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Cristãos em Bengala Ocidental enfrentam ataques após vitória do BJP

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Nos últimos meses, cristãos no estado de Bengala Ocidental, na Índia, têm enfrentado uma onda de ataques a igrejas, reuniões de oração e residências. Esses incidentes ocorreram após a vitória do partido nacionalista hindu Bharatiya Janata Party (BJP) nas eleições estaduais em maio.

Contexto da situação

A situação em Bengala Ocidental se agravou significativamente após a recente vitória do BJP, que é conhecido por suas políticas nacionalistas e por promover uma agenda que, muitas vezes, marginaliza as minorias religiosas, incluindo os cristãos. O estado, que possui uma população cristã considerável, tem sido palco de uma crescente intolerância religiosa, refletindo um padrão alarmante que se observa em várias partes da Índia.

O que aconteceu

Desde a vitória do BJP, relatos de ataques a comunidades cristãs têm se tornado frequentes. Igrejas foram vandalizadas, reuniões de oração foram interrompidas por grupos de extremistas e lares de cristãos foram alvo de agressões. Esses ataques não apenas visam destruir propriedades, mas também intimidar e silenciar a fé cristã na região.

Além disso, uma nova campanha foi lançada para combater alegações de conversões em massa, que são frequentemente usadas como justificativa para a violência contra cristãos. Essa campanha visa deslegitimar as atividades missionárias e a evangelização, colocando em risco a liberdade religiosa dos cristãos locais.

Reações da comunidade cristã

A comunidade cristã em Bengala Ocidental está se mobilizando para enfrentar essa crescente onda de violência. Líderes religiosos e organizações de direitos humanos têm denunciado os ataques e clamado por proteção e justiça. A Associação de Igrejas de Bengala Ocidental emitiu uma declaração pedindo ao governo que tome medidas imediatas para garantir a segurança dos cristãos e respeitar a liberdade religiosa.

“Estamos profundamente preocupados com a escalada da violência contra os cristãos. É essencial que o governo atue para proteger todos os cidadãos, independentemente de sua fé.”

— Representante da Associação de Igrejas de Bengala Ocidental

O que esperar

Com a situação se deteriorando, muitos cristãos em Bengala Ocidental temem por sua segurança e pela continuidade de suas práticas religiosas. A pressão internacional e a atenção da mídia podem ser cruciais para trazer à tona a necessidade de proteção para a igreja perseguida na região.

Além disso, a comunidade cristã está se unindo em oração, buscando a intervenção divina em meio a essa perseguição. Muitos acreditam que, apesar das dificuldades, a fé e a resiliência serão fundamentais para enfrentar esses desafios.



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Inscrições para o Fies do segundo semestre começam na terça-feira

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Começam nesta terça-feira (14) as inscrições para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2026. Os interessados em participar do certame têm até o dia 17 para, via internet, fazer a inscrição no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) do MEC.

Prioritariamente, o programa beneficia estudantes que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados pelo financiamento estudantil.

Vagas

Ao todo, o MEC oferece mais de 112 mil vagas para o Fies em 2026, considerando as oportunidades do primeiro e segundo semestre, sendo 67.301 vagas no primeiro, e 44.867 no segundo.

Além das vagas do segundo semestre, o MEC ainda ofertará todas as vagas eventualmente não ocupadas até o limite do total definido para este ano.

Regras de carência

Uma resolução publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13) pelo Ministério da Fazenda e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou algumas das regras de carência apresentadas anteriormente.

Pela norma anterior, a carência abrangia tanto o principal quanto os juros da dívida e era vedada a capitalização desses juros. Com a Resolução CMN nº 5.328, a carência passou a valer apenas para o principal, e os juros que não forem pagos nesse período podem ser incorporados ao saldo devedor.

A nova resolução manteve os prazos máximos de financiamento para beneficiários adimplentes do Fies — até 60 meses para pessoas físicas e até 96 meses para pessoas jurídicas.

Quem pode se inscrever

Os candidatos devem atender aos requisitos estabelecidos no novo edital:

– ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010;

– ter obtido média igual ou maior que 450 pontos considerando as cinco provas;

– não ter tirado nota zero na prova de redação;

– ter renda bruta familiar mensal per capita de até três salários mínimos (R$ 4.863, em 2026).

Os candidatos que participaram do Enem na condição de “treineiro” não podem se inscrever no Fies.

