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Câmara pode votar projeto de regulamentação da reforma tributária nesta terça-feira

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (17) um dos projetos que regulamenta a reforma tributária. Trata-se do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24, do Poder Executivo, que especifica reduções de alíquotas para diversos setores. Em sessão do Plenário marcada para as 13h55, os deputados vão analisar as mudanças feitas pelo Senado no texto.

O relator do projeto, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentou nesta segunda-feira (16) parecer favorável à maior parte das mudanças propostas pelos senadores. “Todas as mudanças que não acatamos caminham no sentido de manter a alíquota geral de referência em 26,5%. Optamos, por exemplo, por restabelecer a incidência do Imposto Seletivo sobre bebidas açucaradas, que tem um impacto de 0,07% na alíquota geral”, exemplificou Lopes.

O projeto contém detalhes sobre cada regime de tributação favorecida com redução ou isenção de incidência, a devolução de tributos para consumidores de baixa renda (cashback), a compra internacional pela internet e a vinculação dos mecanismos de pagamento com sistema de arrecadação.

Alterações
Reginaldo Lopes explicou brevemente 34 rejeições de trechos propostas pelos senadores e/ou restabelecimento dos trechos aprovados anteriormente pela Câmara. Confira alguns:

  • volta da substituição tributária pela qual uma empresa paga o imposto em nome de outra;
  • retorno da lista de medicamentos que contarão com tributação menor;
  • manutenção da alíquota de 8,5% para Sociedades Anônimas de Futebol (SAF);
  • manutenção do Imposto Seletivo para bebidas açucaradas;
  • serviços veterinários e planos de saúde animal continuarão com redução de 30%.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei complementar

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

FONTE : MatoGrossoNews

Cuiabá dispensa mais quatro atletas do elenco

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DO REPÓRTERMT

O Cuiabá confimou, nesta segunda (16), a saída de quatro atletas da equipe. Ramon, Lucas Fernandes e Gustavo Sauer estavam emprestados ao clube e deixam de fazer parte do elenco. O volante Filipe Augusto, por sua vez, não teve seu contrato renovado.

O Dourado já havia feito a dispensa de Lucas, Filipe e Gustavo antes mesmo do fim do campeonato. Já Ramon atuou com o clube até a 37º rodada do Brasileiro, na derrota por 1×0 diante do Fluminense.

Ramon, Lucas e Gustavo chegaram ao Cuiabá nesta temporada, mas apenas Ramon foi titular absoluto da equipe. O lateral atuou em 30 das 38 partidas deste Brasileirão. Lucas fez em 21 partidas e marcou um gol. Já Gustavo Sauer participou de 11 jogos com a camisa do Cuiabá.

Filipe Augusto chegou ao Cuiabá em 2023, e sofreu com as lesões nesta temporada, o volante atuou em 19 partidas no Brasileiro. 

O Cuiabá se reapresenta no dia 06 de janeiro, pensando no duelo do dia 12 diante do Operário Várzea-grandense.

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FONTE : ReporterMT

Cientistas estão intrigados com série de recordes de temperatura

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O planeta vem se tornando mais quente há décadas, mas um aumento súbito e extraordinário nas temperaturas levou o clima a um território desconhecido, e os cientistas ainda tentam entender o motivo.

Nos últimos dois anos, os recordes de temperatura foram repetidamente quebrados por uma série tão persistente e desconcertante que colocou à prova as melhores previsões científicas disponíveis sobre como o clima funciona.

Os cientistas concordam que a queima de combustíveis fósseis foi o principal motor do aquecimento global a longo prazo e que a variabilidade climática natural pode influenciar nas temperaturas de um ano para o outro.

No entanto, o aumento do calor foi excepcional, e o debate sobre suas causas mal começou.

Alguns especialistas apontam que há menos nuvens em baixa altitude, o que permite maior passagem de raios solares.

Outros atribuem a uma diminuição da poluição do ar, que também reflete os raios solares e, por fim, a uma menor absorção de CO2 no nível das florestas e dos oceanos.

Serão necessários mais um ou dois anos para ter uma ideia mais clara do que está acontecendo.

“O aquecimento de 2023 ficou muito acima de qualquer outro ano, e 2024 será igual“, disse Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, em novembro. “Gostaria de saber o porquê, mas não sei”, acrescentou.

Território desconhecido

Quando são queimados, os combustíveis fósseis emitem gases de efeito estufa como o dióxido de carbono, que prendem o calor perto da superfície da Terra.

