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IA pode acelerar desenvolvimento de países emergentes, diz Banco Mundial

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Agora no g1
A inteligência artificial poderia permitir que os países em desenvolvimento alcançassem um século de avanço em uma década, caso tomem medidas rápidas para suprir as lacunas em energia, conectividade e qualificação profissional, afirmou o Banco Mundial em um relatório divulgado nesta terça-feira (04)
A perda generalizada de empregos devido à IA também representa uma ameaça menor para as economias emergentes, concluiu o relatório, acrescentando que as economias em desenvolvimento têm mais a ganhar e menos a temer do que as nações mais ricas.
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“A IA lançou uma tábua de salvação às economias em desenvolvimento, e elas devem aproveitá-la”, afirmou Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial, em comunicado que acompanha o relatório.
Empresas em todo o mundo estão gastando bilhões para aproveitar a revolução da IA que se aproxima, enquanto os governos se esforçam para garantir que seus países colham os benefícios.
Banco mundial
Divulgação
Para muitas empresas e países, o desafio será construir centros de dados — que consomem muita energia — e encontrar fontes de geração energética para sustentá-los. Mas Gill afirmou que as economias emergentes não precisam de recursos vultosos nem de grandes modelos de linguagem personalizados para se beneficiarem.
“Ao adaptar ferramentas de IA pequenas e de baixo custo às condições locais, elas podem colocar melhores cuidados médicos, educação, serviços judiciais e extensão agrícola ao alcance de milhões de pessoas”, disse Gill.
Profissionais de saúde poderão usar a IA para agilizar diagnósticos, professores para aprimorar planos de aula e agricultores para determinar o que plantar e quando.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a IA poderia impulsionar a economia da África Subsaariana em cerca de 4% na próxima década, sob as circunstâncias certas.
Menos empregos em risco mas com grandes desafios
A IA generativa tem três vezes mais chances de ameaçar empregos em países ricos, onde 14,2% dos empregos estão em risco, do que em países de baixa e média renda, onde 4,5% estão expostos, segundo o relatório.
A proporção de empregos que devem se beneficiar de ganhos significativos de produtividade também é semelhante: 16,2% nas economias em desenvolvimento e 18,7% nos países de alta renda.
O relatório afirma que os governos devem melhorar o acesso à eletricidade e à internet, aprimorar as habilidades digitais e ampliar o acesso a smartphones e dispositivos de computação.
Ele alertou, no entanto, que a IA poderia trazer “maior desigualdade de renda, desinformação mais dissimulada e repressão política”.
Mas o custo de ficar de fora seria grave, segundo o Banco Mundial.
“As economias em desenvolvimento de hoje perderam a primeira Revolução Industrial e passaram os dois séculos seguintes pagando o preço”, disse Gill. “Elas não podem se dar ao luxo de perder esta.”



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Grupo planejava atentado em Brasília: documentos e manuais encontrados

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Um grupo que planejava um atentado durante as eleições de 2026 foi desmantelado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Documentos como manuais para montagem de bombas e plantas de prédios públicos foram encontrados em posse dos suspeitos.

Contexto da situação

A segurança em Brasília tem sido uma preocupação crescente, especialmente em períodos eleitorais. A liberdade religiosa e a segurança dos cidadãos são fundamentais, e qualquer ameaça à paz e à ordem pública deve ser tratada com seriedade. O plano do grupo, que envolvia pessoas de diversas regiões do Brasil, incluindo Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, levantou alarmes sobre a possibilidade de um ataque coordenado.

O que aconteceu

Segundo informações do portal Metrópoles, o grupo possuía manuais detalhados para a fabricação de artefatos explosivos, além de mapas do centro de Brasília e plantas em 3D de edifícios públicos. As conversas entre os membros do grupo revelaram uma escolha de alvos e um treinamento tático para a invasão de prédios na capital federal. O compartilhamento de tutoriais para a fabricação de bombas e instruções para recrutamento de militantes também foram identificados.

As investigações indicam que o grupo tinha como foco a mobilização violenta em Brasília, o que poderia resultar em graves consequências para a segurança pública e a liberdade religiosa. A Polícia Civil está analisando os materiais encontrados para entender melhor a extensão do plano e identificar todos os envolvidos.

