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Lula faz 1ª visita à Avibras após retomada da produção da empresa

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“A reabertura da empresa permitiu contratar 480 colaboradores e a tendência dela é de crescer e a Avibras, voltando a crescer, reabre uma outra fábrica em Lorena, onde fabrica os insumos para o combustível dos fogues, mísseis e lançadores. É uma indústria estratégica. O Brasil, em produtos de defesa em 2022, exportou US$ 600 milhões. No ano passado [foram] US$ 3,4 bilhões, aumentou cinco vezes a exportação brasileira. A Avibras tem tudo para retomar [o crescimento] e é muito importante para o Brasil ter uma defesa com tecnologia, capacidade de persuasão, isso é importantíssimo para o país, para o desenvolvimento do Brasil”, disse.



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Ibama nacional vai decidir sobre licenciamento para construção de túnel do Portão do Inferno

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O governo do Estado anunciou, nesta sexta-feira (24), que a instância federal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é que decidirá sobre a licença para a construção de um túnel na região conhecida como Portão do Inferno, na rodovia estadual MT-251. O local está parcialmente bloqueado para obras há anos devido à desmoronamento de rochas dos paredões.

Conforme divulgado pelo governo, a gerência do Ibama em Mato Grosso entendeu que o projeto fugia da sua competência por se tratar de uma unidade de conservação federal. Até que saia uma nova decisão, informou o governo do estado, será feito um relançamento do processo de licitação, já que na primeira tentativa não houve nenhum interessado.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) afirma ter feito oito pedidos para renovação da delegação para o licenciamento necessário para o início das obras, todos sem retorno. Conforme o estado, a decisão de mandar para Brasília mostraria que são infundadas, já que a competência não era do Ibama em Mato Grosso. Além disso, conforme a Sema, a delegação que havia sido entregue era apenas para a duplicação da rodovia.

As obras chegaram a ter início, mas estudos mostraram que a duplicação da via era inviável. Posteriormente, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) decidiu que a construção de um túnel seria a solução definitiva para o risco de desmoronamento do paredão.

A Sinfra informa adotar ações de monitoramento e controle ambiental, tais como gerenciamento de resíduos sólidos, monitoramento de ruídos e vibrações, recuperação de áreas degradadas, dentre outras.

Além disso, a área é monitorada por vídeo, o que permite que seja feito acompanhamento contínuo das condições daquela área, principalmente na temporada de chuvas, quando há mais casos de deslizamentos de pedras e terra sobre a rodovia.

Fonte: Gazeta Digital



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Reforma tributária impulsiona doações de imóveis a herdeiros

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A Reforma Tributária promulgada em dezembro de 2023 provocou um aumento no número de doações de imóveis em todo o país. Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB), em 2025, foram registradas 185.861 escrituras públicas – um crescimento de 59% em comparação aos 116.225 atos formalizados em 2020.

Para especialistas, a “corrida” aos cartórios e à plataforma digital do CNB, o e-notariado, reflete uma crescente busca das famílias para antecipar a transferência de patrimônio, antes da entrada em vigor das novas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

O ITCMD é um imposto que os estados e o Distrito Federal cobram sobre a herança e a doação de bens ou direitos patrimoniais. Cada unidade federativa tem autonomia para definir seus próprios prazos e taxas.

Com a gradual entrada em vigor da Reforma Tributária, quanto maior for o valor do bem maior será o percentual das alíquotas do ITCMD, podendo chegar ao máximo de 8%.

A título de exemplo, no Distrito Federal, o governo distrital cobra uma alíquota progressiva de 4% a 6% para heranças e doações, independentemente do valor do patrimônio transmitido. Em São Paulo, há dois projetos de lei em discussão na Assembleia Legislativa: um que reduz a alíquota progressiva atualmente cobrada no estado, limitando-a ao máximo de 4%, e outro que institui o teto de 8%.

Além disso, conforme o texto da Emenda nº 132/2023, que institui a Reforma Tributária, a base de cálculo do imposto passará a ser o valor de mercado do imóvel ou bem, e não mais seu valor patrimonial – geralmente, mais baixo.

“A expectativa é que esse volume de doações continue crescendo e, portanto, também as lavraturas de escrituras”, declarou, em nota, o presidente do CNB, Eduardo Calais.

