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Signos: confira seu horóscopo deste domingo (15)

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Quem nasceu hoje

É dono de uma personalidade marcante. Gosta de estar no comando e não teme o desconhecido. As modificações que fizer, devem vir acompanhadas de um planejamento muito grande. Terá um magnetismo muito forte com o sexo oposto.

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Alerta

Os geminianos ficam no alerta até às 16h22, e os astros indicam a rotina enquanto durar este período. Não discuta com seu par afetivo por pequenas coisas. Após esse horário os cuidados serão dos cancerianos nos próximos dois dias e meio.

Áries – A energia intensa e fogosa torna-se um peso quando suprimida, e, por isso, será importante empregá-la de uma forma construtiva. Você tem muita força e energia, mas deve manter tudo isso sob controle.

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Touro – Os nativos deste signo é muito teimoso, e deveria tentar combater esta tendência. Você deve procurar também não se apegar demais à rotina e acabar sendo escravo de seus próprios hábitos.

Gêmeos – Um defeito tipicamente das pessoas que nascem sob este signo, que poderá retardar o seu progresso, é a impaciência. Esta característica geralmente caminha junto com o seu temor pelo tédio.

Câncer – O senso de humor é um tanto ríspido, e às vezes pode magoar os outros muito mais do que era pretendido. Por outro lado, são vulneráveis às agressões que sofrem, e podem se ofender facilmente.

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Leão – A pessoa nascida neste signo precisa de elogios, mais do que a maior parte dos tipos do Zodíaco. Quanto mais elogios, maior o rendimento e mais alto o padrão de trabalho.

Virgem – É importante para o virginiano decidir se quer trabalhar em contato com o público ou atuar por detrás dos bastidores. Muitas pessoas trabalharão em meios de comunicação e darão excelentes jornalistas.

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Libra – A necessidade de harmonia na vida de um libriano é tão vital quanto sua necessidade de relações pessoais significativas. Para ele, a palavra “paz a qualquer preço” tem um sentido profundo e verdadeiro.

Escorpião – Não existe nada de vago ou de indiferente no escorpiano. Tudo está muito bem delineado. Isso aparece no prazer pela comida e pela vida boa, pois comem e gastam bem e também em diversões.

Sagitário – Os nativos deste signo é um tanto à vontade e, em algumas vezes, pode ocorrer uma exibição de displicência que, para pessoas mais formais, parecerá desconcertante.

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Capricórnio – A comida para o capricorniano deverá ser saudável e pura: ele tende a gostar de vegetais mais do que a maioria das pessoas. Gosta também de assados, cozidos e sopas com muita proteína.

Aquário – Um dos traços mais cativantes é sua amabilidade. Peça ajuda a um deles e você a terá, não porque ele está emocionalmente motivado para ajudá-lo, mas porque para ele é natural ajudar os outros.

Peixes – geralmente tem um potencial maior do que acredita ter. Um deles é uma forte via criativa, seja ela expressa na pintura, na dança, na patinação ou em qualquer outra manifestação a que se dediquem.

As previsões são do programa “Bom dia Astral”, apresentado por Dirce Alves e Frank Alves há mais de 40 anos no rádio paranaense.

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noticia por : UOL

Ativista aponta falta de investimento para avanço da equidade de gênero em Moçambique

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Em Moçambique, falta investimento para implementar medidas para avançar na equidade de gênero. A avaliação é da ativista moçambicana Whitney Sabino, que esteve na sede das Nações Unidas em Nova Iorque para 68ª sessão anual da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW. 

Ela conversou com a ONU News sobre seu trabalho no país africano com meninas e mulheres e avaliou o cenário do progresso da agenda de gênero. Para ela, enquanto o machismo e o patriarcado parecem ser “autofinanciados”, os recursos para apoiar políticas de gênero são limitados.

Barreiras para igualdade de gênero

A líder da organização juvenil “Manas” busca impulsionar iniciativas de capacitação e criar espaços para o empoderamento feminino em Cabo Delgado, região que vem sofrendo com conflito e com as consequências de consecutivos desastres climáticos.

Whitney Sabino opina que as principais barreiras para o avanço da igualdade de gênero em seu país vêm de normas sociais e baixo financiamento para empoderar mulheres tanto na frente política e social, como no aspecto econômico.

Ativista aponta falta de investimento para avanço da equidade de gênero em Moçambique

“As principais barreiras têm que ver com as normas sociais, a nossa cultura, alguns hábitos tradicionais que permanecem e levam, por exemplo, aos casamentos prematuros ou as uniões forçadas; a lei do combate às uniões forçadas e prematuras em Moçambique é recente, de 2019. Também diria que há questões estruturais que têm que ver com financiamento. É preciso falar disso. Esta mudança tem custos altíssimos. Eu costumo dizer que o machismo, o patriarcado, reinventa-se com muita facilidade e é como se ele fosse autofinanciado. E nós vamos na contramão deste “sistema” […] Moçambique tem um quadro legislativo político que é dos mais progressistas a nível de África. Mas a implementação é deficitária, em parte por causa da questão das infraestruturas e do financiamento.”

Além da questão financeira, Whitney Sabino avalia que Moçambique precisa investir no sistema de proteção dos direitos humanos de mulheres e meninas. Ela lembra que elas foram afetadas duramente com os ciclones e sofrem diversas formas de violência baseada no gênero. 

Futuro da igualdade de gênero em Moçambique

A ativista moçambicana afirma que a caminhada do progresso feminista no país é “feita de sonhos que vão se tornando realidade”. Ela numerou uma série de conquistas no país e espera fazer parte da concretização de outros “sonhos coletivos”.

“Há pesadelos no percurso, mas são sonhos que se vão tornando realidade. Hoje, em Moçambique, na região, no continente, temos muitas coisas que não tínhamos, que eram só um sonho. Ter uma lei a famosa 29/2009, que é a Lei da Violência baseada no gênero em Moçambique, já foi sonho, desde 1995, em Beijing (Pequim), ano que eu nasci. Sonho das veteranas, das mães, mulheres ativistas que na altura participaram da conferência e que estavam a lutar por isto. Mas para mim é uma realidade hoje esta lei e ajuda muito. E é com base nela que eu e outras mulheres jovens fazemos advocacia, levamos a violadores a barra da justiça e tudo isso era um sonho. Uma lei do combate às uniões forçadas de prematuros também já foi sonho. Uma estratégia de gênero, uma política de gênero nacional que propicia ou que promove a mulheres em cargos de liderança e tomada de decisão, também já foi sonho. Vale a pena sonhar a olhar por este exemplo de Moçambique, por estes avanços que vamos tendo”

Atualmente, na Assembleia da República, as deputadas representam 42% dos 250 membros do órgão, além de ser liderado por uma mulher. O país também já foi reconhecido na ONU por ter alcançado igualdade em cargos ministeriais em 2022.

