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Pivetta ganha primeiro aliado oficial; PSDB fecha apoio

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O PSDB é o primeiro partido a oficializar apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. A decisão, antecipada ao Gazeta Digital, será homologada durante a convenção estadual da sigla, marcada para a próxima terça-feira (28), das 9h às 16h, em Cuiabá.

Conforme apurou a reportagem, além de confirmar a aliança com Pivetta, a convenção também vai oficializar a participação do PSDB na composição da chapa majoritária que reúne Republicanos, União Progressista e Podemos.

Apesar de integrar o grupo político, o partido não pretende indicar um nome para a vaga de vice-governador. A estratégia é manter o espaço em aberto para eventual composição, caso haja necessidade durante as negociações entre os partidos aliados.

Nos bastidores, uma das pretensões da legenda é lançar o pastor Sena como pré-candidato ao Senado. A possibilidade, no entanto, ainda depende de discussões internas e também de entendimento entre os partidos que integram a coligação, já que parte dos tucanos já assumiu compromisso de apoiar outras candidaturas ao Senado, entre elas a do governador Mauro Mendes (União), que deve disputar uma das duas vagas.

Na convenção, o PSDB também vai homologar as chapas proporcionais. A legenda fechou a nominata completa para deputado estadual, com 25 candidatos, sendo 17 homens e 8 mulheres, e terá ainda 9 candidatos à Câmara Federal, dos quais 6 homens e 3 mulheres.

A chapa estadual reúne três deputados com mandato, quatro prefeitos que exercem o segundo mandato e quatro suplentes que já passaram pela Assembleia Legislativa, além de representantes de diversas regiões do estado, como Araguaia, Norte, Oeste, Baixada Cuiabana e Sul de Mato Grosso.

A avaliação da direção partidária é de que a composição fortalece a expectativa de ampliar a bancada tucana na Assembleia Legislativa e disputar ao menos uma cadeira na Câmara dos Deputados.



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Dólar opera em alta, após novos ataques entre EUA e Irã e com alta do petróleo no radar; Ibovespa cai

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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (23), com um avanço de 0,77% perto das 10h30, cotado a R$ 5,0899. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tinha queda de 0,61% no mesmo horário, aos 176.470 pontos.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ O avanço do petróleo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio segue no centro das atenções. Com a continuidade dos ataques entre na região, a commodity voltou a ficar próxima ao patamar de US$ 100 o barril, mesmo após a afirmação de que o Omã media negociações com a Arábia Saudita, partidos iemenitas e um enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU).
O tráfego reduzido no Estreito de Ormuz continua a trazer temores sobre uma interrupção na oferta global de petróleo. Perto das 10h30, o barril do Brent, referência internacional, subia 5,25%, cotado a US$ 99,99. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, avançava 5,25% no mesmo horário, cotado a US$ 91,39 por barril.
▶️ O novo tarifaço do presidente americano, Donald Trump, também fica no radar. Na véspera, a nova taxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros entrou em vigor, e a expectativa é que uma nova alíquota, entre 10% e 12,5%, seja anunciada em breve para cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. ️O cenário aumenta a pressão sobre o governo brasileiro, que segue em conversa com os setores afetados e avalia como reagir às tarifas.
▶️ A temporada de balanços corporativos também deve mexer com as bolsas globais nesta quinta-feira (23). As ações da Alphabet recuava no pré-mercado, após a companhia elevar sua projeção de investimentos, reforçando os gastos com inteligência artificial e reacendendo preocupações sobre o elevado custo para expansão da infraestrutura do setor.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -1,17%;
Acumulado do mês: -2,16%;
Acumulado do ano: -7,97%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +2,21%;
Acumulado do mês: +3,21%;
Acumulado do ano: +10,19%.
Nova taxa dos EUA deve ser anunciada em breve
A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entrou em vigor ontem. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA.
As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis.
A expectativa, agora, é que uma nova taxa — que deve ficar entre 10% e 12,5% — seja anunciada nos próximos dias para cerca de 60 países, incluindo o Brasil. Nesse caso, a justificativa gira em torno de outra investigação dos EUA, que concluiu que essas nações adotaram práticas comerciais desleais ao não impedirem o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.
Na véspera, o representante do comércio americano, Jamieson Greer, voltou a afirmar que práticas de desmatamento no Brasil colocam agricultores americanos em desvantagem competitiva, justificando que os baixos padrões ambientais que existe em outros países “justificam tarifas mais altas”.
O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são “absolutamente improcedentes” e “inverídicos”, reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental.
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Veja perguntas e respostas do novo tarifaço de Trump
Governo ainda estuda como reagir à taxação
Quais os riscos e ganhos se o Brasil adotar a reciprocidade?
Entenda por que o Brasil evita uma retaliação imediata
Petróleo volta a se aproximar de US$ 100
Na véspera, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos, marcando a 12ª noite consecutiva de operações. Segundo o comando, foram atingidas instalações de armazenamento de mísseis e drones, sistemas de defesa aérea, capacidades marítimas e locais de vigilância costeira.
Em comunicado, o Centcom afirmou que as ações visam reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais e marinheiros civis. Os EUA também disseram ter retomado um bloqueio marítimo contra o país e que mais de 50 mil militares americanos permanecem mobilizados no Oriente Médio.
Já nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã, braço ideológico das forças armadas do país, disse ter atacado e destruído diversos equipamentos militares americanos na Jordânia, além de ter atacado bases dos EUA no Kuwait, incluindo Arifjan e Doha.
Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse em um encontro diplomático no Sudeste Asiático que o preço que o Irã paga “ficará mais alto a cada noite” até que Teerã esteja pronta para um acordo de paz que aceite cumprir.
” O Irã está implorando por um acordo todos os dias. O problema com o Irã é que, toda vez que eles fecham um acordo… ou o quebram ou querem mudá-lo”, disse ele. “Então, agora eles estão pagando o preço por isso. E talvez mudem de ideia nos próximos dias, conforme continuam a sofrer grandes perdas.”
Bolsas globais
Na Europa, o dia era negativo nesta quinta-feira (23), em meio às preocupações com a inflação global diante das novas altas do petróleo.
Perto das 10h30, o índice DAX, da Alemanha, tinha queda de 1,41%, enquanto o CAC-40, da França, recuava 1,77% e o FTSE 100, do Reino Unido, caía 0,95%.
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, à medida que o ânimo do mercado com o setor de tecnologia e inteligência artificial se recuperava.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, avançou 0,23%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve alta de 0,25%.
Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,28%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul teve uma valorização de 4,40% e o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,46%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
China reduz investimento no Tesouro dos EUA e derruba o dólar nos mercados globais
Jornal Nacional/ Reprodução