Reações à ameaça

A descoberta desse plano gerou preocupação entre líderes religiosos e a comunidade em geral. A liberdade religiosa é um direito fundamental, e qualquer tentativa de intimidação ou violência contra grupos de fé deve ser condenada. Organizações que defendem a liberdade religiosa expressaram seu apoio às autoridades e à necessidade de manter a paz e a segurança durante as eleições.

Além disso, é importante que a comunidade cristã permaneça vigilante e unida, orando pela proteção e pela sabedoria das autoridades em lidar com essa situação. A fé e a oração são poderosas ferramentas para enfrentar os desafios que surgem em tempos de crise.

O que esperar

Com a investigação em andamento, espera-se que as autoridades intensifiquem as medidas de segurança em Brasília e em outras áreas potencialmente afetadas. A proteção da liberdade religiosa e a segurança dos cidadãos devem ser prioridades em qualquer ação tomada.



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PF cumpre mandados em Cuiabá contra investigados por mineração ilegal

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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Peso Bruto para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de mineração ilegal em Rosário Oeste. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados aos investigados, em Cuiabá. O prejuízo à União é de R$ 3 milhões.

Conforme apurado pelo Gazeta Digital, viaturas foram flagradas no edifício Monreale, que fica na Estevão de Mendonça, no Quilombo, e no edifício American Diamond, no Jardim das Américas. Segundo a PF, a investigação apura a extração irregular de recursos minerais e a suposta usurpação de bens da União.

As ordens judiciais têm como objetivo apreender documentos, equipamentos eletrônicos, registros contábeis e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.

As apurações apontam que a atividade minerária era realizada fora dos limites autorizados pelos títulos minerários e pelas licenças ambientais. De acordo com levantamento da Polícia Federal, mais de 34 mil toneladas de calcário foram extraídas de forma irregular, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 3 milhões à União.

A investigação começou após a identificação de exploração mineral em área não autorizada. Fiscalizações administrativas, análises geoespaciais e perícias realizadas pela PF confirmaram indícios da atividade irregular, que também teria causado impactos ao meio ambiente.

Conforme a Polícia Federal, as diligências continuam para identificar a participação de cada investigado, o lucro obtido com a exploração ilegal, a possível continuidade das atividades e a existência de outros envolvidos ou beneficiários do esquema.

Fonte: Gazeta Digital



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Parece uma câmera, mas é um celular de R$ 20 mil: g1 já viu o Jovi X300 Ultra. Será que vale o preço?

