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A verdade vence o engano: reflexões sobre a fé cristã

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Em um mundo repleto de incertezas e enganos, a verdade de Cristo se destaca como um farol de esperança e clareza. A afirmação do apóstolo Paulo de que “nada podemos fazer contra a verdade, senão a favor da verdade” (2 Coríntios 13:8) nos lembra da força transformadora da verdade divina.

O poder da verdade em Cristo

A verdade, conforme revelada nas Escrituras, não é apenas um conceito abstrato, mas uma pessoa: Jesus Cristo. Ele mesmo declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6). Essa afirmação não apenas nos apresenta a Jesus como a verdade absoluta, mas também nos convida a uma relação pessoal com Ele, onde a luz da verdade dissipa as trevas do engano.

O engano, muitas vezes alimentado por ideologias e filosofias humanas, tenta criar confusão e desespero. No entanto, a verdade de Cristo tem o poder de desmantelar essas mentiras, trazendo clareza e esperança. Quando os cristãos se rendem a essa verdade, eles não estão apenas adotando uma nova ideologia, mas permitindo que a própria verdade habite em seus corações.

A verdade escrita e sua força

Além da verdade pessoal de Cristo, a Palavra de Deus também desempenha um papel crucial na luta contra o engano. Jesus nos mostrou, durante seu ministério, como a verdade escrita pode ser uma arma poderosa contra as distorções e mentiras. Em Mateus 4, quando foi tentado pelo diabo, Ele respondeu a cada tentação com a Escritura, demonstrando que a Palavra de Deus é um escudo contra as mentiras do inimigo.

Portanto, a leitura e a meditação na Bíblia são essenciais para os cristãos. Através dela, podemos conhecer a verdade e nos fortalecer na fé. A Bíblia não é apenas um livro de regras, mas uma fonte de vida e sabedoria que nos guia em tempos de incerteza.

Reações e reflexões da comunidade cristã

Em meio a um cenário global onde a desinformação e o relativismo moral estão em alta, muitos líderes cristãos têm enfatizado a importância de permanecer firmes na verdade de Cristo. Eles encorajam os fiéis a não se deixarem levar por vozes que distorcem a mensagem do Evangelho, mas a buscar a verdade em suas vidas diárias.

Um líder cristão, ao refletir sobre o impacto da verdade em sua comunidade, afirmou: “A verdade de Cristo não apenas nos liberta, mas também nos une como corpo de Cristo, fortalecendo nossa missão de evangelização e amor ao próximo”. Essa união em torno da verdade é vital para enfrentar os desafios que a igreja enfrenta atualmente.

O que esperar no futuro

À medida que avançamos, é crucial que os cristãos continuem a se apegar à verdade de Cristo. Em um mundo que valoriza a incerteza e a ambiguidade, a firmeza na fé e na verdade se tornará ainda mais necessária. Os desafios podem aumentar, mas a promessa de que a verdade prevalecerá é uma certeza que devemos carregar em nossos corações.



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Facebook e Instagram têm instabilidade neste domingo

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Facebook e Instagram
AP Photo/Richard Drew
As redes sociais Instagram e Facebook, da Meta, apresentaram instabilidade neste domingo (19). Usuários de diferentes países relataram problemas tanto com o aplicativo quanto com o site.
Segundo o site DownDetector, que monitora interrupções em serviços online, o Instagram registrava mais de 500 reclamações perto das 6h. Já o Facebook tinha mais de 100 reportes.
Agora no g1



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Entenda a alegoria de Agar e Sara: filhos da liberdade em Cristo

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A alegoria de Agar e Sara, apresentada pelo apóstolo Paulo na carta aos Gálatas, nos convida a refletir sobre a verdadeira liberdade que temos em Cristo. Em um contexto onde muitos ainda se prendem ao legalismo, Paulo nos lembra que somos filhos da mulher livre, e não da escrava.

