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Coletânea reúne poetas invisibilizadas ao longo de quatro séculos

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Para as autoras mulheres, só escrever nunca é uma opção. Autora do livro Inesquecíveis: Quatro Séculos de Poetas Brasileiras (Bazar do Tempo), a pesquisadora Ana Rüsche conclui que essa é uma marca identificada entre os nomes reunidos na obra, como Martha de Hollanda (1903–1950), Patrícia Galvão, a Pagu (1910-1962) e Beatriz Nascimento (1942-1995).

“São mulheres que não só têm que escrever, mas têm que organizar a luta política, têm que organizar a própria crítica. Isso é muito comum na vida das poetas, elas sempre fazem várias coisas ao mesmo tempo: elas traduzem, publicam, organizam outras mulheres. Só escrever nunca é uma opção”, declarou Ana, que é professora de teoria literária na Universidade de Brasília (UnB), em entrevista à Agência Brasil.

Na obra, que tem coautoria de Lubi Prates, as escritoras traçam um panorama da poesia brasileira escrita por mulheres, do século 18 às primeiras décadas do século 21, que sofreram com o apagamento histórico. Além de reunir poemas das autoras, o livro apresenta os perfis e suas trajetórias pouco conhecidas, além de difundir pesquisas sobre essas poetas. Com isso, a obra propõe novas referências para o estudo da literatura brasileira.

As autoras viveram momentos-chave da história do Brasil, como o movimento pela independência, a luta pelo voto feminino e o fortalecimento da imprensa feminista, chegando à recente expansão da diversidade no mercado editorial, com representantes contemporâneas como Conceição Evaristo.

Ana Rüsche participou de roda de conversa na Casa Sete Selos + Gama, Megafauna e Supersônica, que levou o nome de seu livro, na noite desta quinta-feira (23), durante a 24ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Participaram da mesa também Claudia Roquette Pinto, Esmeralda Ribeiro, Maria Manoella e Marília Kubota.

Neste ano, a autora homenageada da Flip é a poeta Orides Fontela (1940-1998), cuja obra também permaneceu invisibilizada diante do grande público durante boa parte da vida e mesmo depois de sua morte.

Confira os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil: Qual é o diferencial da obra Inesquecíveis: Quatro Séculos de Poetas Brasileiras?

Ana Rüsche: O livro recupera obras que estavam esquecidas e separadas. Um dos méritos do livro é fazer a reunião, organizar esse corpus de poemas que estavam todos fragmentados, espalhados de alguma forma. Eu acho que só de mostrar o que existe é uma grande contribuição, porque a gente não só conta a história, mas comprova ali o que existe esteticamente, para que as pessoas possam procurar outras poetas ou mais obras dessas poetas que trouxemos para o livro.

Porque recuperar a obra é muito difícil e por isso que a gente se vale do trabalho prévio de historiadoras, jornalistas e estudiosas da literatura escrita por mulheres desde o século 19, acho que isso é importante mencionar. Houve muitas obras anteriores de recuperação de obras [de cada poeta], que inclusive são citadas e usadas no livro.

Agência Brasil: Como surgiu a ideia para esse livro?

Ana Rüsche: A ideia do livro surgiu a partir de um curso que Lubi Prates deu sobre as poetas mulheres esquecidas. Para isso, ela se valeu de um livro que é superimportante: o Dicionário de Escritoras Mulheres, da Nelly Novaes Coelho. A Lubi selecionou as poetas e foi atrás dos poemas. Só que tem poemas, por exemplo, que foram recuperados em tese [acadêmica]. No caso da [poeta] Beatriz Brandão [1779-1868], tem a tese que se chama Fruto Contestado, da historiadora Cláudia Pereira, que recupera essa obra, ela passou 13 anos em um arquivo.

Mas tem outras autoras cujos poemas estão completamente esparsos, espalhados, e a gente teve que consultar, por exemplo, a hemerotecas. No caso da Ângela Rangel, que é a nossa primeira poeta, nós conseguimos os fac-símiles. Então, a gente tem que consultar o livro digitalizado, que é superantigo lá do século 18, e a partir disso refazer. Então é bem manual o sistema mesmo. Em alguns casos, é bem difícil. Às vezes, surpreendentemente o que a gente achava que era um poema completo era um fragmento de um poema.
 