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Jovi X300 Ultra com a capa, o grip e uma das lentes zoom
Henrique Martin/g1
A fabricante chinesa Jovi lança nesta terça (4) seu primeiro celular topo de linha no Brasil, o modelo X300 Ultra.
O aparelho vem com um kit para fotografia que lembra modelos de câmeras profissionais e será vendido por R$ 20 mil.
Concorrentes mais próximos, como o iPhone 17 Pro, o Oppo Find X9 Pro e o Samsung Galaxy S26 Ultra, ficam entre R$ 9 mil e R$ 14 mil, em preços consultados no início de agosto.
O Guia de Compras teve acesso prévio ao aparelho e conta quais são as primeiras impressões do smartphone.
Celular Jovi X300 Ultra visto de frente
Henrique Martin/g1
São quatro lentes na traseira: duas com 200 megapixels de resolução (principal e telefoto com zoom de 3,7x) e uma de 50 MP (grande angular).
A quarta lente não fotografa: é apenas um sensor para ajudar no ajuste de cores das imagens. O equipamento conta ainda com um chip VS1+, dedicado para o processamento de fotos.
Jovi X300 Ultra visto por trás
Henrique Martin/g1
Além da câmera, outro destaque do X300 Ultra é o pacote de acessórios inclusos na caixa do produto:
Dois extensores de telefoto, um de 200 mm (equivalente a zoom óptico de 2,35x), e um de 400 mm (4,7x). É como se fosse uma versão miniatura das lentes usadas nas câmeras profissionais.
Uma capa protetora de alumínio com suporte para encaixar as lentes ou filtros.
Uma empunhadura com disparador, que ainda tem uma bateria extra (2.300 mAh) para alimentar o telefone.
Alça de transporte, anéis para o encaixe de filtros e suporte para tripé nas lentes.
Carregador com fios de 100W
Jovi X300 Ultra e todos seus acessórios
Divulgação
Competidores como o Oppo Find X9 Pro (R$ 12.000) até oferecem um kit similar de fotografia, mas o produto completo não está disponível no Brasil – a marca vende apenas o celular, que tem câmeras de 50 MP e 200 MP de resolução.
Nas especificações técnicas, o X300 Ultra usa um processador Qualcomm Snapdragon 8 Elite Gen 5 de última geração, tem 512 GB de armazenamento interno e 16 GB de RAM.
A bateria usa tecnologia de silício-carbono e tem 6.600 mAh de capacidade.
Como é usar o Jovi X300 Ultra
O Jovi X300 Ultra é um modelo parrudo de smartphone e é bastante pesado (237 g) sem os acessórios. Um iPhone 17 pesa 177 gramas, para comparação.
Depois, você encaixa a capa de alumínio, a empunhadura (também chamada de “grip”), a lente de 400 mm e o conjunto fica com 638 gramas. É pesado.
Para ajudar, pelo menos, tem uma alça para pendurar no pescoço – e deixar o aparelho com cara de câmera profissional.
Se você já encaixou uma lente em uma câmera profissional, o mecanismo é bastante parecido para prender e soltar. Basta rosquear o suporte das lentes na frente da capinha e colocar a lente de 200 mm ou 400 mm ali.
Na hora de fotografar, dá para ir bem longe sem usar o zoom digital, como na vista da avenida Paulista no horizonte distante.
Vista de São Paulo pela lente de 400 mm do Jovi X300 Ultra
Henrique Martin/g1
Mas, abrindo um pouco o ângulo, dá para perceber que estamos bem distantes da Paulista.
Vista de São Paulo pelo Jovi X300 Ultra
Henrique Martin/g1
São entre 7 e 9 km de distância do local da foto até aonde a câmera chega. Dá para ver que a Paulista está ali pequena, vista pela lente grande-angular, um pouco acima da copa da árvore ao centro.
Vista de São Paulo pelo Jovi X300 Ultra em lente grande-angular.
Henrique Martin/g1
O interessante de ter um zoom longo e distante com lentes é que é possível dispensar por completo o uso do zoom digital na câmera.
Com a mesma lente de 400 mm em modo noturno – e um bom apoio para a câmera –, é possível explorar mais o modo fotógrafo profissional de cenas com prédios ao fundo.
Foto em modo noturno feita com o Jovi X300 Ultra e a lente de 400 mm
Henrique Martin/g1
A câmera do X300 Ultra é muito versátil, com inúmeros modos de foto (normal, retrato, urbano, profissional) e filtros da Zeiss (parceira da Jovi e fornecedora das lentes usadas nas câmeras).
Fica muito interessante para tirar fotos em modo retrato, como na imagem abaixo, desfocando muito o fundo.
Foto em modo retrato feita no Jovi X300 Ultra
Henrique Martin/g1
Ou tirar fotos de comida de pertinho – sem precisar das lentes adicionais, só com a câmera do celular mesmo.
Foto em modo comida feita pelo celular Jovi X300 Ultra
Henrique Martin/g1
Mesmo as fotos em modo noturno, em um ambiente controlado (dentro de casa), ficam ótimas.
Foto em modo noturno feita com o Jovi X300 Ultra
Henrique Martin/g1
Uma percepção ao fotografar quase 500 imagens com o X300 Ultra nos últimos dias foi de que, diferentemente do que ocorre com aparelhos da Apple ou da Samsung, os resultados salvos na galeria da câmera têm pouca ou quase nenhuma alteração automática.
É algo que os concorrentes chamam de “inteligência artificial”, mas acaba sendo um ajuste por algoritmo de como cada fabricante enxerga que deve ser a foto ideal.
As fotografias feitas com o X300 Ultra ficaram excelentes e com cores parecidas com as reais.
Após uma edição rápida na galeria de imagens, no modo automático, a imagem pode até parecer feita por uma câmera profissional e editada por um especialista, mas o aparelho só ajustou o básico mesmo (cores, brilho e contraste).
Veja no exemplo abaixo o antes e depois.
Gato em retrato feito com o Jovi X300 Ultra em imagem sem edição (à esquerda) e com edição automática (à direita)
Henrique Martin/g1
Fato é que o Jovi X300 Ultra é um celular para poucos.
Não só pelo preço, mas por ser um aparelho voltado a um público de nicho – interessados em fotografia móvel de alto desempenho.
Existem alternativas mais baratas (dentro do possível) da Apple, Motorola, Oppo e Samsung que vão produzir fotos incríveis, para profissionais ou amadores. A única diferença mesmo é que os concorrentes não têm um kit tão completo (até exagerado) como o da Jovi.
Preço e disponibilidade
Além do X300 Ultra de R$ 20 mil, a Jovi também lança o modelo X300 FE (Fashion Edition), uma versão mais em conta.
É um smartphone mais portátil, com especificações técnicas parecidas, mas que será vendido sem lentes adicionais por R$ 8 mil. Um kit com capa e uma lente extensora de 200 mm será vendido por R$ 1.500.
Jovi X300 FE com kit com lente extensora
Divulgação
O X300 FE será fabricado no Brasil. O X300 Ultra é importado da China.
Segundo a fabricante, os dois celulares entram em pré-venda a partir desta terça (4) no site da empresa, em operadoras de telefonia e em lojas on-line. As vendas começam em 14 de agosto.
Veja a seguir uma lista de concorrentes topo de linha do X300 Ultra e do X300 FE já à venda. Os preços iam de R$ 9.000 a R$ 14.000 nos sites consultados no início de agosto.
iPhone 17 Pro
Motorola Signature
Oppo Find X9 Pro
Samsung Galaxy S26 Ultra
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Pastores e Donald Trump homenageiam soldado caída no Texas

