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Morre homem que teve 100% do corpo queimado em explosão em posto de combustível

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FERNANDA ESCOUTO

DO REPÓRTERMT

O trabalhador Gilmar Jacinto Ligeiro, de 57 anos, que teve 100% do corpo queimado, após um tanque de um posto de combustível explodir, morreu nessa segunda-feira (16).

O caso aconteceu no sábado (14), em Colniza. Entretanto, devido à gravidade ele foi encaminhado para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

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De acordo com a Polícia Militar, o trabalhador realizava a limpeza de um tanque de combustível, quando houve a explosão.

Ainda segundo a polícia, o local não possuía isolamento adequado para realizar o serviço e os funcionários do posto não usavam equipamento de proteção individual.

 

FONTE : ReporterMT

Senado aprova série de autorizações para contratação de empréstimo internacional

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) o texto-base do projeto de lei que impõe travas para o crescimento de despesas com pessoal e incentivos tributários se houver déficit primário. O texto também permite o uso de superávit de quatro fundos para pagar a dívida pública por seis anos (2025 a 2030).

Para concluir a votação, os deputados precisam votar, nesta quarta-feira (18), emendas apresentadas ao texto.

De autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 210/24 faz parte do pacote de corte de gastos do governo para tentar cumprir a meta fiscal de 2025 em diante.

O texto-base da proposta é um substitutivo do relator, deputado Átila Lira (PP-PI), que exclui três fundos daqueles que poderão ter suas sobras usadas para pagar a dívida: Fundo Nacional Antidrogas (Funad), Fundo da Marinha Mercante (FMM) e Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).

Segundo o relator, é necessário racionalizar despesas públicas, garantindo a sustentabilidade das regras fiscais, de modo a permitir o aumento da produtividade e o crescimento da economia brasileira. “Ao prever que as despesas decorrentes de qualquer criação ou prorrogação de benefícios deverão ter seu ritmo de crescimento condizente com o arcabouço fiscal, fortalece-se a principal regra fiscal brasileira e contribui-se para a racionalidade das despesas públicas”, disse Átila Lira.

De acordo com o texto, quando ocorrer déficit primário do governo central (conceito que reúne contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central) no ano seguinte em que ele for apurado, a União não poderá publicar lei concedendo, ampliando ou prorrogando incentivo tributário até a conseguir superávit primário em algum exercício seguinte. A regra valerá para 2025 em diante.

Uma vez obtido superávit, o Orçamento do ano posterior não terá mais a trava, que será repetida a cada vez que o governo não conseguir fechar as contas pelo menos no zero a zero (sem déficit) ou com superávit.

Proibição semelhante será aplicada para despesas de pessoal e seus encargos, mas somente até 2030. Se houver déficit, tanto o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) quanto a própria lei dele derivada não poderão apresentar crescimento anual real maior que 0,6% em relação ao montante do ano anterior, exceto os valores concedidos por causa de sentença judicial.

Essa trava das despesas de pessoal valerá para cada um dos poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e também para o Ministério Público da União, a Defensoria Pública da União, o Conselho Nacional do Ministério Público, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
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FONTE : MatoGrossoNews

