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Somente três estados têm plano vigente contra o trabalho infantil

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Apenas Maranhão, Paraíba e Rio Grande do Sul têm planos decenais de enfrentamento ao trabalho infantil vigentes. Nas outras 24 unidades da federação, esses documentos estão vencidos, em elaboração ou atualização, aguardam publicação ou ainda não existem.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (22) pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho (FNPETI), no estudo inédito Mapeamento dos Planos Estaduais e Distrital de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho.

Os planos estaduais definem responsabilidades do poder público, estabelecem metas e desempenham papel estratégico na articulação entre áreas para a promoção e garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

A secretária executiva do FNPETI, Katerina Volcov, destacou que, nas três unidades da federação que elaboraram os planos de enfrentamento ao trabalho infantil vigentes, houve convergência da vontade política por parte do Estado e da atuação e incidência política da sociedade civil.

Katerina Volcov também detalhou, em entrevista à Agência Brasil, que, entre os fatores que levam à omissão dos outros estados e do Distrito Federal, estão as barreiras políticas em âmbito estadual, marcadas pela baixa prioridade política atribuída ao tema, pela baixa articulação e intersetorialidade das secretarias de estado e pela redução do apoio governamental.

Ela também cita o enfraquecimento da sociedade civil organizada e os períodos de paralisação de fóruns estaduais que, por sua vez, fazem o controle social dos planos.

De acordo com o FNPETI, o estudo “evidencia fragilidades na implementação, no acompanhamento e na continuidade dessas políticas públicas nos estados e no Distrito Federal”.

A representante do fórum nacional ressalta que a falta de um plano vigente impacta mais diretamente as crianças e adolescentes de três formas: invisibilidade e desproteção contínua, ações isoladas e ineficientes e incapacidade de respostas.

“Sem planejamento e monitoramento contínuos, as iniciativas não podem ser avaliadas, tampouco seus resultados podem ser aferíveis, além de reduzir a capacidade de resposta às distintas formas de trabalho infantil presentes nas regiões do estado ou Distrito Federal”, disse a secretária executiva do FNPETI, Katerina Volcov.

 


Katerina Volcov, secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho. Foto: Katerina Volcov/ Arquivo Pessoal
Katerina Volcov, secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho. Foto: Katerina Volcov/ Arquivo Pessoal

Katerina Volcov, secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho. Foto: Katerina Volcov/ Arquivo Pessoal

Falta de monitoramento

A publicação também chama atenção para o fato de que 76,9% dos 27 fóruns estaduais relatam que não conseguem acompanhar com frequência se as poucas ações existentes estão dando resultado.

O levantamento conclui que a falta de monitoramento ainda é um dos principais desafios da temática. E, sem planejamento e acompanhamento contínuos, aumentam as dificuldades para atualizar os planos, definir indicadores, manter registros das ações desenvolvidas e institucionalizar processos contínuos de avaliação.

Além disso, as iniciativas tendem a se dispersar, ficam mais vulneráveis às mudanças de gestão e perdem capacidade de responder às diferentes formas de trabalho infantil.

Desafios

O estudo aponta desafios estruturais do próprio setor público para combater o trabalho infantil. Entre eles estão:

  • falta planejamento;
  • descontinuidade administrativa;
  • insuficiência de recursos financeiros e humanos;
  • rotatividade de equipes;
  • dificuldades de articulação entre diferentes órgãos;
  • ausência de mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação.

A representante do fórum nacional entende que é possível blindar as políticas de enfrentamento ao trabalho infantil da descontinuidade por meio da garantia legal e orçamentária. 

Katerina Volcov defende que o tema seja transformado em política de Estado, por meio de leis, decretos e planos de longo prazo, com a garantia de orçamento público que assegure a continuidade das iniciativas, ações e programas, independentemente de gestão ou partido político. Ela ainda menciona o trabalho integrado e o controle social.