À medida que as emissões de combustíveis fósseis aumentaram, até alcançar um nível recorde em 2023, a temperatura média da superfície do mar e do ar subiram, em uma tendência de aquecimento consistente durante décadas.

Mas em uma onda sem precedentes, de junho de 2023 a setembro de 2024, as temperaturas globais alcançaram níveis nunca vistos, segundo a OMM (Organização Meteorológica Mundial).

O calor foi tão extremo que fez com que 2023 e 2024 fossem os anos mais quentes da história.

“O recorde do calor global dos últimos dois anos levou o planeta a um território desconhecido”, disse Richard Allan, climatologista da Universidade de Reading, Reino Unido, à AFP.

O que aconteceu ficou “no limite do que poderíamos esperar com base nos modelos climáticos existentes”, disse à AFP Sonia Seneviratne, climatologista da ETH Zurich.

Difícil de explicar

Para os cientistas, há fenômenos climáticos habituais que podem ajudar a explicar o que aconteceu.

O ano de 2023 foi precedido por um raro fenômeno do La Niña de três anos, que teve um forte efeito de resfriamento no planeta ao empurrar o excesso de calor para as profundidas do oceano.

Essa energia foi liberada de volta para a superfície quando fenômeno oposto, o El Niño, começou a acontecer em meados de 2023, aumentando de uma só vez a média da temperatura mundial.

No entanto, o calor persistiu mesmo depois de o El Niño alcançar seu ponto máximo em janeiro.

As temperaturas não baixaram tão rápido quanto subiram, e novembro ainda foi o segundo mês mais quente já registrado.

“É difícil explicar isso neste momento”, disse Robert Vautard, membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU. “Nos falta um pouco de perspectiva.”

“Se as temperaturas não baixarem mais bruscamente em 2025, realmente teremos que nos perguntar sobre a causa”, disse à AFP.

Incerteza

Os cientistas estão procurando pistas em outros lugares.

Uma teoria sugere que uma mudança global para combustíveis marítimos mais limpos em 2020 acelerou o aquecimento ao reduzir as emissões de enxofre, que fazem com que as nuvens reflitam mais luz solar.

Em dezembro, outro estudo examinou se a redução das nuvens baixas havia permitido que mais calor chegasse à superfície da Terra.

Na conferência da União Geofísica Americana neste mês, Schmidt reuniu cientistas para explorar essas e outras teorias, inclusive se os ciclos solares ou a atividade vulcânica oferecem pistas.

Existe a preocupação de que, sem um quadro mais completo, os cientistas possam estar perdendo mudanças ainda mais profundas e transformadoras no clima.

“Não podemos descartar que outros fatores também tenham ampliado ainda mais as temperaturas… O veredicto ainda não foi dado”, disse Seneviratne.

Este ano, os cientistas alertaram que os sumidouros de carbono da Terra, como florestas e oceanos que absorvem CO2 da atmosfera, sofreriam um “enfraquecimento sem precedentes” em 2023.