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No último sábado, uma megachurch no Texas reuniu centenas de pessoas para uma emocionante cerimônia em homenagem à soldado Isabella Gonzalez, que perdeu a vida enquanto servia no Exército dos Estados Unidos. O evento contou com a presença de pastores, líderes comunitários e até mesmo de Donald Trump, que prestou suas condolências à família da jovem.

Contexto da homenagem

Isabella Gonzalez, uma jovem de apenas 21 anos, serviu como Soldado de Primeira Classe no Exército dos EUA e faleceu em combate. Sua morte gerou uma onda de apoio e solidariedade, não apenas entre seus familiares e amigos, mas também entre a comunidade local e líderes religiosos que se uniram para celebrar sua vida e sacrifício.

O que aconteceu na cerimônia

O memorial foi realizado na Lakewood Church, uma das maiores megachurches do país, onde pastores e líderes da comunidade se reuniram para prestar homenagens. Durante a cerimônia, foram compartilhadas histórias sobre a vida de Isabella, destacando seu compromisso com o serviço e sua fé. Donald Trump, que estava presente, fez uma declaração emocionada, ressaltando a importância de honrar aqueles que servem ao país.

“Isabella foi uma heroína, e seu legado viverá em nossos corações. Devemos sempre lembrar do sacrifício que ela fez por nossa liberdade”, afirmou Trump durante a cerimônia.

— Donald Trump

Reações da comunidade

A cerimônia não apenas homenageou Isabella, mas também serviu como um momento de união para a comunidade. Muitos participantes expressaram seu apoio à família da soldado, e a atmosfera foi marcada por uma profunda reverência e gratidão. O pastor principal da igreja, Joel Osteen, também fez uma oração especial, pedindo conforto e paz para os familiares e amigos de Isabella.

Além disso, a homenagem gerou discussões sobre o papel dos cristãos em apoiar as forças armadas e a importância de valorizar aqueles que fazem sacrifícios em nome da liberdade e da segurança. Muitos líderes religiosos enfatizaram a necessidade de orar por todos os soldados e suas famílias, especialmente em tempos de conflito.

O que esperar no futuro

O legado de Isabella Gonzalez certamente continuará a inspirar muitos. A comunidade local está planejando realizar mais eventos em sua memória, buscando arrecadar fundos para apoiar organizações que ajudam veteranos e suas famílias. Além disso, a história de Isabella pode servir como um lembrete poderoso sobre a importância do serviço e do sacrifício, tanto na vida militar quanto na vida cristã.



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Poder Judiciário intensifica ações de enfrentamento à violência contra a mulher

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Um comentário que joga a autoestima pra baixo, um ciúme desenfreado, controle sobre onde vai, com quem conversa, manipular ao ponto de alterar a percepção da outra pessoa sobre os fatos, humilhação, constrangimento, expor a atual ou ex-companheira para outras pessoas de maneira negativa. São todos exemplos de como a violência contra a mulher se manifesta, muitas vezes, no detalhe, bem antes de evoluir para casos concretos, como uma agressão física e até um feminicídio.