“É fundamental o fortalecimento dos órgãos, secretarias e conselhos de direitos e a integração das distintas áreas, como educação, saúde, trabalho e geração de renda, sistema de Justiça e fiscalização, que podem e devem trabalhar de maneira coordenada e intersetorial. Por fim, a atuação da sociedade civil organizada é fundamental para o controle social dessas políticas e, sendo assim, pode e deve incidir no monitoramento, na avaliação e continuidade das políticas”.

Exploração em ambientes digitais

O Mapeamento dos Planos Estaduais e Distrital de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho ainda percebe a naturalização do trabalho infantil em todo o país e o surgimento de novas formas de exploração de crianças e adolescentes, especialmente em ambientes digitais, como as redes sociais.

No sentido de proteger as crianças e adolescentes no ambiente digital, a legislação brasileira atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), por meio do ECA Digital, em vigor desde março deste ano. Entre as medidas previstas, ele estabelece regras para a atividade artística de crianças e adolescentes.

Para além do ECA Digital, a Resolução nº 687/2026, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), instituiu o Banco Nacional de Alvarás para Atividade Artística de Crianças e Adolescentes (BNAC).

Como defensora da proteção de crianças e de adolescentes no trabalho, Katerina Volcov explica que o trabalho infantil no ambiente digital é um desafio recente que exige atenção urgente e debate articulado.

Propostas de soluções

O mapeamento propõe a aplicação do IV Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção a Adolescentes no Trabalho, elaborado pela Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti), como um modelo completo, com metas, indicadores e estratégias, para ajudar os estados e o Distrito Federal a criarem ou atualizarem seus próprios planos estaduais.

O documento nacional deve ser adaptado à realidade específica de cada unidade da federação, com especifidades como trabalho agropecuário, mendicância ou atividades em áreas litorâneas.

“Cada plano estadual precisa partir de um diagnóstico e responder às demandas concretas daquele estado”, diz Katerine.

Além disso, os estados devem criar comissões estaduais paritárias, com governo e sociedade civil, e garantir orçamento e recursos humanos para elaborar seus planos de enfrentamento.

Crianças e jovens como parte da solução

Apenas 30,8% dos fóruns estaduais e distrital de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil informaram contar com participação ativa de adolescentes.

Katerina Volcov explica que a baixa participação decorre da ausência de uma educação em direitos humanos consolidada na formação de todas as crianças e adolescentes do país.

O estudo indica a necessidade de fortalecer o protagonismo desse público nos espaços de discussão e a construção das políticas voltadas à garantia de seus direitos.

Para mudar essa realidade, foram criados os comitês de participação de adolescentes (CPAs) no Conanda, em conselhos estaduais e em fóruns estaduais de erradicação do trabalho infantil. A especialista defende que a participação deste público seja adaptada à capacidade de cada faixa etária, com a mudança no currículo da educação básica.

“É preciso que, no currículo escolar da Educação Básica, de modo transversal, os direitos humanos sejam pautados em sala de aula, a fim de que mais crianças e mais adolescentes conheçam seus direitos e participem da vida pública, na medida de suas capacidades físicas e intelectuais relativas à própria idade”, disse.

Cenário brasileiro

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) sobre o trabalho de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade revela que, no fim de 2024, havia cerca de 1,65 milhão de crianças e adolescentes em trabalho infantil no Brasil. O número significa um aumento de 34 mil casos (2,1%) em relação a 2023, apesar de ter ocorrido uma redução de 21,4% entre 2016 e 2024. Os dados foram coletados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A mesma pesquisa do IBGE revela que 586 mil crianças e adolescentes continuam vítimas de trabalho infantil em suas piores formas, de acordo com a Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP), instituída pelo Decreto nº 6.481/2008, que regulamentou termos da Convenção 182 da OIT, definindo 93 piores formas de trabalho infantil.

O Brasil também é signatário da meta número 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), na qual, entre outros compromissos, o país se compromete a assegurar a proibição e a eliminação das piores formas de trabalho infantil.



