
EUA justificam novas tarifas ao Brasil com suposto trabalho forçado; entenda
Os Estados Unidos justificaram a nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros como uma forma de combater o trabalho forçado nas cadeias globais de produção.
Segundo o governo americano, o Brasil e outros 85 países não possuem mecanismos suficientes para impedir a entrada, em seus mercados, de mercadorias produzidas sob esse tipo de exploração.
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Mas especialistas, o governo brasileiro e organismos internacionais fazem um alerta que parece contradizer a lógica da medida: dependendo da forma como são aplicadas, as restrições comerciais podem acabar agravando justamente o problema que pretendem combater.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a explicação está na relação entre pobreza, vulnerabilidade e exploração.
“Em alguns casos, inclusive, a restrição do acesso a mercados pode piorar, porque aí você aumenta a pobreza, e a pobreza é uma das principais causas por trás desse tipo de violação”, afirma o diretor do escritório da OIT no Brasil, Vinícius Pinheiro.
A avaliação também aparece na manifestação enviada pelo governo brasileiro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), responsável pela investigação que deu origem à nova tarifa.
No documento, o Brasil afirma que barreiras comerciais não fortalecem a fiscalização, não ampliam a rastreabilidade das cadeias produtivas e podem até dificultar a cooperação internacional necessária para enfrentar o problema.
Quando a punição é direcionada a empresas específicas ou a mercadorias comprovadamente produzidas com trabalho forçado, ela pode gerar incentivos para mudanças de comportamento, aumento da fiscalização e maior controle das cadeias produtivas.
Já medidas amplas, que atingem países inteiros ou setores econômicos sem distinguir empresas que cumprem ou não as regras, tendem a produzir efeitos menos previsíveis. O novo tarifaço dos EUA se enquadra nessa categoria.
“A experiência internacional mostra que a efetividade dessas medidas não deve ser generalizada. Onde ela tem sido mais efetiva é quando ocorre de forma individualizada. Por exemplo, se uma empresa específica foi flagrada, ela deveria ser penalizada.”
A explicação é econômica:
🔎 Quando as exportações diminuem, empresas podem reduzir investimentos, cortar empregos ou diminuir a renda. Em regiões marcadas por pobreza, informalidade e baixa proteção social, isso amplia justamente as condições que favorecem o aliciamento de trabalhadores para situações degradantes.
“Nós não queremos diminuir o comércio, mas queremos que esse comércio ocorra sobre bases justas, com respeito aos direitos fundamentais”, resume o diretor da OIT.
Na manifestação enviada ao USTR, o Itamaraty afirma que a medida pode gerar consequências econômicas amplas sem enfrentar as causas do problema.
“Medidas tarifárias não aumentam a capacidade de fiscalização, não incentivam diligência adicional nem atacam casos reais de trabalho forçado. Pelo contrário, elas podem desviar fluxos comerciais e impor custos econômicos amplos (inclusive para indústrias e consumidores dos EUA) sem tratar das questões centrais de direitos trabalhistas. Tarifas unilaterais também podem desestimular a cooperação entre governos, que é justamente necessária para combater o trabalho forçado de forma eficaz”, diz a carta divulgada.
Para o governo brasileiro, combater o trabalho forçado exige cooperação entre países, troca de informações, fortalecimento da rastreabilidade das cadeias produtivas e atuação coordenada dos órgãos de fiscalização.
Trabalho Forçado/ Escravidão Moderna/ Trabalho Análogo à Escravidão
Organização Internacional do Trabalho/ Kazi Salahuddin Razu/ Getty Images
Problema real
A crítica à tarifa não significa negar a existência do problema. Segundo a OIT, cerca de 28 milhões de pessoas vivem hoje em situação de trabalho forçado em todo o mundo.
O próprio Brasil convive com essa realidade. Desde 1995, mais de 65 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão. Nos últimos anos, porém, o combate deixou de se concentrar apenas nos empregadores flagrados e passou a alcançar toda a cadeia produtiva.
É justamente essa lógica que orienta iniciativas como o projeto Reação em Cadeia, do Ministério Público do Trabalho (MPT), que rastreia relações comerciais entre grandes empresas e fornecedores envolvidos em violações de direitos humanos.
O programa já identificou mais de R$ 48 bilhões em negócios envolvendo fornecedores ligados a casos de trabalho escravo em setores como pecuária, café, soja, carvão vegetal, etanol, construção civil e indústria têxtil.
A iniciativa se soma a outros mecanismos do Brasil, como os grupos móveis de fiscalização e a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, que divulga empregadores responsabilizados.
Essas ferramentas colocam o Brasil como referência global no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo, segundo Pinheiro. Para ele, um dos diferenciais brasileiros é justamente reconhecer a existência do problema e manter mecanismos permanentes de fiscalização, transparência e responsabilização.
“O Brasil é referência internacional em termos de combate ao trabalho escravo. Primeiro, por reconhecer e dar transparência ao tema, porque a atitude de outros países, por exemplo, é negacionista. Eles dizem que não existe.”
O reconhecimento internacional, porém, não significa que não existam desafios. Segundo Luciano Aragão Santos, coordenador nacional de combate ao trabalho escravo (Conaete) do Ministério Público do Trabalho (MPT), há uma lacuna justamente na área utilizada pelos EUA para justificar a nova tarifa: o controle de produtos importados e o monitoramento de fornecedores estrangeiros.
