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Sobe na guerra, não cai na trégua: por que os preços da gasolina e diesel demoram a cair nos postos

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Motorista abastece em um posto de gasolina em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Damian Dovarganes/AP Photo
A imprevisibilidade do conflito entre os Estados Unidos e o Irã tem, mais uma vez, se refletido nos preços do petróleo.
Com mais uma onda de ataques entre os dois países e a retomada do bloqueio naval ao Irã por parte dos EUA no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo —, a commodity voltou a subir em julho, quando o barril do Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 83,30.
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Mesmo com o avanço nos preços, no entanto, o petróleo ainda se encontra bem abaixo do pico registrado em abril, quando o Brent atingiu a marca de US$ 118,03. Isso porque, apesar da alta recente, a commodity passou por um período de queda relevante das cotações, chegando a ficar próxima de US$ 70.
No Brasil, porém, essa desaceleração não chegou aos preços dos combustíveis nos postos. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que diesel e gasolina ainda acumulam altas de cerca de 10% e 5%, respectivamente, desde o início da guerra, em fevereiro.
Segundo especialistas consultados pelo g1, a demora é resultado de uma combinação de fatores, como as incertezas sobre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e o subsídio anunciado pelo governo, que ajudou a conter o encarecimento dos combustíveis — e deve limitar, também, a queda dos preços por aqui.
“A imprevisibilidade ainda dita os preços do petróleo e, consequentemente, do diesel e da gasolina. Ainda existem muitos pontos sensíveis a serem negociados entre os dois países”, afirma o analista de inteligência de mercado da StoneX, Bruno Cordeiro.
Veja abaixo como está a situação dos combustíveis no Brasil.
Agora no g1
Trégua ainda frágil mantém mercado em alerta
Apesar da assinatura de um acordo preliminar em meados de junho para encerrar o conflito no Oriente Médio, a trégua entre os EUA e o Irã foi rompida mais de uma vez.
Menos de duas semanas após a assinatura do documento, os dois países voltaram a trocar ataques com mísseis e drones e passaram a se acusar mutuamente de violar o cessar-fogo provisório.
Após dias de confrontos, EUA e Irã concordaram em interromper as hostilidades e retomar as negociações. Catar e Paquistão mediaram uma nova rodada de negociações entre os dois países e, segundo representantes, houve um “avanço positivo” nas conversas.
Nos últimos dias, no entanto, uma nova onda de ataques entre os dois países voltou a colocar o frágil acordo em xeque.
Além dos bombardeios e retaliações de ambas as partes, Trump também retomou o bloqueio naval dos EUA ao Irã no Estreito de Ormuz e ameaçou cobrar um pedágio de 20% sobre a carga de todos os navios que passassem pelo canal — mas voltou atrás e disse que substituiria a taxa por “acordos comerciais e de investimentos com os países do Golfo”.
Além do tráfego ainda limitado no Estreito de Ormuz aumentar as preocupações quanto a oferta de petróleo no mundo, especialistas destacam que a demanda global continua elevada, impulsionada também pelo verão no Hemisfério Norte, período em que o consumo de energia costuma atingir níveis mais altos nos EUA e na Europa.
“Vivemos uma queda histórica nos estoques. Tanto a OCDE quanto os EUA apresentam níveis bastante baixos”, diz o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.
“Ainda há muita incerteza sobre o que pode acontecer. Seria necessária uma sinalização concreta do fim definitivo do conflito para iniciar a retirada de minas da região, a reconstrução dos portos destruídos e a retomada das operações. Isso leva tempo”, completa.
Petróleo, inflação e bolsas: os estragos econômicos deixados pela guerra entre EUA e Irã
Por que gasolina e diesel continuam caros no Brasil
Segundo especialistas, o Brasil registrou uma alta mais moderada nos preços dos combustíveis do que a observada nos EUA e em países da Europa.
Para reduzir o impacto da alta dos combustíveis sobre a inflação, o governo federal destinou mais de R$ 30 bilhões a medidas de contenção. A Petrobras também atuou para conter os preços nos momentos mais críticos, evitando repassar imediatamente os aumentos aos consumidores.
“O aumento não chegou com tanta intensidade ao consumidor final. E, como a alta foi mais moderada, não há espaço para quedas também muito intensas”, afirma Sérgio Vale, da MB Associados.
Recentemente, por exemplo, a Petrobras reduziu o preço do diesel nas refinarias em R$ 0,35 após o encerramento do subsídio bancado pelo governo. Como a queda apenas compensou o fim do benefício, os preços praticados para as distribuidoras permaneceram inalterados.
Além disso, o governo também adiou a decisão sobre a retirada do subsídio à gasolina, após a nova escalada do conflito no Oriente Médio.
Os especialistas dizem, ainda, que mesmo o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, de 30% para 32%, não deve ser suficiente para provocar uma redução relevante dos preços nos postos.
“Esse aumento é importante, mas, por si só, não deve se refletir em uma redução significativa da gasolina. O principal fator que vai determinar a alta ou a queda dos preços é a situação do mercado internacional e a forma como esse movimento se transmite aos produtos importados que chegam aos portos brasileiros”, completa Cordeiro.
O que precisa acontecer para a gasolina cair no Brasil
O que precisa acontecer para a gasolina cair no Brasil.
Arte/g1



