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Por que o Brasil terá a maior tarifa média dos EUA na América do Sul

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O presidente dos EUA, Donald Trump, conversa com a imprensa ao chegar à Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland, nos EUA
Evan Vucci / Reuters
O Brasil passa a ter nesta quarta-feira (22/07) a maior tarifa aplicada pelos Estados Unidos entre os países da América do Sul, quando passam a valer as novas taxas impostas por Donald Trump na semana passada. O dado é do Global Trade Alert (GTA), iniciativa do St. Gallen Endowment, centro de estudos independente sediado na Suíça e que compila estatísticas de comércio global.
➡️ Antes do novo tarifaço, o Brasil aparecia empatado com o Uruguai, com tarifa efetiva média de 11,66%, atrás apenas do Paraguai, com 12,92%.
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Agora, com o novo tarifaço passar a valer, a tarifa de importação do Brasil passará para 18,17%, segundo o GTA, enquanto seus vizinhos — pelo menos por enquanto — seguirão com taxas bem menores.
Tarifaço de 25% de Trump sobre produtos brasileiros entra em vigor
Essa percentagem calculada pelo GTA difere da alíquota de 25% anunciada por Trump porque considera o peso de cada produto na pauta exportadora e as exceções previstas nas novas regras.
Essa tarifa média valerá entre 22 de julho (quando passa a valer a Seção 301 para o Brasil) e 26 de julho, quando expirará outra tarifa de 10%, temporária, aplicada pela Seção 122 da Lei de Comércio dos EUA. A partir daí, o monitor estima uma tarifa de 14,42% para o Brasil.
No entanto, o alívio parcial deve durar pouco, e a média mais alta deve voltar a prevalecer. Isso porque o governo Trump já anunciou que pretende impor uma nova tarifa adicional para substituir a que vai expirar. Membros do governo Trump sinalizaram que a nova tarifa, que deve afetar dezenas de países, pode ser fixada entre 10% e 12,5%.
Mas por que o Brasil se tornou um dos principais alvos da política tarifária americana na região? Segundo especialistas, a resposta cruza pelo menos quatro dimensões: política, econômica, estratégica e diplomática.
Desalinhamento ideológico
Para Carlos Pio, ex-secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior do Ministério da Economia e professor da Universidade de Brasília (UnB), a tarifa contra o Brasil reflete uma mudança mais ampla na doutrina comercial de Trump: da lógica de livre mercado para uma visão nacionalista, que prioriza proteger setores industriais afetados pela desindustrialização, além de favorecer alianças políticas em detrimento de protocolos diplomáticos tradicionais. “É uma ação política, mas não quer dizer que não seja uma ação que tenha propósito comercial”, pondera.
Segundo Pio, o Brasil se torna alvo preferencial não só pela economia relativamente fechada e resistente à liberalização, mas por um desalinhamento ideológico somado à proximidade pessoal que o governo Bolsonaro cultivou com Trump. “Não é nem com a Casa Branca nem com o governo americano. É com o Trump”, resume.
Essa lógica, diz o professor, também aparece em outras frentes da direita global apoiadas inicialmente por Trump — como Marine Le Pen, na França, e as “expectativas frustradas com [Giorgia] Meloni”, na Itália, depois que ela adotou posições mais liberais.
“Como a PF [Polícia Federal] e o Supremo [Tribunal Federal] foram em cima do Bolsonaro, reforça esse outro lado de: aos meus amigos, tudo.”
A comparação com a Argentina de Javier Milei, segundo Pio, reforça o argumento. “A Argentina também é protecionista como o Brasil, mas Milei está em uma condição distinta do Lula em relação à política.”
Proximidade com a China
Jan Marcel, professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), acrescenta que o Brasil é a maior economia da América Latina e tem relevância comercial superior para os Estados Unidos do que os seus vizinhos, o que inclui produtos de maior valor agregado, como aeronaves, máquinas, petróleo, aço e produtos químicos.
Há ainda no tabuleiro a disputa entre Estados Unidos e China por influência global. Como o Brasil mantém relação econômica forte com a China e, ao mesmo tempo, segue como parceiro relevante dos EUA, “acaba ficando no centro dessa competição”, diz Marcel, o que transforma a tarifa em instrumento de pressão sobre temas que vão muito além do comércio bilateral.
Instrumento de pressão política
Celso Figueiredo, advogado especialista em comércio internacional e professor de Relações Governamentais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que as tarifas comerciais de Trump deixaram de ser meras ferramentas econômicas para se tornarem instrumentos de pressão política e arrecadação fiscal, sob a doutrina America First: mais competitividade para produtos americanos, e mais receita para o governo também.
No caso brasileiro, porém, Figueiredo vê “componentes extras”. “Quando a gente observa a nota publicada no começo de junho pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), e a decisão publicada em 15 de julho, o fundo técnico objetivo dessa decisão acaba sendo raso, o que leva a crer que, de fato, essa tomada de decisão tem um aspecto mais político”, diz o advogado.
O especialista lembra que o atual patamar de taxação contra o Brasil estar acima dos pares da região também pode não ser definitivo.
Segundo ele, há, inclusive, uma investigação em curso contra 60 países (incluindo o Brasil), voltada a apurar se eles ganharam vantagem competitiva com ítens produzidos por meio dotrabalho forçado, o que demonstra, segundo o advogado, que o instrumento seguirá sendo usado para outras nações também.
Isso mostra, de acordo com o especialista, que os Estados Unidos monitoram de perto qualquer sinal que ameace a hegemonia do país, como também do dólar nas transações internacionais — como a ideia, discutida no âmbito do Brics, de uma moeda própria para o bloco de 11 países que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Uma escalada é provável?
Em nota divulgada após o anúncio dos EUA na semana passada, o governo federal brasileiro classificou a medida como “um marco lastimável” nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
Para o executivo brasileiro, não há justificativa para medidas unilaterais contra o Brasil e que a balança comercial é favorável aos EUA.
Uma fonte da Casa Branca citada pelo jornal O Globo sinalizou que qualquer retaliação brasileira forçaria os Estados Unidos a “potencialmente modificar” sua ação para “garantir a eliminação dessas práticas”. “Se eles optarem, provavelmente haverá mais ações do nosso lado”.
Ainda assim, um cenário de escalada não é o mais provável, na visão de Figueiredo. A Lei de Reciprocidade, sancionada no ano passado após o primeiro tarifaço, ficou “engavetada”, já que as tarifas foram derrubadas. Para o advogado e professor da FGV, o mesmo padrão deve se repetir agora e a retaliação direta “não é o que está na mesa”.
Ele lembra que a nova lista de exceções tarifárias, semelhante à do ano anterior, deve protegerboa parte das exportações brasileiras, o que reduz a pressão para uma resposta mais dura. A aposta segue sendo a negociação diplomática.



