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Instagram impulsiona rede de golpes que promete ajudar migrantes a chegar à Ceuta por até R$ 2,8 mil

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Imigrantes menores de idade fazem fila em frente a delegacia de Ceuta para serem registradas
REUTERS/Violeta Santos Moura
Neste fim de semana, Mohammed quer ir do Marrocos para o enclave espanhol vizinho de Ceuta, no extremo norte da África.
Ele é um marroquino na casa dos vinte anos de idade que quer emigrar para a Europa, principalmente porque tem visto muitos vídeos no Instagram que fazem a travessia parecer fácil.
Ele contatou várias contas do Instagram e uma delas respondeu, alegando ter ajudado “muitas pessoas” e oferecendo conselhos sobre como atravessar a fronteira por centenas de dólares.
Só que Mohammed não existe de verdade – ele é uma conta falsa que eu criei para investigar uma rede de perfis no Instagram que estão impulsionando o fluxo de migrantes para Ceuta com conteúdo inspirador e oferecendo ajuda mediante pagamento.
Isso ocorre depois que aproximadamente 78 mil imigrantes vindos do Marrocos chegaram por mar a Ceuta em questão de horas no mês passado, 100 dos quais morreram, segundo o prefeito de Ceuta.
A crise se abrandou desde então, mas gerou tensões entre as nações da União Europeia que partilham fronteiras abertas, bem como críticas ao governo espanhol.
A BBC identificou dezenas de perfis no Instagram que disseram que fazer a curta travessia a nado ao redor da cerca da fronteira entre Marrocos e Ceuta é algo seguro e fácil – mas, na realidade, pessoas se afogaram tentando fazer a travessia e optaram por rotas muito mais longas.
As contas também mostram erroneamente Ceuta como uma rota viável para a Europa continental.
Nossa pesquisa sugere que isso contribuiu para o fluxo migratório, juntamente com outros fatores, como desinformação sobre mudanças na legislação de imigração espanhola e alegações sobre controles fronteiriços frágeis.
Crise em Ceuta completa uma semana ainda sem respostas
‘Ajuda’
Após interagir com os perfis e publicações das contas, a BBC foi adicionada a vários canais e grupos do WhatsApp.
Quando perguntei a uma das contas anônimas se poderiam me ajudar a atravessar para Ceuta neste fim de semana, disseram que sim e pediram “5.000 dirhams adiantados” (R$ 2,8 mil) por “informações que me ajudarão a entrar em Ceuta”.
Eles disseram que já tinham ajudado “muitas pessoas” a atravessar antes e que me dariam informações sobre a tubulação de esgoto que eu poderia usar para chegar ao enclave em segurança.
A conta confirmou que muitos outros perfis do Instagram ajudam pessoas a atravessar para Ceuta dessa forma e solicitaram pagamento “via conta bancária” com um serviço específico de transferência de dinheiro.
Mas eles não responderam quando perguntei se eu receberia um reembolso caso a travessia não fosse bem-sucedida. Desde então, eles apagaram várias mensagens que enviaram para a conta.
Diversas contas no Instagram fazem a travessia parecer fácil
Reprodução/BBC
Parte da troca de mensagens entre a conta fictícia da BBC e uma das contas, sob pseudônimo, que alega ajudar migrantes marroquinos a chegar a Ceuta.
Reprodução/BBC
O mesmo perfil que deu esse conselho já havia dito à minha conta real do Instagram, da BBC, que “isso não incentiva a imigração para Ceuta” — uma mensagem que vários outros perfis repetem.
E a situação continua: publicações nas redes sociais, ativamente recomendadas pelo algoritmo do Instagram, anunciam mais uma tentativa de travessia neste fim de semana. Isso aumenta o risco de mortes e acirramento das tensões diplomáticas entre Marrocos e Espanha.
Vários dos perfis foram removidos do Instagram depois que a BBC entrou em contato com a Meta, proprietária da plataforma.
“Temos uma equipe monitorando a situação em Ceuta em tempo real e removendo conteúdo que viola nossas políticas, incluindo conteúdo que oferece, facilita ou busca serviços de tráfico de pessoas”, declarou a empresa.
Por que a rede é importante
Migrantes nadando ao redor da cerca da fronteira
Reprodução/BBC
Percebi pela primeira vez a enxurrada de conteúdo sobre Ceuta quando vi um vídeo viral mostrando duas mulheres de roupa de mergulho caminhando pela cidade.
Embora a publicação original em espanhol buscasse dissuadir migrantes com a legenda “Ceuta não aguenta mais”, algumas versões compartilhadas por contas marroquinas e de língua árabe alteraram a legenda ou a cortaram, de modo que o vídeo mostrava apenas as mulheres caminhando livremente.
Esta foi apenas uma das centenas de publicações que classificamos como conteúdo “miragem” — ou seja, que pintam um retrato enganoso de um lugar, distinto da realidade.
Alguns vídeos mostram grupos de jovens, homens e mulheres, nadando alegremente no mar — embora muitos tenham se afogado ao tentar fazer o mesmo percurso nas últimas semanas.
Outros relatos mostram histórias de pessoas que conseguiram chegar a Ceuta e afirmam ter ido para a Espanha ou para a Europa continental, apesar de cerca de 75 mil dos 78 mil recém-chegados terem sido devolvidos a Marrocos pelas autoridades.
Havia muitas semelhanças nos perfis que compartilhavam esse tipo de conteúdo.
Quase 40 deles tinham variações do termo “Haraga” e incluíam Ceuta em seu nome ou apelido, frequentemente com uma bandeira espanhola como foto de perfil e com os códigos de área de Marrocos e Espanha na descrição.
Haraga, em árabe, pode ser traduzido como “aqueles que queimam” e é usado coloquialmente para se referir a migrantes que chegam a um novo local e queimam ou destroem documentos para que não possam ser identificados e deportados de volta para seus países de origem.
O histórico dessas contas, juntamente com suas postagens e seguidores, indicava que a maioria era administrada de Marrocos, enquanto algumas possivelmente estavam baseadas na Espanha ou na Itália.
Muitas delas já existiam há vários anos, mas o conteúdo sobre Ceuta ganhou mais visibilidade nas últimas semanas.
As contas estão manipulando o algoritmo com vídeos que falam sobre como é viver em Ceuta
Reproduação/BBC
Essas contas conseguiram manipular os algoritmos das principais redes sociais compartilhando conteúdo emotivo e otimista para ganhar mais visibilidade.
Fontes internas das maiores empresas de mídia social já me disseram que as postagens que provocam uma reação forte têm maior probabilidade de se tornarem virais.
Ao tentar contatar alguns desses perfis usando minha própria conta, alguns deles me direcionaram para os mesmos números de WhatsApp ou endereços de e-mail.
Minha conta falsa, Mohammed, era um perfil privado, criado para se parecer com as contas de jovens marroquinos que curtiam e comentavam as postagens que anunciavam travessias.
Eu seguia conteúdo relevante, incluindo vários perfis de Haraga, e em pouco tempo meu feed ficou repleto de vídeos e conteúdo incentivando viagens para Ceuta.
Parece haver uma tendência mais ampla, em que pessoas que tentam cobrar dinheiro de migrantes por conselhos conseguem facilmente criar perfis e manipular os algoritmos das redes sociais.
Embora já existissem grupos no Facebook e contas em outras grandes redes sociais publicando sobre Ceuta, foi no Instagram que encontrei o grupo mais ativo e disseminado de contas interconectadas.
O alcance recém-adquirido desses perfis, facilitado pelos algoritmos do Instagram, os expõe a uma gama maior de clientes pagantes.
Este é mais um exemplo de como manipular um algoritmo pode gerar danos no mundo real.



