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Um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares

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Dos 21 partidos com representação no Congresso Nacional, apenas sete cumpriram a determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) de apresentar explicação sobre interferência na destinação de emendas parlamentares.

A manifestação dos partidos políticos foi determinada pelo ministro, no dia 15 de julho, após uma declaração em entrevista à imprensa do presidente do Partido Liberal (PL) e ex-deputado federal, Valdemar Costa Neto, de que os dirigentes partidários interferem na indicação de emendas.

A destinação de emendas é prerrogativa de parlamentares em exercício.

O ministro Flávio Dino é o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, instaurada para apurar a suspeita de direcionamento de pelo menos 21 emendas parlamentares da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados.  

Prazo

O prazo de dez dias úteis estabelecido pelo ministro termina somente no dia 14 de agosto. A data considera o período de suspensão de prazos processuais estabelecido entre os dias 2 e 31 de julho, prorrogando o início da contagem para o primeiro dia útil seguinte, em 3 de agosto.

Após a determinação, Valdemar Costa Neto foi um dos primeiros a prestar as informações ao STF. De acordo com Flávio Dino, as explicações apresentadas pelos dirigentes de partidos serão encaminhadas à Polícia Federal no âmbito da Operação Transparência, que investiga os desvios de emendas.  
 



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Como começar na produção de leite? Cartilha gratuita reúne orientações para produtores

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Criação de gado leiteiro no Distrito Federal
CNA/Divulgação
Quem está começando ou quer aprimorar a produção de leite pode consultar gratuitamente uma cartilha do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) com orientações sobre o manejo de vacas em lactação e vacas secas.
O material aborda diferentes aspectos da atividade, desde a alimentação do rebanho até os sistemas de produção mais utilizados. A publicação também traz recomendações sobre o manejo adequado durante a ordenha, etapa essencial para garantir a qualidade do leite e o bem-estar dos animais.
📱Acesse aqui
Carimbo na carne: saiba o que significa e se ele oferece riscos



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Brasil bate favorita Itália e terá Turquia na final da Liga das Nações

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A seleção brasileira feminina de vôlei despachou a Itália, atual campeã mundial e olímpica, com vitória de virada por 3 sets a 2 (25/21, 21/25. 24/26, 25/21 e 12/15) e vai disputar o título inédito da Liga das Nações contra a Turquia neste domingo (26), a partir das 8h30 (horário de Brasília), em Macau (China). Após amargar dois vice-campeonatos com revés para as italianas na final do torneio (2025 e 2022), as brasileiras não se abalaram em quadra, mesmo saindo atrás do placar no primeiro set. Uma das protagonistas foi a ponteria Ana Cristina, maior pontuadora do jogo com 23 acertos.

“É até difícil falar. São muitas emoções. No ano passado, eu não estava nas finais. Agora tento me divertir dentro de quadra, chamar o time. Acreditamos que podíamos bater a Itália. Estou muito feliz, muito orgulhosa das meninas. Nunca é fácil jogar contra as italianas, ainda mais nas condições em que estamos. O campeonato é muito longo, desgastante. Muitas meninas estão com dores. Mas temos um objetivo em comum e queremos chegar lá”, analisou Ana Cristina, que no ano passado ficou fora da final devido a uma lesão no joelho sofrida na primeira fase do torneio.

Quem também sobressaiu com a Amarelinha foi a ponteira Júlia Bergman, que anotou 15 pontos. Um deles de bloqueio, ao final da terceira parcial, quando o Brasil cravou 26/24 e virou o placar em Macau para 2 sets a 1.

“Muito feliz de estar numa final da Liga das Nações com esse time que trabalhou tanto para estar aqui e luta todos os dias. Ganhar desse [time] da Itália só mostra o trabalho que fizemos o tempo todo. É comemorar, descansar um pouco e trabalhar para buscar esse ouro”, disse Bergmann, de 25 anos.

Mesmo desfalcada de titulares como a ponteira Gabi (desconforto na região lombar), a oposta Tainara e a central Julia Kudiesse – ambas por lesões -, a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães deu um nó tático no poderoso ataque italiano, com bloqueio impecável sobre as opostas Paola Egonu e Ekaterina Antropova.

