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Demanda por Bíblias cresce na Ucrânia em meio à guerra: ‘Deus usa o mal’

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O ministério cristão Eastern European Mission (EEM), que contrabandeava Bíblias para a União Soviética na década de 1960, continua sua missão de compartilhar a Palavra de Deus, agora enfrentando os desafios de uma Europa Oriental abalada pela guerra.

Em 2024, o ministério sediado no Texas (EUA) estabeleceu como meta a distribuição de 970 mil Bíblias e outros materiais centrados no Evangelho em mais de 30 países e 20 idiomas.

A invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022 gerou uma crise humanitária que deslocou milhões de pessoas. De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, até novembro de 2024, cerca de 6,8 milhões de refugiados ucranianos foram registrados globalmente, enquanto quase 4 milhões permanecem deslocados dentro do país.

Neste cenário, o EEM intensificou sua atuação, imprimindo e distribuindo Bíblias na Ucrânia e em países vizinhos, como Polônia, Hungria e Moldávia.

Demanda por Bíblias

O vice-presidente do EEM, Dirk Smith, observou um aumento nos pedidos de Bíblias ucranianas, reflexo de uma busca por consolo espiritual em tempos de adversidade: “Deus usa o mal, e esta guerra definitivamente não vem de um bom lugar, mas Deus a usará […] Os crentes ucranianos estão migrando e levando a mensagem do Evangelho com eles”, explicou Smith.

Ele relatou que os não crentes frequentemente observam a paz demonstrada pelos cristãos durante a crise e se sentem atraídos a conhecer mais sobre Jesus.

Logística

Apesar da guerra, o EEM mantém operações de impressão de Bíblias em Kiev e na Ucrânia Ocidental, redirecionando canais de distribuição por meio da Polônia e Moldávia. Smith ressaltou que, até o momento, a organização conseguiu superar as dificuldades logísticas geradas pelo conflito.

Na Ucrânia, a EEM colabora com igrejas e organizações administradas por ucranianos, fornecendo Bíblias para atender à crescente demanda, especialmente após ataques aéreos.

Para Smith, a alta procura reflete o impacto do Espírito Santo na vida das pessoas e o poder transformador da Palavra de Deus.

Smith destacou que a missão da EEM segue os ensinamentos de Jesus na Parábola do Semeador, narrada em Mateus 13. A história ilustra como a Palavra de Deus encontra diferentes tipos de solo, simbolizando o coração humano:

“Nós plantamos a semente e observamos com espanto o poder de Deus em ação”, afirmou Smith, reafirmando o compromisso do ministério em semear esperança em meio às dificuldades, segundo informações do The Christian Post.

FONTE : Gospel Mais

Saiba como descobrir doenças e outros problemas através das unhas

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O estado das unhas das mãos e dos pés podem dizer muita coisa sobre nossa saúde. Apesar de a negligenciarmos muitas vezes, elas podem trazer informações importantes sobre o bem-estar geral, nos indicando, inclusive, uma condição médica subjacente grave.

No entanto, é necessário ficar atento, pois os sinais são sutis, como uma mudança de cor ou formato. Então, se você acha que suas unhas andam frágeis, moles e quebradiças, talvez seja o momento de investigar a causa!

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Linhas verticais – As linhas verticais das unhas (linhas com ondulações, também chamadas de sulcos ou linhas longitudinais), são geralmente um sinal de envelhecimento. O nome clínico desta condição é onicorrexe.

A onicorrexe também pode ser causada por deficiência de ferro, ácido fólico ou proteína. À medida que as unhas envelhecem, a sua capacidade de absorção de nutrientes diminui, afetando posteriormente o seu crescimento.

Leuconíquia – A leuconíquia descreve uma descoloração parcial ou totalmente esbranquiçada da unha. Existem várias causas potenciais para esse distúrbio ungueal específico.

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Embora geralmente não seja um sinal alarmante, a leuconíquia às vezes pode ser indicativa de distúrbios sistêmicos graves ou condições congênitas. Doenças cardíacas, insuficiência renal, colite ulcerosa e pneumonia têm sido associadas à doença. A leuconíquia também é conhecida por desmascarar o envenenamento por arsênico e chumbo.

– LEIA MAIS: Remédios do dia a dia que podem ser mais perigosos do que você imagina

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Unhas quebradiças -Unhas secas e quebradiças podem ocorrer devido a fatores ambientais ou condições de saúde subjacentes. A causa comum é molhar e secar repetidamente as unhas ou exposição excessiva a detergentes, produtos de limpeza domésticos e removedor de esmalte. Além do mais, a idade pode afetar a resistência das unhas de uma pessoa.

Deficiências nutricionais, como falta de biotina (vitamina B7), zinco e ferro, também podem causar unhas quebradiças. O mais preocupante é que a anemia e as doenças da tireoide estão associadas à doença.

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Corrosão das unhas – A corrosão das unhas ocorre quando pequenas depressões ou ranhuras redondas aparecem na superfície da unha. Pode ser um sinal de psoríase, eczema ou inflamação das articulações.

A psoríase ungueal é uma doença autoimune. Também conhecida como distrofia ungueal psoriática, a condição é causada pela psoríase que envolve a matriz ungueal ou o leito ungueal. Afeta unhas dos pés e das mãos.