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Ministério nega ter pedido flexibilização à UE para carne brasileira e aguarda análise de documentos

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Agora no g1
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) afirmou nesta quinta-feira (23) que o Brasil não pediu à União Europeia a flexibilização das regras sanitárias para exportação de carnes e outros produtos de origem animal ao bloco.
Segundo a pasta, o governo brasileiro segue negociando tecnicamente com as autoridades europeias e aguarda uma resposta definitiva sobre a documentação apresentada.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
No início de junho, o bloco retirou o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir essas regras. Com isso, as exportações brasileiras de carne e outros produtos de origem animal para a UE poderão ser suspensas a partir de 3 de setembro, caso o impasse não seja resolvido.
Ainda de acordo com o ministério, as autoridades europeias “ainda não apresentaram manifestação conclusiva” sobre os documentos técnicos encaminhados pelo governo brasileiro.
Governo diz que já apresentou garantias
No comunicado, o Mapa afirma que encaminhou à Comissão Europeia informações sobre os mecanismos de fiscalização adotados no Brasil e as garantias oferecidas pelo sistema oficial de controle sanitário para cadeias como carne bovina, carne de frango, ovos, mel e produtos da pesca.
Segundo a pasta, a documentação demonstra “como o sistema brasileiro assegura a verificação, a fiscalização, a rastreabilidade, o monitoramento e a certificação” dos produtos destinados ao mercado europeu.
O ministério também ressaltou que o Brasil exporta produtos de origem animal para mais de 150 países e afirmou que o reconhecimento internacional do sistema sanitário brasileiro é resultado da capacidade do país de fiscalizar a produção e certificar apenas mercadorias que atendem às exigências dos mercados importadores.
No entanto, o principal ponto de discordância entre o governo brasileiro e a União Europeia está na forma de demonstrar o cumprimento das regras sanitárias.
Segundo o Mapa, é “inaceitável” exigir a comprovação antecipada da implementação integral de medidas que, por natureza, são cumpridas ao longo do ciclo de produção dos animais.
Para o ministério, cabe ao sistema oficial de fiscalização verificar esse cumprimento e impedir que produtos fora dos padrões sejam certificados para exportação.
A pasta também afirmou que permanecer na lista de países autorizados a vender para a União Europeia não significa que todos os produtos estejam automaticamente aptos à exportação.
Segundo o governo, o reconhecimento se refere à confiabilidade do sistema de fiscalização, enquanto a disponibilidade de produtos aptos depende do cumprimento das exigências sanitárias em cada ciclo produtivo.
Exportação de carne bovina
Ministério da Agricultura/Divulgação



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Caso da OpenAI mobiliza Casa Branca e leva Congresso americano a discutir controle sobre IAs