Durante o Agosto Lilás, mês de prevenção e do enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, o Poder Judiciário de Mato Grosso intensifica suas ações nesse propósito.

Realizado por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), o projeto Cemulher e a Lei Maria da Penha nas Escolas já conta com 17 palestras confirmadas em escolas estaduais de Cuiabá, Várzea Grande e Acorizal, no Tribunal de Justiça, durante o lançamento da 2ª edição do concurso “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”; no Hospital Amecor, além dos atendimentos no Fórum de Cuiabá, durante a 33ª Semana Justiça Pela Paz em Casa.

A Semana Justiça Pela Paz em Casa, por sua vez, é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais estaduais, que visa agilizar processos que tramitam nas Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, em todas as comarcas, com o agendamento massivo de audiências de instrução e julgamento, como forma de garantir a efetividade da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006).

Paralelamente aos julgamentos dos processos, as mulheres atendidas serão contempladas com a “Hora da Oportunidade”, um mutirão de serviços de cidadania, saúde e beleza, oferecidos de forma totalmente gratuita pelos parceiros, no Fórum de Cuiabá, nos dias 19 e 20 de agosto, das 13h às 17h. A iniciativa é do Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) da Comarca de Cuiabá.

Pensado pelo Poder Judiciário para oferecer às mulheres vítimas de violência domésticas e seus filhos um atendimento humanizado e oportunidades de recomeço, o CEAV é um espaço de acolhimento, existente nos Fóruns de Cuiabá e de Várzea Grande, que conta com atendimento multidisciplinar com psicóloga e assistente social, encaminhamentos para os serviços públicos necessários, sala de espera para vítimas, ambiente lúdico para as crianças e orientações processuais.

Em 2025, o CEAV de Cuiabá realizou 2.532 atendimentos, sendo 1.459 somente de janeiro a julho. De janeiro a julho deste ano, foram realizados 471 acolhimentos pela equipe multidisciplinar.

Capacitações das redes de enfrentamento – Por meio de cursos, oficinas, palestras, rodas de conversa e encontros interinstitucionais, a Cemulher capacita profissionais de diferentes áreas – técnicos, gestores, representantes de instituições públicas e privadas, além da sociedade civil organizada – para qualificar o atendimento, ampliar a compreensão sobre as relações de gênero e garantir maior efetividade na proteção dos direitos das mulheres.

Graças à atuação da Cemulher, Mato Grosso já conta com 128 redes de enfrentamento à violência contra a mulher instaladas nas comarcas da Capital e do interior do estado. Essas redes são compostas por instituições públicas e privadas diretamente ligadas ao atendimento de mulheres em situação de violência doméstica, como unidades de saúde, educação, delegacias, CRAS e CREAS, Defensoria Pública, Ministério Público, OAB, entre outros.

Espaço Thays Machado – Voltado exclusivamente ao público interno do Poder Judiciário de Mato Grosso, o Núcleo de Atendimento à Magistradas e Servidoras Vítimas de Violência Doméstica “Espaço Thays Machado” proporciona acolhimento, atendimento psicológico, psiquiátrico, orientação e apoio jurídico necessário, visando superação da situação de violência e contribuindo para o fortalecimento da mulher. Se necessário, também são providenciadas medidas institucionais de segurança junto à Coordenaria Militar do Tribunal de Justiça, para garantir a integridade física da mulher atendida.

Os serviços são destinados às magistradas, servidoras efetivas e comissionadas, colaboradoras contratadas, credenciadas, terceirizadas e estagiárias, que atuam no primeiro e segundo grau de jurisdição do Judiciário estadual.

A equipe é composta somente por mulheres e o espaço físico é reservado para manter a discrição, o sigilo e a privacidade. O atendimento ocorre tanto de forma presencial quanto por videoconferência, visando contemplar as magistradas e servidoras do interior.



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Operação mira suspeitos de planejarem atentados durante eleições

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Uma investigação em cinco estados mira oito suspeitos por planejarem ataques em Brasília durante as eleições.

Os suspeitos têm idades entre 19 e 31 anos e são de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Pernambuco, de acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal.

A apuração começou a partir de um relatório produzido pelo Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os policiais identificaram que os investigados discutiam, pelo Telegram, invasões em Brasília, seleção de alvos de ataques, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios. Ainda compartilhavam manuais para fabricação de explosivos.