Situação humanitária

No terreno, o trabalho de Whitney Sabino e outros parceiros humanitários seguem essenciais para responder a crise no norte do país, especialmente em Cabo Delgado e Nampula. 

Segundo dados da ONU, o país precisa de financiamento adicional para a resposta humanitária. Além da tempestade Filipo, que atingiu a região central e o sul do país, a nação já está enfrentando sua segunda maior crise de deslocamento desde 2017 na província de Cabo Delgado, onde mais de 120 mil pessoas foram deslocadas por uma nova onda de violência entre fevereiro e março. 

O Plano de Resposta Humanitária para este ano, que exige US$ 413 milhões, tem pouco menos de 6% de financiamento, com US$ 23 milhões.

 

FONTE : News.UN

José Dirceu está de volta com uma missão: salvar a pele de Lula em 2026

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José Dirceu está mais solto do que nunca. O ex-guerrilheiro andou meio na encolha desde que deixou a prisão definitivamente, em novembro de 2019. Mas no início deste ano, entrevistado pela CNN, avisou: “Vou passar a falar publicamente, participar do debate público”.

Dito e feito. Desde então, Dirceu não para de aparecer em eventos, dar pitacos na imprensa e o principal: conquistar, como quem não quer nada, seu espaço no primeiro escalão do governo. 

Não que ele tivesse deixado de operar nos bastidores. A diferença, agora, é que a velha raposa saiu da sombra. E vai trabalhar para a reeleição de Lula em 2026 — com direito até a um encontro, fora da agenda oficial, com o presidente no próprio Palácio do Planalto, antes do primeiro turno das eleições municipais. 

Ao longo deste agitado “Ano Dirceu”, ele roubou a cena nos eventos de aniversário do MST (em janeiro), do PT (março) e do nonagenário ex-presidente José Sarney (abril). Na própria festa, em março, comemorou seus 78 anos ao lado de juízes, empresários, jornalistas e políticos de praticamente todos os partidos. 

O banquete, financiado em Brasília por amigos advogados, ainda marcou uma das raras aparições públicas do ex-presidiário com a namorada — Danyelle Galvão, de 41 anos, juíza substituta do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, nomeada por Lula. 

No início de abril, o ex-deputado discursou no Senado em uma sessão solene em alusão aos 60 anos do início regime militar. Foi sua primeira passagem pelo Congresso desde sua cassação, em 2005. 

Em julho, José Dirceu viajou para a China, onde visitou Dilma Roussef (presidente do Banco dos Brics), lideranças do Partido Comunista e representantes de bancos estatais. De lá, decretou para os correligionários: o Brasil precisa se aproximar ainda mais de Pequim. 

No segundo semestre, o ex-ministro da Casal Civil embarcou em diversas campanhas eleitorais do PT e de partidos aliados por todo o país. Com destaque para sua participação numa caminhada em apoio a Guilherme Boulos (PSOL), no dia anterior à votação do segundo turno em São Paulo. 

Na ausência de Lula, ele foi o grande nome “histórico” do encontro — e o mais festejado pela militância. 

Ainda em outubro, veio a notícia que faltava para o petista “liberar geral”: a anulação de todas as suas condenações no âmbito da Operação Lava Jato, determinada pelo ministro do STF Gilmar Mendes (em maio, o Supremo já havia decidido extinguir sua punição pelo crime de corrupção passiva). 

A última sentença de Mendes abre caminho para que Dirceu concorra a um cargo em 2026. Questionado sobre uma provável candidatura à Câmara dos Deputados, por São Paulo, o político desconversa, e diz que só vai decidir no final de 2025. 

Dirceu quer “arrumar a casa” e depois atrair a centro-direita 

Seria um retorno “triunfante” ao Congresso, aos 81 anos, para encerrar uma trajetória pública manchada por acusações de corrupção. Mas, na cabeça de um militante revolucionário como José Dirceu, o que está realmente em jogo é a manutenção do poder. 

Para isso, ele vem atuando em duas frentes. A primeira é dentro do próprio partido, que ele pretende reunificar e reformular. Tanto que, logo em janeiro, tratou de passar um sabão na presidente da legenda, Gleisi Hoffman.

Gleisi não estava fazendo muita questão de esconder seu descontentamento com a atuação de Fernando Haddad à frente do Ministério da Fazenda, e acabou recebendo um recado do veterano. 

“Discutir, debater dentro da bancada, do ministério, do partido e com o governo, tudo bem. Mas quando o governo apresenta uma política, nosso papel é apoiar. No caso do Haddad, é quase uma covardia nós não darmos apoio total a ele”, disse Dirceu para um podcast do PT baiano.

O ex-ministro já mirava a sucessão interna do partido, programada para 2025. Na última quinta-feira (5), inclusive, ele e o filho, o deputado federal Zeca Dirceu, organizaram um jantar para parlamentares petistas justamente para tratar do assunto — e promover o candidato de sua corrente à presidência nacional da legenda (Edinho Silva, prefeito de Araraquara).

Em paralelo, José Dirceu tem uma meta ainda mais ambiciosa: aumentar a frente partidária que elegeu Lula em 2022, trazendo toda a centro-direita para o lado dos petistas. 

Pelo menos três fatores o credenciam para essa missão. Começando por sua fidelidade, uma qualidade prezada, porém nem sempre observada no jogo político.

Não custa lembrar que o deputado cassado segurou o rojão durante todo o escândalo do mensalão, suportando calado durante mais de dois anos de prisão, sem sequer ensaiar uma delação capaz de respingar em Lula. 

Dirceu também é conhecido por ter bom trânsito entre empresários, magistrados e lideranças políticas das mais variadas tendências. E, se comparado aos fraquíssimos articuladores do PT na atualidade, representa no mínimo uma opção experiente para salvar a pele do presidente daqui a dois anos. 