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Greg Yoder sobre a Ucrânia: “As pessoas estão ansiosas por esperança”

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A guerra na Ucrânia continua a impactar profundamente a vida de seus cidadãos, com muitos enfrentando uma realidade traumática. Greg Yoder, do ministério Keys for Kids, destaca a necessidade urgente de esperança entre a população.

O contexto da guerra na Ucrânia

Greg Yoder comentou sobre a situação atual na Ucrânia, afirmando que “parece que os ataques de drones, os ataques com mísseis, estão piorando”. Ele mencionou uma conversa com um pastor ucraniano, onde a pergunta sobre o propósito da guerra foi levantada, mas sem uma resposta clara. Yoder observou que “milhares e milhares, talvez até um milhão de pessoas, foram mortas nesta guerra”.

Devocionais para crianças

Em meio ao sofrimento, Yoder observou que Deus tem atendido a essa necessidade através dos devocionais do Keys for Kids. Recentemente, em parceria com a Mission Eurasia, foi criado um novo devocional especificamente para crianças traumatizadas pela guerra, que foi distribuído antes da temporada de acampamentos de verão.

Durante esses acampamentos, que ocorrem em locais relativamente seguros, as crianças têm a oportunidade de ouvir a mensagem de Cristo. Yoder compartilhou histórias de crianças que, através dos devocionais, encontraram paz e fé em Jesus. Um exemplo é de uma criança que, ao ler sobre paz, “recebeu essa paz ao vir à fé em Jesus”. Outro jovem, que estava guardando seus sentimentos, se emocionou ao ler uma história que falava sobre a importância de chorar e lamentar, e acabou se convertendo com a ajuda de um pastor.

Impacto nas famílias

Yoder também mencionou que as experiências positivas das crianças nos acampamentos têm um efeito multiplicador, pois elas retornam para casa com esperança, paz e fé em Cristo, podendo compartilhar o que aprenderam com suas famílias. Os devocionais que levam para casa também podem ajudar a alcançar adultos com a mensagem do Evangelho.

“Estou apenas orando para que o Senhor faça um milagre e amoleça corações, e traga esse terrível conflito ao fim, para que possamos parar de ver essas crianças sofrerem e os pais sofrerem”, disse Yoder. Ele destacou que muitas crianças agora estão sem seus pais, irmãos, tios e avôs devido ao conflito.

“As pessoas estão ansiosas por esperança”.