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Pastor reflete um ano após assassinato da esposa e filha

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Um ano após uma tragédia devastadora, Jerry Gumm, pastor da Richmond Road Baptist Church em Lexington, Kentucky, compartilha sua jornada de fé e superação após o assassinato de sua esposa e filha dentro da igreja. O ataque chocante não apenas tirou a vida de suas amadas, mas também deixou marcas profundas na comunidade e na própria vida do pastor.

O que aconteceu

Em julho de 2025, a Richmond Road Baptist Church foi palco de um crime brutal quando a esposa e a filha de Jerry Gumm foram fatalmente baleadas. Durante o ataque, o pastor também foi atingido várias vezes, mas sobreviveu. O evento deixou a congregação em estado de choque e gerou uma onda de apoio e orações por parte da comunidade cristã local e nacional.

Reflexões de fé e resiliência

Um ano depois, Jerry Gumm permanece firme em sua fé. Ele declarou que essa tragédia não o afastará de sua missão de louvar a Deus. “A dor é imensa, mas minha fé em Deus é ainda maior. Eu sei que minha esposa e filha estão com o Senhor e isso me dá conforto”, afirmou Gumm em uma entrevista recente.

A resiliência do pastor tem inspirado muitos em sua comunidade. Ele continua a liderar a igreja, enfatizando a importância do perdão e da esperança, mesmo em meio à dor. “A vida é preciosa e devemos valorizá-la, mesmo quando enfrentamos as maiores adversidades”, acrescentou.

Reações da comunidade

A comunidade de Lexington tem se unido em apoio ao pastor Gumm. Vários eventos de arrecadação de fundos e vigílias foram realizados para honrar a memória de sua esposa e filha, além de oferecer suporte emocional ao pastor e à congregação. Igrejas de toda a região se mobilizaram para demonstrar solidariedade e amor, refletindo o verdadeiro espírito da união cristã.

O que esperar no futuro

O pastor Jerry Gumm planeja continuar seu trabalho na Richmond Road Baptist Church, focando na evangelização e no fortalecimento da fé entre os membros da congregação. Ele enfatiza que, apesar das dificuldades, a mensagem do Evangelho deve continuar a ser proclamada. “Não podemos permitir que o medo nos impeça de viver e compartilhar o amor de Cristo”, concluiu.

Enquanto a comunidade se recupera e se fortalece, a história de Jerry Gumm serve como um lembrete poderoso da força da fé em tempos de crise. A jornada de cura e esperança continua, e muitos se unirão a ele em oração e apoio.