Ainda segundo a entidade, que representa os mais de 9 mil notários e tabeliães do Brasil, o registro de escrituras públicas de doações de imóveis começou a aumentar já em 2020, antes mesmo da Reforma Tributária ser promulgada, mas se intensificou nos últimos anos, até atingir, em 2025, o maior número da série histórica.

“Nos últimos meses, é nítido o aumento na procura de clientes que buscam antecipar sua sucessão patrimonial, seja por meio de doações diretas a descendentes, seja pela integralização de ativos em holdings familiares”, acrescentou, na mesma nota, Joanna Oliveira Rezende Barbosa, especialista em planejamento patrimonial.

Para os especialistas, há muitas famílias acompanhando a movimentação legislativa nos estados e no Distrito Federal para decidir se antecipam as doações em vida, e como fazê-las. Até porque, conforme já estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mudanças na cobrança do imposto precisam ser previamente aprovadas e regulamentadas pelo poder local.

Doações exigem cautela

Por outro lado, o advogado Matheus Bertolo Piconez alerta que agir impulsivamente pode gerar uma série de problemas, inclusive familiares.

Por exemplo: se os pais antecipam a doação para o(s) filho(s) do único imóvel que possuem, sem estabelecer seu direito de, enquanto vivos, continuarem morando ou se beneficiando da renda gerada pelo bem, passarão a depender da boa vontade do(s) herdeiro(s).

“A antecipação faz sentido quando vem acompanhada de planejamento completo, não como uma corrida de última hora”, acrescentou o advogado.

Piconez destaca a importância de o interessado também definir os termos gerais do acordo de transmissão do bem e verificar se dispõe dos recursos financeiros necessários para honrar despesas imediatas, já que a doação de um imóvel ou patrimônio não elimina a obrigação de pagar o ITCMD e outras despesas.

Presidente da seção do Colégio Notarial do Brasil no Distrito Federal, Geraldo Felipe de Souto destaca que, além de poderem registrar as escrituras remotamente, por meio da plataforma e-notariado, é possível realizar o planejamento sucessório sem abrir mão do pleno controle patrimonial. Uma das opções mais adotadas para isto é a chamada doação com reserva de usufruto.

“A Reforma Tributária trouxe urgência para conversas que muitas famílias ainda não tinham tido. Planejar a sucessão patrimonial deixou de ser algo para o futuro e passou a ser uma decisão do presente”, comentou Souto, garantindo que os cartórios de notas estão prontos para orientar cada família sobre as melhores alternativas para cada caso.



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EUA fazem recall de quase 1,6 milhão de ovos por risco de salmonela

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Os ovos brancos e marrons, produzidos em sistema cage-free (galinhas criadas sem gaiolas), foram vendidos em lojas da rede Kroger no Texas e na Louisiana, além de supermercados da Brookshire Grocery em alguns estados, incluindo Oklahoma, Arkansas e Mississippi, informou o FDA.



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Inteligência artificial da dona do ChatGPT se rebela e faz ataque hacker: preocupante ou golpe publicitário?