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Tarifaço: EUA distorcem tema das big techs, afirmam especialistas 

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Decisões judiciais e evolução da legislação brasileira em relação à atuação das gigantes da tecnologia (big techs) foi um dos argumentos usados pelos Estados Unidos para imposição do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. A medida vale a partir desta quarta-feira (22).

Porém, de acordo com pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, os Estados Unidos distorceram alguns fatores e usaram o tema como pretexto para punir o Brasil. Para os especialistas, as empresas estrangeiras não podem perceber o país como “terra sem lei” e devem obedecer ao regramento nacional.

Diferentemente do que alega o governo dos Estados Unidos, a legislação brasileira não promove ameaça à liberdade de expressão. Essa seria uma narrativa deturpada, conforme destaca o professor Paulo Rená, pesquisador do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (Iris).

“A falta de regras é o que fere a liberdade de expressão ao permitir que discursos de ódio ataquem minorias e que a desinformação afete a formação da opinião pública.”

O sociólogo Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC e pesquisador do tema da soberania digital, avalia que a decisão do governo dos Estados Unidos foi “truculenta”. 

As alegações para o tarifaço se baseiam em um relatório feito pelo Escritório do Representante Comercial da Casa Branca (USTR). O documento cita a atuação da Justiça contra big techs e pontos do Marco Civil da Internet com supostos endurecimentos da legislação contra as plataformas digitais.

“Ordens secretas de tribunais brasileiros e as severas penalidades por descumprimento são descabidas, pois exigem que empresas de mídia social americanas removam conteúdo político e suspendam os perfis de residentes americanos”, questiona o documento estadunidense.

Prestação de contas

Na Europa, existe uma série de controles que ainda não há no Brasil, como destaca o sociólogo Sérgio Amadeu. “O que acontece na Europa, principalmente, é que lá as big techs têm que prestar contas à sociedade.” 

Amadeu diz que o governo Trump faz uma manobra para garantir que aqui seja um território onde as big techs possam extrair dados e riquezas sem prestar contas para a nossa sociedade. 

“Isso é um absurdo. Uma das consequências é que as big techs praticam uma censura muito pesada aqui dentro do Brasil porque eles controlam algoritmos que são invisíveis.”

Poder público

O professor entende que o papel do poder público é exigir que crimes não possam proliferar dentro da rede. “Nós precisamos ter uma legislação que garanta que as big techs e as plataformas digitais tenham que cumprir regras democráticas.”

De acordo com ele, há no Brasil um cenário de “tecnofascismo”, em que as corporações abandonam a fachada de neutralidade para se alinham abertamente à agenda do governo norte-americano. “As empresas assumiram a política de Trump para transformar o Brasil em um território livre para extração de dados e riquezas sem prestação de contas.”

Não é surpresa

O diretor do Sleeping Giants Brasi, Humberto Ribeiro, lembra que, com a eleição de Donald Trump, algumas empresas alteraram suas diretrizes e encerram parcerias de checagem de fatos com agências independentes. “As Big Techs se converteram em ferramentas da estratégia geopolítica de Washington.”

Para Humberto Ribeiro, não é uma surpresa que os Estados Unidos argumentem que os avanços brasileiros na regulação dessas empresas seja fundamento para a aplicação do tarifaço.

“No ano passado, quando as tarifas foram anunciadas pela primeira vez ao Brasil, um fundamento era que o país estava avançando com iniciativas de regulação de plataformas digitais.”

Na avaliação de Alexandre Gonzalez, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e representante do Diracom (organização contra desigualdades nos meios de comunicação e na internet), as investidas de Trump dão continuidade ao tom adotado pelo presidente em 2025, com a finalidade de blindar interesses corporativos sob a falsa narrativa de proteção à concorrência.

Além do discurso oficial, Gonzalez identifica que a verdadeira preocupação dos Estados Unidos está ancorada na corrida tecnológica global travada contra a China, especialmente no campo da inteligência artificial. Corporações representariam a espinha dorsal dessa vanguarda norte-americana. 

Efeito Brasil

O diretor da Sleeping Giants, Humberto Ribeiro, argumenta que o Brasil se tornou estratégico para os Estados Unidos para tentar evitar que outros países da América Latina sigam o mesmo caminho de tentativa de regulação.

“Um objetivo, na verdade, seria demonstrar para todos os países latino-americanos quais são as consequências de fazer o que o Brasil está fazendo.”

Dossiê

Neste ano, a Sleeping Giants foi uma das responsáveis por publicar um dossiê das Big Techs no Brasil a fim de verificar danos produzidos por essas empresas para a sociedade. Foram identificados, por exemplo, estímulos de comportamentos nocivos e violentos, exploração sexual infantil, automutilação e incitação ao suicídio. 

Um segundo grupo de danos foi a adoção de comportamentos de censura e de manipulação. “São elas as verdadeiras censoras. Essas plataformas tiram do ar veículos de imprensa, canais relacionados a movimentos sociais ou a grupos sociais marginalizados ao seu bel prazer.”

O advogado defende que a regulação é, na verdade, um mecanismo de proteção da liberdade de expressão. “Sem uma regulação sobre os serviços dessas empresas, elas continuarão suprimindo e removendo discursos, inclusive de veículos de imprensa, sem que exista qualquer regra que as obrigue a prestar contas sobre as decisões que elas tiveram.”

Humberto Ribeiro entende que o Brasil teve inicialmente uma abordagem protetiva para as empresas. Com julgamento do artigo 19 do Marco Civil da Internet, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ficou definido que a remoção de conteúdo passaria a ser como na Europa, a partir da denúncia do usuário. 

“Não é possível dizer que a abordagem brasileira é dura. Garante aos usuários segurança. Não é uma abordagem que impede as plataformas de atuarem, por exemplo. Na minha leitura, dá para endurecer mais.”

O advogado cita que dois projetos em tramitação no Congresso têm relevância especial para a soberania digital. Um é o PL 2338, já aprovado no Senado, trata sobre uso da inteligência artificial no Brasil. O outro é o PL 4675, que aborda a regulação de mercados digitais. Para ele, este projeto de lei pode impactar o mercado das tecnologias da informação no Brasil. “Quebra para as empresas a prática monopolista, sempre utilizada para conquistar e garantir o seu poder de mercado.”