Contexto da alegoria

Na carta aos Gálatas, Paulo utiliza a história de Agar e Sara para ilustrar duas alianças: a antiga, representada por Agar, e a nova, simbolizada por Sara. Agar, a escrava, representa o Antigo Testamento e a lei, enquanto Sara, a mulher livre, simboliza a graça e a nova aliança em Cristo. Essa alegoria é uma poderosa ferramenta para entender a diferença entre viver sob a lei e viver na liberdade que Cristo nos oferece.

O que aconteceu

Paulo afirma em Gálatas 4:31 que “não somos filhos da escrava, mas da mulher livre”. Essa declaração é um chamado à liberdade que Cristo conquistou para nós. O apóstolo destaca que a lei traz um fardo pesado, semelhante ao jugo que escraviza, enquanto a graça nos liberta para uma vida plena e abundante.

Essa mensagem é especialmente relevante em tempos onde muitos ainda se sentem pressionados a seguir regras e tradições que não refletem a essência do Evangelho. A liberdade em Cristo nos convida a viver em relação com Deus, não em obediência a um conjunto de regras.

Reações e reflexões

A alegoria de Agar e Sara provoca reações profundas entre os cristãos. Muitos se identificam com a luta contra o legalismo e a busca pela verdadeira liberdade em Cristo. O desafio é constante: como viver essa liberdade em um mundo que muitas vezes impõe regras e expectativas?

É fundamental que a igreja atual se lembre da mensagem central do Evangelho: somos livres em Cristo. Essa liberdade não nos dá licença para viver de qualquer maneira, mas nos chama a uma vida de amor e serviço, guiados pelo Espírito Santo.

O que esperar

À medida que continuamos a explorar a profundidade da graça de Deus, é essencial que nos apoiemos uns aos outros na jornada de fé. A alegoria de Agar e Sara nos ensina que, independentemente de nossas lutas, somos chamados a viver como filhos da liberdade.

Que possamos sempre lembrar que a verdadeira liberdade não é apenas um conceito teológico, mas uma realidade vivida diariamente em nossa relação com Deus e com os outros. Ao nos afastarmos do legalismo e abraçarmos a graça, experimentamos a plenitude da vida que Cristo nos oferece.



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Tarifaço pode abrir portas na China, mas analistas veem limites para avanço das exportações brasileiras

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No período mais intenso das tarifas, entre agosto e novembro de 2025, produtos como petróleo, aviões, semiacabados de ferro e aço, café, carne bovina, sucos de frutas e celulose tiveram queda nas vendas aos EUA, mas aumento das exportações para outros destinos, indicando um redirecionamento parcial dos fluxos comerciais.



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'Celular do Messi': empresa lança modelo personalizado por mais de R$ 60 mil

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Celular personalizado com imagem de Messi custa mais de R$ 60 mil
Divulgação/Caviar
Quanto você pagaria para ter um celular quase exclusivo com a figura de um craque do futebol? Antes da final da Copa do Mundo de 2026, uma empresa lançou o “celular do Messi” por aproximadamente R$ 67 mil. Para fãs de Cristiano Ronaldo, há versões com a imagem do português por “apenas” R$ 58 mil.
O smartphone com a figura de Messi é o dobrável Galaxy Z Fold 8 Ultra, que ainda não foi lançado. Ele custa a partir de US$ 13.130 (cerca de R$ 67 mil), quatro vezes o preço do Galaxy Z Fold 7 padrão – o valor do novo modelo ainda não foi divulgado pela Samsung.
Os celulares estilizados com a imagem de Cristiano Ronaldo podem ser o iPhone 17 Pro ou o iPhone 17 Pro Max. Eles custam a partir de US$ 11.410 (R$ 58 mil), o equivalente a cinco vezes o preço da versão tradicional no lançamento.
A empresa de aparelhos de luxo Caviar disse que produziu apenas 19 unidades de cada modelo. Eles fazem parte da linha Legends, lançada na última sexta-feira (17).
Agora no g1
A personalização fica na parte traseira dos aparelhos, que mostram Messi e Cristiano Ronaldo com as camisas das seleções da Argentina e de Portugal, respectivamente. Segundo a empresa, os desenhos são feitos à mão e são banhados a ouro 24 quilates.
A Caviar alegou que o Galaxy Fold 8 foi escolhido como “celular do Messi” por conta do “estilo de jogo sutil e refinado” do argentino. O iPhone 17 Pro Max, por sua vez, foi voltado a Cristiano Ronaldo devido ao “estilo de jogo monumental e a determinação” do português.
Celular personalizado com imagem de Cristiano Ronaldo
Divulgação/Caviar
As especificações do Galaxy Z Fold 8 Ultra ainda não foram reveladas, mas a geração anterior tem tela de interna de 8 polegadas e externa de 6,5 polegadas. O modelo tem câmera de 200 megapixels e até 1 terabyte de armazenamento.
O iPhone 17 Pro tem tela de 6,3 polegadas, enquanto a versão Pro Max tem tela de 6,9 polegadas. Os dois contam com um trio de câmeras de 48 megapixels cada uma, e a versão mais avançada tem 2 terabytes de armazenamento.
Os celulares estilizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo não são os primeiros vendidos pela Caviar. A empresa já anunciou modelos com referências aos 50 anos da Apple, à bandeira dos Estados Unidos e ao bitcoin, por exemplo.
Celulares personalizados com figuras de Messi e Cristiano Ronaldo
Divulgação/Caviar