noticia por : UOL

TikTok recorre à Suprema Corte dos EUA para evitar banimento no país

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Chinesa ByteDance tem até 19 de janeiro para vender o controle do aplicativo, sob risco de ser banido dos EUA. Ícone do aplicativo TikTok.
AP Photo/Kiichiro Sato
O TikTok abriu nesta segunda-feira (16) uma ação junto à Suprema Corte dos Estados Unidos para suspender temporariamente a lei que poderá fazer a rede social deixar de funcionar no país.
A norma aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente americano Joe Biden em abril obriga a ByteDance, dona do TikTok, a vender o controle de suas operações nos EUA até 19 de janeiro para que a plataforma não seja banida no país.
O TikTok e a ByteDance fizeram um pedido em caráter de emergência à Suprema Corte. Ao mesmo tempo, tentam recorrer da decisão de um tribunal de instância inferior, no Distrito de Colúmbia, que manteve a lei há poucos dias.
As empresas pediram uma decisão sobre seu pedido até 6 de janeiro. A ideia é que, caso a lei seja mantida, seja possível realizar a “tarefa complexa de encerrar o TikTok” nos EUA e coordenar essa medida junto aos provedores de serviços até 19 de janeiro.
“Se americanos, devidamente informados sobre os supostos riscos de manipulação ‘secreta’ de conteúdo, optarem por continuar visualizando o conteúdo no TikTok, a Primeira Emenda [da Constituição dos EUA] os autoriza a fazer essa escolha, livres da censura do governo”, diz a ação na Suprema Corte.
“Se a decisão do Distrito de Colúmbia for mantida, o Congresso terá liberdade para proibir qualquer americano de falar ao identificar algum risco de que o discurso seja influenciado por uma entidade estrangeira”, continua o documento.
Segundo a ByteDance, fechar o TikTok nos EUA por apenas um mês faria o aplicativo perder cerca de um terço dos usuários no país, além de prejudicar sua capacidade de atrair anunciantes e recrutar criadores de conteúdo e funcionários talentosos.
O Departamento de Justiça dos EUA diz que, como uma empresa chinesa, o TikTok é “uma ameaça à segurança nacional de imensa profundidade e escala” por conta do seu acesso à grande quantidade de dados de usuários americanos.
Em 6 de dezembro, o Tribunal de Apelações dos EUA do Distrito de Colúmbia rejeitou os argumentos do TikTok de que a lei que força a venda do aplicativo viola as proteções à liberdade de expressão previstas na Primeira Emenda da Constituição americana.
O TikTok, que tem 170 milhões de usuários nos EUA, diz que não é uma ameaça à segurança nacional americana. E alega que é preciso adiar a lei para que sua legalidade possa ser analisada pela Suprema Corte e pelo novo governo do presidente eleito Donald Trump.
Por que o TikTok pode ser banido dos Estados Unidos?
O que diz Trump
Em seu primeiro mandato, encerrado em 2021, Donald Trump tentou sem sucesso proibir a rede social nos Estados Unidos. Agora, durante a corrida presidencial de 2024, o republicano disse que vai tentar salvar o TikTok.
“Tenho um lugar especial no coração para o TikTok, porque ganhei a juventude por 34 pontos, e há quem diga que o TikTok tem algo a ver com isso”, disse Trump nesta segunda-feira (16), quando foi questionado sobre o que faria para impedir a proibição da plataforma (veja no vídeo abaixo).
Também nesta segunda, Trump se reuniu com o presidente-executivo do TikTOk, Shou Zi Chew, na Flórida, informou à Reuters uma fonte em condição de anonimato. A plataforma não respondeu ao pedido da agência por um comentário sobre a reunião.
Trump toma posse em 20 de janeiro, um dia após o fim do prazo definido para a ByteDance vender a plataforma no país.
Em seu processo, a ByteDance criticou a possibilidade de “uma das plataformas de discurso mais populares dos EUA” ser fechada um dia antes de uma posse presidencial.
Um grupo de usuários entrou com uma ação parecida na Justiça para tentar barrar a exigência de venda do TikTok nos EUA.
 Trump: o TikTok tem lugar especial no meu coração
O que diz o TikTok
O TikTok diz que não compartilhou nem compartilha dados de usuários dos EUA e acusa legisladores americanos de promover especulações contra a empresa. A disputa ocorre em meio a crescentes tensões comerciais entre a China e os Estados Unidos, as maiores economias do mundo.
“Nós estamos pedindo ao tribunal que faça o que tradicionalmente faz em casos de liberdade de expressão: aplique o escrutínio mais rigoroso para a proibições de expressão e conclua que isso viola a Primeira Emenda”, afirmou o porta-voz do TikTok, Michael Hughes.
O que diz a Justiça dos EUA
O Tribunal de Colúmbia afirmou que a Primeira Emenda existe para proteger a liberdade de expressão. “Aqui, o governo agiu somente para proteger essa liberdade de uma nação adversária estrangeira e para limitar a capacidade desse adversário de coletar dados sobre pessoas nos EUA”, disse o órgão.
A lei assinada por Biden proibiria serviços como lojas de aplicativos da Apple e do Google de oferecer o TikTok e outros aplicativos chineses, impedindo seu uso contínuo nos EUA, a menos que a ByteDance se desfaça da plataforma até o prazo final.
source
Fonte: G1

Igreja Deus é Amor é denunciada por racismo após a proibição de “penteado afro”

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A Igreja Deus é Amor (pentecostal) foi alvo de uma denúncia perante o Ministério Público de São Paulo, após a denominação ter feito a divulgação de um comunicado polêmico sobre as suas doutrinas, incluindo em seu escopo a proibição de “penteado afro”.

A denúncia foi apresentada pelo Movimento Negro Evangélico (MNE), que acusa a denominação de discriminação por meio do uso distorcido das Escrituras sagradas. “Não podemos mais tolerar que a Bíblia seja utilizada para reproduzir uma violência tão grave como o racismo”, diz o grupo.

Conforme o GospelMais já havia noticiado, a igreja Deus é Amor estabeleceu uma série de exigências para seus membros, como a proibição de “roupas justas, curtas, sensuais, transparentes, rachadas ou decotadas” para mulheres, bem como o uso de “maquiagens, pintura nos olhos, cílios postiços, sobrancelhas de henna e pintura nas unhas”.