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Líder de Burkina Faso rejeita lei da Sharia e apoia educação

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O líder do governo militar de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, fez uma declaração importante ao rejeitar a implementação da lei da Sharia no país. Em um momento em que a liberdade religiosa é um tema delicado na região, Traoré também se comprometeu a apoiar a educação profissional para os jovens, destacando a importância de um futuro melhor para a juventude burquinense.

Contexto da situação religiosa em Burkina Faso

Burkina Faso, um país da África Ocidental, tem enfrentado desafios significativos relacionados à segurança e à liberdade religiosa. Nos últimos anos, o país tem lidado com a crescente influência de grupos extremistas que ameaçam a estabilidade e a diversidade religiosa. A rejeição da lei da Sharia por Ibrahim Traoré é vista como um passo positivo na defesa da identidade secular do país e da liberdade religiosa, valores essenciais para a convivência pacífica entre diferentes crenças.

O que aconteceu

Durante uma recente declaração pública, Ibrahim Traoré afirmou que a proposta de implementar a lei da Sharia não será aceita sob sua liderança. Ele enfatizou que o governo militar está comprometido em garantir a liberdade religiosa e a coexistência pacífica entre as diversas comunidades religiosas presentes no Burkina Faso. Essa posição é especialmente significativa em um contexto onde muitos países africanos estão enfrentando pressões para adotar legislações que favorecem práticas religiosas específicas.

Além de sua posição sobre a lei da Sharia, Traoré também anunciou iniciativas voltadas para a educação profissional dos jovens, reconhecendo a importância de fornecer oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para a próxima geração. “A educação é a chave para um futuro melhor”, afirmou Traoré, destacando que a capacitação profissional pode ajudar a combater a pobreza e a falta de oportunidades que muitos jovens enfrentam.

Reações à declaração de Traoré

A declaração de Ibrahim Traoré foi recebida com otimismo por muitos cidadãos e líderes religiosos que veem na rejeição da lei da Sharia um sinal de respeito pela diversidade cultural e religiosa do país. Organizações de direitos humanos e grupos de defesa da liberdade religiosa também elogiaram a decisão, considerando-a um passo importante para a proteção dos direitos dos cidadãos burquinenses.

Por outro lado, alguns críticos expressaram preocupações sobre a real implementação das promessas feitas pelo governo militar. A situação de segurança ainda é instável, e muitos temem que a pressão de grupos extremistas possa levar a um retrocesso nas conquistas de liberdade religiosa e direitos humanos.

