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Fim da escala 6×1 deve começar a tramitar no Senado

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A proposta de fim da escala 6×1 deve começar a ser apreciada pelo Senado Federal. O presidente da casa, Davi Alcolumbre, anunciou, nesta sexta-feira (14), que essa e outras duas propostas vão seguir o rito previsto no Senado, com aprofundamento pelas comissões competentes.

O fim da escala 6×1 foi aprovado pela Câmara em maio. Ela muda a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução dos salários.

A PEC das Segurança Pública e o projeto que cria a política nacional de minerais críticos também devem ser discutidos pelos senadores.

A emenda que constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública foi aprovada em março pelos deputados. A proposta busca integrar a atuação das forças policiais em todo o país, prevendo que parte da arrecadação com as bets seja destinado aos fundos de segurança pública e penitenciário.

O projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos foi aprovado pela Câmara em maio.  A proposta traz incentivos governamentais e prioridade para licenciamento de projetos das chamadas terras raras.

Davi Alcolumbre afirmou que teve, durante a semana, conversas com o presidente Lula para compreender as prioridades do governo e tratar da agenda legislativa de interesse do país.

O presidente do Senado ainda afirmou que cabe ao Executivo apresentar suas prioridades e ao Congresso analisá-las com independência e responsabilidade.




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Pesquisa de polipílula para prevenção do AVC busca 8,5 mil voluntários

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Pesquisadores brasileiros recrutam voluntários desde o fim de 2025 para testes com a primeira polipílula brasileira contra acidentes vasculares cerebrais (AVC) e outras doenças cardiovasculares. O objetivo é reunir 8,5 mil participantes, que serão acompanhados por entre três e quatro anos.

A polipílula é uma combinação da rosuvastatina 10 mg, contra o colesterol, com dois remédios contra a pressão alta, a valsartana 80 mg
e anlodipina 5 mg. A apresentação permite que eles sejam ingeridos conjuntamente.

Considerada bem sucedida, a primeira fase de testes em humanos envolveu 370 pessoas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre 2020 e 2023.

A pesquisa é conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento, da capital gaúcha, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). O trabalho é feito junto com as unidades de atenção primária à saúde e com secretarias de saúde.

A coordenação do estudo é da neurologista Sheila Martins, chefe do Serviço de Neurologia e Neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento. 

“A ideia é que a gente consiga provar a eficácia do tratamento nessas pessoas que são de baixo e médio risco”, disse Sheila à Agência Brasil.

Segundo a pesquisadora, a adesão da população é decisiva para a qualidade dos resultados.

“Quanto maior o número de participantes, mais robustas serão as evidências geradas e maior o potencial de orientar futuras políticas públicas de prevenção”.

Testes em voluntários

Os participantes precisam ser pessoas com idade entre 50 e 75 anos que nunca tiveram AVC ou infarto e que não façam uso de medicamentos para colesterol, hipertensão ou diabetes. A participação é gratuita e inclui acompanhamento médico periódico por equipe especializada.

O recrutamento e o acompanhamento ocorrem em 14 centros de AVC distribuídos por São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco e Acre. Outros centros em todo o país estão sendo recrutados, segundo Sheila Martins.

Os voluntários serão sorteados e divididos em dois grupos: uma parte vai usar a polipílula e a outra vai receber placebo, que é uma polipílula sem a medicação ativa. 

Ao longo de três anos, em média, será avaliado se esse tratamento reduz o risco de AVC, demência ou piora da memória. E, como desfecho secundário, a pesquisa vai comparar se foi reduzido também o risco de infarto, insuficiência cardíaca e morte por doença circulatória.

As informações sobre o processo de participação na pesquisa podem ser obtidas pelo telefone ou WhatsApp (51) 99935-6911. 

O projeto inclui um aplicativo, o Riscômetro, para empoderamento do paciente. Com a ferramenta, ele pode calcular o risco de ter um AVC, um infarto ou uma doença circulatória e aprender a monitorar a redução desse risco. 

