Em contraste com a taxa nacional de reincidência de 42% no sistema prisional feminino, a ONG Ame Mulheres Esquecidas (A.M.E) registra índice de apenas 0,35% entre egressas do Presídio Feminino de Luziânia.
Sob liderança da pastora Shaila Manzoni, da Igreja IDE Brasília, a iniciativa atua desde 2020 combinando assistência prática e atividades espirituais.
A organização realiza visitas mensais com cultos, ministrações bíblicas e cerimônias como Santa Ceia, batismos e o lava-pés – gesto inspirado em João 13 que simboliza humildade e serviço.
“Jesus nos convida a viver o Evangelho em gestos concretos”, declarou Shaila Manzoni sobre o trabalho no presídio feminino. “O lava-pés é mais do que um ato pontual — é um chamado.”
Paralelamente, oferece suporte material com distribuição de mais de 2.000 kits de higiene e alimentação, além de 500 atendimentos jurídicos e programas de capacitação profissional que beneficiaram mais de 500 detentas.
Os resultados mostram impacto direto: entre 2020 e 2025, das 850 mulheres que conquistaram liberdade após passagem pela unidade, apenas três retornaram ao sistema penal.
A pastora enfatiza a conexão entre educação e reinserção: “Garantir acesso à educação é garantir acesso a um futuro. Não estamos apenas confortando o presente, estamos mudando o futuro de uma geração”.
Fundada oficialmente em 2018 após visão de Shaila sobre “mulheres esquecidas”, a A.M.E reconhece o caráter desafiador do trabalho: “Não realizamos um trabalho considerado ‘bonito’ ou amplamente aceito, mas é um dos mais necessários”.
Shaila defende que o modelo aponta novo paradigma: “Uma sociedade segura não é a que prende mais, mas a que reintegra e decide não desistir das suas pessoas”. A iniciativa expande projetos para outras unidades prisionais.
FONTE : Gospel Mais