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[bbc] Logo da empresa OpenAI, responsável pelo ChatGPT
Getty Images
Nesta semana, o mundo da tecnologia ficou fascinado por uma história que começou como um thriller de ficção científica.
A Hugging Face — uma espécie de loja de aplicativos para ferramentas de inteligência artificial — anunciou em 16 de julho que havia sido hackeada por um criminoso cibernético usando uma IA enormemente poderosa.
O anúncio bombástico estava repleto de termos assustadores e altamente técnicos: “um enxame de sandboxes”, “atacante agêntico” e “comando e controle autotransferível”.
A Hugging Face afirmou que o ataque era diferente de tudo com que já havia lidado porque foi realizado em velocidade sobre-humana por uma IA com pouca ou nenhuma orientação humana.
Agora no g1
A IA realizou 17 mil ações em menos de dois dias, invadindo com sucesso a grande e rica empresa de tecnologia para roubar segredos.
O mundo da tecnologia ficou chocado. Mas quem foi responsável por esse ataque?
Pesquisadores da Hugging Face supuseram que os atacantes misteriosos haviam usado um dos grandes modelos de IA, mas não tinham ideia de quem eram os criminosos nem de onde vinham.
A empresa, perplexa, contatou a polícia e as investigações começaram.
Quem foi?
Comentaristas e analistas recorreram a seus podcasts e redes sociais para tentar adivinhar qual grupo de cibercrime ou hacker ligado a um Estado poderia estar por trás do caso.
Então, na quarta-feira, quase uma semana depois de a Hugging Face dar o alerta, o verdadeiro culpado foi revelado.
Era o ChatGPT.
A revelação no estilo do desenho Scooby-Doo ficou ainda mais estranha — e preocupante — porque a OpenAI afirmou que seu robô fez tudo sozinho, sem permissão.
A empresa disse que tudo ocorreu durante um teste das habilidades de invasão de sua tecnologia.
Duas novas versões do ChatGPT, criadas para serem hackers especialistas, escaparam de um ambiente de teste supostamente seguro e obtiveram acesso à internet.
Em seguida, atacaram a Hugging Face para obter acesso às informações que as ajudariam a se sair perfeitamente no teste.
A OpenAI divulgou um comunicado explicando o que havia acontecido e afirmou estar “trabalhando em parceria com a Hugging Face” para lidar com o incidente de segurança e compartilhar as lições aprendidas.
Drama conspiratório
Desde então, houve um debate intenso sobre o incidente.
Foi realmente um alerta contundente sobre o futuro da IA? Ou foi uma manobra publicitária da OpenAI para mostrar o poder de seus modelos?
Esse é o tipo de marketing pelo medo de que empresas de IA são acusadas há anos e, desde o muito comentado lançamento do modelo Mythos, da Anthropic, a capacidade em cibersegurança se tornou um ponto central.
“Se vocês não conseguem entender que isso foi escrito apenas para se gabar do modelo, então não sei o que dizer”, afirma um dos comentários na publicação do chefe da OpenAI, Sam Altman, no X.
O consultor de cibersegurança Daniel Card afirmou sarcasticamente no LinkedIn: “Não é coincidência que, entre os milhões de sites que foram invadidos, a OpenAI tenha conseguido invadir alguém que também poderia se beneficiar da exposição de marketing…”
Para alguns, a história é mais um drama conspiratório do que um thriller de ficção científica.
A mensagem é: “Minhas ferramentas de IA não são realmente poderosas? Comprem-nas para que vocês possam se proteger dos ataques de IA de outras pessoas.”
Não podemos saber a verdade, mas o ponto de vista oposto apresentado por outros comentaristas é igualmente dramático.
Isso é um sinal de que a OpenAI cometeu um erro potencialmente perigoso de julgamento e planejamento?
Um porta-voz da OpenAI afirmou que “reconhecemos que há muitas perguntas e detalhes especulativos circulando” sobre o incidente.
Acrescentou que “planeja publicar um relatório técnico sobre o que aprendeu nas próximas semanas”.
[bbc] Um anúncio do ChatGPT Images, em São Francisco, Califórnia (EUA)
Getty Images
Comédia de erros
Já cobri muitas histórias sobre IA, incluindo os receios em torno do modelo Mythos, da Anthropic.
Minha caixa de entrada agora está cheia de empresas e especialistas em cibersegurança criticando a OpenAI por não ter construído um contêiner mais resistente para testar sua IA, conhecido como sandbox.
Afinal, esses agentes de IA tinham sido treinados especificamente para invadir lugares sem qualquer restrição e sair deles.
“O incidente entre a OpenAI e a Hugging Face é um exemplo do mundo real de uma questão mais ampla que destacamos há meses”, afirmou Dor Sarig, da Pillar Security, uma plataforma de segurança especializada em IA.
“Sandboxes, por si só, não são uma fronteira de segurança suficiente para IA agêntica.”
O professor de cibersegurança Alan Woodward, da Universidade de Surrey, disse a jornalistas que a OpenAI ficou “com a cara no chão”, e Katie Moussouris, da Luta Security, foi além, sugerindo que o setor de IA não está conseguindo controlar suas invenções perigosas.
“Estamos trabalhando em tecnologia de ponta sem o conhecimento necessário para contê-la”, afirmou ela.
“O fato de termos as pessoas mais inteligentes desenvolvendo IA não significa que temos a capacidade de fazer isso com segurança.”
De acordo com essas opiniões, se o incidente de invasão foi uma manobra publicitária, então parece que saiu pela culatra.
Independentemente do que levou ao ataque, está claro que este é um momento importante para o setor de IA e o mundo da cibersegurança, que colidiram neste ano de maneiras que as pessoas temiam havia muito tempo.
Abordando esse intenso debate, a assessora de IA e cibersegurança Francesca Bosco afirmou: “Duas narrativas simplistas são igualmente inúteis: a de que isso foi uma fuga digna de Hollywood, ou a de que foi apenas um exercício publicitário.”
“Uma interpretação mais séria é que um teste de estresse expôs fraquezas na arquitetura de contenção e avaliação.”
Filme de desastre
Este evento é o mais recente de uma série de exemplos preocupantes e estranhos de agentes de IA agindo por conta própria.
Em pesquisa recente, o Instituto de Segurança de IA do Reino Unido (AISI, na sigla em inglês) descobriu que modelos de IA são tão fixados em concluir tarefas que “trapaceiam” em testes para alcançar seus objetivos.
A pesquisa do AISI veio acompanhada deste alerta preocupante: “Um modelo que busca um objetivo por meios não intencionais ou não autorizados pode causar danos, especialmente em casos de uso de alto risco.”
Inevitavelmente, essa invasão da OpenAI alimentou ainda mais os temores sobre o que poderia acontecer se agentes de IA fossem soltos. Eles poderiam agir por conta própria em uma escala maior e causar algum tipo de desastre?
Isso é particularmente preocupante com o uso cada vez maior da IA em conflitos, como visto no Irã e na Ucrânia.
Ciaran Martin, ex-chefe do Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido, apresentou uma visão mais calma.
“É um salto e tanto passar deste incidente para dizer que agentes de IA vão assumir o controle de drones e começar a matar pessoas”, afirmou.
Mas, para Martin e muitos outros, a história é sem dúvida outro exemplo marcante de algo que 2026 está nos ensinando rapidamente:
“Os agentes de IA agora são hackers muito bons — e isso é algo para o qual precisamos nos preparar, com urgência.”
Este texto foi traduzido e revisado por nossos jornalistas utilizando o auxílio de IA, como parte de um projeto-piloto.



