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Da revolução à ruína: a fraqueza original que selou o destino do comunismo soviético

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Neste livro, o atual diretor da tradicional Academia Francesa traça um panorama que analisa a o histórico de várias potências mundiais e os conflitos que moldaram o cenário contemporâneo. Com especial destaque para quatro países: Rússia, China, Japão e Estados Unidos.

No recorte a seguir, o autor explica, de forma sintética e eficiente, as transformações que levaram os russos a adotar as ideias de Marx e Lenin — e por que elas estavam fadadas ao fracasso.

À medida que o país começava a se industrializar, mais tardiamente e de forma mais lenta que seus rivais ocidentais, os russos se impacientavam.

Seduzidos pelas ideias vindas da França, da Inglaterra ou da Alemanha e frustrados por não poderem experimentá-las em sua própria sociedade, que consideravam despótica e atrasada, eles cultivavam com audácia, fervor e devoção, mas muitas vezes também com cegueira, várias utopias revolucionárias.

Muito antes da ascensão dos comunistas, a imagem da Rússia no Ocidente já estava associada à insurreição “dezembrista” do príncipe Trubetskoy, aos escritos anarquistas de Bakunin e Kropotkin, bem como ao terrorismo dos Narodniki.

Essa agitação política e social foi acompanhada de uma abundância cultural de notável fecundidade. Em poucas décadas, a Rússia deu origem a um dos grandes momentos da literatura mundial, com escritores como Púchkin, Gógol, Tolstói, Dostoiévski, Tchékhov ou Turguêniev, bem como a uma grande tradição musical, representada por Tchaikovsky, Mussorgsky ou Rimsky-Korsakov.

Havia também cientistas renomados, como o químico Mendeleev ou o fisiologista Pavlov. Em muitos campos, o país florescia rapidamente, sem que seus líderes conseguissem acompanhar sua metamorfose.

O último czar, Nicolau II, influenciável e inexperiente, acabou se desacreditando após uma série de decisões impulsivas e incoerentes. Além disso, a hemofilia que afligia seu jovem herdeiro, o czarevich Alexei, e a pesada presença do inquietante curandeiro Rasputin no Palácio Imperial aumentaram a sensação de iminente fim de reinado.

Se a guerra contra o Japão foi o catalisador da Revolução de 1905, a Primeira Guerra Mundial, conduzida com a mesma incompetência, serviria de cenário para a Revolução de 1917.

Esta ocorreu em duas etapas: um levante popular no final de fevereiro – início de março, de acordo com o calendário gregoriano –, que levou à renúncia do monarca e à formação de um governo de coalizão; depois, no final de outubro – início de novembro –, um audacioso golpe contra o Palácio de Inverno em Petrogrado, atual São Petersburgo, que levou os bolcheviques ao poder.

Eles anunciaram imediatamente que a Rússia se retiraria do conflito global, o que provocou a fúria de seus principais aliados, França, Inglaterra e Estados Unidos.

Lênin e seus camaradas precisaram enfrentar uma guerra civil, levantes militares, intervenções armadas estrangeiras, um colapso econômico e grandes fomes. Eles levariam cinco anos para se estabelecer firmemente no poder.

O antigo império dos czares, logo renomeado “União das Repúblicas Socialistas Soviéticas”, agora reivindicaria o marxismoleninismo, doutrina composta na qual o primeiro elemento representava o fundamento teórico e o segundo o “guia de implementação”, por assim dizer.

Karl Marx estava convencido de que o socialismo se imporia de maneira inevitável quando o proletariado, especialmente o das grandes nações industriais como Alemanha ou Inglaterra, estivesse suficientemente fortalecido para estabelecê-lo; enquanto o militante russo considerava absurdo esperar que o proletariado russo crescesse e se organizasse, ou que os trabalhadores da Europa Ocidental se sublevassem primeiro.

O voluntarismo leninista teria, sobre o destino do comunismo, um efeito estimulante e amplificador, mas também perverso.

A ideia de que um pequeno grupo de ativistas determinados, doutrinados e bem organizados poderia tomar o poder em qualquer país, independentemente do estágio de desenvolvimento da sociedade, permitiu que o movimento se espalhasse rapidamente pelo mundo.

No entanto, essa visão das coisas favoreceu o surgimento de regimes autoritários, que governavam em nome dos trabalhadores sem consultar a opinião deles e que constantemente pendiam para a arbitrariedade burocrática e para a repressão.

