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Avante oficializa candidatura de Augusto Cury a presidente do Brasil

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O Avante oficializou a candidatura de Augusto Cury à Presidência da República durante convenção nacional do partido realizada nessa segunda-feira (3).

O evento aconteceu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e contou com a presença de lideranças do partido, autoridades e pré-candidatos. A chapa ainda não tem um vice definido. O Avante é presidido pelo deputado federal Luis Tibé.

A legenda propõe um projeto nacional baseado no diálogo, na responsabilidade e na busca por soluções para os desafios do país.

Augusto Cury afirmou que, se for eleito, defenderá a mudança do sistema político do Brasil para um regime semipresidencialista, com um presidente eleito e um primeiro ministro indicado pelo parlamento.

Durante a convenção, o candidato do Avante ao Planalto se apresentou como alternativa à “polarização política” no país em uma postagem pelas redes sociais.

“Se vocês apoiam um Brasil com mais qualidade de vida, menos polarizado, mais inteligente, com um projeto e sem ataques pessoais, saia do muro. O problema não é a ação dos maus, é a omissão dos bons. Eu saí do muro. Saia do muro”.

Médico psiquiatra, escritor, produtor rural e gestor, Augusto Cury tem 67 anos e nasceu em Colina, no interior de São Paulo. É a primeira vez que ele se candidata a um cargo político.

 




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Grupo suspeito de induzir suicídio de menina de 13 anos é detido

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Cinco adolescentes foram apreendidos e um adulto foi preso em operação que investiga a morte de uma menina de 13 anos, em Naviraí, no Mato Grosso do Sul. O grupo seria o responsável por induzi-la, em uma transmissão ao vivo na plataforma Discord, a cometer suicídio no mês passado.

A operação Lívia, deflagrada nesta terça-feira (4), apreendeu dois adolescentes com 13 anos, um com 14, dois com 17 e um homem com 18 anos.

Segundo a investigação, eles organizavam e dirigiam grupos no Telegram e no Discord para atrair e submeter adolescentes à violência psicológica e física.

A ação da Polícia Civil do Mato Grosso do Sul teve o apoio do Ciberlab, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O coordenador do Ciberlab, Alessandro Barreto, contou que o caso da menina que morreu foi um “espetáculo de horrores” sem que o Discord tomasse qualquer atitude.

“As pessoas obrigavam ela. ‘Faz isso, posiciona a câmera’. E quando acabou a live, teve uma enquete, já: ‘alguém quer mais?’ Já para marcar para o dia seguinte. Então o que a gente vê é que não havia pedido para parar. Se tivesse ocorrido a interrupção, talvez não tivesse evoluído tanto”.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Fernandes afirmou que as lives eram acompanhadas praticamente só por crianças e adolescentes. Ele destacou a falha grave de moderação e verificação da idade de espectadores.

“Todas essas crianças e adolescentes conseguiram acessar a plataforma sem fazer nenhum tipo de verificação de idade para acessar esses ambientes em que essas transmissões aconteciam. Além disso, pelo ECA digital, o Discord teria a obrigação de derrubar esses conteúdos e comunicar imediatamente às autoridades policiais, para que pudessem agir antes que esses resultados acontecessem. E isso não foi feito”. 

Por isso, Telegram e Discord foram notificados para derrubar esses conteúdos e perfis. Foi pedido ainda uma investigação pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que pode resultar em multas de R$ 50 milhões e na proibição do funcionamento desses serviços no Brasil.

Em mais de uma vez, as autoridades presentes na entrevista repetiram a orientação secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho: Pais e mães, olhem o que os seus filhos estão fazendo na internet.
 
“A gente está usando de todos os recursos que a gente tem para enfrentar essa criminalidade organizada, para enfrentar esse ódio que tem sustentado os altos índices de feminicídio nesse país. Mas nós também precisamos de um comprometimento de toda a nossa sociedade. Pais e mães, vocês precisam olhar o que seus filhos estão fazendo online. A gente precisa estar com o monitoramento constante. A gente não pode descansar, porque a violência está morando ao nosso lado e a gente precisa se munir de todas as ferramentas para enfrentá-los”.

A investigação descobriu o planejamento para uma segunda vítima, mas que a operação conseguiu evitar, como afirmou o coordenador do Ciberlab. Agora, a polícia tenta identificar a jovem para avisar os pais e responsáveis.