“Uma coisa importante na fase inicial do estudo foi que as pessoas, usando o aplicativo, puderam mudar seu estilo de vida. Aumentaram a atividade física, por exemplo. Isso é maravilhoso. Elas recebiam mensagens lembrando de fazer atividade física. Quem fumava, parou de fumar. Então, isso motiva as pessoas a mudar para também reduzir o risco”.

Risco de AVC

O AVC é a principal causa de morte no Brasil e uma das principais causas de incapacidade, afirmou a médica. De acordo com dados do Portal da Transparência do Registro Civil, 89.490 brasileiros morreram em decorrência da doença no ano passado. 

Em termos globais, a Organização Mundial do AVC estima que o número de mortes pela doença pode crescer até 50% nas próximas décadas, passando de 6,6 milhões de óbitos, em 2020, para cerca de 9,7 milhões, em 2050. 

A médica destaca, entretanto, que 90% dos casos podem ser prevenidos se houver controle dos principais fatores de risco. E o mais importante deles é a hipertensão. 

A pressão alta começa a aumentar o risco de AVC a partir de 115 milímetros de mercúrio (mmHg) de sistólica, que é a pressão máxima, e 75 mmHg de diastólica (pressão mínima). A partir daí, quanto maior a pressão, maior o risco.

A pressão arterial sistólica (PAS) se refere à pressão do sangue no momento que o coração se contrai para impulsionar o fluído para as artérias. Já a pressão arterial diastólica (PAD) ocorre no início do ciclo cardíaco e se refere à capacidade de adaptação ao volume de sangue que o coração ejetou. A leitura da pressão arterial é medida por milímetros de mercúrio (mmHg).

Sheila Martins explicou que, normalmente, o que se faz é orientar as pessoas que têm a pressão levemente aumentada a mudar o estilo de vida, diminuir sal na alimentação, fazer atividade física e não abusar do álcool. Só a partir de 140 x 90, também é prescrita medicação, complementa a médica.

Prevenção

Sheila Martins pondera que, como se sabe que o risco de AVC aumenta com uma pressão acima de 115 x 75, o mundo está se mobilizando para avaliar se não seria necessário começar a usar a medicação mais cedo. 

“O estudo é para evitar o primeiro AVC, usando uma primeira polipílula brasileira nas pessoas que tenham a pressão máxima de 139 e a mínima de 121, com 50 a 75 anos de idade, e que tenham, pelo menos, um dos fatores de risco modificado, como obesidade, sedentarismo, alimentação não saudável e fumo”.

Pessoas que têm pressão nesse nível e não usam remédios para hipertensão, diabetes e colesterol alto correspondem a 85% dos casos de AVC no mundo, descreve ela. 

“São pessoas de baixo e médio risco que têm uma enorme possibilidade de prevenção”, disse a neurologista do Hospital Moinhos de Vento.

O resultado apresentado pela equipe da pesquisa em congressos internacionais a partir dos primeiros testes mostrou que, com essa medicação, que é uma dose baixa de medicamento anti-hipertensivo, a pressão é reduzida em 12 mmHg. 

Isso significa que, se a pessoa estava com 139 de pressão máxima, por exemplo, a medição cai para 127, afirmou a médica. O colesterol, por sua vez, é reduzido em 40 miligramas por decilitro, uma queda significativa.

Desafio

Segundo Sheila Martins, trata-se de um estudo importante e um tratamento de baixíssimo risco que pode mudar a política pública no Brasil e no mundo. A dimensão do teste, com 8.500 pessoas em várias partes do país, torna a pesquisa um grande desafio, afirma ela.

A médica destacou que a fase piloto indicou que a polipílula funciona bem, é bem tolerada e reduz a pressão arterial. 

“Agora, a gente está na expansão, que é o que importa. Ou seja, se ela reduz AVC, reduz demência, diminui doenças circulatórias e morte cardiovascular”.

Sheila Martins confia que, em breve, essa polipílula poderá estar disponível no SUS, e afirma que esse é o objetivo da pesquisa.

“O que se precisa agora é que o medicamento seja produzido em escala maior e possa ser disponibilizado para quem já tem pressão alta. Isso é bom, porque são três comprimidos em um só. Facilita a utilização”.