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Sérgio Ricardo autoriza pagamento de direitos trabalhistas a terceirizados de Cuiabá

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O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, autorizou, nesta sexta-feira (24), a Prefeitura de Cuiabá a pagar salários e verbas rescisórias atrasados a 105 ex-funcionários da limpeza urbana, prejudicados por uma dívida de R$ 2,5 milhões do município com a empresa MD Terceirizados. A decisão responde à demanda apresentada pelo prefeito Abilio Brunini e formalizada pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), abrindo caminho para a solução de conflitos semelhantes em outros municípios.

O impasse envolvia o Contrato nº 167/2024, firmado entre a Limpurb e a MD Terceirizados Ltda. Encerrado em janeiro, ele acumulava débitos desde o fim de 2024, impedindo o pagamento de cerca de R$ 1,5 milhão em direitos trabalhistas.

“O que a empresa tem para receber da prefeitura, ela vai receber em outro momento, vai para a fila. Mas o crédito que é alimentar, o pagamento daqueles que trabalharam, esse foi preservado e vai ser quitado imediatamente”, destacou Sérgio Ricardo ao explicar o acordo. “São pessoas humildes, simples, que estão aguardando há bastante tempo e precisam desse dinheiro para comer, para comprar leite para as crianças”, acrescentou ele.

Conforme a decisão, mediante anuência da empresa contratada e observadas as exigências orçamentárias, é juridicamente possível que a administração pública pague diretamente os trabalhadores terceirizados, abatendo esses valores do crédito que a empresa ainda possui junto ao município.

“Existem situações entre a administração pública e as empresas em que nem quem presta o serviço nem o gestor sabem o caminho para resolver. O prefeito Abílio procurou o Tribunal com vontade de resolver a situação, e nós buscamos uma solução. É um documento inédito que vamos passar para todas as prefeituras”, reforçou o presidente.

Segundo Brunini, sem o procedimento do Tribunal, a prefeitura não tinha segurança para efetuar o pagamento diretamente aos trabalhadores. Além disso, o prefeito destacou que a alternativa encontrada não viola a legislação orçamentária. “Estamos em 2026 tratando de problemas de 2024. A antiga gestão deixou de empenhar essa dívida. Então, tivemos que buscar um órgão mediador, por que como validar uma dívida que sequer tinha reconhecimento do município?”, explicou.