O que esperar

À medida que a guerra continua, a necessidade de apoio espiritual e emocional para as crianças e suas famílias se torna cada vez mais evidente. O trabalho de ministérios como o Keys for Kids é crucial para oferecer não apenas conforto, mas também uma mensagem de esperança em meio à adversidade.



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IA nas eleições: 6 casos reais mostram como deepfakes já desafiaram democracias pelo mundo

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‘Deepfake’: homem faz montagens pornográficas de jovem que ignorou cantadas dele
O debate sobre desinformação eleitoral não é novo no Brasil. Mas a disseminação de ferramentas capazes de produzir conteúdo altamente realista elevou as preocupações de autoridades eleitorais, pesquisadores e plataformas digitais.
Nos últimos anos, ferramentas capazes de produzir vídeos, imagens e vozes sintéticas, os chamados deepfakes, passaram do uso experimental para o cotidiano de milhões de pessoas.
E faltando poucos dias para o início oficial da campanha eleitoral, ainda não existem respostas definitivas sobre como garantir o uso seguro e responsável da inteligência artificial generativa.
Na quinta-feira (13), os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiaram uma reunião para tentar entrar em consenso sobre a punição pelo uso de IA nas eleições.
O TSE decidirá se a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) cometeu alguma irregularidade ao utilizar um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) produzido com inteligência artificial (IA) durante a convenção partidária do PL que oficializou sua candidatura ao Palácio do Planalto no final de julho.
Ainda não foi divulgada uma nova data para a reunião.
Sam Stockwell, pesquisador do Centro de Tecnologias Emergentes e Segurança (CETaS), do Instituto Alan Turing, no Reino Unido, estudou diversos casos em que ferramentas de inteligência artificial foram utilizadas durante campanhas eleitorais nos últimos anos.
Na Irlanda, um deepfake divulgado poucos dias antes da eleição para presidente em 2025 mostrava a principal candidata desistindo da campanha. No mesmo ano, outros vídeos espalharam informações falsas sobre ameaças de segurança no dia das eleições parlamentares na Alemanha.
Mas segundo ele, não é possível apontar uma ligação direta entre o uso de ferramentas de IA e o resultado de uma eleição, pois há sempre muitos fatores envolvidos em uma corrida.
“Até o momento, não existem evidências conclusivas de que ferramentas de IA tenham alterado profundamente o resultado de qualquer eleição”, diz.
Para Stockwell, o verdadeiro perigo da IA não está na alteração direta de votos, mas sim no efeito sutil e contínuo de semear confusão sobre o que é real, corroer a confiança nas instituições e na informação, e inflamar divisões políticas e polarização.
“A IA está corroendo a confiança no nosso espaço informacional e, crucialmente, também inflamando as divisões políticas num momento em que a polarização e a violência no mundo real estão, obviamente, em níveis muito elevados”, afirmou em entrevista à BBC News Brasil.
E as experiências recentes de outros países ajudam a ilustrar os desafios que podem surgir durante a disputa eleitoral brasileira. Confira, a seguir, seis exemplos de como deepfakes foram usados para espalhar desinformação ao redor do mundo.
Falsa desistência a 3 dias da eleição
Um dos exemplos mais citados quando o tema são deepfakes em eleições é o que atingiu a hoje presidente da Irlanda, Catherine Connolly, no ano passado.
Quando a montagem foi divulgada, em outubro de 2025, ela concorria à Presidência como candidata independente.
As pesquisas eleitorais apontavam Connolly como uma das favoritas, mas três dias antes da votação, um vídeo em que ela parecia se retirar da corrida começou a circular nas redes sociais.
O vídeo falso imitava uma transmissão da RTÉ News, maior e mais popular fonte de notícias da Irlanda. Nas imagens, uma versão de Connolly criada com IA anuncia a desistência da eleição, enquanto apoiadores vaiam e lamentam a decisão.
Logo depois que o vídeo começou a circular, a campanha da candidata garantiu que ela ainda estava na corrida e alertou as plataformas de redes sociais para que ele fosse removido ou devidamente identificado como criado por IA.
Connolly classificou o vídeo como uma “tentativa vergonhosa de enganar os eleitores e minar nossa democracia”.
Montagem indica que vídeo de candidata foi gerado por IA.
BBC/Facebook
Na época, Alan Smeaton, professor emérito de computação d Universidade Dublin City e membro do Conselho Consultivo de IA do governo irlandês, disse à BBC Verify que havia algumas “pistas minúsculas” que denunciavam que o vídeo era falso.
Ele apontou detalhes como uma ligeira sobreposição de palavras, tanto na fala de Catherine Connolly quanto dos jornalistas retratados, além de falhas no fundo das imagens.
Apesar do deepfake, Connoly venceu as eleições, com 63% dos votos.
“Ainda que não tenha sido suficiente para mudar o resultado, esse é um exemplo bastante preocupante de deepfake, porque houve um sequestro de uma instituição nacional confiável e de sua credibilidade para tentar fazer com que esse conteúdo parecesse muito mais convincente ou persuasivo”, diz Sam Stockwell, se referindo à emissora RTÉ News.
Enxurrada de vídeos no Equador
Deepfakes simulando canais de televisão também foram comuns no período que antecedeu as eleições presidenciais de fevereiro de 2025 no Equador.