Legislação

Segundo o pesquisador Paulo Rená, pesquisador do Iris, o intenso lobby das big techs atuou para travar avanços no Congresso Nacional, sendo o PL das Fake News o maior exemplo desse bloqueio. Essa omissão legislativa exigiu uma resposta dos demais Poderes para assegurar a soberania digital.

“Nada nessas normas trata de restrição ao conteúdo das publicações ou de censura. O que se exige é um papel proativo e transparente das plataformas no cumprimento de seus próprios termos de uso e na proteção de vulneráveis, em especial, crianças e adolescentes.”

 


Brasília (DF) 22/10/2024 Criança faz uso de celular, tablet e computador  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 22/10/2024 Criança faz uso de celular, tablet e computador  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Para os especialistas, um dos principais objetivos da legislação brasileira é proteger as criança no acesso à internet Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Pesquisador em ciência política e em relações internacionais, Alexandre Gonzalez entende que a premissa de que haveria uma espécie de perseguição à atuação das empresas dos Estados Unidos em território brasileiro é descabido. “O argumento sobre defesa de liberdade de expressão é um pretexto.”

Para Gonzalez, é falsa a argumentação de que haveria um endurecimento brasileiro em relação às Big Techs. Para ele, debater o estabelecimento de regras é uma tendência de discussão e de construção no mundo inteiro.

Construção social

A jornalista Júlia Lanz, pesquisadora do Intervozes e da Coalizão Direitos na Rede, pondera que, assim como existe uma regulação para publicidade no Brasil, é necessária também a regulação das plataformas digitais. 

“Não tem nada a ver com o discurso que tentam colar da censura. O nosso Marco Civil foi uma grande construção da sociedade civil com pressão ao Congresso. E foi uma grande conquista por direitos.”

A advogada Camila Camargo, especialista em direito digital, em Curitiba (PR), cita que os decretos 12.975 e 12.976, que entraram em vigor esta semana, definem que as plataformas removam e trabalhem para prevenir conteúdos considerados criminosos.

“O Brasil tem todo o direito de definir quais as regras que deve adotar. Toda empresa deve ter responsabilidade. Quem está oferecendo um serviço ou um produto tem uma série de responsabilidades.

Soberania

O pesquisador Paulo Rená defende que o Brasil imponha sua dimensão de mercado e sua soberania para rechaçar a pressão.

“A postura firme do Estado brasileiro é, na verdade, o que garante e promove a verdadeira liberdade de expressão e a democracia no país.”

Para Sérgio Amadeu, o caminho democrático exige fazer cumprir a Constituição, impor a tributação justa sobre operações bilionárias e garantir que corporações estrangeiras submetam seus algoritmos à democracia brasileira.
 



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INSS começa a analisar pedidos de pensão a órfãos de feminicídio; veja as regras e como pedir

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promete concluir a análise, até o fim deste mês, do estoque de pedidos de pensão a crianças e adolescentes que perderam as mães vítimas de feminicídio.
São mais de 400 requerimentos parados. A partir de agora, o INSS diz que vai analisar o estoque de pedidos e também as novas solicitações para a pensão.
A lei que garante o benefício é de 2023, mas faltava uma etapa da regulamentação da lei que criou o auxílio a esses órfãos.
📄 O INSS começou a receber os pedidos em dezembro de 2025. Mas a portaria com detalhes do processo e critérios para que os requerimentos sejam analisados pelos técnicos da Previdência Social foi publicada no fim de maio.
🗓️ O INSS afirmou que, se os requerimentos apresentados desde dezembro forem aprovados, a pensão será paga de maneira retroativa a partir da data da solicitação do auxílio.
🗓️ O instituto mencionou também que a concessão do benefício dependerá da análise técnica e da verificação do cumprimento de todos os critérios legais necessários.
Feminicídio: começa a valer lei que garante pensão para filhos de vítimas
Quem tem direito
A pensão é destinada às crianças que perderam as mães vítimas de feminicídio. O valor corresponde a um salário mínimo por mês e será dividido entre os dependentes, caso haja mais de um beneficiário.
O pagamento é garantido até os 18 anos de idade e ser direcionado ao responsável legal cuja renda familiar seja de até R$ 405,25 por pessoa — o equivalente a um quarto do salário mínimo.
A comprovação do crime é feita com documentos do inquérito policial ou de decisão judicial sobre o caso.
O auxílio também se estende a órfãos de mulheres transgênero vítimas de feminicídio.
Para fazer a solicitação da pensão, o Cadastro Único (CadÚnico) deve ter sido atualizado nos últimos dois anos e com o CPF de todas as pessoas da família.
Como solicitar
O pedido deve ser feito pelo representante legal da criança ou do adolescente, diretamente ao INSS, seja em uma agência, pela central telefônica 135 ou pelo aplicativo Meu INSS.
Se for pelo aplicativo ou pelo site, siga o passo a passo:
Entre no Meu INSS;
Informe o CPF e senha do gov.br;
Siga para: “Do que você precisa?”;
Digite: “Pensão Especial – Dependentes de Vítimas de Feminicídio”. Siga as orientações.
Auxílio a órfãos do feminicídio atende 18 crianças e adolescentes no Acre
Reprodução
Atraso na regulamentação
A lei que criou a pensão foi aprovada pelo Congresso, em outubro de 2023, e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mesmo mês.
Mas a regulamentação – etapa que detalha os procedimentos para pagamento do benefício – demorou mais de dois anos e meio.
Primeiro, foi necessário um decreto presidencial para regulamentar a lei. O decreto foi publicado no fim do ano passado. A partir daí, o INSS começou a receber os requerimentos da pensão.
Mas ainda faltava outra regulamentação: uma portaria do INSS. Essa norma só foi publicada no fim de maio.
Em nota, o Palácio do Planalto disse que, para elaborar o decreto, vários ministérios foram envolvidos e que “essas definições exigiram estudos aprofundados e análises técnicas detalhadas”.
“Assim, o período transcorrido entre a sanção da lei e a edição do decreto regulamentador correspondeu ao tempo necessário para o tratamento criterioso da matéria, para assegurar a efetividade e a adequada implementação da política”, afirmou o governo.
O INSS disse que precisou de tempo para se preparar para o pagamento de um novo tipo de auxílio.
“Qualquer novo benefício exige uma série de adaptações por parte da instituição”, declarou.



