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Ucrânia destrói 56 drones russos em ataque noturno, diz força aérea

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Kiev (Reuters) – As defesas aéreas ucranianas destruíram 56 dos 108 drones lançados pela Rússia durante seu último ataque noturno, disseram os militares de Kiev neste domingo.

A empresa acrescentou que outros 49 foram “perdidos por localização”, geralmente devido a interferência eletrônica.

Os destroços dos drones destruídos danificaram uma parte não especificada da infraestrutura, bem como prédios de apartamentos e casas, disse a força aérea.

noticia por : UOL

Luigi Mangione: como deve ser a defesa de suspeito de assassinar CEO de plano de saúde

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Se Mangione for extraditado para Nova York para enfrentar a acusação de homicídio, o advogado Mitchell Epner, ex-procurador de Nova York, disse à BBC que há, em linhas gerais, duas abordagens que o suspeito poderia adotar se ele se declarar inocente.

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Fonte: G1

Paciente com anemia genética é curado com técnica de edição do DNA e agora tem vida normal

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A anemia falciforme, uma doença genética associada à herança africana, é um dos problemas hereditários mais bem compreendidos pela ciência. Os cientistas sabem qual é a alteração exata no DNA que muda a hemoglobina nos portadores, sabem que a forma de foice das células vermelhas do sangue que dá nome à doença (“falciforme” significa “em forma de foice”) vem dos filamentos de hemoglobina que empurram as extremidades das células. Sabem até mesmo o provável motivo de sua disseminação apesar dos problemas que causa: a mutação também dá uma vantagem contra a malária.

Os geneticistas só não sabiam como curá-la, e os médicos só tratavam os sintomas. Isso, com o primeiro paciente a ter o DNA alterado por novas técnicas descobertas nos últimos dez anos, acaba de mudar. Um jovem de 20 anos, paciente do médico e pesquisador Matthew Heeney, do Hospital Pediátrico de Boston (EUA), ganhou um tratamento experimental em que seu gene da hemoglobina foi restaurado para a condição mais comum na população, sem a mutação da anemia falciforme.

Foi a primeira pessoa no mundo a ter a mutação “corrigida” por novas técnicas moleculares de terapia gênica.

O primeiro paciente a ter a doença genética curada

O americano Branden Baptiste sentiu as dores de sua alteração genética já aos dois anos de idade. Seus pais o levavam ao hospital com frequência: o menino sentia dor e não sabiam por quê. “A partir dos 12 anos, as coisas pioraram muito”, disse o jovem, hoje com 20 anos de idade. “Eu ia para o hospital mês sim, mês não, em crise”. Todo ano ele precisava faltar dois meses de aula ao todo. O diagnóstico correto de anemia falciforme demorou, mas veio com os anos.

As hemácias (células vermelhas) só são afetadas pela hemoglobina mutada em condições de baixo oxigênio no sangue. As pequenas “foices” são formadas, por isso, em extremidades do corpo e juntas, e tornam as coisas piores, pois são pouco eficientes em transportar o oxigênio comparadas às células normais.

Baptiste teve que fazer cirurgia quando estava no sexto ano do ensino fundamental para substituir o lado esquerdo do quadril, danificado pela falta de oxigênio. Pouco tempo depois, precisou fazer o mesmo com o lado direito. Aos 17 anos, quase morreu de síndrome torácica aguda — é uma complicação grave, comum em pessoas com anemia falciforme, caracterizada por dor no peito, febre e dificuldade para respirar, causada por bloqueio dos vasos sanguíneos pulmonares pelas células alteradas.

“Pensei que era o fim. Não conseguia respirar. Se eu inalasse um pouco, sentia como se alguém estivesse esfaqueando meu pulmão”, contou Baptiste. Foi apenas o primeiro de cinco episódios da síndrome torácica naquele mesmo ano. Ele perdeu um ano inteiro do Ensino Médio e foi parar na Unidade de Tratamento Intensivo.

Como funciona a nova técnica de terapia genética

Foi neste estado que Baptiste conheceu Heeney e foi incluído no estudo clínico “BEACON” (“farol” em inglês), sediado no hospital de Boston. O nome completo da pesquisa é “BEACON: estudo para avaliar a segurança e a eficácia do BEAM-101 em pacientes com doença falciforme grave”.

BEAM-101 é uma técnica baseada na tecnologia CRISPR, que consiste na utilização de enzimas encontradas em bactérias que são capazes de modificar o DNA de formas previsíveis. Essas bactérias usam essas moléculas como uma forma de sistema imunológico, para combater vírus que as parasitam

O DNA, a molécula que é nosso material genético, é uma longa fita em dupla hélice formada por quatro blocos fundamentais representados pelas letras A, T, C e G. O BEAM-101 é um refinamento do CRISPR que permite alterar letras individuais sem riscos de cortar o DNA — e uma mudança de letra, a troca de um A por um T, é exatamente o que causa a anemia falciforme.