Se você precisa de ajuda ou conhece alguém em risco, procure o Centro de Valorização da Vida (CVV) no número 188. Ele pode te ouvir e oferecer apoio emocional.
 




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Quanto as Big Techs já comprometeram com IA? A conta chega a R$ 5,6 trilhões

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Criminosos utilizam inteligência artificial para clonar vozes e aplicar golpes
Microsoft, Meta, Oracle, Amazon e Alphabet assumiram compromissos de cerca de US$ 1,09 trilhão (R$ 5,6 trilhões) em pagamentos futuros, principalmente para alugar centros de processamento de dados – conhecidos como data centers – que serão usados para expandir a inteligência artificial (IA).
Segundo informações da Reuters, esses contratos ainda não começaram a valer, mas mostram que uma parcela significativa dos investimentos das gigantes da tecnologia em IA já está garantida. Como as instalações ainda não estão prontas para uso, esses compromissos não aparecem como dívidas nos balanços financeiros das empresas.
Se a demanda por inteligência artificial continuar crescendo, esses data centers serão fundamentais para ampliar a oferta de serviços de computação em nuvem, usados para armazenar dados e executar aplicações de IA. Mas, se esse crescimento desacelerar, as empresas poderão ficar presas a contratos caros e de longo prazo para manter estruturas que talvez não sejam totalmente utilizadas.
Inteligência artificial ganha espaço como diferencial competitivo nas empresas
Inteligência Artificial
O valor comprometido é quase quatro vezes maior que os cerca de US$ 285 bilhões (R$ 1.464,9 trilhão) em contratos de aluguel que já aparecem como obrigações nos balanços das empresas, segundo levantamento da Reuters com base em documentos das companhias.
A diferença ocorre por causa das regras contábeis. Mesmo depois de assinar um contrato de locação, uma empresa normalmente só registra essa obrigação como dívida quando o imóvel ou a instalação fica disponível para uso.
Até lá, ela apenas informa os pagamentos futuros nas notas explicativas que acompanham as demonstrações financeiras.
Esses compromissos não estão escondidos e já podem ter sido considerados por agências de classificação de risco. Ainda assim, o volume chama atenção porque revela o tamanho da expansão da infraestrutura para IA que ainda não aparece nas principais métricas financeiras das empresas.
Isso não significa, porém, que os US$ 1,09 trilhão possam ser somados diretamente à dívida das companhias. O valor representa pagamentos previstos ao longo de muitos anos. Já as dívidas registradas nos balanços são calculadas pelo valor equivalente desses pagamentos no momento atual, seguindo critérios contábeis.
Escritório da Oracle em Dubai
Oracle /Divulgação
Oracle concentra o maior risco
Entre as empresas analisadas, a Oracle é a que apresenta a maior concentração de compromissos futuros. A companhia informou US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos que ainda não começaram a valer, quase sete vezes mais do que os US$ 37,9 bilhões (R$ 194,8 bilhões) já registrados em seu balanço.
A maior parte desses contratos está ligada a data centers que devem entrar em operação entre os anos fiscais de 2027 e 2029 e têm duração de 15 a 19 anos.
A própria Oracle alertou que existe um risco: os prazos, preços e condições desses contratos podem não coincidir com os contratos firmados com seus clientes. Se parte desses clientes deixar de renovar os serviços ou não cumprir os pagamentos, a empresa poderá continuar arcando com os custos dos data centers.
Segundo cálculos da Reuters, a dívida da Oracle equivalia a cerca de 4,4 vezes o Ebitda – indicador que mede a capacidade de geração de caixa operacional de uma empresa – no fim de maio. Quando também são considerados os contratos de aluguel já registrados no balanço, esse índice sobe para aproximadamente 5,7 vezes.
A agência de classificação de risco S&P Global Ratings afirmou que já incluiu os US$ 260 bilhões (R$ 1.336,4 trilhão) em contratos futuros da Oracle em sua análise da dívida da empresa e espera que esse indicador fique em torno de 4,4 vezes o Ebitda no ano fiscal de 2027.
Quanto cada empresa já comprometeu
A Microsoft lidera a lista, com US$ 329 bilhões (R$ 1.691,06 trilhão) em contratos futuros, frente a US$ 88,5 bilhões (R$ 454,89 bilhões) já registrados em seu balanço.
A Meta informou US$ 279 bilhões (R$ 1.434,06 trilhão) em contratos ainda não iniciados e, em julho, assinou mais US$ 68 bilhões em acordos para novos data centers. Com isso, o total conhecido de compromissos das cinco empresas chega a cerca de US$ 1,16 trilhão (R$ 5,96 trilhões).
A Alphabet informou US$ 85,2 bilhões (R$ 437,9 bilhões) em contratos futuros, enquanto a Amazon declarou US$ 137,2 bilhões (R$ 705,208 bilhões). No caso da Amazon, a comparação é menos direta porque esse valor inclui não apenas data centers, mas também contratos de aluguel de armazéns, escritórios, aeronaves e veículos.