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Agora no g1
O principal assessor de tecnologia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está acompanhando a situação após a OpenAI revelar que um de seus sistemas de inteligência artificial saiu do controle durante testes de segurança. A informação foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca nesta quinta-feira (23).
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
Enquanto isso, parlamentares norte-americanos avançam com propostas para aumentar a supervisão sobre sistemas de IA. Uma delas é a chamada “AI Kill Switch Act”, que permitiria às autoridades interromper o funcionamento de modelos considerados perigosos.
Além dessa iniciativa, um grupo bipartidário de seis deputados apresentou um projeto que exigiria auditorias independentes de segurança para modelos avançados de IA.
Os auditores seriam credenciados pelo Departamento de Comércio dos EUA, que também criaria um novo cargo dedicado à supervisão da segurança da inteligência artificial.
As propostas foram apresentadas poucos dias depois de a OpenAI informar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente isolado usado em testes de segurança.
Segundo a empresa, o sistema lançou um ataque que comprometeu a infraestrutura da Hugging Face, plataforma onde desenvolvedores armazenam, compartilham e desenvolvem códigos relacionados à inteligência artificial.
Riscos da IA
O episódio reforçou preocupações que especialistas vêm levantando há anos sobre os riscos associados ao avanço da IA. Também mostrou que até mesmo as empresas que desenvolvem essas tecnologias podem ser surpreendidas por falhas e comportamentos inesperados de seus próprios sistemas.
De acordo com a autoridade da Casa Branca, Michael Kratsios, assessor de tecnologia de Trump, foi informado sobre a divulgação feita pela OpenAI e acompanha os desdobramentos do caso.
Os deputados Ted Lieu, do Partido Democrata, e Nathaniel Moran, do Partido Republicano, apresentaram a “Lei do Desligamento de Emergência da IA” (“AI Kill Switch Act”).
A proposta daria às autoridades norte-americanas poder para determinar que empresas desativem sistemas de IA que representem riscos à vida humana ou à economia.
Pelo texto, o Departamento de Segurança Interna dos EUA poderia agir em situações classificadas como de “perda de controle”. Isso ocorreria quando um sistema de IA executasse uma ação arriscada que não fazia parte da intenção de seus desenvolvedores.
“Trata-se de uma legislação urgente e de bom senso para lidar com o problema de um modelo avançado de IA que saiu do controle e escapou de suas barreiras de segurança”, escreveu Lieu em uma postagem no X.
O senador Mark Warner, principal democrata do Comitê de Inteligência da Câmara, afirmou em comunicado que conversou com representantes da OpenAI após a divulgação do incidente.
Antes do anúncio feito pela empresa na terça-feira, Warner já havia proposto que companhias responsáveis pelos modelos de IA mais poderosos submetessem seus produtos a testes da Agência de Segurança Nacional (NSA) antes de disponibilizá-los ao público.
“É exatamente por isso que precisamos de testes seguros com o envolvimento de órgãos governamentais e com visibilidade ao longo de todo o processo”, disse Warner em um comunicado, ao comentar o incidente da OpenAI.
Foto ilustrativa mostra o logo do ChatGPT, da OpenAI, na França. Relatos de usuários levantam alertas sobre possíveis delírios ligados ao uso intenso de chatbots de IA.
SEBASTIEN BOZON / AFP



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Keiko Fujimori se reúne com embaixador brasileiro antes da posse

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A poucos dias da posse presidencial no Peru, Keiko Fujimori se reuniu, nesta quarta-feira, 22 de julho, com o embaixador brasileiro Clemende de Lima Baena Soares. O encontro teve como objetivo aprofundar as relações diplomáticas entre os dois países, focando em iniciativas de cooperação e fortalecimento dos laços bilaterais.

Contexto da reunião

O governo peruano informou que o diálogo entre Fujimori e o embaixador brasileiro abordou temas que visam aumentar a amizade e a integração entre o Peru e o Brasil. Este encontro é especialmente significativo, pois ocorre em um momento de transição política no Peru, onde a nova administração buscará estabelecer parcerias estratégicas na região.

O que aconteceu

A reunião acontece a poucos dias da posse de Keiko Fujimori, marcada para a próxima terça-feira, 28 de julho. O Brasil já confirmou sua presença na cerimônia, embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será representado pelo chanceler Mauri Vieira. Essa representação demonstra a importância que o Brasil atribui ao fortalecimento das relações com o Peru, especialmente em um contexto de mudanças políticas.

Reações e expectativas

O encontro é visto como um passo positivo para a construção de um diálogo mais próximo entre os dois países. A expectativa é que a nova administração de Fujimori busque não apenas fortalecer laços comerciais, mas também colaborar em áreas como segurança e desenvolvimento social, temas de interesse mútuo que podem impactar positivamente a vida dos cidadãos de ambos os países.

O que esperar da nova administração

Com a posse se aproximando, muitos observadores estão atentos às políticas que Keiko Fujimori irá implementar. A expectativa é que sua administração busque promover um ambiente favorável ao diálogo e à cooperação internacional, especialmente com países vizinhos como o Brasil. Essa abertura pode ser crucial para o fortalecimento de iniciativas que visem a proteção da liberdade religiosa e o apoio a comunidades cristãs no Peru.



