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Chris Brown transforma o Allianz em balada pop R&B

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Na sua última passagem pelo Brasil, em 2010, o cantor norte-americano Chris Brown acabara de se declarar culpado no caso de agressão à sua então namorada, a também cantora Rihanna. Quinze anos se passaram —e tanto a ficha corrida como o sucesso de Brown só aumentaram.

De volta ao país, o artista lotou o Allianz Parque, em São Paulo, em dois dias com ingressos esgotados. Os shows ocorrem dois meses após o lançamento de “Chris Brown: A History of Violence”, documentário que esmiúça uma dezena de histórias de violência em que Brown foi protagonista nos últimos anos.

No palco, Brown reina dominante com sua performance de canto e dança. É um songbook repleto de sucessos que lhe garante o lugar no rol dos mais ouvidos do mundo. Uma entrega e um público que não parecem se abalar com as polêmicas fora de palco.

Brown trouxe ao Brasil o show da turnê “11:11”, disco lançado em 2023. O álbum não foge à sua cartilha de anos: R&B pop norte-americano que aglutina qualquer novidade sem soar inédito. De fato, desde seu terceiro disco, “Grafitti”, quando começou a ocupar as páginas de tabloides, Brown abandonou o mito de se tornar o próximo Michael Jackson: nunca mais ditou tendências, mas tampouco soou desajeitado ao surfá-las.

O show deste sábado (21) começou 15 minutos antes da hora marcada e a plateia não arredou o pé sob a chuva, que diminuiu tão logo Brown subiu ao palco com a música “Angel Numbers/Ten Toes”. A canção, que abre seu último disco, é um dos pontos mais interessantes junto de faixas como “Hmmm” e “Call Me Everyday”, parcerias com Davido e Wizkid. Flertando com afrobeats e amapiano, Brown ainda se mostra capaz de novos hits.

O ponto alto, no entanto, vai mesmo para os sucessos radiofônicos de quase vinte anos de carreira do artista –muitos executados pela primeira vez no Brasil. A sequência “Go Girlfriend”, um New Orleans bounce, “Ayo” e “Beat It”, dois exemplares singles de trap de rádio, fazem do estádio um clube (no sentido norte-americano) de hip hop, com mesas privadas regadas a uísque, uma pista pequena e um DJ. Ao mesmo tempo, é pop para quem não se aprofunda tanto no hip hop.

A canção “Beautiful People” (numa versão meio funk de São Paulo), por exemplo, funciona em arenas e festas de fim de ano da firma. No palco ela ganha muito também com a performance de baile de Brown, que dança com mais precisão do que canta –sua voz é várias vezes engolida pelos arranjos feitos para mega estádios.

Abusando desse molejo, Brown usa uma tirolesa que o leva ao meio da pista comum num trajeto de quase cem metros no ar. É um espetáculo vistoso para os fãs, do premium à arquibancada. É nesse momento também que o artista faz um pot pourri estendido de seus maiores sucessos da carreira, ano a ano, caso de “Run It” e “Gimme That”.

A reprodução curta das músicas, na verdade, é o tom de todo o show, que não tem espaço para improviso e rola na celeridade de vídeos do TikTok. Pudera. A obra do artista é tão prolífica que, mesmo nos intervalos de troca de roupa, é Chris Brown que o DJ toca.

O show fecha com “With You”, faixa de 2007 que alavancou o Brown ao estrelato. A música, produzida pelo duo sueco e midas do pop Stargate, cai como uma luva para o encerramento do show: é apoteótica e lembra tantas outras daquela era em que misturavam EDM com R&B — e quando Chris Brown ainda era apenas conhecido pela música.