Foi, contudo, uma diretriz imposta aos homens que causou polêmica, sendo ela o alvo da denúncia. Trata=se da proibição de “usar penteado afro e calças coladas ao corpo” para os homens.

“Os membros que não cumprirem essas diretrizes ficarão fora de comunhão, sendo impedidos de participar de eventos ou qualquer atividade da igreja, até que corrijam o mal testemunho”, disse a igreja.

Retratação

Após a denúncia ao Ministério Público, contudo, a Igreja Deus é Amor emitiu um novo comunicado, dessa vez se retratando pelo ocorrido. A denominação disse não tolerar discriminação, dando a entender, também, que a divulgação do referido comunicado teria sido feita de forma não autorizada.

“A Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA) repudia todo e qualquer ato de discriminação”, diz o novo posicionamento da igreja, segundo informações do jornal Folha de S. Paulo.

“O referido comunicado não representa os valores cristãos defendidos pela igreja, que apura as circunstâncias de sua divulgação.A IPDA continua de braços abertos para acolher a todas as pessoas, como faz há mais de 60 anos”, completa a nota.

FONTE : Gospel Mais

Aos 80 anos, veganismo enfrenta polarização entre direita e esquerda

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O veganismo, um dos movimentos mais controversos da atualidade, completou 80 anos em 2024 com cerca de 79 milhões de adeptos no mundo. Se, por um lado, seu crescimento é expressivo, por outro, a ideologia enfrenta a polarização entre veganos de direita e de esquerda.

Embora tenha surgido sob a bandeira do amor, o movimento veganista foi marcado por conflitos internos desde sua criação, em plena Segunda Guerra Mundial. Naquele período, seu fundador, o marceneiro Donald Watson, foi praticamente expulso da Sociedade Vegana devido à sua postura pacífica no ativismo, em contraste com membros defensores de uma postura mais bélica.

As divergências entre veganos atravessou décadas e continentes. No Brasil, onde a estimativa é de sete milhões de adeptos, as tensões aumentaram durante a campanha presidencial de 2018, com perseguições, difamações e boicotes.

Ataques e depressão

Um dos casos mais emblemáticos foi o da NoMoo, uma das primeiras marcas de queijos vegetais do país, fundada pelos cariocas Marcelo Doim e Nathália Pires. Segundo o casal, as agressões surgiram após uma influenciadora divulgar que o empresário apoiava, em seu perfil pessoal, o então candidato Jair Bolsonaro (PL), à época filiado ao PSL. 

“Horas depois, o Instagram da NoMoo começou a ser atacado”, relembra Marcelo. “Diziam coisas horríveis sobre nós e frases do tipo: ‘Como pode uma empresa vegana apoiar o coiso?’.  Lembro de um sujeito confessar: ‘Agora tenho um bom motivo para parar de roubar o queijo no supermercado’.”

Marcelo revelou que influenciadores renomados chegaram a ligar para os restaurantes clientes, em uma ação coordenada de boicote aos seus queijos.

“Foi um verdadeiro terrorismo”, afirmou. “A ex-BBB Hanna também fez lives incitando os ataques à NoMoo, e hoje ela voltou a comer carne.”

O casal diz ter entrado em depressão. Nathália estava no final de uma gravidez de risco, seu bebê não havia desenvolvido o ventrículo direito do coração, e a antecipação do parto colocaria a criança em risco. Apesar da pressão emocional, ela deu à luz no tempo certo. Lucas faleceu oito meses depois, nos braços do pai.

“Era eu quem respondia pela empresa nas redes sociais e dizia a eles para parar com os ataques, que eu estava com uma gestação delicada”, contou Natália. “Mesmo assim, não houve empatia. Foi bem cruel, sofri muito.”

De acordo com o casal, o apoio veio de pessoas desconhecidas, todas veganas conservadoras, que, ao se identificarem nas redes sociais, se organizaram em grupos no WhatsApp como “Coxinhas de Jaca”, “Veganos da Direita” e “BolsoVegans”.

Os empresários retiraram o termo “vegano” dos rótulos e adotaram “plant-based”. Hoje, 88% de seu público é de pessoas intolerantes à lactose.

Isolamento

Protetora de animais há 40 anos, a paulista Magali Navarro explica que muitos de seus amigos veganos de direita preferem não usar mais o termo para definir sua escolha pessoal, justamente para não serem “confundidos com esquerdistas”.