Paraty (RJ), 24/07/2026 - A escritora Ana Rüshe fala sobre o livro Carga Viva durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Paraty (RJ), 24/07/2026 - A escritora Ana Rüshe fala sobre o livro Carga Viva durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A escritora Ana Rüsche participa da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Agência Brasil: Quais lutas atravessam a vida e a obra dessas poetas?

Ana Rüsche: Eu acho que publicar por si só é uma luta histórica, isso entre homens e mulheres, porque [havia dificuldade] no acesso à publicação no Brasil. E nós tivemos vários períodos de censura no Brasil ou então “regulamentação estatal da imprensa”, como acontecia no período colonial ou no império, que tinha uma regulamentação da imprensa. Então, demora para os livros de mulheres aparecerem com suas obras.

Além disso, uma luta que também é bem antiga, desde o Brasil colonial até os dias atuais, é pela educação de outras mulheres. Eu sempre gosto de falar que nem a Virgínia Woolf teve acesso à universidade. O acesso a uma instrução de qualidade e universal demora muito para acontecer e ainda não aconteceu no Brasil. A gente teve muitas mulheres que brigaram pela educação das mulheres.

Um caso emblemático é o da Maria Firmina dos Reis, que era uma mulher negra e estava muito preocupada com a educação de garotas negras e empobrecidas. Tem muitas poetas que foram professoras, como a Narcisa Amália. Tem as jornalistas, que expandiram a imprensa feminina, a imprensa escrita por mulheres, como a Patrícia Galvão.

Agência Brasil: Tem também a luta pelo voto feminino.

Ana Rüsche: No começo do século 20, a gente tem [uma questão] muito importante que é a luta pelo voto feminino. Tem várias mulheres que fizeram parte disso. Inclusive eu brinco que a gente perde as poetas para a política, porque elas se engajaram tanto que elas pararam de escrever poesia. A Martha de Hollanda é uma das [autoras] que têm uma preponderância nessa questão.

Também no século 20, aparecem muito as mulheres que organizaram, por exemplo, o movimento negro: a Beatriz de Nascimento, a Miriam Alves, a Conceição Evaristo, que são nomes com força muito grande para discutir a questão racial.

São mulheres que não só têm que escrever, mas têm que organizar a luta política, têm que organizar a própria crítica. Isso é muito comum na vida das poetas, elas sempre fazem várias coisas ao mesmo tempo: elas traduzem, publicam, organizam outras mulheres. Só escrever nunca é uma opção. E, nos dias atuais, o nosso grande desafio é fazer com que essa produção consiga ser lida.

Agência Brasil: Tem um poema que é da Adélia Fonseca (1827-1920) e fala sobre o feminicídio de Julia Fetal, ainda que o termo não tenha sido usado na época, pelo ex-noivo dela. Você poderia contar a história em torno dele?

Ana Rüsche: Essa postura de denúncia do feminicídio é bem antiga. A gente vê quão antigo é isso, e a força da poesia em fazer essa denúncia, porque a gente, às vezes, acha que a literatura não é capaz de nada. Mas isso ajudou a opinião pública a entender o que estava acontecendo nesse caso. Não foi simplesmente uma morte, foi um assassinato muito específico cometido por uma força patriarcal.

A relevância desse tipo de produção é também poder observar como isso está entranhado na cultura brasileira, não é algo que aparece misteriosamente no século 21, essa licença para matar é muito antiga. E é muito antigo também o sentimento de injustiça. [Neste poema,] tem esse senso de injustiça profunda, foi um poema muito famoso naquele momento histórico, ele repercutiu. Inclusive, um dos versos dele está na lápide da Julia Fetal.

Agência Brasil: Você escreveu um romance em que utilizou a experiência que teve na construção do Inesquecíveis, você me conta um pouquinho como foi isso?

Ana Rüsche: Eu fiz uma [personagem] pesquisadora que recupera a obra de um poeta, no caso o homem, mas justamente por causa desse livro. Embora seja uma obra fictícia, um poeta fictício dos anos 80 que tinha HIV e poemas fictícios, ela parte de uma experiência real. Porque agora que o livro está pronto, fica chique. Mas, no dia a dia, as pessoas acham pouco importante a pesquisa: ‘por que você está recuperando uma obra de uma pessoa que ninguém leu no século 19?’