Essa fraqueza original do poder soviético nunca pôde ser superada e acabou causando sua ruína.

noticia por : Gazeta do Povo

Alei Fernandes e Acácio Ambrosini são empossados prefeito e vice-prefeito para gestão 2025/2028

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Além do novo espaço, agora Sorriso é sede do 5.º Batalhão Bombeiro Militar (BBM)

O Corpo de Bombeiros de Sorriso está de “casa” nova. O novo espaço foi simbolicamente inaugurado nesta sexta-feira (13 de dezembro), com a presença do governador Mauro Mendes, do comandante-geral dos Bombeiros no Estado, coronel BM Flávio Gledson Vieira Bezerra; do comandante-adjunto, coronel BM Rony Robson Cruz Barros; do responsável pelo 3.º Comando Regional, coronel BM Fernando Duarte Santana; do comandante local, major Leandro Cuiabano Kunze e do prefeito de Sorriso, Ari Lafin.

O novo quartel, erguido ao lado da sede atual, conta com 1.280 m² de área construída e foi planejado para atender às necessidades da corporação, abrigando os setores operacional e administrativo, e contando com sala de comando e sala de reuniões.

Além da mudança estrutural, a unidade de Sorriso deixa de ser uma Companhia Independente de Bombeiro Militar (CIBM) para se tronar oficialmente o 5.º Batalhão Bombeiro Militar (BBM) do Estado. O decreto que estabelece a alteração foi assinado pelo governador Mauro Mendes no ato da inauguração.

Do investimento total de quase R$ 6 milhões (R$ 5.950.316,24), a Prefeitura de Sorriso participa com R$ 1 milhão via Fundo de Reaparelhamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom), e cerca de 800 mil em recursos próprios, via Fundo Municipal de Segurança Pública (Fumseg), além de também arcar com todo o mobiliário e o posto de transformação de energia elétrica. O restante é custeado pelo Governo do Estado. Além de inaugurar a nova sede, o governador também entregou uma nova viatura de resgate para a corporação sorrisense.

“O Estado e o Município uniram esforços e hoje ofertamos à população um novo espaço, amplo, agradável e com condições de atender ao elevado desenvolvimento de Sorriso; o dia de hoje renova nosso compromisso com as forças de salvamento e segurança do Município”, pontuou o governador.

O comandante-geral, coronel BM Gledson, destacou que a nova estrutura foi planejada e organizada para que os bombeiros continuem prestando o serviço de excelência à população. Gledson destacou que ao longo de quase 20 anos – a CIBM foi instalada em Sorriso em 13 de maio de 2005 – a 10.ª CIBM consolidou-se como um pilar essencial para a proteção da vida, do meio ambiente e do patrimônio em Sorriso, Nova Ubiratã, Vera, Feliz Natal, Ipiranga do Norte e Boa Esperança do Norte.

“Esse crescimento e excelência nos serviços prestados é fruto do compromisso ininterrupto dos bombeiros militares que por aqui passaram, do apoio indispensável do Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar e da gestão dedicada do Governo do Estado de Mato Grosso”, frisou Gledson.

Já o prefeito Ari Lafin destacou a felicidade em ver o novo espaço pronto. “Vínhamos conduzindo esse processo desde 2018 quando iniciamos as tratativas e os primeiros projetos para uma nova sede; um novo quartel era mais do que necessário; agradecemos a sensibilidade do governador em atender a nossa solicitação; agradecemos aos bombeiros pela parceria em todos os momentos; e, ressaltamos o trabalho desenvolvido pelas equipes técnicas do Estado e do Município, o resultado de todo esse esforço coletivo é essa obra que orgulhosamente entregamos hoje”, ressaltou.

Ari também lembrou que desde o início das obras, em 2023, o trabalho foi intenso para que “nossos heróis de farda pudessem passar para o novo quartel; agradecemos a dedicação de cada militar que ou atuou ao longo dos anos ou atua hoje na nossa cidade, o trabalho, a motivação e a atuação de vocês nesses quase 20 anos de presença em Sorriso”, detalhou.

A parceria de sucesso Município/Estado também foi citada pelo secretário de Estado de Segurança Pública (SESP), o coronel da PM César Roveri. Para o gestor da SESP, essa é uma parceria necessária e que gera bons frutos.