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A guerra espiritual e suas fortalezas: uma análise bíblica

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A guerra espiritual é um tema recorrente na Bíblia, abordando a luta da fé contra forças malignas. No entanto, o movimento de “guerra espiritual” que emergiu no século XX traz práticas que geram debates entre os cristãos.

Contexto da guerra espiritual

A Bíblia apresenta a fé como uma batalha, conforme descrito em passagens como 2 Coríntios 10:3-5 e Efésios 6:10-18. Esses versículos enfatizam a necessidade de estar preparado para enfrentar as forças que se opõem a Deus. Contudo, o conceito de guerra espiritual ganhou contornos específicos dentro da igreja evangélica, especialmente entre os grupos pentecostais na segunda metade do século XX.

O que aconteceu?

O movimento de guerra espiritual começou nos Estados Unidos e rapidamente se espalhou pela América Latina e outras partes do mundo. Com raízes em práticas de crescimento da igreja, como o “igreja-crescimento” promovido por Peter Wagner, o movimento introduziu conceitos como “intercessão estratégica” e “mapeamento espiritual”. Essas práticas visam identificar e confrontar o que são considerados “demônios territoriais”.

Embora essas ideias tenham um fundamento bíblico, muitos críticos apontam que as práticas associadas a elas não estão claramente respaldadas nas Escrituras. A intercessão estratégica, por exemplo, envolve orações direcionadas a áreas específicas, o que gera controvérsias sobre sua validade e eficácia.

Reações e controvérsias

O movimento de guerra espiritual tem seus defensores, que acreditam que essas práticas são essenciais para a vitória espiritual. No entanto, há uma crescente resistência entre os cristãos que argumentam que a abordagem pode levar a uma espiritualidade distorcida e a um foco excessivo em práticas não bíblicas.

Além disso, muitos líderes cristãos ressaltam que a verdadeira guerra espiritual deve ser travada através da oração, da leitura da Bíblia e da vivência do Evangelho, sem recorrer a métodos que possam desviar a atenção do que realmente importa: o relacionamento com Deus e a evangelização.

O que esperar?

À medida que o debate sobre a guerra espiritual continua, é importante que os cristãos busquem um entendimento equilibrado e bíblico sobre o assunto. A oração e a intercessão são ferramentas poderosas que devem ser usadas com sabedoria e sob a orientação do Espírito Santo.

Além disso, os cristãos são chamados a se unirem em oração, buscando a direção de Deus em suas vidas e comunidades. O fortalecimento da fé e a prática da evangelização devem ser o foco principal, independentemente das controvérsias que cercam o movimento de guerra espiritual.



