O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmaram nesta quarta-feira (15) que chegaram a um acordo sobre a renegociação de dívidas de produtores rurais.
O acordo anunciado nesta quarta busca destravar uma solução para o endividamento de produtores afetados por eventos climáticos extremos e dificuldades econômicas. O tema chegou a ser tratado em um projeto aprovado pelo Senado, mas sem o apoio do governo federal.
De acordo com o ministro da Fazenda, com o acordo, produtores que registraram perdas de ao menos 30% de renda bruta em duas safras, em razão de eventos climáticos ou da variação dos preços agrícolas, poderão renegociar débitos em condições especiais.
A regra geral prevê prazo de oito anos para pagamento, com dois anos de carência e sem exigência de entrada.
Para produtores com perdas maiores – de três safras e perda de 40% da renda bruta – provocadas por eventos climáticos, especialmente no Rio Grande do Sul, o prazo poderá chegar a dez anos.
“Se tiver três perdas, o prazo vai para dez anos. São dois anos de carência mais oito anos para pagar, sem necessidade de pagamento de entrada”, afirmou Durigan.
Taxas vão variar conforme porte do produtor
Pelo acordo anunciado, as taxas de juros serão diferenciadas conforme o porte do produtor.
Para agricultores que tiveram perdas decorrentes de eventos climáticos, os juros serão:
5% ao ano para beneficiários do Pronaf;
8% ao ano para produtores do Pronamp;
11% ao ano para grandes produtores.
Nas demais situações abrangidas pelo acordo, incluindo perdas causadas por variações de preços, as taxas serão:
6% ao ano para o Pronaf;
9% ao ano para o Pronamp;
12% ao ano para produtores de maior porte.
CPRs entram na renegociação
Uma das principais novidades anunciadas pelo governo é a inclusão das Cédulas de Produto Rural (CPRs) nas renegociações.
Segundo Durigan, até as negociações realizadas no Senado, a equipe econômica não aceitava incluir esse tipo de operação, que possui regras diferentes das linhas tradicionais de crédito rural.
Agora, operações de CPR em atraso poderão ser renegociadas inicialmente junto às instituições financeiras nos mesmos prazos definidos para as demais dívidas.
“O agricultor que, além do crédito rural, se valeu de CPR, também terá uma alternativa de renegociação”, disse o ministro.
Cooperativas também serão contempladas
O acordo também prevê a participação das cooperativas de produção.
Segundo o governo, bancos públicos, instituições privadas e cooperativas de crédito poderão oferecer as condições negociadas aos produtores rurais aptos a aderir ao programa.
Garantias
Outro ponto do acordo trata das garantias exigidas pelos bancos.
O governo informou que as garantias apresentadas nas operações originais poderão ser reaproveitadas nas renegociações, reduzindo a necessidade de apresentação de novos bens ou garantias adicionais pelos produtores.
Segundo Durigan, a orientação é que as instituições financeiras reavaliem os contratos e exijam garantias extras apenas quando houver necessidade.
Mudança de posição
Em junho, após a aprovação do projeto pelo Senado sem acordo com o governo, Durigan afirmou que o governo poderia vetar a proposta por considerar elevado o impacto fiscal da medida.
Na ocasião, o Ministério da Fazenda estimava que o custo poderia chegar a R$ 140 bilhões caso todos os produtores elegíveis aderissem ao refinanciamento.
A proposta havia sido aprovada pelos senadores sem apoio do formal do Executivo.
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Dívidas rurais: Fazenda e Câmara fecham acordo sobre renegociação, com 10 anos de prazo para quem teve perdas grandes de safra
Eduardo Bolsonaro: vitória de Flávio é crucial para 2030
Na última segunda-feira, 13, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, expressou sua preocupação sobre o futuro político do Brasil, afirmando que a eleição presidencial de 2030 está diretamente ligada à vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições deste ano. Segundo ele, uma derrota para o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia consolidar um regime autoritário no país.