“A própria comunidade rotulou o veganismo e criou um perfil para ser vegano”, aponta Magali. “Era o único movimento exclusivamente em defesa dos animais e o ser humano conseguiu poluí-lo com essa guerra de esquerda e direita. No fundo, não pensaram nos animais, que são os únicos realmente prejudicados com a polarização.”

A catarinense Sabine Fontana, fundadora do projeto Adote Um Orelhudo, de proteção aos coelhos, é vegana desde 2007 e destaca o isolamento dos adeptos da direita.

“Enquanto os veganos de esquerda afirmam que não podemos ser veganos por sermos de direita, os ‘carnistas’ da direita têm antipatia pelo movimento por ignorar que há muitos conservadores dentro dele”, garante Sabine. “Apanhamos dos dois lados. A direita caiu na manipulação da esquerda no sequestro da causa.”

As celebridades e a ONG

No Brasil, para o grande público, esse estilo de vida é representado por nomes controversos como a apresentadora Xuxa Meneghel, a ativista Luisa Mell e o ator Dado Dolabella. Na carona, outras celebridades fazem ativismo relâmpago, como a funkeira Anitta, cujo veganismo durou apenas um ano.

A principal ONG do setor é a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), onde orbitam essas celebridades e influenciadores, e que, nos últimos anos, demonstra orientação à esquerda.

A reportagem conversou com a socióloga e tradutora Marly Winckler, que fundou a SVB em 2003. Afastada da organização desde 2015, após presidir por 12 anos, a ativista é atualmente presidente da União Vegetariana Internacional.

“Acho um tiro no pé o movimento vegano se posicionar como esquerda ou direita”, afirmou. “Temos que atrair a direita e a esquerda. A organização é neutra, não pode ser partidária. Eu não quero saber qual é a religião, o partido ou a opção sexual da pessoa, quero é atrair ela para o veganismo.”

“O estatuto da SVB que eu criei é sem distinção de qualquer preferência”, acrescentou. “Isso deve ser seguido. Se a população está dividida no Brasil, por que deixar metade dela de fora da minha causa? Isso só prejudica. É matemática! Não quero só 50% da população para o meu lado. Eu quero 80%, 90%, 100%.”

Pautas confundidas

A geopolítica do Oriente Médio também criou outra divisão na comunidade vegana. Em 2015, o ativista norte-americano de origem judia Gary Yourofsky, um dos mais influentes do mundo, foi alvo de ataques ao afirmar que “os palestinos eram o grupo de pessoas mais loucas do planeta”.

Com quase três mil palestras que motivaram milhares de pessoas a abandonar produtos de origem animal, Gary passou de “herói” a “vilão”, sendo acusado de “racista”.

“Israelenses viveriam felizes com os palestinos, mas o inverso não é verdade”, afirmou. “O que você acha que o Hamas faria se tivesse acesso a armas nucleares? Usaria em um segundo e sem misericórdia.”

De acordo com a organização israelense Vegan Friendly, a influência de Gary quintuplicou o número de adeptos e contribuiu para tornar Israel o país mais vegano do mundo, com inúmeros restaurantes à base de plantas, especialmente em Tel-Aviv.

Até o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu contou que ele e sua esposa, Sara, reduziram consideravelmente o consumo de carne devido aos livros e palestras sobre veganismo e direitos dos animais.

No entanto, em 2017, ainda atacado, Gary anunciou sua retirada da cena vegana: “Meu tanque está completamente vazio, então não estarei mais online ou ativo de nenhuma forma”, falou. “Eu disse que os palestinos eram o grupo mais louco do planeta. Não é verdade. A comunidade vegana apologista-pacifista-interseccionalista é, de longe, a mais louca.”

Os veganos entrevistados por esta reportagem foram unânimes em afirmar que um dos maiores prejuízos ao veganismo é a mistura com outras pautas, como racismo, feminismo, LGBTQ+, meio ambiente e conflitos entre nações.

“A política humana [das minorias] não está nem aí para os animais”, destacou a protetora Magali. “Então, por que trazer movimentos humanos para dentro do veganismo, se eles não levam o veganismo para dentro deles?”

O passado se reflete no presente 

O marceneiro e pioneiro Donald Watson era um membro ativo da Sociedade Vegetariana Inglesa (fundada em 1847) quando, em 1944, propôs a criação de um novo termo para identificar aqueles que aplicavam o princípio da empatia a todas as espécies animais, para além da alimentação. 