Baqueteamento de unhas – O baqueteamento digital é uma deformidade das unhas dos dedos das mãos ou dos pés. É um inchaço na ponta dos dedos que ficam mais arredondados, causando também alterações no formato da unha. Acontece quando as pontas dos dedos ficam maiores e as unhas se curvam ao redor das pontas dos dedos.

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O baqueteamento digital geralmente se desenvolve ao longo de vários anos e está associado a uma série de doenças, principalmente do coração e dos pulmões. Mas também pode ser indicativo de cirrose hepática, problemas gastrointestinais ou baixos níveis de oxigênio no sangue.

Unhas de Terry – As unhas de Terry são uma condição física em que a unha não tem lúnula (a área esbranquiçada em forma de meia-lua no início da unha) e parece branca, exceto por uma estreita faixa vermelha ou rosa na parte superior.

Embora às vezes as unhas de Terry se desenvolvam devido ao envelhecimento, pode ser um sintoma de uma condição médica grave. Ocorre frequentemente no contexto de insuficiência hepática, cirrose, diabetes mellitus, insuficiência cardíaca congestiva, hipertireoidismo ou desnutrição. Aliás, o distúrbio recebeu o nome de Richard Terry, que em 1954 descreveu unhas brancas em 82 de 100 pacientes consecutivos com cirrose.

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Paroníquia – A paroníquia é uma infecção nas unhas que ocorre quando uma bactéria penetra na pele ao redor da unha.

Se não for tratada imediatamente, a paroníquia pode evoluir para um abscesso definitivo e doloroso. A condição pode ser aguda ou crônica.

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Ausência de lúnula – A lúnula é a área branca na base da unha. Não conseguir ver uma lúnula, ou meia-lua, nas unhas pode ser um sinal de um distúrbio médico subjacente (embora algumas pessoas notem apenas uma lúnula nos polegares, e não em todos os dedos).

A ausência de lúnulas pode indicar anemia, desnutrição e, curiosamente, depressão. As descobertas relatadas pelo Centro Nacional de Informações sobre Biotecnologia dos EUA também sugerem que a ausência de lúnula pode indicar uma doença renal subjacente.

Onicólise – A onicólise é uma condição médica comum caracterizada pelo descolamento espontâneo da unha do leito ungueal.

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A separação da lâmina ungueal não dói, mas desagradável e é causada por lesão nas unhas, fungos ou doenças de pele, como psoríase.

Melanoníquia – Melanoníquia é a descoloração marrom ou preta de uma unha. É caracterizada pela descoloração marrom-escura da lâmina ungueal, muitas vezes aparecendo como uma faixa vertical.

Um caso suspeito de melanoníquia nunca deve ser ignorado. Aparecendo nas unhas das mãos e dos pés, o distúrbio ocorre quando as células pigmentares, chamadas melanócitos, depositam melanina – pigmento de cor marrom – na unha. Existem dois processos primários: ativação melanocítica, cujas causas podem incluir gravidez, lúpus e câncer de pele; e hiperplasia melanocítica, cujas causas podem incluir manchas ou marcas de nascença e câncer de unha.

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Unhas onduladas ou esburacadas – Uma unha que parece ondulada ou esburacada, e também descolorida, com a pele sob a unha de um marrom avermelhado perceptível, pode ser indicativa de uma série de distúrbios.

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Na verdade, as unhas onduladas ou esburacadas podem ser um sinal precoce de psoríase, ou artrite inflamatória.

Onicomadese – Os Intitutos Nacionais de Saúde dos EUA (NIH) define onicomadese como a separação proximal da lâmina ungueal da matriz ungueal devido a uma cessação temporária do crescimento ungueal. Em outras palavras, destruição de unhas.

A onicomadese tem sido atribuída a infecções virais, doenças autoimunes, efeitos colaterais de medicamentos e traumas físicos. Uma das causas em crianças são a doença de pé-mão-e-boca. Essa condição geralmente melhora sozinha em sete a 10 dias.

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Linhas de Beau – As linhas de Beau são saliências horizontais ou marcas em uma ou mais unhas das mãos ou dos pés. Elas são um sinal de que uma doença, lesão ou problema de pele interrompeu o crescimento das unhas.

As linhas de Beau sinalizam uma série de distúrbios médicos, incluindo infecções e diabetes, que não estão bem controlados. Também é indicativo de sarampo, caxumba e pneumonia, entre outras doenças. Quando a linha de Beau atinge sua profundidade máxima, pode ocorrer uma condição conhecida como onicomadese.

Fungo nas unhas – O fungo nas unhas é uma infecção comum. A condição geralmente afeta as unhas dos pés, mas às vezes também pode ocorrer nas unhas das mãos.

Medicamente descrito como onicomicose, o fungo nas unhas começa como uma mancha branca ou marrom-amarelada sob a ponta da unha. Se não for tratada, pode facilmente se espalhar para o resto do corpo, causando coceira, vermelhidão e rachaduras na pele.