Contexto da declaração
Eduardo Bolsonaro fez suas declarações em uma publicação na plataforma X, onde ressaltou que a reeleição de Lula poderia resultar em um controle ainda maior sobre instituições essenciais, como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele acredita que, se Lula for reeleito, o cenário político se tornará insustentável para a democracia brasileira.
O que aconteceu
Durante sua postagem, Eduardo afirmou: “Não haverá eleição em 2030, exceto se elegermos Flávio Bolsonaro. É impensável haver um país com Lula consolidando o atual regime e ainda botando mais quatro juízes no STF. Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagina daqui a quatro anos, com controle total do STF e TSE?” Essa declaração reflete um temor crescente entre alguns setores da sociedade sobre o futuro da democracia no Brasil.
Reações ao discurso
A fala de Eduardo Bolsonaro gerou diversas reações nas redes sociais, com apoiadores concordando com sua análise e críticos acusando-o de alarmismo. A polarização política no Brasil tem aumentado, e muitos veem a eleição de 2026 como um divisor de águas para o futuro do país. A preocupação com a liberdade religiosa e a proteção dos valores cristãos também permeia o debate, especialmente entre os evangélicos que temem um possível retrocesso nas conquistas sociais e políticas.
O que esperar para o futuro
Com as eleições de 2026 se aproximando, a disputa entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva promete ser acirrada. A vitória de Flávio, segundo Eduardo, não apenas garantiria um espaço para a oposição, mas também poderia oferecer uma nova esperança para a defesa dos princípios cristãos e da liberdade religiosa no Brasil. A mobilização da comunidade evangélica será crucial nesse processo, pois muitos veem a política como uma extensão de sua missão de promover valores e princípios do Evangelho.
A situação política atual exige que os cristãos estejam atentos e engajados, orando e buscando a sabedoria divina para as decisões que serão tomadas nas urnas. A fé e a ação política podem andar juntas, e a escolha de líderes que respeitem e promovam a liberdade religiosa é fundamental para o futuro da igreja no Brasil.
Comitê faz operação em São Paulo contra fraude no ICMS
O Cira/SP, Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, faz nesta quarta-feira (15) a Operação Distrato, para investigar com um esquema de comercialização de créditos de ICMS falsos. Segundo as investigações, empresas – 752 delas – usavam esses créditos para reduzir o pagamento de imposto para o Estado e teriam sonegado cerca de R$ 3,8 bilhões.

O Cira é uma entidade composta pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, pelo Ministério Público de SP e pela Procuradoria Geral do Estado. A operação tem ainda o apoio das Polícias Civil e Militar.
Com a operação, as autoridades buscam provas e também a identificação dos beneficiários econômicos, responsáveis por crimes tributários, organização criminosa, estelionato, falsidade documental e lavagem de dinheiro.
O esquema todo funcionava através de escritórios de advocacia e consultoria, que ofereciam a empresas de São Paulo créditos tributários com abatimento no valor nominal (deságio). Os créditos eram negociados como se tivessem sido autorizados pelo Fisco. Por meio desta negociação, as empresas deixavam de recolher integralmente o ICMS e repassavam a estes advogados os honorários que podiam chegar a 70% do valor dos créditos utilizados. Na prática, o dinheiro deixava de ir para o Estado de São Paulo.
A operação desta quarta cumpre 38 mandados de busca e apreensão e acontece em São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto e também nas cidades de Cambé e Londrina, estas duas últimas no Paraná.
Percepção de melhora da economia explica melhora na avaliação do governo Lula, indica Quaest

Quaest: 36% avaliam o governo Lula positivamente
O principal fator que levou à melhora dos dados do governo e fez cair a rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), é a economia.
Os dados indicam que aumentou o número de brasileiros que avaliam que a situação econômica do país deixou de piorar.
Essa mudança de percepção aparece como o principal fator por trás da redução da rejeição ao presidente e da melhora na avaliação do governo.
O levantamento divulgado nesta quarta aponta que 48% dos entrevistados aprovam o governo Lula (PT), enquanto 47% desaprovam. Os números mostram uma situação de empate técnico. Mas, é a primeira vez que a aprovação supera a rejeição numericamente desde 2024.