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Bets: pedidos em plataforma de autoexclusão cresce 7 vezes na Copa

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Apesar da presença massiva de publicidade das casas de apostas online durante as transmissões da Copa do Mundo, o Brasil registrou um crescimento do número de pessoas que pediram a autoexclusão de plataformas de bets.  

A ferramenta de autoexclusão foi lançada pelo governo federal em dezembro do ano passado e permite ao cidadão cadastrar seu CPF para que o uso seja bloqueado simultaneamente em  todos os sites legalizados de apostas.  

De acordo com os dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, nas duas primeiras semanas do torneio, o número médio de pedidos diários para ter o CPF bloqueado para apostar em bet aumentou quase sete vezes. 

A Plataforma Centralizada de Autoexclusão registrou, entre 15 e 28 de junho, 17.866 pedidos por dia, contra 2.594 solicitações médias diárias registradas na primeira quinzena de maio.  

Depois de processados, os pedidos impedem que as pessoas usem os próprios CPFs para apostar nas bets legalmente autorizadas a funcionar no país. Desde o lançamento da plataforma, mais de 1 milhão de pessoas já se inscreveram no serviço. 

O levantamento também mostrou que os motivos alegados por quem fez essas solicitações mudaram. Em maio, a maior parte dos pedidos (43%) era por perda de controle sobre o jogo. Já nas duas primeiras semanas da Copa, a prevenção do uso dos dados em plataformas de apostas passou a ser o principal motivo para o cadastro, apontado por 29,5% dos solicitantes. A perda de controle sobre o jogo ficou em segundo lugar, com 24,13%. 

Ao optar pela autoexclusão, o usuário deve informar os dados pessoais e optar por bloquear o acesso aos sites por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar entre um e 12 meses. 

Além da plataforma, outra iniciativa voltada ao tratamento da compulsão por aposta é o teleatendimento gratuito pelo Sistema Único de Saúde. 

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

*com informações do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil



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Biquíni, 80 anos: como traje batizado por causa de bomba nuclear se tornou símbolo de brasilidade

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Quando surgiu, o biquíni “não era apenas um novo traje de banho. Era uma provocação aos costumes, aos códigos de moralidade e à forma como o corpo feminino era regulado socialmente”, diz especialista. E, no Brasil, ele encontrou o seu campo mais fértil.



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Keiko Fujimori e evangélicos do Peru celebram ‘Ação de Graças’

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No Peru, a cerimônia de Ação de Graças, que tradicionalmente ocorre no dia 29 de julho, será realizada no dia 30 deste mês. A mudança foi acordada em reunião entre a presidente eleita Keiko Fujimori e líderes evangélicos.

Contexto da cerimônia

A cerimônia de Ação de Graças é um evento significativo que faz parte das celebrações das Fiestas Patrias no Peru. Desde 2006, essa cerimônia tem sido um espaço de união entre o governo e a comunidade evangélica, promovendo a gratidão a Deus e a busca por bênçãos para a nação.

O que aconteceu

Na reunião realizada entre Keiko Fujimori e representantes da União de Igrejas Cristãs Evangélicas do Peru (Unicep) e do Conselho Nacional Evangélico do Peru (Conep), foi decidido que a XXI Cerimônia de Ação de Graças ocorrerá no dia 30 de julho, às 9 horas, na Missão Carismática Internacional. O ajuste na data foi justificado pela necessidade do novo governo de coordenar ações em diversas áreas, incluindo o combate à criminalidade e a resposta às emergências climáticas, como o fenômeno El Niño.

O evento contará com a presença de autoridades do poder executivo e legislativo, além de pastores e líderes evangélicos de várias regiões do país, incluindo Lima e San Martín. Durante a reunião, foi realizada uma oração de bênção pela nova administração, destacando a importância da fé na condução do governo.