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Governo prepara ajuda em etapas a empresas afetadas por tarifaço

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Ana Flor: Pacote de apoio contra tarifaço terá cobrança por emprego
O governo federal fecha nos próximos dias uma série de medidas para conter o impacto econômico tanto do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil quanto da alta do preço dos insumos de fertilizantes, necessários para o agronegócio e impactados pela guerra no Oriente Médio.
Segundo informou ao blog o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as medidas a serem anunciadas nas duas frentes lidam com impactos aqui no Brasil de medidas externas.
Uma dessas medidas diz respeito a abertura de uma linha de crédito para empresas misturadoras, que fazem as combinações que resultam nos fertilizantes.
A outra, tem a ver com investimentos, como uma forma de complemento ao Plano Brasil Soberano, mas ainda não há muitos detalhes.
Nesse último caso, há a possibilidade de lançamento de linhas de crédito às empresas afetadas, mas com a exigência da manutenção dos postos de trabalho (entenda mais abaixo).
🔎O Plano Brasil Soberano é programa do governo que oferece linhas de crédito e outras formas de apoio a empresas afetadas por crises externas, como o tarifaço dos Estados Unidos. Ele foi criado no ano passado por meio de medida provisória e estruturado em três eixos principais: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial
Ainda segundo o ministro da Fazenda, a ajuda pontual às empresas afetadas não significará a ampliação de gastos públicos de forma descontrolada.
➡️O tarifaço de 25% para mais de 2 mil produtos exportados aos EUA começa a valer nesta quarta-feira (22).
Nesse contexto, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros da Fazenda e da Indústria e Comércio se reúnem nesta terça (21) com setores afetados.
Entre os setores mais atingidos pelas novas tarifas estão o de móveis, calçados e máquinas e equipamentos.
O objetivo do governo é ouvir as necessidades dos empresários e ajudar na busca de novos mercados e na sobrevivência de empresas (leia mais abaixo).
Agro brasileiro estima em mais de 36% o impacto do novo tarifaço de Trump; governo fala em manter diálogo e negociação
Jornal Nacional/ Reprodução
Ajuda às empresas
A ajuda anunciada pelo governo deve ocorrer em etapas, de forma pontual e com exigência de contrapartidas pelas empresas, como manutenção de pelo menos parte dos empregos.
Segundo integrantes do governo, a ajuda não deve ocorrer com cotas para exportação ou desonerações.
Isso quer dizer que a estratégia não deve girar em torno da definição de limites para quantidade de produtos exportados ou na redução ou retirada de impostos para amenizar custos das empresas.
Segundo técnicos que desenharam a medida, o governo busca um complemento ao Plano Brasil Soberano, criado no ano passado com o objetivo de fortalecer a produção nacional e mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos EUA.
Ainda segundo esses técnicos, s ideia é identificar empresas que continuam enfrentando dificuldades mesmo após as medidas já adotadas e oferecer instrumentos adicionais, principalmente linhas de crédito para custeio e investimentos.
Além do tarifaço que entra em vigor nesta quarta, ministros já se preparam para a nova tarifa adicional de 12,5%, que, segundo integrantes do governo, pode já ser anunciada nesta quarta e que deve afetar Brasil e outros 59 países.
Fertilizantes
Em outra frente, o governo também prepara medidas para reduzir o impacto da alta dos insumos para fertilizantes utilizados pelo agronegócio brasileiro.
O que está em estudo é uma linha de crédito para as empresas misturadoras, responsáveis pelo produto final utilizado na agricultura brasileira.
Na prática, essas empresas misturadores compram matérias-primas, como nitrogênio, fósforo e potássio, e fazem as combinações adequadas para produzir os fertilizantes usados nas lavouras brasileiras.



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Teo Hayashi: racismo na Copa é um problema do coração humano

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O bispo Teo Hayashi se manifestou sobre os episódios de racismo ocorridos durante a Copa do Mundo de 2026, afirmando que esses comportamentos revelam um problema profundo no coração humano. Em um vídeo divulgado após os incidentes, ele enfatizou que o preconceito é uma questão que transcende nacionalidades.

Contexto dos episódios de racismo

Durante a Copa do Mundo, diversos casos de racismo foram reportados, incluindo ataques direcionados ao influenciador IShowSpeed, que foi alvo de ofensas racistas durante uma partida entre Argentina e Cabo Verde, realizada em Miami. Os torcedores proferiram insultos e gestos ofensivos, demonstrando um comportamento que Hayashi considera inaceitável.

O que aconteceu

Teo Hayashi destacou a gravidade dos ataques, lembrando que o influenciador foi chamado a “chorar no zoológico” e recebeu gritos de “vá para casa”. Ele ressaltou que esse tipo de atitude não é exclusivo de um país, mas sim um reflexo de um problema global que afeta toda a raça humana. Além disso, o bispo mencionou os ataques racistas sofridos pelo atacante Kylian Mbappé e a falta de resposta de figuras influentes, como Lionel Messi, que, segundo Hayashi, teve a oportunidade de se manifestar e não o fez.

Reações e reflexões

Em sua mensagem, Hayashi enfatizou que o racismo é um pecado que fere não apenas as vítimas, mas também o coração de Deus. Ele citou passagens bíblicas que afirmam que todos foram criados à imagem e semelhança de Deus, o que confere a todos a mesma dignidade. Para ele, a responsabilidade de se posicionar contra injustiças como o racismo é de todos, especialmente daqueles que possuem influência.

“A maior tragédia não é a opressão e a crueldade de pessoas más, mas o silêncio das pessoas boas diante delas.”

— Teo Hayashi

O que esperar

Hayashi concluiu sua mensagem pedindo coragem para que todos se manifestem contra o racismo e outras injustiças. Ele acredita que, em tempos de crise, é fundamental que vozes se levantem em defesa da justiça e da igualdade. O bispo também ressaltou que a Igreja deve ser um agente de reconciliação, promovendo a unidade entre os povos e combatendo o preconceito.



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Tarifaço dos EUA: taxa adicional de 25% passa a valer nesta quarta; veja perguntas e respostas