Já o comandante do agora 5.º BBM, major BM Leandro Cuiabno Kunze, destacou a motivação do trabalho desenvolvido pelos militares. “Nossa missão é zelar por vidas; o lema do bombeiro militar é “vidas alheias e riquezas a salvar”, diariamente buscamos tornar nossa função mais humanizada e voltada ao cuidado com o outro e hoje recebemos esse novo quartel, a nossa nova casa em Sorriso, um espaço totalmente organizado para que as mulheres e homens de farda possam exercer suas funções com qualidade; agradecemos ao governo do Estado e também do Município pelo empenho nessa obra”. Nos últimos 12 meses o efetivo local atendeu mais de 6,6 mil ocorrências.

A solenidade simbólica contou ainda com a presença da senadora Margareth Buzetti; da secretária de Estado de Assistência Social (Setas), a coronel PM Grasielle Bugalho; do vice-prefeito de Sorriso, Gerson Bicego; da primeira-dama e secretária de Assistência Social do Município, Jucélia Ferro; do vice-prefeito eleito, Acácio Ambrosini; autoridades estaduais, regionais e municipais; militares e familiares.

FONTE : MatoGrossoNews

Alei Fernandes e Acácio são diplomados

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DO REPÓRTER MT

Foram diplomados, na tarde dessa sexta-feira (13), no Centro de Eventos Ari José Riedi, o prefeito eleito de Sorriso, Alei Fernandes, e o vice, Acácio Ambrosini, para conduzirem a Administração Municipal de Sorriso de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2028.

O governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, e o secretário de Estado de Segurança Pública, César Augusto Roveri, prestigiaram a solenidade.

“Fico muito honrado em poder contribuir com este Município que tanto amo e posso afirmar que me empenharei, todo santo dia, para fazer o melhor para todos os sorrisenses, com uma gestão que dê continuidade ao que já vem sendo feito, uma gestão alicerçada nos valores da família, da cooperação e do entendimento, pensando no hoje, respeitando o ontem e preparando um amanhã sempre melhor”, afirmou Alei.

No começo do mês, o Ministério Público Eleitoral pediu para que fosse estudada a cassação do registro da chapa de Alei Fernandes, e do seu vice, Acácio Ambrosini, pela suposta prática do crime de abuso do poder econômico por conta do recebimento de “caixa dois” oriundo de doações de empresários e da extrapolação do limite de gastos para a campanha de prefeito na cidade. 

Leia mais: MP pede anulação da eleição de Sorriso por suposto ‘caixa 2’ na campanha do prefeito eleito

Entretanto, a decisão da juíza eleitoral Emanuelle Chiaradia Navarro Mano manteve a diplomação. Para a magistrada, a suspensão da diplomação seria uma “afronta à soberania do voto popular”.

Leia mais: Justiça mantém diplomação do prefeito eleito

 

 

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FONTE : ReporterMT

ABC News pagará US$ 15 milhões para encerrar processo movido por Trump

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A ABC News concordou neste sábado (14) em pagar US$ 15 milhões (R$ 90,5 milhões) à futura fundação presidencial e a um museu que será determinado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar uma ação de difamação movida pelo republicano após declarações feitas no ar pelo principal âncora da rede, George Stephanopoulos.

Nos termos do acordo, a ABC News e Stephanopoulos se comprometeram ainda a publicar uma declaração lamentando os comentários que o âncora fez sobre Trump durante uma entrevista em março.

O desfecho da ação marca uma vitória incomum para Trump em sua contínua campanha na Justiça contra organizações de notícias. Várias de suas tentativas anteriores de processar veículos de imprensa por difamação, incluindo a CNN, The New York Times e The Washington Post, terminaram em derrota.

Procurados pelo jornal The New York Times, os advogados de Trump e um porta-voz da equipe de transição não se manifestaram. Um representante da emissora disse ter ficado satisfeito com o acordo.

Durante a entrevista que motivou a ação, Stephanopoulos perguntou à deputada republicana Nancy Mace, que havia falado publicamente sobre ter sido estuprada na adolescência, por que ela continuou apoiando Trump depois que ele foi considerado responsável por estupro no ano passado.

Naquele caso, um júri federal considerou Trump responsável por abuso sexual e difamação da escritora E. Jean Carroll, mas não por estupro. Ainda assim, o juiz que supervisionou o processo afirmou depois que, devido à estreita definição legal de estupro de Nova York, o veredicto do júri não significava que Carroll havia “falhado em provar que o Trump a ‘estuprou'”.

Trump processou a ABC, acusando Stephanopoulos de prejudicar sua reputação ao dizer no ar que ele havia sido considerado responsável por estupro.