O levantamento também mostra que programas voltados ao alívio financeiro das famílias têm impacto diferente na opinião pública.
Entre as medidas testadas, o Desenrola 2.0 apresenta maior potencial para reduzir a desaprovação ao governo do que a proposta de ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês.
Uma pergunta da pesquisa, em específico, mostra o impacto positivo na vida de parte dos eleitores. Os números oficiais mostram que 39 milhoes de brasileiros buscaram o Desenrola.
Questionados se depois do lançamento do programa haviam percebido mudança na renda, a maior fatia deles, 35%, dizem que a renda aumentou significativamente. O conhecimento do programa também é grande e chega a 66% dos entrevistados.
O governo tem ampliado seus gastos neste ano eleitoral. Estimativas de diferentes economistas chegam a contabilizar expansão de gastos em quase R$ 200 bilhões.
Regime de trabalho
O conhecimento sobre a proposta de fim da escala 6×1 também demonstrou ser amplo. Veja os números:
75% dos eleitores dizem ter tomado conhecimento, contra 25% que desconhecem.
69% deles se dizem favoráveis à proposta.
Perguntados sobre o que farão se a medida passar a valer, 53% afirmaram que passarão mais tempo com a família.
Os resultados reforçam a avaliação de que a percepção sobre a economia continua sendo o principal determinante da popularidade do governo e tende a influenciar o cenário político nos próximos meses.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis – MG
Ricardo Stuckert / PR
Pesquisa Quaest
Em abril, a diferença entre os índices de desaprovação e aprovação do governo Lula era de nove pontos. Em maio, caiu para três, e era de apenas um ponto em junho, o que se manteve em julho.
Na pesquisa anterior, 48% desaprovavam o governo e 47% aprovavam a gestão do presidente.
A análise de Felipe Nunes, diretor da Quaest, destaca que Lula tem saldo de aprovação positivo pela primeira vez desde dezembro de 2024.
A Quaest também questionou aos entrevistados como eles avaliam o trabalho que o presidente Lula está fazendo. Veja os números:
Positivo: 36% (eram 34% em junho, 34% em maio, 31% em abril e 31% em março);;
Negativo: 36% (eram 38% em junho, 39% em maio, 42% em abril e 43% em março);;
Regular: 26% (eram 26% em junho, 25% em maio, 26% em abril e 25% em março);;
Não sabe/não respondeu: 2% (eram 2% em junho, 2% em maio, 1% em abril e 1% em março).
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-07181/2026.
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STM sofre incidente de segurança cibernética e portal está fora do ar há 2 semanas

Sede do Superior Tribunal Militar (STM) em Brasília
Reprodução/Google Street View
O Superior Tribunal Militar (STM) identificou um “incidente de segurança cibernética” em seu portal eletrônico há cerca de duas semanas, em 2 de julho.
Segundo a Corte, o site foi retirado do ar temporariamente enquanto equipes técnicas trabalham na análise e recuperação dos sistemas. A falha atingiu apenas o site institucional, e não gerou prejuízos aos sistemas internos e no andamento processual do tribunal.
De acordo com o STM, as equipes de tecnologia adotaram as medidas previstas nos protocolos de segurança, isolaram os sistemas afetados e iniciaram os procedimentos para investigar o incidente e restabelecer os serviços.
A Corte também afirmou que vai divulgar novas informações à medida que houver confirmação técnica, para não comprometer a investigação nem a segurança dos sistemas.
“O Portal da Corte está temporariamente indisponível. A prioridade do STM é restabelecer os serviços com segurança e garantir a continuidade do atendimento ao público”, diz a nota.
Agora no g1
O STM também disse que o episódio ocorreu em um contexto de ataques cibernéticos registrados recentemente contra outras instituições públicas, mas ressaltou que cada caso possui características próprias e está sendo analisado de forma individual.