No ano seguinte, acompanhado de sua esposa Dorothy e mais quatro amigos, ele fundou a Vegan Society (Sociedade Vegana), com sede em sua residência.

Ser vegano significa não consumir carne, ovos, leite, laticínios e mel, além de não usar couro, lã e seda. Eles também evitam produtos de higiene, limpeza e cosméticos testados em animais, assim como práticas culturais e esportivas que envolvam exploração de bichos, como circos e rodeios.

Watson dizia que o racionamento de alimentos, imposto pela guerra, tornava ainda mais difícil a divulgação da filosofia. Em 1943, a tuberculose atingiu 40% das vacas leiteiras da Grã-Bretanha e o ativista usou este fato para reforçar a tese de que uma dieta livre de produtos de origem animal trazia benefícios à saúde ao evitar alimentos contaminados.

Watson adotava uma postura cautelosa em seu ativismo. Por essa razão, quatro anos após fundar a Sociedade, perdeu a presidência para Leslie Cross, um membro que se tornaria seu opositor.

Descrito como “extremista e narcisista”, Cross, que havia aberto uma fábrica de queijos vegetais, era mais agressivo e reivindicava para si a criação do movimento. Ele determinou que aqueles que não fossem combativos deveriam se afastar da Vegan Society e não poderiam ser considerados veganos.

Assim, membros alinhados à postura de Watson deixaram a organização. O fundador só retornou 44 anos depois, em 1988, quando Cross já havia falecido.

Adeus com girassóis

Em entrevista três anos antes de sua morte, Watson relembrou como se tornara vegetariano aos 12 anos, após presenciar seu tio preferido matar um leitão a facadas, ignorando os gritos de desespero dos animais no curral.

“A partir daquele dia, tive que ressignificar as fazendas e os tios”, disse. “Agora entendo que fui um instrumento para iniciar um grande movimento, que não apenas poderia mudar o curso das coisas para a humanidade e para toda a criação, mas também alterar a expectativa do homem de sobreviver por muito mais tempo no planeta.”

Watson faleceu em 16 de novembro de 2005, aos 95 anos. Naquela altura, 250 mil ingleses e 2 milhões de norte-americanos já se identificavam como veganos. Seu caixão foi coberto por girassóis, flor símbolo do veganismo.

noticia por : Gazeta do Povo

Debate sobre Lei Maria da Penha destaca acusações falsas contra homens

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Os relatos sobre situações em que homens teriam sido vítimas de acusações falsas sob a Lei Maria da Penha (Lei 11.340, de 2006) e a controvérsia sobre a aplicação de medidas protetivas marcaram a audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH), nesta segunda-feira (16), que discutiu aperfeiçoamentos na legislação e aumento das penas para denunciação caluniosa. Outros debatedores, porém, manifestaram apoio à lei diante da persistência da violência contra a mulher.

A realização da audiência atende a requerimento (REQ 34/2024 — CDH) do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que registrou a elevada proporção de deferimento de medidas protetivas de urgência para mulheres. Ele lembrou situações em que “supostas vítimas constroem histórias de agressões ditas como sofridas com o intuito de prejudicar o parceiro” no contexto de interesses patrimoniais ou de disputa por guarda de filhos.

‘Não há lei perfeita’

Presidindo a audiência, o senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da CDH, admitiu a controvérsia em torno do tema, que teria motivado a Bancada Feminina a requerer a retirada da audiência. Paim, porém, indeferiu o requerimento de modo a permitir o livre debate. Ele ressalvou que “não há lei perfeita”, mas classificou a Lei Maria da Penha como marco divisório na garantia de direitos e sublinhou que a violência contra a mulher é preocupante.

— 2023 foi o ano com maior número de feminicídios desde 2015, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Foram 1.463 vítimas de feminicídio no ano passado em todo o país, ou seja, [proporção de] 1,4 mulher morta para cada grupo de 100 mil. (…) A violência contra a mulher assume diversas formas: física, psicológica, moral, sexual e econômica — lamentou o presidente da CDH.

Girão, por sua vez, defendeu ajustes na Lei Maria da Penha.

— A lei produz pontos muito positivos. Mas tem deixado algumas brechas que nós vamos ouvir aqui, de pessoas de diversas regiões do país. Situações reais, onde eventualmente possa estar causando injustiça, especialmente com relação às falsas denúncias.

Em participação por vídeo, Maria da Penha Maia Fernandes — cujo nome a norma foi batizada — também citou a persistência de elevados índices de violência contra a mulher, mas defendeu a aplicação da lei “sem brechas, sem tolerâncias, sem impunidade e sem negligências”. Em sua avaliação, faltam instrumentos para apoio às vítimas da violência doméstica e para levar às mulheres o conhecimento de seus direitos.