Eu tenho certeza que as pesquisadoras que fizeram essas teses [sobre poetas mulheres e suas obras] em que nós nos baseamos ouviram isso em algum momento. Então esse senso de desproporção do quão importante é a memória eu tento retratar bem no Carga Viva.

Justamente a pesquisadora Cláudia Pereira, que eu citei antes, da tese Fruto Contestado, ela ficou 13 anos num arquivo. A gente tinha que colocar um pedestal para esse tipo de pesquisadora, porque ela está nos devolvendo a nossa memória histórica. É uma força muito específica de mergulhar numa pesquisa que todo mundo acha que não vale a pena. Então, eu tentei assim trazer um pouquinho desse drama também para a ficção.

*A equipe de reportagem viajou a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flip 2026.



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Paramount concorda em adiar fechamento da compra da Warner Bros. Discovery até decisão judicial nos EUA

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Paramount faz proposta para comprar Warner
Eric Gaillard/Reuters e Reprodução
A Paramount concordou em não concluir a aquisição da Warner Bros. Discovery até que um tribunal americano decida sobre o processo movido por estados dos Estados Unidos contra a operação ou até 1º de junho de 2027, segundo um documento apresentado à Justiça.
O acordo evita que a fusão bilionária avance antes da análise de possíveis impactos concorrenciais levantados pelas autoridades. A decisão foi tomada pela pela juíza americana Araceli Martínez-Olguín de Oakland, na Califórnia.
A medida atende a uma ação movida por uma coalizão de 12 estados americanos, liderada pela Califórnia, que alega que a fusão pode reduzir a concorrência e prejudicar os consumidores.
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Os estados argumentam que a união das duas empresas criaria um grupo de mídia com poder suficiente para elevar os preços de filmes e programas de TV, além de enfraquecer a concorrência no setor.
Segundo a ação, se a compra for concluída antes da decisão final da Justiça, a Paramount poderá iniciar demissões e compartilhar informações estratégicas com a Warner Bros. Discovery. Caso a fusão seja posteriormente considerada ilegal, essas mudanças poderão ser difíceis de reverter.
Agora no g1
O processo judicial pode atrasar os planos da Paramount de ampliar sua presença no mercado de entretenimento e competir de forma mais direta com gigantes do streaming, como Netflix e Disney.
A Paramount, por sua vez, afirma que a ação dos estados interpreta de forma equivocada as leis antitruste dos EUA.
A empresa também afirma que um atraso na conclusão do negócio prejudicaria os trabalhadores do setor de entretenimento, que já enfrentam dificuldades há vários anos.
“Estamos confiantes de que as provas demonstrarão que os argumentos antitruste dos procuradores-gerais estaduais não têm fundamento, pois os mercados que eles alegam existir e suas alegações de efeitos anticoncorrenciais não encontram respaldo na realidade dos mercados atuais”, afirmou um porta-voz da Paramount à agência Reuters.
Fusão enfrenta obstáculos regulatórios
Desde que foi anunciada, em fevereiro, a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount enfrenta uma série de obstáculos regulatórios e judiciais.
Embora o Departamento de Justiça dos EUA tenha aprovado a operação, autoridades de outros países passaram a analisar os possíveis impactos da fusão sobre a concorrência.
A Comissão Europeia adiou sua decisão para avaliar as concessões propostas pela Paramount, enquanto o Reino Unido afirmou que pode intervir na operação por preocupações relacionadas à concorrência, ao streaming e ao setor de mídia.
Nos EUA, procuradores-gerais de estados como Califórnia, Nova York e Oregon iniciaram uma ofensiva para tentar barrar a fusão. Eles alegam que a união das empresas pode reduzir a concorrência nos mercados de cinema e TV por assinatura, concentrar poder no setor e resultar em perda de empregos.
Além da resistência das autoridades, o acordo também enfrenta críticas de atores, roteiristas, donos de cinemas e outros profissionais da indústria do entretenimento, que temem cortes de postos de trabalho e uma redução no número de filmes produzidos e distribuídos.
A decisão desta segunda-feira (20), que suspende temporariamente a conclusão da compra, representa o revés mais recente para a operação bilionária.
Entenda a fusão
A compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount é considerada uma das maiores transações da história da indústria do entretenimento.
Se concluída, a operação criará um grupo com cerca de 200 milhões de assinantes de streaming e um catálogo que reúne marcas como HBO, CNN, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CBS, Paramount Pictures e Nickelodeon.
O impacto do negócio vai além do valor bilionário. Enquanto a Warner reúne algumas das marcas mais valiosas do setor, a Paramount busca ganhar escala para competir com gigantes como Netflix e Disney em um mercado cada vez mais concentrado no streaming.
Diferentemente da proposta apresentada pela Netflix durante a disputa pela Warner, a oferta da Paramount inclui todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo a CNN, a HBO e outras redes de TV por assinatura.
Se a operação for aprovada, a família Ellison — que controla a Paramount — também passará a comandar algumas das principais marcas do jornalismo americano, como a CBS News, o programa 60 Minutes e a CNN.
Veja os números da junção entre Warner e Paramount
Arte/g1