LEIA TAMBÉM: Ministério diz que hacker que enviou alerta de Defesa Civil aprendeu a mandar alarme falso em curso do governo
Segundo o chefe da equipe técnica, o STM “respondeu prontamente conforme seus protocolos, trabalha com os órgãos competentes para restabelecer os serviços e manterá a sociedade informada à medida que houver informações confirmadas”.
Segundo o tribunal, o incidente foi comunicado às autoridades para a adoção das providências necessárias.
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Missionários veem a provisão de Deus na evangelização em Papua Nova Guiné
Missionários que atuam em Papua Nova Guiné têm testemunhado a provisão de Deus em meio aos desafios enfrentados na evangelização em regiões remotas. A distribuição de folhetos das Escrituras em línguas indígenas tem feito uma diferença significativa na vida das comunidades locais.
Contexto da missão em Papua Nova Guiné
Papua Nova Guiné é um país conhecido por sua geografia desafiadora e diversidade cultural. Com cerca de 800 línguas indígenas e uma população dispersa por várias ilhas, a evangelização nesta região é uma tarefa complexa. A World Missionary Press (WMP) tem se esforçado para levar a Palavra de Deus a essas comunidades, distribuindo folhetos das Escrituras em idiomas locais.
Helen Williams, representante da WMP, destaca que a missão é dificultada pela dificuldade de acesso às áreas mais remotas. “A população está espalhada em locais muito distantes, e a geografia é extremamente acidentada, especialmente nas regiões montanhosas”, explica.
O que aconteceu: um testemunho de fé
Recentemente, missionários da WMP participaram de uma distribuição de folhetos em uma escola em uma dessas comunidades isoladas. Após um dia de trabalho, eles enfrentaram o desafio de retornar, pois a trilha até o local era muito difícil. No entanto, Deus tinha um plano em ação.
Enquanto a equipe se preparava para sair, um som familiar ecoou pelo céu: era um avião da Mission Aviation Fellowship (MAF) se aproximando. “Os missionários olharam para cima e viram o avião pousar. De repente, surgiu a oportunidade de voltar para casa”, relata Williams.
O piloto da MAF estava entregando carga para um contato na vila e, após negociações, a equipe conseguiu um preço justo para o transporte de volta. “Enquanto o avião subia, os missionários refletiam sobre como Deus havia orquestrado toda a jornada. O voo de volta foi repleto de gratidão e admiração, pois muitos deles estavam voando pela primeira vez”, acrescenta.
Reações e impacto nas comunidades
A distribuição dos folhetos das Escrituras tem gerado um impacto positivo nas comunidades. Williams afirma que o objetivo principal é compartilhar o amor de Deus e Sua salvação com aqueles que ainda não conhecem. “Se você ouvir as notícias, o mundo está em caos, mas posso afirmar que Deus está trabalhando. Pessoas estão vindo a conhecer a Ele, e vilarejos estão sendo transformados”, destaca.
Com a continuidade do trabalho missionário em Papua Nova Guiné, a WMP está buscando enviar mais um contêiner cheio de folhetos para seus parceiros locais. A necessidade de recursos e apoio é grande, e cada contribuição pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas.
O que esperar para o futuro
Os missionários em Papua Nova Guiné continuam a trabalhar incansavelmente, confiantes de que Deus está à frente de seus esforços. A necessidade de evangelização permanece alta, e a WMP está comprometida em levar a mensagem do Evangelho a cada canto do país.
Com a ajuda de parceiros e doações, a WMP espera expandir seu alcance e impactar ainda mais vidas. “A missão é clara: compartilhar o amor de Deus e Sua palavra com um mundo que precisa conhecer a verdade”, conclui Williams.
Segundo o Mission Network News, a história dos missionários em Papua Nova Guiné é um poderoso testemunho da provisão divina e da importância da evangelização em áreas remotas.
Enare: inscrição para residência com pré-requisito termina hoje
Os interessados em participar do Exame Nacional de Residência (Enare) 2026/2027 para programas com exigência de pré-requisito têm até as 23h59 desta quarta-feira (15) para realizar a inscrição. O prazo atende aos profissionais de saúde que buscam vagas em especialidades que requerem vivência prévia ou formação complementar, como ano adicional de estudo e outra residência em área profissional da saúde (multiprofissional e uniprofissional).