Com a formalização da autorização e dos procedimentos bancários, o diretor-presidente da Limpurb, Felipe Wellaton, estima que os pagamentos sejam concluídos até terça-feira (28). “A preocupação da prefeitura sempre foi assegurar os direitos trabalhistas, previdenciários e, principalmente, o caráter alimentar dessas verbas. Essa é a demonstração do compromisso da atual gestão com quem efetivamente trabalhou”, pontuou.

Representando a MD Terceirizados, a advogada Catiane Janjob, salientou a agilidade da resposta do Tribunal. “Hoje, estamos saindo daqui com o coração bem tranquilo porque essa questão foi solucionada. Menos de 15 dias depois de o caso chegar ao Tribunal, já conseguimos resolver a situação dos trabalhadores”, disse. Ainda existem valores que a empresa tem a receber da prefeitura, mas a principal preocupação era garantir o pagamento dos trabalhadores”, completou.

A autorização condiciona o pagamento direto à anuência formal da empresa contratada e ao cumprimento de uma série de exigências administrativas, como a regularização orçamentária da despesa, a comprovação individual dos créditos trabalhistas e a quitação proporcional do valor que a empresa ainda tem a receber do município. Dessa forma, os pagamentos feitos aos trabalhadores são abatidos do crédito da MD Terceirizados, evitando pagamento em duplicidade.

Além de solucionar o caso de Cuiabá, o relatório recomenda que o Poder Executivo regulamente esse procedimento para situações semelhantes, estabelecendo critérios objetivos para o pagamento direto de verbas trabalhistas quando empresas terceirizadas deixarem de cumprir suas obrigações. A medida busca reduzir a insegurança jurídica e evitar novas controvérsias envolvendo contratos administrativos.

Base jurídica

O relatório sustenta que salários e verbas rescisórias têm natureza alimentar e preferência sobre os demais créditos, conforme a Convenção nº 173 da OIT, o artigo 186 do Código Tributário Nacional e o artigo 83 da Lei nº 11.101/2005. Aponta ainda o risco para o poder público: pela Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o contratante responde de forma subsidiária quando fica comprovada falha na fiscalização das obrigações trabalhistas da empresa.

A legalidade do pagamento direto já foi reconhecida pelo Tribunal de Contas da União (TCU), no Acórdão nº 1.214/2013, e pela Advocacia-Geral da União (AGU), no Parecer nº 073/2013. Municípios como Ortigueira, no Paraná, e Marília, em São Paulo, adotaram a medida, mas por meio de autorização judicial. Em Cuiabá, a saída foi construída na esfera administrativa.



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Moraes revoga uso de tornozeleira para ex-prefeito de Belford Roxo

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes revogou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Márcio Correia de Oliveira (conhecido como Márcio Canella) e pelo sargento da Polícia Militar Antônio Gomes da Silva Neto, responsável pela escolta do político. 

Também por decisão de Moraes, ambos estavam desde o dia 10 de julho em liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas cautelares, anuladas agora pelo magistrado.

Ambos são investigados no Inquérito que apura a atuação de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro e suas possíveis conexões com agentes públicos. O inquérito é decorrente das medidas impostas pelo STF no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas.

Márcio Canella e o policial militar Antônio da Silva Neto foram presos em flagrante por porte ilegal de arma de fogo no dia 7 deste mês, na sexta fase da operação Unha e Carne da Polícia Federal, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro, que teria a participação de agentes políticos.

Na decisão, Moraes afirma que os elementos colhidos até o momento indicam que os esclarecimentos prestados pelas defesas de Canella e do policial militar “não permitem concluir que houve a prática do delito de porte ilegal de arma de fogo, uma vez que os artefatos bélicos apreendidos aparentam estar regularmente registrados e acautelados a policiais militares identificados pela própria PM”.

O relator observou que eventuais irregularidades relacionadas à cessão de policiais, ao acautelamento dos armamentos ou ao uso das armas em desacordo com normas internas da corporação devem ser apuradas na esfera administrativa pelos órgãos competentes. Segundo o ministro Alexandre de Moraes, “neste momento, essas questões não apresentam repercussão penal imediata.”



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Volkswagen abandona previsão de crescimento de vendas para 2026

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Agora, a Volkswagen prevê uma queda de até 3% na receita de vendas em 2026. Anteriormente, a expectativa era de crescimento de até 3%. A empresa manteve a projeção de margem operacional entre 4% e 5,5%, acima dos 2,8% registrados no ano passado.