O MEC destaca que, no caso das vagas destinadas às pessoas com deficiência (PCD), os candidatos deverão comprovar a sua situação por meio de laudo médico, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID). 

Fies Social

O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 810,50, em 2026) e com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados para as vagas do Fies Social poderão solicitar a contratação do financiamento integral, cobrindo todos os encargos educacionais.

Estes estudantes pré-selecionados com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados de comprovar a renda familiar diretamente na instituição privada de ensino superior.

Mesmo assim, deverão comparecer à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da respectiva faculdade privada para validar as demais informações prestadas no momento da inscrição.

Cronograma do Fies para o segundo semestre de 2026:

– inscrições: de 14 a 17 de julho;

– resultado: 30 de julho;

– complementação das inscrições: de 31 de julho a 4 de agosto;

– lista de espera: de 7 a 24 de setembro.

 



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Ônibus são usados como barricadas em duas das principais vias do Rio

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Na manhã desta segunda-feira (13), pelo menos três ônibus foram usados como barricadas por criminosos no Complexo da Pedreira, em Costa Barros, zona norte do Rio de Janeiro.

As obstruções interditaram temporariamente a Estrada de Botafogo e a Avenida Pastor Martin Luther King Jr. – duas das vias principais na cidade.

Na Estrada de Botafogo, os ônibus interceptados e usados como bloqueios pertenciam às linhas 778, com itinerário que atravessa da Pavuna à Cascadura; e 920, que sai da Pavuna em direção à Bonsucesso. Já na Avenida Pastor Martin Luther King Jr., um coletivo da linha SVB665, que sai da Pavuna até a Saens Peña, também ficou atravessado na pista, mas posteriormente foi retirado.

Além dos ônibus, criminosos atearam fogo a entulhos em vias transversais, o que dificultou ainda mais o trânsito na região. Segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade (Rio Ônibus), pelo menos sete linhas tiveram os itinerários alterados nesta manhã.

A ação foi desencadeada por causa de uma operação realizada nesta madrugada por policiais militares do Batalhão de Irajá, outro bairro da zona norte.

Segundo a polícia, a operação mirava a retirada de barricadas previamente instaladas por criminosos na região, além do combate a grupos envolvidos no roubo de cargas e veículos.

Postos de saúde e escolas fechados

Em decorrência da operação em Costa Barros, a Secretaria Municipal de Saúde informou que duas Unidades de Atenção Primária à Saúde interromperam os expedientes completamente, e outra ainda avalia a possibilidade de retorno dentro das próximas horas.

Além disso, segundo a Secretaria Municipal de Educação, 19 unidades escolares da região tiveram as atividades interrompidas por conta da operação.

Até a última atualização desta reportagem, os agentes seguiam na região para retirar os bloqueios e reforçar o policiamento. Ainda não há informações sobre feridos, presos ou apreensões.

 

*Sob supervisão de Paula de Castro




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Stellantis registra alta de 10% nas entregas globais de veículos no 2º trimestre

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Linha de produção do Fiat Cronos no complexo de Ferreyra, na Argentina
Divulgação / Stellantis
A Stellantis, dona de marcas como Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën e Ram, anunciou nesta segunda-feira (13) que entregou quase 1,6 milhão de veículos no segundo trimestre, alta de 10% em relação ao mesmo período de 2025.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelo forte desempenho na América do Norte, seu principal mercado.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
A recuperação das vendas é considerada peça-chave no plano de reestruturação liderado pelo presidente-executivo, Antonio Filosa.
Nos últimos anos, a montadora perdeu participação em mercados estratégicos diante da alta nos preços dos veículos, da aposta mais intensa em modelos elétricos, de problemas de qualidade e da concorrência crescente de fabricantes chineses.
Agora no g1
Em maio, Filosa apresentou um novo plano de negócios de 60 bilhões de euros até 2030, que prevê o lançamento de novos modelos, a reorganização do portfólio de marcas e a ampliação de parcerias nas áreas de tecnologia e manufatura.
Novos Modelos Impulsionam
Na América do Norte, as entregas cresceram 38% no segundo trimestre, alcançando 445 mil unidades. O resultado foi impulsionado pelo lançamento e renovação de modelos como a picape Ram 1500 com motor V8, sua versão de alto desempenho TRX SRT, além dos utilitários Jeep Grand Wagoneer, Grand Cherokee e da minivan Chrysler Pacifica.
Segundo a empresa, o desempenho também refletiu os preparativos para a paralisação programada da produção durante o verão no hemisfério norte.
Na Europa ampliada, outro mercado estratégico para a Stellantis, as entregas aumentaram 5%, para 762 mil unidades, impulsionadas pelo crescimento do mercado na região. O volume inclui cerca de 33 mil veículos da fabricante chinesa Leapmotor, distribuídos e comercializados pela Stellantis.
A demanda na Europa foi puxada principalmente por modelos de entrada, como Citroën C3 e C3 Aircross, Opel Frontera e Fiat Panda.
O crescimento registrado na América do Norte e na Europa foi parcialmente compensado pela queda nas entregas no Oriente Médio e na África, afetadas pelo conflito na região, e na América do Sul, onde a retração do mercado argentino pressionou os resultados.