A inscrição deve ser feita exclusivamente na página oficial do exame no portal da Fundação Getúlio Vargas (FGV Conhecimento), banca organizadora do processo seletivo ou na página oficial da HU Brasil (antiga Ebserh).
Para se inscrever, o candidato deve disponibilizar uma foto 3X4 de seu rosto, em formato JPEG ou JPG, com tamanho máximo de até 5MB, e selecionar a cidade em que deseja realizar as provas. Já a indicação da instituição a qual deseja concorrer a uma vaga é feita posteriormente, pelos aprovados.
O candidato travesti, transexual ou transgênero que desejar atendimento pelo nome social, poderá solicitá-lo por meio de campo específico do formulário de inscrição. Os que solicitarem para concorrer na reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCD) devem preencher e enviar o formulário de avaliação biopsicossocial.
Taxa de inscrição
A taxa de inscrição é R$ 330 para todas as especialidades. O boleto bancário deve ser pago até 17 de julho. As inscrições só são efetivadas após a comprovação de pagamento da taxa de inscrição ou mediante a aprovação do pedido de isenção da taxa.
Provas
Este ano, as provas do Enare serão aplicadas em 60 cidades brasileiras, em 13 de setembro, das 13h30min às 18h30min, no horário de Brasília.
A prova objetiva será constituída de 80 questões de múltipla escolha, cada uma delas com cinco alternativas, sendo apenas uma correta. Cada questão terá o valor de 1,25 pontos, totalizando o máximo de 100 pontos.
As questões da prova objetiva abordarão as competências presentes nas matrizes de Programas de Residência com pré-requisitos, aprovadas pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).
Será considerado aprovado na prova objetiva o candidato que atingir o percentual mínimo de 50% de acertos. Quem não atingir o percentual, estará automaticamente eliminado do processo seletivo.
Na residência em área profissional da saúde – multiprofissional e uniprofissional, o candidato é avaliado primeiro e, depois, escolhe a especialidade e a instituição desejadas.
Dúvidas
Para esclarecer dúvidas sobre o edital, inscrições, locais de prova ou andamento do processo seletivo do Exame Nacional de Residência (Enare), a FGV disponibiliza canais oficiais de suporte técnico e de atendimento ao candidato: no site, por e-mail ou telefone 0800-591-3078.
A ligação é gratuita. O atendimento ao público é realizado de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 18h (no horário de Brasília). Não há expediente aos sábados, domingos e feriados nacionais.
De acordo com a Rede HU Brasil, coordenadora do Enare, o processo seletivo unificado tem o objetivo de democratizar o acesso à residência médica e otimizar a ocupação de vagas de residência médica no país.
Unicef: 13,5 milhões de crianças não recebem vacina no 1° ano de vida
A cobertura vacinal completa para a primeira infância apresenta realidade distante para 15% dos bebês em todo o mundo, segundo dados governamentais compilados pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e divulgados nesta quarta-feira (15). 

Em 2025, ao todo, 13,5 milhões de crianças não receberam nenhuma dose de vacina durante o primeiro ano de vida (chamadas no estudo de crianças zero-dose) e outras 7,3 milhões não tiveram o ciclo básico completo – com três doses da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche (DTP).
Segundo o estudo Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional, os números representam um avanço em relação ao ano anterior. Ano passado, 116 milhões de bebês receberam ao menos uma dose da DTP, o que representa 750 mil a mais do que em 2024.
O Unicef, no entanto, alerta que a manutenção do índice de crianças zero-dose aumenta o risco de surtos de doenças e é considerado alto pelo fundo, estando em patamar próximo do observado em 2009 e abaixo do período anterior à pandemia de Covid-19.
O programa de vacinas da Unicef alerta ainda que o abandono do ciclo de imunização ocorre principalmente antes da primeira dose da vacina contra o sarampo (MCV1), com 84% das crianças recebendo a primeira dose, e apenas 77% a segunda dose (MCV2).