Com logotipos falsos, vídeos concebidos para imitar emissoras como CNN, France 24 e Deutsche Welle, implicavam de forma falsa candidatos em escândalos e espalhavam alegações de fraude eleitoral.
Em um deles, um falso apresentador diz que um escândalo de corrupção “explodiu na cara” de Daniel Noboa, que concorria à reeleição naquele momento. Outro mostrava um apresentador dizendo que Noboa teria pago US$ 1 milhão para comparecer à posse de Donald Trump nos Estados Unidos.
Outro vídeo mostrava uma versão criada com IA da candidata Luisa González, que concorria pelo movimento Revolução Cidadã, dizendo que se fosse eleita implementaria um aumento drástico de impostos. Os conteúdos foram desmentidos por sites de verificação de notícias e pela própria campanha.
González também foi alvo de um outro video gerado por IA, em que aparecia elogiando o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Após análises de especialistas, o vídeo foi identificado como um deepfake.
Daniel Noboa foi reeleito em 13 de abril do ano passado, com cerca de 56% dos votos.
Apesar de terem sido desmentidos, os deepfakes se espalharam amplamente, segundo um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Laica Eloy Alfaro de Manabí (ULEAM).
A pesquisa revelou impactos na percepção do público em relação aos candidatos, especialmente em contextos com baixo nível de alfabetização midiática, além da criação de uma desconfiança generalizada em torno dos canais de verificação de notícias.
Disseminação de pânico na Alemanha
Durante a campanha para as eleições que elegeram o Parlamento da Alemanha, também em fevereiro de 2025, circulou nas redes sociais uma forma bastante incomum de desinformação: conteúdos que alertavam para supostas ameaças terroristas na Alemanha, com informações falsas sobre ameaças de bomba, cédulas envenenadas e ataques iminentes a centros de votação na Alemanha.
Vídeo manipulado alegava falsamente que o MI6, a agência de inteligência britânica, havia alertado contra viagens à Alemanha durante o período eleitoral
Reprodução/X/FIMI-ISAC/BBC
Os vídeos usavam imagens reais publicadas por instituições como forças policiais, universidades e veículos de comunicação, mas os manipulavam usando narração gerada por IA e outros recursos.
Uma postagem, compartilhada principalmente no X, usava um vídeo real do serviço de inteligência britânico MI6, mas o editava para parecer um alerta sobre o perigo de viajar à Alemanha durante o período eleitoral.
Outro vídeo utilizava imagens de um vídeo real publicado pela Polícia de West Midlands, no Reino Unido, no qual um agente apresentava seu trabalho.
Uma voz, provavelmente gerada por IA, foi adicionada ao vídeo, dizendo: “Nossas informações indicam que uma série de grandes ataques terroristas estão sendo preparados na Alemanha durante o período eleitoral antecipado. Repassamos todas as informações aos nossos colegas alemães. Mesmo que essas informações não ajudem a prevenir ataques terroristas”.
Uma terceira postagem, que recebeu mais de 60 mil visualizações, trazia um vídeo que afirmava falsamente ainda que 68% dos alemães estavam com muito medo de sair de casa no dia da eleição.
Segundo Stockwell, os conteúdos foram direcionados especificamente para regiões da Alemanha onde os eleitores estariam mais propensos a acreditar na narrativa, já que tendiam a reproduzir discursos sobre a ameaça de uma guerra ou de ataques organizados pela Rússia.
Para o especialista, ao mesmo tempo em que podem desencorajar os eleitores a comparecer às urnas, vídeos como esses também colocam as instituições retratadas em uma situação difícil.
“Por um lado, instituições como o MI6 obviamente não querem ser vistas como disseminadoras de informações falsas, principalmente se tratando das eleições de outro país”, diz.
“Mas, ao mesmo tempo, há o risco de que, se vierem a público desmentir a informação, possam inadvertidamente atrair mais atenção para o assunto. Isso poderia levar mais pessoas a visualizar o vídeo e talvez até compartilhá-lo.”
Posteriormente, os vídeos sobre ameaças de segurança na Alemanha foram rastreados por instituições europeias até uma rede de produção de desinformação russa.
A primeira eleição manipulada por deepfakes?
Um dos primeiros alertas sobre o impacto de deepfakes em eleições veio em 2023, depois que um áudio falso de um candidato à primeiro-ministro viralizou na Eslováquia.
A gravação começou a ser compartilhada pelas redes sociais e por e-mails em cadeia dois dias antes da eleição para o Parlamento.
Nela, uma voz idêntica à do candidato Michal Šimečka, líder do partido liberal e pró-europeu Eslováquia Progressista (PS), discutia uma possível fraude eleitoral com uma jornalista famosa no país.
O áudio, de qualidade ruim, vinha acompanhado por uma foto de Šimečka e da jornalista, além de legendas. Nas falas, os dois falavam sobre formas de manipular a eleição em favor do PS e como encobrir os rastros.
A divulgação da fake news ocorreu durante o chamado período de silêncio eleitoral da Eslováquia, quando há fortes restrições à campanha e à cobertura eleitoral imediatamente antes da votação, o que dificultou uma resposta rápida da mídia tradicional e dos verificadores de fatos.
Naquele momento, as pesquisas mostravam uma disputa muito apertada entre Šimečka e seu principal oponente, Robert Fico, do partido Direção – Social-Democracia (SMER-SD), com o PS ligeiramente à frente, mas ainda dentro da margem de erro.