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Lideranças evangélicas lamentam a morte de Lindsey Graham

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A morte do senador Lindsey Graham, da Carolina do Sul, ocorrida recentemente, gerou uma onda de tributos e homenagens de líderes evangélicos, políticos e figuras de destaque mundial. Muitos destacaram suas contribuições para a liberdade religiosa e a defesa dos valores cristãos ao longo de sua carreira.

Contexto da trajetória de Lindsey Graham

Lindsey Graham foi uma figura proeminente na política americana, conhecido por seu compromisso com questões que impactam a comunidade cristã. Durante seu tempo no Senado, ele se destacou em várias iniciativas que buscavam proteger a liberdade religiosa, apoiar a igreja perseguida e promover a evangelização em diversas partes do mundo.

O que aconteceu

A notícia da morte de Graham foi recebida com grande tristeza por muitos que o conheciam e respeitavam. Ele era visto como um defensor incansável dos valores evangélicos e um aliado em várias causas que visam fortalecer a presença cristã na sociedade. Sua partida deixa um vazio significativo, especialmente em um momento em que a liberdade religiosa enfrenta desafios globais.

Reações de líderes evangélicos

Várias lideranças evangélicas expressaram suas condolências e lembranças sobre Graham. Entre os que se manifestaram, muitos ressaltaram sua coragem e determinação em lutar por causas que beneficiavam a comunidade cristã. Um líder evangélico comentou: “Lindsey Graham foi um verdadeiro defensor da fé e da liberdade religiosa. Sua ausência será sentida profundamente entre nós”.

O que esperar no futuro

A morte de Lindsey Graham levanta questões sobre o futuro da representação evangélica na política americana. Com sua ausência, muitos se perguntam quem assumirá a liderança em questões cruciais que afetam a liberdade religiosa e a evangelização. É um momento de reflexão para a comunidade cristã, que deve continuar a lutar pelos princípios que Graham defendia.



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Boletim Focus: mercado reduz expectativa de inflação para 5,16%

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Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro reduz a expectativa de inflação no Brasil em 2026. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para o ano caiu para 5,16%.

Na semana passada, o mercado projetava uma inflação ligeiramente maior, de 5,30%. Os demais índices projetados pelo boletim para 2026 (PIB, câmbio e Taxa Selic) se mantiveram estáveis.

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos bens e serviços produzidos no país), o mercado projeta crescimento de 1,99% em 2026, pela segunda semana consecutiva. Para 2027 e 2028, o crescimento projetado pelo mercado está em 1,65% e 2%, respectivamente.

Ao final de 2026, a expectativa é de que o dólar esteja cotado a R$ 5,20. Para 2027 e 2028, as cotações projetadas estão em R$ 5,28 e R$ 5,34.

Taxa Selic

A projeção da taxa básica de juros (Selic) para 2026 se manteve em 14% pela terceira semana consecutiva.

A taxa atual, estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC em 17 de junho, é de 14,25%. Com isso, há expectativas de, pelo menos, uma redução na atual taxa até o final do ano.

A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 4 e 5 de agosto.

As previsões da Selic para 2027 e 2028 se mantiveram estáveis, em 12% e 10,5%, respectivamente.

De junho de 2025 até março de 2026, a Selic estava em 15% ao ano – o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano.

De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes.

Copom

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando produção e consumo no país – o que acaba por estimular a atividade econômica.

Por outro lado, segundo os especialistas que costumam ser consultados pelo BC para a elaboração do boletim Focus, créditos mais baratos tendem a diminuir os controles sobre a inflação.