O que esperar para o futuro

A rejeição da lei da Sharia e o compromisso com a educação profissional são sinais de esperança para muitos em Burkina Faso. No entanto, a situação ainda requer vigilância e ação contínua por parte da comunidade internacional e das organizações locais. O apoio à liberdade religiosa e à educação pode ser crucial para a construção de um futuro mais pacífico e próspero.



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Moradores da Maré poderão produzir filmes pelo celular no Rio

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Quem vive no Complexo da Maré, na zona norte do Rio, vai ganhar a partir desta quarta-feira (22) o projeto Curta Periferias e vai ser treinado para produzir filmes pelo celular, contando a rotina da periferia. A iniciativa da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, da RioFilme, da Universidade Internacional das Periferias (Uniperiferias), do Bela Maré e do Observatório de Favelas ganha uma nova e importante parceria: da Firjan Sesi.

O Curta Periferias é direcionado a impulsionar o audiovisual independente, usando os recursos disponíveis via celular, mostrando a vida na favela e superando preconceitos. Com a chegada da Firjan Sesi o projeto amplia a atuação a partir da perspectiva do projeto Cine SESI, desenvolvido nas escolas com base nos eixos do cineclubismo e da produção audiovisual estudantil.

Os moradores vão receber formação sobre a introdução e prática do audiovisual com uso do celular, abordando desde conceitos fundamentais até a produção de um curta-metragem. E terão acesso às etapas de produção; compreensão das funções envolvidas no processo de criação; roteiro; técnicas de filmagem com celular e edição de vídeo com ferramentas gratuitas, entre outros temas.

“Entendemos que o cinema é uma importante ferramenta tecnológica. Por meio das Navezinhas, presentes nas favelas, conectamos o audiovisual, a inovação e a economia criativa para transformar comunidades em autênticos ecossistemas de inovação. Com isso, promovemos a autonomia local, a prosperidade e o desenvolvimento territorial. Vamos garantir que as comunidades possam visibilizar suas histórias, mostrando que favela é potência e criatividade” anunciou o secretário Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, Gabriel Medina.

“O Curta Periferias mostra exatamente o caminho, por meio da RioFilme e da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação está construindo desenvolvimento territorial com formação, tecnologia, audiovisual e inclusão produtiva. Hoje, o celular, a câmera, a edição, a inteligência de dados, as redes e a narrativa fazem parte de um mesmo ecossistema. A verdadeira inclusão acontece quando os territórios não são apenas consumidores dessas ferramentas, mas passam a dominar a tecnologia para contar suas histórias, gerar renda, empreender e disputar espaço no mercado”, explicou o diretor-presidente da RioFilme, Leonardo Edde.

“Acreditamos que o audiovisual seja uma poderosa ferramenta de educação, expressão e transformação social. Ao integrar o Curta Periferias, a Firjan SESI soma a experiência do Cine SESI na formação de jovens produtores de conteúdo, incentivando o olhar crítico, a criatividade e o protagonismo juvenil, além de fortalecer a indústria criativa dentro do território. Esta parceria reafirma nosso compromisso com a valorização das narrativas periféricas e com a ampliação de oportunidades para que mais jovens possam contar suas próprias histórias”, destacou o gerente de Educação Básica da Firjan SESI, Vinicius Mano.

O morador do Complexo da Maré que quiser participar precisa ter entre 15 e 35 anos. As inscrições abrem 22 de julho e vão até 28 de julho. Devem ser feitas via preenchimento de formulário online por meio do link. O edital estará disponível no endereço eletrônico. Se preferir, é só ir na sede da Navezinha Carioca da Maré (Rua Sargento Silva Nunes, 608, sala 43, Shopping Win), imprimir o formulário e preencher no local.

 




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MPF quer suspender gasolina com 32% de etanol e cobra R$ 500 milhões em indenização; entenda