🔎 Hoje, o Brasil não possui uma legislação específica que obrigue empresas a verificar se fornecedores internacionais utilizaram trabalho forçado na produção das mercadorias importadas. É justamente essa lacuna regulatória relacionada às importações — e não à capacidade do país de combater o trabalho escravo internamente — que está no centro da discussão levantada pelos EUA.
As contradições da medida
Segundo o USTR, essa lacuna regulatória cria um ambiente de concorrência considerado desleal para empresas americanas, especialmente em setores expostos à competição internacional.
Dados da Walk Free, no entanto, mostram que os próprios EUA não mantêm um controle rigoroso sobre o histórico dos produtos que importam. O país lidera o ranking mundial de importações potencialmente expostas ao risco de trabalho forçado, movimentando cerca de US$ 169,6 bilhões por ano.
EUA lideram o ranking mundial de importações potencialmente expostas ao risco de trabalho forçado,
g1
Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que o objetivo de impedir a circulação de produtos associados ao trabalho forçado é legítimo, mas questionam se esse é, de fato, o real objetivo da medida. Diversos elementos da própria investigação apontam em outra direção.
O relatório não apresenta casos concretos de mercadorias brasileiras produzidas sob essas condições que tenham chegado ao mercado americano.
Outro ponto que alimenta críticas é o desenho das tarifas. Produtos como carne bovina, café e suco de laranja permaneceram fora das sobretaxas, apesar de esses setores aparecerem com frequência em registros oficiais brasileiros relacionados ao trabalho escravo contemporâneo.
Thiago de Aragão, CEO da Arko International, afirma que os setores mais relevantes da pauta exportadora brasileira para os EUA ficaram de fora das medidas. Para ele, se a preocupação fosse realmente combater o trabalho forçado nas cadeias globais de produção, o desenho da política seria diferente.
“Uma política coerente trataria a questão como um padrão horizontal e usaria critérios técnicos, como due diligence [diligência prévia] de cadeia, rastreabilidade e certificação. O que se vê é uma medida que escolhe setores em função do impacto doméstico americano”, afirma.
Também pesa o contexto em que a investigação foi aberta. Analistas apontam que o processo ocorreu em um momento em que Washington buscava novas bases legais para sustentar sua política tarifária e ampliar sua capacidade de pressão comercial sobre parceiros estratégicos.
Brasil passa a ser o segundo país mais tarifado pelos Estados Unidos, atrás apenas da China
Jornal Nacional/ Reprodução
O que está por trás da nova tarifa?
A investigação do USTR foi aberta após dificuldades enfrentadas pelo governo americano para sustentar judicialmente outras medidas comerciais e acabou servindo como alternativa para manter instrumentos de pressão sobre parceiros econômicos.
“Não vejo um núcleo genuíno de preocupação com trabalho forçado, especialmente porque o timing da investigação coincide com a expiração das tarifas horizontais de 10% da Seção 122”, lembra José Pimenta, diretor de comércio internacional da BMJ.
Pimenta aponta que a própria estrutura adotada pelo USTR indica que a discussão não se limita aos direitos humanos. Isso porque países que já possuem acordos ou compromissos comerciais específicos com os EUA também foram alvo das medidas tarifárias.
“É pouco crível que o USTR considere sinceramente todos esses países como violadores relevantes em matéria de trabalho forçado. O que eles têm em comum não é o problema, mas a concorrência econômica ou industrial com os Estados Unidos”, afirma.
📎 Ou seja, o tarifaço pode estar funcionando, ao mesmo tempo, como instrumento de pressão comercial, mecanismo de negociação diplomática e ferramenta para ampliar a influência americana sobre as regras que regem o comércio internacional.
Há ainda uma dimensão geopolítica. Segundo Aragão, o mecanismo pode ajudar os EUA a expandir internacionalmente regras semelhantes às que já utilizam para restringir produtos associados a determinadas regiões da China.
Na prática, isso aumentaria a pressão para que outros países adotem sistemas mais rigorosos de rastreamento e bloqueio de mercadorias ao longo das cadeias globais de fornecimento.
“Direitos humanos são o enquadramento. O motor é outro: reconstruir a política tarifária após a derrota na Suprema Corte, ganhar alavancagem bilateral e cercar a China por interposta pessoa”, conclui Aragão.
O que diz o governo brasileiro?
O governo brasileiro rejeita as conclusões da investigação americana e afirma que não existe base factual para a aplicação da nova tarifa.
Em documento encaminhado ao USTR, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, argumenta que os EUA não conseguiram apontar um único caso em que uma ação ou omissão do Brasil tenha permitido a entrada de produtos feitos com trabalho forçado no mercado americano.
A defesa também sustenta que a investigação ignorou parte das informações apresentadas pelo país sobre seu sistema de combate ao trabalho escravo, incluindo mecanismos de fiscalização, punição de empregadores e rastreamento de cadeias produtivas.
Outro ponto destacado pelo governo é que os EUA mantêm superávit comercial com o Brasil há anos, o que, na avaliação do Itamaraty, enfraquece a tese de que práticas brasileiras estariam causando prejuízos à economia americana.
Para o governo brasileiro, medidas tarifárias também não representam uma solução eficaz para enfrentar o problema do trabalho forçado.
A posição brasileira é que o combate ao trabalho escravo exige cooperação internacional, troca de informações e fortalecimento dos mecanismos de rastreabilidade das cadeias produtivas, e não a adoção de barreiras comerciais unilaterais.
