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EUA podem perder para o Brasil o papel de maior exportador agrícola

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Mas o Brasil, acrescentam os especialistas ouvidos pelo Financial Times, também se prepara para cenários menos favoráveis, diante das altas taxas de juros internas, da queda nos preços das commodities e, após a guerra entre Irã e Israel, da alta no preço dos fertilizantes, que vêm, em sua vasta maioria, de fora.



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Igrejas crescem em meio à perseguição global: relatório revela

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Um novo relatório da International Christian Concern revela que, apesar da intensa perseguição enfrentada por cristãos em todo o mundo, as igrejas continuam a crescer em várias nações. Estima-se que cerca de 380 milhões de crentes enfrentem algum tipo de perseguição a cada ano, mas a fé e a resiliência dessas comunidades têm se mostrado mais fortes.

Contexto da Perseguição Religiosa

A perseguição religiosa é uma realidade alarmante para muitos cristãos ao redor do mundo. Em países como China, Coreia do Norte e na maioria das nações muçulmanas, a liberdade religiosa é severamente restringida. Os cristãos muitas vezes enfrentam discriminação, prisões e até mesmo violência por causa de sua fé. O relatório da International Christian Concern destaca que, mesmo em meio a essa opressão, as igrejas estão se expandindo, demonstrando a força da fé cristã.

O que Aconteceu

O relatório aponta que, em países onde a perseguição é mais aguda, as congregações têm encontrado maneiras criativas de se reunir e se fortalecer. Em muitos casos, os cristãos estão se unindo em comunidades clandestinas, onde podem adorar e compartilhar a Palavra de Deus sem o medo constante de represálias. Essa resistência tem levado ao crescimento das igrejas, que se multiplicam mesmo sob condições adversas.

380 milhõesde cristãos enfrentam perseguição anualmente

Reações da Comunidade Cristã

As notícias sobre o crescimento das igrejas em meio à perseguição têm gerado reações de esperança e solidariedade entre os cristãos ao redor do mundo. Muitos líderes religiosos e organizações missionárias têm se mobilizado para apoiar essas comunidades, enviando recursos e orações. A fé inabalável de muitos cristãos perseguidos é uma inspiração para aqueles que desfrutam de liberdade religiosa.

“A resiliência dos cristãos em países hostis é um testemunho poderoso da força da fé. Mesmo diante da adversidade, eles continuam a se reunir e a propagar o Evangelho.”

— Representante da International Christian Concern

O que Esperar no Futuro

À medida que o mundo se torna mais consciente da situação dos cristãos perseguidos, há uma crescente pressão sobre governos e organizações internacionais para defender a liberdade religiosa. Espera-se que mais iniciativas sejam tomadas para proteger essas comunidades e garantir que possam praticar sua fé sem medo. Além disso, o crescimento das igrejas em meio à perseguição pode levar a um aumento no apoio missionário e na evangelização global.



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Investimentos em infraestrutura ampliam eficiência e segurança nas unidades do TJMT

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Melhorar as condições de atendimento ao cidadão e oferecer ambientes mais adequados para magistrados e servidores são alguns dos objetivos das obras de infraestrutura executadas pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Durante a atual gestão, importantes intervenções já foram concluídas e outras seguem em andamento em diferentes regiões do estado, dentro do planejamento estratégico da instituição.

As ações contemplam reformas, ampliações, novas edificações e melhorias voltadas à segurança, acessibilidade, sustentabilidade e ampliação da capacidade de atendimento à população em todas as comarcas. Essas intervenções envolvem serviços como troca de coberturas e telhados, reformas de banheiros, substituição de pisos e revestimentos, pintura, adequações elétricas e de cabeamento lógico, esquadrias, drenagem, climatização e melhorias hidrossanitárias.

Segundo o coordenador de Infraestrutura do TJMT, Roberto Cyríaco da Silva, cada intervenção é resultado de planejamento técnico e de estudos voltados às necessidades específicas de cada unidade judicial.

“Todas as obras executadas pela Coordenadoria de Infraestrutura seguem um planejamento previamente estabelecido, considerando as demandas de cada comarca, o crescimento da prestação jurisdicional e as diretrizes definidas pelo Planejamento Estratégico do Tribunal e pelo Conselho Nacional de Justiça. Nosso compromisso é garantir que cada empreendimento seja executado dentro do cronograma previsto, com qualidade e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos, proporcionando ambientes mais seguros, modernos e adequados para magistrados, servidores e cidadãos”, afirmou.