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Conselho aprova aumento de etanol na gasolina de 30% para 32%
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com um pedido liminar nesta quarta-feira (22) para suspender a decisão do governo que aumenta a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.
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A ação civil pública tem como objetivo impedir a adoção do E32, nome dado à gasolina com 32% de etanol, até que estudos técnicos comprovem que a nova mistura é segura para os veículos. O MPF também pede que a União seja condenada a pagar R$ 500 milhões por danos coletivos. (entenda mais abaixo)
🔎 O E32 foi aprovado pelo CNPE em junho e faz parte da política do governo para ampliar o uso de biocombustíveis e reduzir a dependência da gasolina importada.
Segundo o MPF, a alteração foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) “sem a devida análise de impacto e sem demonstrar cientificamente a viabilidade da medida para a frota nacional”.
O documento argumenta que a União utilizou estudos realizados com a mistura anterior, de 30% de etanol, para justificar o aumento, considerando a margem de tolerância de até dois pontos percentuais prevista nos testes.
Para o MPF, esses ensaios tinham como objetivo “avaliar o desempenho e a dirigibilidade dos veículos, considerando a margem de tolerância da especificação daquele combustível” e, portanto, não foram realizados para validar a adoção permanente da mistura de 32% de etanol na gasolina.
A ação também sustenta que os ensaios utilizados pelo governo federal não apresentaram conclusões sobre:
Durabilidade;
Emissões;
Autonomia;
Compatibilidade com as diversas tecnologias na frota;
Comportamento da nova mistura em uso contínuo.
A especificação da gasolina E32 permite que o combustível vendido nos postos contenha até 34% de etanol. Segundo o MPF, essa possibilidade não passou por validação técnica específica.
O MPF ainda diz que “há evidências de que o aumento do etanol na gasolina pode provocar corrosão em peças metálicas, desgaste prematuro de bombas e falhas em sistemas de injeção eletrônica, especialmente em motocicletas, veículos antigos e modelos importados”.
Indenização de R$ 500 milhões
O MPF também argumenta que a decisão não considerou adequadamente os possíveis impactos ambientais da medida e pede uma indenização de R$ 500 milhões por danos coletivos. Segundo o órgão, faltam estudos que avaliem os efeitos do desgaste acelerado de componentes dos veículos.
O argumento é que, embora o etanol emita menos poluentes, a substituição mais frequente de peças poderia aumentar o descarte de borracha, metal e plástico.
Além da suspensão do aumento da mistura de etanol, o MPF pede que a Justiça determine a realização de uma perícia técnica independente para avaliar os riscos aos motores e ao meio ambiente. A ação também solicita a adoção de protocolos mais rigorosos para futuras alterações na composição dos combustíveis.
“O Estado brasileiro não pode impor à coletividade a utilização de combustível com composição diversa sem demonstrar, de forma clara, objetiva e tecnicamente consistente, que a medida foi precedida de estudos suficientemente abrangentes”, diz o procurador da República Cleber Eustáquio Neves, autor da ação.
Entenda a decisão do governo
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu no dia 14 de julho aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32%.
A medida tem validade inicial de 180 dias, mas pode ser prorrogada uma vez por igual período.
A decisão, segundo o CNPE, considera a volatilidade no mercado de petróleo e combustíveis.
“Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira”, justificou o conselho, em nota
Os preços do petróleo subiram e atingiram o maior nível em cerca de quatro semanas, depois que a tensão entre Estados Unidos e Irã voltou a aumentar.
O mercado teme que o conflito prejudique o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de energia do mundo.
Por que o petróleo está subindo?
O principal motivo é o temor de interrupções no transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, passagem marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
Antes do conflito, cerca de 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passavam por essa rota.
Nos últimos dias, a região voltou a registrar episódios que aumentaram a preocupação dos investidores.
Medida vinha sendo estudada
A medida de aumentar o volume de etanol na gasolina vinha sendo discutida por integrantes do governo nos últimos meses. Especialistas, no entanto, avaliam que a medida pode aumentar o risco de desgaste em motores mais antigos ou sem calibração específica para essa mistura.
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A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) já havia defendido a realização de mais estudos antes da implementação da medida. (veja mais abaixo)
Segundo engenheiros, um dos principais desafios é a compatibilidade dos materiais, especialmente em veículos importados ou mais antigos, projetados para rodar apenas com gasolina e desenvolvidos para teores menores de etanol.
O CNPE refutou, ainda, que a mistura possa causar danos aos automóveis.
“No percurso dos testes, foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso. De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex”, complementou nota do colegiado, formado por ministros e sociedade civil.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) também diz que o setor tem capacidade para atender à demanda adicional e que a medida pode reduzir a importação de gasolina e ampliar o uso de combustível renovável produzido no Brasil. (veja mais abaixo)
Nova composição da gasolina deve passar a ter 32% de etanol
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O etanol misturado à gasolina é do tipo anidro, ou seja, passa por um processo de desidratação na usina. Mesmo assim, ele tem a capacidade de absorver água do ambiente e pode levá-la para o interior do motor.
A presença de água pode afetar componentes metálicos do motor que não foram projetados para essa condição. Além disso, a combinação de etanol e água aumenta a condutividade elétrica, favorecendo a corrosão eletroquímica.