Desde março de 2025, o governo brasileiro realizou mais de 30 reuniões presenciais, virtuais e por telefone, nos níveis presidencial, ministerial e técnico, com autoridades americanas na tentativa de evitar a escalada tarifária e buscar uma solução negociada.
Para o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a decisão anunciada por Washington extrapola a discussão sobre trabalho forçado e reflete divergências mais amplas nas negociações entre os dois países.
“Claramente, o que incomoda o governo dos Estados Unidos é o fato de o Brasil não ter se curvado às pretensões desmedidas e às demandas irrazoáveis apresentadas durante o curso das negociações”, disse.
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Tarifa dos EUA pode agravar trabalho forçado que diz combater, alertam especialistas
Justiça da Paraíba absolve pastor acusado de golpe de R$ 3 milhões
A Justiça da Paraíba absolveu o pastor Péricles Cardoso de Melo e sua esposa, Vânia Francisca de Macedo Melo, das acusações de estelionato continuado, que envolviam um suposto golpe de R$ 3 milhões contra fiéis de uma igreja em João Pessoa. A decisão foi proferida pela 3ª Vara Criminal da capital paraibana.
Contexto do Caso
O processo judicial teve início após relatos de membros da Assembleia de Deus em Mangabeira, onde mais de 30 fiéis foram identificados como vítimas. Segundo as denúncias, o pastor teria solicitado empréstimos, cartões de crédito e transferências bancárias, resultando em dívidas significativas para os envolvidos, que foram acrescidas de juros ao longo do tempo.
O que Aconteceu na Decisão Judicial
A magistrada Ana Christina Soares Penazzi Coelho, ao analisar o caso, concluiu que não havia provas suficientes para comprovar que Péricles agiu com a intenção de enganar os fiéis desde o início. A juíza destacou que, embora tenha havido o recebimento de recursos por parte do pastor, não se provou o dolo, ou seja, a intenção de fraudar. Para a condenação por estelionato, é necessário demonstrar que o acusado utilizou as negociações como um meio para enganar as vítimas desde o princípio.
Além disso, a juíza observou que o pastor havia realizado pagamentos iniciais de algumas dívidas, o que enfraqueceu a tese de um plano fraudulento. A Justiça também ressaltou a falta de evidências de enriquecimento pessoal de Péricles, indicando que parte significativa dos valores supostamente arrecadados foi utilizada em reformas e melhorias na própria igreja.
Reação dos Envolvidos
A absolvição de Vânia Francisca de Macedo Melo se deu pela falta de provas de sua participação nas solicitações de dinheiro ou cartões, já que os depoimentos indicaram que as negociações eram conduzidas exclusivamente por Péricles. Nenhum dos fiéis ouvidos afirmou ter sido convencido pela esposa a entregar recursos.
O caso gerou repercussão entre os membros da comunidade e levantou discussões sobre a responsabilidade dos líderes religiosos na gestão de recursos financeiros. A decisão judicial, embora absolva os acusados, não invalida a existência das dívidas ou os prejuízos relatados pelos fiéis.
O que Esperar Após a Decisão
Com a absolvição, Péricles Cardoso de Melo e sua esposa poderão continuar suas atividades na igreja, mas a situação levanta questões sobre a transparência e a gestão financeira dentro das instituições religiosas. A confiança dos fiéis é fundamental para a continuidade do trabalho missionário e da evangelização, e casos como este podem impactar a percepção da comunidade em relação à liderança espiritual.
Presidente defende investimento nas Forças Armadas
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu nesta sexta-feira (24) o investimento nas Forças Armadas do país, no preparo dos militares e no fortalecimento da defesa nacional.

“Quero ela [Forças Armadas] bem preparada do ponto de visto do poderio, do conhecimento científico e tecnológico para que a gente possa andar de cabeça erguida, sem nenhuma arrogância. Falando em paz, mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz no nosso país”, disse.
Ainda sobre esse tema, o presidente citou a dimensão territorial do Brasil e sua posição no continente, com fronteira seca com quase todos os países da América do Sul.
Lula participou de evento na empresa Avibras Aeroco, em Jacareí (SP), que produz sistemas de defesa e espaciais, incluindo mísseis, foguetes, veículos especiais e lançadores espaciais civis. A empresa reabriu as portas em março deste ano.
Com mais de 50 anos de atuação, a empresa brasileira privada de engenharia desenvolve tecnologia para as áreas de defesa e civil, com destaque para sistemas de lançamento de mísseis de cruzeiro e foguetes guiados, além de diferentes motores foguetes para a Marinha e para a Força Aérea Brasileira e veículos blindados.
A empresa passou por uma greve que durou 1.280 dias e uma crise financeira que resultou em um pedido de recuperação judicial.
A recuperação judicial foi apresentada em março de 2022, após a Avibras alegar ter dívidas de R$ 600 milhões. No mesmo momento, anunciou 420 demissões, que foram suspensas pela Justiça um mês depois, devido a uma ação movida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.
A fábrica foi retomada sob nova direção. O ex-proprietário João Brasil Carvalho Leite foi destituído em 25 de julho de 2025, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que homologou a transferência de 99% das ações para o Brasil Crédito Gestão Fundo de Investimento em Direitos Creditórios, credor da Avibras.