Ao aumentar a taxa Selic, o Copom faz com que o crédito no país fique mais alto, o que estimula, em vez de consumo, a aplicação de recursos em poupanças ou em renda fixa. Na avaliação do mercado, taxas mais altas de juros acabam por dificultar a expansão da economia, uma vez que contêm demandas aquecidas na economia.

Para definir as taxas de juros que cobram de seus clientes, os bancos consideram, também, outros fatores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

IPCA

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços dos alimentos tiveram a primeira queda desde novembro de 2025, ajudando a inflação oficial a fechar o mês de junho em 0,16%.

O resultado mensal do IPCA é o menor desde outubro de 2025. Os dados de junho mostram que a inflação perdeu força pelo quarto mês seguido.

Em maio, o índice era de 0,58%. Em 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima da meta do governo de até 4,5%, mas abaixo do acumulado até maio, quando era 4,72%. Em junho de 2025, o IPCA foi de 0,24%.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou o mês de junho em 0,14% e acumula 4,33% nos últimos 12 meses. O indicador interessa a diversas categorias profissionais pois serve de base para cálculo de reajustes salariais.

INPC x IPCA

O INPC é o índice que mede a inflação para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos. Já o IPCA mede a inflação para lares com renda de um a 40 salários mínimos. Atualmente o mínimo é de R$ 1.621.



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IA pode transformar a economia mais rápido que a Revolução Industrial

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Eles divulgaram a declaração assinada em conjunto nesta segunda-feira (13), alertando que a IA poderia impulsionar uma transformação econômica maior do que a Revolução Industrial, mas com um prazo “muito mais curto”, o que levanta questões para trabalhadores, empresas e instituições públicas.



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Meta anuncia expansão de data center de IA de US$ 50 bilhões nos EUA

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A Meta anunciou nesta segunda-feira (13), que seu data center em Richland Parish, no Estado norte-americano de Louisiana, será expandido para 5 gigawatts de capacidade computacional, com o investimento no projeto aumentando para mais de US$50 bilhões.



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Sóstenes e Otoni: divergências na direita evangélica brasileira

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Em um momento de crescente polarização política, duas das principais lideranças evangélicas do Congresso, Sóstenes Cavalcante e Otoni de Paula, discutem as divergências que permeiam a direita cristã no Brasil. Essas diferenças refletem não apenas questões políticas, mas também a forma como a fé e os valores cristãos são interpretados e aplicados na esfera pública.

Contexto das divergências

A direita evangélica no Brasil tem se fortalecido nos últimos anos, especialmente após as eleições de 2018, quando muitos cristãos se mobilizaram em torno de candidatos que prometiam defender a liberdade religiosa e os valores familiares. No entanto, essa união tem se mostrado frágil, com diferentes correntes de pensamento emergindo dentro do próprio eleitorado cristão.

Sóstenes Cavalcante, um dos líderes mais influentes, enfatiza a importância de um discurso que una os cristãos em torno de princípios comuns, enquanto Otoni de Paula adota uma abordagem mais radical, defendendo uma linha dura contra o que considera ameaças à fé e aos valores cristãos. Esse contraste revela uma divisão que pode impactar a mobilização do eleitorado evangélico nas próximas eleições.

O que aconteceu

Em uma entrevista recente ao Comunhão, Sóstenes e Otoni expuseram suas visões sobre o futuro da direita no Brasil. Sóstenes destacou a necessidade de diálogo e unidade entre os cristãos, afirmando que “devemos nos concentrar no que nos une, não no que nos divide”. Por outro lado, Otoni argumentou que a abordagem mais combativa é necessária para enfrentar as forças que, segundo ele, ameaçam a liberdade religiosa e a moral cristã.

Essas declarações não apenas refletem suas visões pessoais, mas também ecoam as preocupações de muitos cristãos que se sentem perdidos em meio a uma política cada vez mais polarizada. A divisão entre os dois líderes pode ser vista como um microcosmo das tensões mais amplas dentro da comunidade evangélica.

Reações da comunidade cristã

A reação da comunidade cristã a essas divergências tem sido mista. Alguns líderes e pastores apoiam a visão de Sóstenes, acreditando que a unidade é fundamental para a eficácia do testemunho cristão na sociedade. Outros, no entanto, veem a abordagem de Otoni como uma forma necessária de resistência às mudanças culturais que consideram prejudiciais.