Quando Branden Baptiste aceitou fazer parte do experimento, seus sintomas já estavam insuportáveis. “Eu pensava ‘por que ainda estou na escola? Com esta idade eu já deveria estar na universidade”, disse o jovem.

O experimento começou em 2023. Uma série de testes foram feitos para assegurar que Baptiste tinha saúde para suportar a terapia gênica. Em outubro, já estava preparado. Células-tronco que são responsáveis por produzir as hemácias foram coletadas de seu organismo, o que exigiu duas internações por vários dias.

Depois, ele foi submetido à quimioterapia, a mesma aplicada em pacientes com câncer, para matar as células-tronco portadoras da mutação que restaram em sua medula óssea.

As células coletadas foram tratadas com o BEAM-101 para corrigir a mutação falciforme, e finalmente reintroduzidas no organismo de Baptiste em 5 de dezembro de 2023.

Agora era torcer para que as células retornassem sem problemas à medula óssea e começassem a produzir as células sanguíneas livres da mutação. Baptiste permaneceu sob observação no hospital por semanas. Ele passou o tempo assistindo a série Suits na Netflix e jogando PlayStation.

Na véspera de Natal, Baptiste voltou para casa, para alegria de sua família. Foi antes da data esperada para a alta no hospital. “Disseram que eu ficaria no hospital por dois meses, mas eu saí em 20 dias”, conta ele. “Todos ficaram chocados, inclusive os médicos”.

Um ano depois, Baptiste se sente livre dos sintomas da anemia falciforme e parou de tomar os remédios que precisava antes. “Na minha opinião, estou perfeito. Nunca me senti bem antes — antes, ‘bem’ significava dor moderada que eu pudesse aguentar respirando fundo. Agora, estou mais que bem.” Ele planeja começar logo seu curso universitário de engenharia civil. Também descobriu a atividade física, antes impossível. “Estou malhando todo dia”, disse.

“O tratamento transformou Branden”, disse Heeney. “Não só a contagem de células do sangue e os marcadores de doenças estão normais, como agora ele faz tarefas diárias que a maioria das pessoas considera banais, mas antes estavam fora de seu alcance. É uma alegria vê-lo fazendo planos que pareciam impossíveis apenas um ou dois anos atrás”.

A etapa de quimioterapia necessária demonstra que o tratamento ainda não é para todos os portadores, pois alguns podem ser intolerantes aos medicamentos. Existem outros tratamentos em teste, como um tratamento que faz o organismo adulto voltar a produzir a forma fetal da hemoglobina, que não causa as células falciformes — era a segunda opção de Baptiste.

O potencial da técnica é enorme. O banco de doenças genéticas OMIM (sigla em inglês para “Herança Mendeliana no Homem Online”), mantido pela Universidade Johns Hopkins, cataloga milhares de doenças causadas por alteração em uma única letra do DNA. Entre elas estão fibrose cística, fenilcetonúria, distrofia muscular de Duchenne e a cruel doença de Tay-Sachs, que é neurodegenerativa e mata crianças.

noticia por : Gazeta do Povo

Mato Grosso aprova PEC que regulariza criação de parques estaduais

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em segunda votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 12/2022, que estabelece a regularização de unidades de conservação estaduais antes da criação de novas áreas protegidas. A medida foi celebrada por representantes do setor produtivo rural e considerada um avanço na busca por equilíbrio entre preservação ambiental e segurança jurídica para os produtores.

A proposta determina que 80% das 47 unidades de conservação existentes no estado sejam regularizadas antes de novas expansões. Essas áreas, que totalizam mais de 2,8 milhões de hectares, incluem parques estaduais, reservas, áreas extrativistas e estações ecológicas.

Apesar de algumas terem sido criadas há mais de 20 anos, apenas 7,3% possuem regularização fundiária completa, o que gera incertezas sobre sua eficácia na preservação ambiental e impactos para os proprietários de terras.
Foco na regularização e captação de recursos

A PEC também prevê a possibilidade de captação de recursos financeiros de organizações públicas, privadas e não governamentais, tanto nacionais quanto internacionais. Esses recursos serão destinados ao Fundo Amigo da Floresta (3F), criado pelo governo estadual, com a finalidade de apoiar a criação, regularização e manutenção das unidades de conservação.

Essa nova abordagem busca assegurar que a preservação ambiental não fique apenas no papel, mas que seja viabilizada de forma prática e sustentável. Segundo o texto aprovado, a regularização das unidades existentes é essencial para garantir que essas áreas cumpram sua função ambiental de forma eficaz, sem prejudicar os direitos de produtores rurais que, em muitos casos, tiveram suas propriedades transformadas em áreas de conservação sem a devida compensação.

Para o setor produtivo, a aprovação da PEC representa um marco importante, ao trazer maior segurança jurídica para os proprietários rurais. A medida busca evitar a criação de novas unidades sem planejamento adequado e sem a regularização das áreas já existentes, muitas vezes alvo de disputas fundiárias e conflitos sobre seu uso e gestão.