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Apicultores usam áreas de preservação para produzir mel e gerar renda

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O programa apoia seis associações de apicultores, com um total de 1.170 colmeias. A produção média é de quase 35 kg cada, resultando em, aproximadamente, 40,9 toneladas de mel por colheita, realizada duas vezes por ano. Para entrar no projeto, é necessário fazer parte de uma das associações.



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Universidade Evangélica Dominicana: um marco na educação cristã

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A Universidade Evangélica Dominicana tem se mostrado um pilar fundamental na educação cristã e no desenvolvimento social da República Dominicana. Com um histórico que remonta a um período de transformação democrática, a instituição se destaca pela formação de líderes comprometidos com a fé e a ética cristã.

Contexto histórico da educação na República Dominicana

A República Dominicana, nas últimas décadas, passou por uma significativa evolução em suas instituições educacionais. Após a queda da ditadura em 1961, o país iniciou um processo de democratização que permitiu a diversificação do sistema educacional. Antes restrita à Universidade de Santo Domingo, a educação superior agora conta com várias instituições que promovem a liberdade de pensamento e a circulação de ideias.

O surgimento de universidades privadas, como a Universidade Católica Madre e Maestra em 1962, introduziu novas alternativas acadêmicas com uma sólida formação humanística cristã. Assim, a educação superior se tornou um espaço de reflexão crítica e crescimento regional.

A Universidade Evangélica Dominicana

A Universidade Evangélica Dominicana se destaca como uma das principais instituições de ensino superior do país, oferecendo uma formação que integra valores cristãos e acadêmicos. Desde sua fundação, a universidade tem se comprometido com a formação de profissionais que não apenas buscam sucesso em suas carreiras, mas que também se dedicam ao serviço da comunidade e à propagação do Evangelho.

A instituição tem se esforçado para atender às necessidades da sociedade dominicana, oferecendo cursos que vão desde teologia até áreas técnicas e científicas. Isso reflete um entendimento profundo de que a educação é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento social e espiritual do país.

Desafios e perspectivas futuras

Apesar dos avanços, a Universidade Evangélica Dominicana enfrenta desafios significativos, como a necessidade de recursos financeiros e apoio institucional. A luta por uma educação de qualidade que respeite a liberdade religiosa e promova os valores cristãos é constante.

Com o aumento da demanda por educação superior e a necessidade de profissionais éticos e bem preparados, a universidade busca parcerias e investimentos que possam fortalecer sua missão. O compromisso com a evangelização e a formação de líderes é um objetivo central, refletindo a importância da educação na construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Reações da comunidade cristã

A comunidade cristã tem reconhecido a importância da Universidade Evangélica Dominicana como um espaço de formação e crescimento espiritual. Líderes religiosos e educadores têm apoiado iniciativas que visam fortalecer a instituição e ampliar seu alcance.

O apoio da comunidade é crucial para que a universidade possa continuar a oferecer uma educação de qualidade que respeite os princípios cristãos. A colaboração entre igrejas, organizações e a universidade é vista como uma maneira eficaz de promover o desenvolvimento educacional e social no país.

“A educação é uma das maiores ferramentas que temos para transformar vidas e comunidades. A Universidade Evangélica Dominicana é um exemplo disso.”

— Líder cristão local

O que esperar no futuro

O futuro da Universidade Evangélica Dominicana parece promissor, com planos de expansão e inovação em seus cursos e programas. A busca por uma educação que não apenas forme profissionais competentes, mas também cidadãos comprometidos com a ética cristã e a transformação social é uma prioridade.

Com a contínua evolução do cenário educacional e a crescente valorização da educação cristã, a universidade está bem posicionada para desempenhar um papel vital na formação de líderes que impactarão positivamente a sociedade dominicana e além.



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O emprego que paga mais de R$ 200 mil para assistir à Copa do Mundo

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Os “chefes de observação” da emissora norte-americana Fox One vão acrescentar uma experiência inusitada aos seus currículos quando soar o apito final da partida de domingo entre Espanha e Argentina. Eles acompanharam os 104 jogos do torneio, um dos maiores eventos esportivos do mundo, realizado a cada quatro anos.