A combinação de medicamentos para essa polipílula foi criada por um comitê executivo nacional liderado pela neurologista, juntamente com um comitê internacional integrado por grandes nomes do AVC e da hipertensão na Austrália, Estados Unidos e Inglaterra.



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Discord: em quatro anos, ao menos sete operações policiais envolveram o uso da plataforma, diz Ministério da Justiça

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“O CIBERLAB [do Ministério da Justiça] tem identificado, de forma recorrente, a utilização de servidores e comunidades hospedadas na plataforma Discord para compartilhamento e conteúdos relacionados a crueldade contra animais, automutilação, incitação ao suicídio, exposição de violência gráfica, disseminação de ideologias extremistas, cyberbullying organizado, coerção psicológica e transmissões ilícitas envolvendo vítimas vulneráveis, inclusive menores de idade”, diz trecho do ofício do MJ.



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Quebrando o Silêncio 2026 alerta contra violência aos idosos

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A Igreja Adventista do Sétimo Dia realiza, em agosto, mais uma edição do Quebrando o Silêncio, uma campanha anual de conscientização e prevenção da violência. Em 2026, a mobilização tem como tema “Idosos em Risco: a violência que atinge quem mais precisa de cuidado”.

Objetivos da campanha

A campanha chama atenção para situações de agressão, negligência, abandono e abusos contra a população idosa. O principal dia de mobilização será 22 de agosto, que corresponde ao quarto sábado do mês. No entanto, a campanha acontece ao longo do ano e inclui ações educativas, fóruns, palestras, distribuição de materiais informativos e atividades de conscientização em igrejas, escolas e comunidades.

Histórico e abrangência

A iniciativa é realizada há 24 anos e alcança oito países da América do Sul: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. O objetivo é levar informação para que familiares, cuidadores, comunidades e as próprias pessoas idosas consigam reconhecer situações de violência e saibam como buscar ajuda e denunciar.

Crescimento da violência contra idosos

Em 2026, a escolha do tema ocorre em meio ao crescimento dos registros de violência contra idosos. Entre janeiro e maio de 2026, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou mais de 92 mil denúncias e 536 mil violações de direitos contra pessoas idosas. Na comparação com o mesmo período de 2025, os números representam um aumento de aproximadamente 25% nas denúncias e de quase 30% nas violações.

Os dados também destacam o ambiente familiar, onde, das mais de 180 mil denúncias registradas em 2025, 55% apontaram filhos e filhas como responsáveis pela violência, segundo dados da Universidade Federal Fluminense (UFF). Pessoas com 80 anos ou mais e mulheres estão entre as principais vítimas, evidenciando que a violência pode ocorrer em ambientes que deveriam oferecer proteção e cuidado.

Formas de violência abordadas

A campanha também procura mostrar que a violência contra a pessoa idosa vai além das agressões físicas. A edição de 2026 aborda formas de abuso psicológico, financeiro, patrimonial, físico, institucional e sexual, além de situações de negligência, abandono e golpes digitais.

Materiais educativos foram produzidos especificamente para diferentes públicos, incluindo revistas para adultos, adolescentes e crianças, além de folhetos e cartazes.



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Multivacinação em São Paulo inclui 20 imunizantes em 645 municípios

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O Governo de São Paulo promove, até 1º de setembro, a Campanha de Multivacinação nos 645 municípios paulistas. Iniciada em 3 de agosto, a ação é voltada a crianças e adolescentes menores de 15 anos e prevê a oferta de 20 imunizantes, conforme a idade, o histórico vacinal e as indicações de cada vacina. 

Estão sendo oferecidas as vacinas BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, pneumocócica 20-valente, meningocócica C, influenza, covid-19, febre amarela, meningocócica ACWY, tríplice viral, varicela, DTP, hepatite A, pneumocócica 23-valente, dT, HPV e dengue tetravalente. 

A vacinação é feita de acordo com o histórico vacinal, por isso os pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para conferência e aplicação apenas das doses necessárias. 

Sarampo 

A vacina contra o sarampo continua sendo recomendada para moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A vacinação é indicada para moradores de 6 meses a 59 anos, independentemente do histórico vacinal, desde que sejam respeitados os intervalos recomendados e as contraindicações. 