Reações da comunidade evangélica

Os líderes evangélicos expressaram apoio à nova administração e à realização da cerimônia. Miguel Bardales, representante do Ministério de Ação de Graça, enfatizou a importância da união entre o governo e a igreja, afirmando que “a cerimônia é uma oportunidade para buscar a intervenção divina nas questões que o país enfrenta”.

O que esperar

A realização da cerimônia de Ação de Graças no dia 30 de julho promete ser um momento de reflexão e oração, onde a comunidade evangélica e o governo se unirão em busca de soluções para os desafios que o Peru enfrenta. A expectativa é de que o evento reforce os laços entre a fé e a administração pública, promovendo um ambiente de cooperação e esperança para todos os cidadãos.



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Mendonça autoriza PF a investigar repasses para filme sobre Bolsonaro

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a instaurar um inquérito para apurar repasses de recursos, pelo empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão atende a um pedido da própria PF, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Em maio deste ano, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações da cinebiografia sobre o ex-presidente. De acordo com a publicação, o ex-banqueiro chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025.

Após o site divulgar áudios da conversa de Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro, garantindo que os recursos repassados ao filme eram integralmente privados.

O caso chegou ao Supremo após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar a abertura de investigação, que também teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Até a publicação desta notícia, a reportagem não havia conseguido contato com a produtora audiovisual Up Entertainment, responsável pela obra.



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Lula libera crédito de R$ 18,5 bi para empresas afetadas por tarifaço americano

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira, 22, a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas brasileiras. A medida, batizada de “Brasil Soberano 3”, visa mitigar os impactos do novo tarifaço americano e dos efeitos da guerra no Oriente Médio, atendendo exportadores que enfrentam uma tarifa adicional de 25% para vender aos Estados Unidos.

Detalhes do programa de crédito

Do total, R$ 13,5 bilhões são recursos não utilizados na primeira fase do programa e de renegociações de dívidas rurais. Os outros R$ 5 bilhões serão aportados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O financiamento cobre setores como aço, alumínio, automotivo, madeira e máquinas, além de indústrias consideradas estratégicas — fertilizantes, farmacêutico, têxtil e minerais críticos. Empresas com exportações afetadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz também poderão acessar os recursos.

Para aderir ao “Brasil Soberano 3”, as companhias precisarão manter ao menos parte dos empregos. O governo condiciona o crédito à preservação de postos de trabalho. Lula também sancionou a lei que libera R$ 15 bilhões do “Brasil Soberano 2”, ampliando as linhas criadas no ano passado após o primeiro tarifaço. O texto deriva de medida provisória editada em março.

O cenário do tarifaço e as negociações

O anúncio do novo pacote de crédito ocorre um dia depois de o governo iniciar uma rodada de reuniões com representantes dos setores mais atingidos. A tarifa de 25% entrou em vigor nesta quarta-feira, 22, e é resultado de uma investigação do Escritório de Comércio dos EUA. Nos bastidores, negociadores brasileiros relatam que as conversas com Washington avançaram até maio, mas endureceram a partir de junho.

Os americanos passaram a apresentar pontos considerados inegociáveis pelo Brasil, como mudanças no PIX e na legislação de minerais críticos. Cerca de dez dias antes da taxação, o Brasil apresentou proposta sobre os seis pontos da investigação, mas não recebeu resposta.

Qual o posicionamento do governo brasileiro diante da situação?

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a ideia do governo não é retaliar. Representantes do setor produtivo têm pedido que o Planalto não acione a Lei de Reciprocidade Econômica, por temerem prejuízos adicionais. A orientação de Lula, segundo ministros, é manter o diálogo sem contaminação ideológica. A avaliação do governo, no entanto, é que a decisão da United States Trade Representative (USTR) foi política e ideológica.

Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. Oito dos dez produtos americanos mais vendidos ao país entram sem tarifa, e a alíquota média aplicada aos principais itens é de 3%, segundo Alckmin.