— Acredito no fim do feminicídio e continuarei a unir forças com quem acredita. Lutarei com quem luta. Espero e conto com todos e todas vocês: que possamos avançar por mais 18 anos — disse ela.

Segurança jurídica

A presidente nacional da Associação de Direito de Família e das Sucessões (Adfas Nacional), Regina Beatriz Tavares da Silva, disse que há um problema de segurança jurídica na aplicação da Lei Maria da Penha, que demandaria um aprimoramento no texto da norma.

— A simples palavra da mulher, em sendo convincente, principalmente numa delegacia especializada e com o posterior crivo judicial, causa a concessão de medida protetiva de afastamento entre pais e filhos, e pode levar tanto a um afastamento justo como a um afastamento injusto.

Ela defendeu uma redação que mantenha a proteção à mulher, mas que exija indícios de prática de violência doméstica para a concessão de medidas de afastamento. Regina ainda criticou o projeto de revogação da Lei da Alienação Parental (Lei 12.318, de 2010).

A advogada Carolina Siebra também sugeriu o aperfeiçoamento da Lei Maria da Penha, que não pode ser usada como “instrumento de vingança”.

— O que há hoje é uma deturpação do uso da lei, o que faz com que esta seja descredibilizada. (…) O sistema de justiça se ocupa em proteger mulheres que não necessariamente precisam de proteção, enquanto [outras] mulheres perdem a vida porque precisavam efetivamente de proteção.

Também a advogada Mabel Portela citou os homens vítimas de falsas denúncias que a procuram para se defender. Ela manifestou apoio ao projeto em tramitação na Câmara (PL 6198/20223) que aumenta as penas para denunciação caluniosa.

— O mesmo medo que eu tenho da minha filha ser vítima de violência doméstica, eu tenho do meu filho ser vítima de uma falsa denúncia.

A psicóloga Neyliane Onofre relatou os efeitos do transtorno do estresse pós-traumático (Tept), gerado pela violência doméstica, em todos os membros da família. Ela defendeu políticas públicas voltadas a crianças e adolescentes para deter o “ciclo abusivo” de conflitos familiares.

Sem base legal

A vice-presidente da Associação de Direito de Família e das Sucessões do Estado do Ceará (Adfas Ceará), Anna Magalhães, criticou o uso indevido de uma legislação que teria o objetivo de defender as mulheres, mas acaba ferindo o princípio do devido processo legal.

— Através de uma palavra de uma suposta vítima, a gente consegue (…) afastar de supostos agressores direitos fundamentais e constitucionais.

O consultor financeiro Rade Plavsic disse que enfrentou uma medida protetiva sem base legal, o que teria gerado “dano irreparável”  a si e ao seu filho.

— Contudo, não existe nenhuma pena, nenhuma repercussão para a autora dessa denúncia.

Em sentido semelhante, a advogada de Isabel Oliveira (familiar de vítima de falsa denúncia), Bárbara Melo, saudou os avanços que a Lei Maria da Penha tornou possíveis, mas criticou outros advogados que estariam tirando proveito da legislação em processos de divórcio, partilha de bens e guarda dos filhos, porque “basta a palavra da vítima”.

Alexandre Paiva apresentou-se como vítima da “epidemia” de falsas denúncias, estando afastado de suas filhas há mais de 5 anos por força de quatro medidas protetivas subsequentes. Ele destacou que, ao falar sobre o tema, descobriu que a situação não é um caso isolado.

— Temos uma lei no Brasil hoje (…) que se tornou inquestionável. Se você questiona, você automaticamente é tachado de agressor de mulheres. Acho isso tremendamente injusto.

Feminicídio

Paiva também questionou o conceito legal de feminicídio, sustentando que nenhuma mulher é morta por ser mulher. A defensora pública Rafaela Mitre discordou, classificando o cenário do Brasil como “extremamente violento” contra as mulheres e alertou que a população feminina não está segura em seus próprios lares.

— Quando a lei fala que se mata por ela ser mulher, é por ela ser mulher sim. Temos questões de gênero relacionadas a essa morte: temos questões de dominação de homens (…) que se sentem donos de corpos de mulheres. (…) Os homens, em sua maioria, morrem em vias públicas, em estradas, e mulheres morrem em casa — rebateu.

Rafaela defendeu as medidas protetivas pelo tempo que for necessário “enquanto existir a situação de risco”, mas ressaltou que a luta em defesa da Lei Maria da Penha não é contra os homens e que a orientação da população é essencial para o fortalecimento da rede de proteção às mulheres.