As intervenções fazem parte da política de modernização da infraestrutura do Judiciário mato-grossense, alinhada ao Planejamento Estratégico Institucional e às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As obras buscam adequar os espaços físicos às demandas atuais da prestação jurisdicional, ampliar a capacidade operacional das unidades e oferecer ambientes mais funcionais, acessíveis e ambientalmente sustentáveis para todos os usuários da Justiça.

Capital e Várzea Grande

Na Capital, uma das principais entregas foi a reforma do Juizado da Infância e Adolescência de Cuiabá, que recebeu ampla modernização em uma área de 3.019,41 metros quadrados, proporcionando melhores condições de atendimento e de trabalho às equipes da unidade.

Outra importante entrega foi o novo prédio do Departamento de Material e Patrimônio (DMP), com 2.054,97 metros quadrados, estrutura que fortalece a gestão patrimonial, amplia a capacidade de armazenamento e contribui para maior eficiência administrativa do Tribunal.

Já o Fórum de Cuiabá está recebendo melhorias nas guaritas de acesso, incluindo novo estacionamento pavimentado, implantação de cobertura com geração de energia solar e reestruturação do sistema de controle de acesso, reforçando a segurança das instalações.

Em Várzea Grande, foi entregue uma nova área de estacionamento no Fórum da comarca, ampliando o número de vagas e oferecendo mais comodidade para servidores, magistrados e cidadãos.

Na sede do Tribunal, o estacionamento destinado aos visitantes está recebendo cobertura para proporcionar mais conforto aos usuários. Também foi concluída a ampliação do Anexo Desembargador Atahide Monteiro, com a construção de mais 12 gabinetes destinados às atividades jurisdicionais.

Outro investimento estruturante em andamento é a construção do edifício-garagem destinado aos servidores. O projeto ampliará a capacidade de estacionamento de 120 para 350 vagas, distribuídas em três pavimentos, com infraestrutura preparada para futura instalação de placas fotovoltaicas integradas à usina de energia do Tribunal. A obra tem prazo de execução de 18 meses e busca melhorar a mobilidade, a segurança e o acesso ao complexo do Judiciário.

Interior

No interior do estado, as entregas contemplam diferentes regiões e refletem o processo contínuo de modernização da infraestrutura das comarcas.

Entre as obras concluídas estão as reformas e ampliações dos Fóruns de Tapurah, Campo Verde e Alto Araguaia. Em Sorriso foi executada a implantação de espaços destinados ao arquivo e armazenamento de materiais apreendidos.

O programa de investimentos também mantém diversas obras em execução. Estão em andamento as reformas e ampliações dos fóruns de Sinop, Paranatinga, Comodoro, Cáceres, Diamantino, Colniza, Campo Verde, Sorriso e Alto Araguaia.

Na área de sustentabilidade, o Tribunal também avança com a implantação de sistemas de geração de energia solar nas comarcas de Campinápolis, Cotriguaçu, Nova Monte Verde, Novo São Joaquim e Ribeirão Cascalheira, medida que contribuirá para a redução de custos operacionais e para o fortalecimento da política ambiental da instituição.

O diretor do Departamento de Obras da Coordenadoria de Infraestrutura (Cinfra), Diogo Gonçalves destaca que o acompanhamento permanente das obras permite manter o cronograma e assegurar que as soluções adotadas atendam às características de cada localidade.

“Cada obra possui particularidades que exigem acompanhamento técnico constante, desde a elaboração dos projetos até a entrega final. Trabalhamos para que todas as etapas ocorram dentro dos prazos estabelecidos e em conformidade com as normas técnicas e institucionais. O objetivo é entregar estruturas que atendam às necessidades atuais do Judiciário, ampliem a eficiência dos serviços e ofereçam melhores condições de trabalho aos servidores e magistrados, além de mais conforto e segurança para a população”, explicou.



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Beneficiários com NIS de final 2 recebem Bolsa Família de julho

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A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (21) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2. Neste mês, o valor médio do benefício está em R$ 679,19.

Na segunda-feira (20), moradores de 175 municípios de seis estados receberam o crédito, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado foi para localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).

>> Veja a lista dos municípios com pagamento unificado

O valor mínimo do programa corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais: 

  • o Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança;
  • o Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos;
  • e mais R$ 150 a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).