O misterioso canibalismo na Idade do Bronze britânica

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Ossos humanos encontrados em sítio arqueológico no sul da Inglaterra fornecem provas raríssimas e diretas de atos extremos de violência cometidos há cerca de 4 mil anos, afirmam pesquisadores. Sinais encontrados em ossos de ao menos 37 indivíduos sugerem que eles foram barbaramente assassinados, desmembrados e canibalizados
Antiquity/Cover Images/picture alliance
Na década de 1970, uma escavação em um abismo natural de 15 metros de profundidade em Charterhouse Warren, no sudeste de Inglaterra, revelou ossos de pelo menos 37 indivíduos da mesma comunidade. Entre eles estavam homens, mulheres e crianças que tinham sido barbaramente assassinados, desmembrados e canibalizados.
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Este trágico acontecimento ocorreu no início da Idade do Bronze, há cerca de 4 mil anos. Até então, pesquisadores tinham poucas evidências diretas de violência ou conflito datadas daquela época.
Os cientistas acreditam que o que aconteceu em Charterhouse Warren foi algo incomum, esporádico e numa escala de violência sem precedentes na pré-história britânica. Essas pessoas foram massacradas, desmembradas e certamente consumidas pelos seus inimigos com um único propósito: humilhá-los e desumanizá-los.
Esta é a principal conclusão de um estudo publicado nesta segunda-feira (16) na revista Antiquity, liderado pela Universidade de Oxford, na Inglaterra. Participaram os pesquisadores Teresa Fernández-Crespo, da Universidade de Valladolid, e Javier Ordoño, da empresa de tecnologias de reconstrução visual Arkikus.
O estudo se baseia na análise de mais de 3 mil ossos humanos de Charterhouse Warren, um sítio arqueológico no Reino Unido da Idade do Bronze, datado entre 2.500 e 1.500 a.C., aproximadamente.
“A datação sugere que o episódio violento ocorreu em algum momento entre 2.210 e 2.010 a.C., portanto, pode ser culturalmente atribuído à Idade do Bronze inicial”, afirmou Fernández-Crespo.
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Sítio arqueológico excepcional
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Até agora, arqueólogos no restante do Reino Unido estudaram centenas de esqueletos humanos da mesma época, mas encontraram poucas evidências diretas de conflitos violentos.
“No Reino Unido, encontramos mais evidências de lesões em esqueletos que datam do período neolítico do que da Idade do Bronze, por isso Charterhouse Warren se destaca como algo muito incomum. [O sítio arqueológico] revela um quadro consideravelmente mais sombrio do período do que muitos esperariam”, afirma Rick Schulting, da Universidade de Oxford, o autor principal da pesquisa.
Trabalhos de escavação no local realizados na década de 1970 encontraram ossos de pelo menos 37 indivíduos que haviam sido jogados junto com restos de animais no abismo natural de Charterhouse Warren, no condado de Somerset.
A composição do grupo, formado por homens, mulheres e crianças, sugere que esses indivíduos pertenciam a uma comunidade, “embora infelizmente não saibamos com certeza se todos os 37 indivíduos morreram em um único acontecimento”, explicou Fernández-Crespo.
A análise dos ossos revelou inúmeras marcas de cortes e fraturas perimortem (feitas na época da morte) no crânio e nos ossos dos membros, sugerindo que “eles foram intencionalmente desmembrados, descarnados e eviscerados, possivelmente para extrair e consumir a carne e a medula”, afirmou a pesquisadora.
Qual o motivo da violência extrema?
Pesquisadores supõem que atos violentos teriam por objetivo humilhar e desumanizar as vítimas
Antiquity/Cover Images/picture alliance
No sítio paleolítico próximo à caverna de Gough, no desfiladeiro de Cheddar, também foram detectados vestígios de canibalismo, mas esse evento “aconteceu dez mil anos antes e foi provavelmente uma forma de ritual funerário”. O caso de Charterhouse Warren é diferente, sublinhou Fernández-Crespo.
A evidência de uma morte violenta, sem sinais de luta, implica que as vítimas foram apanhadas de surpresa. Na verdade, é provável que todos tenham sido massacrados e que a carnificina tenha sido levada a cabo pelos seus inimigos.
A hipótese colocada pela pesquisadora é que o canibalismo pode ter sido uma forma de desumanizar os mortos. Ao comerem sua carne e misturar os ossos com restos de fauna, os assassinos comparavam seus inimigos a animais.
No que diz respeito às razões que poderiam ter motivado esse ato dramático de violência, não foram encontradas evidências genéticas e isotópicas que sugerissem a coexistência de comunidades com origens diferentes que pudessem ter dado origem a um conflito étnico.
Segundo Fernández-Crespo, a equipe acredita que o conflito foi causado por tensões entre populações provavelmente vizinhas, talvez como resultado de alguma ofensa ou queixa anterior, o que deu início a uma escalada de violência que terminou em “retaliação excessiva”.
Para Schulting, “Charterhouse Warren é um dos raros sítios arqueológicos que desafiam nossa concepção de passado”, que nos lembra que as pessoas na pré-história eram capazes de atrocidades semelhantes às praticadas em um passado mais recente.
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Fonte: G1

Eliezer acusa empregado de desviar dinheiro durante internação de Ravi

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CAMILA GERMANO

DO METRÓPOLES

Além de todos os momentos de tensão enquanto o filho caçula estava internado no hospital, Eliezer revelou nesta terça-feira (17/12) que ele e Viih Tube descobriram desvios de dinheiro por parte de um funcionário durante o período.