Como é feito o foie gras, alimento que foi proibido por Lula e reacendeu a tensão comercial com a França

Método para produção de foie gras, com tubo enfiado na garganta da ave, é considerado cruel
Bebeto Matthews/Arquivo/AP Photo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (24) o projeto de lei que proíbe a produção e a venda de produtos obtidos por meio da alimentação forçada de animais. Entre eles, está o foie gras, produto da culinária francesa feito com fígado gordo de pato ou ganso.
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A norma, publicada no Diário Oficial da União, especifica que a proibição inclui a produção e a comercialização de foie gras, tanto in natura como enlatado.
Quem descumprir a regra poderá ser punido com prisão de três meses a um ano, além de multa, conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais para casos de maus-tratos a animais.
Como é feito o foie gras
Traduzido como “fígado gordo” em português, a produção do foie gras envolve uma técnica conhecida como gavage, na qual patos ou gansos recebem grandes quantidades de alimento por meio de um tubo metálico introduzido no esôfago.
O procedimento é realizado nas últimas semanas de vida das aves e tem como objetivo provocar o aumento do fígado. O processo costuma durar de duas a três semanas, com duas ou três sessões diárias.
“Isso gera uma série de lesões na garganta, no esôfago ou até na face e no bico do animal”, explica George Sturaro, diretor de políticas públicas da ONG Mercy For Animals.
Segundo Sturaro, o fígado pode crescer até dez vezes além do tamanho normal, o que pode causar dor, alterações no metabolismo e estresse térmico nas aves.
Gavage, técnica de alimentação forçada
Mercy for Animals / divulgação
Além disso, há outro agravante: muitas vezes o processo não é feito corretamente, o que provoca ainda mais ferimentos nos animais.
“Você vê que as aves já até fogem quando chega o funcionário, porque já vira um manejo violento, não toma cuidado na hora de fazer a sondagem”, afirma Patrycia Sato, presidente e diretora técnica da Alianima.
Embora seja tradicionalmente consumido como uma iguaria em países como a França, o método de produção é alvo de críticas de entidades de proteção animal, que apontam sofrimento e impactos ao bem-estar das aves.
Foie Gras é proibido no Brasil.
REUTERS/Aline Massuca
A volta da tensão comercial França-Brasil
A nova medida do governo brasileiro reacendeu a tensão entre os governos do Brasil e da França. Isso porque os franceses são os principais produtores mundiais de foie gras.
Segundo o Comitê Interprofissional de Aves Aquáticas para Foie Gras (Cifog), o Brasil representa um mercado anual de aproximadamente 1 milhão de euros, concentrado em restaurantes de alto padrão e importadores de grandes cidades.
Antes mesmo da sanção presidencial, a entidade francesa havia pedido uma intervenção diplomática da União Europeia (UE) para tentar barrar a medida. Em maio, o Cifog classificou a futura proibição como uma “primeira violação” do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, firmado em dezembro após 25 anos de negociações.
Mais do que o impacto econômico imediato, os produtores franceses temem o precedente que a decisão pode criar para outros produtos agrícolas europeus. O setor argumenta que o foie gras integra uma lista de indicações geográficas protegidas reconhecidas pelo acordo entre os dois blocos.
A controvérsia se torna ainda mais sensível porque toca em um tema frequentemente defendido pelos próprios agricultores europeus: as chamadas “cláusulas-espelho”, que exigem que produtos importados respeitem padrões ambientais, sanitários ou de bem-estar animal semelhantes aos adotados pela União Europeia.
Brasil proíbe foie gras após classificar técnica como maus-tratos
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Supere a ansiedade com a palavra de Deus: recursos e orações
Em tempos de incertezas e desafios, a ansiedade pode se tornar uma constante na vida de muitos. No entanto, a palavra de Deus oferece recursos valiosos para enfrentar e superar esse sentimento. Neste artigo, apresentamos versículos, orações guiadas e promessas que podem renovar a paz em nossas vidas.
O que é a ansiedade?
A ansiedade é uma resposta natural do corpo a situações de estresse e pressão. No entanto, quando se torna excessiva, pode afetar nossa saúde mental e espiritual. A Bíblia nos ensina que não devemos nos preocupar, mas confiar em Deus em todas as situações. Em Filipenses 4:6-7, encontramos a orientação: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; antes, em tudo, sejam conhecidas as vossas petições diante de Deus, pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus.”
Versículos para vencer a ansiedade
Os versículos bíblicos são poderosos aliados na luta contra a ansiedade. Aqui estão alguns que podem trazer conforto e esperança:
- Salmo 55:22: “Lança o teu cuidado sobre o Senhor, e ele te sustentará; jamais permitirá que o justo seja abalado.”
- Mateus 6:34: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta a cada dia o seu mal.”
- Isaías 41:10: “Não temas, pois eu sou contigo; não te assombres, pois eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel.”
Orações guiadas para momentos de ansiedade
A oração é uma forma poderosa de se conectar com Deus e buscar a paz que só Ele pode proporcionar. Aqui está uma oração guiada que pode ser feita em momentos de ansiedade:
Promessas de Deus para nos fortalecer
Deus nos deixou inúmeras promessas em Sua palavra, que nos encorajam a confiar Nele em meio às dificuldades. Algumas dessas promessas incluem:
- Deus está sempre conosco, mesmo nos momentos mais difíceis.
- Ele nos dá força e coragem para enfrentar os desafios.
- A paz de Deus é um presente que nos ajuda a superar a ansiedade.