O acordo foi tornado público um dia depois que um juiz federal ordenou que Trump prestasse depoimento na semana que vem. O âncora Stephanopoulos também foi convocado pela Justiça.

noticia por : UOL

Unfpa: 5 razões para apoiar a maternidade por escolha

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Neste mês de maio, quando mais de 100 países marcam o Dia das Mães, o Fundo de Populações da ONU, Unfpa, chama a atenção para a importância de exercer o poder de escolha no ato de se tornar mãe. A agência destaca que milhões de mulheres e meninas enfrentam altas taxas de violência sexual, falta de acesso a contraceptivos e leis que restringem sua autonomia reprodutiva.

Um relatório recente do Unfpa conclui que, em 69 países, um quarto das mulheres ainda não pode tomar suas próprias decisões de cuidados de saúde. Além disso, um quarto não pode dizer não ao sexo com o marido ou parceiro.  Por isso, o Unfpa ressalta que a maternidade também é uma questão de direitos humanos e apresenta cinco motivos para celebrar o empoderamento das mulheres e o poder da escolha neste Dia das Mães. 

Suha e Suhaila Ahmed, as gêmeas de 12 anos da minha cidade natal, Nyala. Com sua família, elas atravessaram 2.360 km de uma cidade a outra em busca de um lugar mais seguro para ficar. As irmãs e sua mãe doente foram parar na úmida e quente Portsudan. Viv…

Suha e Suhaila Ahmed, as gêmeas de 12 anos da minha cidade natal, Nyala. Com sua família, elas atravessaram 2.360 km de uma cidade a outra em busca de um lugar mais seguro para ficar. As irmãs e sua mãe doente foram parar na úmida e quente Portsudan. Vivendo temporariamente em um albergue que abriga muitos deslocados internos de diferentes partes do país, esperando o fim da guerra em Cartum.

1. Falta de escolha é prejudicial à igualdade, à saúde e ao bem-estar econômico

Em todo o mundo, inúmeras mulheres e meninas são incapazes de escolher quando, se e com quem ter filhos, com sérias consequências para elas, suas famílias e sociedades inteiras. 

Segundo dados do Unfpa, globalmente, quase metade das gestações são indesejadas. As evidências mostram que as gestações não intencionais estão ligadas a violações de direitos humanos, sofrimento psicológico e maus-tratos infantis. 

Além disso, essas mulheres enfrentam diminuição das taxas de cuidados pré-natais, amamentação e vacinação, e taxas mais altas de mortes maternas por abortos inseguros. Outros desafios incluem perda de oportunidades educacionais e de carreira e problemas de saúde mental e física.

Mangenda Kamara, cofundadora de um projeto de mentoria para adolescentes grávidas em Serra Leoa disse que as meninas não engravidam porque querem, “mas por causa da pobreza extrema, bem como violência e muitos níveis de coerção, incluindo sexo transacional”.

No seu primeiro ano de vida, Nikol teve que fugir de sua casa na Ucrânia e foi diagnosticada com uma forma rara de câncer.

© Unicef/Maxime Le Lijour

No seu primeiro ano de vida, Nikol teve que fugir de sua casa na Ucrânia e foi diagnosticada com uma forma rara de câncer.

2. Capacidade de escolher a nível individual gera ganhos a nível global

Meninas e mulheres que frequentam a escola são mais propensas a acessar cuidados de saúde, entender seus direitos e ter autoconfiança para agir sobre eles. Criar mais oportunidades para as mulheres tem efeitos durante gerações.

O Unfpa defende que a luta por maior igualdade, empoderamento econômico, social e pessoal também envolve o ambiente de trabalho. Segundo a agência, os empregadores estão cada vez mais conscientes de que apoiar a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos gera ganhos para seus próprios resultados e, consequentemente, para as economias nacionais. 

Um estudo no Quênia mostrou que, se dois terços da necessidade não atendida do país por contraceptivos modernos fosse atendida, sua economia experimentaria um aumento de 51% do PIB per capita até 2050. E 

A diretora executiva de uma empresa na República da Moldávia, Diana Donțu, ressalta os benefícios de políticas favoráveis à família, como trabalhar em casa e creches no local. Segundo ela, sem esse tipo de abordagem ela “teria que encontrar outra empresa, ou ficar em casa”.

Uma conselheira mostra a uma mulher opções de controle de natalidade em um centro de saúde em South Sulawesi, Indonésia.