Além disso, a regularização das unidades de conservação fortalece o compromisso de Mato Grosso com a preservação ambiental, ao mesmo tempo em que respeita a relevância do setor agropecuário para a economia estadual. A articulação para aprovação da PEC contou com o envolvimento de representantes do setor, que apresentaram dados técnicos e reforçaram a importância da proposta como um avanço na legislação ambiental.

Com a aprovação em segunda votação, a PEC nº 12/2022 segue para redação final antes de ser encaminhada ao governador para sanção. A expectativa é que a medida contribua para corrigir falhas históricas, equilibrando o desenvolvimento sustentável com a valorização do agronegócio, um dos pilares da economia de Mato Grosso.

Ao regularizar unidades de conservação existentes e garantir que novos parques sejam criados de forma planejada, o estado dá um passo importante para alinhar preservação ambiental e produção rural, consolidando-se como referência em gestão responsável dos recursos naturais.

Fonte: Pensar Agro

FONTE : MatoGrossoNews

Quatro são presos e adolescente é apreendido por assassinarem homem em bar

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DO REPÓRTER MT

A Delegacia da Polícia Civil de Aripuanã, na região noroeste de Mato Grosso, prendeu, nesta quinta-feira (12), quatro suspeitos envolvidos em um homicídio, ocorrido nesta semana, e no tráfico de drogas.

As prisões ocorreram durante cumprimento de mandados de buscas para esclarecer o homicídio de Antônio Marcos Rudes, 48 anos. Ele foi morto na noite de terça-feira (10), em um bar da cidade, quando dois homens chegaram em uma moto e ordenaram que a esposa de Antônio entrasse no estabelecimento e depois atiraram contra a vítima, que estava no balcão.

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Em um dos endereços alvo de buscas, a equipe policial encontrou a motocicleta usada para a execução de Antônio. A moradora da casa não estava no local, mas os policiais a localizaram em outra residência onde também foi apreendido o adolescente, suspeito de ser o autor do homicídio.

No quintal da segunda, os investigadores encontraram entorpecentes variados. Após sua prisão, a mulher ainda indicou aos policiais onde estava o restante da droga, que foi localizada em uma terceira residência.

Os policiais civis fizeram buscas ainda pelo homem identificado como o piloto da motocicleta, também localizado e preso.

Durante as diligências, os policiais ainda prenderam em flagrante um suspeito por portar uma arma de fogo. Ele foi flagrado no momento em que a equipe fazia as abordagens e apreensões e ficou observando o trabalho dos investigadores. O suspeito foi detido quando chegava em sua casa e com ele localizado um revólver calibre 32, municiado. O quarto adulto foi detido com porções de entorpecentes e munições.

Os quatro adultos foram autuados em flagrante pelos crimes de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e integração de organização criminosa. O adolescente foi autuado em ato infracional análogo a homicídio e organização criminosa.

A autoridade policial representou pela conversão dos flagrantes em prisões preventivas e pela internação do adolescente.

FONTE : ReporterMT

Acidente de trânsito deixa três pessoas feridas em Apucarana

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Um grave acidente de trânsito foi registrado na noite de sábado (14), por volta das 21h, e deixou dois homens e uma mulher feridos no Residencial Interlagos, em Apucarana (PR). A batida envolveu dois carros e ocorreu na Rua Cristiano Kussmaul.

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As vítimas foram atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no local. Não foi informado sobre a gravidade dos ferimentos das três pessoas que, a princípio, foram todas encaminhadas ao Hospital da Providência.

A Polícia Militar esteve no local, registrou um boletim de acidente e deve apurar as causas da batida.

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noticia por : UOL

ONU aborda desigualdades por trás de alta incidência de Aids entre jovens angolanas

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Angola tem apresentado progresso no combate ao HIV/Aids, mas a cobertura ainda precisa melhorar. A avaliação é da diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas no país, Unaids. 

Hege Wagan afirmou que os principais desafios do país são as barreiras no acesso aos serviços e o abandono de tratamento. Ela apresentou os dados do país nas áreas de diagnostico, tratamento e redução da carga viral. 

Distância das metas internacionais

“E quando falamos das metas, em relação a testagem Angola tem atingido 58% de cobertura. E quando falamos de tratamento, estamos em 46%, nas estimativas. E enquanto a carga viral a gente não tem dados, dado que a cobertura de tratamento ainda não tem chegado a 50%, então ainda não temos esse dado.”

As metas internacionais defendidas pela Unaids estimulam os países a garantirem que 95% das pessoas infectadas sejam diagnosticadas, que dentre estas 95% estejam em tratamento, e que 95% das pessoas tratadas apresentem carga viral indetectável. 

Isso significa ter uma baixa quantidade de vírus no sangue, condição que proporciona maior qualidade de vida e elimina a possibilidade de transmissão por via sexual. 