noticia por : UOL

Gisèle Pelicot: as 5 perguntas sem respostas após o julgamento

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Embora esse julgamento histórico tenha sido concluído, ainda há questões pendentes sobre o caso Pelicot e o que vai acontecer a seguir. Gisèle Pelicot disse que nunca se arrependeu da decisão de tornar público o julgamento.
GETTY IMAGES via BBC
Gisèle Pelicot saiu de um tribunal no sul da França na quinta-feira (19/12), depois que seu ex-marido ser condenado à prisão por 20 anos por drogá-la e estuprá-la, além de ter convidado dezenas de estranhos para também abusarem dela por quase uma década.
Dominique Pelicot, de 72 anos, foi considerado culpado de todas as acusações por um juiz em Avignon.
Ele estava em julgamento com outros 50 homens. Todos eles também foram considerados culpados de pelo menos uma acusação, embora as penas de prisão acabaram menores do que os pedidos feitos pelos promotores.
Embora esse julgamento histórico tenha sido concluído, ainda há questões pendentes sobre o caso Pelicot e o que vai acontecer a seguir.
1. O que Gisèle Pelicot fará agora?
Quando ela subiu os degraus do tribunal de Avignon pela primeira vez em setembro, ninguém sabia o nome de Gisèle Pelicot.
Ao longo das 15 semanas seguintes, a fama dela como uma vítima de estupro que se recusou a ter vergonha cresceu vertiginosamente.
Quando ela deixou o tribunal na quinta-feira (19/12), uma multidão de pessoas gritava seu nome e sua foto estava nas primeiras páginas de jornais do mundo inteiro.
Ela é agora talvez uma das mulheres mais conhecidas da França. Isso significa que, embora tenha parado de usar o sobrenome do marido, será impossível para ela retornar ao anonimato que a serviu tão bem enquanto tentava reconstruir uma vida após a revelação dos crimes cometidos pelo companheiro.
Gisèle não é a primeira pessoa cujo sofrimento inimaginável a transformou em um ícone.
Com grande custo pessoal, ela se tornou o símbolo de uma luta que nunca escolheu.
Parece improvável, então, que ela queira se tornar uma ativista declarada contra a violência de gênero ou uma figura feminista proeminente.
Em vez disso, ela pode voltar ao que sempre a deu consolo: música, longas caminhadas, chocolate e os sete netos.
“No início do julgamento, ela disse: ‘Se eu durar duas semanas, será muito.’ No final, ela conseguiu aguentar três meses e meio”, relatou Stephane Babonneau, advogado que representou Gisèle.
“Agora, ela está em paz e aliviada que tudo acabou”, acrescentou ele.
Caso Gisèle Pelicot: francês que dopava a esposa para estupros é condenado
2. O que realmente aconteceu com Caroline?
Dias depois que os crimes de Dominique Pelicot vieram à tona, sua filha Caroline Darian foi à delegacia e teve acesso a fotos de uma mulher aparentemente inconsciente vestida com uma lingerie desconhecida.
Mais tarde, ela disse que sua vida “parou” quando percebeu que olhava para fotos de si mesma.
O pai sempre negou ter tocado nela, mas Caroline — cuja angústia e devastação eram aparentes em muitas sessões judiciais — disse que nunca acreditaria nele e o acusou de olhar para ela “com olhos incestuosos”.
Mas a falta de provas do abuso que Caroline está convencida ter sofrido a levou a dizer que ela é “a vítima esquecida” do julgamento.
Esse ponto de vista visivelmente se infiltrou no relacionamento que ela tem com a mãe.
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Quem são os 50 homens condenados por estuprar a francesa Gisèle Pelicot
Em suas memórias — publicadas após a prisão de seu pai — Carolina acusou Gisèle de não mostrar apoio suficiente e implicitamente ficar do lado do ex-marido estuprador.
Embora Gisèle e os filhos sempre tenham se sentado lado a lado no tribunal, muitas vezes aos sussurros, houve sinais do preço que o julgamento teve no relacionamento familiar.
Na sexta-feira (20/12), o irmão de Caroline, David, destacou — como já havia feito antes — que o julgamento não foi apenas sobre Gisèle, mas sobre toda a “família aniquilada”.
“Nós, os filhos, nos sentimos esquecidos”, disse ele.
“Honestamente, sinto que, embora nossos advogados tenham feito um trabalho notável na defesa de nossa mãe, fomos pouco levados em consideração.”
Em suas memórias, Caroline lamentou a “negação de Gisèle como um mecanismo de enfrentamento”.
“Por causa do meu pai”, ela escreveu, “agora estou perdendo a minha mãe.”
3. Quantos réus vão entrar com recursos?
Além de Dominique, todas as penas de prisão impostas aos réus foram menores do que os promotores haviam exigido no início do processo.
Vários advogados de defesa estavam visivelmente satisfeitos, o que significa que é improvável que eles incentivem seus clientes a apelar contra as sentenças.