© Unicef/Shehzad Noorani

Uma conselheira mostra a uma mulher opções de controle de natalidade em um centro de saúde em South Sulawesi, Indonésia.

3. Proteger o direito de escolher a maternidade é essencial para a igualdade de gênero

Para o Unfpa, a possibilidade de escolher a maternidade está intrinsecamente ligada à igualdade de gênero e ao direito à autonomia corporal.

No entanto, a agência afirma que as normas desiguais de gênero estão negando às mulheres o direito de escolher se e quando ter filhos. 

Os dados mostram que as mulheres são frequentemente expulsas do mercado de trabalho depois de terem filhos, forçando-as à dependência ou à precariedade econômica. Quando permanecem em um emprego remunerado, carregam a maior parte do peso das responsabilidades domésticas e dos cuidados. 

Uma mulher dá à luz um bebê saudável em um centro de saúde apoiado pelo Unicef em Bangladesh.

Uma mulher dá à luz um bebê saudável em um centro de saúde apoiado pelo Unicef em Bangladesh.

4. As mulheres são pessoas com autonomia, não máquinas de parto 

Como resultado dessas desigualdades, muitas mulheres estão tendo mais filhos do que desejam, enquanto outras querem mais filhos do que estão tendo. No entanto, quando surgem debates sobre taxas de natalidade e fertilidade, os desejos das mulheres pelo tamanho de sua família são muitas vezes ignorados.

O Unfpa ressalta que sufocar a escolha reprodutiva tem consequências profundas para indivíduos, famílias e comunidades. A ausência involuntária de filhos pode ter efeitos psicossociais e econômicos negativos graves, especialmente quando há escassas opções de reprodução assistida. 

Por outro lado, a ausência voluntária de filhos é encarada com um estigma severo. No entanto, ter mais filhos do que o pretendido pode levar a ciclos de pobreza, limitar o acesso à escola e, especialmente para meninas e adolescentes, acarreta um alto risco de mortalidade.

De acordo com um relatório do Unfpa de 2021, quase metade de todas as mulheres tem sua autonomia corporal negada.

© Unicef/Albert Gonzalez Farran

De acordo com um relatório do Unfpa de 2021, quase metade de todas as mulheres tem sua autonomia corporal negada.

5. O direito à autonomia corporal e reprodutiva é para todos

O direito de escolher engravidar está ligado a muitos outros, como autonomia sobre o corpo, acesso à saúde e o direito de criar os filhos em um ambiente seguro e saudável. 

Para o Unfpa, o apoio ao empoderamento e à escolha das mulheres pode promover o florescimento de todas as pessoas. Segundo a agência, isso pode ser observado na crescente inclusão dos movimentos de base e nos laços que estão sendo forjados entre grupos feministas, Lgbtqia+ e de justiça racial. 

A diretora executiva do Unfpa, Natalia Kanem, afirma que “um segmento diversificado de pessoas, de feministas a grupos indígenas e ativistas climáticos e jovens, já está apontando o caminho para um futuro mais justo e compartilhado”.

 

FONTE : News.UN

Pastor pede que Lula se recupere para ‘reconhecer que a vida sem Cristo não tem valor’

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A notícia de que o atual presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), precisou fazer uma cirurgia às pressas por causa de uma hemorragia no cérebro, provocou diferentes reações não apenas no meio político, mas também no religioso.

Isso, porque, mesmo com perspectivas políticas diferentes, pastores de diferentes segmentos têm demonstrado fidelidade ao que a Bíblia ensina a respeito da postura cristã diante dos pecadores, que é a de compaixão.

Assim que repercutiu a notícia sobre o estado de saúde de Lula, pastores como Renato Vargens, sênior da Igreja Cristã da Aliança em Niterói, no Rio de Janeiro, fizeram questão de expressar a necessidade do olhar cristão perante o momento.

“Que Deus tenha misericórdia dele e estenda sua mão sobre sua vida e saúde”, comentou Vargens nas redes sociais. Outro que também prezou por esse olhar foi o conceituado pastor assembleiano Geremias Couto.

“Antes de ter minhas preferências políticas, devo olhar com compaixão para as pessoas, não importa que esteja noutro espectro político diferente do meu”, comentou o líder religioso após a notícia de que Lula precisará passar por uma segunda cirurgia, segundo boletim médico divulgado na quarta-feira (11) ao final da tarde.