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Trump prepara novas tarifas contra dezenas de países, diz Financial Times

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O presidente dos EUA, Donald Trump, durante um pronunciamento à nação no Salão Leste da Casa Branca, em Washington
SAUL LOEB/Pool via REUTERS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve anunciar novas tarifas sobre dezenas de países já nesta semana, informou o Financial Times nesta terça-feira. A tarifa global temporária de 10% está prevista para expirar na sexta-feira (24).
Segundo o jornal, as novas taxas devem ficar em nível semelhante à atual taxa de 10%, mas o governo também trabalha em outras investigações que podem dar base legal para propor alíquotas mais altas.



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Pastor Ezra Jin relata condições desumanas em prisão na China

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Após oito anos de prisão, o pastor Ezra Jin Mingri, líder de uma igreja doméstica na China, se reuniu com sua família e fez um apelo emocionado pela libertação de outros oito membros da igreja que ainda permanecem encarcerados. Ele descreveu as condições desumanas enfrentadas por eles, que são mantidos em celas superlotadas e obrigados a dormir em tapetes no calor intenso.

Contexto da perseguição religiosa na China

A China tem sido um dos países mais severos em relação à liberdade religiosa, especialmente para cristãos que não pertencem à igreja oficial do Estado. Igrejas domésticas, como a liderada por Ezra Jin, frequentemente enfrentam repressão, com seus líderes sendo alvos de prisões e perseguições. A situação se agravou nos últimos anos, com um aumento nas detenções de cristãos e a imposição de restrições severas sobre a prática da fé.

O que aconteceu com Ezra Jin

Ezra Jin foi libertado recentemente, e sua primeira declaração após a saída da prisão foi um apelo fervoroso pela libertação dos outros cristãos que ainda estão detidos. Ele compartilhou que as condições nas prisões são extremamente difíceis, com os prisioneiros vivendo em celas superlotadas, sem ventilação adequada, e obrigados a dormir em tapetes no chão. O pastor enfatizou que, apesar de sua libertação, sua luta pela liberdade dos outros não terminou.

“Não descansarei até que todos os meus irmãos e irmãs na fé sejam libertados”.

Reações à situação

A declaração de Ezra Jin ressoou entre a comunidade cristã global, que tem acompanhado com preocupação a situação dos cristãos na China. Organizações de direitos humanos e grupos de defesa da liberdade religiosa têm pressionado o governo chinês para que respeite os direitos dos cidadãos de praticar sua fé livremente. A luta de Ezra Jin é vista como um símbolo da resistência e da fé inabalável diante da opressão.

O que esperar no futuro

Com a crescente atenção internacional sobre a perseguição religiosa na China, espera-se que a pressão sobre o governo chinês aumente. A comunidade cristã e aliados ao redor do mundo estão se mobilizando para apoiar a libertação dos prisioneiros e promover a liberdade religiosa. A história de Ezra Jin pode inspirar outros a se unirem na luta pela justiça e pela proteção dos direitos humanos.



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Revive Europe muda estratégia e lança programa de liderança

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Revive Europe, uma organização dedicada à pregação do Evangelho na Europa, anunciou uma mudança significativa em sua estratégia. Sob a nova direção de Sam Couper, a entidade deixará de realizar grandes encontros continentais e lançará um programa de liderança de nove meses.

Contexto da mudança

Nos últimos anos, a Europa tem enfrentado desafios crescentes em relação à evangelização e à liberdade religiosa. A necessidade de um novo modelo de atuação se tornou evidente, especialmente considerando a crescente secularização e a perseguição enfrentada por cristãos em várias partes do continente. A mudança na abordagem do Revive Europe reflete uma adaptação às realidades atuais, buscando um impacto mais profundo nas comunidades locais.

O que aconteceu

Sam Couper, o novo diretor, anunciou que a organização se afastará de grandes eventos que reuniam milhares de participantes. Em vez disso, o foco será em um programa de liderança que se estenderá por nove meses, destinado a capacitar líderes locais e fortalecer a atuação das igrejas em suas respectivas comunidades. Couper descreveu essa nova fase como “um vaso diferente” para uma visão que permanece inalterada.

Reações à nova estratégia

A resposta à nova abordagem do Revive Europe tem sido positiva entre muitos líderes e membros das igrejas locais. A ideia de investir em liderança local é vista como uma forma eficaz de enfrentar os desafios da evangelização e de fortalecer a fé em um ambiente cada vez mais hostil. Muitos acreditam que essa estratégia permitirá uma conexão mais profunda com as comunidades, promovendo um testemunho mais autêntico do Evangelho.