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Pastor Josh Howerton afirma que EUA é uma nação pródiga voltando a Deus

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O pastor Josh Howerton, da Lakepointe Church, declarou que os Estados Unidos estão passando por um momento de renascimento espiritual, caracterizando a nação como uma “nação pródiga” que está encontrando seu caminho de volta a Deus. Segundo ele, essa transformação é impulsionada pela crescente insatisfação dos americanos com forças que ele descreve como “uma força escura não ignorável” no mundo.

Contexto da declaração

A afirmação de Howerton ocorre em um momento em que muitos nos Estados Unidos estão se sentindo sobrecarregados por desafios sociais, políticos e espirituais. A crise de fé e a busca por significado têm levado muitos a reconsiderar suas crenças e a se voltar para a espiritualidade. O pastor observa que essa busca por Deus está se intensificando, refletindo um desejo profundo de renovação e propósito.

O que aconteceu

Durante um recente evento na igreja, Howerton compartilhou suas observações sobre o estado atual da nação, enfatizando que há um movimento crescente em direção a Deus. Ele mencionou que, apesar das dificuldades, há uma “ressurgência dos propósitos de Deus” acontecendo em várias comunidades. Essa afirmação ressoa com muitos cristãos que sentem que a fé está se tornando uma resposta crucial para os desafios contemporâneos.

Reações à declaração

A declaração de Howerton gerou uma onda de reações entre líderes cristãos e congregações. Muitos expressaram apoio à ideia de que a nação está em um ponto de virada espiritual. Alguns pastores e líderes de ministérios têm incentivado suas comunidades a se envolverem mais ativamente na evangelização e no fortalecimento da fé, acreditando que essa é uma oportunidade para um avivamento espiritual.

“Vejo um desejo crescente de se reconectar com Deus entre as pessoas, e isso é um sinal de esperança em tempos difíceis,” disse Howerton.

— Josh Howerton

O que esperar no futuro

À medida que mais pessoas buscam respostas espirituais, espera-se que as igrejas se tornem centros de apoio e renovação. Howerton acredita que essa tendência pode levar a um aumento na participação em atividades da igreja, bem como a um maior envolvimento em ações sociais e missionárias. A necessidade de um testemunho ativo da fé é mais urgente do que nunca, e muitos líderes estão se preparando para atender a essa demanda.

O pastor conclui que, embora as forças escuras possam ser desafiadoras, a luz de Cristo sempre prevalecerá. A mensagem do Evangelho continua a ser uma fonte de esperança e transformação para aqueles que buscam um novo começo.



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Flávio Bolsonaro promete reduzir impostos e ministérios

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Em uma recente sabatina com candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro apresentou propostas de redução de impostos e reavaliação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A iniciativa visa promover um ambiente econômico mais favorável e menos burocrático.

Contexto das propostas

O Brasil enfrenta desafios econômicos significativos, incluindo alta carga tributária e complexidade na legislação fiscal. Em meio a esse cenário, a promessa de Flávio Bolsonaro de cortar impostos e rever o IOF surge como uma tentativa de aliviar a pressão sobre os cidadãos e estimular o crescimento econômico. Essa abordagem é especialmente relevante para as comunidades de fé, que frequentemente enfrentam dificuldades financeiras e buscam maneiras de expandir suas atividades missionárias e de evangelização.