Otacílio Guimarães de Paula — advogado do ex-marido de Maria da Penha, Marco Antônio Herédia Viveiros — sustentou a tese de um “erro judicial” que gerou injustiças tanto a seu cliente quanto a Maria da Penha. Ele considerou desproporcional a pena de feminicídio em comparação com outras modalidades de homicídio. Também criticou a possibilidade de falsas denúncias e lamentou seus efeitos negativos mais amplos nas famílias.

— De todos os funcionários públicos, a sua fé pública hoje é relativizada, mas a palavra da mulher na Lei Maria da Penha hoje é plena. E isso é um perigo.

Senadores

Comentando as exposições, Paulo Paim disse que a existência da Lei Maria da Penha permitiu que aumentasse o número de denúncias de violações, e lembrou que 99% das denúncias são de violência do homem contra a mulher.

— Não chega aqui esse tipo de denúncia, que diga que o homem é que está sendo assassinado. Eu faço um apelo: se tiver, me digam. (…) O espírito de nós, legisladores, vem para proteger a parte mais fraca.

Girão disse que os relatos na audiência pública já são um ato de coragem e avaliou que ninguém aguenta mais o “politicamente correto”.

— Essa questão de militância ideológica, partidária, não vai segurar a verdade. A verdade sempre triunfa.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) manifestou solidariedade aos casos de denúncias falsas, mas sublinhou que são exceção e cobrou a construção de uma “cultura de paz”.

— Precisamos da Lei Maria da Penha, e ouvi todos dizendo que é importante. E é mesmo.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) lembrou que o Código Penal já pune a denúncia caluniosa, e o eventual recurso à Lei Maria da Penha por “pessoas mal-intencionadas” não pode motivar retrocessos.

— A impressão que me deu é de uma tentativa de calar as mulheres, de intimidar, de descredibilizar a mulher, que é a principal vítima.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

FONTE : MatoGrossoNews

Endócrino: Cortisol é essencial à vida, mas uso em excesso pode levar a doenças crônicas

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KARINE ARRUDA

DO REPÓRTER MT

O cortisol tem diversas funções no corpo humano e é considerado o hormônio essencial para a manutenção da vida. Segundo a endocrinologista Claudia Santana, ele é responsável por mediar o estresse e regular o metabolismo. Além disso, ele é muito utilizado por ortopedistas e pneumologistas devido ao seu efeito anti-inflamatório e antialérgico.

“O cortisol é um hormônio essencial à vida […] Ele é conhecido como hormônio do estresse e tem efeito de manter a pressão arterial, manter a glicemia, tem efeito anti-inflamatório e antialérgico, por isso é muito utilizado por ortopedistas e pneumologistas”, garante a especialista.

Contudo, mesmo sendo indispensável para o bom funcionamento do corpo, o seu excesso também pode ser prejudicial à saúde. De acordo com a endocrinologista, a alta concentração de cortisol pode levar a doenças crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão, catarata, osteoporose e até fragilidade capilar.

Entenda:

FONTE : ReporterMT

Governo diz que YouTube derrubou vídeos com fake news sobre saúde de Lula

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Presidente estava internado no hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, desde a última terça (10). Ele teve uma hemorragia cerebral, decorrente do acidente doméstico que sofreu em outubro deste ano.

A recomendação médica é que Lula desacelere. Em entrevista, o médico pessoal do presidente Roberto Kalil, disse que Lula poderá passear e trabalhar de casa normalmente, mas não poderá fazer atividades físicas pelos próximos 15 dias.

A cognição e a memória [do presidente] estão perfeitas, não teve nenhum problema. Então, ele pode continuar com as atividades. Só haverá restrição, evidentemente por coerência, da quantidade de atividades. Nesses 15 dias, serão com um pouquinho de mais cuidado. Ele pode fazer reuniões, mas dentro de uma coerência, dentro do protocolo de um paciente que sofreu uma hemorragia, que foi operado.
Roberto Kalil, médico de Lula

noticia por : UOL

Donald Trump diz que TikTok tem lugar especial no seu coração e avaliará proibição

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A ByteDance, empresa chinesa que controla o TikTok, entrou com um pedido de bloqueio temporário da lei que exige a venda forçada do aplicativo. O pedido foi feito em caráter de emergência ao Tribunal de Apelações dos EUA para o Distrito de Colúmbia, nos EUA, na segunda-feira, 9 de dezembro.

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Fonte: G1