos sistemas do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para concluir a implantação do CNPJ Alfanumérico, novo padrão de identificação das pessoas jurídicas no Brasil que passará a combinar letras e números.
A interrupção está prevista para ocorrer entre as 21h desta quinta-feira (23) e as 7h da próxima segunda-feira (27). Durante esse período, diversos serviços relacionados ao CNPJ terão funcionamento limitado ou ficarão temporariamente indisponíveis.
🔎 A mudança faz parte do processo de modernização dos cadastros da Receita e busca ampliar a quantidade de combinações disponíveis para novos registros, diante do crescimento contínuo de inscrições no país.
Segundo a Receita Federal, a paralisação ocorrerá em duas etapas:
Fase de consulta exclusiva
Das 21h do dia 23 de julho até as 7h do dia 25 de julho;
A base do CNPJ funcionará apenas para consultas;
Não será possível realizar inscrições, baixas, alterações ou atualizações cadastrais.
Indisponibilidade total
A partir das 7h do dia 25 de julho;
O sistema ficará totalmente indisponível para conclusão da migração tecnológica;
Serviços integrados, como o Portal Único Siscomex, também serão afetados.
A previsão é que todos os sistemas sejam restabelecidos às 7h de segunda-feira (27), já adaptados para operar com o novo modelo alfanumérico.
O primeiro CNPJ no novo formato está previsto para ser emitido em 31 de julho. Apesar da novidade, a Receita esclarece que a adoção será gradual e que nem todos os cadastros realizados após essa data receberão automaticamente números com letras.
Para evitar transtornos, o Sebrae orienta que empreendedores antecipem procedimentos cadastrais, atualizações de registros e operações que dependam da consulta à base do CNPJ antes do início da paralisação.
Com essa mudança, o novo número de identificação do CNPJ terá 14 posições.
As oito primeiras identificarão a raiz do novo número, compostas por letras e números;
As quatro seguintes representarão a ordem do estabelecimento, também alfanuméricas;
As duas últimas posições, que correspondem aos dígitos verificadores, continuarão a ser numéricas.
No caso dos dígitos verificadores, para manter os algarismos nos futuros CNPJs, os valores numéricos e alfanuméricos serão substituídos pelo valor decimal correspondente ao código da tabela ASCII (Código Padrão Americano para Intercâmbio de Informações), usada pela maior parte da indústria de computadores.
Do código da tabela ASCII, será subtraído o valor 48. Dessa forma, a letra A equivalerá a 17, B a 18, C a 19 e assim por diante.
Veja abaixo oito perguntas e respostas sobre a mudança:
O que é o CNPJ alfanumérico?
Quem vai receber CNPJ com letras?
O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar?
O que as empresas precisam fazer?
Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo?
O que muda no cálculo do Dígito Verificador?
Qual a ligação com a reforma tributária?
Haverá algum custo para as empresas com essa mudança?
1. O que é o CNPJ alfanumérico?
É o novo modelo de identificação das pessoas jurídicas no Brasil. Em vez de utilizar apenas números, o novo CNPJ combinará letras (de A a Z) e números (de 0 a 9), mantendo o total de 14 caracteres.
A estrutura visual será semelhante à atual, mas com a inclusão de caracteres alfanuméricos. (confira no exemplo abaixo)
Sistema atual vs. nova tipologia
Receita Federal
2. Quem vai receber CNPJ com letras?
Apenas novas inscrições a partir da data de início — como empresas recém-criadas, filiais, produtores rurais, condomínios e profissionais liberais — receberão o CNPJ com letras.
O formato atual, composto exclusivamente por números, continuará válido. Não será necessário nenhum procedimento adicional por parte dos contribuintes junto à Receita Federal ou aos órgãos estaduais e municipais.
3. O procedimento de inscrição do CNPJ vai mudar?
Não. O processo para abertura de empresas e solicitação de CNPJ continuará o mesmo. A única diferença é que o número gerado poderá conter letras.
Segundo a Receita, após atualização, todos os sistemas estarão preparados e integrados à Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM).
4. O que as empresas precisam fazer?
Empresas e sistemas que lidam com emissão de notas fiscais ou controle tributário precisarão adaptar seus softwares, bancos de dados e rotinas internas.
Podem ocorrer falhas na emissão de documentos fiscais, dificuldades com fornecedores ou atrasos no cumprimento de obrigações tributárias.
5. Empresas e profissionais já inscritos precisam fazer algo?
Não. Nenhuma ação será necessária junto a órgãos federais, estaduais ou municipais.
Os sistemas públicos serão atualizados para aceitar tanto o formato atual quanto o novo. A expectativa, segundo a Receita, é que essa adaptação ocorra de forma automática e transparente para as empresas.
6. O que muda no cálculo do Dígito Verificador?
O Dígito Verificador (DV), número que aparece no final do CNPJ e serve para validar sua autenticidade, continuará sendo calculado pelo método do Módulo 11 — um tipo de verificação matemática —, agora adaptado para incluir letras no cálculo.
Cada caractere será convertido em um valor numérico com base na tabela ASCII, que atribui um número específico a cada símbolo, e dele será subtraído o valor 48.
Por exemplo: a letra A corresponde ao número 65 na tabela ASCII e, para o cálculo, será utilizado o valor 17 (que é o resultado de 65 menos 48).
A Receita Federal disponibilizará rotinas de cálculo em linguagens de programação populares para facilitar essa adaptação técnica.
7. Qual a ligação com a reforma tributária?
O novo CNPJ faz parte do processo de modernização do sistema tributário.
A mudança prepara o caminho para a implementação de dois novos tributos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), que visam unificar e simplificar diversos impostos atualmente em vigor.
Para isso, será necessário contar com sistemas mais modernos e integrados. O novo CNPJ alfanumérico contribui nesse processo ao ampliar a capacidade do sistema, facilitar a separação entre despesas pessoais e profissionais e automatizar processos como a recuperação de créditos tributários.
8. Haverá algum custo para as empresas com essa mudança?
Sim. As empresas precisarão atualizar seus sistemas para reconhecer o novo CNPJ com letras e calcular corretamente o Dígito Verificador.
Essas adaptações podem gerar custos técnicos, especialmente em softwares de emissão de notas fiscais e bancos de dados.
Fachada da Receita Federal, em Brasília.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Líderes de igreja são processados por empregar criminoso sexual