Um homem chamado Jean-Pierre Maréchal pegou 12 anos de prisão — cinco a menos do que os promotores haviam defendido — e seu advogado Patrick Gontard disse à BBC que estava “fora de questão” uma apelação futura.
Um dos réus na entrada do tribunal.
GETTY IMAGES via BBC
Os meses ou anos que os homens passaram em prisão preventiva contarão para o total da sentença, o que significa que alguns podem ser libertados em breve se tiverem cumprido a pena mínima.
Um homem que enfrentaria 17 anos de detenção acabou condenado a oito anos — e seu advogado Roland Marmillot disse à BBC que, como ele já havia passado vários anos no sistema prisional, é provável que seja libertado em breve.
Ainda assim, na manhã após o encerramento do julgamento, dois homens presos por oito anos já haviam apresentado recursos contra a decisão da corte.
Espera-se que mais pedidos do tipo acontençam nos próximos dez dias — o período em que esses recursos podem ser apresentados pela defesa.
4. Do que mais Dominique Pelicot poderia ser culpado?
Dominique Pelicot admitiu ter agredido e tentado estuprar uma corretora imobiliária de 23 anos, conhecida pelo pseudônimo Marion, nos subúrbios de Paris em 1999.
Um pano impregnado com éter foi colocado sobre a boca da vítima, mas ela conseguiu lutar contra o agressor e fugir.
Foi somente em 2021, depois que Dominique foi preso pelos crimes que infligiu à esposa Gisèle, que o DNA dele foi cruzado com uma partícula de sangue encontrada no sapato de Marion — e ele admitiu a culpa nesse outro caso também.
No entanto, Dominique negou qualquer responsabilidade em outro caso arquivado — o estupro e o assassinato de uma jovem corretora imobiliária, Sophie Narme, em 1991, para o qual não há registros de DNA.
Os investigadores argumentaram que os dois casos apresentam muitas semelhanças para serem meras coincidências.
Outros casos arquivados com modus operandi semelhantes ​​também estão sendo analisados ​​novamente pelos investigadores franceses.
5. O julgamento representará um ponto de virada?
“Haverá um ‘antes’ e um ‘depois’ do julgamento de Pelicot”, declarou um homem parisiense à BBC nos primeiros dias das sessões na corte.
Para muitos, esse sentimento só cresceu nos últimos meses, durante os quais a intensa cobertura da mídia sobre o julgamento de Pelicot gerou inúmeras conversas sobre estupro, consentimento sexual e violência de gênero.
“O que precisamos fazer é ter sentenças muito, muito mais duras”, disseram Nicolas e Mehdi, dois moradores de Mazan — a vila onde os Pelicots viviam — à BBC.
Eles disseram que ficaram “enojados” quando descobriram que um dos réus era um homem com quem jogaram futebol.
“Com sentenças mais longas, eles pelo menos pensarão duas vezes antes de fazer coisas assim”, disseram os entrevistados, acrescentando que era “loucamente injusto” que alguns dos homens pudessem sair da prisão nos próximos meses.
O julgamento de Pelicot inspirou pedidos de mudanças nas leis francesas sobre consentimento sexual.
GETTY IMAGES via BBC
Vale a pena notar, no entanto, que o risco de ser condenado à prisão durante 20 anos por estupro agravado (como prevê a lei francesa atual) não impediu Dominique Pelicot de oferecer a esposa inconsciente para ser estuprada por estranhos que ele conheceu na internet.
Nos últimos meses, foram feitos diversos apelos para reformar a legislação francesa sobre estupro com o objetivo de incluir conceitos de consentimento sexual.
No entanto, o debate estagnou e exigirá um trabalho considerável no atual parlamento francês, que está bastante dividido.
Alguns argumentaram que as escolas têm a responsabilidade de ensinar melhor as novas gerações sobre sexo, amor e consentimento.
Béatrice Zavarro, advogada de Dominique Pelicot, declarou acreditar que “a mudança não virá do Ministério da Justiça, mas do Ministério da Educação”.
Françoise, que mora no mesmo bairro de Gisèle e Dominique Pelicot, disse à BBC que acha que é preciso encontrar uma maneira de diminuir a distância entre o que as crianças aprendem nas escolas e o tipo de material ao qual elas têm acesso no mundo virtual.
“Os jovens são muito expostos ao sexo na internet e, ao mesmo tempo, as escolas são muito pudicas”, disse ela.
“As escolas deveriam ser muito mais abertas e francas para corresponder e explicar o que as crianças veem.”
Todos esses debates revelam que, embora possa levar tempo até qualquer mudança tangível, uma conversa mais ampla já começou a acontecer. E ela continuará até que não existam mais perguntas sem respostas.
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Fonte: G1