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Vender mais barato ou cobrar mais caro? Qual estratégia dá mais lucro?

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Vender mais barato ou cobrar mais caro?
Muitos empreendedores acreditam que vender mais é sinônimo de lucrar mais. Mas isso nem sempre acontece. O faturamento pode até crescer, enquanto a margem de lucro diminui e o dinheiro não sobra no caixa.
Em muitos casos, o problema não está nas vendas, mas na forma como os preços são definidos.
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Segundo orientações do Sebrae, alguns erros são comuns na hora da precificação: copiar o preço dos concorrentes, ignorar os próprios custos, oferecer descontos sem conhecer a margem de lucro e definir valores apenas no “achismo”.
Para calcular o preço de um produto ou serviço, o primeiro passo é levantar todos os custos do negócio.
Além das despesas diretas, é preciso incluir gastos recorrentes, como aluguel, internet, energia e taxas, além do tempo e do esforço envolvidos na produção, no atendimento e na entrega.
Com essas informações, o empreendedor consegue definir um preço mínimo de venda, que funciona como uma margem de segurança para evitar prejuízos e garantir que cada venda gere retorno para o negócio.
Os especialistas também alertam que o preço não deve ser fixo.
A recomendação é revisar os valores periodicamente para acompanhar aumentos de custos, mudanças no mercado e o crescimento da empresa, mantendo a operação financeiramente saudável.
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Caíque Rodrigues/g1 RR



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Editora Vida lança Bíblia organizada em ordem cronológica

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A Editora Vida anunciou o lançamento de uma nova edição da Bíblia, que se destaca por organizar o texto sagrado em ordem cronológica. Esta iniciativa visa facilitar a compreensão dos eventos bíblicos, sem alterar o conteúdo das Escrituras.

Contexto do lançamento

A Bíblia é um dos livros mais lidos e estudados em todo o mundo, e sua organização pode influenciar a forma como os leitores a compreendem. A nova edição da Editora Vida busca atender a uma demanda crescente entre os cristãos que desejam entender melhor a sequência dos acontecimentos narrados nas Escrituras. A proposta de uma Bíblia em ordem cronológica não é nova, mas a Editora Vida traz uma abordagem que promete ser acessível e enriquecedora para todos os tipos de leitores.

O que aconteceu

A nova edição reorganiza os textos bíblicos de acordo com a sequência dos eventos históricos, permitindo que os leitores acompanhem a narrativa de forma linear. Isso pode ser especialmente útil para aqueles que estão estudando a Bíblia em grupos ou que desejam aprofundar-se em temas específicos, como a vida de Jesus ou as histórias do Antigo Testamento.

Reações do público

A recepção inicial da nova edição tem sido positiva entre os leitores. Muitos expressam entusiasmo pela possibilidade de explorar a Bíblia de uma maneira nova e dinâmica. Comentários nas redes sociais indicam que a novidade é bem-vinda, especialmente entre aqueles que buscam um estudo mais aprofundado das Escrituras. A Editora Vida também tem promovido essa edição em eventos e feiras do livro, atraindo a atenção de pastores e líderes de igrejas.

“A nova Bíblia em ordem cronológica é uma ferramenta poderosa para o ensino e a evangelização. Ela facilita a compreensão e a aplicação das Escrituras no dia a dia dos cristãos.”

— Representante da Editora Vida

O que esperar

Com o lançamento dessa nova edição, a Editora Vida espera contribuir para o crescimento espiritual dos leitores. A expectativa é que mais pessoas se sintam motivadas a ler e estudar a Bíblia, utilizando essa nova ferramenta como um guia. Além disso, a editora planeja lançar materiais complementares, como guias de estudo e devocionais, que podem acompanhar a leitura da Bíblia em ordem cronológica.