Dirceu e Lula em 2004: ex-ministro segurou sozinho o rojão do mensalão.Dirceu e Lula em 2004: ex-ministro segurou sozinho o rojão do mensalão. (Foto: J. Freitas/Agência Brasil)

Rússia, Trump, Kassab, militares: o que Dirceu disse à imprensa em 2024 

Leia a seguir trechos de entrevistas concedidas por José Dirceu desde sua “volta ao debate público”, em janeiro deste ano. São depoimentos extraídos dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo, das emissoras de tevê Globonews e Bandeirantes e dos canais do YouTube ICL Notícias, Rede TVT, Reinaldo Azevedo e Instituto Amsur. 

“Nós passamos de 2013 a 2019 sob repressão. Alguns de nós passaram esses anos na prisão. A ponto de o partido não poder fazer campanha eleitoral, de não poder expor seus símbolos, o boné, a camiseta. Por isso, em 2018, quando o Haddad teve 32 milhões de votos no primeiro turno, sob aquelas condições em que nós estávamos, eu falei: o PT vai voltar a governar o Brasil.” 

“A classe trabalhadora passou [nos últimos anos] pela automação, pela robotização, pela pandemia, pelo home office, pelos aplicativos. Pelas reformas da previdência, trabalhista e sindical — que tirou as condições dos sindicatos de sobreviverem. Pelo golpe da Dilma e pela prisão ilegal do Lula. E nós não temos a maioria no parlamento. O governo Lula é quase um governo impossível.” 

“Nós estamos administrando as crises que vão aparecendo, e não nos antecipando a elas. Posso dar os exemplos da crise dos incêndios, da crise do narcotráfico em Roraima, da crise dos gêneros alimentícios.” 

“Precisamos mudar o PT.  Porque o partido hoje não tem mais presença na classe trabalhadora, em termos gerais. Seja ela de aplicativo, precarizada, informal, de micro e pequenos empresários, classe operária industrial e classe dos serviços do comércio. O que nós vimos no Brasil é que a direita ganhou a luta de classes.” 

“Agora que temos condições políticas e financeiras, precisamos que o PT seja um novo sujeito político. E identificar a base social desse novo sujeito político. Se o partido não se apoderar das redes sociais, não fizer uma renovação dos quadros, não atrair a juventude, não disputar as periferias, nós não vamos constituir uma capacidade de capacitação.” 

“Precisamos mudar nossa estratégia. Sofremos uma derrota eleitoral em 2024. E, mesmo em 2022, não conseguimos formar uma maioria parlamentar. Precisamos dos partidos de direita para poder governar.” 

“Os territórios estão ocupados pela direita. Seja vereador, prefeito, igreja pentecostal, crime organizado… Com as mudanças culturais e no mundo do trabalho, a direita hoje está organizada. Os partidos de direita hoje têm movimentos de mulheres, de jovens, estrutura financeira, centros de pensamento, formação política. E principalmente dominam as redes sociais.” 

“Se nós conseguimos derrotar a ditadura, como é que não vamos conseguir derrotar a direita brasileira? O que interessa são as contradições da sociedade. Como a direita vai resolver os problemas sociais, econômicos e políticos do Brasil? Vai copiar o Trump? O Tarcísio [de Freitas] está dizendo que vai privatizar a Petrobras. Ele vai pegar a riqueza do petróleo e entregar tudo para os acionistas no exterior?”

“Acredito que a elite agrária e financeira do país vai impor ao Tarcísio de Freitas que ele seja candidato à presidência em 2026.” 

“O Pablo Marçal é um problema muito maior para a extrema direita do que para nós. Eles vão ficar divididos em 2026 porque a agenda dele não une a direita. O Marçal vai correr por dentro. Comparado ao Marçal, o Bolsonaro vira um bobo da corte. Estou assistindo de camarote.” 

“Nós temos uma direita e temos o bolsonarismo. PL e o PP são uma coisa. PSD, PMDB, União Brasil e Republicanos são outra. Esses quatro são de direita, conservadores e têm uma agenda liberal, mas não são de extrema direita. Não têm obscurantismo, negacionismo e autoritarismo, como o bolsonarismo. Também não têm a violência e o ódio. Você olha um político como o Kassab [PSD] e não vê isso.” 

“O mercado devia estar defendendo diminuição de despesas tributárias, teto dos servidores e a medida do Imposto de Renda. Porque isso estabiliza. Mas querem diminuir o crescimento do salário mínimo, do Bolsa Família, da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada. Eles querem mais cortes, querem sangue. O mercado está querendo antecipar 2026. Não é só a questão da dívida pública.”

“O Brasil era um grande investidor antes da Lava Jato. De cada duas, três obras importantes, estruturantes, em qualquer país da América Latina, nós estávamos presentes. A Lava Jato destruiu tudo isso que era, para nós, um fator de política externa extraordinário.”

“O Brasil precisa das Forças Armadas. E precisa reformar as forças armadas. Mas tem que haver um debate público, explicar por que teve tentativa de golpe em 50, 55 e 61. Por que em 64 começou uma ditadura que durou até 85. E por que o problema voltou no governo Bolsonaro. Do contrário, daqui a dez anos, volta esse problema dos militares na política. Tem que cortar esse mal pela raiz.”

“As Forças Armadas vão voltar para os quarteis e se despartidarizar. Mas não basta só isso. É preciso rediscutir o papel das Forças Armadas. Porque o Brasil vai ser cobiçado daqui a dez anos. Vão querer transformar o Brasil numa fazenda, para produzir alimentos, vender minerais e ser um parque turístico. E eu não quero o Brasil assim.” 

“Nós vivemos num período contrarrevolucionário, de ascensão da extrema direita e crise da globalização financeira. Uma crise que vai se agravar com o novo governo Trump. Mas também vivemos numa época de ascensão, do ponto de vista geopolítico, da China, da Índia, do Irã, da Turquia e da Rússia.”

“O Trump e os Estados Unidos não podem fazer o que quiserem no mundo. A China, a Rússia, a Turquia, o Irã e os outros polos de poder não vão ficar parados. Os EUA foram detidos na Síria e a guerra da Ucrânia também é uma resposta ao cerco estratégico que eles estavam fazendo contra a Rússia.” 

“Nós estamos assistindo a cada um cuidando de si. E o Estado sendo o elemento fundamental dessa reorganização do capitalismo mundial.” 