Polícia Civil cumpre mandado contra jovem foragida e apreende 80 porções de droga

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Uma jovem foragida da Justiça foi presa pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (19.12), no município de Campos de Júlio. Com ela, foram apreendidas cerca de 80 porções de entorpecentes, três carregadores de arma de fogo, balança de precisão e entre outros materiais. Por isso, ela também foi autuada em flagrante por tráfico de drogas, resistência, desobediência e lesão corporal.

A procurada, de 21 anos, estava com o mandado de prisão decretado pelos crimes de roubo, extorsão e tortura cometidos pela comarca de Sapezal.

Os policiais civis da Delegacia de Sapezal realizaram diligências para localizar a foragida e identificaram que a mesma estava escondida em uma residência na cidade de Campos de Júlio.

Com base nas informações, a equipe deslocou até Campos de Júlio e, com apoio do investigador da cidade, passaram a monitorar o endereço levantado. Após certo tempo de campana, os policiais civis avistaram a jovem saindo do imóvel.

Ao ser abordada, a suspeita tentou correr para dentro da quitinete. Ela resistiu a ação e agiu com violência, desferindo vários golpes e causando lesões na equipe.

Durante busca pessoal realizada por uma investigadora, foi encontrado embaixo das roupas da suspeita duas meias com 30 porções de pasta base de cocaína e um aparelho celular.

No interior do imóvel, também foram localizadas mais 50 porções de droga, um notebook, uma maleta da Taurus contendo três carregadores de pistola calibre 9 milímetros e uma balança de precisão.

Diante dos fatos e da ordem judicial de prisão em aberto, a jovem foi conduzida até a Delegacia de Campos de Júlio, onde foi interrogada, autuada em flagrante e dado cumprimento ao mandado judicial.

Após a confecção dos autos, a presa foi colocada à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT

FONTE : MatoGrossoNews

Corpo é encontrado ao lado de carro às margens de rodovia em MT

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DO REPÓRTER MT

Um homem, ainda não identificado, foi encontrado morto ao lado de um carro abandonado às margens de uma rodovia estadual em Pontes e Lacerda (441 km de Cuiabá), na manhã deste sábado (21).

Uma testemunha viu o carro, um Ônix prata, abandonado na MT-473 e acionou a polícia. No local, os agentes de segurança identificaram o corpo, que possui marcas de tiros.

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Informações são de que o veículo teria placa de Goiás.

O local foi isolado para a os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que deverá subsidiar a investigação policial a respeito do episódio de homicídio.

Diligências estão em andamento, mas até o momento nenhum suspeito foi preso pelo crime. A Polícia Civil acompanha o caso.

FONTE : ReporterMT

Ex-chefes de Estado denunciam situação de asilados em Caracas em carta

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Uma carta assinada por 27 ex-chefes de Estado e de governo da América Latina e do Caribe denunciou neste sábado (21) a situação dos opositores do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, asilados na embaixada da Argentina em Caracas. O local está aos cuidados do Brasil desde a expulsão dos diplomatas de Buenos Aires do país.

Entre os signatários estão o argentino Mauricio Macri e o equatoriano Guillermo Lasso.

Os líderes, que compõem a Idea (Iniciativa Democrática da Espanha e das Américas) e são majoritariamente associados à direita, iniciam o texto chamando ações recentes da ditadura contra seus opositores de “terrorismo de Estado”.

Entre os atos que justificariam o uso do termo estaria o bloqueio da sede diplomática argentina pelas forças de segurança venezuelana, segundo eles com o “objetivo de subjugar, por meio da falta de suprimentos”, os asilados.