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Espanha leva juventude e Argentina aposta em Messi na decisão da Copa

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O vencedor da Copa do Mundo 2026 será conhecido domingo (19), na partida entre Espanha e Argentina, às 16h, em Nova York. O jogo reunirá as duas seleções no topo do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), com estilos semelhantes, e eventuais erros no gramado podem definir o campeão.

Olhando os detalhes, porém, os comentaristas da TV Brasil (EBC) observam pontos fortes e fracos em cada equipe.

Bruno Mendes destaca que a seleção espanhola, a La Roja, é mais jovem, e isso pode ser uma vantagem, diante do calor registrado nas partidas nos Estados Unidos, onde será o jogo. Para o comentarista, apesar de o estádio em Nova York ser climatizado, o fator climático exige mais do físico dos jogadores.

“São dois times muito técnicos, mas a média de idade, talvez, faça essa diferença”, analisou Mendes.

“Pode favorecer a Espanha ter um time mais jovem que, em tese, tem condições melhores de enfrentar o calor”, disse. “A Argentina vem de desgastes grandes nas últimas partidas, com duas prorrogações e um jogo anterior apertado. A Espanha não”, pontuou.

Por outro lado, a seleção argentina, além de jogadores mais experientes, tem Lionel Messi, o maior artilheiro da história das copas e o melhor jogador de futebol da atualidade. Ao criar lances, ele é o trunfo para a atual campeã vencer o bicampeonato e se tornar tetracampeã. O time venceu a Copa em 2022, no Catar.

“Messi é o responsável pelas principais jogadas, conhece bem o time e lidera”, acrescentou a comentarista da TV Brasil, a historiadora Rachel Motta, lembrando da participação do jogador nos dois gols da vitória contra a Inglaterra. Ela identifica ainda outra vantagem do time, a “raça”, que significa comprometimento e entrega até o apito final.

“Se nos basearmos nos números, será um confronto equilibrado”, avalia Motta, lembrando que os dois times já se enfrentaram 14 vezes, sendo uma em copa, com seis vitórias para cada lado e dois empates.

“Mas a Argentina joga com raça, que é difícil de traduzir, por isso, é uma final em aberto”, ponderou.

Se o vencedor for a Espanha, a equipe masculina igualará o feito da seleção feminina de futebol, atual campeã mundial, e se tornará bicampeã. A seleção masculina só ganhou a Copa uma vez, em 2010, quando venceu a Holanda por 1 x 0, na África do Sul.

Em campo, a Espanha contará com o jovem prodígio Lamine Yamal, que faz sua estreia na competição. Há dezoito anos, ele teve um primeiro encontro inusitado com a estrela albiceleste, Messi. O argentino, então com 19 anos, apareceu em uma fotografia para uma campanha beneficente dando banho em um bebê negro, que hoje é o artilheiro da Espanha Yamal.

Ganhando um time ou outro, o resultado se aproximará do ranking da Fifa, liderado pela Argentina, com a Espanha em segundo lugar. A seleção francesa e a Inglaterra, que disputam a terceira colocação, sábado, estão na terceira e quarta posição, respectivamente. “A zebra não chegou na fase final”, brincou Motta.

Além da taça, no domingo, serão anunciados os prêmios individuais, de melhor jogador, o Bola de Ouro, Luva de Ouro, para o melhor goleiro e a Chuteira de Ouro para o artilheiro. Messi lidera essa categoria, por ter marcado oito gols. Kylian Mbappé, da França, está logo atrás e pode superar o argentino durante a disputa de terceiro lugar. A França entra em campo contra a Inglaterra, sábado, às 18h, em Miami.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Pedro Porro celebrates scoring their second goal with Lamine Yamal and Pau Cubarsi REUTERS/Lisi Niesner
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Round of 32 - Spain v Austria - Los Angeles Stadium, Inglewood, California, U.S. - July 2, 2026 Spain's Pedro Porro celebrates scoring their second goal with Lamine Yamal and Pau Cubarsi REUTERS/Lisi Niesner