“Nós não podemos fazer política externa seguindo a tese americana de que o mundo está dividido entre autoritários e democratas. É uma hipocrisia. Essa não é a divisão do mundo.” 

“A Rússia recebeu, historicamente falando, uma oportunidade que ela não teria por causa do cerco estratégico que os Estados Unidos e a Europa fizeram para reduzi-la na condição de nação — como conseguiram com Cuba, com a Venezuela e quase com o Irã”.

Conflito no Oriente Médio 

“O que aconteceu em Gaza foi e é um genocídio, uma guerra de extermínio. O povo palestino tem o direito sagrado de se levantar em armas contra a ocupação de Israel.” 

“A Maria Corina [principal líder da oposição à ditadura venezuelana] é de extrema direita. Não é que eles foram reprimidos depois que perderam a eleição. A verdade é que eles tentaram fazer uma subversão, como já tentaram outras vezes.” 

A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com o ex-ministro José Dirceu para solicitar uma entrevista, mas não recebeu retorno até a publicação deste texto.

noticia por : Gazeta do Povo

Prefeitura inicia mutirão de limpeza nos bairros de Lucas do Rio Verde

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Na noite de quinta-feira (12), a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da secretaria de Assistência Social e Habitação, e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), realizaram a formatura de 68 alunos dos cursos profissionalizantes, oferecidos pelo Programa Senac + Oportunidades.

Os alunos dos cursos de Qualidade no Atendimento, Rotinas de Departamento Pessoal, Massagem Modeladora e Turbinada, e Técnicas de Depilação receberam os certificados de conclusão durante uma cerimônia, que foi realizada no auditório do Paço Municipal.

“É sempre muito satisfatório a gente poder ver mais pessoas qualificadas para o mercado de trabalho. Essa parceria do Senac com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade e a Secretaria de Assistência Social e Habitação é fundamental para garantir oportunidades para a população. A gente sabe que esse é só início de uma caminhada. Muitas outras conquistas podem acontecer e essa parceria para nós é essencial”, destacou a secretária de Assistência Social e Habitação, Gisele Bellotti.

Dona Maria Aparecida fez os cursos de depilação e atendimento e gostou muito da oportunidade em se qualificar.

“A experiência foi maravilhosa, eu aprendi muita coisa. É o terceiro curso que eu faço com a parceria do Senac e estou muito satisfeita, super indico as pessoas buscarem e aproveitarem a oportunidade que o município oferece com esses cursos, que são de muita qualidade”, contou.

Também marcaram presença no evento, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, Welligton Souto e a gerente do Centro de Educação Profissional do Senac de Sorriso, Josinéia Faria.

Em breve, Lucas do Rio Verde contará com uma sede do Senac na cidade, que está sendo finalizada na Avenida Mato Grosso. A expectativa é que cada vez mais moradores possam se beneficiar com esses cursos, garantindo um espaço no mercado de trabalho.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

FONTE : MatoGrossoNews

Mauro Cid revela à PF que Braga Netto recebeu dinheiro de "pessoal do agronegócio"

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UOL

O tenente-coronel Mauro Cid afirmou à Polícia Federal que o general Braga Netto, preso na manhã deste sábado (14), disse que o dinheiro para o suposto plano de golpe de Estado veio do “pessoal do agronegócio”.

O que aconteceu

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Cid deu detalhes sobre o dinheiro vivo que Braga Netto teria arrecadado para o plano de golpe. Em depoimento no dia 21 de novembro, Cid afirmou que o ex-ministro entregou recursos em uma sacola de vinho aos chamados “kids pretos”, membros das Forças Especiais do Exército que teriam planejado matar autoridades no final de 2022.

Segundo Cid, Braga Netto disse aos militares que o dinheiro “havia sido obtido junto ao pessoal do agronegócio”. No trecho do depoimento revelado pela PF, não há informação sobre quem seriam os doadores nem qual valor teria sido entregue. No dia 7 de dezembro, a defesa de Braga Netto afirmou, em nota, que o general “não coordenou e não aprovou plano qualquer e nem forneceu recursos para tal”.

O dinheiro, segundo Cid, foi entregue ao major Rafael de Oliveira, um dos kids pretos investigados pela PF. De acordo com o delator, Braga Netto entregou o dinheiro a Oliveira durante um encontro “no Palácio do Planalto ou da Alvorada”, em dezembro. Leia mais em UOL. 

FONTE : ReporterMT

Ucrânia bombardeia instalação petrolífera russa em Oriol

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O governador russo da região, Andrey Klichkov, informou pelo Telegram que uma ‘infraestrutura’ pegou fogo após um ‘ataque massivo de drones’.
Tanque ucraniano próximo a Pokrovsk, na região de Donetsk
Roman Pilipey/AFP
A Ucrânia informou neste sábado (14) que bombardeou uma instalação petrolífera na região russa de Oriol (oeste), provocando um incêndio. As autoridades locais confirmaram um “ataque massivo” com drones.
O Estado-Maior ucraniano informou em comunicado que as forças de Kiev atacaram o local na cidade de Stalnoi Kon, na região de Oriol, a cerca de 165 km da fronteira com a Ucrânia.
O governador russo da região, Andrey Klichkov, informou pelo Telegram que uma “infraestrutura” pegou fogo após um “ataque massivo de drones”.
Segundo ele, as defesas antiaéreas derrubaram 11 drones inimigos e, às 5h do horário local (23h de sexta-feira em Brasília), o incêndio estava controlado, embora ainda não tivesse sido totalmente extinto. O ataque não deixou vítimas, acrescentou ele.
Na região russa de Belgorod, uma criança de nove anos morreu em um ataque com drones ucranianos que atingiu uma casa no povoado de Maiski, informou o governador regional, Viatcheslav Gladkov.
De acordo com Gladkov, a mãe da vítima e sua outra filha, uma menina de sete anos, ficaram feridas no ataque e foram hospitalizadas.
Em resposta aos bombardeios russos, Kiev realiza regularmente ataques com drones na Rússia, especialmente contra alvos militares e energéticos.
Na madrugada de sexta-feira para sábado, a Rússia realizou um ataque contra a Ucrânia com 132 drones, dos quais 130 foram neutralizados, afirmou a Força Aérea ucraniana.
O exército do Kremlin declarou no sábado ter derrubado cerca de 40 drones inimigos, principalmente sobre regiões russas próximas à fronteira com a Ucrânia.
source
Fonte: G1

Africanas são 130 vezes mais propensas a morrer durante a gravidez do que europeias e americanas

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As mulheres africanas são 130 vezes mais propensas a morrer devido a complicações na gravidez ou no parto do que as mulheres da Europa e da América do Norte. O dado foi divulgado pelo Fundo da População da ONU, Unfpa, na quarta-feira.