O que aconteceu

Durante a sabatina, Flávio Bolsonaro destacou a importância de simplificar o sistema tributário brasileiro. Ele afirmou que a redução de impostos é essencial para incentivar o investimento e o empreendedorismo no país. Além disso, mencionou que a revisão do IOF poderia beneficiar diretamente a população, tornando as operações financeiras mais acessíveis.

A proposta de corte de ministérios também foi abordada, com a intenção de tornar a administração pública mais eficiente e menos onerosa. Essa medida poderia resultar em uma gestão mais ágil, permitindo que recursos sejam redirecionados para áreas prioritárias, como saúde, educação e assistência social, que são fundamentais para o bem-estar da população e das comunidades religiosas.

Reações às propostas

A proposta de Flávio Bolsonaro gerou reações diversas entre os candidatos e analistas políticos. Alguns apoiaram a ideia, argumentando que a redução de impostos poderia estimular o crescimento econômico e beneficiar a população. Outros, no entanto, expressaram preocupações sobre a viabilidade dessas promessas e como elas poderiam impactar o orçamento público.

As comunidades de fé, que frequentemente dependem de doações e contribuições, veem com bons olhos a possibilidade de um ambiente econômico mais favorável. A redução de impostos poderia significar mais recursos disponíveis para a realização de projetos sociais e de evangelização, além de facilitar o trabalho de missionários e organizações que atuam em áreas carentes.

O que esperar no futuro

Com as eleições se aproximando, as propostas de Flávio Bolsonaro podem influenciar o debate político e as prioridades dos candidatos. A discussão sobre a reforma tributária e a eficiência do governo deve continuar a ser um tema central nas campanhas eleitorais. Para os cristãos, é crucial acompanhar essas propostas e entender como elas podem impactar a liberdade religiosa e o financiamento de suas atividades.

À medida que o cenário político se desenrola, é importante que as comunidades de fé se mantenham informadas e engajadas, buscando oportunidades para contribuir com o bem-estar da sociedade e a promoção do Evangelho. A oração e a ação são fundamentais para que os cristãos possam fazer a diferença em suas comunidades, independentemente do resultado das eleições.



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TCE-MT recebe denúncias sobre gastos da Prefeitura de Rondonópolis

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, recebeu, nesta segunda-feira (3), um conjunto de 13 denúncias apresentadas por servidoras públicas de Rondonópolis que apontam supostas irregularidades em contratações e na aplicação de recursos públicos.

Na ocasião, foi destacado o volume de compras diretas, sem licitação, que, conforme o Platão, ferramenta de fiscalização do Tribunal, corresponde a 82% das contratações do município. Exemplos apresentados pelas denunciantes incluem a contratação de energia solar por inexigibilidade no valor de R$ 116 milhões e a compra de uma escultura por R$ 501 mil, contrariando o parecer técnico da procuradoria municipal.

“É um problema que nós estamos enfrentando em vários municípios, e o Tribunal de Contas já está trabalhando nisso. Hoje, em Mato Grosso, 62% das compras estão sendo feitas de forma direta. Ou seja, compra de qualquer jeito de quem quiser. Rondonópolis está acima da média, e a média já é alta”, alertou o presidente.

Diante da situação, Sérgio Ricardo determinou que o material seja encaminhado ao conselheiro-relator das contas de Rondonópolis, José Carlos Novelli. “Já está ocorrendo nesse momento uma auditoria em Rondonópolis, na questão dos livros. Sei que já há uma equipe trabalhando no município. Já vou encaminhar imediatamente para o relator. Tudo isso vai ser acrescentado à investigação que o Tribunal já está fazendo.”

Segundo a diretora Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispem), Geane Lina Teles, o levantamento foi feito a partir de informações publicadas pelo próprio município. “Nenhum documento aqui foi tirado da minha cabeça. São dados da própria prefeitura. Nós começamos, dentro das nossas competências, a analisar esses documentos, e aí começamos a mandar para cá”, afirmou.

Ela também destacou a atuação do Tribunal, que vem intensificando o diálogo com gestores de todo o estado. “Eu quero agradecer ao Tribunal de Contas por abrir o espaço à sociedade, e o espaço de voz, que eu vou utilizar hoje representando a sociedade de Rondonópolis. Hoje, o grito de socorro é o Tribunal de Contas.”