Seleção espanhola, a La Roja, é mais jovem, e isso pode ser uma vantagem, diante do calor registrado nas partidas nos Estados Unidos – Reuters/Lisi Niesner/Proibida reprodução

Maior Copa

Com a partida final, em Nova York, chega ao fim a primeira Copa do Mundo realizada em três países — Estados Unidos, México e Canadá. O torneio ampliou o número de participantes para 48 seleções, permitindo a estreia de equipes como Cabo Verde, do goleiro Vozinha, que fez história ao parar o ataque da Espanha e não tomar nenhum gol da agora finalista.

Os jogos no mundial foram marcados pela organização defensiva aliada à eficiência. Tiveram vantagem os times que conseguiram controlar o passe de bola sem deixar de marcar, o que não foi o caso do Brasil, eliminado nas oitavas de final. Nesta edição, contra-ataques rápidos e bolas aéreas foram decisivas.

A próxima Copa será entre 8 de junho e 21 de julho de 2030 e celebrará o centenário da competição. Os jogos serão na Espanha, Portugal e no Marrocos, mas a América do Sul também receberá partidas, celebrando os 100 anos do Mundial. Uruguai, Argentina e Paraguai devem sediar as partidas iniciais do Mundial.

Copa feminina

Antes disso, em 2027, o Brasil recebe a Copa do Mundo Feminina de Futebol. Será a primeira vez do torneio na América do Sul que reunirá 32 seleções entre 24 de junho e 25 de julho. Os jogos serão em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre,  Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. 

Interessados já podem se cadastrar no site da Fifa para receber informações sobre ingressos, categorias e etapas da competição.



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BC lança sistema que pode baratear juros em mercado trilionário de antecipação de vendas a prazo para empresas