— Líder de igreja local

O que esperar do programa

O programa de liderança de nove meses incluirá treinamentos práticos, mentorias e oportunidades de networking entre líderes de diferentes regiões. O objetivo é equipar esses líderes com as ferramentas necessárias para enfrentar os desafios contemporâneos e promover a evangelização de forma eficaz. Além disso, espera-se que o programa gere um impacto positivo nas comunidades, promovendo um ambiente de apoio e crescimento espiritual.

Com essa nova abordagem, Revive Europe espera não apenas revitalizar a fé nas comunidades, mas também inspirar um novo movimento de evangelização que possa impactar a Europa de maneira significativa. A expectativa é que, ao capacitar líderes locais, a organização possa contribuir para um renascimento espiritual em várias nações europeias.



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Vinhos importados mais baratos perdem espaço com inflação, enquanto rótulos premium avançam

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Taça de vinho
wavebreakmedia_micro/freepik
A queda do poder de compra da classe média-baixa provocou uma redução de 9% no volume de vinhos importados de menor preço, aponta levantamento da consultoria Ideal.BI.
Em contrapartida, o setor passou a investir em marcas premium, de maior valor agregado. Elas representaram um terço de toda a receita gerada pelas compras do exterior no primeiro trimestre e atingiram o maior preço médio dos últimos 10 anos: de US$ 31,2 por caixa de 9 litros.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Segundo o levantamento, o mercado nacional movimentou R$ 4,18 bilhões e alcançou um patamar inédito de abastecimento, com 10,22 milhões de caixas, alta de 12% em volume na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.
Esse recorde foi impulsionado pelas expectativas do setor em relação à entrada em vigor do Acordo de Livre Comércio entre a União Europeia e o Mercosul.
Agora no g1
A América do Sul registrou sua maior participação histórica no volume de embarques para o Brasil, representando 65% do total. O Uruguai foi o país que mais ampliou o fornecimento para o mercado brasileiro, com aumento de 44%. Em seguida aparece a Argentina, com crescimento de 16%.
O setor de espumantes teve alta de 9% em volume, apesar da queda de 24% nas importações. A retração foi puxada principalmente pelos embarques espanhóis, que recuaram 57%.
Para Felipe Galtaroça, CEO da Ideal.BI, o recorde de volume também é consequência da recuperação dos vinhos tintos importados. Após dois anos de quedas consecutivas, eles ganharam 2 pontos percentuais de participação no mercado e passaram a responder por 70% do faturamento total.
Enquanto isso, a participação dos vinhos rosés caiu para 5%. Já os brancos mantiveram fatia de 25% da receita.
Apesar dos números inéditos de abastecimento, o consumo de vinhos ficou praticamente estável no início de 2026, com crescimento de 1,2%. Já o de espumantes caiu 1,4%.
De acordo com o relatório, o mercado de vinhos do Brasil deve encerrar 2026 com a produção de 56,8 milhões de caixas, alta de 6,9% em relação a 2025. Os espumantes devem alcançar mais de 4 milhões de caixas.
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Processo contra Paige Patterson é resolvido antes do julgamento

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Um processo judicial que envolvia Paige Patterson, ex-presidente do Seminário Teológico Batista do Sudoeste, foi resolvido antes de chegar ao tribunal. A ação foi encerrada por meio de um pedido conjunto de desistência, poucos dias antes do julgamento programado.

Contexto do caso

Paige Patterson é uma figura proeminente no meio evangélico, conhecido por seu trabalho em seminários e sua influência na formação de líderes cristãos. O processo em questão gerou controvérsia e discussões entre os membros da comunidade cristã, especialmente devido à sua relevância no debate sobre ética e liderança dentro das instituições religiosas.

O que aconteceu

O desfecho do caso foi anunciado recentemente, com as partes envolvidas concordando em encerrar o litígio. Essa decisão foi tomada poucos dias antes do início do julgamento, que estava agendado para ocorrer em um tribunal. Embora os detalhes específicos do processo não tenham sido amplamente divulgados, a resolução foi vista como uma forma de evitar um prolongado embate legal que poderia ter implicações significativas para a reputação de Patterson e para a instituição que ele liderou.