O limite considerado seguro para imunização contra o sarampo é de 95%. Em 2025, foram registrados mais de 411 mil casos de sarampo no mundo, em surtos que atingiram 57 países.
Avaliação
Segundo o relatório, os dados compilados foram enviados pelos governos de 195 países e mostram que 100 deles mantiveram cobertura de pelo menos 90%, com três doses da vacina DTP desde 2019, apresentando pouco progresso na ampliação desse grupo.
Entre os países que estavam abaixo desse patamar em 2019, 30 conseguiram melhorar as taxas ao longo dos últimos seis anos, mas 65 países permaneceram estagnados ou retrocederam, incluindo 13 países frágeis, afetados por conflitos ou em situação de vulnerabilidade.
“Governos e profissionais de saúde ajudaram as taxas globais de vacinação a se recuperarem após a forte queda observada durante a pandemia de Covid-19. Milhões de crianças vulneráveis continuam desprotegidas devido a conflitos, deslocamentos forçados e pobreza”, afirma em nota Catherine Russell, diretora executiva do Unicef.
Essas ameaças persistentes causam grande variabilidade e instabilidade na cobertura vacinal entre os países. O relatório aponta que mais da metade de todas as crianças zero-dose vive em contextos frágeis ou afetados por conflitos, embora esses locais abriguem apenas cerca de um terço da população infantil mundial.
“Nesses cenários, os programas de imunização frequentemente enfrentam desafios relacionados à instabilidade política, insegurança ou subfinanciamento crônico”, detalha o levantamento.
Outro desafio é a diminuição da cobertura em países de renda média e alta, que ocorre por mudanças no compromisso político, desafios estruturais e aumento da hesitação vacinal. Dois exemplos destacados foram o da cobertura da DTP1.
Na África do Sul, o índice caiu 20 pontos percentuais desde 2019 e continuou diminuindo em 2025. Na Bósnia e Herzegovina, apresentou queda de 23 pontos percentuais no último ano, após registrar o maior aumento da cobertura da MCV1 da região em 2024. Ambos estão em regiões estáveis e apresentam melhora sustentada de outros índices de acesso à saúde.
Brasil
O Brasil tem ido na contramão desses países, com melhora da cobertura vacinal constante e redução do número de crianças zero-dose, que hoje são estimadas em 50 mil no país, com melhora de cobertura e de qualidade na integração dos dados públicos. Das principais vacinas, apenas o ciclo completo da tríplice (DTP-3) mantém índices baixos, com cobertura na faixa de 86%.
Os dados nacionais, porém, são alvo de uma crítica específica: a da ausência de levantamento independente sobre o tema nos últimos 5 anos, ação recomenda pela OMS e pela Unicef para garantir a qualidade dos dados.
“Os níveis históricos de imunização observados nos países de menor renda mostram o que pode ser alcançado quando todas as partes trabalham juntas em torno de um objetivo comum”, afirmou Dr. Sania Nishtar, CEO da Gavi, programa de vacinação da Organização Mundial de Saúde.
Segundo ela, o grande desafio será manter esse impulso diante de restrições orçamentárias, incertezas geopolíticas e surtos crescentes, ao mesmo tempo em que se intensificam os esforços para alcançar as crianças que ainda não têm acesso à imunização.
O estudo informa que as bases que possibilitaram esse progresso estão sob forte pressão, com recentes cortes de financiamento, principalmente pelo governo dos Estados Unidos, e enfraquecimento dos sistemas nacionais de monitoramento. “Segundo os dados, apenas 18 pesquisas nacionais de imunização foram realizadas e enviadas neste ciclo, em comparação com 50 em 2024 e uma média de 33 por ano entre 2015 e 2019.”
Dólar opera em queda, com tarifaço de Trump e tensões no Oriente Médio no radar; Ibovespa cai

Tarifaço de Trump: EUA definem nesta quarta (15) se aplicam novas taxas ao Brasil
O dólar passou a operar em queda nesta quarta-feira (15), com um recuo de 0,24% perto das 10h20, cotado a R$ 5,0655. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também caía na sessão, com perdas de 0,17% no mesmo horário, aos 176.334 pontos.