O comunicado também desafia um relato feito à agência de notícias AFP sobre a saída de um dos opositores, Fernando Martínez Mottola, da embaixada nesta quinta-feira (19).

O assessor de María Corina Machado havia buscado refúgio no local em março, e lá permaneceu ao lado de outros cinco integrantes da principal força da oposição, a PUD (Plataforma da Unidade Democrática). Todos eram acusados de conspiração contra o regime.

Uma pessoa do setor jurídico da ditadura disse à AFP que Mottola renunciou ao asilo e compareceu voluntariamente diante do Ministério Público antes de voltar para casa. Os ex-chefes de Estado afirmam, porém, que ele foi entregue “a seus repressores” para que acusasse seus companheiros de atividades golpistas.

A carta pede ainda ação decisiva da Organização dos Estados Americanos (OEA), da União Europeia (UE) e do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Em agosto, integrantes do Idea haviam chamado de golpe de Estado a decisão do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), a corte máxima da Venezuela, de chancelar a contestada reeleição de Maduro.

noticia por : UOL

O que pensa a nova presidente do Superior Tribunal Militar, ex-advogada de mensaleiros e feminista assumida

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Primeira e única ministra do Superior Tribunal Militar desde sua fundação, há mais de dois séculos, a mineira Maria Elizabeth Rocha voltou ao noticiário nos últimos dias após realizar outro feito histórico: ser eleita presidente daquela Corte.

O que praticamente não se comenta, no entanto, é sua ligação — igualmente histórica — com Lula, Dilma e outros políticos do Partido dos Trabalhadores.

Procuradora federal, a magistrada de 64 anos já trabalhou como advogada dos petistas João Paulo Cunha e Virgílio Guimarães (ambos personagens do mensalão). Em 2003, tornou-se assessora da subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, na gestão de Dilma Roussef. Quatro anos depois, Lula a indicou ao STM. 

Em 2010, a ministra foi acusada de tentar impedir uma repórter da Folha de S. Paulo de acessar o processo que levou Dilma à prisão durante o regime militar. Ela paralisou o julgamento de uma ação apresentada pelo jornal, alegando precisar de mais informações. 

Questionada se os seus laços com o PT a impediam de atuar no caso, Maria Elizabeth disse na época que não havia motivos éticos e legais para tanto. Dois meses depois, acabou votando pela divulgação do material, com a ressalva de manter os relatos de tortura em sigilo, para preservar a intimidade da então presidente.

Magistrada quer tornar o STM “mais aberto e inclusivo”  

Vencedora em um pleito apertado, por apenas um voto (o dela mesma), a nova mandatária do Supremo Tribunal Militar tem sugerido à imprensa que foi vítima de uma articulação fracassada para barrar sua chegada ao topo da instituição. 

“Foi doloroso, não vou negar. Mas quebrei o teto de vidro. E os estilhaços caíram em cima de uma sociedade patriarcal e sexista”, disse à Folha, num tom alinhado com as narrativas contemporâneas da esquerda. 

E mesmo que sua principal pauta seja a integração do STM ao Conselho Nacional de Justiça (para que a Corte “tenha mais voz”), a magistrada faz questão de enfatizar seus planos de tornar o tribunal “mais aberto e inclusivo”. 

Feminista assumida, ela defende a introdução da Lei Maria da Penha no Código Militar e a criação de uma “assessoria de gênero, raças e minorias”.  

“Sou o voto contramajoritário”, afirmou ao Estado de S. Paulo a ministra — que em 2009 decidiu conceder aos servidores da Justiça Militar da União o direito de incluírem companheiros do mesmo sexo como beneficiários em planos de saúde. 

Maria Elizabeth, no entanto, parece não querer se envolver com as propostas do governo para revisar supostos privilégios dos militares. 

Casada com o general da reserva Romeu Costa Ribeiro Bastos (irmão de Paulo Costa Ribeiro Bastos, guerrilheiro do Movimento Revolucionário 8 de Outubro e considerado desaparecido político), ela apenas lembra que a categoria “tem uma carreira diferenciada”. 

“O militar não ganha horas extras, não ganha adicional noturno. O militar cumpre uma jornada de trabalho muito maior do que um civil”, disse ao Estadão. 