O relatório Vidas entrelaçadas, fios de esperança: acabando com as desigualdades na saúde e nos direitos sexuais e reprodutivos revela que mais da metade de todas as mortes maternas evitáveis ocorre em países em estado de crise ou miséria.

Saúde sexual e reprodutiva

O texto ainda destaca que o racismo, o sexismo e outras formas de discriminação bloqueiam o progresso em questões de saúde sexual e reprodutiva. Além disso, mulheres e meninas que vivem na pobreza têm maior probabilidade de morrer prematuramente devido à falta de assistência médica se pertencerem a grupos minoritários ou estiverem em áreas de conflito.

Africanas são 130 vezes mais propensas a morrer durante a gravidez do que europeias e americanas

Para a diretora do Unfpa em Londres, Mónica Ferro, a incapacidade do mundo de chegar aos mais marginalizados deve-se, em grande parte, à “falta de vontade de enfrentar os legados de desigualdade de género, discriminação racial e desinformação que estão na base dos nossos sistemas de saúde.

Segundo o relatório, de modo geral, houve avanços significativos na saúde sexual e reprodutiva, que se tornou uma prioridade de desenvolvimento sustentável global há três décadas.

Mónica Ferro aponta que a mortalidade materna mundial diminuiu 34%, o número de mulheres que utilizam contracepção duplicou e 162 países adoptaram leis contra a violência doméstica. No entanto, ela vê uma estagnação desse progresso, sobretudo para os mais marginalizados.

Progresso estagnado

No entanto, o relatório alerta que um quarto das mulheres não possui autonomia para negar sexo com seu parceiro e quase uma em cada 10 não tem voz sobre contracepção. 

Além disso, 800 mulheres morrem todos os dias ao dar à luz, um número que o Unfpa considera preocupante e que permanece inalterado desde 2016. Cerca de 500 dessas mortes evitáveis por dia estão ocorrendo em países que passam por crises humanitárias e conflitos. 

A diretora executiva do Unfpa, Natalia Kanem, aponta que o “mundo não fez nenhum progresso para salvar as mulheres de mortes evitáveis durante a gravidez e o parto”.

Ela acrescentou que, pela primeira vez, foram coletados dados sobre o fortalecimento da autonomia corporal das mulheres ao longo do tempo. Em 40% dos países onde há informações disponíveis, a autonomia está enfraquecendo devido à incapacidade de alcançar “os mais atrasados”.

Há uma clara disparidade entre o Norte e o Sul, o Oeste e o Leste do mundo, quando se trata de contraceptivos, serviços de parto seguro, assistência respeitosa à maternidade e outros serviços essenciais, segundo o relatório.

Bolsões de desigualdade

No entanto, mesmo dentro dessas regiões, há “bolsões de desigualdade”. Segundo o relatório, as mulheres afrodescendentes nas Américas enfrentam taxas de mortalidade materna mais altas em comparação com as mulheres brancas, o que é especialmente evidente nos EUA, onde essa taxa é três vezes maior que a média nacional. 

As minorias indígenas e étnicas também enfrentam riscos elevados relacionados à gravidez e ao parto. Na Europa, na Albânia, por exemplo, mais de 90% das mulheres roma e sinti dos grupos socioeconômicos mais marginalizados tiveram sérios problemas de acesso à assistência médica, em comparação com apenas 5% das que fazem parte da etnia albanesa dos estratos mais privilegiados. 

Além disso, as mulheres com deficiências têm até 10 vezes mais probabilidade de sofrer violência de gênero, e os indivíduos com orientação sexual e expressão de gênero diferentes enfrentam violência e barreiras significativas ao atendimento.

Não há soluções do tipo “tamanho único”

O relatório destaca a importância de adaptar os programas às necessidades das comunidades e capacitar mulheres e meninas para criar e implementar soluções inovadoras. 

A publicação também calcula que, se mais US$ 79 bilhões forem investidos em países de baixa e média renda até 2030, 400 milhões de gestações não planejadas poderiam ser evitadas. Nessa realidade, cerca de 1 milhão de vidas poderiam ser salvas e US$ 660 bilhões em benefícios econômicos poderiam ser gerados. 

Segundo a chefe do Unfpa, a capacidade de garantir os direitos à saúde reprodutiva é outro grande desafio. Kanem reafirma ser “responsabilidade dos homens serem defensores dos direitos reprodutivos das mulheres, dos direitos reprodutivos de todos”.

Recomendações

Para Mónica Ferro, é necessário trabalhar com o governo e os líderes comunitários para reformular as estruturas e os sistemas e garantir que todos os 8 bilhões de pessoas no mundo sejam incluídos e contribuam para um futuro mais justo.

Ela recomenda a eliminação dos preconceitos dos sistemas de saúde e a garantia de cuidados equitativos para todos, além de citar a importância da captação de dados entre os grupos marginalizados.

A diretora do Unfpa em Londres ainda sugere mais investimento para acabar com as desigualdades que ainda dividem as sociedade e o combate as disparidades causadas pelas alterações climáticas, pelos conflitos e pela evolução demográfica. 

FONTE : News.UN

CasaFolha terá cursos da triatleta Fernanda Keller e do neurocientista Álvaro Machado Dias

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A CasaFolha contará, a partir de janeiro, com os cursos “Ironman e a superação dos limites”, da triatleta Fernanda Keller, e “inteligência artificial e o futuro da humanidade”, do neurocientista Álvaro Machado Dias.

Lançada no dia 26 de setembro, a CasaFolha é uma plataforma que reúne cursos online comandados por personalidades de destaque em diversas áreas. Já são 15 “masterclasses” disponíveis no streaming, e novos conteúdos são incluídos todos os meses.

Fernanda e Álvaro se somarão a nomes como a Monja Coen, que ensina meditação, o ex-ministro Pedro Malan, que apresenta sua forma de analisar a economia, o sócio do BTG Pactual George Wachsmann, que explica noções fundamentais para quem quer investir dinheiro, e o cineasta José Padilha, que fala sobre a arte de contar histórias.