O que esperar ao buscar a paz em Deus
Quando buscamos a paz de Deus e aplicamos Sua palavra em nossas vidas, podemos esperar uma transformação interior. A ansiedade pode ser substituída por uma confiança renovada e uma paz duradoura. É fundamental lembrar que a jornada de superação da ansiedade pode levar tempo, mas com fé e perseverança, é possível encontrar a liberdade que Deus oferece.
Subsídio de R$ 0,35 ao diesel não será retomado, diz ministro
Apesar de o petróleo voltar a se aproximar de US$ 100 por barril, a equipe econômica não pretende, neste momento, restabelecer a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, suspensa no início de julho. A informação foi dada nesta sexta-feira pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a apresentação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

Segundo o ministro, a avaliação do governo é que o aumento da cotação do petróleo ainda não provocou impacto suficiente sobre os preços internos para justificar a retomada do benefício.
“Considerando nossa estratégia de suavização de preços, é preciso olhar o que está acontecendo no preço final ao consumidor. Hoje, entendemos que é importante manter o subsídio de R$ 1,12, segurar um pouco a estratégia de retirada gradual tendo em vista a piora do cenário, mas também entendemos que não justifica retomar o de R$ 0,35 até aqui”, explicou Moretti.
O ministro ressaltou ainda que a subvenção atualmente em vigor já representa um custo fiscal elevado para a União.
Subsídios mantidos
Embora tenha descartado o retorno do benefício adicional ao diesel, o governo decidiu manter outras medidas de apoio aos combustíveis.
Atualmente permanecem em vigor:
Segundo o Ministério do Planejamento, a subvenção da gasolina tem custo estimado de R$ 1,3 bilhão por mês. O auxílio ao diesel representa cerca de R$ 5,5 bilhões mensais.
Mudança de cenário
O governo havia iniciado a retirada gradual dos subsídios após o acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, quando os preços internacionais do petróleo recuaram para níveis próximos aos observados antes da escalada do conflito no Oriente Médio.
Nesse contexto, a subvenção adicional de R$ 0,35 por litro do diesel foi encerrada em 1º de julho.
No entanto, a retomada dos ataques na região voltou a pressionar as cotações internacionais do petróleo, levando o governo a manter parte dos incentivos para evitar um repasse imediato aos consumidores.
Até junho, o governo desembolsou R$ 14,55 bilhões para reduzir os efeitos da alta internacional dos combustíveis sobre os preços domésticos. Os recursos foram liberados por meio de crédito extraordinário, modalidade que fica fora do limite de gastos, mas é contabilizada para o cumprimento da meta fiscal.
Desse total, ressaltou o ministro, R$ 7 bilhões foram gastos em junho; R$ 7 bilhões serão gastos em julho, dos quais R$ 3,3 bilhões vêm de medida provisória editada nesta sexta-feira; R$ 550 milhões referem-se ao acordo para que os estados zerem o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel importado com crédito extraordinário editado no fim de junho.
Como parte das medidas permanece em vigor, a despesa ainda deve crescer nos próximos meses.
Apesar disso, Moretti afirmou que o impacto adicional será incorporado na próxima revisão das contas públicas.
“O quanto vier em julho vai ser projetado no próximo relatório, afetando o espaço na meta. Tudo mais constante, hoje nós temos quase R$ 11 bilhões de espaço. Caso não haja cumprimento da meta, o instrumento ordinário é o contingenciamento”, disse Moretti.
Receita do petróleo
Parte do aumento das despesas tem sido compensada pela arrecadação obtida com o próprio setor de petróleo.
Como o Brasil é exportador líquido do produto, o governo mantém um imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto. A medida foi criada com o objetivo de evitar que a produção seja direcionada integralmente ao mercado externo, preservando o abastecimento interno.
Inicialmente, a expectativa era arrecadar R$ 16,5 bilhões em quatro meses com o tributo. Com a manutenção da cobrança por mais tempo, o governo ainda não incorporou a receita adicional às projeções do Orçamento.
Meta fiscal
O Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas mantém a previsão de superávit primário de R$ 10,8 bilhões para este ano, após o desconto da meta de gastos autorizados pelo arcabouço fiscal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A meta estabelecida pelo governo é de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância entre 0% e 0,5% do PIB.
Para cumprir o limite de gastos, o Executivo mantém um bloqueio de R$ 17,9 bilhões em despesas, mas, até o momento, não foi necessário contingenciar por insuficiência de receitas.
Alvo de tarifaço, Brasil é há décadas fonte de superávit recorde para os EUA

Governo brasileiro rechaça decisão dos EUA em impor tarifa de 12,5% e volta a falar em Reciprocidade
Novamente na mira de tarifas impostas pelo governo Donald Trump, o Brasil acumula um déficit de 144 bilhões de dólares (R$ 734 bilhões) em quatro décadas de comércio de bens com os Estados Unidos.
Ou seja, a balança entre os dois parceiros favorece Washington, que registrou saldo positivo em 26 dos 41 anos da série histórica disponibilizada pelo Departamento do Censo dos EUA.
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Ao incluir bens e serviços, os EUA chegaram a lucrar 480 bilhões de dólares (R$ 2,4 trilhões) com o Brasil entre 2000 e 2025, mostram dados do Departamento de Análise Econômica (BEA) dos EUA, o que não impediu a imposição de uma nova tarifa de 25% contra as exportações brasileiras ou de uma taxa de 12,5% por suposta falha no combate ao trabalho escravo.