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Ana Flor: Pacote de apoio contra tarifaço terá cobrança por emprego
A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22).
A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA. Entre os exemplos citados estão o sistema de pagamentos PIX e a regulação de plataformas digitais.
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As justificativas foram amplamente contestadas pelo governo brasileiro, que considera a medida uma tentativa de interferência em temas internos e considerados inegociáveis. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política. (leia mais abaixo)
A nova taxa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida.
Veja abaixo perguntas e respostas sobre a nova tarifa.
O que muda com o tarifaço e quando ele entra em vigor?
Quais são os principais produtos atingidos?
Qual são os impactos para o Brasil?
Como o governo dos EUA justifica a medida?
O que diz o governo brasileiro?
Brasil vai usar a Lei da Reciprocidade Econômica?
Quais podem ser as respostas do Brasil?
Quais medidas o governo brasileiro anunciou até agora?
Tarifas podem aumentar ainda mais?
Imagem de drone do Porto de Santos (SP)
Reuters
O que muda com o tarifaço e quando ele entra em vigor?
Confirmada na noite da última quarta-feira (15) pelo governo Trump, a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA passa a valer nesta quarta-feira (22).
A sobretaxa alcança cerca de 3 mil itens e será cobrada dos importadores americanos no momento em que os produtos brasileiros entrarem nos EUA.
🔎 Na prática, isso aumenta o custo de levar esses produtos ao país e pode desestimular as compras de produtos brasileiros por empresas americanas.
Enquanto isso, outros mais de 2 mil produtos ficaram de fora da medida. Muitos deles foram excluídos por serem considerados estratégicos para a economia americana, seja pelo risco de encarecer produtos essenciais, seja porque o país não produz quantidade suficiente desses itens.
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Quais são os principais produtos atingidos?
Entre os 50 principais produtos brasileiros exportados aos EUA em 2025, ficaram de fora da nova tarifa itens como petróleo bruto, café em grão, aeronaves, carne bovina, celulose, sucos de laranja, ferro-gusa e ferro-nióbio.
Por outro lado, produtos como máquinas industriais, pneus, açúcar, etanol, tabaco, madeira, calçados e alguns itens de alumínio passam a estar sujeitos à tarifa adicional.
VEJA AQUI COMO FICOU CADA ITEM:
Tarifaço de Trump: veja a lista de produtos isentos e impactados
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Qual são os impactos para o Brasil?
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o novo tarifaço atingirá 18% das exportações brasileiras para os EUA.
Segundo ele, o percentual tem como referência as exportações de 2024, ano anterior aos primeiros tarifaços anunciados por Trump. O valor corresponde a US$ 7,4 bilhões (R$ 37,6 bilhões).
Se a base for 2025, a participação dos setores afetados cai para 15%, o equivalente a US$ 5,8 bilhões (R$ 29,4 bilhões). O ministro acrescentou que, com a nova medida, 57% dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA permanecerão sem tarifa.
No agronegócio, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que o tarifaço afetará R$ 4,6 bilhões por ano em exportações, o equivalente a 36,5% das vendas do setor aos EUA.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apesar dos segmentos atingidos, a medida não terá impacto sobre “a economia do país como um todo”. Especialistas também avaliam que os efeitos serão restritos, entre outros fatores, pela extensa lista de exceções.
LEIA MAIS:
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Como o governo dos EUA justifica a medida?
A decisão é resultado de uma investigação comercial do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
O mecanismo permite ao governo americano investigar práticas de outros países que considera prejudiciais ao comércio dos EUA.
No relatório final, o USTR afirmou que algumas políticas brasileiras seriam “irracionais” ou “restritivas” e que poderiam “onerar ou restringir” o comércio com os EUA. Entre os temas analisados estão:
PIX e serviços de pagamento: o USTR afirmou que o sistema brasileiro favorece o PIX em detrimento de empresas americanas.
Regulação de plataformas digitais: o órgão questionou decisões judiciais brasileiras envolvendo redes sociais e empresas de tecnologia dos EUA.
Acordos comerciais: os americanos criticaram tarifas preferenciais concedidas pelo Brasil a parceiros como México e Índia.
Desmatamento ilegal: o relatório apontou falhas na fiscalização ambiental.
Mercado de etanol: os EUA alegaram falta de reciprocidade no acesso ao mercado brasileiro.
Propriedade intelectual: o documento citou problemas no combate à pirataria e demora na análise de patentes.
Combate à corrupção: o USTR criticou medidas adotadas pelo Brasil e cita decisões relacionadas à Operação Lava Jato.
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O que diz o governo brasileiro?
O governo classificou o tarifaço como um “marco lastimável” na relação entre os dois países e afirmou que a medida tem motivação política por envolver temas considerados internos e inegociáveis, como o PIX.
Segundo o blog do Valdo Cruz, o presidente Lula (PT) orientou aliados a evitar radicalismos na reação ao tarifaço. Enquanto isso, o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a medida como “injusta e descabida” e afirmou que o Brasil “não saiu da mesa de negociação”.
Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ainda “não cabe falar em retaliação” aos EUA.
“Nós seguiremos protegendo a nossa soberania geológica sem ‘viralatice’ e seguiremos protegendo a nossa democracia contra a interferência internacional indevida”, afirmou.
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Brasil vai usar a Lei da Reciprocidade Econômica?
Na madrugada da última quinta (16), logo após a gestão de Donald Trump confirmar a taxa, o Palácio do Planalto divulgou uma nota em que afirmou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica.
🔎 A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil.
Até o momento, porém, o governo ainda não anunciou respostas concretas com base na legislação.
Para especialistas ouvidos pelo g1, a reação do governo brasileiro não deve, de fato, vir tão cedo. A avaliação é que a gestão Lula deve manter um tom político duro, mas preservar o diálogo técnico e adotar cautela nas ações práticas — inclusive em um eventual uso da Lei da Reciprocidade.
Uma das preocupações é com uma eventual escalada nas tensões com a gestão de Donald Trump — que pode se irritar com a reação brasileira e responder com novas tarifas.
➡️ Foi o que ocorreu na disputa entre China e EUA, quando a guerra comercial levou as tarifas a níveis superiores a 100% e praticamente paralisou o comércio entre os dois países.
Há, também, o fator eleitoral. Na avaliação de assessores presidenciais, uma retaliação ao governo americano, como a aplicação da reciprocidade, é justamente o que Trump e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro desejam. Assim, poderiam argumentar que Lula coloca seus planos eleitorais acima dos interesses das empresas brasileiras.
Além disso, os próprios setores afetados pelo tarifaço se posicionaram contra medidas de reciprocidade. Em reuniões com o governo nesta terça-feira (21), empresários do segmento de máquinas defenderam que a resposta seja feita pela via diplomática e empresarial.
Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Lula
Montagem – Arte/g1
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Quais podem ser as respostas do Brasil?
Para especialistas, a via diplomática ou o uso cauteloso da Lei da Reciprocidade Econômica, sem uma escalada das tensões, seguem como os principais caminhos para o governo.
Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, aponta três caminhos possíveis para o Brasil lidar com o tarifaço, diante das acusações feitas por Washington contra o país.
Negociação técnica, item por item. Segundo ele, o etanol está entre os temas com espaço para acordo, enquanto o PIX, considerado inegociável pelo governo, não deve consumir esforço de negociação. “Focar e separar o que é negociável do que não é já é meio caminho.”
Usar a reciprocidade como instrumento de pressão, mantendo a estratégia viva e ativa, mas sem uma data definida. “Ela existe para dar peso ao primeiro caminho. Não para substituí-lo.”
A terceira seria atuar na chamada “segunda mesa”: pressionar, nos EUA, quem pode influenciar a decisão, como empresas americanas, o Congresso e governos locais. “A tarifa é uma decisão do Executivo, mas o impacto é distribuído — e quem sente a dor pressiona seus representantes.”
Enquanto isso, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, avalia que a Lei da Reciprocidade, se aplicada na medida certa, também pode funcionar como instrumento de pressão nas negociações com os EUA.
“As negociações serão longas. O Brasil tem que procurar fazer outros acordos internacionais, diversificar exportações e, ao mesmo tempo, continuar negociando com os EUA. Se for o caso, aplicar a Lei da Reciprocidade para criar uma pressão”, diz.
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Quais medidas o governo brasileiro anunciou até agora?
O governo federal deve fechar nos próximos dias uma série de ações para conter os efeitos econômicos do novo tarifaço e da alta dos preços dos fertilizantes, insumos essenciais para o agronegócio e afetados pela guerra no Oriente Médio.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ao blog da Ana Flor que as iniciativas nas duas frentes buscam reduzir os impactos no Brasil de medidas externas.
Uma delas prevê a abertura de uma linha de crédito para empresas misturadoras, responsáveis pela combinação de insumos que resulta nos fertilizantes.
A outra envolve investimentos como complemento ao Plano Brasil Soberano, ainda sem detalhes definidos.
Nesse caso, o governo avalia oferecer crédito a empresas atingidas pelo tarifaço, com exigência de manutenção de postos de trabalho.
🔎 O Plano Brasil Soberano é um programa do governo que oferece linhas de crédito e outras formas de apoio a empresas afetadas por crises externas, como o tarifaço. Criado no ano passado por meio de medida provisória, o programa tem três eixos: fortalecimento do setor produtivo, proteção aos trabalhadores e diplomacia comercial.
Paralelamente, a ApexBrasil, autarquia ligada ao governo federal, prepara um programa de diversificação de mercados para apoiar setores afetados pelas novas tarifas e aproveitar oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia.
O plano, previsto para o início de agosto, terá investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado.
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Tarifas podem aumentar ainda mais?
Há essa possibilidade. O governo brasileiro reconhece que os EUA devem aplicar uma sobretaxa adicional de 12,5% por supostas falhas na fiscalização de importações produzidas com trabalho forçado.
A principal dúvida é se essa nova tarifa será acumulada aos 25% que entram em vigor nesta quarta-feira (22). Caso seja cumulativa, os produtos brasileiros poderiam enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.
A possível nova tarifa também é resultado de uma investigação do USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio, que concluiu que a União Europeia e outros 59 países, incluindo o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
A confirmação da nova tarifa pode sair na sexta-feira (24). Em entrevista à CNBC, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou nesta terça-feira que as medidas serão anunciadas “em breve”.
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A importância da transparência na fé cristã: um chamado à autenticidade