Michal Šimečka em novembro de 2025
AFP via Getty Images/BBC
Por fim, o partido de Šimečka terminou em segundo lugar, perdendo para o SMER-SD.
O caso foi amplamente discutido nos anos e meses seguintes à eleição, não apenas porque foi um dos primeiros do tipo, mas também porque alimentou especulações de que a disputa teria sido “a primeira manipulada por deepfakes”.
Assim como Stockwell, especialistas que estudaram especificamente o caso da Eslováquia dizem que não é possível chegar a uma conclusão definitiva sobre o efeito dos deepfakes nos resultados.
Um artigo publicado em uma revista acadêmica dedicada ao estudo da desinformação editada pela Universidade Harvard, por exemplo, argumenta que muitos outros fatores podem ter influenciado tanto quanto ou mais para a vitória de Fico, como seu aparente apoio à Russia na guerra contra a Ucrânia
No texto, Lluis de Nadal, da Universidade de Glasgow, e Peter Jančárik, que trabalha para o Seznam, o principal portal de internet e buscador da República Checa, notaram que, naquele momento, os eslovacos estavam muito suscetíveis à desinformação pró-Rússia, com redes de sites e perfis nas redes sociais que vinham promovendo narrativas pró-Kremlin desde pelo menos 2010.
Os pesquisadores notaram, ainda, que fatores como instabilidade política, conflitos entre partidos e baixa confiança no governo e nas instituições podem ter impulsionado o SMER-SD.
O artigo afirma, porém, que embora Fico tenha permanecido em silêncio sobre o deepfake, outros políticos proeminentes o compartilharam, ampliando seu potencial de influência.
Golpe financeiro durante a eleição
Em 2025, na Romênia, deepfakes durantes as eleições presidenciais foram usados não para influenciar o resultado do pleito, mas para aplicar golpes na população.
Golpistas usaram o Facebook para distribuir vídeos manipulados com IA que mostravam candidatos à Presidência promovendo uma oportunidade de investimento que era, na verdade, falsa.
“Esta é a chance da Romênia alcançar a independência financeira. Investindo apenas 1.400 lei [R$ 1.500], cada cidadão pode receber uma renda passiva mensal de 9.000 lei [R$ 10 mil]”, diziam os candidatos no vídeo.
Os candidatos George Simion, do partido Aliança para a União dos Romenos, e Nicușor Dan, que saiu vencedor da disputa, foram alvos dos deepfakes.
Nicușor Dan, que saiu vencedor da disputa, foi alvo dos deepfakes
Reprodução/BBC
Ao clicarem no link disponibilizado nos vídeos, os usuários eram redirecionados para sites falsos que imitam notícias oficiais e páginas do governo.
Segundo Sam Stockwell, a reprodução realista da voz ou da imagem de um político confere uma aparência de autoridade e credibilidade aos golpes financeiros.
E em momentos em que políticos divulgam um volume maior de conteúdo para conquistar eleitores, como durante a campanha, o risco de usuários clicarem em links maliciosos e se tornarem vítimas de fraudes aumenta.
Declaração de vitória direto da prisão
Mas os casos não se limitam a vídeos ou áudios gerados por gangues ou agentes externos tentando prejudicar as eleições.
Em 2024, no Paquistão, o ex-primeiro-ministro Imran Khan usou vídeos e áudios gerados por IA criados por seu partido político para se comunicar com apoiadores e fazer campanha a partir da prisão.
Em um dos momentos mais controversos da corrida para eleger o novo Parlamento, Khan divulgou nas redes sociais um vídeo alegando que os partidos independentes que estava apoiando no pleito teriam vencido e conquistado maioria no Parlamento.
As imagens foram publicadas após seu rival, Nawaz Sharif, da Liga Muçulmana do Paquistão – Nawaz (PML–N), ter declarado sua própria vitória.
Khan, um ex-astro do críquete, foi eleito primeiro-ministro em 2018, mas foi deposto do cargo em abril de 2022, após uma moção de censura parlamentar.
Ele foi preso em 2023, depois de ter sido considerado culpado de corrupção e condenado a três anos de prisão.
Em 2024, ele recebeu uma sentença de 14 anos de prisão pela venda de presentes do Estado e outra de 10 anos por vazar segredos de Estado.
Ambas as sentenças foram suspensas meses depois. Em 2025, ele foi condenado mais uma vez, dessa vez a 14 anos de prisão por um caso de corrupção.
Khan, portanto, estava na cadeia durante a eleição para o Parlamento de 2024. O seu partido, o Movimento Paquistanês pela Justiça (PTI), foi impedido de concorrer oficialmente sob seu símbolo eleitoral tradicional e muitos dos seus candidatos disputaram a eleição como independentes. Ainda assim, eles eram amplamente reconhecidos como apoiados por Khan.
No vídeo divulgado durante a contagem dos votos, o ex-primeiro-ministro diz aos candidatos independentes para comemorarem a vitória.
“Vocês lançaram as bases para a sua verdadeira liberdade ao votarem ontem”, diz ele. Sharif também é chamado de “homem desonroso” por reivindicar a vitória.
Por fim, o governo acabou sendo formado por uma coalizão liderada pelo PML–N, mas os dias que seguiram o pleito foram cercados de controvérsias e tensão política, com atraso de mais de 60 horas na divulgação dos resultados finais, o PTI alegando fraude e apoiadores de Khan saindo às ruas para protestar.
Segundo Sam Stockwell, o vídeo gerado por IA do ex-premiê contribuiu para o clima de instabilidade.
“Na época, isso contribuiu para protestos e violência política contra o regime, com alegações de que as eleições foram fraudadas e que Imran Khan era o legítimo vencedor da corrida eleitoral, embora o vídeo tenha sido gerado por IA”, diz.