Questionado durante sabatina no Senado americano sobre esse desequilíbrio que favorece os americanos, o indicado para a embaixada dos EUA em Brasília, Daniel Perez, reconheceu nesta semana que seu país mantém um superávit expressivo.
Contudo, evitou justificar a nova sanção. “Essa tarifa foi implementada quando eu estava dormindo. Vou me informar melhor nas próximas semanas”, afirmou.
Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), também contornou o argumento de que o superávit americano deslegitimaria a medida tomada por seu órgão.
“Temos superávit nessa relação. Mas há muitas barreiras aos Estados Unidos, sejam tarifárias, regulatórias ou não tarifárias”, disse ao Atlantic Council em dezembro do ano passado.
Conta acumulada há quatro décadas
Sem acordo com Brasil, EUA impuseram tarifas de 25% contra alguns produtos
Joao Oliveira/Zoonar/picture alliance
As declarações das autoridades são sintoma da evolução das trocas entre os dois países ao longo do último século, uma relação marcada por oscilações e que se tornou mais intensa nas últimas quatro décadas.
“Essas oscilações independem, do lado americano, de ser um governo democrata ou republicano. O que elas vão levar em conta é o nível de autonomia do Brasil”, diz a cientista política e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Cristina Pecequilo.
“Porque o Brasil, sendo autônomo e não se alinhando com os Estados Unidos, vai buscar muitas vezes objetivos de reforma da ordem mundial e também um reposicionamento regional. E isso afeta o interesse americano”, continua.
Entre 1985 e 1995, por exemplo, Brasília chegou a registrar saldos positivos nas trocas comerciais com os EUA.
Trocas comerciais entre Estados Unidos e Brasil
Deutsche Welle
O cenário muda gradualmente durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), período marcado pela ampliação das compras de aeronaves, veículos, equipamentos eletrônicos e aparelhos de telecomunicações americanos.
A balança comercial passa então a alternar momentos de superávit e déficit nos anos seguintes. O Brasil retoma vantagem em 2002 e atinge um lucro recorde em 2005, impulsionado pelas vendas de minério de ferro, ouro, petróleo e café.
A inflexão definitiva ocorre em 2008, ano da crise financeira americana. Desde então, os Estados Unidos não voltaram a registrar déficit no comércio de bens com o Brasil.
O saldo positivo alcançou recordes de 16,5 bilhões de dólares (R$ 81 bilhões) em 2014 e de 15,75 bilhões de dólares (R$ 80 bilhões) em 2021, considerados valores nominais.
O padrão se repete nos últimos dois anos. Em 2025, o déficit brasileiro chegou a 14,4 bilhões de dólares (R$ 73,4 bilhões), mais que o dobro do ano anterior.
Já no setor de serviços, a balança favorece os americanos ao menos desde 1999. Em valores nominais, 2025 marcou o maior superávit dos EUA dos últimos 26 anos: foram 27,4 bilhões de dólares (R$139 bilhões) obtidos com o mercado brasileiro.
Os dados para 2026, considerados apenas cinco meses, indicam que este ano os valores devem ser ainda maiores. Se considerado o mês de maio, o país se tornou o sexto maior gerador de superávit para os Estados Unidos.
Ainda assim, figura como o segundo parceiro comercial mais taxado pela Casa Branca, com tarifa média de 18,2%, atrás apenas da China.
Sanções extrapolam trocas comerciais
Superávits dos EUA no comércio bilateral
Deutsche Welle
“A balança comercial, assim como o comércio exterior, não se trata somente do produto em si. Não é sobre os bens, mas sobre os ganhos relativos dessa relação comercial”, afirma o economista Tomás Marques, pesquisador do German Institute for Global and Area Studies (GIGA), em Hamburgo.
Para o pesquisador, o superávit dos EUA mostra que as tarifas não visam corrigir um déficit inexistente, mas reorientar os fluxos comerciais em meio à perda de competitividade de Washington em vários setores, como o de tecnologia.
“Os percentuais [tarifários] são arbitrários. O objetivo é mexer no jogo e renegociar a partir da posição dos Estados Unidos como grande importador. […] Tarifas e comércio exterior são instrumentos para tentar reorganizar a indústria e recuperar competitividade”, completa.
Isso se traduz na lista de exceções elaborada pelo USTR, por exemplo, que inclui cerca de 2.100 itens, como commodities agrícolas, minerais e metais. Trata-se de produtos cuja demanda interna os EUA não conseguem suprir e que não têm relação com as práticas sob investigação.
Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, isso faz com que apenas 18% das exportações destinadas aos Estados Unidos sejam efetivamente atingidas pela nova medida.
“O comércio é o que está menos em jogo”, diz Pecequilo, da Unifesp. “Os Estados Unidos usam o ambiente comercial para pressionar o Brasil em outros setores. […] Conter o Brasil no campo dos organismos multilaterais, das alianças de geometria variável com os outros países emergentes.” Disputas políticas também alimentam as sanções.
Etanol e novos mercados na mira
A justificativa apresentada pelo USTR para taxar o Brasil também é representativa dessa equação. Na investigação contra práticas brasileiras, o escritório cita temas que extrapolam o comércio de mercadorias e a balança comercial.
Entre eles, o sistema de pagamentos Pix, a regulação das plataformas digitais e questões ligadas à corrupção.
