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Pesquisa aponta que 51% não desejam mais 4 anos de Lula

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Uma recente pesquisa realizada pela Genial/Quaest revelou que 51% da população brasileira não deseja que Lula permaneça no cargo por mais quatro anos. O levantamento também indicou que 46% dos entrevistados expressaram temor com a possibilidade de retorno da família Bolsonaro ao poder.

Contexto da pesquisa

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada em 15 de julho de 2026, reflete um momento de intensa polarização política no Brasil. O cenário atual é marcado por divisões profundas entre os apoiadores do governo e aqueles que se opõem a ele, especialmente em relação à figura de Luiz Inácio Lula da Silva e à família Bolsonaro, que já ocupou a presidência do país.

O que aconteceu

O levantamento foi realizado em um contexto onde as questões econômicas e sociais têm gerado debates acalorados entre os eleitores. A pesquisa não apenas mostra a rejeição a Lula, mas também destaca o receio de muitos brasileiros em relação ao retorno de uma administração vinculada à família Bolsonaro, que governou o país anteriormente. Essa dinâmica revela as preocupações da população com a continuidade de políticas públicas e com a liberdade religiosa, um tema que é especialmente sensível para a comunidade cristã.

Reações à pesquisa

Diversos líderes e organizações têm comentado sobre os resultados da pesquisa. Para muitos, a rejeição a Lula pode ser vista como uma oportunidade para que novos líderes surjam, especialmente aqueles que defendem a liberdade religiosa e a proteção dos direitos dos cristãos no Brasil. Por outro lado, a possibilidade de um retorno da família Bolsonaro é vista com apreensão por aqueles que temem uma agenda que possa restringir a liberdade de culto e a evangelização.

O que esperar para o futuro

Com a aproximação das eleições, espera-se que as discussões sobre liberdade religiosa e políticas de apoio às missões e à evangelização ganhem destaque. É fundamental que os cristãos estejam atentos às propostas dos candidatos e como elas podem impactar a prática da fé no Brasil. A pesquisa Genial/Quaest pode ser um indicativo de que a população deseja mudanças significativas, e isso deve ser considerado por aqueles que almejam liderar o país.



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Copa do Mundo feminina no Brasil deve movimentar R$ 8,8 bilhões

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A Copa de Futebol Fifa Feminina 2027 no Brasil deve injetar R$ 8,8 bilhões na economia, gerar 73,7 mil postos de trabalho e renda de R$ 4,5 bilhões e arrecadar em tributos R$ 928 milhões.

A estimativa é do Mapeamento do Potencial de Captação e Internacionalização de Eventos Esportivos no Turismo Brasileiro, desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas para a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

“Os resultados estão decompostos em dois vetores principais de geração de impacto: o do público do evento, gerado pelo fluxo de turistas nacionais e estrangeiros, que movimentará R$ 4,7 bilhões em atividade econômica direta e indireta, e o da organização, derivado dos desembolsos da FIFA e das estruturas operacionais do evento, estimado em R$ 4,1 bilhões”, diz a FGV.

Em conjunto, os dois vetores posicionam a Copa do Mundo Feminina 2027 como um dos maiores eventos esportivos já realizados no Brasil, em termos de impacto econômico.

Segundo o estudo, a Copa do Mundo representa o maior evento esportivo feminino do planeta e constituirá um marco histórico para o Brasil: será a primeira vez que um país sul-americano  sediará a competição, o que mostra a consolidação do Brasil como destino de referência para megaeventos esportivos de primeira grandeza.

O torneio reunirá seleções de todo o mundo ao longo de aproximadamente um mês de competição distribuídas por diversas cidades-sede brasileiras entre 24 de junho e 25 de julho.

Segundo a análise, do ponto de vista do mercado de consumo, o torneio encontra um ambiente favorável. As mulheres respondem por 48,61% do fluxo de turistas internacionais no Brasil, com permanência média de 11 dias e gasto médio de US$ 1.317 por viagem.

Além disso, 72% das pessoas que nunca frequentaram um estádio de futebol são mulheres, o que indica um contingente relevante de demanda potencial ainda não captada, de acordo com a FGV. O interesse das torcedoras pela Copa do Mundo supera o observado em outras competições da modalidade. Nesse contexto, o interesse pelo futebol feminino já está estabelecido.

“Além do impacto econômico imediato, o evento representa uma oportunidade singular de legado para o futebol feminino brasileiro, de projeção da imagem do país no cenário global e de fortalecimento do turismo esportivo como vetor de desenvolvimento econômico sustentável”, completa a pesquisa.