Todos os componentes que entram em contato direto com o combustível precisam estar preparados para essa nova concentração de etanol.
A lista engloba:
tanque;
boia;
bomba de combustível;
linhas de combustível metálicas ou plásticas;
bico injetor;
câmara de combustão;
pistões;
vedações.
Alguns desses componentes podem suportar a nova mistura, mas, segundo os especialistas, a mudança exige testes detalhados para confirmar essa resistência.
“As avarias principais que podem ocorrer seriam de corrosão ou desgaste nos componentes do sistema de injeção, pois podem provocar falhas de funcionamento, aumento das emissões e consumo e até dano total, principalmente na bomba e injetores”, explica Rogério Gonçalves, engenheiro e diretor de combustíveis da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA).
Maior concentração de etanol na gasolina pode aumentar desgastes de componentes do motor
Arte / g1
Segundo Gonçalves, como os automóveis mais antigos não foram projetados para esse percentual mais elevado de etanol, eles tendem a sofrer mais com a mudança, embora a reação varie de acordo com o motor.
O especialista afirma que o consumo tende a aumentar tanto nos modelos flex quanto nos veículos movidos exclusivamente a gasolina, devido ao menor poder calorífico do etanol em relação à gasolina.
🔎 O poder calorífico é a quantidade de energia que um combustível consegue fornecer na forma de calor. Um quilograma de etanol hidratado, vendido nos postos, fornece cerca de 6.300 quilocalorias (kcal). Já um quilograma de gasolina A, combustível puro produzido na refinaria, fornece cerca de 10.400 kcal.
Estimar com precisão o impacto no consumo é difícil porque diversos fatores influenciam o rendimento do veículo no dia a dia.
Embora seja possível estimar essa diferença com base na energia fornecida por cada combustível, a variação pode ser imperceptível para o motorista no uso cotidiano.
Gonçalves explica que os testes oficiais de consumo são realizados em laboratório, em ambiente controlado, com o veículo instalado em um dinamômetro, sob temperatura monitorada e seguindo um ciclo padronizado.
Manutenção de alguns carros pode ficar mais cara com aumento de etanol na gasolina
Divulgação
Revisões podem ficar caras
No mercado de manutenção, profissionais afirmam que os componentes mais suscetíveis à nova mistura são borrachas e mangueiras, que podem ressecar e apresentar vazamentos.
“Além disso, a bomba de combustível e os bicos injetores podem oxidar ou travar, porque o álcool facilita a corrosão dessas partes metálicas e plásticas”, explica Fábio Rhoden, sócio proprietário da oficina Flacht Motorsport & Classic Center.
O motorista pode perceber que o veículo está sentindo os efeitos da nova mistura logo nas primeiras horas do dia, diz Rhoden, quando o motor passa a demorar mais tempo para dar a partida de manhã.
O risco é maior nos veículos fabricados há 20 ou 30 anos, equipados com carburador ou sistemas de injeção eletrônica mais simples, que não conseguem ajustar automaticamente a mistura para essa proporção maior de etanol. Essa função é realizada pela ECU, o “cérebro” do motor.
A ECU (Unidade de Controle Eletrônico) é o computador que gerencia o funcionamento do motor em tempo real. Ela recebe informações de sensores que monitoram parâmetros como rotação, temperatura, quantidade de ar admitido, posição do acelerador e composição dos gases de escape.
Unidade de Controle Eletrônico (ECU) do motor a combustão é o cérebro do carro
Divulgação / Bosch
Com esses dados, a ECU compara o funcionamento do motor com os parâmetros de calibração desenvolvidos pela montadora e calcula, centenas de vezes por segundo, a quantidade ideal de combustível a ser injetada, o momento exato da ignição e o funcionamento de sistemas como o comando variável de válvulas e o turbocompressor.
Em seguida, envia comandos aos atuadores, como bicos injetores, bobinas e corpo de borboleta, ajustando continuamente o funcionamento do motor para equilibrar desempenho, consumo, emissões e durabilidade.
Nos veículos que não conseguem se ajustar à nova mistura, o motor trabalha em temperaturas mais elevadas e pode apresentar falhas frequentes. Já os modelos importados modernos sem tecnologia flex chegam ao limite de compensação da ECU e registram aumento expressivo no consumo.
“Os carros antigos (carburados ou com injeções simples) não conseguem se ajustar sozinhos para queimar tanto etanol”, avisa Rhoden.
Além disso, esses veículos podem apresentar oscilação da marcha lenta, perda de potência e pequenos engasgos durante as acelerações.
Troca das velas de ignição pode acontecer antes do previsto
Divulgação / Flacht Motorsport & Classic Center
A elevação do teor de etanol também pode acelerar o entupimento do filtro de combustível. O etanol desprende a sujeira acumulada no fundo do tanque.
Além disso, pode antecipar a troca das velas de ignição devido ao maior calor gerado na combustão. Essa “queima” das velas de ignição pode ocorrer quando o motor não foi projetado ou calibrado para funcionar com uma concentração maior de etanol na gasolina.
Nesses casos, a ECU pode não conseguir compensar corretamente a mudança na proporção da mistura ar-combustível.
Como o etanol tem características de combustão diferentes da gasolina e exige maior volume de combustível para atingir a mistura ideal, o motor pode operar com uma mistura mais pobre (mais ar do que combustível na câmara) ou apresentar falhas de combustão em determinadas condições.
Isso aumenta a carga sobre o sistema de ignição, fazendo com que as velas trabalhem sob maior esforço elétrico e térmico, o que acelera o desgaste e pode reduzir sua vida útil.
Na maioria dos casos, a vela não “queima” apenas pelo aumento do teor de etanol, mas por uma combinação de calibração inadequada, componentes incompatíveis e funcionamento do motor fora das condições para as quais foi desenvolvido.
Bolso pode sentir
E as consequências para o bolso podem ser pesadas. Segundo Vinicius Giungi, proprietário de Benimports e especializado na importação de componentes para carros, as peças mais procuradas normalmente são velas, bicos injetores, bombas de combustível de baixa e alta pressão, sensores do sistema de alimentação, corpo de borboleta, mangueiras e componentes de vedação.