Todos os cursos estão disponíveis em casafolhasp.com.br. Para acessar, é preciso ter uma assinatura da plataforma, que pode ser feita em casafolhasp.com.br/assine. Quem já é assinante da Folha não precisa de uma nova assinatura; basta fazer o upgrade em condições especiais em casafolhasp.com.br/upgrade.

A estreia de Álvaro Machado Dias está programada para o dia 15 de janeiro. Colunista da Folha, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e sócio do Instituto Locomotiva e da WeMind, ele se aprofundou em temas como processos decisórios do cérebro humano e inteligência artificial.

Na CasaFolha, o neurocientista explora outra faceta com a qual se destaca: a de futurista, alguém especializado em captar tendências de longo prazo, seja em relação a inovações tecnológicas, seja em relação a qualquer área da sociedade.

Em suas aulas, ele explica quais são os princípios do futurismo e mostra como é possível fazer previsões informadas sobre os próximos anos da humanidade —uma habilidade útil para quem quer investir em novos produtos, por exemplo, ou antecipar a adaptação de uma empresa ou serviço.

Entre seus focos está a inteligência artificial. Álvaro explica como funcionam ferramentas como o ChatGPT, procura mostrar o que tende a acontecer com elas no futuro e aponta alguns desdobramentos na educação e no mercado de trabalho, entre outros.

No final de janeiro, no dia 30, será a estreia de Fernanda Keller, detentora de diversos recordes em provas de resistência e que recentemente se tornou a primeira pessoa da América Latina a ter seu nome incluído no Hall da Fama do Ironman mundial.

Fernanda conheceu o triatlo nos anos 1980 e ajudou a difundi-lo no Brasil. Não demorou a participar também do circuito do Ironman, uma prova que começa com 3,8 km de natação, passa para 180 km de ciclismo e termina com uma corrida de 42 km.

Recordista mundial de pódios no Ironman do Havaí, pentacampeã do Ironman Brasil e hexacampeã do troféu Brasil, Fernanda é considerada uma lenda do esporte.

Em seu curso na CasaFolha, ela fala sobre a mentalidade de uma atleta de elite, explica o que é preciso fazer em termos de motivação e disciplina para se tornar uma vencedora, conta como conseguiu superar tantos limites e dá diversas dicas para quem gosta de correr, nadar ou pedalar.

Ela também fala sobre seu papel de mulher pioneira em um esporte que, décadas atrás, a maioria das pessoas considerava ser “típico de homens”.

As aulas de Álvaro e Fernanda chegam à CasaFolha na sequência de duas estreias de dezembro. No último dia 12, entrou na plataforma o curso “comunicação persuasiva”, com Giovanni Begossi e Micarla Lins.

Campeões de oratória e debate competitivo, Giovanni e Micarla dão dicas práticas para falar melhor em público, ensinam maneiras de preparar uma apresentação, mostram como usar a linguagem corporal para enfatizar a mensagem e explicam truques para qualquer pessoa se tornar mais carismática.

Antes deles, no dia 5, foi o lançamento do curso “investindo para o futuro”, com George Wachsmann, um dos nomes mais respeitados do mercado financeiro.

Responsável pela mesa de distribuição de fundos no BTG Pactual, onde supervisiona a alocação de mais de R$ 100 bilhões, Jojô explica de forma didática como funcionam as principais opções para quem quer fazer o dinheiro render mais.

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noticia por : UOL

Formação atual do STF transforma decisões da corte em papo de boteco

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Enquanto isso, no Bar Brasil, um boteco de Terceiro Mundo e Quinta Categoria no final da rua República das Bananas, bem ao lado da Casa da Mãe Joana, alguns cavalheiros e uma senhora conversam animada e etilicamente depois de mais um dia tomando decisões jurídicas as mais equivocadas possíveis.

Eles falam de criptomoedas, programação neurolinguística e mudanças climáticas, lembram musas (“Com quantos anos será que tá a Maitê Proença?”) e ministros do passado (“Que fim levou o Joaca, hein?”) e trocam impressões sobre o assunto do momento: Jeniffer Castro, a moça que se recusou a dar o lugar a uma criança no avião.

Têmis

— (…) O Totó aqui é que é macho paca. Ele disse que ia falar e falou mesmo. Hahahaha. Ô, Têmis, desce mais uma daquela branquinha com jaboticaba pro meu amigo Totó aqui — diz aquele que é carinhosamente chamado de Fufu. A garçonete vem, serve a cachaça e sai rindo sedutoramente.
— Essa Têmis, hein? Uau. É por isso que eu gosto de vir aqui neste bar — diz o Flavinho, aquele cujo nome-de-bar está proibido. Se bem que todo mundo sabe quem é. Ou, no mínimo, imagina.
— Nem me fala! Um piteuzinho. Pena que é cega — diz o Faka, que de bobo só tem mesmo a cara, o bigode e o jeito de andar.
— Ó o preconceito, rapá! — repreende o Flavinho. — Eu sou politicamente correto, tá me ouvindo? Politicamente correto! Pecê, pecê, pecê!
— Achei que teu PC fosse outro… — provoca o Faka, levando o copo de cerveja à boca e lambendo a espuma que ficou no bigode. Antes que o Flavinho possa responder, porém, ele emenda: — Mas diz aí, Totó! Cê não ficou com vergonha, não?

“Eu lá tenho vergonha?”

— Que vergonha o quê! E eu lá tenho vergonha nesta minha carinha linda? — diz Totó.
— Pô. O cara é mó cara-de-pau mesmo. Precisa ver. Depois de dizer essa asneira ainda foi lá e… — diz o Flavinho, pondo lenha na fogueira.
— Tudo culpa do Fufu, né? — interrompe Totó.
— Como assim? Tem culpa eu?
— Pô, Fufu. Você me vem falar que a culpa é do robô, cara? Do robô! Aí eu não aguentei. E o Flavinho olhando lá com aquela cara dele.