“Se aproveitou de toda essa situação e estava desviando porque sabia que não estávamos acompanhando as transações das três empresas”, revelou o influencer no Instagram.

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Eliezer ainda afirmou que deve dar mais detalhes sobre o caso posteriormente. “Talvez da forma que ela foi fazendo, com pequenos valores, nós nunca descobriríamos, mas descobrimos de uma maneira, depois eu conto como foi isso, enfim, até porque dei um prazo para ela devolver [o dinheiro] para a gente. Ela desviou um dinheiro muito grande”.

Leia a matéria completa em Metrópoles

FONTE : ReporterMT

Descarrilamento de trem de carga afeta linhas 11-Coral e 12-Safira da CPTM

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Sistema Paese foi acionado. Os ônibus fazem o caminho entre a estação Tatuapé e o Brás, destino final dos trens. Segundo a CPTM, 57 ônibus foram acionados.

A integração entre trem e metrô na estação Tatuapé, que é paga nos dias de semana, foi liberada nesta manhã. Com isso, alguns passageiros que desembarcam no Tatuapé seguem para a linha 3-Vermelha do metrô, que tem movimentação intensa nas plataformas.

Não há previsão para normalização do serviço até o momento. “Técnicos da companhia atuam junto com a MRS Logística para a retirada dos vagões de cargas das vias, para avaliar se houve danos causados e restabelecer as condições normais de operação o quanto antes”, afirmou a MRS em nota.

Esta não é a primeira vez que um descarrilamento afeta a circulação dos trens em São Paulo. Em dezembro de 2022 10 vagões com bobinas de aço e outros quatro com areia descarrilaram e cobriram quatro vias e também afetaram a locomoção dos veículos.

noticia por : UOL

Definidos os integrantes da Comissão Representativa do Congresso Nacional

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (17) o texto-base do projeto de lei que impõe travas para o crescimento de despesas com pessoal e incentivos tributários se houver déficit primário. O texto também permite o uso de superávit de quatro fundos para pagar a dívida pública por seis anos (2025 a 2030).

Para concluir a votação, os deputados precisam votar, nesta quarta-feira (18), emendas apresentadas ao texto.

De autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 210/24 faz parte do pacote de corte de gastos do governo para tentar cumprir a meta fiscal de 2025 em diante.

O texto-base da proposta é um substitutivo do relator, deputado Átila Lira (PP-PI), que exclui três fundos daqueles que poderão ter suas sobras usadas para pagar a dívida: Fundo Nacional Antidrogas (Funad), Fundo da Marinha Mercante (FMM) e Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).

Segundo o relator, é necessário racionalizar despesas públicas, garantindo a sustentabilidade das regras fiscais, de modo a permitir o aumento da produtividade e o crescimento da economia brasileira. “Ao prever que as despesas decorrentes de qualquer criação ou prorrogação de benefícios deverão ter seu ritmo de crescimento condizente com o arcabouço fiscal, fortalece-se a principal regra fiscal brasileira e contribui-se para a racionalidade das despesas públicas”, disse Átila Lira.

De acordo com o texto, quando ocorrer déficit primário do governo central (conceito que reúne contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central) no ano seguinte em que ele for apurado, a União não poderá publicar lei concedendo, ampliando ou prorrogando incentivo tributário até a conseguir superávit primário em algum exercício seguinte. A regra valerá para 2025 em diante.

Uma vez obtido superávit, o Orçamento do ano posterior não terá mais a trava, que será repetida a cada vez que o governo não conseguir fechar as contas pelo menos no zero a zero (sem déficit) ou com superávit.