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CNDH manifesta preocupação com camelôs após Programa Tolerância Zero

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O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) divulgou nesta sexta-feira (24) nota pública em que manifesta “profunda preocupação” com a implementação do Programa Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio de Janeiro.

O CNDH considera que a iniciativa adotada para intensificar o ordenamento da orla inclui medidas voltadas aos trabalhadores ambulantes que têm provocado violações de direitos humanos.

No documento, o conselho declara apoio às medidas requeridas pelo Ministério Público Federal (MPF) e defende a suspensão imediata dos efeitos do Decreto Municipal nº 58.256/2026, que instituiu o programa, no que se refere à atuação sobre os vendedores ambulantes.

Segundo o CNDH, o enfrentamento ao crime organizado é uma obrigação do Estado, mas não pode resultar na estigmatização de uma categoria profissional.

Para o órgão, a adoção de políticas de caráter exclusivamente repressivo e o uso da expressão “tolerância zero” sinalizam uma lógica de exclusão social de populações em situação de vulnerabilidade dos espaços públicos da cidade.

A nota acompanha os argumentos do MPF, sustentando que as praias marítimas são bens da União. Diante disso, o CNDH afirma que a intervenção promovida pelo município nas orlas do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon ocorreu sem adesão prévia ao Termo de Adesão à Gestão de Praias (TAGP) e sem a elaboração de um Plano de Gestão Integrada (PGI), instrumentos previstos para a gestão compartilhada desses espaços.

O CNDH também pondera que o trabalho ambulante é uma atividade profissional reconhecida por lei e representa a principal fonte de renda de milhares de famílias. Segundo o conselho, a atual política de fiscalização dificulta o exercício da atividade sem apresentar mecanismos efetivos de regularização, comprometendo o direito constitucional ao livre exercício do trabalho e ao chamado mínimo existencial.

Outro ponto destacado refere-se às denúncias de violência durante as operações de fiscalização. O documento menciona relatos apresentados por movimentos sociais, entre eles o Movimento Unido dos Camelôs (Muca), de agressões contra trabalhadores ambulantes, incluindo o uso de spray de pimenta contra mulheres migrantes e crianças.

Para o colegiado, caso confirmadas, as ocorrências configuram graves violações de direitos humanos e reforçam a necessidade de protocolos rigorosos para prevenir o uso desproporcional da força por agentes públicos.

 


Rio de Janeiro (RJ), 08/07/2026 – Camelôs protestam contra decreto da prefeitura do Rio de Janeiro que restringe o comércio ambulante na cidade, ato ocorre em frente a prefeitura, na região central da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 08/07/2026 – Camelôs protestam contra decreto da prefeitura do Rio de Janeiro que restringe o comércio ambulante na cidade, ato ocorre em frente a prefeitura, na região central da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Camelôs protestam contra decreto da prefeitura do Rio de Janeiro que restringe o comércio ambulante na cidade. Foto: – Tomaz Silva/Agência Brasil

Na nota, o órgão também argumenta que os impactos da política recaem principalmente sobre pessoas negras, pardas, migrantes e refugiadas, grupos que encontram no comércio informal uma alternativa de geração de renda diante das dificuldades de inserção no mercado formal de trabalho. O conselho afirma que a ausência de políticas específicas para esses segmentos desconsidera compromissos assumidos pelo Brasil em tratados internacionais de proteção a refugiados e migrantes.

O CNDH critica ainda a ausência de participação social na formulação das medidas para a orla carioca. Segundo o documento, a gestão desses espaços deve observar as diretrizes do Projeto Orla, política federal que prevê planejamento participativo com envolvimento de órgãos públicos, sociedade civil e trabalhadores.

O colegiado defende a criação de uma mesa permanente de diálogo para construção de um plano de ordenamento urbano inclusivo e participativo, bem como a adoção de protocolos específicos para prevenir o uso excessivo da força durante ações de fiscalização.

Prefeitura afirma combater crime organizado

O Programa Tolerância Zero teve início na manhã de 16 de julho, com a apreensão de mercadorias e revolta dos ambulantes, que realizaram uma manifestação na orla de Copacabana, que se estendeu até ao Leme, em frente ao Copacabana Palace.

Segundo a prefeitura, o objetivo da operação é combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado. 

“Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento com origem criminosa é crime. O recado é para que, a partir da data do início dessa operação, essas pessoas não procurem ocupar esses espaços ilegalmente, porque a tolerância vai ser zero. Quando você não tem legalização, você não pode desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.