Maria Elizabeth Rocha quer criar uma “assessoria de gênero, raças e minorias” no Superior Tribunal Militar.Maria Elizabeth Rocha quer criar uma “assessoria de gênero, raças e minorias” no Superior Tribunal Militar. (Foto: Divulgação/STM)

Nova presidente é contra a participação das Forças Armadas na política  

Mas a ministra — que assume a presidência do STM em março, para um mandato de dois anos — não pega leve quando o assunto é a participação de militares na política. 

“Sem dúvida alguma, política e Forças Armadas são azeite e água: não se misturam. Quando a política entra nos quartéis, a hierarquia e a disciplina saem pela janela”, disse para a CNN. 

Para a GloboNews, afirmou que “militar sobe em palanque só no 7 de Setembro”. “É um desastre [o envolvimento de militares no cenário político]. Isso nunca funcionou no Brasil”. 

Em uma declaração um pouco mais antiga, de julho de 2022, Maria Elizabeth fez críticas implícitas ao então presidente Jair Bolsonaro e membros de seu governo. Durante um almoço com empresários, falou sobre “ameaças à democracia” e “discursos nas redes sociais que desafiam as instituições”. 

Não mencionou nomes, porém afirmou ser irônico que a “hecatombe da democracia” viesse sob um verniz de legitimidade, a partir de argumentos como o combate à corrupção e à segurança nacional (bandeiras da direita brasileira). 

No mesmo evento, repetiu ideias contidas no livro “Como as Democracias Morrem”, dos cientistas políticos Harvard Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, usado pela esquerda para associar governantes conservadores ao autoritarismo. 

“Democracias têm sido subvertidas por líderes autoritários que terminam por transformá-la em um regime autoritário sem precisar de armas”, disse, numa alusão direta à obra. 

Com Bolsonaro e seus aliados enfrentando processos em diversas instâncias judiciais (incluindo, possivelmente, o STM), é importante acompanhar de perto a atuação da nova presidente da Corte — uma magistrada historicamente ligada à esquerda e ao PT. 

A reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com a assessoria de imprensa do Superior Tribunal Militar para solicitar uma entrevista com a ministra Maria Elizabeth Rocha, mas não obteve retorno até a conclusão deste texto.

noticia por : Gazeta do Povo

Forças de segurança de MT realizam operação para combater crimes ambientais na Terra Indígena Sararé

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O Comitê Estadual de Gestão de Fogo realizou, nesta quinta-feira (19.12) e sexta-feira (20.12), uma série de palestras, mesa redonda e debates com objetivo de promover análises sobre a temporada de incêndios florestais em 2024 e discutir perspectivas para 2025. O evento teve a participação de especialistas de órgãos que compõem o Comitê do Fogo e Instituições convidadas.

“Já se esperava que o ano de 2024 seria um ano atípico. A seca estava muito avançada e isso fez com que o Estado tivesse recorde de focos de calor, porém não tivemos um número de incêndios tão alto. Hoje, o Governo de Mato Grosso é um modelo de execução de política pública no combate aos incêndios. Nossa plataforma de monitoramento é exemplo, porém as condições climáticas têm nos mostrado que temos que nos preparar cada vez melhor”, destacou o presidente do Comitê Estadual de Gestão do Fogo e secretário Executivo de Estado de Meio Ambiente, Alex Marega.

Uma das ações do Estado para aumentar a coordenação no combate ao fogo foram as reuniões semanais na Sala de Situação, localizada no Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), para fortalecimento do monitoramento, prevenção, preparação e resposta aos incêndios florestais. Participaram das reuniões órgãos do Governo Federal, Estadual e municipais, além do setor privado.

“A integração dos órgãos é muito importante para o sucesso das ações. A abertura das estradas e equipamentos pesados que a Sinfra disponibilizou para que os bombeiros pudessem chegar até os incêndios foi fundamental. Para o ano que vem, é preciso trabalhar a questão dos investimentos. Este ano tivemos um ano mais seco que 2020, mas com bem menos incêndios pelo preparo que foi feito. Estamos todos falando a mesma linguagem e temos que continuar assim”, avaliou o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Carlos Avallone.