A reunião integra a política de aproximação com a sociedade adotada pela gestão de Sérgio Ricardo, que ampliou os canais de atendimento direto a cidadãos, entidades e gestores municipais. “O Tribunal trata aqui de vários assuntos. As portas estão abertas na Presidência do Tribunal de Contas. São pessoas que pediram audiência aqui, e eu atendo todo mundo”, concluiu o presidente.



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Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

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O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país.

Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%.

Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais – de 56% em 2024 para 75% em 2025 – e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

Obstáculos

Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).

Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%).

Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%).

“Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação”, avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação.

Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”.

“Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende.

Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.

“Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.

Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital.

“As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

Uso de celulares

Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).

Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.

Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

Inteligência artificial

É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.

No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).

Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).

Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.



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Inteligência artificial na igreja: ferramenta ou ameaça?

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Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) tem se infiltrado nas práticas das igrejas, levantando discussões sobre seu papel no ministério. Embora a tecnologia possa oferecer benefícios, é crucial que os líderes e membros da igreja reflitam sobre como utilizá-la sem comprometer a essência da fé.

O contexto atual da IA nas igrejas

A presença da inteligência artificial nas igrejas já é uma realidade. Muitos pastores e líderes utilizam ferramentas de IA para facilitar tarefas administrativas, como a tradução de estudos bíblicos e a correção de textos. Contudo, essa adoção não foi acompanhada de uma discussão formal nas congregações, o que levanta preocupações sobre a direção que essa tecnologia pode tomar.

Historicamente, a igreja sempre utilizou ferramentas que facilitam a comunicação e o ensino, desde a imprensa de Gutenberg até os microfones modernos. Entretanto, a introdução da IA traz um novo conjunto de desafios e oportunidades que precisam ser cuidadosamente avaliados.

O que está em jogo?

Um dos principais pontos de discussão é se a IA está realmente servindo à missão da igreja ou se, sem perceber, está moldando suas prioridades. A tecnologia pode ser uma aliada poderosa, ajudando na organização de informações e na criação de conteúdos, mas não deve substituir o papel do Espírito Santo ou a comunhão entre os fiéis.

Como afirma o artigo do Evangélico Digital, “a inteligência artificial pode ser uma assistente valiosa em tarefas que consomem tempo, energia e recursos, desde que permaneça sob a supervisão de crentes responsáveis”. A questão central é: até que ponto a tecnologia deve influenciar a vida espiritual dos membros da igreja?

Reações da comunidade cristã

As reações ao uso da IA nas igrejas variam. Alguns veem a tecnologia como uma oportunidade para expandir o alcance do evangelho, enquanto outros expressam preocupações sobre a possibilidade de que a IA possa substituir a interação humana e a liderança espiritual. A necessidade de um equilíbrio entre a inovação tecnológica e a espiritualidade é um tema recorrente nas discussões atuais.

“A IA pode ser uma boa serva; o problema surge quando ela é permitida a atuar como mestre”.

— Evangélico Digital

O que esperar para o futuro?

À medida que a tecnologia avança, é essencial que as igrejas continuem a dialogar sobre o uso da inteligência artificial. Os líderes devem ser cautelosos e discernir como a IA pode ser utilizada de forma que complemente, e não substitua, a missão da igreja. A formação de comitês ou grupos de discussão pode ser uma maneira eficaz de abordar essas questões, garantindo que a tecnologia sirva à edificação da fé e à evangelização.

Além disso, a educação sobre as implicações da IA deve ser uma prioridade, para que todos os membros da igreja estejam cientes dos benefícios e riscos associados ao seu uso. O objetivo deve ser sempre o fortalecimento da comunidade cristã e a promoção do amor e da compaixão, valores centrais da fé cristã.



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SUS terá 100 mil teleatendimentos mensais para vício em bets

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O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para até 100 mil o número de teleatendimentos mensais a pessoas que enfrentam problemas relacionados a jogos e apostas online. A iniciativa passa a valer nesta terça-feira (4).

O serviço começou a ser ofertado em março, com uma média de 600 teleatendimentos mensais. A expansão, de acordo com o Ministério da Saúde, se fez necessária em razão da alta procura.