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Retorno de ex-premiê a Bangladesh pode gerar pressão sobre cristãos

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Sheikh Hasina, ex-primeira-ministra de Bangladesh, anunciou que pretende retornar ao país em dezembro de 2026, mesmo enfrentando a possibilidade de pena de morte. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na Índia, onde ela vive desde que deixou Bangladesh em 2024.

Contexto do anúncio

Hasina fez o anúncio em uma coletiva de imprensa, afirmando que precisa voltar para seus apoiadores, mesmo que isso signifique enfrentar prisão ou morte. Sua saída do país ocorreu após protestos em massa que resultaram na morte de 1.400 pessoas, e ela nega qualquer responsabilidade por esses eventos.

Reações e preocupações

Bruce Allen, da FMI, comentou que a possibilidade do retorno de Hasina “realmente desestabiliza as coisas”. Ele expressou preocupação com a situação dos cristãos em Bangladesh, afirmando que, frequentemente, em momentos de agitação social, as minorias religiosas, como os cristãos, são as mais afetadas pela violência.

Atualmente, o governo do Bangladesh, liderado pelo Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), que ganhou as eleições em fevereiro, afirma que deseja proteger a liberdade religiosa. No entanto, Allen observa que o novo governo enfrenta pressão para lidar com o aumento dos preços e desafios econômicos.

O que esperar

Allen pediu orações para que o governo atual comece a se preocupar com a vida das pessoas, e não apenas com a manutenção do poder. Ele também destacou que 99% da população de Bangladesh ainda não foi alcançada pelo Evangelho, e que os plantadores de igrejas locais estão fazendo progressos, mas precisam de sabedoria para discernir entre buscadores genuínos e radicais que possam atacá-los.

Além disso, muitos vilarejos impõem restrições que proíbem a entrada de cristãos, o que representa um desafio adicional para a evangelização na região. Allen pediu orações específicas para que os cristãos consigam alcançar novas comunidades e que conexões possam ser estabelecidas.



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Malásia mantém investigação sobre desaparecimento do pastor Raymond Koh

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A investigação sobre o desaparecimento do pastor Raymond Koh, que está desaparecido desde 2017, permanece suspensa devido a uma apelação do governo da Malásia. A decisão foi tomada em 29 de julho de 2026, prolongando a espera por justiça para a família de Koh.

Contexto do caso

Raymond Koh foi sequestrado em 2017, e sua esposa, Susannah Liew, processou o governo malaio e a polícia em 2020, alegando responsabilidade pela abdução. Após anos de batalhas legais, Liew obteve uma decisão favorável em novembro de 2025, quando o tribunal de Kuala Lumpur determinou que o governo e a polícia eram responsáveis pelo desaparecimento forçado do pastor e ordenou a reabertura da investigação.

Desdobramentos legais

Na mesma decisão, o tribunal também ordenou que o governo pagasse à família Koh uma quantia significativa em danos, equivalente a 31,8 milhões de ringgits malaio, cerca de 7,78 milhões de dólares americanos. No entanto, o governo apelou da decisão, e em janeiro de 2026, um juiz concedeu uma ordem de suspensão, adiando qualquer pagamento ou nova investigação até que a apelação fosse resolvida.

No final de julho, um painel de três juízes rejeitou o pedido de Liew para que a suspensão fosse levantada, mantendo a paralisação da investigação até a resolução da apelação do governo. A audiência para o recurso original está marcada para 30 de novembro de 2026.

Reações e apoio internacional

Susannah Liew enviou uma carta ao primeiro-ministro da Malásia, solicitando sua intervenção no caso que já se arrasta por anos. Ela expressou preocupação de que cada dia que passa torna as evidências sobre o desaparecimento de Koh mais vulneráveis. Floyd Brobbel, da Voice of the Martyrs Canada, comentou que Liew tem recebido apoio global, especialmente da comunidade cristã.