A estratégia foi adotada após a confirmação de 23 casos da doença no estado em 2026 e busca conter a circulação do vírus. Dos 23 casos confirmados neste ano, dois são importados. Os outros 21 são considerados relacionados à importação, embora a fonte da infecção não tenha sido identificada. Entre os pacientes, 20 moram na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. 

Dezesseis pacientes não tinham histórico de vacinação ou estavam com o esquema incompleto. Quinze tinham menos de 2 anos e oito estavam na faixa etária de 15 a 50 anos. Em 2025, o estado registrou dois casos importados de sarampo, ambos na capital. 

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP), cerca de 660 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas desde 3 de agosto nos três municípios. Desse total, aproximadamente 500 mil foram aplicadas na cidade de São Paulo, 90 mil em Guarulhos e 70 mil em São Bernardo. 

“Cada dose aplicada amplia a proteção da população e ajuda a interromper a circulação do vírus. O resultado alcançado nos três municípios mostra a mobilização da rede de saúde, mas a adesão precisa continuar”, afirmou a coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da SES-SP, Regiane de Paula. 

 



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ONG brasileira denuncia à ANPD contas do Telegram com indícios de abuso sexual infantil

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“O Telegram não é apenas uma plataforma onde o abuso acontece, mas uma infraestrutura que, por sua arquitetura técnica, seu modelo de monetização e sua postura de moderação, estrutura e viabiliza a produção, a distribuição e a comercialização de material de violência sexual contra crianças e adolescentes em escala industrial”, afirma Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil.



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Investigadores reabrem casos de homicídio de esposas de pastor

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Investigadores reabriram casos de mortes de esposas de um pastor, reclassificando-os como homicídios. John Thomas Bridges, de 86 anos, é considerado suspeito na morte de sua segunda esposa, Astrid Bridges, em 1993, enquanto a morte de sua primeira esposa, Joyce “Mable” Bridges, em 1972, também está sendo investigada.

O que aconteceu

Recentemente, a polícia de Gresham, Oregon, identificou John Thomas Bridges como suspeito na morte de Astrid Bridges, que ocorreu em 2 de julho de 1993. Astrid tinha 45 anos na época de sua morte, que inicialmente foi considerada acidental. A reabertura do caso se deu após uma reavaliação das evidências, conforme afirmou o chefe de polícia de Gresham, Travis Gullberg.

Gullberg declarou: “Graças aos impactos combinados do imposto aprovado pelos eleitores para a Polícia e Bombeiros, nosso trabalho com a Associação de Oficiais da Polícia de Gresham para contratar detetives adicionais, e os esforços de nossa divisão de patrulha, incluindo a iniciativa Ceasefire, para reduzir o crime em andamento, agora podemos atribuir esses casos importantes para investigação ativa.”

Investigação da primeira esposa

Enquanto isso, em 24 de julho, a Unidade de Casos Frios do Departamento de Polícia de Louisville anunciou que estava investigando a morte de Joyce “Mable” Bridges, que ocorreu em 5 de julho de 1972. Mable foi encontrada sem resposta em sua residência e foi levada ao Hospital de Pewee Valley, onde foi declarada morta. Inicialmente, não houve envolvimento da polícia ou do serviço de emergência, e o corpo foi posteriormente levado a uma funerária.

Em 2015, Mable Bridges foi exumada para uma autópsia, que determinou que sua morte foi um homicídio. A Unidade de Casos Frios do LMPD está ativamente investigando o caso e deseja entrevistar qualquer pessoa que tenha informações relacionadas a essa investigação ou que conheça a família Bridges.

Situação atual de John Thomas Bridges

Até o momento, John Thomas Bridges não foi preso ou acusado em nenhum dos casos. A polícia de Louisville ainda não o nomeou como suspeito na investigação da morte de sua primeira esposa.