Hege Wagan afirmou que em Angola, a baixa adesão ao tratamento “tem mais a ver com assuntos sociais”, pois o país provê tratamento gratuito para todas as pessoas que necessitam.

ONU aborda desigualdades por trás de alta incidência de Aids entre jovens angolanas

Alta incidência entre meninas e mulheres jovens

Ela elogiou o fato de que o novo plano estratégico de combate à doença é “muito mais focalizado em prevenção” do que estratégias anteriores. Além disso, o Fundo Global de Combate à Sida, Tuberculose e Malária incrementou o financiamento para a prevenção em Angola em 2024.

A principal preocupação é com os jovens, especialmente meninas, que são o grupo mais impactado por novas infecções.

“Angola tem uma e tem uma população muito jovem e agora estimamos 15 mil novas infecções por ano em Angola e sabemos que são os jovens de 15 a 24 anos que estão a ser mais afetados. E dentro desses jovens, deste grupo, 78% são meninas e mulheres jovens. De 4 mil novas infecções dentro da idade de 15 a 24, cerca de 3,6 mil são entre meninas e mulheres jovens”

A diretora destacou que o trabalho do Unaids aborda essa desigualdade e busca uma “resposta multissetorial” para assegurar investimentos em saúde em geral, educação e empoderamento econômico dos jovens e os adolescentes e em Angola.

Segundo ela, “15% das angolanas não finalizam a educação secundária” e isso gera um nível maior de vulnerabilidade social que se reflete nos dados de HIV/Aids. 

Para Hege, outro ponto importante na prevenção é o acesso à informação adequada e serviços adaptados e “amigáveis aos jovens”, não apenas nos cuidados de HIV/Aids, mas também em saúde sexual e reprodutiva.

Novas estratégias de prevenção

A Onusida trabalha intensamente para fortalecer o trabalho dos jovens, inclusive os aqueles vivendo com VIH/Sida para assegurar que a resposta seja liderada pela comunidade e pelas pessoas que conhecem melhor a situação e sabem como orientar melhor as ações e as intervenções.

De acordo com a diretora do Unaids, o que os jovens demandam é que suas organizações sejam “reconhecidas e financiadas” para poder fazer o trabalho comunitário e para assegurar um marco jurídico e normativo que lhes garanta acesso a todos os direitos. 

Sobre a introdução de novos medicamentos, que podem servir para estratégias de profilaxia pré-exposição, ou PrEP, ela afirmou que serão iniciados estudos em uma província e com base nessa experiência será desenvolvido um plano para ofertar a PrEP em todo o país. 

A especialista afirmou que Angola enfrenta um problema reconhecido de falta de dados, pois o último estudo demográfico foi realizado em 2015-2016, mas mencionou que um novo levantamento deve sair esse ano, o que irá ajudar a agência a obter melhores dados sobre a saúde em geral no país. 

FONTE : News.UN

Contra o tédio espiritual: um chamado à verdade antiga e sempre nova

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Doutor em Teologia e editor de publicações cristãs, o americano Trevin Wax propõe um “caminho de volta” em seu mais recente livro, “A Emoção da Ortodoxia”.

Para ele, a ideia de que o ensino religioso tradicional é restritivo e ultrapassado não passa de mais um engano de quem se deixa levar pelas correntes culturais. O mapa para a grande aventura da vida, portanto, está no retorno aos credos da igreja e aos fundamentos que orientam os cristãos ao longos dos séculos.

Leia a seguir um techo da obra, recém-lançada no Brasil pela editora Mundo Cristão.

A aventura da vida é uma batalha por admiração, uma firme decisão de resistir ao tédio em um mundo repleto de maravilhas.

Talvez por isso aqueles que vivem próximos da glória silenciosa das montanhas passem as férias junto ao mar, e vice-versa. Mudamos de cenário para que possamos enxergar o cenário. Saímos de casa para que, mesmo por um breve momento ao retornar, voltemos a perceber sua glória.

A vida cristã começa com admiração espiritual diante da glória do evangelho e da bondade e beleza da verdade cristã, com a surpresa cheia de encantamento de uma criança pequena conduzida a um novo mundo de graça. Ao longo do tempo, contudo, nossas pálpebras ficam pesadas e nosso paladar fica embotado, e é então que os erros se insinuam.

A sonolência espiritual nos faz perder a percepção do amor de Deus e enfraquece nosso compromisso de transmitir a fé à geração seguinte. Enfastiamo-nos com as Escrituras, banalizamos a Bíblia e nos desleixamos na doutrina.

Habituados demais com a verdade, sentimo-nos atraídos por novos ensinamentos “empolgantes” ou práticas que prometem nos fazer despertar de nosso sono espiritual. E o erro, que sempre se apresenta em roupagem mais chamativa que a verdade, aproveita as ocasiões em que nos mostramos mais propensos a nos desviar.

Por que perdemos tão facilmente o maravilhamento com as verdades que nortearam e inspiraram cristãos por tantas gerações? Por que deixamos de nos encantar com antigas verdades? Por que nos sentimos atraídos por erros teológicos?