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OpenAI invade Hugging Face e empresa demora dias para identificar

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Agente autônomo de inteligência artificial teria escapado do ambiente de testes da empresa, invadido o Hugging Face e só foi identificado pela OpenAI após dias de investigação; caso reacende debate sobre segurança e controle de sistemas avançados de IA.



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Apoio a Trump afasta jovens das igrejas, diz pesquisa

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Um levantamento realizado pelo Billy Graham Center trouxe à tona uma preocupação crescente entre as igrejas: a associação entre cristãos e Donald Trump está afastando jovens da participação religiosa. A pesquisa revela que essa ligação tem um impacto significativo na forma como a Geração Z se relaciona com a fé e as instituições religiosas.

Contexto da pesquisa

A pesquisa do Billy Graham Center, um importante centro de estudos sobre a fé cristã, destaca um fenômeno que vem se intensificando nos últimos anos. A Geração Z, composta por jovens nascidos entre meados da década de 1990 e início dos anos 2010, parece estar se distanciando das igrejas, especialmente aquelas que expressam apoio a figuras políticas como Donald Trump.

Esse afastamento pode ser visto como uma reação a uma série de fatores, incluindo a polarização política e a percepção de que as igrejas estão se alinhando mais a interesses políticos do que a valores espirituais. Muitos jovens da Geração Z buscam autenticidade e relevância em suas experiências religiosas, e a associação com figuras controversas pode ser vista como um obstáculo a essa busca.

O que a pesquisa revelou

Os dados coletados indicam que uma porcentagem significativa de jovens cristãos se sente desconfortável com a forma como algumas igrejas se alinham a ideologias políticas, especialmente as que defendem abertamente Donald Trump. Esse desconforto leva muitos a se afastarem das comunidades religiosas, em busca de espaços que considerem mais inclusivos e menos polarizados.

Além disso, a pesquisa sugere que a Geração Z valoriza a justiça social e a inclusão, temas que muitas vezes não são abordados de forma satisfatória por igrejas que se identificam fortemente com a política conservadora. Essa desconexão pode resultar em uma diminuição da participação em atividades e cultos, impactando a vitalidade das congregações.

Reações das igrejas

As reações a esses dados têm sido variadas. Muitas lideranças religiosas estão começando a reconhecer a necessidade de se adaptar às expectativas e preocupações da Geração Z. Algumas igrejas estão promovendo diálogos abertos sobre política e fé, buscando criar um ambiente onde os jovens se sintam à vontade para expressar suas opiniões.

Por outro lado, há também aqueles que defendem a continuidade do apoio a Trump e a sua agenda, acreditando que isso é parte fundamental da identidade cristã conservadora. Essa divisão interna pode criar tensões nas comunidades, à medida que diferentes gerações e grupos dentro das igrejas lutam para encontrar um caminho comum.

O que esperar no futuro

À medida que a Geração Z continua a se afastar das igrejas que não atendem às suas expectativas, é provável que mais congregações busquem formas de se reconectar com esses jovens. Isso pode incluir uma maior ênfase em temas como justiça social, inclusão e a relevância do Evangelho na vida cotidiana.