Brobbel também destacou que a Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional relatou que, antes do desaparecimento de Koh, a ONG que ele liderava foi investigada por líderes islâmicos locais, que alegaram que a organização estava sendo utilizada para converter muçulmanos ao cristianismo.

Expectativas futuras

Com a audiência da apelação marcada para novembro, a família Koh e seus apoiadores aguardam ansiosamente por um desfecho que possa trazer justiça e respostas sobre o desaparecimento do pastor. A situação continua a ser uma preocupação para grupos de defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa.



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TJMT abre processo seletivo para estagiários de nível médio e superior para todo o estado

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Estudantes que buscam uma oportunidade de estágio no Poder Judiciário de Mato Grosso já podem se inscrever no processo seletivo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). As inscrições para a seleção, regida pelo Edital nº 02/2026, seguem até 27 de agosto, no site Super Estágios www.superestagios.com.br. Após a inscrição, o (a) candidato(a) estará apto(a) a realizar a prova on-line.

O processo seletivo é destinado à formação de cadastro de reserva de estagiários. O Anexo I do Edital apresenta as localidades e os cursos que poderão gerar futuras convocações, conforme a necessidade do Tribunal.

Entre os cursos de nível superior contemplados estão Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social, Direito, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Gestão Pública, Gestão de Pessoas, Jornalismo, Pedagogia, Publicidade e Propaganda, Serviço Social, Tecnologia da Informação e Tecnologia em Gestão de Eventos e Cerimonial. Também há oportunidade para estudantes do Ensino Médio.

Para o Nível Médio, o estudante deve estar cursando a partir do 1º ano/semestre e distante pelo menos 12 meses da conclusão do curso. Para a maioria dos cursos superiores, a exigência é estar cursando a partir do 2º semestre, também com pelo menos 12 meses até a conclusão. Para o curso de Direito, é necessário estar cursando a partir do 3º semestre e distante 12 meses do término do curso.

Bolsa de até R$ 1.404,00

A jornada de estágio será de 30 horas semanais, sem exceder seis horas diárias, no período vespertino. O estudante deverá ter disponibilidade para cumprir o estágio das 12h às 18h ou das 13h às 19h, conforme a necessidade do TJMT. O estágio será presencial.

A bolsa-auxílio é de R$ 1.404,00 para estudantes de nível superior e de R$ 1.123,20 para estudantes do Ensino Médio. O auxílio-transporte é de R$ 217,80 por mês.

Quem pode participar

O estágio é destinado a estudantes regularmente matriculados e com frequência efetiva nos cursos previstos no edital. Na contratação, o candidato deverá ter pelo menos 16 anos completos e estar matriculado em instituição de ensino com convênio vigente com a Super Estágios. Deve ser brasileiro(a) nato(a), naturalizado(a) ou estrangeiro(a) com visto permanente no país. Também não poderá ter realizado estágio no TJMT por período superior a 12 meses, exceto no caso de pessoa com deficiência.

O edital reserva 10% das vagas de cada curso para pessoas com deficiência e 30% para candidatos negros, pretos ou pardos. São elaboradas listas de classificação geral, de candidatos negros e de pessoas com deficiência, separadas por curso.

Inscrição e prova

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela internet até as 16h do dia 27 de agosto (horário de Brasília), pelo portal da Super Estágios. A prova on-line também poderá ser realizada nesse mesmo período.

A avaliação terá 25 questões para estudantes de Direito e 20 questões para os demais cursos de nível superior. Todas as questões são de múltipla escolha. O candidato poderá se inscrever em apenas uma opção de vaga.

O resultado e o gabarito preliminar serão divulgados em 31 de agosto. Os recursos poderão ser apresentados em 1º de setembro, e o resultado final está previsto para 4 de setembro de 2026.

O cadastro de reserva terá validade conforme as regras do edital, e os candidatos classificados poderão ser convocados conforme o surgimento de vagas e as necessidades do Tribunal. Para Direito, o edital estabelece um cadastro único de reserva destinado à Secretaria do Tribunal de Justiça e ao Fórum da Comarca de Cuiabá.



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PF realiza ação contra fraudes em benefícios previdenciários no Rio

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A Polícia Federal deflagrou a Operação Operatio Umbra, nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro. Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão na capital fluminense e no município de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. A ação visa o combate a fraudes em benefícios previdenciários.

As investigações estimam um prejuízo de R$ 5 milhões aos cofres públicos em crimes decorrentes de pagamentos a beneficiários “fantasmas”.  

O nome da operação faz referência à palavra em latim “umbra”, que significa sombra. No submundoromano, as umbras eram as sombras dos mortos: remete aos “fantasmas”, que não têm corpo físico e agem “nas sombras”. 
 