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▶️A decisão dos Estados Unidos sobre aplicar ou não as novas taxas sobre produtos brasileiros fica no centro das atenções nesta quarta-feira. A investigação, que ocorreu com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana avalia a aplicação de duas sobretaxas ao Brasil:
uma de 25%, sob a alegação de que o governo do Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com empresas americanas; e
outra de 12,5%, aplicada também a mais de 60 países, sob a justificativa de que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.
▶️ Além disso, as tensões no Estreito de Ormuz continuam a trazer preocupações sobre o mercado internacional de petróleo. Nesta quarta-feira, EUA e Irã voltaram a trocar ataques, no 5º dia seguido de agressões. Com isso, Teerã voltou a fechar o Estreito e o presidente americano, Donald Trump, reagiu retomando o bloqueio naval ao país do Oriente Médio.
Em meio às tensões, o petróleo marcava mais um dia de alta nesta quarta-feira. Perto das 10h, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,39%, cotado a US$ 85,06. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha alta de 0,57%, cotado a US$ 79,79 por barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,60%;
Acumulado do mês: -1,65%;
Acumulado do ano: -7,49%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: -0,69%;
Acumulado do mês: +2,68%;
Acumulado do ano: +9,63%.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Tarifaço de Trump
Termina nesta quarta-feira (15) o prazo para que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) divulgue a decisão final sobre a investigação comercial e uma eventual aplicação de tarifas contra produtos brasileiros.
O processo abriu uma disputa entre Brasília e Washington e mobilizou setores da economia brasileira, que participaram de audiências públicas para apresentar argumentos contra as medidas.
ENTENDA: por que os EUA vão taxar o Brasil?
No Brasil, o governo aprovou uma Medida Provisória (MP) que libera uma linha de financiamento de R$ 15 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço e também pela guerra no Oriente Médio.
O crédito será ofertado dentro do Plano Brasil Soberano para exportadores de bens industriais, produtos da agricultura e da pecuária e recursos da mineração. Também estão incluídos produtos das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura.
Escalada das tensões no Oriente Médio
Um ataque de mísseis dos Estados Unidos matou sete militares iranianos em um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste do Irã, nesta quarta-feira (15), informou o Exército do país.
O anúncio ocorre em meio à intensificação dos confrontos entre os dois países e a volta do bloqueio militar norte-americano aos portos iranianos para tentar manter a navegação aberta no Estreito de Ormuz.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
Apesar dos esforços, nesta quarta, a Guarda Revolucionária do Irã voltou a afirmar que a rota permanecerá fechada até que os “atos de agressão” dos EUA parem.
“As operações de represália dos combatentes continuarão, e o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos ponham fim aos seus atos de agressão”, afirma comunicado divulgado pela televisão estatal Irib.
Em reação ao fechamento do canal, os EUA anunciaram um bloqueio naval ao Irã, iniciada no final da tarde de ontem.
Nos últimos dias, EUA e Irã voltaram a trocar ataques, colocando em xeque o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho, que formalizou um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo.
Bolsas globais
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em baixa nesta quarta-feira, em meio a uma liquidação de ações de semicondutores, com investidores realizando lucros recentes e redirecionando capital para setores mais tradicionais.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,20%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 0,29%.
Entre as demais bolsas da região, no entanto, o dia foi mais positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,40%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 1,49% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 6,24%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo
Jornal Nacional/ Reprodução
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Pizza, pirulito e emojis: os símbolos usados por aliciadores digitais
Entre os exemplos mais conhecidos estão referências à pizza, à bola de futebol americano, ao espiral azul e ao pirulito. Em alguns casos, a palavra “leque”, abreviatura de moleque, também pode ser associada à pedofilia. “A bola de futebol americano, por exemplo, os criminosos costumam associar com um jogador de futebol americano que foi preso por estupro de vulnerável”, diz.