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Quem é Eduardo Saverin, bilionário brasileiro que comprou participação no Liverpool

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Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook, comparece ao 7º Prêmio Anual de Mídia de Senso Comum em homenagem a Bill Clinton no Gotham Hall em 28 de abril de 2011 na cidade de Nova York.
Jason Kempin/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo
O empresário brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, acaba de entrar para o grupo de proprietários do Liverpool. Ele integra, ao lado do fundador da Amazon, Jeff Bezos, e outros investidores, o consórcio 1892 Holdings, que comprou uma participação minoritária no clube inglês.
Saverin é atualmente o brasileiro mais rico do mundo, com uma fortuna estimada em US$ 33 bilhões (cerca de R$ R$ 173 bilhões ). Ele ocupa a 66ª posição no ranking dos mais ricos do mundo em 2026.
Relação com o futebol não é de hoje: o interesse pelo Chelsea
A relação de Eduardo Saverin com o futebol inglês começou antes de sua entrada no Liverpool. Em 2022, o brasileiro integrou o grupo liderado pelo empresário americano Steve Pagliuca que tentou comprar o Chelsea, então colocado à venda pelo russo Roman Abramovich.
Saverin e sua mulher, Elaine, estavam entre os investidores que apoiavam a proposta de Pagliuca, co-presidente da Bain Capital e coproprietário do Boston Celtics. A oferta avaliava o Chelsea em cerca de US$ 4 bilhões.
O grupo chegou a participar da disputa final pela aquisição do clube, mas não venceu. O Chelsea acabou sendo comprado por um consórcio liderado pelo empresário Todd Boehly e pela Clearlake Capital.
Mas afinal, quem é Saverin?
Nascido em São Paulo, em 1982, Saverin se mudou ainda criança para os Estados Unidos. Foi lá que conheceu Mark Zuckerberg, durante a graduação em economia na Universidade Harvard, e se tornou um dos cofundadores do Facebook, em 2004. Hoje, aos 44 anos, vive em Singapura com a esposa e o filho.
O brasileiro domina inglês e português de forma fluente, e conversa em espanhol no nível intermediário.
No início da rede social, Saverin ficou responsável pela área de negócios e fez o investimento inicial que permitiu o funcionamento da empresa, segundo o livro Milionários Acidentais, de Ben Mezrich.
Foi a participação no Facebook que deu origem à sua fortuna. Ele entrou pela primeira vez na lista de bilionários da Forbes em 2011, após a abertura de capital da empresa, que elevou o valor de sua fatia na companhia.
Saiba quem é Eduardo Saverin, o brasileiro mais rico do mundo
A participação de Saverin, porém, acabou sendo menor do que a dos demais fundadores. Ele e Zuckerberg romperam a parceria ainda nos primeiros anos da empresa, em meio a divergências sobre os rumos do negócio.
A disputa foi parar na Justiça e inspirou parte da trama do filme A Rede Social (2010), em que o brasileiro é interpretado pelo ator Andrew Garfield.
Mesmo assim, Saverin chegou a ser apontado como o brasileiro mais rico da história em 2024, quando sua fortuna foi estimada em US$ 155,9 bilhões (R$796,64 bilhões) após a forte valorização das ações da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp.
Como Saverin foi ‘varrido’ do Facebook
Enquanto Saverin cuidava da área de negócios, Zuckerberg concentrava o desenvolvimento da plataforma, que crescia rapidamente. Com a expansão da empresa, surgiram divergências entre os dois sobre a condução do Facebook.
Segundo uma reportagem publicada em 2012 pelo Business Insider, Zuckerberg pretendia transferir o registro da empresa para o estado americano de Delaware, conhecido por ter uma legislação mais favorável às empresas. Ele também demonstrava insatisfação com o afastamento de Saverin das atividades do dia a dia.
Foto de Eduardo Saverin ao lado da esposa, Elaine Andriejanssen (à direita), e de Justin Trudeau (à esquerda), educador e ex-primeiro ministro do Canadá
Divulgação/Linkedin
Em uma mensagem enviada ao cofundador Dustin Moskovitz, Zuckerberg afirmou que Saverin havia falhado em suas principais responsabilidades: estruturar a empresa, captar recursos e desenvolver um modelo de negócios.
Com a relação desgastada, Zuckerberg criou, em julho de 2004, uma nova empresa em Delaware para assumir o controle do Facebook. Em poucos meses, a participação de Saverin foi diluída de 65% para menos de 10%.
O caso acabou nos tribunais.
O Facebook questionou um documento que garantiria mais ações ao brasileiro, enquanto Saverin acusou a empresa de descumprir deveres legais de transparência e lealdade entre os sócios. Anos depois, as partes chegaram a um acordo, e Saverin ficou com cerca de 5% da empresa.
Em 2012, pouco antes da abertura de capital do Facebook, o brasileiro renunciou à cidadania americana e passou a viver oficialmente em Singapura, onde mora até hoje.
Eduardo Saverin à esquerda, segurando um peixe com Johan Attby, ao seu lado (no meio da foto), sócio da Norrsken Evolve.
A carreira depois do Facebook
Depois de deixar a gestão do Facebook, Saverin passou a investir em empresas de tecnologia em estágio inicial. Em 2015, fundou a gestora B Capital ao lado de Raj Ganguly, ex-executivo da Bain Capital e do Boston Consulting Group (BCG).
Atualmente, Saverin é cofundador e copresidente da empresa, que investe em companhias de tecnologia, saúde e clima em diferentes países. Segundo a Forbes, a gestora administra mais de US$ 7 bilhões (R$ 35,77 bilhões) e mantém escritórios em cidades como São Francisco, Nova York, Los Angeles, Austin, Singapura, Hong Kong e Doha.
O cofundador do Facebook Eduardo Saverin (dir.) e Darius Cheung cofundador da BillPin e CEO cofundador da tenCube adquirida pela McAfee participam do segundo aniversário da 99.co e do lançamento da 99PRO em Cingapura em 26 de maio de 2016.
Roslan Rahman/AFP/Arquivo
Sob a liderança de Saverin, a B Capital ampliou sua atuação nos últimos anos. Em 2022, levantou US$ 250 milhões (R$ 1.277,5 bilhões) para investir em startups em estágio inicial. Em 2024, captou outros US$ 750 milhões (R$ 3.832,5 bilhões) para empresas mais consolidadas.
Já em 2026, anunciou um novo fundo de US$ 500 milhões (R$ 2.55 bilhões) voltado ao financiamento de novos negócios de tecnologia, ampliando sua presença no mercado de investimentos em inovação.