Reações da comunidade cristã

A notícia da resolução do processo gerou reações variadas entre os cristãos. Alguns apoiadores de Patterson expressaram alívio com o desfecho, acreditando que isso permitirá que ele continue sua contribuição para a comunidade evangélica sem as distrações de um processo judicial. Por outro lado, críticos levantaram preocupações sobre a falta de transparência em casos que envolvem líderes religiosos e a importância de se manter padrões éticos elevados dentro das instituições de fé.

O que esperar no futuro

Com o término do processo, muitos se perguntam quais serão os próximos passos para Paige Patterson e como isso afetará sua influência na comunidade cristã. A expectativa é que ele continue a desempenhar um papel ativo na formação de novos líderes e na promoção do Evangelho, mas também que a comunidade esteja atenta às questões de ética e responsabilidade que surgem em contextos de liderança.



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'Piratinha', 'hemorroida' e outros: a linha entre humor e assédio que leva apelidos no trabalho a indenizações

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Apelidos no trabalho: quando a brincadeira passa do limite
“Pano de pia. 8h da manhã e já está fedendo”, “Buzina de avião. Não serve para nada”, “Cesta básica. Tem tudo, menos carne”, “Tartaruga Ninja. Tartaruga para chegar e ninja para sair”.
Em vídeos curtos que viralizam nas redes sociais, colegas de trabalho trocam esse tipo de apelido para debochar de comportamentos do dia a dia. É uma piada fácil de entender, e o público logo reconhece alguém que “se encaixa” na descrição.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O perfil de Cleitinho Ramalho e Maria das Neves viralizou com um vídeo nesse estilo, que acumulou quase 300 milhões de visualizações no TikTok. Nos comentários, usuários entram na brincadeira e criam novos rótulos, como “Cólica. Nenhuma mulher gosta”, “Sensor. Só trabalha quando o chefe aparece”, entre outros.
Mas o que parece piada levanta uma discussão importante: até que ponto apelidar colegas é uma brincadeira e quando isso ultrapassa o limite?
O assunto não é novidade para a Justiça do Trabalho. Há diversos casos em que apelidos deram origem a processos, e nem todos tiveram o mesmo desfecho.
Um dos casos mais conhecidos envolve uma trabalhadora de Belo Horizonte (MG), que atuava como analista de suporte comercial e era chamada de “piratinha” por colegas e gerentes, em referência ao fato de ser cega de um olho.
Testemunhas confirmaram que o apelido era recorrente e que a funcionária demonstrava incômodo. Mesmo assim, o comportamento continuou.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais entendeu que o apelido configurava uma ofensa direta à dignidade da trabalhadora por destacar uma deficiência física. A empresa foi condenada a pagar R$ 15 mil por danos morais.
Por outro lado, um julgamento do TRT da 15ª Região, em Campinas (SP), analisou o caso de um operador de máquinas que alegou ter sido humilhado ao ser chamado de “hemorroida”. O pedido foi negado.
A decisão considerou que o próprio trabalhador havia dado origem ao apelido ao mostrar uma foto de sua condição de saúde aos colegas. Também ficou comprovado que o empregador não utilizava o apelido nem incentivava a prática.
Sem a participação ou omissão da empresa, o tribunal entendeu que não havia nexo para responsabilizá-la. Por isso, concluiu que não houve ato ilícito capaz de gerar dano indenizável.
Não existe uma regra automática. Situações semelhantes podem ter desfechos diferentes, dependendo do contexto, das provas e da interpretação sobre o impacto, explicam especialistas ouvidos pelo g1.
Abaixo, aprofunde-se mais sobre o tema a partir dos seguintes pontos:
O que define um apelido como pejorativo
Quando vira assédio moral
Todo mundo riu
A responsabilidade das empresas
E quando isso vai parar nas redes?
Como provar que houve abuso
Com a popularização de vídeos nas redes sociais, apelidos entre colegas ganharam visibilidade e também podem se tornar provas em processos trabalhistas.
TikTok/ Reprodução
O que define um apelido como pejorativo
No ambiente de trabalho, apelidos não são proibidos. O que os torna problemáticos é o conteúdo que carregam e a forma como são utilizados.
A advogada Fernanda Garcez explica que a questão central não é a presença de humor, mas a existência de exposição vexatória, ou “brincadeiras” que reforçam estereótipos ou fragilidades pessoais.