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Como os apps de namoro afetam os relacionamentos e a economia do desejo

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Tinder, Bumble e Happn estão entre os aplicativos de relacionamento mais populares no Brasil
Nik/Unsplash
Nos últimos anos, tornou-se banal ver alguém escolhendo possíveis parceiros com o mesmo gesto (e entusiasmo) usados para passar vídeos no TikTok ou produtos numa loja virtual. Para a direita, interesse; para a esquerda, esquecimento.
O que antes envolvia o teatro do encontro — olhares, hesitação, aproximação, rejeição, descoberta — foi comprimido em interfaces quase gamificadas.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Os aplicativos de relacionamento ampliaram as possibilidades de encontro, mas pesquisas em psicologia social indicam que mais opções nem sempre significam maior satisfação, relacionamentos mais estáveis ou melhores resultados para todos os usuários.
Apps de namoro como o Tinder não inventaram o desejo nem o sexo casual, a comparação social ou a fantasia de que talvez exista alguém melhor logo em seguida. Sua inovação foi transformar tudo isso em uma máquina de busca.
Mas o que acontece quando uma dinâmica humana tão antiga quanto o encontro amoroso passa a operar sob as regras de uma plataforma digital?
Agora no g1
O mercado amoroso antes do aplicativo
Relacionamentos sempre pareceram pertencer ao domínio nebuloso do acaso. Duas pessoas se encontram numa festa, numa sala de aula, no corredor de uma universidade. Muitas vezes por intermédio de amigos que juram que “vocês têm tudo a ver”.
Mas, por baixo dessa névoa, existem padrões identificáveis. Encontrar alguém envolve busca, comparação, tentativa, rejeição, reputação e custo.
A própria atratividade inicial requer a satisfação de critérios estatisticamente previsíveis. O amor é tradicionalmente cantado como algo pouco racionalizável, como destino. Mas, na prática, há uma estrutura operando.
Antes dos aplicativos, essa infraestrutura era limitada por círculos sociais relativamente estreitos. A pessoa escolhia entre colegas, vizinhos, amigos de amigos, conhecidos de festa, gente que poderia reaparecer no mesmo ambiente após uma possível rejeição. A escassez reduzia as opções, porém aumentava o peso de cada encontro.
A abundância faz o oposto: amplia possibilidades, mas também banaliza as opções disponíveis. Diante da expectativa de alguém melhor depois da próxima tela, o compromisso deixa de competir apenas com outras pessoas ao redor e passa a competir com a imaginação estatística de todas as pessoas disponíveis.
Não é somente por sexo casual
Durante anos, quase tudo o que se dizia sobre aplicativos de namoro oscilava entre lamento moral e propaganda tecnológica. De um lado, o Tinder aparecia como agente da “decadência” romântica. De outro, como libertação eficiente de solteiros presos a círculos sociais estreitos.
Faltava descobrir o que mudou de fato quando essa tecnologia passou a mediar cada vez mais relações interpessoais.
Grande parte da literatura sobre aplicativos de namoro sugere que o Tinder é um “aplicativo de sexo casual”, mas há nuances importantes aqui.
Tinder
Good Faces Agency/Unsplash
Em 2017, pesquisadoras belgas desenvolveram um questionário para medir as principais motivações para seu uso, chamado de Tinder Motives Scale.
Os resultados da aplicação em mais de 3 mil jovens adultos na Bélgica identificaram 13 motivos principais para o uso da plataforma. Eles incluem curiosidade, entretenimento, validação, facilidade de comunicação e também a busca por relacionamentos amorosos.
Inclusive, estudos mostram que, nos Estados Unidos, os encontros online se tornaram a principal forma pela qual casais heterossexuais se conhecem. Isso significa que foram deslocados progressivamente os velhos intermediários do encontro — amigos, família, trabalho, escola.
Ao mesmo tempo, um estudo longitudinal com estudantes noruegueses mostrou que os usuários do Tinder tinham maior probabilidade de formar relacionamentos românticos ao longo do tempo. Ou seja, o app pode abrir portas, mas parte do “sucesso romântico” talvez reflita características dos próprios usuários, e não apenas esse efeito.
Mas é sobre sexo também
Entretanto, sexo casual segue sendo um motivo forte para os usuários dos dating apps. Eles tendem a relatar mais parceiros, maior probabilidade de encontros casuais e, em alguns estudos, maior exposição a comportamentos sexuais de risco.
Revisões sobre Tinder e saúde sexual indicam que motivações sexuais, permissividade sociossexual e busca por parceiros casuais aparecem de modo recorrente entre os preditores de uso e de desfechos sexuais. Esses resultados são relativamente constantes no Brasil e no mundo.
Geralmente as pesquisas não são claras sobre se o app leva à promiscuidade ou se são os usuários mais sexualmente liberais que os procuram com maior frequência.
Nesse ponto, vale citar um estudo publicado em 2026. Em vez de simplesmente comparar usuários e não usuários, investigou-se a difusão inicial do Tinder em universidades americanas.
Para isso, foram analisados impressionantes 1,1 milhão de respostas do National College Health Assessment entre 2008 e 2019.
Os resultados indicaram que maior exposição ao Tinder aumentou a atividade sexual, sem produzir aumento equivalente em relacionamentos estáveis ou melhora consistente na qualidade dos vínculos. Nesse caso, o app pareceu acelerar mais a busca do que o compromisso.
Abundância e desatenção
Também há evidências de que os apps reorganizam a distribuição da atenção – o que poderia ajudar a explicar a maior facilidade para formação de relacionamentos passageiros.
Outros estudos sobre Tinder já mostraram que deslizar mais não garante mais matches. Além disso, mulheres tendem a receber mais curtidas do que homens. E os homens, em geral, precisam iniciar mais conversas.
Esse padrão ajuda a entender por que a abundância prometida pelos aplicativos é vivida de maneira desigual. O mercado parece aberto para todos, mas a atenção não se distribui democraticamente.
Como em outros mercados ampliados por tecnologia, pequenas diferenças de atratividade, status, habilidade comunicativa ou timing podem se transformar em grandes desigualdades de resultado.
Estudos sobre Tinder já mostraram que deslizar mais não garante mais matches
TV Globo/Reprodução
Efeitos na saúde mental
A saúde mental é o ponto em que a história fica menos confortável para qualquer tese simples.
Uma parte da literatura associa o uso dos aplicativos de relacionamento a piores níveis de autoestima, ansiedade, depressão, solidão, insatisfação corporal e sofrimento psicológico. No entanto, a maior parte desses estudos é correlacional e não consegue estabelecer relações de causa e efeito.