Unhas em colher – Unhas em colher, condição clinicamente descrita como coiloníquia, afeta o formato das unhas, uma deformidade onde a porção central da unha fica afundada e as faces laterais da unha são elevadas para lhe conferir um formato de colher.

Geralmente, a coiloníquia ocorre devido a um processo de doença subjacente ou a um processo congênito. Deficiência de ferro, anemia ou um problema hepático chamado hemocromatose são duas causas possíveis.

Unhas roídas – Unhas roídas crônicas, problema também conhecido como onicofagia, pode promover infecção e causar dor na pele ao redor das unhas. Em casos graves, o hábito pode danificar o leito ungueal e causar o desaparecimento das unhas.

Danos a longo prazo causados por roer unhas são raros. Mas isso acontece, especialmente se você engolir as unhas roídas, o que pode transportar bactérias para a boca e o intestino.

Fontes: (American Academy of Dermatology) (DermNet) (WebMD) (NHS) (NIH) (National Center for Biotechnology Information) (ScienceDirect) (Stars Insider)

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noticia por : UOL

Mercado do Porto é interditado parcialmente pelo Corpo de Bombeiros

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DO REPÓRTERMT

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) interditou parcialmente, nesta quinta-feira (26), o Mercado do Porto Antônio Moisés Nadaf, conhecido como Mercado do Porto, em Cuiabá. A medida foi adotada devido às irregularidades encontradas no local, que comprometem a segurança dos comerciantes e frequentadores.

A interdição abrange somente a área onde está instalada a estrutura provisória do mercado (tendas anexas à edificação), onde operam alguns permissionários. A ação foi realizada após vistoria da equipe da Seção de Fiscalização da Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico (DSCIP).

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O major BM Bruno Grou Vilas Boas, da Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico, explicou que a decisão de interdição foi tomada após múltiplas denúncias de incidentes no local e a constatação in loco das condições de risco.

Os bombeiros verificaram diversas inconformidades, como instalações elétricas precárias, em desacordo com as normas regulamentares, e o não aterramento adequado das estruturas metálicas, o que pode ocasionar choques elétricos e outros tipos de acidentes.

Devido aos riscos encontrados na estrutura provisória, os quais não constam no projeto aprovado, foi procedida a interdição parcial do Mercado do Porto. “A interdição tem o objetivo de garantir a integridade física das pessoas que frequentam o mercado e proporcionar um ambiente seguro para os comerciantes”, afirmou o major.

Além da interdição, foi emitido um termo de advertência, concedendo um prazo de 90 dias para a regularização definitiva da edificação, conforme informado pelo major. Os responsáveis foram devidamente orientados sobre a necessidade de corrigir as condições de segurança.

Até que as irregularidades sejam sanadas e um laudo técnico seja apresentado, as estruturas interditadas não poderão ser utilizadas. “A prevenção é essencial, e a segurança deve ser nossa prioridade máxima. O Corpo de Bombeiros Militar continuará monitorando a situação até que as devidas correções sejam implementadas”, concluiu o major.

FONTE : ReporterMT

Incentivo ao hidrogênio é um dos destaques aprovados na área de energia

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Para incentivar a produção de hidrogênio com baixa emissão de carbono, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que institui uma certificação voluntária e incentivos federais tributários. O Projeto de Lei 2308/23 foi transformado na Lei 14.948/24.

O projeto original, dos deputados Gilson Marques (Novo-SC) e Adriana Ventura (Novo-SP), foi relatado pelo deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) em segunda votação na Câmara e considera hidrogênio de baixa emissão de dióxido de carbono (CO2) aquele cuja produção gere 7 Kg de CO2 por cada quilo de hidrogênio obtido.

Apesar de a adesão ser voluntária, o texto cria o Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio (SBCH2).

O texto concede suspensão de PIS, Cofins, PIS-Importação e Cofins-Importação na compra ou importação de máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos e de materiais de construção destinados aos projetos de hidrogênio.

Transição energética
O Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten) foi proposto pelo Projeto de Lei 327/21 para incentivar projetos de desenvolvimento sustentável com recursos de créditos de empresas perante a União.

O texto, que aguarda sanção presidencial, é da relatora, deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), e considera como de desenvolvimento sustentável projetos de obras de infraestrutura, expansão ou implantação de parques de produção energética de matriz sustentável, pesquisa tecnológica ou de desenvolvimento de inovação tecnológica que proporcionem benefícios socioambientais ou mitiguem impactos ao meio ambiente.

Na área de tecnologia e produção de combustíveis renováveis, terão prioridade aqueles relacionados ao etanol, ao combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês), ao biodiesel, ao biometano e ao hidrogênio de baixa emissão de carbono, entre outros.

Já o Fundo Verde, a ser administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), terá o objetivo de garantir o risco dos financiamentos concedidos por instituições financeiras aos detentores de projetos aprovados no Paten.

Combustíveis do futuro
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei dos “combustíveis do futuro”, que cria programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano, além de aumentar a mistura de etanol e de biodiesel à gasolina e ao diesel, respectivamente. A proposta (PL 528/20) foi convertida na Lei 14.993/24.

O Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) incentivará a pesquisa, a produção, a comercialização e o uso desse tipo de combustível, estabelecendo ainda que as companhias aéreas deverão reduzir as emissões de gases do efeito estufa com metas anuais até atingir 10% de redução em 2037.