Para entender melhor nossa suscetibilidade a essa enfermidade espiritual, temos de olhar com atenção para nosso contexto e ver as forças em ação em nosso mundo, em nossas igrejas e em nós, forças que corroem nossa devoção.

Caos cultural

Começamos com a ansiedade e a inquietação desses tempos caóticos, resultado de polarização política, avanços tecnológicos e calamidades mundiais. Somos bombardeados com informação (e desinformação), inundados de perspectivas e opiniões diversas, que vão do absurdo ao abstrato e tornam difícil identificar fontes dignas de crédito.

Qualquer um pode pegar um megafone e, aos gritos, calar aqueles que se desviam até mesmo ligeiramente desta ou daquela nova ortodoxia que une determinada comunidade ou partido político. Não sabemos em quem podemos confiar, se é que podemos confiar em alguém.

Para os cristãos essa sensação de desnorteamento é amplificada por mudanças no panorama moral. Não podemos mais ter a expectativa de que a religiosidade seja respeitável. Crenças e valores tradicionais extraídos da doutrina cristã agora são “extremos”.

Princípios que quase todos tinham em comum algumas décadas atrás se tornaram, repentinamente, inaceitáveis. À medida que menos pessoas se identificam com a tradição religiosa, aqueles que hoje seguem formas institucionais de religião são cada vez mais empurrados para as margens.

Em gerações passadas, a religiosidade respeitável e o cristianismo cultural apresentavam seu próprio conjunto de desafios à fé e à prática verdadeiras. O caminho para Cristo nunca é fácil, e cristãos de todas as eras são propensos a se esquecer de seu primeiro amor (Ap 2.4).

Na presente era, o perigo de abandonar nosso primeiro amor se manifesta por meio das pressões de uma sociedade em que o cristianismo não é a norma e em que as crenças e valores morais cristãos deixaram de parecer plausíveis. Em meio às mudanças contínuas, a “estabilidade” passou a ser vista com desconfiança. Como todas as outras coisas, a fé foi pega

Enquanto isso, muitas igrejas se encontram em estado de letargia, e a perplexidade esgota as energias dos crentes que ainda participam dos cultos.

Igrejas e denominações estão envoltas em conflitos não muito diferentes do mundo da política inescrupulosa. A hipocrisia reforçou a disposição anti-institucional de muitos em relação à igreja e levou a uma explosão de novas opções religiosas e experiências espirituais rigorosamente customizadas.

A observadora da cultura Tara Isabella Burton diz que muitas pessoas têm trocado a religião institucional pela espiritualidade intuitiva: “Uma religião desvinculada de instituições, de credos, de asserções metafísicas a respeito de Deus e do universo […] mas que ainda busca, de maneiras diversas e variáveis, proporcionar para nós as colunas daquilo que está sempre presente na religião: significado, propósito, comunidade, ritual”.

Em resposta a essa confusão incapacitante, alguns cristãos consideram necessário atualizar e aprimorar a fé para a era moderna. Outros rejeitam aspectos do cristianismo histórico, mas procuram se apegar a algumas partes mais desejáveis.

Vários líderes de grande projeção renunciaram inteiramente a fé. Enquanto isso, um número considerável de pessoas que antes frequentavam a igreja fechou a porta e se foi silenciosamente.

Acomodação cristã

O que acontece com os que restaram, com os cristãos comuns que amam suas famílias e dão valor a suas igrejas? Em todas as gerações, enfrentamos o perigo de ansiar pelo passado e temer o futuro. E essa mistura de nostalgia e medo nos leva a um estado de acomodação, de fé sem missão.

Entramos e saímos da igreja uma semana após a outra e nos contentamos em recitar as mesmas palavras com nossos lábios, mas nosso coração permanece intocado pelas verdades que confessamos, e somos menos propensos a convidar outros a crer nas boas-novas.

O cristianismo acomodado leva à compartimentalização, uma separação conveniente entre verdade cristã e crenças que norteiam nossas atividades diárias. O cristianismo se torna apenas um aspecto de uma vida atarefada.

Ouvimos outros dizerem que nossas crenças não são tão importantes quanto nosso modo de viver. E, mesmo assim, não há problema se nossas escolhas de vida não se alinharem com o ensino cristão, desde que nossa fé nos ajude a ser sinceros e nos impeça de prejudicar outros.

O que falta nesse quadro é a percepção do cristianismo como missão que exige obediência a um Rei, como alegre aventura que nos coloca em confronto direto com oposição ao proclamarmos algo maior e que proporciona mais satisfação do que preferências pessoais.

À primeira vista, o chamado do cristianismo à obediência custosa talvez não pareça heroico ou radical. Talvez passemos por fases estressantes, tenhamos dificuldade de educar os filhos, trabalhemos em empregos que não trazem realização e façamos o melhor que podemos para servir os cristãos em uma igreja cheia de problemas.