As marcas que mais buscam esses componentes são Audi, BMW, Mercedes, Porsche, Land Rover e os Volkswagen importados, como o Golf GTI.
Segundo o empresário, vários reparadores e donos desses veículos reclamam de problemas associados ao aumento do etanol na gasolina.
“Esse é um tema recorrente entre proprietários e reparadores de veículos importados premium, principalmente modelos turbo, de injeção direta e veículos importados de forma independente”, explica.
Segundo Giungi, os defeitos mais comuns encontrados nos componentes do sistema de alimentação e injeção são:
Entupimento parcial ou total dos bicos injetores, causado por depósitos e impurezas que comprometem a pulverização do combustível;
desgaste prematuro das bombas de combustível (baixa e alta pressão), resultando em perda de pressão e falhas de alimentação;
ressecamento, endurecimento e perda de elasticidade de mangueiras e vedações, o que pode ocasionar vazamentos;
oxidação de conectores e terminais elétricos da bomba e dos injetores e boias de combustível, agravada pela umidade ou contaminação;
travamento ou funcionamento irregular de bicos injetores, prejudicando a pulverização e a dosagem do combustível;
baixa vida útil de velas de ignição.
Bico Injetor Bosch para Bmw 320 (F30) feita entre 2012 e 2019
Reprodução
Substituir alguns desses componentes sai caro. Cada bico injetor para BMW 320, fabricada entre 2012 e 2019, sai a partir de R$ 1.256 cada, e ainda é preciso somar a mão de obra.
A bomba de combustível de um Range Rover Evoque, feito entre 2011 e 2019, custa mais de R$ 1.900.
Giungi explica que os preços praticados por empresas que importam peças de maneira independente costumam ser significativamente mais competitivos do que os das concessionárias. E mesmo assim assustam.
“Trabalhamos com peças originais (OEM), produzidas pelos mesmos fabricantes que fornecem componentes para as montadoras na linha de produção”, explica.
Anfavea pede cautela
A Anfavea afirmou que é favorável aos biocombustíveis e reconhece o papel do etanol na descarbonização da frota brasileira de veículos leves.
Segundo Igor Calvet, presidente da entidade, a preocupação da indústria automobilística se restringe à necessidade de que qualquer aumento na mistura seja precedido por um cronograma rigoroso de testes.
“Nós temos discutido, na verdade, é que o aumento da mistura deve ser precedido de testes. Esse é o único ponto da Anfavea”, explica Calvet.
Igor Calvet, presidente da Anfavea
Divulgação | Anfavea
O executivo explica que, de acordo com as normas técnicas e as regras da ABNT, a adoção de uma mistura com 32% de etanol exige ensaios de engenharia com margem de segurança para garantir que os motores suportem a abrasividade do combustível e que os sensores estejam calibrados conforme a legislação.
A manifestação sobre a importância dos testes foi feita em conjunto com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).
A entidade afirma que os testes adicionais são uma garantia para o consumidor. “A gente só queria ter a tranquilidade de que não haverá nenhum problema”, diz Calvet.
Segundo o executivo, a indústria automotiva já produz veículos compatíveis com biocombustíveis, mas defende rigor técnico antes da adoção de novas políticas para combustíveis no país.
Indústria do etanol defende medida
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) afirmou em nota nesta terça-feira que a proposta de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com participação de órgãos do governo, instituições de pesquisa e representantes dos setores automotivo, energético e regulatório.
Segundo a entidade, “a medida reforça a segurança energética do país ao ampliar a participação de uma fonte renovável produzida no Brasil, contribuindo para reduzir a dependência de importações de gasolina e aumentar a previsibilidade no abastecimento, especialmente em um cenário internacional marcado por volatilidade.”
A Unica diz que “o avanço para o E32 ocorre em linha com a trajetória histórica do Brasil, que já opera com misturas elevadas de etanol há anos, apoiado em uma das maiores frotas flex do mundo e em uma cadeia produtiva consolidada.”
A entidade diz que a proposta é baseada em estudos desenvolvidos no programa Combustível do Futuro, incluindo ensaios realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo.
De acordo com a Unica, os testes avaliaram desempenho, consumo, dirigibilidade, partida a frio e funcionamento de veículos leves e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, representativos da frota brasileira.
Os resultados, segundo a entidade, indicaram que a ampliação da mistura para 32% é tecnicamente viável.
Sobre os veículos mais antigos, a Unica afirma que os estudos incluíram modelos movidos apenas a gasolina e que representam a frota brasileira.
Segundo a entidade, os ensaios não identificaram impactos em desempenho, dirigibilidade, partida ou funcionamento geral desses veículos.
A associação também diz que os testes não encontraram evidências de aumento de desgaste ou danos aos motores nas condições avaliadas e que os sistemas eletrônicos dos veículos analisados conseguiram ajustar automaticamente a mistura entre ar e combustível.
A entidade também afirma que o setor tem capacidade para atender ao aumento da demanda por etanol anidro. Segundo a Unica, a necessidade adicional seria de cerca de 1 bilhão de litros por ano em relação ao E30, enquanto a produção prevista para a safra pode crescer cerca de 4 bilhões de litros, impulsionada pela expansão do etanol de milho e das usinas de cana-de-açúcar.
Segundo a associação, a ampliação da mistura também pode reduzir a importação de aproximadamente 800 milhões de litros de gasolina por ano e ampliar a participação de um combustível renovável produzido no Brasil.
“Além dos ganhos em segurança energética e competitividade, o E32 reforça uma das principais vantagens estratégicas do Brasil: a capacidade de expandir o uso de combustíveis renováveis em larga escala”, afirma Evandro Gussi, presidente da UNICA.