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Trump critica suspensão de data centers em Nova York

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O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo durante uma reunião bilateral com o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi (não aparece na foto), no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 14 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci



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Em terra natal de Musk, Amazon sai na frente na corrida da internet via satélite

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Amazon traz Alexa+ ao Brasil e aposta em IA como o ChatGPT para renovar assistente virtual
A Amazon anunciou nesta quarta-feira (15) que lançará seu novo serviço de internet via satélite, o Amazon Leo, na África do Sul em 2027. Com isso, a empresa fundada por Jeff Bezos deve sair na frente da Starlink, de Elon Musk, na disputa pelo mercado da economia mais desenvolvida do continente africano.
Para viabilizar a operação, a Amazon firmou uma parceria com a provedora sul-africana de internet Herotel. Segundo a companhia, este é o primeiro acordo do Amazon Leo para oferta de internet via satélite no continente africano. Os valores da parceria não foram divulgados.
O anúncio ocorre em meio às críticas de Elon Musk ao governo da África do Sul, seu país de origem. O bilionário afirma que a Starlink ainda não opera no país porque a legislação local teria impedido a empresa de obter uma licença por ele ser branco. Musk chegou a acusar o governo sul-africano de racismo.
As críticas se referem às políticas de ação afirmativa adotadas pela África do Sul. Pela legislação, empresas estrangeiras do setor de telecomunicações precisam conceder uma participação minoritária de suas operações locais a investidores negros ou de outros grupos historicamente desfavorecidos para obter autorização de funcionamento.
As regras foram criadas para ampliar o acesso da população não branca à economia após o fim do apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país durante décadas e concentrava o poder político e econômico na minoria branca.
Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin, e cofundador e co-CEO da Prometheus, participa da 10ª edição da feira de startups e inovação tecnológica VivaTech em Paris, na França, em junho de 2026.
Abdul Saboor/Reuters
Além de despontar, Amazon tem apoio do governo
Diferentemente da Starlink, o acordo da Amazon recebeu apoio do governo sul-africano. O ministro das Comunicações, Solly Malatsi, participou do anúncio ao lado de representantes da Amazon e da Herotel.
A Amazon começou a colocar em órbita seus primeiros satélites de baixa altitude no ano passado e afirma que já possui mais de 390 satélites em operação.
A Starlink, por sua vez, iniciou suas operações em 2019 e conta atualmente com mais de 10 mil satélites em órbita. O serviço já está disponível em cerca de duas dezenas de países africanos, mas ainda não foi lançado na África do Sul porque a empresa de Musk se recusa a atender às exigências da legislação local.
A empresa de Jeff Bezos afirmou que o acordo com a África do Sul marca o início de sua expansão pelo continente. Para isso, também firmou parceria com a Vanu Inc., companhia sediada em Lexington, no estado de Massachusetts (EUA), especializada em soluções de internet móvel para países em desenvolvimento.
A África é considerada um mercado promissor para serviços de internet via satélite. O continente reúne mais de 1,5 bilhão de habitantes, muitos vivendo em áreas rurais ou regiões que ainda não contam com infraestrutura de internet fixa.
O Amazon Leo, anteriormente conhecido como Projeto Kuiper, já anunciou acordos para operar na Tailândia, Cazaquistão, Austrália, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Uruguai.
Apesar da expansão da Amazon, a Starlink segue muito à frente em escala global. Segundo a empresa, seu serviço já está disponível em mais de 160 países.



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Republicanos suspende filiação do prefeito Rodrigo Manga

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O partido Republicanos anunciou a suspensão da filiação do prefeito Rodrigo Manga, uma decisão que gera repercussões significativas no cenário político de São Paulo. A medida foi tomada em meio a uma série de discussões internas sobre a direção do partido e suas alianças futuras.

Contexto da decisão

A suspensão da filiação de Rodrigo Manga ocorre em um momento em que o Republicanos busca reavaliar suas estratégias políticas e alianças. O partido, que tem se destacado por sua atuação em diversas esferas, enfrenta desafios internos que exigem uma reestruturação. Essa decisão pode ser vista como parte de um esforço para alinhar a identidade do partido com os interesses de seus membros e a base eleitoral.