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Imposto de Renda 2026: Receita abre consultas ao 3º lote de restituição nesta sexta-feira

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A Receita Federal libera, a partir das 9h desta sexta-feira (24), as consultas ao terceiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026.
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Serão pagos R$ 4,61 bilhões a 2,74 milhões de contribuintes. O valores serão depositados em 31 de julho. (veja aqui como consultar).
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Do total de restituições desse lote:
839.464 restituições para contribuintes prioridade em razão da utilização da declaração pré-preenchida e/ou da opção de recebimento via PIX;
507.262 restituições serão pagas a contribuintes enquadrados em diferentes critérios de prioridade;
1.396.474 restituições referem-se a contribuintes sem enquadramento em categorias prioritárias.
Veja o calendário da restituição do IR 2026
Os pagamentos das restituições do IRPF 2026 serão feitos em quatro lotes, segundo informações da Receita. Veja as datas dos pagamentos:
1º lote: 29 de maio
2º lote: 30 de junho
3º lote: 31 de julho
4º lote: 28 de agosto
Como fazer a consulta?
Imposto de renda
Marcos Serra/g1
O contribuinte pode verificar se vai receber neste lote por meio da página da Receita na internet. Basta clicar na opção “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, em “Consultar a Restituição”.
A página oferece orientações e os canais de prestação do serviço, permitindo uma consulta simplificada ou completa da situação da declaração, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Caso identifique alguma pendência na declaração, o contribuinte pode retificá-la, corrigindo as informações.
A Receita Federal disponibiliza, também, aplicativo para tablets e smartphones que permite consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.
Em nota oficial, o Fisco afirma que “assume o compromisso de realizar pagamento de restituições apenas em conta bancária de titularidade do contribuinte”. Assim, vale destacar que as rotinas de segurança da Receita impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados bancários informados ou algum problema na conta de destino.
“Para não haver prejuízo ao contribuinte, a Receita oferece o serviço de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil pelo prazo de até um ano da primeira tentativa de crédito. Assim, o contribuinte poderá corrigir os dados bancários para uma conta de sua titularidade”, afirma a nota.
Neste caso, o cidadão poderá reagendar o crédito dos valores pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones:
4004-0001 (capitais)
0800-729-0001 (demais localidades)
0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos)
Ao utilizar esse serviço o contribuinte deve informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. Depois, é só aguardar a nova tentativa de crédito. Caso o contribuinte não resgate sua restituição dentro do prazo, precisará fazer um requerimento pelo Portal e-CAC.
Malha fina
Ao realizar a consulta, o contribuinte também poderá saber se há alguma pendência em sua declaração que impeça o pagamento da restituição, ou seja, se ele caiu na chamada “malha fina”.
Para saber a situação de sua declaração do IR, o trabalhador deve buscar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) da Receita Federal na internet.
Acesso se dá mediante o uso da conta gov.br, nos níveis prata ou ouro.
Contribuinte deve procurar, no serviço, por “declarações e demonstrativos”.
Em seguida deve buscar o “Meu Imposto de Renda”, e consultar a declaração de 2026.
O Fisco informará:
Se a declaração foi processada (situação regular);
Se há pendências (malha fina).
No caso de haver pendência, isso quer dizer que a declaração caiu na malha fina do leão, ou seja, foi retida por conta de divergências de dados com aqueles que o Fisco possui sobre o contribuinte.
Nesse caso, a inconsistência pode ser resultado de uma informação errada informada pelo próprio contribuinte, pela empresa na qual trabalha (fonte pagadora) ou até mesmo terceiros (prestadores de serviços).
Ao entrar no Centro Virtual de Atendimento, a Receita Federal informará qual a divergência na declaração retida em malha fina, e como resolver o problema.
No caso de o trabalhador ter informado um dado errado, ele deve enviar uma declaração retificadora para corrigir a informação. Assim que a isso for feito pelo trabalhador, sua declaração sai da malha fina.
No caso de a fonte pagadora, ou de uma prestadora de serviços (da qual o contribuinte incluiu uma nota fiscal em sua declaração) ter errado, o contribuinte deve aguardar a retificação da informação.



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