No entanto, temos de lembrar que o caminho do arrependimento e da fé confere importância eterna até aos menores atos de abnegação. A missão permanece e contrasta com o cristianismo acomodado que almeja domesticar a fé e arrefecer seu fervor revolucionário.

De maneiras incontáveis que talvez não fiquem evidentes para nós ou para outros, devemos nos rebelar contra a rebelião de um mundo caído e dar testemunho da soberania de Jesus ressurreto sobre o universo.

Tenho convicção de que uma das principais causas dessa enfermidade espiritual é nossa perda de confiança no caráter verdadeiro e bom da fé cristã. Em todas as gerações, corremos o risco de perder o maravilhamento com a glória da verdade cristã e com o testemunho perene da igreja.

Em meio ao caos e à confusão, é fácil voltarmos o foco para nós mesmos e, como consequência, nos esquecermos de Deus. É como se tivéssemos herdado uma imensa propriedade com belos edifícios cercados por extensos jardins, mas passássemos os dias enfurnados em um armário, acomodados e entediados, sem desejo de explorar tudo o que nos foi dado em Cristo.

Passamos por isso antes. Caos e confusão não são novidade. Todas as gerações enfrentam esses desafios, ainda que por motivos diferentes.

A chave para a renovação não é nos livrar de aspectos do cristianismo que parecem incômodos em nosso tempo. (Afinal, se o cristianismo é verdadeiro, devemos esperar que todas as culturas entrem em conflito com suas asserções em algum momento.)

Também não devemos ignorar novos desafios e desconsiderar as perguntas difíceis a respeito daquilo em que cremos e dos motivos pelos quais cremos. Não, a chave para a renovação é voltar à única verdade sólida e confiável quando tanta coisa neste mundo é caracterizada por inconstância e modismos: o evangelho de Deus confiado de uma vez por todas aos santos.

O evangelho é o anúncio régio de que Jesus Cristo, o Filho de Deus, viveu com perfeição em nosso lugar, morreu de forma substitutiva na cruz por nossos pecados, ressuscitou triunfantemente da sepultura para dar início à nova criação de Deus e agora é Rei exaltado sobre o mundo.

Esse anúncio pede uma resposta: arrependimento (lamentar nosso pecado e deixá-lo para trás, trocar nossos objetivos pelos do reino, definidos por Jesus Cristo) e fé (crer somente em Cristo para a salvação pelo poder do Espírito).

Podemos dizer muito mais coisas sobre as boas-novas e seu impacto sobre nós e sobre o mundo. Mal arranhei a superfície daquilo que J. I. Packer [teólogo canadense] costumava descrever para seus alunos como “a maior coisa que já existiu”; verdade antiga, mas sempre nova.

O caminho para prosseguir consiste em recorrer ao passado, encontrar renovação em algo antigo, em verdades fundamentais testadas pelo tempo, em uma fonte de coisas boas que refresca e sacia, beleza do passado há muito esquecida que eleva nosso olhar acima do sofrimento e da tristeza do presente.

A emoção da ortodoxia

O que a igreja precisa hoje é resgatar a emoção da ortodoxia. Para um filósofo como Aristóteles, o termo ortodoxia significava opinião “certa” ou “correta”, mas os cristãos primitivos se apropriaram desse termo com o sentido de “ter a crença correta” e, para eles, a crença correta é fundamental, pois é ligada à adoração correta do único Deus verdadeiro.

Ao longo dos séculos, ortodoxia passou a representar conformidade às Escrituras, de acordo com o consenso da igreja. Para você, talvez ortodoxia não passe de uma densa e árida lista de doutrinas, uma lista possivelmente necessária, mas não emocionante.

Não é muito diferente de esperar que um livro de matemática faça seu coração bater mais forte. No entanto, essas duas palavras andam juntas.

Concordo com Dorothy Sayers, poetisa e escritora de mistérios inglesa. De acordo com ela, aqueles que afirmam que igrejas vazias são consequência de pregadores que insistem demais em “dogma sem graça” entenderam errado a situação.

Sayers diz que é justamente o inverso: “É a desconsideração dos dogmas que torna as coisas sem graça”. É enfadonho adaptar a fé cristã para que ela se conforme melhor às pessoas; empolgante é adaptar pessoas para que elas se conformem melhor à fé cristã.

A ortodoxia é um castelo antigo com cômodos espaçosos, teto alto e arqueado e corredores misteriosos, uma vastidão de sabedoria prática transmitida por nossos antepassados na fé.

Alguns moram no castelo, mas não exploram seus tesouros. Outros acreditam que o castelo é um empecilho para o progresso e deve ser demolido. Alguns consideram que a parte exterior do castelo pode ser preservada para fins estéticos, desde que o interior seja inteiramente reformado.