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A autenticidade na vida cristã é um chamado urgente para todos os crentes. Em um mundo repleto de máscaras e aparências, a transparência entre palavras e ações se torna essencial para fortalecer a fé e os relacionamentos dentro da comunidade cristã.

O que significa viver sem máscaras?

Viver sem máscaras implica em ser verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Isso significa que, como cristãos, devemos alinhar nossas ações com nossas crenças. A Bíblia nos ensina que a verdade deve ser a base de nossas interações. Em João 8:32, lemos: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” A liberdade que encontramos em Cristo nos convida a nos despir das falsas aparências e a sermos genuínos.

A força da fé verdadeira

Quando nos apresentamos de forma autêntica, não apenas fortalecemos nossos relacionamentos, mas também inspiramos confiança. A fé verdadeira se reflete em ações que demonstram amor, compaixão e integridade. Em um mundo onde muitos se sentem perdidos e desamparados, a autenticidade cristã pode ser um farol de esperança.

O que aconteceu na comunidade cristã?

Recentemente, a discussão sobre a importância da autenticidade na fé cristã ganhou destaque em várias comunidades. Líderes e pastores têm enfatizado a necessidade de viver sem máscaras, promovendo um ambiente onde todos se sintam seguros para compartilhar suas lutas e vitórias. Essa abordagem não apenas fortalece a igreja local, mas também encoraja a evangelização, pois os não-crentes são atraídos pela sinceridade dos crentes.

Além disso, a prática da transparência pode ajudar a combater a hipocrisia, que muitas vezes é um obstáculo para a fé. Quando os cristãos se mostram vulneráveis, eles se tornam mais acessíveis e podem ajudar outros a encontrar a verdade em Cristo.

Reações e reflexões sobre a autenticidade

A resposta da comunidade cristã a esse chamado à autenticidade tem sido positiva. Muitos têm compartilhado testemunhos sobre como a transparência em suas vidas trouxe cura e restauração. Como um líder cristão mencionou: “Quando somos honestos sobre nossas lutas, mostramos que todos nós precisamos da graça de Deus. Isso é o que nos une como corpo de Cristo.”

“Quando somos honestos sobre nossas lutas, mostramos que todos nós precisamos da graça de Deus.”

— Líder cristão

O que esperar no futuro?

À medida que mais cristãos se comprometem a viver de forma autêntica, podemos esperar um fortalecimento das comunidades de fé. A transparência não apenas atrai pessoas para a igreja, mas também promove um ambiente de amor e aceitação. Isso é fundamental para a missão da igreja, que é anunciar o Evangelho e fazer discípulos.

Além disso, a autenticidade pode abrir portas para diálogos significativos com aqueles que estão fora da fé. Ao ver a sinceridade dos cristãos, muitos podem se sentir motivados a explorar a fé cristã e a buscar um relacionamento com Deus.



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Câmara diz ao STFque não há irregularidades em indicações de emendas

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A Câmara dos Deputados informou nesta segunda-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não há irregularidades nas indicações de emendas parlamentares.

A manifestação foi enviada ao ministro Flávio Dino, relator do processo que trata da transparência na distribuição de emendas no Congresso.

A Advocacia da Câmara sustentou que a tramitação interna das emendas segue o rito regimental. A Casa anexou atas de bancada e de comissão para comprovar que as indicações feitas pelos deputados foram “regulamente deliberadas e aprovadas”.

Polícia Federal

Ontem, Flávio Dino enviou à Polícia Federal (PF) as explicações recebidas de presidentes de partidos sobre a influência dos políticos na indicação de emendas parlamentares.

Na semana passada, Dino determinou que 21 siglas enviem ao Supremo explicações sobre a gestão das emendas.