O que aconteceu

Rodrigo Manga, que se tornou uma figura proeminente na política local, especialmente entre os eleitores evangélicos, teve sua filiação suspensa sem um comunicado oficial detalhando os motivos. A decisão foi recebida com surpresa por muitos, uma vez que Manga havia demonstrado apoio aos princípios do partido e sua atuação em favor de políticas públicas voltadas para a comunidade.

Reações à suspensão

A suspensão gerou reações diversas entre os apoiadores de Rodrigo Manga. Muitos expressaram preocupação sobre o futuro político do prefeito e como essa decisão pode impactar sua capacidade de governar. Nas redes sociais, apoiadores e críticos debateram as implicações dessa ação, refletindo a polarização que caracteriza o atual cenário político brasileiro.

O que esperar no futuro

Com a suspensão de sua filiação, muitos se perguntam quais serão os próximos passos de Rodrigo Manga. Ele poderá buscar novas alianças ou até mesmo considerar a possibilidade de se filiar a outro partido que esteja mais alinhado com seus objetivos e valores. A situação continua a evoluir, e os próximos dias serão cruciais para determinar o futuro político do prefeito e as repercussões para o Republicanos.



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Chile declara estado de emergência até dia 21 devido a tempestades

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Dez das 16 regiões administrativas do Chile estão em estado de emergência por conta de um sistema frontal, que deverá trazer fortes chuvas e mar agitado ao país.

A medida foi anunciada na última segunda (13) pelo governo chileno. O estado de emergência segue até o dia 21. O governo informou, em nota, que órgãos estatais estão preparados para atender à população.

Nesta quarta-feira (15), de acordo com a Direção Meteorológica do Chile, nas regiões Metropolitana, de Coquimbo e Valparaíso foi decretado estado de alarme, o mais grave, por conta das chuvas. O alerta indica previsão de fenômenos meteorológicos de severidade extrema, com alto potencial de riscos materiais e à vida.

Medidas do governo

Segundo informou o governo, o presidente José Antonio Kast liderou as medidas preventivas, que incluem a coordenação com os delegados presidenciais regionais e a supervisão in loco dos trabalhos destinados a reduzir o risco de inundações e transbordamentos. O presidente também apelou à prevenção e à responsabilidade individual.

“Nada é mais importante do que o autocuidado. Devemos reiterar a todos que não devem aventurar-se em zonas montanhosas onde a sua segurança física possa estar em risco, que não devem aproximar-se da costa se houver previsão de ondas altas, que nos ajudem a limpar os cursos de água perto das suas casas, que verifiquem o estado de saúde daqueles que se encontram isolados e que se certifiquem de que mesmo essas pessoas tenham um kit básico de emergência pronto.”

O ministro do Interior e da Secretaria-Geral do Governo, Claudio Alvarado, pediu às famílias que “tomem o máximo de precauções e se preparem”. “como Governo, estamos agindo com grande responsabilidade e seriedade para fornecer alertas oportunos sobre as possíveis consequências dos sistemas frontais que afetarão o país nos próximos dias”, disse.

Plano de Inverno 2026

A mobilização preventiva faz parte do Plano de Inverno 2026 do Ministério de Obras Públicas, que inclui um investimento total de US$ 468 milhões para obras de conservação, limpeza de leitos de rios e bueiros, remoção de neve, monitoramento de infraestrutura e resposta a eventos climáticos.




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Durigan diz que possível tarifaço dos EUA seria 'desproporcional' e que empresários e famílias do Brasil não podem ser prejudicados

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, voltou a afirmar nesta quarta-feira (15) que um eventual aumento de tarifas de importação pelos Estados Unidos seria algo “desproporcional” e “injustificado”.
🔎Termina nesta quarta (15) o prazo para que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) divulgue a decisão final sobre a investigação comercial e uma eventual aplicação de medidas contra produtos brasileiros. A sinalização é de as novas taxas serão mesmo aplicadas.
Durigan disse que, se a medida for concretizada, o governo brasileiro vai agir para proteger a economia interna e que setores produtivos nacionais não podem pagar a conta de barreiras comerciais externas.
“Com relação ao tarifaço, existe sempre um princípio que vai nos guiar: os empresários brasileiros, as famílias brasileiras, os caminhoneiros brasileiros e os agricultores brasileiros não podem ser prejudicados por medidas injustas adotadas por outros países”, declarou o ministro.
Embora tenha adotado cautela, ao afirmar que ainda não há uma confirmação oficial sobre a aplicação prática das novas taxas americanas, o ministro da Fazenda disse que o governo federal deve mapear os setores que devem ser mais afetados para desenhar ações de suporte.
O ministro declarou que a reação seguirá a “linha de princípio” de medidas anteriores do governo para blindar o mercado doméstico.
Ele declarou ainda que qualquer resposta brasileira a pressões externas passará pelo crivo das metas de controle de gastos públicos.
“Nós vamos fazer uma avaliação sempre cuidadosa pelo compromisso de futuro, compromisso fiscal que nós temos, e nós vamos endereçar sempre protegendo a nossa população”, ponderou.