Frango a passarinho e aborto

— Ah, meu. Eu não tava nem prestando atenção. Tava pensando em comida. Por falar nisso… Ô, Tetê. Chega mais. — A garçonete chega à mesa em seu passo cego. Numa das mãos ela traz a inseparável balancinha que, noto, está um pouco desequilibrada. Adivinha para qual lado. — Tem aquele lambarizinho frito aí, Tetê? Quer saber? Traz também uma porção de frango a passarinho e uma porção de assuntos para legislar: aborto, liberação das drogas, regulamentação das redes sociais…
— O homem tá com fome! Parece que acabou o efeito do Ozempic — provoca o Faka. —Quantos quilos cê já perdeu, cara?
— Sei lá. Não tô falando com você. Nem com você, nem com você, nem com você. Cêis são uns traíras que não foram no meu casamento.
— Pô. Também. Quem é que se casa no Maranhão? Quando eu quero ver pobre, me olho no espelho — diz algum deles. Não lembro qual porque me distraí aqui por um instante.
— Essa sua fala pode ser considerada xenófoba por nós do STF. Melhor apagar — aconselha o Chatiano.
— Quando eu quero ver pobre, me olho no espelho —repete/apaga alguém, não sei quem porque continuo distraído. Retomando:
— O Presida é que é parça — diz o Flavinho. — Pegou até jatinho da FAB pra ir no meu casamento. Tá nem aí pra repercussão. Aliás, cadê ele que não chegou ainda?
— Já chega aí.

Nóis têmis notavis saberis juridiquis

— Mais alguma coisa, excelências? — pergunta Têmis, que ficou ali de pé esse tempo todo e ninguém percebeu. Nem ela.
— Não, Tetê. Por enquanto é só isso — diz o Flavinho. Ela sai, a balancinha pendendo para a esquerda, sempre para a esquerda. Essa Tetê…!
— Por que você chama ela de Tetê? O nome dela é Têmis, cara — intervém o Chatiano.
— Ah, deixa de ser chato! Têmis parece o Mussum falando! Nóis têmis notavis saberis jurídiquis.
— Nanéni o nunum nanano – remeda o Chatiano feito criança birrenta, servindo-se de mais uma garrafa que a garçonete acaba de pôr na mesa e ajeitando os oclinhos de cartorário.

Um brinde!

— Um brinde! — propõe o Dé. Assim, de repente. Do nada mesmo. Até levei um susto aqui quando ele falou.
— Quem não bebe não pode fazer brinde, Dé!
— Por isso que eu sou ateu! — diz um deles, notável comunista.
— Cêis tiram sarro só porque eu sou evangélico… Quer saber? Ô, dona Têmis. Traz um rabo-de-galo pra mim também. — E para a mesa: — Cansei de ser o certinho desta admirável confraria. Vou fazer parte aqui da turma. Chega!
— Aêêêêêê. Agora, sim! Mais um pro clube — diz Totó. Eles erguem os copos e brindam.
— E pode ficar tranquilo que a gente vai fingir que você não foi indicado pelo outro lá — diz Xandão, que estava meio quieto até agora porque é viciado em Twitter.
— Agora só falta o Kaká entrar pro clube também. Por falar nisso, cadê ele? — pergunta o Dé.

Salvando a democracia

— Sei lá! A Carminha não vem, não?
— Liguei pra ela. Disse que tava no Uber. Daqui a pouco ela chega. Ô, Xande. Cê não vai falar nada? Sai desse celular, pô! — diz o Faka para o parça.
— É por isso que a gente tem que regulamentar as redes… — comenta o Fufu.
— Pô, foi mal, galera. Peço perdão. Fui moleque. É que eu tava aqui lendo o que o Allan falou de mim. E agora vou fazer um pix pra ajudar o meu coringão a pagar a dívida.
— Má tu é burro, hein, Xandão. Não precisa pagar nada, cara. Sai do celular e deixa comigo — diz o Faka. — Eu dou um jeito em tudo.
— Pô. Valeu, cara. Aqueles 1,7 bilhão lá foram uma baita ajuda. A Fiel agradece. Cê é tão gente boa que nem parece curitibano.
— Mas eu não sou curitibano mesmo. Sou gaúcho.
— Curitibano, catarina, gaúcho. É tudo fascista! — diz o Xande. Todo mundo ri. Menos o Toffoli, que não entendeu a piada.
— Olha a xenofobia… — adverte Chatiano. Xande e os demais reviram os olhinhos dramaticamente.
— De qualquer forma, muito obrigado — diz Xande.
— Não precisa agradecer. Basta continuar salvando a democracia.

Hahahahahahahhahahaha!

— Hahahahahahahahahaha! — riem todos.
— Hahahahahahahahaha! — continuam rindo.
— Hahahahahahahaha! — não param.
— Hahahahahahaha!
E uma última vez: — Hahahahahaha!

Ridendo castigat mores

— Vocês tiram sarro, mas gostam, né?… — diz Xandão.
Todos fazem que sim com a cabeça.
— Tá, tá, tá. Mas… e aí? Qual será que vai ser a próxima do nosso amigo Totó aqui, hein? — pergunta o Chatiano. Porque sempre tem um chato que não entende a dinâmica da conversa e acha que na mesa do bar os assuntos também têm que ter começo, meio e fim.
—  “Linha de trem que é uma via……… de comunicação” — imita o Xandão. Todos riem do já histórico despautério supremo. — Só você mesmo Totó. Você pensou nisso sozinho ou precisou de ajuda?
Risadas.
— Precisei de ajuda.
Mais risadas.
— Ridendo castigat mores — diz o Chatiano. Porque. Sempre. Tem. Um. Chato.
— Tomate cru, cara! — esbraveja Totó, finalmente percebendo que tinha sido insultado. — E você que é vitima e juiz ao mesmo tempo?! Vai prender terrorista de batom e não me enche o saco! — diz, fingindo irritação.

Olha só quem chegou!

— Parem de brigar, meninos! — pede o polido (e chato) Chatiano.
— Ninguém tá brigando aqui. Cê sabe que a gente se ama. Né, Xandão? — diz Totó.
— Sei? Amar é uma palavra muito forte… Mas responde aí, cara. O que é que você pretende aprontar semana que vem?
— Nah. Já encerrei meu voto. Agora é com vocês. Eu já dei o meu showzinho.
— Xá comigo! – diz Xandão, esfregando as mãos. — Vai ser len(espere um pouco!)dáááário!
— Vixi. Imitando o Barney Stinson. A coita tá feia mesmo — diz Fufu. — Por falar em showzinho, olha só quem chegou! Ele trouxe o cavaquinho e tudo! — E para o dono do boteco: — Ô, seu Giraldi. Tá deixando qualquer um entrar aqui agora? Esse bar já foi melhor frequentado, hein!

Tá pensando que você é o quê?