A medida foi determinada após o ministro bloquear R$ 119 milhões em bens que estão em nome do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A decisão foi um desdobramento da Operação Transparência, na qual a PF investiga desvios de emendas.

Na decisão, Dino apontou a suspeita de que Valdemar pode ter feito indicações irregulares de emendas mesmo sem mandato. Valdemar é ex-deputado federal pelo estado de São Paulo.

Em resposta ao ministro, Valdemar disse que não tem cotas em emendas e não faz indicações formais de emendas



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Tarifaço: por que o Brasil evita uma retaliação imediata — e como pode responder aos EUA

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Ordem de Lula é evitar reação que dê munição a Trump e Flávio Bolsonaro na crise das tarifas
A tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país entra em vigor nesta quarta-feira (22) sem que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha, até agora, adotado uma retaliação prática à medida.
Após a gestão de Donald Trump confirmar a taxa, o Palácio do Planalto chegou a divulgar uma nota em que classificou a decisão americana como um “marco lastimável” e afirmou que iniciaria os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade Econômica.
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🔎 A lei, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Lula em 2025, permite que o governo brasileiro adote medidas de retaliação contra países ou blocos econômicos que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas ao Brasil. (leia mais abaixo)
Até o momento, porém, o governo ainda não anunciou respostas concretas com base na legislação. Em entrevista coletiva na semana passada, o vice-presidente Geraldo Alckmin adotou um tom de defesa da soberania, mas se limitou a dizer que a lei será aplicada “no momento adequado”.
A falta de uma reação mais enérgica, ao menos até agora, segue uma orientação do próprio presidente Lula. Conforme mostrou o blog do Valdo Cruz, a estratégia é tentar ampliar a lista de produtos brasileiros isentos da nova tarifa e manter as negociações sem radicalismo.
➡️ A nova tarifa deixa de fora uma extensa lista de produtos, incluindo petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de etanol, máquinas agrícolas e papel serão afetados pela medida. (veja a lista completa)
Na avaliação de assessores presidenciais, uma retaliação ao governo americano, como a aplicação da reciprocidade, é justamente o que Trump e o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro desejam. Assim, poderiam argumentar que Lula coloca seus planos eleitorais acima dos interesses das empresas brasileiras.
Além disso, os próprios setores afetados pelo tarifaço se posicionaram contra medidas de reciprocidade. Em reuniões com o governo nesta terça-feira (21), empresários do segmento de máquinas defenderam que a resposta seja buscada pela via diplomática e empresarial.
Processo longo
Para especialistas ouvidos pelo g1, a reação do governo brasileiro não deve, de fato, vir tão cedo. A avaliação é que a gestão Lula deve manter um tom político duro, mas preservar o diálogo técnico e adotar cautela nas ações práticas — inclusive em um eventual uso da Lei da Reciprocidade.
Isso porque uma reação precipitada pode trazer riscos que vão além do fator político. O eventual uso da lei, além de exigir amplas análises sobre os impactos para o mercado brasileiro, passa por um processo longo, que inclui uma série de novas discussões.
“A lei prevê várias fases. Primeiro, o caso passa pela Câmara de Comércio Exterior. Depois, por consulta pública. Envolve ainda consultas com o próprio governo dos EUA. Então, não é algo imediato”, explica Welber Barral, ex-secretário do Comércio Exterior.
Exportações brasileiras para os EUA desabam com o tarifaço, mas vendas para outros países compensam
Jornal Nacional/ Reprodução
Quais são os riscos do uso da Lei da Reciprocidade?
Um dos principais receios é o impacto sobre os preços para os consumidores brasileiros. A lógica é simples: caso o governo opte por sobretaxar produtos americanos, o Brasil também encareceria parte de suas importações.
Esse aumento de custos tende a ser repassado aos consumidores finais, criando um efeito duplo negativo para o país, explica o especialista em comércio exterior Jackson Campos.
“O Brasil perderia duas vezes. Primeiro, com as taxas já aplicadas sobre as exportações para os EUA. Depois, quando um eventual imposto de importação é repassado ao consumidor brasileiro”, afirma.
Por isso, o governo trata qualquer reação com cautela. Além da aplicação de tarifas, a Lei da Reciprocidade prevê outros instrumentos de resposta aos EUA — e que seguem em análise.
Especialistas ouvidos pelo g1 apontam os principais:
Patentes: o Brasil poderia suspender parte das regras internacionais de propriedade intelectual, afetando a proteção de patentes de empresas do país alvo da medida.
Serviços: poderia impor tarifas, sobretaxas ou outras restrições sobre serviços prestados por empresas do país alvo.
Investimentos: poderia suspender benefícios, incentivos ou facilidades concedidos a investimentos de empresas do país alvo.
Acordos comerciais: poderia suspender benefícios e concessões previstos em acordos comerciais firmados com o país alvo.
“A lei exige que as medidas tenham contrapartidas e sejam, dentro do possível, proporcionais ao dano sofrido por quem causou esse dano. Além disso, é preciso tentar minimizar os efeitos sobre a economia brasileira”, afirma Jackson Campos.
Enquanto isso, há outro ponto de cuidado no radar do governo brasileiro: a preocupação com uma eventual escalada nas tensões com a gestão de Donald Trump — que pode se irritar com a reação brasileira e responder com novas tarifas.
➡️ Foi o que ocorreu na disputa entre China e EUA, quando a guerra comercial levou as tarifas a níveis superiores a 100% e praticamente paralisou o comércio entre os dois países.
“O próprio documento final emitido pelo governo americano afirma que, se o Brasil aumentar as tarifas em retaliação, Washington pode entender que os 25% não são suficientes e elevar ainda mais a taxa”, lembra Campos.
Quais são, então, as saídas para o Brasil?
Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, acredita que o principal risco de uma resposta aos EUA é “o Brasil retaliar e se machucar sozinho”.
Ele lembra que a “munição” brasileira é limitada, já que boa parte do que o país importa dos americanos são insumos, máquinas e peças que entram na cadeia produtiva nacional.
“Se você taxa esses produtos, quem paga não é o americano, é o produtor rural de Mato Grosso que precisa da peça do trator. Uma retaliação mal calibrada seria um gol contra com narração épica”, diz.
🔎 Na investigação comercial que resultou na aplicação da tarifa de 25%, o governo Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.
🔎 As justificativas foram fortemente contestadas pelo governo brasileiro, que vê na medida uma tentativa de interferência em políticas internas do país, ao incluir temas considerados inegociáveis, como o PIX. A avaliação em Brasília é de que a tarifa tem motivação política, e não apenas comercial.
Nesse cenário, Aragão aponta três caminhos possíveis para o Brasil lidar com o tarifaço, diante das acusações feitas por Washington contra o país.
Negociação técnica, item por item. Segundo ele, o etanol está entre os temas com espaço para acordo, enquanto o PIX, considerado inegociável pelo governo, não deve consumir esforço de negociação. “Focar e separar o que é negociável do que não é já é meio caminho.”
Usar a reciprocidade como instrumento de pressão, mantendo a estratégia viva e ativa, mas sem uma data definida. “Ela existe para dar peso ao primeiro caminho. Não para substituí-lo.”
A terceira seria atuar na chamada “segunda mesa”: pressionar, nos EUA, quem pode influenciar a decisão, como empresas americanas, o Congresso e governos locais. “A tarifa é uma decisão do Executivo, mas o impacto é distribuído — e quem sente a dor pressiona seus representantes.”
Enquanto isso, Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior, avalia que a Lei da Reciprocidade, se aplicada na medida certa, também pode funcionar como instrumento de pressão nas negociações com os EUA.
“As negociações serão longas. O Brasil tem que procurar fazer outros acordos internacionais, diversificar exportações e, ao mesmo tempo, continuar negociando com os EUA. Se for o caso, aplicar a Lei da Reciprocidade para criar uma pressão”, diz.
🔎 A ApexBrasil, autarquia ligada ao governo federal, já prepara um programa de diversificação de mercados para apoiar setores afetados pelas novas tarifas e aproveitar oportunidades do acordo entre Mercosul e União Europeia. O plano, previsto para o início de agosto, terá investimento de R$ 130 milhões e será desenvolvido em parceria com o setor privado.
O governo também informou ao blog da Ana Flor que prepara linhas de crédito para empresas afetadas, condicionadas à manutenção de empregos, além de ações para apoiar a abertura de novos mercados.
Lula e Trump
Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters
Fator eleições
A proximidade das eleições no Brasil e nos EUA também influencia a movimentação dos dois governos. Por aqui, brasileiros vão às urnas para escolher o novo presidente, governadores, deputados e senadores. Por lá, as eleições de meio de mandato vão renovar a Câmara e parte do Senado.
Com isso, a avaliação dos especialistas é de que as negociações devem se prolongar, sem uma resposta concreta no curto prazo. Também pesa nessa avaliação o fato de que, embora negativas, as tarifas atingem setores específicos e não ameaçam a estabilidade econômica do Brasil.
“O governo brasileiro deve deixar isso um pouco de molho. Sabendo dos riscos de impacto nos preços, aplicar a Lei da Reciprocidade pode ser um tiro no pé a três meses da eleição”, avalia Jackson Campos.
“Acredito que o discurso será de defesa da soberania, mas sem uma ação efetiva.”
Enquanto isso, o grupo político do presidente Lula acompanha os possíveis impactos eleitorais do tarifaço sobre Flávio Bolsonaro, em meio ao envolvimento do pré-candidato do PL nas discussões sobre a medida.
Pesquisa Quaest divulgada na última semana mostrou que a maioria dos brasileiros atribui a Flávio a responsabilidade da decisão dos EUA. Conforme informou o blog do Valdo Cruz, aliados do senador admitem prejuízos para a campanha após a medida do governo Trump.
Thiago de Aragão, CEO da Arko Internacional, ressalta que, diante do cenário, os avanços não vão depender necessariamente de vontade política, mas de calendário. A avaliação é que, de olho nas eleições, haverá uma escalada nos discursos, mas com cautela na prática.
“Muito barulho, nota forte, discurso e, ao mesmo tempo, técnico conversando com técnico às sete da manhã sobre lista de exceções. E as exceções, por sinal, são o termômetro. Se começarem a pipocar isenções setoriais, é sinal de que a coisa está sendo resolvida por baixo, mesmo com o barulho por cima”, diz.
“A janela real de acordo eu vejo depois de outubro. Antes disso, o que dá para fazer é evitar dano permanente e manter os canais vivos — o que é, convenhamos, bem menos empolgante do que uma guerra comercial, mas bem mais útil”, conclui.