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PT e PSOL acionam TSE contra Flávio Bolsonaro por propaganda

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A Federação Brasil da Esperança, composta por partidos como PT, PV e PCdoB, entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, por suposta propaganda eleitoral antecipada. A ação, protocolada no último sábado, 11, pede a retirada de um vídeo do ar e a aplicação de multas que somam R$ 50 mil.

Contexto da Ação

A ação judicial se baseia na alegação de que Flávio Bolsonaro utilizou uma live para fazer promessas de campanha e incentivar apoio eleitoral antes do início oficial da campanha. Além disso, os partidos que compõem a Federação Brasil da Esperança afirmam que o senador fez referências ao cargo de presidente e utilizou propaganda negativa contra o atual presidente Lula.

O que aconteceu

O caso foi distribuído ao ministro Kassio Nunes Marques, que agora analisará a solicitação. Os partidos alegam que a live, realizada em um momento de pré-campanha, caracteriza uma violação das regras eleitorais, que proíbem a promoção de candidaturas antes do período permitido.

A defesa de Flávio Bolsonaro, por outro lado, argumenta que o conteúdo da live não se configura como propaganda eleitoral, mas sim como um espaço para discutir propostas e visões sobre o futuro do país. Eles sustentam que o vídeo não apresenta características de campanha antecipada, mas sim um exercício de liberdade de expressão.

Reações ao Caso

As reações ao caso têm sido diversas. Enquanto apoiadores de Flávio defendem seu direito de se expressar e criticar adversários políticos, opositores veem a ação como uma tentativa de garantir que as regras sejam seguidas de forma justa e equitativa. A polarização política no Brasil continua a ser um desafio, especialmente em tempos de campanha.

O que esperar

Com a ação agora nas mãos do TSE, espera-se que o tribunal se pronuncie em breve sobre a validade das alegações apresentadas pela Federação Brasil da Esperança. A decisão poderá ter implicações significativas para a campanha de Flávio Bolsonaro e para a dinâmica política do país como um todo.

Além disso, a situação destaca a importância de se respeitar as normas eleitorais, que visam garantir um ambiente justo para todos os candidatos. A comunidade cristã, que frequentemente se envolve em questões políticas, deve acompanhar de perto os desdobramentos desse caso, especialmente em um momento em que a liberdade religiosa e a defesa de valores cristãos são temas de relevância nas discussões públicas.



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Dino intima partidos a explicar controle de emendas parlamentares

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional expliquem, em até dez dias úteis, se interferem na destinação de emendas parlamentares.

Proferida nesta quarta-feira (15), a intimação foi motivada por uma entrevista que o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, concedeu na terça-feira (14), à GloboNews, e na qual confirmou que os dirigentes partidários interferem na indicação de emendas parlamentares.

“Valdemar Costa Neto é um político de destaque e preside um dos maiores partidos brasileiros, logo, suas afirmações públicas merecem atenção”, escreveu Dino em seu despacho.

O ministro Flávio Dino é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, instaurada para apurar a constitucionalidade e eventuais irregularidades na execução de emendas parlamentares.

Em seu mais recente despacho, Dino destaca que Costa Neto concedeu a entrevista no mesmo dia em que ele determinou que o Congresso Nacional explique, entre outras ações, se políticos sem mandato interferem no processo de escolha dos destinatários das emendas parlamentares, prática que o ministro já tinha afirmado que viola os princípios da moralidade, legalidade e finalidade.

“Em decisão de [terça-feira] 14 de julho de 2026, ressaltei que a proposição e a deliberação sobre emendas parlamentares constituem prerrogativas inerentes ao exercício do mandato parlamentar, competindo exclusivamente aos membros do Poder Legislativo no curso de seus mandatos”, escreveu Dino na decisão desta quarta-feira.

“Não obstante, fatos públicos e notórios, consubstanciados em manifestações aparentemente contrárias a essa premissa, suscitam, ao menos em tese, dúvidas quanto à sua estrita observância, circunstância que recomenda a obtenção de esclarecimentos, visando ao fiel cumprimento das decisões do Plenário do STF”, acrescenta o ministro, referindo-se à entrevista de Costa Neto ao programa Estúdio i, da GloboNews.