A ferramenta é oferecida por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Ministério da Fazenda e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Com atendimento remoto, sigiloso e acolhedor, o serviço oferece orientação e acompanhamento profissional, funcionando como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Dados da pasta indicam que mais de 1 milhão de pessoas solicitaram a autoexclusão do CPF de sites e aplicativos de apostas por meio da Plataforma Centralizada de Autoexclusão, ferramenta do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas.

Os números mostram ainda que 35% das pessoas acionaram a autoexclusão em razão da perda de controle sobre as apostas.

Dentre os sinais de alerta listados pelo ministério estão:

  • mudanças no sono, na alimentação ou no humor;
  • mentir para familiares e amigos sobre apostas;
  • sentimento de vergonha e culpa relacionados a apostas;
  • ansiedade, irritabilidade e inquietação quando não estão jogando;
  • uso do jogo como forma de lidar com o estresse ou frustração;
  • dificuldade de diminuir ou parar de jogar;
  • comprometimento das relações pessoais e profissionais;
  • uso intensificado de álcool e outras drogas; e
  • comprometimento do orçamento pessoal ou familiar devido aos gastos em apostas.

Já os fatores de risco listados pela pasta incluem:

  • exposição precoce a jogos de aposta;
  • facilidade de acesso a jogos online;
  • busca por alívio emocional ou fuga de problemas;
  • histórico de transtorno mentais como depressão e ansiedade;
  • impulsividade e busca por recompensas imediatas;
  • influências sociais e culturais que romantizam o jogo;
  • solidão e isolamento social; e
  • vulnerabilidade social.



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IA pode acelerar desenvolvimento de países emergentes, diz Banco Mundial

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Agora no g1
A inteligência artificial poderia permitir que os países em desenvolvimento alcançassem um século de avanço em uma década, caso tomem medidas rápidas para suprir as lacunas em energia, conectividade e qualificação profissional, afirmou o Banco Mundial em um relatório divulgado nesta terça-feira (04)
A perda generalizada de empregos devido à IA também representa uma ameaça menor para as economias emergentes, concluiu o relatório, acrescentando que as economias em desenvolvimento têm mais a ganhar e menos a temer do que as nações mais ricas.
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“A IA lançou uma tábua de salvação às economias em desenvolvimento, e elas devem aproveitá-la”, afirmou Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial, em comunicado que acompanha o relatório.
Empresas em todo o mundo estão gastando bilhões para aproveitar a revolução da IA que se aproxima, enquanto os governos se esforçam para garantir que seus países colham os benefícios.
Banco mundial
Divulgação
Para muitas empresas e países, o desafio será construir centros de dados — que consomem muita energia — e encontrar fontes de geração energética para sustentá-los. Mas Gill afirmou que as economias emergentes não precisam de recursos vultosos nem de grandes modelos de linguagem personalizados para se beneficiarem.
“Ao adaptar ferramentas de IA pequenas e de baixo custo às condições locais, elas podem colocar melhores cuidados médicos, educação, serviços judiciais e extensão agrícola ao alcance de milhões de pessoas”, disse Gill.
Profissionais de saúde poderão usar a IA para agilizar diagnósticos, professores para aprimorar planos de aula e agricultores para determinar o que plantar e quando.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a IA poderia impulsionar a economia da África Subsaariana em cerca de 4% na próxima década, sob as circunstâncias certas.
Menos empregos em risco mas com grandes desafios
A IA generativa tem três vezes mais chances de ameaçar empregos em países ricos, onde 14,2% dos empregos estão em risco, do que em países de baixa e média renda, onde 4,5% estão expostos, segundo o relatório.
A proporção de empregos que devem se beneficiar de ganhos significativos de produtividade também é semelhante: 16,2% nas economias em desenvolvimento e 18,7% nos países de alta renda.
O relatório afirma que os governos devem melhorar o acesso à eletricidade e à internet, aprimorar as habilidades digitais e ampliar o acesso a smartphones e dispositivos de computação.
Ele alertou, no entanto, que a IA poderia trazer “maior desigualdade de renda, desinformação mais dissimulada e repressão política”.
Mas o custo de ficar de fora seria grave, segundo o Banco Mundial.
“As economias em desenvolvimento de hoje perderam a primeira Revolução Industrial e passaram os dois séculos seguintes pagando o preço”, disse Gill. “Elas não podem se dar ao luxo de perder esta.”



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