Além disso, a pesquisa do Billy Graham Center serve como um alerta para as igrejas que desejam permanecer relevantes em um mundo em rápida mudança. A capacidade de se adaptar e ouvir as preocupações da nova geração será crucial para o futuro da participação religiosa entre os jovens.



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Tarifa de 37,5% dos EUA atinge US$ 6,6 bi em exportações do Brasil

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As novas tarifas anunciadas pelos Estados Unidos vão atingir US$ 6,6 bilhões em produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano, informou nesta sexta-feira (24) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Segundo a pasta, a sobretaxa acumulada de 37,5% alcança 16,5% das exportações brasileiras para os EUA.

A medida resulta da combinação de uma tarifa adicional de 25%, anunciada anteriormente pelo governo do presidente Donald Trump, com uma nova sobretaxa de 12,5%, divulgada nesta quinta-feira. Quando as duas incidem sobre o mesmo produto, a alíquota chega a 37,5%.

Entre os itens atingidos estão máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.

Quanto será afetado

Segundo o governo brasileiro, as novas medidas tarifárias alcançam 23,1% das exportações destinadas aos Estados Unidos.

Distribuição das exportações:

•    52,7% (US$ 21,3 bilhões) permanecem fora das novas sobretaxas;

•    24,2% (US$ 9,8 bilhões) continuam com tarifas setoriais já existentes dos Estados Unidos (Seção 232);

•    16,5% (US$ 6,6 bilhões) recebem tarifa acumulada de 37,5%;

•    4,7% (US$ 1,9 bilhão) são tributados apenas em 12,5%;

•    1,9% (US$ 800 milhões) pagam somente a sobretaxa de 25%.

Entre os produtos que seguem sem as novas sobretaxas estão café, carnes, aeronaves, suco de laranja, frutas, ferro fundido, grande parte da celulose e diversos produtos químicos.

O que é a Seção 301?

Grande parte das novas medidas foi adotada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos (Trade Act de 1974).

Esse dispositivo autoriza o governo norte-americano a investigar práticas comerciais de outros países consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses dos Estados Unidos. Caso conclua que há violação ou prática considerada discriminatória, Washington pode impor medidas de retaliação, como tarifas adicionais sobre produtos importados.

No caso brasileiro, os Estados Unidos abriram duas investigações com base na Seção 301.

A primeira é específica contra o Brasil e resultou na sobretaxa adicional de 25% para determinados produtos brasileiros, embora uma lista de exceções tenha sido ampliada na decisão final.

A segunda investigação trata de políticas relacionadas ao combate ao trabalho forçado nas cadeias globais de suprimentos. Nessa apuração, o governo norte-americano aplicou tarifas de 10% ou 12,5% aos seus 60 principais parceiros comerciais. O Brasil ficou entre as 41 economias que receberam a alíquota de 12,5%.

O que é a Seção 232?

Já a Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos Estados Unidos (Trade Expansion Act de 1962) tem um objetivo diferente.

Ela permite que o governo norte-americano imponha restrições às importações quando conclui que determinado produto representa risco à segurança nacional. Diferentemente da Seção 301, que investiga práticas comerciais de países específicos, a Seção 232 normalmente estabelece tarifas para setores inteiros, aplicadas a praticamente todos os parceiros comerciais.

Foi esse mecanismo que serviu de base, por exemplo, para as tarifas sobre aço, alumínio e outros produtos industriais.

Segundo o Mdic, os produtos sujeitos às tarifas da Seção 232 não acumulam as novas sobretaxas impostas pela Seção 301.

Como ficam as tarifas

De acordo com o governo brasileiro, quando um produto está enquadrado nas duas investigações da Seção 301, as alíquotas se somam.

Na prática:

•    25% da investigação específica sobre o Brasil;

•    12,5% da investigação sobre trabalho forçado;

•    37,5% de tarifa total quando ambas incidem sobre o mesmo produto.

As medidas passaram a vigorar em julho de 2026, com exceção para mercadorias já embarcadas antes da entrada em vigor das novas regras e que chegaram aos Estados Unidos dentro do prazo estabelecido pelo governo norte-americano.