“Os critérios que mais pesam na análise são: o apelido ressalta uma característica física, uma condição de saúde, uma deficiência ou outra vulnerabilidade pessoal? Ele foi repetido ao longo do tempo? A pessoa demonstrou desconforto, mesmo sem fazer reclamação formal? Quem utilizava o apelido, apenas colegas ou também superiores? Quanto mais respostas ‘sim’ a essas perguntas, maior a probabilidade de o caso ser enquadrado como assédio moral. A jurisprudência é clara nessa direção”, explica a advogada.
O professor de Direito do Trabalho Platon Neto reforça o mesmo ponto: quando o apelido atinge uma fragilidade da pessoa, a tendência é que a Justiça o considere pejorativo, mesmo que não tenha havido essa intenção.
Quando vira assédio moral
O assédio moral ocorre quando alguém é submetido a situações repetidas que causam constrangimento ou humilhação no trabalho.
Nem todo apelido configura assédio automaticamente. No entanto, ele pode passar a configurar quando faz parte de uma dinâmica mais ampla.
Alguns fatores pesam nessa avaliação:
se o apelido é usado repetidamente, e não apenas de forma pontual;
se expõe um aspecto sensível da pessoa;
se há demonstração de incômodo;
se líderes ou gestores participam da prática.
Quanto mais esses elementos aparecem juntos, maior a chance de que a situação seja considerada assédio.
Todo mundo riu
Os vídeos que viralizam nas redes sociais trazem um elemento que pode confundir essa análise: muitas vezes, todos parecem estar se divertindo. Mas essa reação não encerra o debate.
Especialistas apontam que, no ambiente profissional, o riso pode ser uma forma de adaptação. Muitas pessoas evitam se posicionar para não gerar conflito, comprometer relações ou até por receio de prejudicar o próprio emprego.
Por isso, a Justiça do Trabalho já reconhece que a ausência de reclamação formal não elimina a possibilidade de assédio. Da mesma forma, o fato de alguém participar da brincadeira não significa, necessariamente, que esteja confortável com ela.
Por outro lado, quando há provas de que o próprio trabalhador incentivava o apelido ou não demonstrava qualquer incômodo, esse comportamento pode influenciar a decisão, como ocorreu no caso de Campinas.
A responsabilidade das empresas
As empresas têm o dever de garantir um ambiente de trabalho respeitoso. Isso inclui agir diante de situações de constrangimento.
Se o apelido circula livremente e não há qualquer ação, pode haver omissão, que ocorre quando a empresa deixa de agir diante de um problema que deveria resolver, explica Platon Neto.
Se chefes ou gestores utilizam o apelido, a situação se torna ainda mais grave, pois o trabalhador pode se sentir pressionado a aceitar.
“Se o apelido circulava apenas entre colegas, sem chegar ao conhecimento da gestão, a responsabilidade é menor. Mas, se era usado pelos próprios supervisores, se era notório no ambiente e a empresa não tomou providências, a responsabilidade é direta”, afirma o advogado.
E quando isso vai parar nas redes?
Os vídeos nas redes sociais trazem um elemento novo para essa discussão: a exposição pública.
As gravações podem ser utilizadas como prova em processos trabalhistas. Elas ajudam a demonstrar não apenas a existência do apelido, mas também o contexto, a frequência e a participação de diferentes níveis hierárquicos.
Para o trabalhador, isso pode fortalecer uma ação. Para a empresa, representa um risco significativo, já que a prova é pública e difícil de contestar.
Além disso, a exposição nas redes sociais amplia o dano. O apelido deixa de ser restrito ao ambiente interno e pode afetar a imagem do trabalhador em um espaço muito mais amplo, segundo Platon Neto e Fernanda Garcez.
Como provar que houve abuso
As provas que costumam ser mais eficazes na prática são:
testemunhas que presenciaram o uso do apelido e possam confirmar que a vítima demonstrava incômodo;
registros escritos, como e-mails, mensagens de WhatsApp ou comunicações internas;
vídeos ou fotos;
e qualquer comunicação em que o trabalhador tenha manifestado, mesmo informalmente, que não queria ser chamado daquela forma.
“Quando há prova efetiva da prática, em geral a condenação ocorre. Existem exceções, a depender dos fatos, especialmente quando o próprio empregado deu origem e incentivou a conduta, como no caso citado do TRT da 15ª Região”, conclui Fernanda Garcez.



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