O secretário Executivo do Comitê Estadual de Gestão do Fogo e mediador do evento, coronel do Corpo de Bombeiros, Dércio Santos da Silva, destacou as vantagens da reunião das entidades como fortalecimento das parcerias, compartilhamento de experiência e desenvolvimento de políticas públicas baseadas em evidências de boas práticas.

“Foram dois dias intensos de avaliações, reflexões, aprendizados e perspectivas. Na avaliação das ações, praticamos a identificação e mitigação de vulnerabilidade, as melhorias e inovações para prevenção e combate a incêndios nas áreas de gestão e tecnologia, otimização de recursos humanos e materiais, envolvimento de lideranças locais e preservação de ecossistemas”, apontou.

A analista ambiental da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Danny Moraes, apresentou a Palestra “Fauna Silvestre Desafios e Perspectivas” e mostrou os empreendimentos para receber animais vítimas das queimadas.

“Nosso objetivo é que, com os cuidados e reabilitação de animais silvestres vítimas de queimadas, eles possam voltar a natureza. A alimentação, por exemplo, é muito importante, com atenção para alimentos que ele possa encontrar no seu habitat natural em vida livre, assim como as capacitações contínuas e a diminuição do tempo resposta que conseguimos com os voluntários e veterinários contratados”, apontou.

Participaram também das palestras e mesas redondas, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), militares do Corpo de Bombeirs de Mato Grosso do Sul, representantes do Instituto SOS Pantanal e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Fonte: Governo MT – MT

FONTE : MatoGrossoNews

Ex-chefes de Estado e governo denunciam invasão armada à embaixada da Argentina em Caracas

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“Como indica a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o princípio de não devolução constitui a pedra angular da proteção internacional de refugiados e solicitantes de asilo foi obliquamente violado no caso de Martínez Mottola. Assim como foi desconhecida pela ditadura, como Estado territorial, sua obrigação imperativa, em benefício de cada asilado e enquanto se expede o respectivo salvo-conduto, de garantir que não esteja em perigo ‘sua vida, sua liberdade ou sua integridade pessoal'”, diz o comunicado.

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Fonte: G1

COAF apontou que Zampieri transferiu R$ 1,8 milhão para desembargador afastado

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DO REPÓRTERMT

A nova fase da Operação Sisamnes, deflagrada nesta sexta-feira (20), foi fundamentada em informações obtidas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que detectaram inclusive que o pagamento de uma parcela de R$ 25 mil referente a uma moto Harley Davidson, possivelmente para o desembargador João Ferreira Filho.

O magistrado está afastado do cargo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desde agosto deste ano, quando o escândalo de venda sentença veio à tona a partir da extração de conteúdo do aparelho celular do advogado Roberto Zampieri.

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Os dados levantados pela Polícia Federal revelam indícios de que Alice Terezinha recebeu R$ 1,8 milhão de uma empresa que tinha Zampieri como sócio.

Uma das transações identificadas pelo Coaf se refere ao pagamento por Alice de uma parcela da compra de uma motocicleta Harley Davidson, no valor de R$ 25 mil, possivelmente em favor de João Ferreira Filho.

Também foi detectado o pagamento de um boleto, no valor de R$ 275 mil, a uma empresa do setor de imóveis em favor do desembargador.

Em consulta aos sistemas notariais, a Polícia Federal também apontou inúmeras e sucessivas aquisições e vendas de imóveis relação ao desembargador João Ferreira Filho e sua esposa.

Diante disso, o ministro Cristiano Zanin autorizou o bloqueio de valores de até R$ 1,8 milhão ao magistrado e às servidoras, valor referente ao suposto dano, além de proibir o contato dele com a servidora Alice Terezinha.

FONTE : ReporterMT

Vídeo de Lula com ministros e Galípolo repete biblioteca e remete a lives de Bolsonaro

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No vídeo em que prometeu autonomia ao futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o presidente Lula (PT) recorreu a um cenário amplamente explorado pelo antecessor, Jair Bolsonaro (PL), em gravações e transmissões ao vivo pelas redes sociais: a biblioteca do Palácio da Alvorada.

Em um recado ao mercado financeiro, o Palácio do Planalto divulgou na sexta (20) um vídeo em que Lula afirma a Galípolo que ele será o “presidente com mais autonomia que o Banco Central já teve”.