Segundo o texto do relator, deputado Arnaldo Jardim, quando o projeto virar lei a nova margem de mistura de etanol à gasolina passará de 22% a 27%, podendo chegar a 35%. Quanto ao biodiesel, a partir de 2025 a mistura aumentará até atingir 20% do diesel em março de 2030.

O projeto de lei dos “combustíveis do futuro” trata ainda do transporte, da captura e da estocagem geológica de gás carbônico (CO2), estipulando obrigações para os operadores dessas atividades.

Crédito para hidrogênio
Com a aprovação do Projeto de Lei 3027/24, do deputado José Guimarães (PT-CE), foi criado o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC). A proposta foi convertida na Lei 14.990/24.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Arnaldo Jardim e prevê um total de crédito fiscal de R$ 18,3 bilhões passível de ser concedido de 2028 a 2032.

A prioridade dos incentivos será para setores industriais de difícil descarbonização, como de fertilizantes, siderúrgico, cimenteiro, químico e petroquímico. Outro objetivo será promover o uso do hidrogênio no transporte pesado, como o marítimo.

A Lei 14.948/24, sobre produção de hidrogênio considera de baixa emissão de carbono aquele cuja produção emita até 7Kg de CO2 ou gases equivalentes do efeito estufa. Esse patamar permite o uso do etanol na geração do hidrogênio.

Com tecnologias atuais, até mesmo o uso do carvão chega a 2Kg de emissão de CO2 por quilo de hidrogênio se a eficiência de captura de carbono for de 90%.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra

FONTE : MatoGrossoNews

Cristão com deficiência mental é preso acusado de blasfemar contra o islamismo

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A prisão de Zafar Iqbal Masih, um coletor de lixo cristão com deficiência mental, em Lahore, no Paquistão, em 2 de novembro de 2024, chamou atenção internacional para as controvérsias envolvendo as leis de blasfêmia do país.

O caso evidencia um padrão recorrente de acusações contra minorias religiosas, pessoas em situação de pobreza e indivíduos com deficiência.

Zafar Masih, que vive da coleta de materiais recicláveis, foi acusado de queimar páginas do Alcorão durante sua rotina de separação de resíduos. Segundo sua esposa, Rubina, a atividade de queimar materiais não vendáveis fazia parte de seu trabalho diário. Entretanto, a acusação de blasfêmia feita por um vizinho rapidamente resultou em violência comunitária.

“Zafar é inocente. Por causa de sua condição mental e analfabetismo, ele não poderia cometer tal ato”, afirmou Rubina à GCR, relatando o agravamento da saúde mental de seu marido ao longo dos 13 anos de casamento.

A multidão, incitada pela denúncia, invadiu a casa da família, arrastou Zafar para a rua e o agrediu fisicamente antes que a polícia interviesse e efetuasse sua prisão, impedindo um linchamento. Ele foi enquadrado sob a Seção 295B da Lei Antiblasfêmia do Paquistão.

Casos semelhantes

A aplicação das leis de blasfêmia no Paquistão é frequentemente criticada por organizações de direitos humanos, que apontam sua vulnerabilidade a abusos. Minorias religiosas e pessoas marginalizadas socialmente são alvos comuns.

  • Junho de 2024: Jamila Jacob, uma mulher com deficiência mental de 60 anos, foi presa sob acusações semelhantes, permanecendo detida enquanto aguarda julgamento.
  • 2012: Rimsha Masih, uma garota de 14 anos com deficiência intelectual, foi acusada de blasfêmia. Após uma mobilização internacional, o caso foi arquivado.

O ativista cristão Saleem Iqbal destacou o impacto comunitário desses episódios. Após a prisão de Zafar, a tensão aumentou na região, forçando cristãos locais a se esconderem. “As casas estavam trancadas, e os cristãos da área desapareceram. Extremistas circulavam pelas ruas entoando ameaças”, relatou.

Críticas à legislação

O advogado de defesa, Dr. Sharjeel Zafar, reiterou as críticas à legislação do país: “Essas leis discriminatórias afetam desproporcionalmente as minorias religiosas do Paquistão”, afirmou, ressaltando a falta de resposta às solicitações de tratamento hospitalar para seu cliente.

Especialistas apontam que as leis de blasfêmia são frequentemente usadas para resolver disputas pessoais ou para intimidar comunidades minoritárias, criando um ambiente de medo e insegurança.

Reações

O caso de Zafar Iqbal Masih reacendeu os apelos por reformas na legislação do Paquistão. Organizações de direitos humanos enfatizam a necessidade de medidas que protejam populações vulneráveis, especialmente aquelas que enfrentam múltiplas camadas de discriminação devido à pobreza, deficiência ou status religioso.

Enquanto aguarda novos procedimentos legais, Zafar permanece detido, ilustrando as complexidades e consequências de um sistema legal que, segundo críticos, perpetua a exclusão e a injustiça, conforme informado pelo The Christian Post.