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Kathie Lee Gifford compartilha encontros espirituais que moldaram sua fé

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A personalidade da mídia Kathie Lee Gifford abriu seu coração sobre experiências espirituais que marcaram sua jornada de fé. Em uma recente entrevista, ela compartilhou sobre um encontro transformador com Jesus quando era criança e suas crenças sobre manifestações demoníacas que ocorreram em sua vida.

Contexto da jornada espiritual de Kathie Lee

Kathie Lee Gifford, conhecida por sua longa carreira na televisão e por seu trabalho como cantora e compositora, sempre teve uma relação profunda com a espiritualidade. Desde a infância, ela foi influenciada por sua fé cristã, que se tornou um pilar em sua vida. Gifford frequentemente fala sobre como sua conexão com Deus a ajudou a enfrentar desafios e a encontrar propósito em sua vida.

O encontro com Jesus

Um dos momentos mais marcantes que Gifford recorda foi um encontro com Jesus que teve quando era apenas uma criança. Ela descreveu essa experiência como um momento de profunda paz e revelação, que a deixou com uma sensação duradoura de amor e proteção divina. “Foi como se eu estivesse envolta em uma luz e soubesse que tudo ficaria bem”, compartilhou Gifford, ressaltando a importância desse momento em sua vida espiritual.

Encontros com o sobrenatural

Além de seu encontro com Jesus, Gifford também falou sobre experiências que ela acredita serem manifestações demoníacas. Essas situações a levaram a um entendimento mais profundo sobre a luta espiritual que muitos cristãos enfrentam. Ela enfatizou a necessidade de estar sempre alerta e de buscar a proteção divina em meio a essas experiências. “Acredito que existem forças que querem nos desviar do caminho de Deus, mas a fé é nossa armadura”, afirmou.

Reações e reflexões sobre a fé

A abertura de Gifford sobre suas experiências espirituais gerou reações diversas entre seus seguidores e a comunidade cristã. Muitos expressaram gratidão por sua coragem em compartilhar momentos tão pessoais e desafiadores. A fé e a vulnerabilidade que ela demonstra ressoam com muitos que também enfrentam suas próprias batalhas espirituais.

O que esperar do futuro

Com sua trajetória marcada por fé e superação, Kathie Lee Gifford continua a inspirar muitos ao redor do mundo. Espera-se que ela continue a compartilhar suas experiências e a encorajar outros a aprofundarem sua relação com Deus. Sua história é um testemunho de que, mesmo em meio a dificuldades, a fé pode ser uma fonte de força e esperança.



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