Comércio desacelera

O endurecimento das tarifas ocorre em meio à perda de ritmo do comércio entre os dois países.

Após atingir o recorde de US$ 40,4 bilhões em exportações para os Estados Unidos em 2024, as vendas brasileiras recuaram para US$ 37,7 bilhões em 2025 e continuaram em queda ao longo de 2026.

No primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano somaram US$ 17,4 bilhões, retração de 13% em comparação com igual período do ano passado.

Os principais recuos ocorreram em:

•    petróleo bruto (-30,4%);

•    produtos semiacabados de ferro e aço (-21,7%).

Como consequência, a participação dos Estados Unidos nas exportações brasileiras caiu de 12,1% para 9,4% entre os primeiros semestres de 2025 e 2026. Na comparação anual, a fatia norte-americana passou de 12% das exportações brasileiras em 2024 para 10,8% em 2025.

As importações brasileiras de produtos dos Estados Unidos também diminuíram no primeiro semestre, levando a uma retração de 12,8% na corrente de comércio bilateral.

Cenário

Na avaliação do Mdic, o aumento das tarifas reforça o ambiente de incerteza no comércio entre Brasil e Estados Unidos, marcado pela ampliação do uso de instrumentos tarifários por Washington e por mudanças frequentes nas condições de acesso ao mercado norte-americano.

Apesar disso, 52,7% das exportações brasileiras permanecem fora das novas sobretaxas específicas impostas com base na Seção 301, sujeitas apenas às tarifas ordinárias de importação dos Estados Unidos.



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Governo estima que 47,3% das exportações brasileiras são atingidas por tarifas dos EUA

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O governo federal estima que 47,3% das exportações brasileiras são atingidas por tarifas impostas pelos Estados Unidos. O cálculo considera as tarifas de 12,5%, anunciadas nesta quinta-feira (23), as de 25%, anunciadas na semana passada, e a sobretaxa aplicada ao aço e alumínio, anunciada no ano passado pelo governo norte-americano.
Considerando apenas as novas taxas, o ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) estima que as novas medidas dos EUA alcançam 23,1% das exportações brasileiras e que 52,7% permanecem sem tarifas adicionais setoriais ou específicas contra o Brasil.
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Segundo o governo:
4,7% das exportações são alcançadas exclusivamente pela sobretaxa de 12,5%, incluindo, por exemplo, obras de pedra, gesso e matérias semelhantes; minérios; óleos essenciais e produtos de perfumaria; e pescados;
1,9% das exportações é alcançada exclusivamente pela sobretaxa de 25%, abrangendo, entre outros produtos, o açúcar; e
16,5% das exportações são alcançadas simultaneamente pelas duas medidas e, portanto, sujeitam-se à sobretaxa acumulada de 37,5%, caso de produtos como máquinas e equipamentos; vários tipos de madeira; gorduras e óleos; calçados; móveis; confecções.
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A tarifa de 12,5% entrou em vigor nesta sexta-feira (24).
Na semana passada, o governo norte-americano confirmou aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos.
Com isso, parte dos produtos do Brasil passam a enfrentar uma sobretaxa total de 37,5%.
Novas tarifas de Donald Trump
Reprodução/Jornal Nacional
Em junho do ano passado, o republicano elevou as taxas sobre aço e alumínio, com base na Seção 232 — instrumento separado da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês). A taxa, que até então eram de 25%, passou a ser de 50%.
LEIA TAMBÉM: Tarifas de 50% sobre aço e alumínio entram em vigor nos EUA; entenda os impactos para o Brasil.
A aplicação dessas taxas atingiu diretamente o setor siderúrgico de grandes parceiros comerciais dos EUA, como Canadá e México. O Brasil, segundo maior fornecedor de aço do país, também foi impactado.
O MDIC afirma ainda que, no primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 17,4 bilhões, redução de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.
As importações brasileiras de produtos originários dos Estados Unidos também apresentaram queda no primeiro semestre, com redução de 12,8% na corrente de comércio bilateral.
“Esse movimento tem ocorrido em um ambiente de crescente incerteza quanto à política comercial norte-americana, caracterizado pela ampliação do uso de instrumentos tarifários, pela adoção de medidas restritivas e indevidas e por frequentes revisões das condições de acesso ao mercado dos Estados Unidos.”
Em ao tarifaço anunciado neste mês, o governo brasileiro disse que a medida tem “caráter completamente arbitrário e injustificado” e, por isso, o governo iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC).
🔎A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais “injustas”, o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.
No entanto, entidades empresariais defenderam que o Brasil insista nas negociações em vez de uma retaliação, para não “escalar” a tensão com o governo de Donald Trump.
Tarifaço dos EUA: setores veem risco para economia e pedem ao governo que insista no diálogo em vez de agir com reciprocidade
Ainda que o governo decida implementar a Lei de Reciprocidade, o próprio instrumento legal prevê um rito a ser seguido para que a reciprocidade possa ser aplicada, por exemplo:
realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;
determinação de prazos para a análise dos pleitos específicos;
somente depois, a sugestão das contramedidas.