“Indagado se dirigentes partidários interferem na destinação de emendas parlamentares, [Costa Neto] respondeu afirmativamente. Na ocasião, afirmou, ainda, que outros presidentes de partidos também indicam emendas parlamentares”, destacou Dino.

O ministro argumenta ainda que, caso as informações do presidente do PL sejam procedentes, “constituem uma novidade relevante”, já que a apuração em curso, no STF, desde 2021, “não contém registro dessa modalidade de emendas ao Orçamento Geral da União”.

Além do PL, de Costa Neto, a decisão de Dino se aplica a outras 20 legendas: Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PCdoB, PDT, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, REDE, Republicanos, Solidariedade e União Brasil.

Cada partido deverá esclarecer se seu presidente dispõe de cotas, reservas ou qualquer outro mecanismo de alocação de emendas parlamentares e, em caso positivo, sua natureza, finalidade e abrangência.

Também deverão esclarecer a quem compete autorizar e deliberar sobre a utilização da cota ou mecanismo; o fundamento jurídico-normativo que embasa tal prática; o instrumento por meio do qual tais mecanismos são formalizados (normas, atas ou similares) e como é definida a destinação dos respectivos recursos.

“As informações ora requisitadas são relevantes para subsidiar a definição de providências eventualmente necessárias ao aperfeiçoamento dos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, a fim de garantir o cumprimento das decisões do Plenário do STF”, justificou Dino.

Na sexta-feira (10), o ministro determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em bens atribuídos a Costa Neto e de R$ 6 milhões do ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha.

Na ocasião, a defesa do presidente do PL argumentou que as medidas cautelares foram decretadas com base em “premissas frágeis, inferências subjetivas e uma indevida criminalização da atividade político-partidária”. 

A defesa de Costa Neto informou que ele nega a prática de qualquer crime e considera “natural e legítimo, no sistema democrático, que um presidente partidário dialogue com parlamentares, defenda prioridades programáticas, articule interesses nacionais e regionais e influencie politicamente sua bancada”.



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SUS adquire tecnologia para produzir principal remédio contra o HIV

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu a transferência de tecnologia para produzir o principal remédio utilizado para o tratamento do HIV no Brasil, o antiretroviral dolutegravir, que é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, mais de 770 mil pessoas vivendo com HIV fazem uso do medicamento no país.

O medicamento foi desenvolvido pela ViiV Healthcare, empresa de pesquisa para prevenção e tratamento para HIV pertencente à biofarmacêutica GSK. Em 2020, ambas assinaram um contrato com o Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz para nacionalizar progressivamente a produção do remédio e distribuí-lo ao SUS.

Desde então, Farmanguinhos vem realizando investimentos para adaptar sua planta fabril, adquirir novos equipamentos, capacitar seus profissionais e promover estruturação técnica, regulatória e operacional para garantir a internalização da produção. Este processo acaba de ser concluído, e o início do fornecimento ao SUS depende apenas da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Desde 2022, o instituto da Fiocruz já faz a distribuição para o SUS dos remédios produzidos em fábricas da GSK. Mais de 739 milhões de cápsulas já foram fornecidas para a saúde pública desta forma. Em 2025, Farmanguinhos também assumiu as análises laboratoriais de controle de qualidade do medicamento. 

Três lotes do remédio já foram fabricados e validados pelo instituto e poderão ser distribuídos para o SUS, assim que a liberação da Anvisa for expedida. Paralelamente, o instituto trabalha na validação da metologia analítica do ingrediente farmacêutico ativo. 

O acordo de transferência de tecnologia inclui mais uma etapa: a internalização da produção do dolutegravir em combinação com outra substância, a lamivudina. Esse formato também é distribuído pelo SUS. A expectativa é que essa produção comece a ser feita por Farmaguinhos no ano que vem. 

Medicamento recomendado pela OMS

Dolutegravir é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento para HIV em todo o mundo. Ele age inibindo a enzima integrase, o que impede a replicação do vírus dentro das células de defesa do organismo. Além de ser altamente eficaz, reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis, ele melhora a imunidade e impede a progressão para a AIDS, com poucos efeitos colaterais.

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar o medicamento como opção preferencial para tratamento de primeira e segunda linha em todas as populações, incluindo mulheres grávidas e pessoas com potencial para engravidar. 



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