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Fulani matam 31 cristãos no centro da Nigéria

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Desde o dia 2 de agosto, 31 cristãos foram mortos em ataques atribuídos a pastores fulani no centro da Nigéria. Os ataques ocorreram em várias comunidades, com destaque para o estado de Plateau.

O que aconteceu

De acordo com fontes locais, os pastores armados invadiram cinco vilarejos predominantemente cristãos na área de Riyom, ao sudoeste de Jos, nas últimas duas semanas. No dia 12 de agosto, os atacantes invadiram a vila de Kyeng por volta das 20h30 e Gwa-Wereng Rim às 21h30, resultando na morte de dois cristãos, identificados como Bulus Mwagwong e Stephen Dachollom Kaze, conforme relatado por um residente da área, Lyop Gabriel.

Gabriel afirmou: “Os pastores fulani invadiram as duas comunidades, atirando nos moradores. Em Dorong e Jol, os pastores incendiaram casas e dispararam contra os residentes cristãos que avistaram. Os ataques ocorreram enquanto esses cristãos dormiam em suas casas.”

No dia 4 de agosto, em Tanjol, uma vila predominantemente cristã em Ryom, três cristãos foram mortos por supostos pastores. Os mortos foram identificados como Dachung Danjuma, 51 anos; Victor Danjuma, 37 anos; e Nyam Danjuma, 35 anos. Além disso, no dia 2 de agosto, em vilarejos cristãos de Torok, Kum e Wereng Camp, 10 cristãos foram mortos, incluindo uma criança de três meses.

Reações às violências

Dalyop Solomon Mwantiri, advogado em Jos, descreveu os ataques como “uma ameaça perturbadora à vida, meios de subsistência e segurança dos cristãos em comunidades rurais”. Ele enfatizou que o governo nigeriano deve intensificar os esforços para prevenir mais violência contra os cristãos.