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O Banco Central (BC) lançou neste mês um sistema para registrar as chamadas duplicatas escriturais, um tipo de documento digital que comprova que uma empresa tem valores a receber de vendas feitas a prazo.
A medida busca ampliar a concorrência e reduzir os custos no mercado de antecipação de recebíveis, operação de crédito usada por empresas para transformar em dinheiro imediato valores que só receberiam no futuro.
Empresas do setor privado, como B3, Cerc e Núclea, foram autorizadas a fazer o registro e a escrituração dessas duplicatas.
A expectativa é que o sistema, supervisionados pelo Banco Central, esteja em pleno funcionamento até o fim deste ano.
🔎 Nas vendas a prazo, a empresa entrega o produto ou presta o serviço, mas recebe o pagamento apenas depois. Se precisar de dinheiro antes, ela pode antecipar esse valor junto a um banco ou instituição financeira, pagando uma taxa pela operação.
Agora no g1
Com o novo sistema, diferentes instituições poderão verificar com mais segurança quem tem direito a receber esses valores (entenda como vai funcionar abaixo).
A expectativa do Banco Central é que isso aumente a concorrência entre financiadores e ajude a reduzir os juros cobrados das empresas.
O mercado de “antecipação de recebíveis” tanto do comércio quanto das incorporadoras imobiliárias tem alto potencial.
O fluxo de vendas a prazo, segundo o Banco Central, é de cerca de R$ 10 trilhões por ano, considerando as notas fiscais emitidas.
Comércio no Centro do Recife
Reprodução/TV Globo
Ao aumentar a concorrência, o novo sistema de escrituração autorizados pelo Banco Central nesta semana pode possibilitar menores taxas de juros e maior disponibilidade de crédito para as empresas.
“Do ponto de vista fornecedor, vai ser algo extremamente simples, como apertar uma tecla e dizer: eu deixo tal banco ver minhas duplicatas. Todo mundo vai ver, e aí vai ter uma negociação que eles vão mandar cotações [taxas de juros] para esse fornecedor. Até a hora que ele defina com quem ele quer fazer negociação. Uma vez feita essa negociação, aí você vai ter o boleto dinâmico”, explicou Ricardo Vieira Barroso, chefe de Divisão no Departamento de Normas do BC, ao g1 em 2025.
O sistema autorizado pelo Banco Central, ligados aos chamados “boletos dinâmicos”, vai garantir que o dinheiro pago pelo cliente seja enviado diretamente à instituição financeira que antecipou os recursos para a empresa. Isso reduz o risco de erros e aumenta a segurança das operações.
Além disso, o novo modelo permitirá que as empresas comparem ofertas de diferentes instituições financeiras e escolham aquela que cobrar os menores juros para antecipar seus recebíveis.
Hoje, sem os boletos dinâmicos, empresas que vendem produtos e serviços por boleto, incluindo incorporadoras imobiliárias, costumam ficar mais dependentes da instituição que emitiu o documento.
Na prática, se a empresa emitiu os boletos por meio do banco X, pode enfrentar mais dificuldades para buscar crédito ou antecipar esses valores em outra instituição, o que reduz a concorrência e limita as opções de financiamento.
As vantagens da antecipação dos valores de vendas realizadas a prazo
Entenda como vai funcionar
O processo começa com uma prestação de serviço ou venda a prazo, que gera um valor a receber pelo fornecedor.
A partir dessa operação, é emitido o documento fiscal eletrônico e, em seguida, a chamada “duplicata escritural”, que existe apenas em formato digital.
Essa duplicata é então escriturada e registrada em sistemas eletrônicos autorizados pelo Banco Central, o que garante que o crédito é válido, único e rastreável.
Em seguida, o comprador pode confirmar (ou, em alguns casos previstos em lei, não precisa confirmar) a obrigação de pagamento.
Com a duplicata registrada, o fornecedor pode antecipar esse valor ao negociar com bancos, ‘fintechs’ ou outros financiadores. Nessa etapa, ocorre a formalização da operação e a liberação dos recursos para o fornecedor.
O comprador é informado sobre a negociação e realiza o pagamento normalmente, por meio de boleto, PIX ou outro instrumento.
Os sistemas de escrituração e pagamento atuam de forma integrada para direcionar corretamente o valor pago ao verdadeiro credor.
Ao final, o pagamento (feito a prazo) é liquidado (para a instituição financeira que antecipou os valores), encerrando o ciclo da duplicata de forma segura.
A transição para o novo modelo inclui um processo chamado “tombamento’, que permite levar para o sistema eletrônico os contratos já existentes entre financiadores e fornecedores.
Assim, esses contratos continuam válidos e passarão a produzir efeitos nos sistemas de escrituração e registro.
“Tem várias entidades no mercado que querem comprar aquele direito, pagar ao vendedor, inclusive aceitam receber menos taxas de juros. Mas elas se sentem inseguras em comprar aquilo. Quem está comprando, tem que ter certeza que vai receber aquele recurso. Dá segurança a quem compra e barateia o juro a quem vende o direito. As duas pontas são melhor atendidas”, explicou Evaristo Donato Araújo, chefe de Divisão do Denor, do BC, ao g1 no ano passado.
Duplicatas escriturais
Reprodução de site do BC



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JD Vance fala sobre crenças de alienígenas e demônios em podcast

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Em uma recente entrevista no podcast de Joe Rogan, o político JD Vance compartilhou suas crenças sobre a possível natureza demoníaca de alienígenas, gerando discussões e reflexões entre os ouvintes.

Contexto da discussão

A conversa entre JD Vance e Joe Rogan ocorreu em um momento em que o interesse por fenômenos extraterrestres e teorias sobre vida fora da Terra têm ganhado destaque na mídia. Vance, que já havia expressado opiniões controversas sobre o assunto, aprofundou suas crenças, sugerindo que algumas experiências com alienígenas podem ter uma conexão com o mundo espiritual e demoníaco.