Proibição semelhante será aplicada para despesas de pessoal e seus encargos, mas somente até 2030. Se houver déficit, tanto o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) quanto a própria lei dele derivada não poderão apresentar crescimento anual real maior que 0,6% em relação ao montante do ano anterior, exceto os valores concedidos por causa de sentença judicial.

Essa trava das despesas de pessoal valerá para cada um dos poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e também para o Ministério Público da União, a Defensoria Pública da União, o Conselho Nacional do Ministério Público, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

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Reportagem – Eduardo Piovesan e Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

FONTE : MatoGrossoNews

SW4 afunda lateral e arrasta Hilux parada em porta de garagem

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DO REPÓRTERMT

Revoltado com uma Hilux que estava trancando a saída de seu escritório de advocacia, um homem usou o próprio carro para empurrar o veículo e liberar a passagem.

A cena foi registrada na tarde desta terça-feira (17), na Rua Presidente Castelo Branco, em Cuiabá.

O entrou em contato com o escritório e foi informado pela atendente que não havia ninguém disponível para falar sobre o ocorrido.

Veja o vídeo:

Reprodução

lateral amassada

 

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FONTE : ReporterMT

Suspeito de participar de atentado que matou chefe da defesa nuclear da Rússia é preso

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Segundo a agência, o comitê afirmou que o suspeito preso é um homem nascido no Uzbequistão, em 1995. Ele, que não teve o nome divulgado, afirmou aos investigadores que foi recrutado pelos serviços de inteligência ucranianos — o que estava sendo informado por diversas agências desde o atentado na terça-feira (17).

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Fonte: G1

Datafolha: 69% dizem preferir a democracia no Brasil; eram 79% em 2022

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O apoio à democracia como melhor forma de governo segue amplamente majoritário no Brasil, com 69% dos entrevistados pelo Datafolha defendendo a posição. Nos últimos dois anos, contudo, esse índice vem caindo.

Em outubro de 2022, 79% diziam que a democracia era o melhor para o país, o maior índice da série histórica iniciada em 1989, ano da primeira eleição presidencial direta depois do fim da ditadura militar que governou o país de 1964 a 1985.

Naquele ano, 5% afirmavam que um regime ditatorial é aceitável sob certas circunstâncias, número que agora é de 8%, uma oscilação positiva dentro da margem de erro de dois pontos percentuais dos levantamentos. Já aqueles que se posicionam como indiferentes à forma de governo subiram de 11% para 17% —o topo na série foi em junho de 2000, com 29%.

Até aqui, o recorde de apoio à opção ditatorial havia ocorrido em setembro de 1992, em meio à turbulência do processo de impeachment que levaria à renúncia do eleito em 1989, Fernando Collor, abatido por acusações de corrupção.

Com a democracia ainda em teste, houve a associação entre o fracasso do governo com o de sua forma para essa expressiva fatia da sociedade. Aos poucos, o cenário foi mudando, com vaivéns ao longo dos anos.

Os níveis mais baixos nesse segmento e mais altos entre os que apoiam a democracia se estabilizaram durante os anos de Jair Bolsonaro (PL), um apologista de 1964 que está indiciado sob acusação de tentar um golpe para ficar no poder.

No cargo, ele relativizou alguns pilares democráticos e atacou outros, como o sistema eleitoral —pelo que foi julgado inelegível pela Justiça Eleitoral até 2030. A resposta da sociedade civil, sugerida pelas pesquisas e vista em manifestações diversas, foi o reforço na fé democrática que ora vê uma perda relativa de fôlego.

Não souberam dizer o que pensam nesta pesquisa, realizada nos dias 12 e 13 de dezembro com 2.002 eleitores em 113 municípios, 6% dos ouvidos.

Em termos de estratos da amostra populacional do Datafolha, homens apoiam mais a democracia (74%) do que mulheres (64%). Esposam essa posição mais pessoas com nível superior (87%) do que os menos instruídos (56%), assim como os mais ricos (80% entre quem ganha mais de cinco salários mínimos mensais) do que os mais pobres (61% daqueles que têm renda de até 2 mínimos).

Apesar da polarização vigente, não há diferenças estatisticamente relevantes na opinião sobre a democracia entre quem se declara bolsonarista e que se declara petista.