Revisões sistemáticas recentes indicam efeitos negativos especialmente consistentes para a imagem corporal e mais heterogêneos para saúde mental e bem-estar.
Ao mesmo tempo, o estudo de 2026 que citei acima não encontrou piora média da saúde mental entre os estudantes mais expostos. Em alguns indicadores, especialmente entre mulheres, houve até melhora.
Esse contraste sugere que os apps podem causar danos para certos usuários e, simultaneamente, benefícios médios para outros. Por exemplo, via validação, atenção romântica ou sensação de desejabilidade.
O ponto, portanto, não é decidir se o Tinder libertou ou corrompeu a vida amorosa. O que a literatura sugere é mais interessante: os aplicativos transformam o namoro em um mercado de busca permanente, com infinitas opções, mais comparação, mais exposição e resultados mais desiguais. Parece que a oferta maior não leva a uma maior satisfação.

Mas isso não significa que os aplicativos de namoro sejam os vilões dessa história.
Eles não criam nossos desejos por sexo, amor, status, validação e novidade. Apenas conectam esses desejos a uma infraestrutura digital desenhada para ampliar escala e reduzir custos. O romance não desaparece. Ele passa a competir com as infinitas próximas possibilidades.
Felipe Carvalho Novaes não presta consultoria, trabalha, possui ações ou recebe financiamento de qualquer empresa ou organização que poderia se beneficiar com a publicação deste artigo e não revelou nenhum vínculo relevante além de seu cargo acadêmico.



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