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Advogados pedem libertação de advogado de direitos humanos

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O advogado chinês de direitos humanos, Wu Shaoping, continua detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) após ser preso em uma ação de fiscalização de imigração. Sua detenção, que ocorreu no dia 15 de julho, enquanto ele entregava pacotes da Amazon, gerou apelos de defensores dos direitos humanos e políticos que pedem sua libertação.

Contexto da detenção

Wu Shaoping, de 48 anos, é conhecido por seu trabalho em defesa de cristãos perseguidos, dissidentes políticos e praticantes do Falun Gong na China. Ele fugiu do país em 2019, após enfrentar crescente pressão das autoridades por seu ativismo. Desde então, Wu solicitou asilo nos Estados Unidos, onde tem cumprido com os requisitos de imigração enquanto aguarda o andamento de seu processo.

O que aconteceu

Durante sua detenção em Mount Holly Springs, na Pensilvânia, Wu não tinha antecedentes criminais e estava trabalhando como entregador. Sua prisão gerou uma onda de apoio internacional, com diversos defensores da democracia e organizações de direitos humanos solicitando que as autoridades americanas não o deportem de volta para a China, onde ele enfrentaria severas consequências por seu ativismo.

Em uma entrevista ao Lancaster Online, Wu expressou sua determinação: “Eu vim aqui não apenas pela minha liberdade, mas também pela liberdade de outros chineses”. Essa declaração reflete seu compromisso com a luta pela liberdade religiosa e pelos direitos humanos, temas que são cruciais para a comunidade cristã e para aqueles que defendem a liberdade de culto.

Reações à detenção

O caso de Wu chamou a atenção de políticos americanos, incluindo o congressista Jim McGovern, que enviou uma carta ao Secretário de Segurança Interna e ao Secretário de Estado, pedindo a libertação do advogado. McGovern destacou que Wu não deve ser deportado para a China, onde sua vida estaria em risco devido ao seu histórico de defesa dos direitos humanos.

Além disso, líderes de organizações de direitos humanos, como Wang Dan e Bob Fu, também se manifestaram, enfatizando que a liberação de Wu deve seguir os procedimentos legais estabelecidos e que ele deve ser protegido das represálias que enfrentaria ao retornar à China.

O que esperar

A situação de Wu Shaoping é um lembrete da contínua luta pela liberdade religiosa e pelos direitos humanos em todo o mundo. A comunidade cristã, especialmente, deve estar atenta a casos como o dele, que ilustram os desafios enfrentados por aqueles que se levantam contra a opressão.