FONTE : Gospel Mais

Secretário-geral da OMS escapa de bombardeio de Israel ao aeroporto do Iêmen

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Tedros Adhanom, que comanda a Organização Mundial da Saúde, estava no aeroporto da capital iemenita, Sanaa, quando um ataque atingiu o local. Duas pessoas morreram. Israel disse que alvejava integrantes dos Houthis que estavam no aeroporto. Fumaça é vista na direção do aeroporto internacional de Sanaa, no Iêmen, após ataque de Israel, em 26 de dezembro de 2024.
Khaled Abdullah/ Reuters
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, escapou de um bombardeio de Israel ao aeroporto internacional de Sanaa, a capital do Iêmen, nesta quinta-feira (26).
O diretor estava no aeroporto voltando para Genebra, na Suíça, após uma missão no Iêmen quando um ataque israelense atingiu o aeroporto. Duas pessoas morreram, e outras 11 ficaram feridas no ataque, segundo o governo local.
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O próprio Adhanom confirmou o caso e disse que o bombardeio ocorreu quando ele estava prestes a embarcar no avião, a poucos metros do saguão onde estava.
“Um dos tripulantes do nosso avião ficou ferido. Pelo menos duas pessoas foram mortas no aeroporto. A torre de controle de tráfego aéreo, a sala de embarque — a poucos metros de onde estávamos — e a pista foram danificadas”, disse Adhanom.
Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, em visita ao Brasil, em novembro de 2024.
Reprodução
O secretário-geral da OMS disse que ele e sua delegação não ficaram feridos e passam bem.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque foi direcionado a alvos Houthis que estavam no aeroporto. Israel também atacou portos da capital iemenita e uma estação de energia da cidade.
Israel faz ataques aos Houthis no Iêmen
O grupo, financiado pelo Irã, foi fundado e atua no Iêmen. Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, os Houthis vêm lançando mísseis do Iêmen em direção a Israel, a maioria no sul do país, em apoio ao Hamas.
Ambos os grupos são xiitas, assim como o Hezbollah.
Além de enviar mísseis, os Houthis também fizeram uma onda de ataques a embarcações internacionais no Mar Vermelho em retaliação à guerra. Os ataques chegaram a interromper rotas de navegação internacionais, forçando as empresas a redirecionar para viagens mais longas e caras, o que por sua vez alimentou temores sobre a inflação global.
O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir na semana que vem para debater os ataques Houthis contra Israel, disse o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, na quarta-feira (25).
Houthis atacam navio grego no Mar Vermelho
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Fonte: G1

Embraer 190 foi derrubado por míssil russo; veja vídeo da queda

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IGOR GIELOW

FOLHA DE S. PAULO

Relatos de investigadores do Azerbaijão indicam que o avião da Embraer que caiu no Cazaquistão na quarta (25) foi abatido por um míssil antiaéreo enquanto se aproximava para pousar em Grozni, capital da república russa da Tchetchênia.

A informação foi passada a diversos veículos de mídia, como a agência Reuters e o canal de TV Euronews, de forma ainda anônima. A apuração do caso está em curso, e poderá ter a ajuda tanto da fabricante paulista quanto da Força Aérea Brasileira. Oficialmente, o governo azeri disse não haver conclusão formal sobre o caso.

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A hipótese, conforme a Folha adiantou na quarta, decorre da análise de danos à cauda do Embraer E-190 que ficou quase intacta após a tentativa de pouso sem controle por parte dos pilotos em Aktau, na costa leste do mar Cáspio.

Nela, são visíveis furos na fuselagem compatíveis com o que acontece quando um míssil antiaéreo explode. Ele não atinge o alvo, e sim detona a certa distância para produzir uma nuvem de estilhaços, maximizando o dano ao inimigo.

Segundo analistas ouvidos pela reportagem, nenhum choque com pássaros, como foi ventilado pelos russos, causaria tal dano.

Além disso, relatos de sobreviventes indicam uma explosão do lado de fora do avião. Vídeo feito por um deles também mostra estragos semelhantes a pequenas perfurações que atingiram o sistema de máscara de oxigênio da aeronave. Ao menos um colete salva-vidas do avião foi furado por estilhaços.

Leia mais – Vídeo flagra queda e explosão de jato da Embraer

Vídeos da tentativa de pouso em Aktau apontam que o avião estava sem controle total com seus sistema hidráulico, manobrando à base do empuxo de seus motores, subindo e descendo de forma pouco controlada. Os profundores, as asinhas na cauda do avião que o fazem subir e descer, e o leme do estabilizador vertical estavam cravejados pelos estilhaços.

Morreram na tragédia 38 dos 67 ocupantes do aparelho, que tem histórico operacional impecável. A Rússia ainda não comentou o relato. Mais cedo, em entrevista, o chanceler Serguei Lavrov disse que não seria prudente falar nada enquanto a investigação estivesse em curso.

No momento em que o voo operado pela Azerbaijan Airlines voava sobre território russo, havia registro de ataques com drones ucranianos na região. O aeroporto de Makhachkala, capital do Daguestão, estava fechado quando o E-190 sobrevoou a área.

Oficialmente, autoridades de Grozni disseram que o aeroporto da cidade tinha pouca visibilidade para pouso, devido à neblina, e o voo foi desviado. Por que ele atravessou de forma errática o mar Cáspio e não rumou para algum aeródromo russo não foi explicado.