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Líderes de uma igreja e de uma escola na Carolina do Sul estão enfrentando sérias acusações após uma investigação policial revelar que eles empregaram um criminoso sexual condenado para trabalhar com crianças. As famílias afetadas já entraram com processos contra a instituição.

Contexto do caso

A situação se desenrolou em uma igreja local, onde os líderes foram acusados de obstrução da justiça. A investigação policial revelou que a igreja e a escola associada estavam cientes do passado criminal de um funcionário, que tinha sido condenado por crimes sexuais, mas mesmo assim o mantiveram em sua equipe, colocando em risco a segurança das crianças.

O que aconteceu

As denúncias começaram a surgir quando os pais de alunos da escola associada à igreja perceberam que um indivíduo com um histórico criminal estava trabalhando próximo a seus filhos. A indignação levou a uma investigação que confirmou as alegações. Como resultado, os líderes da igreja renunciaram e foram formalmente acusados de obstrução da justiça.

Reações da comunidade

A comunidade local está profundamente abalada com as revelações. Muitas famílias expressaram sua preocupação com a segurança de seus filhos e a confiança que depositaram na igreja e na escola.

O que esperar

Com os processos já iniciados, espera-se que a justiça tome as devidas providências para responsabilizar os líderes da igreja. Além disso, a situação levanta questões importantes sobre a segurança em instituições religiosas e a necessidade de uma maior vigilância na contratação de funcionários.

“As crianças devem ser protegidas a todo custo, e as instituições têm a responsabilidade de garantir isso.” – Mãe de aluno.

Este caso serve como um alerta para outras igrejas e instituições de ensino sobre a importância de realizar verificações rigorosas de antecedentes em todos os funcionários, especialmente aqueles que trabalham com crianças.



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