Fom Dalyop Chollom, membro da Assembleia Nacional da Nigéria, também confirmou a morte de David Dachollom Danjuma, um ex-legislador local, que foi assassinado por “suspeitos armados fulani junto com bandidos contratados” na vila de Torok. Chollom declarou em uma nota à imprensa: “Este ato insensato de terrorismo é maligno, bárbaro e um ataque à paz, à democracia e à santidade da vida humana. Almejar um líder comunitário é uma tentativa de incutir medo e desestabilizar nossa constituição.”



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Instagram impulsiona rede de golpes que promete ajudar migrantes a chegar à Ceuta por até R$ 2,8 mil

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Imigrantes menores de idade fazem fila em frente a delegacia de Ceuta para serem registradas
REUTERS/Violeta Santos Moura
Neste fim de semana, Mohammed quer ir do Marrocos para o enclave espanhol vizinho de Ceuta, no extremo norte da África.
Ele é um marroquino na casa dos vinte anos de idade que quer emigrar para a Europa, principalmente porque tem visto muitos vídeos no Instagram que fazem a travessia parecer fácil.
Ele contatou várias contas do Instagram e uma delas respondeu, alegando ter ajudado “muitas pessoas” e oferecendo conselhos sobre como atravessar a fronteira por centenas de dólares.
Só que Mohammed não existe de verdade – ele é uma conta falsa que eu criei para investigar uma rede de perfis no Instagram que estão impulsionando o fluxo de migrantes para Ceuta com conteúdo inspirador e oferecendo ajuda mediante pagamento.
Isso ocorre depois que aproximadamente 78 mil imigrantes vindos do Marrocos chegaram por mar a Ceuta em questão de horas no mês passado, 100 dos quais morreram, segundo o prefeito de Ceuta.
A crise se abrandou desde então, mas gerou tensões entre as nações da União Europeia que partilham fronteiras abertas, bem como críticas ao governo espanhol.
A BBC identificou dezenas de perfis no Instagram que disseram que fazer a curta travessia a nado ao redor da cerca da fronteira entre Marrocos e Ceuta é algo seguro e fácil – mas, na realidade, pessoas se afogaram tentando fazer a travessia e optaram por rotas muito mais longas.
As contas também mostram erroneamente Ceuta como uma rota viável para a Europa continental.
Nossa pesquisa sugere que isso contribuiu para o fluxo migratório, juntamente com outros fatores, como desinformação sobre mudanças na legislação de imigração espanhola e alegações sobre controles fronteiriços frágeis.
Crise em Ceuta completa uma semana ainda sem respostas
‘Ajuda’
Após interagir com os perfis e publicações das contas, a BBC foi adicionada a vários canais e grupos do WhatsApp.
Quando perguntei a uma das contas anônimas se poderiam me ajudar a atravessar para Ceuta neste fim de semana, disseram que sim e pediram “5.000 dirhams adiantados” (R$ 2,8 mil) por “informações que me ajudarão a entrar em Ceuta”.
Eles disseram que já tinham ajudado “muitas pessoas” a atravessar antes e que me dariam informações sobre a tubulação de esgoto que eu poderia usar para chegar ao enclave em segurança.
A conta confirmou que muitos outros perfis do Instagram ajudam pessoas a atravessar para Ceuta dessa forma e solicitaram pagamento “via conta bancária” com um serviço específico de transferência de dinheiro.
Mas eles não responderam quando perguntei se eu receberia um reembolso caso a travessia não fosse bem-sucedida. Desde então, eles apagaram várias mensagens que enviaram para a conta.
Diversas contas no Instagram fazem a travessia parecer fácil
Reprodução/BBC
Parte da troca de mensagens entre a conta fictícia da BBC e uma das contas, sob pseudônimo, que alega ajudar migrantes marroquinos a chegar a Ceuta.
Reprodução/BBC
O mesmo perfil que deu esse conselho já havia dito à minha conta real do Instagram, da BBC, que “isso não incentiva a imigração para Ceuta” — uma mensagem que vários outros perfis repetem.