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Cristã é liberada após 30 dias de detenção na China

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Meng Meiling, uma cristã detida na China por supostas atividades relacionadas à publicação de materiais religiosos, foi liberada sob fiança após 30 dias de detenção. Sua prisão faz parte de um caso mais amplo que levanta preocupações sobre a liberdade religiosa no país.

Contexto da detenção

A detenção de Meng Meiling ocorreu em meio a uma crescente repressão às atividades religiosas não oficiais na China. Em abril de 2026, três cristãos em Guangzhou, capital da província de Guangdong, foram presos sob a acusação de “operações comerciais ilegais” relacionadas à distribuição de materiais religiosos. Esses indivíduos foram liberados sob fiança em 20 de maio, mas a situação de Meng se agravou quando ela foi detida em junho, após passar cerca de dois meses fora de Guangzhou, enquanto as autoridades a procuravam.

O que aconteceu com Meng

Durante seu interrogatório, Meng admitiu ter ajudado na elaboração de materiais científicos originais, mas negou qualquer intenção de operar um negócio ou obter lucro. As investigações focaram em suas atividades de publicação religiosa, que, segundo a ChinaAid, não deveriam resultar em acusações criminais em países que respeitam o estado de direito. Apesar de sua liberação sob fiança, Meng enfrenta restrições significativas: não pode viajar sem autorização policial, deve se apresentar mensalmente à delegacia e está sujeita a inspeções de seus dispositivos eletrônicos.

Reações à liberação de Meng

Organizações de direitos humanos, como a ChinaAid, expressaram preocupação com a situação de Meng e destacaram que sua liberação não significa que ela recuperou sua liberdade plena. A organização continua a monitorar o caso e alerta para a pressão contínua que os cristãos enfrentam na China, especialmente aqueles envolvidos em atividades religiosas não oficiais.

O que esperar no futuro

Embora a liberação de Meng possa ser vista como um sinal de um possível relaxamento da pressão das autoridades, a investigação sobre suas atividades continua. A situação permanece incerta, e a vigilância sobre as atividades religiosas não oficiais provavelmente persistirá. O caso de Meng é um lembrete da luta contínua pela liberdade religiosa na China e das dificuldades enfrentadas por muitos cristãos que buscam viver e compartilhar sua fé.



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Bolsonaro recorre para anular proibição de visita na prisão domiciliar

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O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou nesta sexta-feira (24) recurso contra a decisão que o proibiu de receber visitas na prisão domiciliar pelo prazo de 30 dias.

Na semana passada, a medida foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicar nas redes sociais uma carta escrita pelo ex-presidente. Bolsonaro tem contra ele uma restrição que o proíbe de usar a internet, inclusive por meio de terceiros. 

Na mesma decisão, Moraes acrescentou que Bolsonaro está proibido de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de outubro.

O ex-presidente também não poderá divulgar manifestos político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros, por qualquer meio de divulgação.

No recurso apresentado ao Supremo, a defesa sustenta que o ex-presidente não pode ter suas liberdades de pensamento e de manifestação de ideias restringidas em função de sua condenação.

“Decisão termina por impor restrição que não decorre da sentença, da lei ou da Constituição, além de representar sensível ampliação do alcance tradicionalmente atribuído às limitações próprias da execução penal, convertendo-a em instrumento de limitação ideológica, resultado incompatível com o regime constitucional das liberdades públicas”, afirmou a defesa. 