Já entre os produtos, parte das disputas alfandegárias recai sobre automóveis, autopeças e minerais. Na avaliação americana, acordos firmados pelo Brasil favorecem concorrentes como México e Índia, por exemplo.
Mas é o etanol concentra maior esforço da investigação americana. O USTR acusa o Brasil de interromper seu tratamento tarifário especial ao combustível importado dos EUA em 2017.
As importações só voltaram a crescer em 2023. Nas contribuições enviadas durante a consulta pública, representantes da indústria americana defendem que a tarifa de 25% ajuda a recuperar participação de mercado perdida ao longo dos últimos anos.
Com outras tarifas genéricas acumuladas, o etanol brasileiro deve entrar nos EUA com taxas acima de 30%.
Para o historiador e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing Leonardo Trevisan, o etanol é rotula de um problema mais amplo. “Eles gostariam de entrar aqui no Brasil, que é um consumidor forte de etanol, mas [o problema] não é o etanol. O ‘xis’ da história é o brutal crescimento do agronegócio brasileiro”, diz.
“A agricultura norte-americana está sentindo fortemente a concorrência da agricultura brasileira. Nos Estados Unidos, isso tem um peso político enorme”, conclui.
Em entrevista ao Atlantic Council, o chefe do USTR, Jamieson Greer, não escondeu esse interesse. “Eles [Brasil] são concorrentes dos Estados Unidos, especialmente na agricultura. Sempre que tentamos vender nossas commodities no exterior, competimos com os brasileiros”, disse.
Especialistas também contestam a crítica à abertura comercial brasileira para outros mercados. Com a ascensão da China e outros parceiros dos Brics nas cadeias globais de valor, alguns segmentos passaram a competir com áreas tradicionalmente dominadas por americanos e europeus.
No caso brasileiro, porém, o aumento das exportações ocorreu para diferentes destinos.
“Não houve substituição dos Estados Unidos pela China. Houve crescimento dos dois lados”, afirma Tomás Marques. Dados do Banco Central mostram que quase um terço de todo o capital estrangeiro investido no Brasil tem origem americana.
Em 2007, produção de etanol era tratada sob ótica de parceria entre Brasil e EUA
Getty Images/AFP/A. Scorza via Deutsche Welle
Quem vai resistir mais?
Para os especialistas, o nível de vulnerabilidade do Brasil nas negociações é maior, mas ambos saem prejudicados com as sanções.
Importação brasileira de etanol dos EUA
Deutsche Welle
“O Estado brasileiro não tem uma capacidade ampla de barganha com os Estados Unidos”, destaca Marques, considerando amplo controle da economia brasileira por empresas estadunidenses.
Por outro lado, o país é atualmente o principal fornecedor de pelo menos 11 produtos para o mercado americano, destaca Trevisan.
“Esse ponto é essencial para entender essa relação. O Brasil compõe cadeias produtivas integradas. São produtos que começam a ser feitos aqui, porque têm uma série de vantagens, e terminam lá. São 6 mil empresas americanas que têm essa relação com o Brasil, algumas delas imensas”, conclui.
“Quem vai resistir mais? Os Estados Unidos, do ponto de vista interno, têm um custo alto ao perder um parceiro importante com o qual mantêm superávit e ao aumentar a autonomia política e econômica do Brasil”, questiona Pecequilo. Mas o impacto no mercado brasileiro também é evidente, diz.
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Cinco motivos bíblicos para não temer o fim dos tempos
Em tempos de incerteza e ansiedade, muitos cristãos se perguntam como enfrentar o que a Bíblia chama de fim dos tempos. Um artigo recente do Comunhão traz à tona cinco razões bíblicas que nos encorajam a não temer essa fase, mas sim a renovar a esperança na volta de Cristo.
O que a Bíblia nos ensina sobre o fim dos tempos
A Bíblia, em diversos trechos, aborda o fim dos tempos de maneira clara e objetiva. Em Mateus 24, Jesus fala sobre os sinais que precederão o seu retorno, alertando que muitos se desviarão da fé, mas também que aqueles que permanecerem firmes serão salvos. Essa promessa é um dos pilares da esperança cristã, pois nos lembra que, apesar das dificuldades, a vitória final pertence a Cristo.
Motivos para não temer
- Deus está no controle: A soberania de Deus é um tema recorrente na Bíblia. Em Romanos 8:28, lemos que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. Isso nos assegura que, mesmo em tempos difíceis, Deus tem um plano.
- Promessa de proteção: Em Salmo 91, encontramos a promessa de que aqueles que habitam no esconderijo do Altíssimo estarão seguros. Essa proteção divina é um consolo para os cristãos, especialmente em momentos de crise.
- Esperança na ressurreição: A ressurreição de Jesus é a garantia de que a morte não tem a última palavra. Em 1 Coríntios 15:55, Paulo declara: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” Essa certeza nos encoraja a viver sem medo.
- Chamado à evangelização: O fim dos tempos não é apenas um aviso, mas também um chamado à ação. Jesus nos comissionou a pregar o Evangelho a todas as nações (Mateus 28:19), e essa missão é ainda mais urgente em tempos de incerteza.
- Comunhão com outros cristãos: A igreja é um corpo unido, e em momentos de crise, a comunhão entre os irmãos se torna ainda mais vital. Em Hebreus 10:25, somos exortados a não deixar de nos reunir, pois juntos somos mais fortes.