Couto, entretanto, lembrou da necessidade do petista reconhecer os seus pecados e confessar a Jesus Cristo como o seu único e suficiente salvador. “Oro para que Lula tenha a sua saúde restabelecida e que tenha a oportunidade de reconhecer que a vida sem Cristo não tem valor algum”, completou o pastor.

Controverso

Outro líder religioso que se manifestou a respeito do estado de saúde de Lula foi o deputado federal Otoni de Paula, que nas últimas semanas tem sido criticado por bolsonaristas devido à sua aparente mudança de postura em relação ao atual governo.

Otoni, por sua vez, criticou o “ódio político” que estaria prejudicando a igreja evangélica brasileira, afirmando que o dever dos cristãos é orar pela vida do presidente Lula.

“O PR foi internado com uma hemorragia cerebral. O que temos que fazer como igreja do Senhor? A resposta é simples: ORAR. Se vc como cristão não consegue fazer isso, por conta do ódio político, lamento dizer que seu Messias não é o meu. Interceder pelas autoridades é nosso dever”, reagiu o deputado.

FONTE : Gospel Mais

Trump contrata CEO da Truth Social para liderar o conselho de inteligência

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O presidente eleito dos Estados Unidos, que assume o cargo no dia 20 de janeiro de 2025, anunciou na Truth Social, também neste sábado, outra nomeação para seu próximo governo: Richard Grenell, ex-chefe de inteligência de Trump, que foi escolhido para o cargo de enviado presidencial para missões especiais.

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Fonte: G1

Revista da “direita woke” publica Karl Marx sem querer em pegadinha de crítico

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O americano James A. Lindsay tem um doutorado em matemática pela Universidade do Tennessee, mas foi na crítica cultural que se fez um pensador amplamente conhecido. Autor de mais de dez livros, incluindo uma crítica ao pedagogo marxista brasileiro Paulo Freire (“A pedagogia do marxismo”, Avis Rara, 2024), uma das formas adotadas por Lindsay para mostrar falhas em ideologias são as “pegadinhas”.

A primeira, em parceria com o filósofo americano Peter Boghossian em 2017, foi a publicação do artigo acadêmico “O pênis conceitual como construção social”. No ano seguinte, com inclusão da britânica Helen Pluckrose, o trio produziu uma série de artigos falsos — um deles reescreveu trechos de Adolf Hitler em retórica feminista e foi aceito para publicação na revista Affilia.

Agora, o alvo de uma pegadinha de Lindsay foi uma revista com ideologia que ele chama de “direita woke”. Confira a seguir essa história e a entrevista do intelectual para a Gazeta do Povo a respeito.

“Marcus Carlson” faz sua análise contra a “ordem liberal”

O alvo de Lindsay foi a revista online American Reformer. A publicação tem como missão “promover uma abordagem cristã vigorosa dos desafios culturais dos nossos tempos” e reformar instituições cristãs que supostamente “foram corrompidas por ideologias e práticas falsas”.

Josh Abbotoy, diretor executivo e cofundador da revista, escreveu um artigo em junho de 2023 em que afirmou que “os Estados Unidos vão precisar de um Franco protestante” para trazer ordem — uma referência ao ditador espanhol Francisco Franco (1892-1975).

Preocupado com o que chama de “direita woke” (em referência ao identitarismo na esquerda, conhecido popularmente como woke, palavra derivada da raiz do verbo “despertar” em inglês), James Lindsay submeteu à revista no mês passado um artigo que consiste em uma reescrita do “Manifesto Comunista” de Karl Marx e Friedrich Engels para soar como a retórica alarmista da revista a respeito do estado da cultura americana. Ele escolheu o pseudônimo “Marcus Carlson”, um trocadilho de Karl Marx.

“Peguei alguns milhares de palavras do manifesto e modifiquei levemente para ser uma crítica da ‘direita woke’ ao liberalismo, que eles odeiam”, disse Lindsay em nota sobre o episódio. “Eles publicaram: ‘O consenso liberal e a nova direita cristã’”, o título escolhido.

A referência ao “Manifesto Comunista” fica óbvia nas primeiras palavras do artigo: “Um espírito em ascensão assombra os Estados Unidos: o espírito de uma verdadeira Direita Cristã”. Compare com o início do primeiro capítulo do manifesto: “Anda um espectro pela Europa: o espectro do Comunismo”.

“Carlson” afirmou que uma “ordem liberal autoindulgente se forçou em um ‘consenso’ nacional e depois internacional, e enquanto o fez teve de por fim subjugar os costumes, a tradição a fé e a verdadeira Direita que os conservava”.