A cada geração, porém, Deus levanta pessoas que enxergam o valor dos tesouros; são mulheres e homens séria e continuamente comprometidos com o trabalho de reconhecer e destacar a beleza ímpar da verdade cristã para que gerações futuras possam ser recebidas no esplendor desse castelo.

noticia por : Gazeta do Povo

A divisão do território do Estado de Mato Grosso em 1977:a Câmara Municipal de Cuiabá participa do processo

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14/12/2024

A divisão do território do Estado de Mato Grosso em 1977:a Câmara Municipal de Cuiabá participa do processo

No primeiro artigo apresentamos os antecedentes históricos, as motivações e a oficialização da divisão do Estado de Mato Grosso no ano de 1977, quando foi criado o Estado de Mato Grosso do Sul (artigo disponível no site da Câmara Municipal de Cuiabá).Vimos a luta dos sulistas e a reação do Norte, os projetos geopolíticos do governo federal que motivaram a divisão e a sua concretização no dia 11 de outubro de 1977 com a Lei Complementar nº 31/77. Agora nós apresentaremos o envolvimento da Câmara Municipal de Cuiabá e dos vereadores da 11ª Legislatura (1977-1982) nesse processo a partir de documentos do nosso arquivo e entrevistas realizadas com ex-vereadores e contemporâneos que moravam em Cuiabá.

O primeiro registro encontrado nos anais da Câmara Municipal de Cuiabá a respeito desse assunto é de 23 de março de 1958. Em Sessão Ordinária, o vereador Otávio Santana apresentou um Projeto de Resolução no qual concederia ao ex-deputado estadual Lício Borralho, o título de inimigo Nº 1 de Cuiabá, pois ele liderava um movimento radical pela divisão do território de Mato Grosso. A ideia do vereador Otávio Santana foi entendida pelos demais vereadores como demasiadamente ofensiva e desnecessária, mas a maioria deles mostraram-se contrários à divisão e preocupados com as suas consequências.&nbspOutros entendiam que a divisão seria inevitável e Cuiabá deveria se preparar, sem temer. Overeador Benedito Clodoaldo Metelo foi além, declarou ser a favor da divisão pois, de acordo com ele, Cuiabá seria capaz de cuidar de um novo território e iria progredir, bastando somente a melhoria da comunicação com a abertura de estradas e a chegada da ferrovia, pois já havia dado amostras de que com a intelectualidade do seu povo sobreviveria com sucesso. O Projeto de Resolução apresentado pelo vereador Otávio Santana causou discussões acaloradas na sessão e foi reprovado pela maioria na sessão seguinte. Nos dezenoveanos que se seguiram dessa sessão até a oficialização em 11 de outubro de 1977 (coincidentemente o Dia do Vereador) nós não encontramos outro registro a respeito do assunto. No entanto, o ex-vereador Benedito Márcio Pinheiro afirmou que a proposta de divisão sempre estava na pauta da Câmara.&nbsp

Os vereadores entrevistados disseram que recebiam com tranquilidade as notícias sobre a possível divisão do Estado. Logo, diante dos primeiros burburinhos que indicavam um breve desfecho, eles decidiram agir pela garantia dos interesses de Cuiabá, a qual seria a mais impactada. Vale destacar que como vereadores não havia legalmente qualquer instrumento jurídico que pudessem fazer uso, mas como ocupavam o cargos de representantes da população cuiabana, não poderiam permanecer inertes. Dos três vereadores da 11ª Legislatura que entrevistamos, dois disseram que eram a favor e um contra. Moisés Mendes Martins Júnior foi quem pôs-se contrário, já Benedito Márcio Pinheiro e João da Silva Torres mostraram-se favoráveis. A decisão dos vereadores naquele momento foi a criação de grupos de trabalho para percorrerem outros municípios do Estado, através do qual denominaram de caravanas, a fim de realizarem audiências públicas nas câmaras municipais. Benedito Pinheiro afirmou que foram criados dois grupos, um formado por ele, Gilson de Barros e João Torres, responsáveis por irem aos municípios da região do Araguaia e outro grupo formado pelos vereadores Giuchiglio Luigi Bello, Ovídio Fernandes e Rubens Antunes de Belém, responsáveis por percorrerem a região de Diamantino. Moisés Martins disse que permaneceu em Cuiabá e visitou Chapada dos Guimarães. O objetivo desses vereadores era discutir aquele momento histórico e conhecer a realidade dos municípios, sem qualquer campanha contra ou favorável.&nbsp

As caravanas, conta-nos Benedito Pinheiro, foram um movimento de extremo protagonismo dos vereadores, papel que talvez não coubesse a eles, e sim aos deputados. Disse que foi uma ideia acertada e que todos voltaram convencidos de que a divisão era a melhor alternativa. A firmou que ele foi desde o início a favor porque vislumbrava um novo Estado que cresceria por conta das suas potencialidades. Um aspecto relevante, ressalta, era a questão política. Aos poucos o sul estava liderando o cenário político regional. Com um número maior de eleitores, eles ocupavam a maioria dos postos de poder. Melhor dividir do que tornar refém dos interesses das oligarquias políticas sulistas, afirmou o ex-vereador. João Torres disse que as caravanas trouxeram uma grande alegria para eles, que foi uma luta importante em prol de Mato Grosso que precisava ser dividido porque era muito grande e cheio de potencialidades. O ex-vereador Moisés Martins, antes contra, afirmou que tomou consciência com as caravanas e passou a ser um forte defensor da divisão.