Um pastor de uma igreja local comentou: “Precisamos de líderes que nos inspirem a agir com amor e compaixão, não com raiva e divisão. A mensagem do Evangelho é de unidade, e devemos refletir isso em nossas ações”. Essa perspectiva sugere que muitos cristãos desejam um caminho que priorize o amor e a inclusão, mesmo em tempos de conflito.

O que esperar para o futuro

À medida que as eleições se aproximam, as divisões dentro da direita evangélica podem se intensificar. A forma como Sóstenes e Otoni, junto com outros líderes, abordarão essas questões será crucial para moldar o futuro da política cristã no Brasil. A necessidade de um diálogo construtivo e respeitoso entre as diferentes correntes de pensamento se torna cada vez mais evidente.

Além disso, a forma como esses líderes se posicionam em relação a questões sociais e políticas pode influenciar a mobilização do eleitorado evangélico, que é significativo e pode ser decisivo em várias eleições. A expectativa é que, independentemente das divergências, a comunidade cristã busque um caminho que reflita os valores do Evangelho e promova a paz e a unidade.



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Pré-candidatos ao governo ‘patinam’ na escolha do vice

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Faltando sete dias para o início das convenções partidárias, os principais pré-candidatos ao governo do Estado ainda afunilaram as discussões e nomes para a composição ao cargo de vice na chapa majoritária. Dos 4 principais nomes, apenas o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) avançou com pesquisas qualitativas que testaram possíveis nomes. Já os senadores Wellington Fagundes (PL), Jayme Campos (União), e a médica Natasha Slhessarenko (PSD), ainda engatinham na busca por um perfil.

A reportagem apurou que Pivetta já vem testando nomes em pesquisas qualitativas. Nela, o nome que vem sobressaindo é do deputado federal Fábio Garcia (União), que, por enquanto, foca em sua reeleição. Na pesquisa interna, o nome de Garcia foi o mais bem aceito, superando os nomes das suplentes Gisela Simona (União) e Margareth Buzetti (PP). “A pesquisa qualitativa em que nomes foram testados mostrou que o deputado Fábio Garcia é bem aceito como vice do governador Pivetta. É do mesmo grupo, tem uma identidade ligada ao grupo e do ex-governador Mauro Mendes (União) e é jovem e da Cuiabania. Então ele vem se saindo bem como possível vice”, disse membro do entorno do governador que pediu para não ser identificado.

A vantagem de Garcia sobre os demais nomes também ocorre por conta de sua força política, já que conseguiu ampliar a sua base eleitoral pelos quase 3 anos que atuou como secretário-chefe da Casa Civil do segundo governo Mauro Mendes (União). “O Fábio conseguiu muito apoio de prefeitos para a sua reeleição. Ele fez um bom trabalho na Casa Civil, atendendo e ajudando esses prefeitos. Então ele tem uma força política significativa e que pode ajudar o Pivetta”, avaliou o interlocutor. Outro fator que também pesa para a escolha de Fábio é o fato da ex-primeira-dama Virgínia Mendes (União) disputar a Câmara Federal.

Garcia é considerado afilhado político de Mauro, e, uma eventual candidatura dos dois para o mesmo cargo, poderia prejudicar um ao outro. Apesar da vantagem, os nomes de Gisela e Margareth seguem como opções para vice. Outras duas possibilidades também se encontram na mesa: A possível indicação pelo Podemos ou PL. No caso do Podemos, a indicação seria do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Max Russi (Pode), que se tornou uma potência política com o crescimento da sigla.

Entre os nomes citados recentemente seria das vereadoras de Cuiabá, Katiúscia Mantelli e Dra. Mara, ou a de Várzea Grande, Gisa Barros. Já o PL seria a indicação mais remota. Isso porque o governador ainda aguarda a definição nacional entre o Republicanos e PL, envolvendo a candidatura a presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ).

O Republicanos condiciona o apoio a Flávio já no primeiro turno, caso a sigla apoie as candidaturas da sigla em Mato Grosso, Espirito Santo, Minas Gerais e Acre. Caso o PL aceite, o partido retiraria a candidatura própria e indicaria o vice. Um nome considerado “dos sonhos” por Pivetta é da vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL). Outra possibilidade, na conjuntura atual, é o empresário Marcelo Maluf (Novo), pré-candidato ao governo, compor como vice na chapa encabeçada por Fagundes.



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