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Supremo Tribunal da França decide que proibir redes sociais de menores de 15 anos limita liberdade de expressão

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França aprova lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 15 anos
O Conselho Constitucional da França, principal tribunal constitucional do país, bloqueou nesta sexta-feira (14) uma lei que proibia menores de 15 anos de acessar redes sociais. Segundo a corte, a medida viola a liberdade de expressão.
A decisão ocorre semanas depois de o Parlamento francês aprovar a proibição, que tinha como objetivo impedir que crianças com menos de 15 anos criassem contas em redes sociais. A previsão era que a medida começasse a valer em setembro.
Exigência de comprovação de idade
Um dos principais problemas apontados pelo tribunal foi a necessidade de verificar a idade dos usuários.
Redes sociais proibidas para menores de 16 na Austrália: como vai funcionar
Segundo o Conselho Constitucional, ao impedir menores de 15 anos de acessar determinados serviços online, a lei faria com que todas as pessoas, inclusive adultos, precisassem comprovar a própria idade para utilizar essas plataformas.
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Para a corte, o texto aprovado pelo Parlamento não estabelecia de maneira suficiente as condições e os limites para essa comprovação.
O tribunal afirmou que, sem essas regras, o legislador não criou as garantias jurídicas necessárias para assegurar o cumprimento da medida.
Lei havia sido aprovada em julho
A proibição foi aprovada pelas duas casas do Parlamento francês em 21 de julho. O texto determinava que menores de 15 anos não poderiam abrir novas contas em redes sociais a partir de 1º de setembro. As plataformas teriam ainda quatro meses para encerrar contas já existentes.
Hiperconexão
— Foto: Hollie Adams/Reuters
As empresas também seriam obrigadas a adotar sistemas de verificação de idade aprovados pelo órgão francês responsável pela proteção de dados.
A proposta fazia parte de uma ofensiva do governo francês para reduzir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais. O presidente Emmanuel Macron defendia que a medida entrasse em vigor no início do próximo ano letivo.
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A França seria o primeiro país da União Europeia a adotar uma proibição ampla para menores de 15 anos. A Austrália já havia implementado uma regra semelhante, proibindo menores de 16 anos de utilizar algumas das principais plataformas.
A decisão desta sexta-feira impede, por enquanto, a entrada em vigor da proibição nos termos aprovados pelo Parlamento.



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Israel e Venezuela anunciam reaproximação com serviços consulares

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Na quarta-feira, 11 de agosto de 2026, Israel e Venezuela anunciaram a decisão de restabelecer os serviços consulares, criando um canal oficial de comunicação entre os dois países após 17 anos. Essa ação indica uma mudança significativa na política externa da Venezuela.

O que aconteceu

A decisão de reaproximação foi comunicada durante conversas entre os chanceleres Félix Plasencia, da Venezuela, e Gideon Sa’ar, de Israel. O acordo, no entanto, não implica na retomada completa das relações diplomáticas, nem na reabertura das embaixadas.

Serviços consulares

Com o novo entendimento, uma estrutura coordenada será criada para oferecer serviços consulares aos cidadãos de ambos os países. Isso representa um passo importante na normalização das relações, que estavam marcadas por hostilidade, especialmente após a aproximação da Venezuela com o Irã.

Expectativas futuras

Embora o restabelecimento dos serviços consulares seja um avanço, ainda não está claro quais serão os próximos passos em termos de relações diplomáticas mais amplas entre Israel e Venezuela. A comunidade internacional acompanhará de perto essa reaproximação.



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Cáceres recebe na próxima semana especialistas para avançar na elaboração do Plano de Ação Climática

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A Prefeitura de Cáceres recebe, nesta segunda e terça-feira, dias 17 e 18 de agosto, uma programação voltada à elaboração do Plano Local de Ação Climática (PLAC), instrumento que irá auxiliar o município no planejamento de ações para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, reduzir emissões de gases de efeito estufa e orientar políticas públicas para as próximas décadas.

As atividades irão reunir a prefeita Eliene Liberato, representantes de secretarias municipais, instituições parceiras e equipes técnicas em reuniões, discussões e visitas de campo. A proposta é aprofundar o conhecimento sobre a realidade de Cáceres, identificar os principais riscos climáticos do território e avançar na definição das prioridades que deverão integrar o planejamento municipal.

A iniciativa faz parte do Programa Mutirão Brasil – Cidades Amazônicas, desenvolvido pelo C40 Cities, Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM), Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e ICLEI América do Sul. O programa oferece suporte técnico para que os municípios possam estruturar estratégias relacionadas à sustentabilidade, adaptação climática e redução de emissões.

Para a prefeita Eliene Liberato, receber essa programação representa uma oportunidade importante para Cáceres ampliar conhecimentos, buscar soluções e planejar o desenvolvimento do município considerando suas características ambientais. “Temos uma expectativa muito positiva com a realização desse trabalho em Cáceres. Será um momento de aprendizado, troca de experiências e construção conjunta. Conhecemos a riqueza ambiental do nosso município, mas também os desafios que enfrentamos, e queremos aproveitar essa oportunidade para pensar soluções que protejam a nossa população e preparem Cáceres para o futuro”, destacou.

Ao longo da programação, serão debatidos temas relacionados ao desenvolvimento urbano, meio ambiente, infraestrutura, mobilidade, saúde e serviços públicos. A expectativa é que as informações levantadas contribuam para a construção de um Plano Local de Ação Climática conectado à realidade do município e capaz de orientar decisões e investimentos para uma Cáceres mais sustentável, resiliente e preparada para os desafios climáticos.

Fonte: Assessoria



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