Naquele período os sulistas tinham uma visão preconceituosa de Cuiabá. Moisés Martins afirmou que eles viam Cuiabá como uma cidade ruim para se morar, que certa vez ouviu em Campo Grande que Cuiabá era uma cidadezinha pobre com um córrego denominado Prainha que era só esgoto. Podemos comprovar que essa visão por parte dos campo-grandenses não era uma verdade. O Anuário Estatístico de 1978 demonstra que houve um vertiginoso crescimento da cidade entre os anos de 1970 a 1978. De 100 mil habitantes no ano de 1970, a cidade passou para 122 mil em 1974 e para 152 mil em 1978. O número de veículos emplacados saltou de 5 mil para 24 mil, as residências com energia elétrica de 10 mil para 25 mil. Projetos estruturantes foram implantados em Cuiabá a fim de atender e contribuir para o crescimento da cidade. Assistiu-se o alargamento e pavimentação de ruas e avenidas, a criação do Centro Político Administrativo, a construção de conjuntos habitacionais, a fundação da UFMT, a inauguração de um grande estádio de futebol (Verdão) e a expansão da área urbana. Um dos fatores dessa transformação foi a chegada de uma nova leva imigrantes vindos do Sul vindos por conta das terras baratas, do ideal de prosperidade, auxiliados pelos recursos do governo federal para ocuparem a Amazônia.

Para concluir esse tema iremos responder a pergunta deixada no artigo anterior que foi a manchete do jornal Correio do Estado, sediado em Campo Grande. Teria sido o dia 11 de outubro de 1977 o dia mais triste da história de Cuiabá? Os seus moradores teriam recebido a notícia em silêncio? Os entrevistados disseram que a notícia chegou em uma cidade que estava dividida. O sim daqueles que vislumbravam um futuro promissor longe dos riscos de domínio político do sul e o não daqueles que temiam o resultado de uma mudança. Com o tempo aquele temor inicial dos contrários deu lugar a uma nova perspectiva. Aquela antiga luta com os sulistas não tinha mais sentido porque havia uma imensa e rica região a ser explorada e corria-se o risco dos sulistas tomarem ela, tendo hipoteticamente a cidade de Campo Grande como capital. Foi um dia como outro qualquer, afirmaram, mas um dia para se pensar em resiliência, uma adaptação à mudança. Diferente do jornal campo-grandense, o jornal O Estado de Mato Grosso, sediado em Cuiabá, se manifestou no dia seguinte, afirmando que como um pai que vê a maturidade do seu filho, o norte assistia o seu filho viver por si próprio. A história do norte e do sul estariam para sempre conectadas e caberia agora ao remanescente Mato Grosso continuar com a sua missão cívica, ocupando os vazios da Amazônia como mais um novo desafio para o seu povo que já mostrou ser capaz de grandes vitórias. Podemos então concluir que o dia 11 de outubro de 1977 deixou de ser o dia da divisão e se tornou o dia de mais um novo começo para o Mato Grosso.&nbsp

Autor: Danilo Monlevade

Analista Legislativo da Câmara Municipal de Cuiabá

Fontes da Pesquisa:

Anuário Estatístico de 1978 – Prefeitura Municipal de Cuiabá – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, 1978.&nbsp&nbsp

Entrevistas com Moisés Mendes Martins Júnior em 26/11/2024, Benedito Márcio Pinheiro em 23/11/2024, Luiz Estevão Torquato da Silva em 04/12/2024, Zeca Tenuta em 28/11/2024, Edmundo Carlos Ferreira da Silva em 27/11/2024, Onofre Ribeiro em 27/11/2024 e João da Silva Torres em 09/12/2024.&nbsp

Jornal O Estado de Mato Grosso – 12 de outubro de 1977 – ed. 7.775.

Livros Atas nº 16, nº 08, nº 151 e nº 37 – Arquivo Geral da Câmara Municipal de Cuiabá.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

FONTE : MatoGrossoNews

Dentista tenta entrar com celulares em penitenciária feminina e vai presa

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DAFFINY DELGADO

DO REPÓRTERMT

Uma cirurgiã dentista, identidade não divulgada, foi presa em flagrante nesta sexta-feira (3), após tentar entrar com celulares e carregadores dentro da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá.

A reportagem apurou que a profissional foi chamada para atender uma criminosa na unidade. Quando passou pela revista, as policiais penais encontraram o material em seu jaleco.

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Foi apreendido quatro carregadores, quatro fones de ouvido e três celulares novos.

Com isso, ela recebeu voz de prisão e foi encaminhada à Central de Flagrantes.

FONTE : ReporterMT