O Datafolha também quis saber se o brasileiro acredita na chance da volta da ditadura. Para 52%, não há essa possibilidade, enquanto 21% creem haver uma pequena margem para isso e 21%, uma grande possibilidade.

Os índices são similares ao do levantamento mais recente, de março deste ano. Novamente, os recortes socioeconômicos repetem em resultado as tendências apontadas na questão sobre a preferência de forma de governo.

Por outro lado, o levantamento mostra que uma grande maioria de 68% acredita que houve risco de golpe no momento que está sendo apurado pela PF, os meses entre a derrota de Bolsonaro para Lula (PT) no segundo turno de 2022 e a posse do petista para o terceiro mandato.

Para 43%, o risco foi grande, enquanto 17% viram um perigo médio e 8%, pequeno. Já 25% não acreditam que tenha havido a possibilidade e 7%, não souberam responder.

noticia por : UOL

Reforma tributária: texto aprovado prevê restrições à isenção fiscal para carros de pessoas com deficiência

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24 aplica restrições em relação à compra de veículos com alíquota zero por parte de pessoas com deficiência. Essas restrições, que se referem ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), não existem atualmente para as isenções de IPI e IOF.

Assim, embora repita a lista de condições de deficiência física, auditiva e visual do decreto que regulamenta o acesso à isenção atual, o texto restringe a abrangência do direito ao dizer que não se incluem no rol de deficiências físicas listadas aquelas que “não produzam dificuldades para o desempenho de funções locomotoras da pessoa”.

Outra inovação é que essas deficiências somente gerarão direito à isenção de IBS e CBS se comprometerem partes do corpo que envolvam a segurança ao dirigir, “acarretando o comprometimento da função física e a incapacidade total ou parcial para dirigir”.

O Plenário da Câmara seguiu parecer do relator do projeto, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e manteve esse trecho que o Senado propunha retirar. Assim, uma pessoa que não tenha a perna esquerda não poderá contar com o benefício porque um automóvel com câmbio automático não precisa de adaptações especiais.

Autismo
Nas normas atuais para isenção de IPI, a pessoa com deficiência não pode ter acesso ao desconto se a deficiência “não produzir dificuldades para o desempenho de funções”.

Também não terão direito ao benefício pessoas do transtorno do espectro autista (TEA) com prejuízos na comunicação social e com padrões repetitivos de comportamento se forem de nível de suporte 1 (leve), remetendo à legislação o conceito.

Atualmente, as normas não fazem diferenciação entre os chamados níveis de suporte (1 a 3), pois a classificação de pessoa com TEA envolve avaliação individualizada de capacidades não vinculadas necessariamente aos níveis de suporte, como dirigir ou escrever um livro.

Quanto ao valor, emenda acatada aumenta de R$ 150 mil para R$ 200 mil, excluídos os custos de adaptação do veículo, se necessário. A todo caso, o benefício será limitado a R$ 70 mil.

Para os taxistas, não há mudanças em relação às regras atuais sobre isenção de IPI e IOF.

Programas automotivos
Quanto aos automóveis em geral, o projeto segue parâmetros do Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) para fins de concessão de créditos presumidos de CBS.

Objeto da Lei 14.902/24, o Mover estabelece prioridade de incentivos para carros híbridos (motor elétrico mais a combustão com etanol ou misto), além de prever metas para a redução da emissão de gases do efeito estufa por toda a cadeia produtiva do setor.

Segundo o texto aprovado, os projetos habilitados para esses veículos contarão com crédito até 31 de dezembro de 2032; e as fábricas e montadoras devem estar instaladas nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, com habilitação até 31 de dezembro de 2024. Novas montadoras poderão se habilitar até 31 de dezembro de 2025.

Também serão beneficiadas as montadoras que se comprometerem a começar a produção dos veículos híbridos até 1º de janeiro de 2028, assumindo compromissos de investimento mínimo, volume mínimo de produção e manutenção da produção por um prazo mínimo após o encerramento do benefício.