O que esperar do futuro
À medida que nos aproximamos do fim dos tempos, é natural sentir ansiedade. No entanto, as razões apresentadas nos lembram que, como cristãos, devemos focar na esperança e na promessa de Cristo. O apóstolo Paulo nos encoraja em Filipenses 4:6-7 a não nos preocuparmos com nada, mas a apresentar nossas petições a Deus, e a paz que excede todo entendimento guardará nossos corações e mentes.
Portanto, ao enfrentarmos os desafios do mundo atual, que possamos lembrar dessas verdades bíblicas e nos encorajar mutuamente a permanecer firmes na fé. O fim dos tempos não é motivo para temor, mas uma oportunidade para proclamar a esperança que temos em Cristo.
Alison dos Santos fatura 1º ouro nos 400m no Troféu Brasil com recorde
Campeão mundial e medalhista olímpico, Alison dos Santos, mais conhecido como Piu, faturou sua primeira medalha de ouro em provas individuais no Troféu Brasil nesta sexta-feira (24), no Estádio do Ibirapuera, em São Paulo. Após ausência de sete anos no Troféu Brasil, Piu não só venceu a prova, como quebrou o próprio recorde da competição (44s76) estabelecido por ele na semifinal na véspera. A principal competição de atletismo do país reúne quase mil atletas e vai até domingo (26), com transmissão ao vivo no canal do Time Brasil no YouTube.

Hoje (24) o paulista de São João da Barra garantiu o topo do pódio ao liderar a prova do início ao fim, cruzando a linha de chegada em 44s60. A prata ficou com Emerson Vieira do Nascimento (45s52) e o bronze com Guilherme Orenhas (45s56).
“Tô animado, tô feliz. É muito bom por estar de volta aqui, sabe. O que eu estava falando ali antes…. de sentir entrando nessa reta final aqui com a minha família gritando, com o pessoal torcendo… Sabendo que é um monte de pessoas que me viram quando eu tinha 15 anos, 14, 17, correndo aqui no Ibirapuera, brigando pelo troféu, pela medalha de ouro. Que estavam naquele momento e estão aqui agora. Isso é maravilhoso, não tem preço. Tô muito contente com isso”, disse Piu emocionado, em entrevista ao programa Stadium, da TV Brasil.
MODO IMPARÁVEL ON! ⚡⚡⚡⚡⚡
Alison dos Santos dominou os 400m rasos do início ao fim e conquistou o título do Troféu Brasil de Atletismo com o tempo de 44.60. 🥇
VOA, PIUUUUUUUUUU! pic.twitter.com/EY9NK2JBU7
— Time Brasil (@timebrasil) July 24, 2026
Na última quinta (23), Piu se classificou à final com o melhor tempo 44s76, derrubando o recorde do velocista santista Sanderlei Parrela (44s82) obtido há 27 anos no Troféu Brasil. Parrela segue como detentor do recorde brasileiro nos 400m, com o tempo de 44s29, estabelecido em 1999. Na América do Sul, a melhor tempo é do colombiano Anthony José Zambrano (43s92) desde 2021 e o recorde mundial segue como o sul-africano Wayde Van Niekerk (43s03) desde 2016.
Piu ainda tem chance de garantir um segundo pódio no Troféu Brasil em sua prova predileta, a dos 400m com barreira. A semifinal será neste sábado (25) e a final no domingo (26), último dia da competição.
Campeão mundial em Eugene (EUA) em 2022 e prata na Olimpíada de Tóquio, Piu coleciona dois ouros na prova de revezamento 4×400 metro do Troféu Brasil, obtidas em 2018 e 2019.
Programação Troféu Brasil
Sábado (25)
10h – Salto com vara – masculino
10h35 – 100m com barreira – Heptatlo (1)
11h20 – Salto em altura – Heptatlo (2)
15h30 – Arremesso de peso – Heptatlo (3)
16h – 4x400m misto – final por tempo
16h45 – 200m rasos – Heptatlo (4)
17h10 – 5.000m rasos feminino – final por tempo
17h35 – 5.000m rasos masculino – final por tempo
Domingo (26)
7h30 -35.000m marcha atlética – feminino
8h – 35.000m marcha atlética – masculino
10h – Salto em altura – masculino
10h30 – Arremesso de peso – masculino
11h – Lançamento de disco – feminino
11h05 – Salto triplo – feminino
12h – 400m com barreira – feminino
12h20 – 400m com barreira – masculino
13h30 – Salto em distância – Heptatlo (5)
13h35 – Lançamento do dardo – masculino
15h – 200m rasos feminino
15h05 – Lançamento do dardo – feminino
15h15 – 200m rasos – masculino
15h20 – Salto triplo – masculino
15h35 – 1.500m rasos feminino – final por tempo
15h35 – 1.500m rasos masculino – final por tempo
16h30 – 800m rasos – Heptatlo (7)
16h35 – Lançamento de dardo – masculino
16h5 -: 4x400m feminino – final por tempo
17h15 – 4x400m masculino – final por tempo
Jetour T2 4×4 chega por R$ 349.900; veja os prós e contras do jipão
O número divulgado pela marca é chamado de “potência total instalada” e corresponde à soma da potência e do torque de todos os motores. Com isso, o T2 chega a 591 cv e 91,7 kgfm. Na prática, esses números o colocariam muito acima dos 394 cv do Tank 300 e até do Mercedes-AMG Classe G, equipado com 585 cv e 86,6 kgfm.