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.



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Michelle Bolsonaro e Flávio voltam a se seguir nas redes sociais, mas ainda não se encontraram

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Em vídeo, Flávio Bolsonaro pede reaproximação de Michelle: ‘As portas estão abertas’
A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltaram a se seguir nas redes sociais após a reconciliação virtual de quinta-feira (23). Ambos postaram vídeos em seus perfis afirmando que trabalharão juntos na campanha à Presidência da República de Flávio.
A reaproximação ocorre após Flávio publicar um vídeo em que pede desculpas à ex-primeira-dama. Na gravação, divulgada na quinta, o pré-candidato ao Palácio do Planalto também fez um aceno político à ex-primeira dama.
Os dois deixaram de se seguir em redes sociais, em especial o Instagram, em 29 de junho, após Michelle divulgar um vídeo em que criticou o comportamento de Flávio em articulações políticas e afirmou que os dois não se falavam desde o fim de 2025.
Apesar dos sinais de distensão, a reaproximação ainda não está consolidada.
Flávio e Michelle Bolsonaro
Reprodução
Integrantes do entorno da família disseram ao blog que Michelle e Flávio ainda não tiveram um encontro pessoal reservado para conversar sobre o episódio que desencadeou a crise. A expectativa é de que essa conversa ocorra nos próximos dias, longe dos holofotes.
Michelle também não participará da convenção nacional do PL, marcada para este fim de semana, em São Paulo, que oficializará Flávio como candidato do partido à Presidência da República.
Segundo interlocutores, a ausência já estava prevista e não tem relação com o desentendimento recente entre ela e o senador.
O gesto de aproximação ocorre em um momento delicado para a pré-campanha de Flávio, que não consegue fechar alianças com partidos do centrão e pode ter que optar por uma chapa pura, com vice do próprio PL.



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Confie em Deus para o seu amanhã: reflexão sobre Tiago 4:14-15

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Em um mundo repleto de incertezas, a confiança em Deus se torna essencial para enfrentarmos os desafios do amanhã. Baseando-se em Tiago 4:14-15, somos lembrados da fragilidade da vida e da importância de nos entregarmos à vontade divina.

O apóstolo Tiago nos ensina que a vida é como uma neblina, que aparece por um pouco e logo se dissipa. Ele nos exorta a refletir sobre nossas ações e planos, lembrando que devemos dizer: “Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo”. Essa passagem nos convida a uma postura de humildade e entrega, reconhecendo que o futuro está nas mãos de Deus.

A importância da confiança em Deus

Confiar em Deus para o nosso amanhã é um ato de fé que nos liberta das ansiedades e preocupações cotidianas. Quando entregamos nossos planos a Ele, encontramos paz e segurança, mesmo em meio a tempestades. A confiança em Deus nos permite viver com propósito, sabendo que Ele está no controle de todas as coisas.

Reações e reflexões

Essa mensagem de confiança e entrega ressoa profundamente entre os cristãos, especialmente em tempos de incerteza. Muitos compartilham testemunhos de como a fé em Deus os sustentou em momentos difíceis. A prática de confiar em Deus não é apenas uma escolha, mas uma atitude que deve ser cultivada diariamente.

Em grupos de oração e estudos bíblicos, os cristãos são incentivados a compartilhar suas experiências de fé, fortalecendo uns aos outros na caminhada espiritual. Essa troca de vivências ajuda a criar uma comunidade unida, que se apoia mutuamente na confiança em Deus.

O que esperar para o futuro?

À medida que nos aproximamos do futuro, é fundamental mantermos a confiança em Deus. Ele nos chama a viver com esperança e a acreditar que, independentemente das circunstâncias, Ele está trabalhando em nossas vidas. Essa confiança nos permite avançar, mesmo quando os caminhos parecem incertos.

Por fim, devemos lembrar que a entrega a Deus não significa passividade. Ao contrário, é um convite para agir com fé, buscando a Sua vontade em nossas decisões e planos. Ao confiarmos no Senhor, somos guiados por Sua sabedoria e amor, que nos levam a um amanhã melhor.



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