Segundo o Ministério da Justiça, o grupo extremista usava o aplicativo de mensagens para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos, além de recrutar integrantes.

A operação Rede Interrompida apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime e crimes de racismo. Por enquanto, sem enquadramento dos fatos na Lei de Terrorismo.

Além das polícias civis dos estados, a operação tem apoio do Ministério Público de Santa Catarina e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).




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Nigéria: casamento coletivo une 300 casais muçulmanos e cristãos

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Na Nigéria, 300 casais, incluindo muçulmanos e cristãos, celebraram um casamento em massa na última semana, promovido pelo governo do estado de Kebbi. O evento tem como objetivo ajudar a aliviar as dificuldades financeiras enfrentadas por muitos casais na região.

Um gesto de união e solidariedade

O casamento em massa é uma iniciativa que busca promover a união entre diferentes religiões e comunidades, ressaltando a importância da convivência pacífica. O evento, que reuniu casais de fé muçulmana e cristã, é um exemplo de como a solidariedade pode superar barreiras religiosas e culturais.

O que aconteceu no evento

Durante a cerimônia, realizada em Kebbi, os casais participaram de uma celebração coletiva que incluiu bênçãos religiosas, troca de votos e um banquete. A presença de líderes comunitários e religiosos de ambas as religiões reforçou a mensagem de paz e união, promovendo um ambiente de respeito e harmonia.

Reações da comunidade

A iniciativa foi bem recebida por muitos membros da comunidade, que veem o casamento em massa como uma oportunidade de fortalecer laços entre muçulmanos e cristãos. A união simbólica de casais de diferentes crenças é um passo importante para a promoção da tolerância religiosa e do respeito mútuo.

— Líder comunitário de Kebbi

O que esperar no futuro

Eventos como este podem inspirar outras regiões a promover iniciativas semelhantes, contribuindo para a construção de uma sociedade mais inclusiva e harmoniosa. A esperança é que essa união entre muçulmanos e cristãos sirva como exemplo para outras comunidades, incentivando o diálogo inter-religioso e a cooperação em prol do bem comum.



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Lei de Dilemário Alencar institui Dia Municipal de Luta Contra o Feminicídio em Cuiabá

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A conscientização e o enfrentamento à violência contra a mulher ganharam reforço em Cuiabá com a criação do Dia Municipal de Luta Contra o Feminicídio. A iniciativa é de autoria do vereador Dilemário Alencar (União Brasil) e deu origem à Lei nº 7.317/2025, sancionada pelo Executivo Municipal.

A legislação institui o dia 7 de agosto como data oficial de mobilização contra o feminicídio no município e determina sua inclusão no Calendário Oficial de Cuiabá. A escolha da data faz referência à sanção da Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006), ocorrida em 7 de agosto de 2006, marco nacional no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.

A lei tem como objetivo ampliar a conscientização da população sobre o feminicídio e as diferentes formas de violência contra as mulheres, além de incentivar a divulgação dos canais disponíveis para denúncia, acolhimento e proteção às vítimas.

A iniciativa também busca promover ações de mobilização e conscientização, contribuindo para dar visibilidade ao enfrentamento da violência de gênero e para manter o tema presente no debate público.

Autor da proposta, Dilemário Alencar destaca a responsabilidade do poder público na proteção das mulheres e a importância de promover ações permanentes de enfrentamento à violência.

“É imperiosa a atuação do poder público municipal para o enfrentamento do feminicídio no Município de Cuiabá. Sendo assim, propus através deste Projeto de Lei a instituição do Dia Municipal de Luta Contra o Feminicídio, para constar no Calendário Oficial do Município, como forma de não deixar cair no esquecimento as mortes violentas contra mulheres, com realização de ações de mobilização, palestras, panfletagens, eventos e debates, visando discutir o feminicídio como maior violação dos direitos humanos contra mulheres”, enfatiza o vereador.



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Justiça do Trabalho chama atenção para assédio eleitoral

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Com a chegada do período eleitoral, a Justiça do Trabalho chama a atenção para uma prática que busca interferir na liberdade do eleitor em escolher seu candidato e no exercício do voto livre e secreto: o assédio eleitoral nas relações de trabalho. Em muitas situações, patrões ou pessoas em posição de poder agem para induzir o trabalhador a votar em determinado político, às vezes com promessas de benefícios ou mesmo com ameaças à continuidade do emprego.