Lindsay anunciou a pegadinha no dia 3 de dezembro, no X, atraindo milhões de visualizações. A repercussão alcançou a imprensa: “A publicação do ensaio é prova de que a extrema direita é basicamente a mesma coisa que a extrema esquerda”, escreveu o correspondente sênior Zack Beauchamp na revista Vox.

Um apoiador das ações de Lindsay foi Neil Shenvi, doutor em química teórica que se dedica à apologética cristã. Ele tem sido um crítico da “direita woke” e ofereceu uma definição do que ela teria em comum com o identitarismo da esquerda: “a sociedade é dividida em grupos opressores e oprimidos de acordo com raça, classe, gênero, sexualidade etc., através do poder hegemônico; mas pessoas privilegiadas estão cegas para isso, então precisam ouvir a experiência de vida dos marginalizados para desmantelar sistemas injustos”.

A revista responde ao embuste

Em vez de remover o artigo, a American Reformer o manteve no ar, acrescentou o nome verdadeiro do autor e uma nota de cabeçalho. “Como ateu declarado, ele não se qualifica para publicar”, afirmou a revista, para a qual a “estrutura retórica” de Marx de fato é “poderosa”.

“Embora não soubéssemos da autoria e da motivação, ainda é uma agregação razoável de algumas das ideias da Nova Direita (reembaladas com a retórica eficaz de Marx)”, disse a nota. “O abuso que Lindsay fez da nossa confiança exige que adotemos um processo mais restritivo de triagem daqui para diante”.

Ben C. Dunson, cofundador da revista, respondeu com um artigo em que avaliou se “direita woke” é um termo justo. Ele apontou que Shenvi já havia proposto, nas páginas da própria revista, que elementos da “crítica antirracista” podem ser aproveitados pelos cristãos.

“Está claro para mim que Shenvi não adota toda a visão de mundo dos críticos antirracistas. Ele simplesmente argumenta que uma de suas ferramentas analíticas podem ser empregadas de forma frutífera a serviço da verdade cristã”, afirmou Dunson, para quem a pegadinha foi “muito boba” pois “todos nós odiamos o comunismo, também”.

James Lindsay explica a pegadinha

Em conversa com a Gazeta do Povo, Lindsay afirmou que o que ele chama de “direita woke” é “um movimento reacionário que decidiu que o único jeito de derrotar a esquerda marxista e woke é adotar suas táticas para avançar suas próprias convicções”.

Para o escritor, “é um movimento fascista sob nova roupagem, pode-se dizer que é um neofascismo feito em resposta ao neomarxismo”. Os defensores desse movimento seriam pessoas que acreditam que “despertaram para a crença de que o poder estrutural que divide a sociedade entre opressor e oprimido é a descrição correta da realidade e, portanto, o poder estrutural deve ser cobiçado e obtido por quaisquer meios necessários para ser usado contra seus inimigos percebidos”.

Enquanto a esquerda woke “geralmente se dirige para o caos”, continuou o autor, “a direita woke geralmente se dirige na direção de extremos de ordem que estejam sob o seu jugo autoritário”.

No livro “Teorias Cínicas” (Avis Rara, 2021), coescrito com Pluckrose, James Lindsay traçou o identitarismo progressista à paternidade intelectual do pós-modernismo e a chamada “teoria crítica”. A ancestralidade intelectual da “direita woke” está, segundo ele, em precursores como o jurista alemão Carl Schmitt (1888-1985), que foi membro do Partido Nazista, o filósofo político Leo Strauss “até certo ponto”, o filósofo italiano Julius Evola e outros.

Entre influências mais recentes estariam proponentes do “pós-liberalismo” como Adrian Vermeule e Patrick Deneen. O quadro completo do movimento “é complicado, pois há muitas facções da direita woke que ainda não estão em pleno acordo entre si e que não têm as mesmas fundações intelectuais”, disse Lindsay.

O próprio Lindsay confessa que não estava plenamente convencido de que o termo “direita woke” era útil como descrição, mas a aceitação das palavras reaproveitadas de Marx e Engels o fez pender na direção favorável ao uso.

“Muitas pessoas estão chocadas por descobrir a intensidade e tamanho do movimento da direita woke escondido dentro do que acreditavam que era seu próprio lar ideológico”, afirmou Lindsay. Com a pegadinha, “abriram os olhos”. Em sua percepção, outra reação às suas ações foi um silencioso distanciamento de alguns conservadores tanto do grupo criticado, como dele próprio.