Segundo o relato da Reuters e da Euronews, os azeris disseram que os russos não permitiram o pouso e orientaram a nova rota —Aktau seria o aeroporto mais próximo, apesar de estar a centenas de quilômetros.

O rastreio foi quase impossível porque a região é fortemente influenciada por bloqueadores de sinal de GPS. O mar Cáspio, apesar de distante do teatro da Guerra da Ucrânia, é um dos pontos preferidos de disparo de mísseis de cruzeiro carregados por bombardeios estratégicos russos contra o país vizinho.

Assim, a navegação sobre a região é afetada, visando proteger os aviões militares de ataques.

Já ataques de drones são problemas corriqueiros na Rússia. Nesta quinta (26), os quatro aeroportos de Moscou e o de Kaluga, a 160 km da capital, foram fechados temporariamente por ameaça de um ataque maior, que não ocorreu.

ZONA DE CONFLITO AMPLIA RISCO DE ABATE ACIDENTAL
Se confirmado o abate acidental, ele se unirá a uma longa lista de incidentes do gênero. Um dos mais notórios ocorreu sobre o leste da Ucrânia em 2014, no início da guerra civil que desembocou no conflito atual entre Moscou e Kiev.

Um míssil disparado de território controlado por separatistas russos atingiu um Boeing-777 da Malaysia Airlines, matando 298 pessoas. A Rússia nega ter fornecido a bateria antiaérea aos revoltosos de então.

Em 2020, um avião comercial ucraniano foi derrubado por engano pela defesa antiaérea do Irã ao decolar de Teerã, deixando 176 mortos. O contexto também era de guerra: os iranianos haviam acabado de retaliar contra alvos americanos no Oriente Médio, após os EUA matarem o mais importante general do país em Bagdá.

Ucranianos também estiveram envolvidos, neste caso com uma certa ironia histórica, na derrubada de um Tupolev-154 russo sobre o mar Negro em 2001. Naquela ocasião, Kiev fazia um exercício militar conjunto com a ainda aliada Moscou quando o míssil antiaéreo foi disparado, matando 80 pessoas.

Em 1988, foi a vez dos Estados Unidos derrubarem um Airbus-A300 da Iran Air no golfo Pérsico, durante patrulha em que um navio confundiu o aparelho com uma aeronave hostil. O incidente deixou 290 pessoas mortas.

Também nos estertores da Guerra Fria, a União Soviética abateu um Boeing-747 da Korean Air que errou o caminho e invadiu seu espaço aéreo no extremo leste do país. O incidente, no qual pereceram 269 ocupantes, agravou ainda mais as tensões do ano de 1983, o ponto mais próximo de um conflito entre soviéticos e americanos desde a crise dos mísseis de 1962.

Veja vídeo:

 

FONTE : ReporterMT

Ministro do STJ explica, mas não justifica, falas sobre autismo

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Intimado pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, a se explicar sobre falas jocosas sobre autismo e terapias usadas por autistas, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Antonio Saldanha respondeu que realiza “esta mesma palestra há pelo menos três anos” e que “trata-se de abordagem estritamente acadêmica, que me confere liberdade de cátedra para externar meu posicionamento pessoal e conceitual sobre o tema”.

Em novembro, durante o terceiro Congresso Nacional do Fórum Nacional do Poder Judiciário para a Saúde, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Saldanha falou sobre a pressão econômica da judicialização na saúde suplementar e, espontaneamente, ofereceu o caso do autismo e de terapias frequentemente usadas por autistas — a ABA (análise aplicada do comportamento) e sua vertente mais moderna, a ABA feita nos ambientes naturais da criança, como casa e parquinho — como exemplo.

“Agora tem um tratamento natural, como é o nome mesmo, esqueci? Tratamento em ambiente natural. Não sei o que é isso, faz parte da ABA, acho que leva a pessoa para a floresta, sei lá, abraça a árvore, deve ser esse negócio”, disse à época.

Em sua resposta ao corregedor, na semana passada, Saldanha se explicou dizendo que se referia “a uma nova proposta nominada de ‘tratamento em ambiente natural'”.

A vertente mais conhecida dessa “nova proposta”, nas palavras do ministro, foi desenvolvida nos anos 1980 nos Estados Unidos, e tem um livro de aplicação prática publicado há 15 anos.

Na palestra de novembro, Saldanha ainda falou sobre a “tristeza que é a gente ter um parente com problemas cognitivos de desenvolvimento” e afirmou que “para os pais é uma tranquilidade, saber que seu filho que tem um problema vai ficar de seis a oito horas por dia numa clínica, com gente especializada, passeando na floresta, mas isso custa”.

Em sua resposta ao corregedor, no entanto, Saldanha declara que não é capacitista e reitera o “mais absoluto respeito, consideração e solidariedade às situações individuais e familiares de todas as pessoas”.

Diz, inclusive — e contraditoriamente à sua fala sobre a pressão econômica das terapias dos autistas sobre os planos –, que foi presidente de uma operadora de saúde dos magistrados do Rio de Janeiro e, lá, impulsionou a oferta de serviços para crianças com transtorno global do desenvolvimento: “Foi implantado tratamento absolutamente diferenciado pelo plano de saúde, com reembolsos fora e acima dos padrões gerais do referido plano”.