Projetos aprovados com base na Lei 9.440/97 terão benefício decrescente, começando em 11,6% sobre o valor de venda no mercado interno para os primeiros 12 meses; reduzindo para 10% nos três anos seguintes; e terminando em 8,7% no quinto ano. No entanto, de 2029 a 2032 esses percentuais serão reduzidos na ordem de 20% ao ano. Valerão apenas as vendas com incidência integral da CBS.

Multiplicador
Para os projetos com amparo na Lei 9.826/99, haverá uma fórmula para achar o crédito presumido, multiplicando-se o valor das vendas pelas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vigentes em 31 de dezembro de 2025 e por um fator de eficiência, também com decréscimo de 2027 a 2032.

Os créditos poderão ser usados apenas para compensar a CBS e débitos com outros tributos federais unicamente do estabelecimento com projeto aprovado.

O texto prorroga ainda, até 31 de dezembro de 2026, os benefícios do IPI instituídos nessas leis, sob as mesmas condições aplicáveis em 2025 em decorrência das leis ou de atos concessórios de benefícios.

Prouni
Exclusivamente quanto à CBS, haverá redução a zero para instituições de ensino superior habilitadas no Programa Universidade para Todos (Prouni).

O Prouni concede a essas faculdades isenção de determinados tributos em troca da oferta de bolsas de estudos para estudantes de baixa renda.

A redução da CBS será na proporção da ocupação efetiva das bolsas devidas no âmbito do programa em relação à receita com os alunos pagantes.

Compras governamentais
Nas compras governamentais, o texto cria um redutor a ser aplicado às alíquotas de IBS e CBS no período de 2027 a 2033, calculado com base em estimativas de receita caso esses tributos tivessem sido aplicados em anos anteriores e com base em receitas efetivas desses anos. De 2034 em diante, o redutor será o existente em 2033.

Após o redutor, a arrecadação gerada com os tributos será integralmente destinada ao ente comprador por meio de um mecanismo contábil de redução a zero das alíquotas dos demais entes e aumento daquelas do ente comprador.

No entanto, haverá uma transição. Durante os períodos de “teste” de alíquota não haverá essa destinação:

  • de IBS e de CBS no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026;
  • de CBS no período de 1º de janeiro de 2027 a 31 de dezembro de 2028.

De 2029 a 2032, período em que o IBS é cobrado conjuntamente com o ICMS e o ISS – diminuindo-se a alíquota do primeiro e aumentando a do segundo – a CBS segue a mesma proporção a fim de manter a equivalência entre os tributos federal e dos outros entes.

Contratos com a administração
Como a reforma tributária provocará alterações na carga tributária específica de alguns setores, os contratos com a administração pública poderão ser reavaliados para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro.

Para calcular o impacto dos novos tributos, deverão ser considerados vários fatores como os efeitos da não cumulatividade, a possibilidade de repasse a terceiros do peso do tributo e benefícios ou incentivos fiscais ou financeiros da contratada.

Quando constatada a redução da carga tributária efetiva, a administração pública deverá fazer a revisão de ofício desse equilíbrio.

Da parte da contratada, ela poderá fazer pedido de reequilíbrio a cada nova alteração tributária que acarrete desequilíbrio comprovado e instruir o pedido com cálculo e demais elementos de comprovação.

Emenda do Senado aprovada retirou a necessidade de a empresa demonstrar regularidade com o Fisco, a Previdência e o FGTS para entrar com o pedido de revisão.

O reequilíbrio poderá ser efetivado de diversas formas:

  • recálculo dos valores contratados;
  • compensações financeiras ou ajustes tarifários;
  • renegociação de prazos;
  • aumento ou redução de valores devidos à administração pública, inclusive direitos de outorga;
  • transferência a uma das partes de custos ou encargos originalmente atribuídos a outra; e
  • outros métodos considerados aceitáveis pelas partes.

No entanto, mudança aprovada pela Câmara prevê que o reequilíbrio deverá ser feito, de preferência, com ajuste de tarifa ou de remuneração do contrato, podendo ser adotadas outras alternativas apenas com a concordância da contratada.

Será permitido ainda ajuste provisório a ser compensado na decisão definitiva de reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

FONTE : MatoGrossoNews