Segundo a prefeitura, a estrutura irregular reúne cerca de 1 mil ambulantes e movimenta aproximadamente R$ 100 milhões por ano apenas com a locação clandestina de pontos, depósitos e equipamentos. 

A administração municipal afirma que o enfrentamento visa desarticular as estruturas que sustentam a exploração irregular do espaço público e interromper fontes de financiamento e cadeias logísticas associadas ao crime organizado.



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'Temos que tratar bet igual tratamos cigarro', diz ministro da Fazenda

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Ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo brasileiro precisa continuar ampliando a regulamentação e a tributação das casas de apostas para desestimular o uso desses serviços pela população.
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“Temos que tratar bet igual tratamos cigarro. Temos que ir tratando com controle. As empresas que operam têm que pagar outorga e informar ao governo todas as apostas. De forma que a gente consiga chegar ao Ministério da Saúde e falar que temos apostadores contumazes no país. Vamos fazer um trabalho para essas pessoas pararem de apostar?”, disse Durigan durante evento da XP Investimentos.
🔎 Apostadores contumazes são pessoas que fazem apostas de forma frequente e contínua, e não apenas de forma ocasional.
“Estamos aumentando o tributo [sobre as bets] porque é justo, é devido e é um desincentivo a um mecanismo que atrapalha a vida das pessoas”, completou.
Agora no g1
O ministro também reiterou a importância de limitar o acesso às casas de apostas pela população que já se encontra em situação de fragilidade financeira.
“Quem recebe benefício social, hoje, não pode apostar em bet. Quem recebe Bolsa Família, BPC, não pode apostar em bet. Quem se diz endividado e vai no Desenrola pra ter desconto e parcelar sua dívida, também não pode apostar em bet”, disse Durigan, destacando que o governo também tem trabalhado para diminuir a publicidade de bets no país.
Endividamento e crédito
Ao falar sobre o alto nível de endividamento das famílias, Durigan também defendeu que o governo e o sistema financeiro criem mecanismos para incentivar ou desestimular a contratação de crédito, de acordo com a situação financeira de cada consumidor.
“Se a gente já sabe que determinado consumidor tem cinco plásticos [cartões de crédito] e está com dívidas atrasadas, como podemos aprovar mais um cartão? Deveríamos pensar em como usar a nossa inteligência financeira para incentivar ou desestimular a tomada de crédito”, disse.
Segundo Durigan, grande parte das pessoas endividadas tomou crédito durante a pandemia e não conseguiu administrar essas dívidas. Além disso, os dados analisados pelo governo mostram que o cartão de crédito aparece com frequência entre as principais fontes de endividamento dos consumidores.
“E quando a gente analisa esses dados, o cartão de crédito é o principal elemento que impacta a vida das pessoas”, afirmou, reiterando que o governo tem incentivado, por meio do Desenrola, a substituição de dívidas com juros mais altos por outras com taxas menores.
Quadro fiscal e dívida pública
Durigan também afirmou que o governo segue comprometido com o equilíbrio das contas públicas e destacou a projeção do Tesouro de que a dívida pública deve se estabilizar entre 2029 e 2030.
“A projeção é que tenhamos 0,5% de superávit [receitas maiores do que despesas] no ano que vem. Eu gostaria de fazer mais, talvez com o aumento nos preços do petróleo e eventualmente diminuindo as subvenções que temos feito”, disse.
🔎 Apesar de a alta do petróleo pressionar os preços dos combustíveis e poder aumentar os custos para consumidores e empresas, ela também tende a elevar a arrecadação do governo.
Isso ocorre porque a União recebe mais recursos com royalties, participações especiais e tributos pagos pelas empresas do setor quando a commodity está mais valorizada no mercado internacional.
“É difícil? É difícil. Mas nós vamos seguir com o trabalho para alcançar as trajetórias que estipulamos. […] Isso vai exigir disciplina fiscal, vai exigir a contenção dos gastos obrigatórios, vai exigir ajustes nas regras fiscais que temos hoje, e nós vamos seguir nesse processo”, completou.
Durigan ressaltou, porém, que o governo ainda enfrenta desafios relevantes, como a política de juros dos Estados Unidos e as incertezas da economia global provocadas por fatores como a guerra no Irã e as tarifas anunciadas pelo presidente americano, Donald Trump.



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