O advogado Bruno Silvestre, que é uma pessoa com deficiência, delegado da Diretoria da Pessoa com Deficiência da OAB-RJ e foi uma das pessoas a contestar a fala de Saldanha formalmente junto ao CNJ, diz ao blog que continua indignado com a fala do ministro e mantém o pedido para que trechos com falas capacitistas proferidas por Saldanha sejam retirados do canal do CNJ no YouTube.

Ao blog, o advogado defende que o ministro “não tem o direito de usar termos preconceituosos como ‘pessoa com problema’, ou todo mundo tem um pouco deste ‘fator de autismo’, minimizando e relativizando o TEA de forma completamente inadequada”. “É nesta esfera da adjetivação, em não usar o termo consolidado pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência recebida como emenda à Constituição no Brasil é que a fala se tornou desrespeitosa e preconceituosa.”

Desde a fala de Saldanha, em novembro, o blog procurou o gabinete do ministro, vi a assessoria de imprensa do STJ, algumas vezes, sem que o ministro quisesse se manifestar.


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noticia por : UOL

Inscrições para o seletivo para contratação de bombeiros temporários vão até domingo (29)

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Mato Grosso exportou 161 tipos de produtos para 157 países e gerou 25,95 bilhões de dólares entre janeiro e novembro de 2024, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Os principais destinos dos produtos foram China, Vietnã, Tailândia e Turquia. O Estado de Mato Grosso teve 8,31% de participação nas exportações brasileiras.

A soja em grão, o milho em grão, o algodão, o bagaço e outros resíduos da soja, além da carne desossada de bovino congelada, compõem cerca de 90% de tudo o que foi comercializado pelo Estado com outros países.

No mesmo período do ano passado, Mato Grosso comercializou 30,09 bilhões de dólares, com embarques de 64 milhões de toneladas. Ao todo, foram 181 produtos exportados para 148 países, o que representou 9,68% das exportações brasileiras.

A redução no volume exportado se deve à queda de 1,26% nas exportações brasileiras de soja neste ano. Em Mato Grosso, a menor oferta do grão tem impactado significativamente as exportações. Em novembro, o Estado exportou 95,25 mil toneladas, uma retração de 82% em relação a novembro de 2023. No acumulado de janeiro a novembro, o escoamento de soja mato-grossense alcançou 24,64 milhões de toneladas, uma diminuição de 11,79% em relação ao mesmo período do ano passado.

O mesmo ocorreu com o milho. De acordo com os dados da Secex, Mato Grosso teve uma redução de 8,65% nas exportações. A queda está relacionada à menor produção do cereal no ciclo 2023/2024, além da redução do volume importado pelo mercado chinês.

Conforme o coordenador do Data Hub da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Vinicius Hideki, outros setores tiveram desempenhos excelentes, como o algodão e a carne bovina. Em novembro de 2024, Mato Grosso exportou 186,80 mil toneladas de algodão, 63,04% a mais do que o Brasil exportou neste mês.

“Esse foi o maior volume mensal em 2024. Quando observamos para onde foi o algodão de Mato Grosso, a China voltou a ser a maior compradora, levando 43,54 mil toneladas, seguida pelo Vietnã, que comprou 42,83 mil toneladas. Considerando as exportações de janeiro a novembro, já foram exportadas 1,54 milhão de toneladas, totalizando 2,91 bilhões de dólares, o maior volume e valor já registrados”, avaliou.

Já em relação à carne bovina, Mato Grosso bateu recorde nas exportações no acumulado de janeiro a novembro, somando 539 mil toneladas, alcançando um novo recorde. Em novembro, foram exportadas 55,2 mil toneladas, o maior volume em série histórica para este mês.

De acordo com as informações do Instituto Mato-Grossense de Agropecuária (IMEA), o aumento se deve à alta demanda de outros países, além da China, como os Emirados Árabes Unidos e os Estados Unidos, que estão comprando muito mais carne. Para se ter uma ideia, em 2024, o que os Emirados Árabes importaram foi 2,2 vezes maior do que em 2023, e os Estados Unidos aumentaram suas compras em 1,5 vez.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho das exportações de Mato Grosso em 2024 mostra resiliência, com setores como algodão e carne bovina compensando as quedas em produtos tradicionais.

“Para manter esse crescimento e recuperar os setores que apresentaram queda devido a problemas climáticos, é necessário investir em pesquisa e desenvolvimento para aumentar a produtividade e a qualidade dos produtos, explorar novos mercados para ampliar a presença em mercados emergentes, diversificar ainda mais a base de compradores e, o mais importante, focar na sustentabilidade para garantir que o crescimento das exportações esteja associado à conservação do meio ambiente. Com essas estratégias, Mato Grosso pode continuar a ser um líder nas exportações brasileiras. Estamos comprometidos em diversificar nossas exportações e fortalecer nossa presença global, sempre buscando novas oportunidades para nossos produtos, garantindo que Mato Grosso siga sendo um pilar da economia nacional”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

FONTE : MatoGrossoNews

Plenário aprova propostas que limitam gastos do governo

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Em 2024, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que impõe travas para o crescimento de despesas com pessoal e incentivos tributários se houver déficit primário e permite o uso de superávit de quatro fundos para pagar a dívida pública por seis anos (2025 a 2030).