O que aconteceu na entrevista

Durante o episódio, Vance afirmou que a ideia de que alienígenas possam ser demônios não é tão absurda quanto parece. Ele descreveu a conversa como “estranha” e admitiu que suas crenças podem ser vistas como radicais. No entanto, ele defendeu que é importante considerar todas as possibilidades, especialmente em um mundo onde a espiritualidade e o sobrenatural são frequentemente ignorados.

Reações do público e da comunidade cristã

A declaração de Vance gerou uma variedade de reações. Enquanto alguns ouvintes acharam suas ideias intrigantes, outros expressaram preocupação com a forma como a espiritualidade é abordada em discussões sobre ciência e fenômenos inexplicáveis. Para muitos cristãos, a conexão entre alienígenas e demônios pode ressoar com a visão bíblica sobre a luta entre o bem e o mal, conforme descrito em passagens como Efésios 6:12, que fala sobre a luta contra forças espirituais malignas.

O que esperar no futuro

À medida que o debate sobre a vida extraterrestre continua, é provável que mais vozes, como a de Vance, se juntem à conversa. Para os cristãos, essa discussão pode ser uma oportunidade para refletir sobre a relação entre fé e ciência, bem como o papel que a espiritualidade desempenha em nossas vidas e na compreensão do universo.



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Página do TJRJ já teve 3,2 mil pedidos de medidas protetivas em 2026

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O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) registrou 3.210 pedidos de medidas protetivas feitos por meio da página Maria da Penha Virtual, de janeiro a julho de 2026. Esse número se aproxima do total registrado em todo o ano de 2025, que teve 3.696 solicitações.

Mulheres de 21 a 40 anos concentram mais da metade do total, com 56,5% dos pedidos. O serviço atende apenas a mulheres do estado do Rio de Janeiro.

Os dados, do Observatório Judicial da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, também traçam um perfil do agressor nos casos registrados neste ano. Em 38,1% das ocorrências, ele foi classificado como violento; em 35,7%, como controlador; e em 26,3%, o comportamento predominante foi de ciúmes excessivos. 

De janeiro até 15 julho deste ano, a plataforma recebeu, em média, 459 solicitações mensais. Mantendo esse ritmo até dezembro, a expectativa é de um crescimento de quase 50% em relação ao total de pedidos registrado em 2025.  

A série histórica também evidencia o aumento contínuo da utilização da ferramenta: foram 1.579 pedidos em 2022; 3.113, em 2023; 3.497, em 2024; 3.696, em 2025; e 3.210 apenas nos sete primeiros meses de 2026. 

Aplicativo

O Maria da Penha Virtual foi criado em 2020, durante a pandemia, por universitários da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trata-se de um web app acessado por link, sem necessidade de download, o que preserva a segurança da mulher. 

Na plataforma, a vítima preenche um formulário com dados pessoais, informações sobre o agressor e sobre a agressão sofrida, podendo anexar fotos e áudios como prova, e seleciona a medida protetiva da Lei Maria da Penha mais adequada ao caso. Ao final, o sistema gera automaticamente uma petição em PDF, distribuída ao juizado competente, com consulta disponível para a vítima.

O TJRJ cita exemplos de situações em que a mulher deve pedir medida protetiva:

  • se foi agredida com tapas, socos, pontapés;
  • se foi ameaçada com faca, arma de fogo ou outros objetos;
  • se foi obrigada a manter relação sexual contra a sua vontade;
  • se teve seu dinheiro, cartão de banco ou celular confiscados (tomados) pelo agressor sem seu consentimento;
  • ou outra atitude do agressor que você considere violenta.

O tribunal recomenda que as mulheres vítimas de violência, após acessarem qualquer site que ofereça apoio ou canais de denúncia, como o próprio Maria da Penha Virtual, apaguem o histórico do navegador de internet.