Governistas rechaçam qualquer comparação com as lives de Bolsonaro. Reservadamente, um integrante do governo afirma que a gravação aproveitou o fato de que Galípolo foi ao Alvorada, para o almoço com ministros do governo. E, na residência oficial, a biblioteca seria o melhor local para a gravação, pela estética e por ser silenciosa.

Além do presidente e de Galípolo, aparecem no vídeo três dos ministros mais importantes da Esplanada dos Ministérios: Fernando Haddad, da Fazenda, Rui Costa, da Casa Civil, e Simone Tebet, do Planejamento. Os três apenas ouvem os votos de boa sorte de Lula ao futuro presidente do BC.

A biblioteca do Palácio da Alvorada foi cenário da grande maioria das lives transmitidas por Bolsonaro uma vez por semana. O ex-presidente costumava aparecer ao lado de ministros, dos filhos e de outros aliados de primeira hora, como o então presidente da Caixa Pedro Guimarães.

As lives de Bolsonaro também foram citadas pela Polícia Federal no inquérito que apura a tentativa de golpe. De acordo com os investigadores, as transmissões ajudaram a propagar a ideia de que há fraude no sistema eleitoral para que a narrativa falsa não parecesse casuística após uma eventual derrota.

No caso do atual governo, a gravação —feita ao fim de uma semana em que o dólar atingiu a maior cotação nominal da história— se deu em resposta ao mercado financeiro. Além de prometer autonomia ao BC, Lula diz que o governo buscou proteger a nova regra fiscal e seguirá atento “às necessidades de novas medidas”.

“Eu queria dizer para o Galípolo que seguimos mais convictos que nunca que a estabilidade econômica e o combate à inflação são as coisas mais importantes para proteger o salário e o poder de compra das famílias brasileiras”, disse o presidente ao lado dos três ministros.

A gravação foi divulgada poucas horas depois da aprovação no Senado do terceiro projeto do pacote de gastos (considerado o pilar das medidas, pelo limite ao ganho no salário mínimo), e da promulgação da emenda constitucional que muda o critério de concessão do abono salarial.

O vídeo também é publicado em meio a um momento de reconhecimento de que a comunicação da gestão tem tido problemas e precisa de mudanças. “Há um erro do governo na questão da comunicação e sou obrigado a fazer as correções necessárias”, afirmou Lula em evento do PT no começo do mês.

Haddad também citou na sexta problemas de comunicação, dizendo que a escalada do dólar se deu após o vazamento de medidas que seriam anunciadas posteriormente pelo governo —em uma referência à notícia da ampliação da isenção no Imposto de Renda, que teria obrigado a Fazenda a ter que explicar a iniciativa depois de uma reação negativa já consolidada no mercado.

“Houve problema de comunicação no final do ano que fez com que o dólar no Brasil tivesse valorização mais forte do que entre os pares. Então é preciso corrigir a comunicação, tomar as medidas —porque não é só a comunicação, precisa tomar medidas— e fazer com que isso traga o câmbio não para um patamar específico mas para uma situação de funcionalidade”, disse o ministro.

O governo, inclusive, deve fazer uma troca na Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República). A saída do ministro atual, Paulo Pimenta, é dada como certa. O marqueteiro Sidônio Palmeira, cotado para substituir Pimenta, foi convidado por Lula para a confraternização de fim de ano.

O cientista político e advogado Nauê Bernardo Pinheiro de Azevedo avalia que a comparação entre a estética dos vídeos de Lula e Bolsonaro é inevitável, uma vez que o cenário foi exaustivamente usado por Bolsonaro durante quatro anos. Apesar disso, ele vê a gravação de Lula como pontual e avalia que há diferenças entre as duas mensagens.

“A comparação é inevitável, afinal de contas, a gente passou quatro anos vendo semanalmente o patrimônio público sendo utilizado em lives muitas vezes pessoais do ex-presidente. No entanto, é preciso que se considere a qualidade daquilo que foi dito. Foi passado um recado institucional”, afirma.

O Palácio do Planalto foi procurado neste sábado (21), mas não houve retorno até a publicação deste texto.

noticia por : UOL