De autoria do deputado José Guimarães (PT-CE), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 210/24 faz parte do pacote de corte de gastos do governo para tentar cumprir a meta fiscal de 2025 em diante. O texto deve ser votado pelo Senado.

A proposta foi aprovada com substitutivo do deputado Átila Lira (PP-PI), que exclui três fundos daqueles que poderão ter suas sobras usadas para pagar a dívida: Fundo Nacional Antidrogas (Funad), Fundo da Marinha Mercante (FMM) e Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC).

PEC dos gastos
No fim deste ano, a Câmara dos Deputados aprovou a PEC do corte de gastos, do Poder Executivo, que traz várias medidas para diminuir a despesa obrigatória federal, como a diminuição gradativa do público alvo do abono do PIS/Pasep, a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e a proibição de vincular receitas a despesas em patamares acima dos limites do arcabouço fiscal. A PEC em seguida foi aprovada pelo Senado e promulgada pelo Congresso Nacional, transformando-se na Emenda Constitucional de número 135.

A PEC do corte de gastos faz parte do esforço do governo de controlar o crescimento de despesas obrigatórias (pessoal e programas sociais, p.ex.) a fim de sobrar espaço para as despesas discricionárias (que o governo pode optar por realizar ou não).

O texto aprovado foi uma emenda apresentada pelo deputado Moses Rodrigues (União-CE) com o apoio da maior parte das lideranças com grandes bancadas.

A partir das mudanças, supersalários do serviço público serão regulamentados por lei ordinária e uma parte dos recursos do Fundeb deverão ir obrigatoriamente para o ensino integral, abrindo espaço no orçamento do Ministério da Educação.

Getty Images

Câmara aprovou reserva 30% das vagas em concursos públicos para pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas

Ajuste no salário mínimo
Outro projeto de ajuste de gastos aprovado é o Projeto de Lei 4614/24, do líder do governo, deputado José Guimarães, e outros. O texto restringe o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e limita o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo às regras do arcabouço fiscal (de 0,6% a 2,5% de crescimento da despesa primária), dentre outras medidas.

O texto foi aprovado com [[g substitutivo]] do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), que suavizou algumas restrições impostas para acesso ao BPC. No entanto, ele manteve os ajustes sobre o salário mínimo.

Segundo o texto, entre 2025 e 2030, o aumento real do salário mínimo deverá seguir a regra do arcabouço fiscal, que permite um crescimento mínimo de 0,6% e máximo de 2,5% em relação ao ano anterior.

Já o acesso ao BPC dependerá de avaliações sobre o grau de deficiência e de impedimentos que possam dificultar sua participação em sociedade, como busca de emprego.

Cotas no serviço público
A renovação das cotas para pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas nos concursos públicos federais foi aprovada por meio do Projeto de Lei 1958/21, do Senado. Devido a mudanças, o texto retornou àquela Casa para nova votação.

Em vez dos 20% vigentes até junho de 2024, o texto reserva 30% das vagas e abrange processos seletivos simplificados e contratação temporária em toda a administração pública direta, autarquias, fundações, empresas e sociedades de economia mista controladas pela União.

O texto foi relatado pela deputada Carol Dartora (PT-PR), segundo o qual essa política de cotas deverá ser revisada depois de cinco anos e não haverá procedimentos de confirmação complementar à autodeclaração com participação de especialistas.

Licitação para desastres
Com emendas do Senado, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a dispensa de licitação para compras e obras, inclusive de engenharia, e muda outras restrições legais quando necessário para enfrentar emergencialmente os efeitos de estado de calamidade pública decretado por estados ou pelo governo federal.

Transformado na Lei 14.981/24, o Projeto de Lei 3117/24, dos deputados José Guimarães (PT-CE) e Marcon (PT-RS), incorporou o conteúdo da MP 1221/24 sobre o mesmo tema. Devido às emendas, o relator, deputado Bohn Gass (PT-RS), também incorporou o conteúdo das medidas provisórias 1216/24 e 1245/24, que destinam R$ 3 bilhões para desconto em empréstimos de micro e pequenas empresas e produtores rurais atingidos pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

As regras excepcionais de licitação foram pensadas em razão dos efeitos das enchentes em maio deste ano no Rio Grande do Sul, mas poderão ser aplicadas a qualquer situação de emergência com estado de calamidade pública reconhecida pelo estado ou pelo Executivo federal.

Os contratos firmados com base nessas regras terão duração de um ano, prorrogável por igual período, desde que as condições e os preços permaneçam vantajosos para a administração pública e enquanto houver necessidade de enfrentamento da situação de calamidade pública.

Além da dispensa de licitação, a nova lei prevê o uso de contrato verbal quando uma licitação padrão não puder ser substituída por outros procedimentos com menor formalidade, tais como carta-contrato, nota de empenho de despesa, autorização de compra ou ordem de execução de serviço.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Geórgia Moraes

FONTE : MatoGrossoNews