A prática é proibida e pode gerar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e, conforme o caso, criminal.

O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político.

Essas situações podem dar origem a ações trabalhistas na Justiça do Trabalho, especialmente em casos de ameaça, constrangimento, discriminação ou abuso do poder diretivo do empregador, com possibilidade de responsabilização e indenização pelos danos causados.

Esse foi o caso de uma indústria de embalagens de Rio Verde (GO), condenada por coação política no ambiente de trabalho durante o segundo turno das eleições de 2022.

No curso do processo ficou constatado que a empresa promoveu reuniões para pressionar empregados a apoiarem determinado candidato nas eleições de 2022. Segundo depoimentos de testemunhas, os trabalhadores foram informados de que receberiam folga caso o candidato apoiado pela empresa vencesse o pleito.

Nesse caso, a Justiça do Trabalho condenou a empresa a indenizar por danos morais cada trabalhador ativo no período da campanha eleitoral no valor de R$1.000,00.

Em outro caso, uma empresa de coaching de Vitória (ES) foi condenada a indenizar uma vendedora por assédio eleitoral em 2022. A ação demonstrou que os empregados eram pressionados a manifestar seu voto no candidato apoiado pela empresa.

A empresa fazia pressão psicológica para que os empregados se posicionassem publicamente em favor do então presidente da República, que concorria à reeleição. A gestora fazia interferia para que os empregados revelassem o voto, deixando clara a possibilidade de demissão de quem não adotasse a mesma linha.

Como a vendedora decidiu não revelar suas posições políticas, foi dispensada às vésperas do segundo turno, com mais três colegas de trabalho.

Na ação, ela demonstrou que a demissão foi motivada por não ter manifestado apoio ao candidato da empresa. Para tanto, juntou ao processo áudios e mensagens em aplicativos. As testemunhas ouvidas confirmaram que a empresa apoiava o candidato e induzia os empregados a fazê-lo. A indenização foi fixada pela Justiça do Trabalho em R$ 8 mil.

Como identificar o assédio eleitoral

Vale destacar que nem toda conversa sobre política configura assédio eleitoral. O problema ocorre quando há pressão, intimidação ou qualquer forma de constrangimento em razão da relação de trabalho.

São exemplos de assédio eleitoral:

• ameaçar demitir, transferir ou prejudicar empregados caso não votem em determinado candidato;

• prometer aumento salarial, promoção, bônus ou qualquer benefício em troca de voto;

• obrigar trabalhadores a participar de atos, reuniões, passeatas ou campanhas políticas;

• exigir a divulgação de candidatos nas redes sociais pessoais dos empregados;

• constranger trabalhadores a revelar em quem pretendem votar;

• humilhar, perseguir ou discriminar empregados por suas opiniões políticas.

Também configura assédio eleitoral qualquer tentativa de utilizar a relação de emprego para influenciar a liberdade de escolha do trabalhador durante o período eleitoral.

Como denunciar

Quem sofrer ou presenciar uma situação de assédio eleitoral deve, sempre que possível, guardar provas, como mensagens, e-mails, áudios, vídeos, fotografias ou a identificação de testemunhas. Esses elementos podem contribuir para a apuração dos fatos.

A denúncia pode ser apresentada ao Tribunal Superior do Trabalho, ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O denunciante pode solicitar o sigilo de sua identidade.

O CSJT disponibilizou uma página na internet onde o eleitor pode tirar dúvidas sobre o que é assédio eleitoral, conhecer exemplos dessa prática e saber quais as penalidades.

O que pode acontecer com o (a) empregador (a) que praticar assédio eleitoral?

O empregador que praticar assédio eleitoral no trabalho pode enfrentar sérias consequências, como multa; rescisão indireta do contrato de trabalho – nesse caso, o trabalhador pode pedir a rescisão indireta do contrato de trabalho, podendo sair do emprego e receber direitos como se tivesse sido demitido sem justa causa; indenização por danos morais para o trabalhador; e sanções penais, que pode chegar até a prisão, dependendo da gravidade da situação.

É bom destacar que o empregador pode evitar esse tipo de problema, bastando apenas respeitar a escolha política de cada trabalhador e não usar o ambiente de trabalho para influenciar votos. É importante promover um ambiente justo e livre de pressões.



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