— Mais bem – corrige o Chatiano.
— Ãhn?
— Mais bem frequentado. Não “melhor frequentado” — explica. Ou melhor, dá aulinha. O Chatiano é desses que gostam de explicar tudo assim, tintim por tintim, nos mííííínimos detalhes.
— Ah, vapapu, cara! — berra o Fufu. — Eu falo do jeito que eu quiser. Tá pensando que você é o quê? Ministro do STF?
Todos riem enquanto o Presida se senta e começa a afinar o instrumento. Por ser o Presida, era para ele se sentar na ponta. Mas o Xandão já está acomodado lá e é melhor deixar quieto.

Cadê o Gilmar?

— Olha só quem chegou também! Grande Dirça! Quanto tempo, cara! — diz Totó pro amigo de longa data. Senta aqui do meu lado.
— Deixa de ser mentiroso, cara. Te vi ontem lá no jantar do Prerrô.
— É verdade. Sabia que foi o Dirça quem me deu a dica de falar que liberdade de expressão absoluta é ter o direito de bater na mulher? O cara é…
— Papo chato — diz o Dirça, que é malandro da velha guarda e não tem paciência para essa rapaziada. — Cadê o Gilmar, hein? Tô precisando falar com ele. Combinar umas parada aí.
— Deve estar em Lisboa! Nunca vi gostar tanto de Portugal… Mas diz aí, ô, Dirça. Qual é a boa de hoje?
— Pô. Cê num lê jornal, não?
— Só a coluna do Polzonoff! — dizem todos em uníssono, levantando os copos e brindando. (Obrigado, pessoal). Chegam as porções de lambari, frango a passarinho e matérias para legislar. Ao fundo, ouve-se o Presida afinando o cavaquinho.

Cazuza e Legião

— Que que você vai cantar hoje, Presida?
— Hoje eu tô melancólico.
— Xiiiii… Lá vem ele com “Aquarela do Brasil” de novo. Cê num sabe cantar outra coisa, cara?
— Só não vai me cantar Cazuza, hein! — diz Totó.
— Nem Legião — diz Fufu, provocando Totó.
— E há tempos/ Nem os santos/ Têm ao certo a medida da maldade — canta o desafinado Totó, só para provocar.
— Cala a boca! — diz Fufu. — Deixa o Presida aqui falar. Fala, meu Presida!
— Vou cantar…
Mas o aguardado anúncio é interrompido pela chegada da Carminha.

Crônica de família

— Já vi que cheguei em boa hora porque vai começar o samba — diz ela toda animada. — Mas não vai cantar “Aquarela do Brasil” de novo, né? Cê não sabe outra música, não, Presida?
— Ah loko! Ah loko! — provoca o Xandão. — Chegou tarde, Carminha. Você perdeu o Totó comentando as asneiras que ele disse lá no plenário semana passada.
— Que asneira? — pergunta ela. — Eu achei tudo muito inteligente. “A mão invisível da inteligência artificial” é coisa de gênio. — E para o coitado: — Eles pegam demais no teu pé, Totó. Só porque você é estagiário.
— Fui. Não sou mais. Que fique bem claro! — enfatiza ele.
— Ah, para com isso, Carminha! Até o Totó aqui já reconheceu que falou qualquer bobagem só pra ver a jornalistada fazendo malabarismo pra passar pano pra ele — diz o Flavinho com três rabinhos de lambari frito saindo pela boca.
— “Bobagem”? Hmmmm. Que educado. Não tô te reconhecendo, Flavinho.
— É que esta é uma crônica de família – diz ele.
Ninguém ri porque essa foi fraca mesmo.

Aguarde e confie

— Mas é sério isso de falar qualquer bobagem? Quer dizer, então, que eu tô livre? Posso citar o Caetano no meu voto e dizer que as redes têm que ser censuradas…
— Regulamentadas — corrige quem? quem? quem? O Chatiano, é claro.
— Regulamentadas. As redes sociais tem que ser regulamentadas porque circuladô de fulô ao deus ao demodará…? — pergunta Carminha.
— Pode citar até a Jojo Toddynho! — diz o Faka.
— A Jojo não! A Jojo agora é ídala do outro time — explica o Chatiano. Claro que foi o Chatiano. Quem mais poderia ser além do Chatiano?
— Caetano, Jojo, Silvio Almeida, Fernanda Torres. Cita quem você quiser, mulé! — diz Xandão. — Diz o que você quiser. A decisão já tá tomada mesmo. Até o Dé aqui falou que vai votar com a gente. Não é? Diz pra ela, Dé.
— Aguarde e confie – diz o terrivelmente qualquer-coisa.

O mundo é um moinho

— Canta aí, ô, Presida. Canta um Zeca Pagodinho. “Deixa a vida minha levar…” — propõe Totó.
Todos: — Vida leva eu…
— Nah. Já disse que acordei melancólico hoje — diz o Presida, cortando a euforia da rapaziada.
— Ah, deixa de ser… — diz o Faka, prestes a cometer um crime inafiançável e imprescritível, quando é interrompido pela voz aveludada do Presida.
— Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó.

(Silêncio).

Soda

— Pô, depois dessa…
— Essa música é muito soda. Tão soda que deveria ser inconstitucional!
— Soda pra baralho.
Todos ficam pensativos por alguns segundos. Até que Xandão, incapaz de se emocionar com os tristíssimos versos de Cartola, quebra o silêncio:
— E aí, pessoal? Já decidiram quando é que a gente vai prender o Bolsonaro?

noticia por : Gazeta do Povo

Mariana Weickert curte sábado de sol em praia paradisiaca com filho: ‘Oi, sábado’

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Mariana Weickert, de 42 anos, mostrou ao seu meio milhão de seguidores, cliques de um sábado de sol, enquanto curtia uma praia.

Identificando apenas o Estado em que se encontra (Rio de Janeiro), a modelo posou para fotos sozinha e também acompanhada de um de seus filhos, Felipe.

“Oi, sábado”, legendou a publicação, tomada por elogios. “Maravilhosa”, “Linda”, “Aiiii, que linda! Linda por fora (com esse cabelão, esse corpaço e esse sorrisão), combinando o astral com a beleza do lugar, da natureza, das cores! Uma fofaaaa!”, “Minha amiga deusa” e “Gata” foram apenas alguns dos elogios.

Fonte: TOP FAMOSOS

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FONTE : MatoGrossoNews