Se há dois tipos de woke, e são movimentos políticos disparatados, qual é a saída para a pessoa que quer ter crenças políticas refletidas e razoáveis? “A liberdade individual e o realismo do senso comum ainda são as soluções, as únicas soluções”, afirmou Lindsay. “O woke é uma forma de coletivismo cult que só pode ser contido pela afirmação do direito de todo indivíduo de dizer aos wokes para irem ao inferno, e de criar estruturas políticas que defendem e asseguram esse direito e capacidade”.

“É essencial que nos aprofundemos nas fundações filosóficas da liberdade individual e do realismo do senso comum para parar o woke”, concluiu o pensador, “em especial porque a palavra ‘liberal’”, que nos Estados Unidos virou um sinônimo de progressista, “está agora tão envenenada por todos”.

noticia por : Gazeta do Povo

Evento Natal da Gente no bairro Tijucal é cancelado devido às fortes chuvas

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A Prefeitura de Cuiabá informa que, devido às fortes chuvas que atingem a capital, o evento Natal da Gente 2024, programado para este sábado (14) no bairro Tijucal, precisou ser cancelado.

A decisão foi tomada visando garantir a segurança e o bem-estar de todos os participantes, já que as condições climáticas dificultam a realização das atividades e montagem das estruturas do evento.

A Prefeitura reforça seu compromisso com a população e trabalha para readequar a programação em outros bairros, assegurando que a magia do Natal continue a ser levada a diferentes comunidades.

Agradecemos a compreensão de todos e pedimos que acompanhem os canais oficiais da Prefeitura de Cuiabá para novas atualizações sobre os próximos eventos do Natal da Gente 2024.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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FONTE : MatoGrossoNews

Irmãos arrombam cofre e levam R$ 28 mil de supermercado em MT

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DO REPÓRTER MT

Policiais da Delegacia de Sorriso prenderam em flagrante, na manhã de sexta-feira (13), dois irmãos envolvidos no furto de um cofre com dinheiro de um grande supermercado da cidade. Os dois suspeitos foram localizados em Lucas do Rio Verde, para onde fugiram após fazer o furto em Sorriso.

O gerente do supermercado informou à Polícia Civil que ao chegar de manhã ao estabelecimento notou que o cofre da tesouraria estava aberto e havia um buraco no teto da sala. Foram levados R$ 28 mil do cofre. Câmeras do local registraram que uma pessoa entrou na tesouraria do supermercado por volta das 02h45 da madrugada de sexta-feira.

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Após o registro do crime, a equipe da Delegacia de Sorriso iniciou as diligências e analisou imagens das câmeras de segurança que flagraram a ação criminosa. No local do furto, os investigadores encontraram uma mochila com ferramentas usadas no arrombamento, como pé de cabra, chave de fenda e marreta.

Os policiais continuaram as buscas e apuraram que a marreta encontrada foi comprada em uma loja de Sorriso, no dia 11 de dezembro.

As filmagens também mostraram que duas pessoas chegaram ao supermercado em um veículo de transporte por aplicativo e foi possível identificar o executor do crime, o suspeito de 27 anos, e seu irmão de 20 anos, que atuou como olheiro na ação criminosa.

Durante a apuração, a equipe da Delegacia de Sorriso descobriu que os dois ficaram hospedados em um hotel de Sorriso, onde foi encontrada, em um dos quartos, uma caixa de som embalada como presente. Dentro dela estava parte do dinheiro furtado e roupas usadas no crime.

Prisões

Após novas diligências, os policiais apuraram que os irmãos fugiram para Lucas do Rio Verde, onde ficaram também em um hotel. O suspeito de 20 anos foi abordado quando chegava de motocicleta ao local e ainda tentou fugir dos policiais, mas foi contido.

Ao mesmo tempo, outra equipe conseguiu localizar o segundo suspeito, que foi o executor do furto. Ele tentou fugir, pulando muros de residências vizinhas após o cerco policial, mas foi capturado.

Em entrevista, o criminoso confessou espontaneamente a autoria no furto em Sorriso e ainda assumiu outros três crimes patrimoniais cometidos em Lucas do Rio Verde.

O delegado Paulo Brambila explicou que os furtos foram praticados da mesma forma, com arrombamentos, escaladas e no em período noturno. “O que demonstra que ele é um criminoso contumaz especializado em furtos a estabelecimentos comerciais”, apontou.

FONTE : ReporterMT