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Três linhas de trens têm funcionamento interrompido em São Paulo

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Os trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, todas operadas pela Trivia Trens, pararam de funcionar na manhã desta quinta-feira (23) devido a uma falha de energia, segundo informa a concessionária.

A interrupção do serviço acontece entre as estações Brás e Sebastião Gualberto. O Serviço Expresso Aeroporto também foi afetado e não está em operação.

A Trivia passou a controlar a operação destas linhas nesta terça-feira (21).

Além disso, um incêndio atingiu um dos trens nas proximidades da rua Bresser, no centro da cidade, por volta das 5h30. Os bombeiros foram para o local e controlaram a situação.

Com os problemas nas três linhas, muitos passageiros tiveram de sair dos comboios e estão andando sobre os trilhos.

Devido a todo esse problema, as estações ficaram lotadas, o que afetou também o trânsito no entorno. O sistema de ônibus Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado.

O Metrô, a partir das 6h, permitiu transferências nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera para auxiliar no transporte de passageiros.

A Trivia informou que “equipes técnicas atuam no local para identificara causa da ocorrência e realizar os reparos necessários” nas linhas afetadas.

A prefeitura de São Paulo anunciou por volta das 8h que suspendeu o rodízio de veículos na Zona Leste, onde acontecem as falhas nas linhas de trens. Segundo a CET, o cancelamento do rodízio vale para as avenidas Celso Garcia, Radial Leste, Salim Farah Maluf, Avenida do Estado, Luiz Inácio de Anhaia Mello e ainda a Marginal Tietê.




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Tarifaço: setores atingidos e governo divergem sobre possibilidade de aplicar reciprocidade aos EUA

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Nesta quarta-feira, em entrevista após o encontro com Alckmin, Paulo Afonso Lustosa, presidente da Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística (Fenatac), disse que, para ele, a melhor saída para o Brasil é buscar a negociação diplomática e comercial, evitando medidas espelhadas de reciprocidade.



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Caixa paga Bolsa Família de julho a beneficiários com NIS de final 4

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A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (23) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4. Neste mês, o valor médio do benefício está em R$ 679,19.

Moradores de 175 municípios de seis estados receberam o crédito antes, na segunda (20), independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).

>>A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui

O valor mínimo do Bolsa Família corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais: 

  • o Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança;
  • há também um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos;
  • outro adicional, de R$ 150, é para famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Regra de proteção

Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Confira o calendário de pagamentos de julho

 


Brasília (DF), 20/07/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil
Brasília (DF), 20/07/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil

 



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SUS: comitê de negociação de preço de medicamentos pode reduzir custos

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O Ministério da Saúde (MS) institui, nesta quinta-feira (23), um comitê de negociação de preços para compra de medicamentos a serem incorporados no Sistema Único de Saúde (SUS).

A ideia é conseguir adquirir remédios em grande volume por um preço menor, e aproveitar o espaço no orçamento para incorporar novos medicamentos no rol do SUS.

O objetivo do ministério com a medida é aumentar as chances de incorporar ao SUS novos medicamentos de alto custo para tratar câncer ou doenças autoimunes, por exemplo.

“Estamos modernizando a forma com a qual o Ministério da Saúde faz a negociação de preços, dando regras mais claras e garantias para o ministério obter um preço melhor e mais justo, para sobrar orçamento para outros investimentos, investimentos em outras tecnologias”, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri.

O comitê de negociação de preços deverá ser acionado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

A Conitec é o órgão responsável por recomendar e dar a palavra final sobre a incorporação de novos medicamentos na rede pública.

Remédios únicos

Caso um medicamento seja único no mercado, ou seja, produzido por apenas um laboratório e, por isso, não seja possível compra por licitação, o comitê poderá atuar negociando valores mais baixos. Como o SUS é um grande comprador, adquirindo R$ 31,3 bilhões por ano em vacinas, medicamentos e insumos, existe margem para negociação de preços.

O comitê também poderá atuar nos casos de um medicamento já incorporado, mas que apresentou um aumento expressivo de preço. Nesse caso, a Secretaria responsável por essa demanda no ministério é quem aciona o comitê.

Esse modelo já existe em mais de 40 países. Canadá, Inglaterra, Austrália e França, por exemplo, já fazem esse tipo de negociação. A ideia já circula há bastante tempo no Ministério da Saúde, mas só hoje recentemente se tornou uma política da pasta.

O comitê é permanente, tem caráter técnico e a expectativa do ministério é conseguir um desconto superior a 50% a partir dessa negociação por medicamentos novos ou recém-incorporados ao SUS.

 



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