E a situação continua: publicações nas redes sociais, ativamente recomendadas pelo algoritmo do Instagram, anunciam mais uma tentativa de travessia neste fim de semana. Isso aumenta o risco de mortes e acirramento das tensões diplomáticas entre Marrocos e Espanha.
Vários dos perfis foram removidos do Instagram depois que a BBC entrou em contato com a Meta, proprietária da plataforma.
“Temos uma equipe monitorando a situação em Ceuta em tempo real e removendo conteúdo que viola nossas políticas, incluindo conteúdo que oferece, facilita ou busca serviços de tráfico de pessoas”, declarou a empresa.
Por que a rede é importante
Migrantes nadando ao redor da cerca da fronteira
Reprodução/BBC
Percebi pela primeira vez a enxurrada de conteúdo sobre Ceuta quando vi um vídeo viral mostrando duas mulheres de roupa de mergulho caminhando pela cidade.
Embora a publicação original em espanhol buscasse dissuadir migrantes com a legenda “Ceuta não aguenta mais”, algumas versões compartilhadas por contas marroquinas e de língua árabe alteraram a legenda ou a cortaram, de modo que o vídeo mostrava apenas as mulheres caminhando livremente.
Esta foi apenas uma das centenas de publicações que classificamos como conteúdo “miragem” — ou seja, que pintam um retrato enganoso de um lugar, distinto da realidade.
Alguns vídeos mostram grupos de jovens, homens e mulheres, nadando alegremente no mar — embora muitos tenham se afogado ao tentar fazer o mesmo percurso nas últimas semanas.
Outros relatos mostram histórias de pessoas que conseguiram chegar a Ceuta e afirmam ter ido para a Espanha ou para a Europa continental, apesar de cerca de 75 mil dos 78 mil recém-chegados terem sido devolvidos a Marrocos pelas autoridades.
Havia muitas semelhanças nos perfis que compartilhavam esse tipo de conteúdo.
Quase 40 deles tinham variações do termo “Haraga” e incluíam Ceuta em seu nome ou apelido, frequentemente com uma bandeira espanhola como foto de perfil e com os códigos de área de Marrocos e Espanha na descrição.
Haraga, em árabe, pode ser traduzido como “aqueles que queimam” e é usado coloquialmente para se referir a migrantes que chegam a um novo local e queimam ou destroem documentos para que não possam ser identificados e deportados de volta para seus países de origem.
O histórico dessas contas, juntamente com suas postagens e seguidores, indicava que a maioria era administrada de Marrocos, enquanto algumas possivelmente estavam baseadas na Espanha ou na Itália.
Muitas delas já existiam há vários anos, mas o conteúdo sobre Ceuta ganhou mais visibilidade nas últimas semanas.
As contas estão manipulando o algoritmo com vídeos que falam sobre como é viver em Ceuta
Reproduação/BBC
Essas contas conseguiram manipular os algoritmos das principais redes sociais compartilhando conteúdo emotivo e otimista para ganhar mais visibilidade.
Fontes internas das maiores empresas de mídia social já me disseram que as postagens que provocam uma reação forte têm maior probabilidade de se tornarem virais.
Ao tentar contatar alguns desses perfis usando minha própria conta, alguns deles me direcionaram para os mesmos números de WhatsApp ou endereços de e-mail.
Minha conta falsa, Mohammed, era um perfil privado, criado para se parecer com as contas de jovens marroquinos que curtiam e comentavam as postagens que anunciavam travessias.
Eu seguia conteúdo relevante, incluindo vários perfis de Haraga, e em pouco tempo meu feed ficou repleto de vídeos e conteúdo incentivando viagens para Ceuta.
Parece haver uma tendência mais ampla, em que pessoas que tentam cobrar dinheiro de migrantes por conselhos conseguem facilmente criar perfis e manipular os algoritmos das redes sociais.
Embora já existissem grupos no Facebook e contas em outras grandes redes sociais publicando sobre Ceuta, foi no Instagram que encontrei o grupo mais ativo e disseminado de contas interconectadas.
O alcance recém-adquirido desses perfis, facilitado pelos algoritmos do Instagram, os expõe a uma gama maior de clientes pagantes.
Este é mais um exemplo de como manipular um algoritmo pode gerar danos no mundo real.



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