Como denunciar violência contra a mulher

Também é possível pedir ajuda e denunciar casos de violência doméstica e contra a mulher na Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, um serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

O serviço está disponível também no WhatsApp: (61) 9610-0180 e pelo e-mail central180@mulheres.gov.br.

Denúncias de violência contra a mulher também podem ser apresentadas em delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), em delegacias comuns e nas Casas da Mulher Brasileira. Saiba onde encontrar

Ainda é possível pedir ajuda por meio do Disque 100, que recebe casos de violações de direitos humanos, e pelo 190, número da Polícia Militar. 



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Governo reconhece que EUA devem aplicar tarifa adicional de 12,5% por falha no combate ao trabalho forçado

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➡️ No mês passado, uma investigação dos Estados Unidos concluiu que a União Europeia e 59 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.



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Dona do ChatGPT lança teclado de R$ 1.000 para controlar agentes de IA; veja como ele funciona

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OpenAI lança Codex Micro, dispositivo de R$ 1.175 para controlar agentes de inteligência artificial
Divulgação/OpenAI
A OpenAI, dona do ChatGPT, lançou na quinta-feira (16) o Codex Micro, um teclado físico que permite comandar agentes de inteligência artificial. O dispositivo será vendido por US$ 230 (cerca de R$ 1.175).
O aparelho foi criado em parceria com a fabricante de teclados Work Louder e permite acompanhar, ao mesmo tempo, diferentes agentes de IA, programas capazes de executar tarefas por conta própria, sem precisar de novos comandos.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O controle é feito por meio de botões e um joystick, voltado para direcionar a navegação.
Com o dispositivo, usuários podem trabalhar mais facilmente com o Codex, agente de IA da OpenAI voltado para escrever e revisar códigos de programação, analisar documentos, pesquisar informações e executar fluxos de trabalho.
Agentes de IA viram aposta das empresas, e quem domina a tecnologia pode ganhar até R$ 20
Segundo a OpenAI, o Codex Micro reúne cinco principais funções:
acompanhamento, em tempo real, do que cada agente de IA está fazendo;
teclas de atalho para executar comandos rapidamente;
joystick programável para personalizar ações frequentes;
controle do nível de raciocínio da inteligência artificial, permitindo priorizar respostas mais rápidas ou análises mais detalhadas;
conexão via Bluetooth e USB-C, com compatibilidade para computadores Mac e Windows.
O teclado tem ainda um sistema de luzes coloridas, em que cada dedicada a um agente de IA muda de cor conforme a situação da tarefa. A ideia é dispensar a necessidade de abrir a conversa para conferir o processamento.
As teclas recebem cinco cores: cinza, quando o agente está inativo; verde, quando há uma resposta disponível; azul, quando a tarefa está em processamento; laranja, quando o usuário precisa aprovar algo; e vermelho, quando há um erro.
O aparelho também acompanha um conjunto com 32 teclas extras personalizadas.
OpenAI lança Codex Micro, dispositivo de R$ 1.175 para controlar agentes de inteligência artificial
OpenAI/Divulgação
O Codex faz parte da estratégia de ampliar o uso de agentes de IA no ambiente de trabalho, de acordo com a OpenAI. Segundo a empresa, o objetivo é fazer eles rodarem tarefas mais complexas na rotina de profissionais.
A companhia disse que a criação de documentos e conteúdos (72%) é o principal uso de profissionais para agentes de IA. Em seguida, estão operações de engenharia (47%) e implementação de códigos (46%).
“Com a tecnologia do Codex integrada, o ChatGPT agora pode ir além de responder perguntas e realizar trabalho de fato na web, em dispositivos móveis e no computador”, afirmou a empresa em comunicado.
Segundo a OpenAI, o Codex já é utilizado semanalmente por cerca de 5 milhões de pessoas, número seis vezes maior do que o registrado quando o aplicativo para computadores foi lançado, em fevereiro.



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