No quarto set as italianas reagiram e arrancaram o empate em 2 sets a 2 ao fechar a parcial em 25 a 21, levando a definição do jogo para o tie-break. O Brasil se valeu de erros das adversárias para abrir vantagem de 7 a 4, mas as italianas se recuperaram e empataram em 9 a 9. Determinadas, as brasileiras reforçaram o bloqueio e o ataque, e selaram a vitória na parcial (15/12) e a classificação.

“Foi um resultado muito positivo. Estou muito orgulhoso do time. Ganhamos um jogo como esse, com algumas jogadoras jovens se apresentando muito bem, com personalidade. Infelizmente estamos sem jogadoras importantes como a Gabi, a Julia Kudiess e a Tainara, além da Nyeme. Esse é o time que precisamos desenvolver, pensando no futuro, pois o nosso principal objetivo é chegar na melhor maneira possível nos Jogos Olímpicos. Vamos jogar para vencer a Liga das Nações, mas temos que pensar no próximo jogo. Ainda falta o degrau mais alto que precisamos atingir. É uma grande chance e vamos precisar de muita luta, dedicação e atitude”, projetou o treinador.

Neste domingo (26), a seleção terá pela frente a Turquia, que derrotou a China na outra semi deste sábado (25), por 3 set a 0 (25/21, 25/15 e 25/20), em menos de 1h20 de confronto. Quarta colocada na primeira fase da Liga das Nações, a equipe turca busca o bicampeonato – o primeiro foi obtido em 2023.





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Países reagem a novas tarifas de Trump

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As Filipinas, que, como os demais países, também são visadas com o argumento de uso de trabalho forçado, expressaram “profunda preocupação”. “Estamos muito preocupados e surpresos com essa nova taxa de 12,5%, que é muito alta”, disse George Barcelon, presidente da Câmara de Comércio e Indústria das Filipinas (PCCI), à AFP na sexta-feira. “Isso tornará as indústrias menos competitivas”, alertou ele.



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Escola Sem Partido: por que todo cristão deveria entender o projeto?

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O projeto Escola Sem Partido (ESP) é um dos temas que mais tem ocupado as discussões políticas nas redes sociais nas últimas semanas, já que a discussão sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) está na categoria de temas superados para muitos eleitores. A proposta em torno do ESP é estabelecer regras para a atuação dos professores, que ficariam proibidos de defender seus pontos de vista pessoais sobre temas diversos, incluindo ideologias políticas.

A proposta surgiu de uma constatação nas escolas públicas sobre a atuação ideológica de professores filiados a partidos políticos, sindicatos e/ou adeptos de filosofias de esquerda que têm usando seu espaço e prestígio junto à comunidade para doutrinar alunos a respeito de ideais comunistas.

A ideia, basicamente, gira em torno do estabelecimento de regras claras a respeito da atuação de um professor nas salas de aula nos ensinos Fundamental e Médio, com a fixação de cartazes nas salas de aula com os avisos sobre a obrigação dos docentes.

Na página do projeto, os idealizadores frisam que “esses deveres já existem, pois decorrem da Constituição Federal e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos”, e que a aprovação do projeto de lei tem função de tornar efetiva a aplicação dessas obrigações.

“Isto significa que os professores já são obrigados a respeitá-los ‒ embora muitos não o façam ‒, sob pena de ofender: a liberdade de consciência e de crença e a liberdade de aprender dos alunos (art. 5º, VI e VIII; e art. 206, II, da CF); o princípio constitucional da neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado (arts. 1º, V; 5º, caput; 14, caput; 17, caput; 19, 34, VII, ‘a’, e 37, caput, da CF); o pluralismo de ideias (art. 206, III, da CF); e o direito dos pais dos alunos sobre a educação religiosa e moral dos seus filhos (Convenção Americana sobre Direitos Humanos, art. 12, IV)”, acrescenta o texto.

No vídeo abaixo, o blogueiro Paulo Eduardo Martins, um dos incentivadores da proposta, resume o tema e explica a rejeição por parte de setores da sociedade:

https://www.youtube.com/watch?v=uh-AS7Odypk

Censura?

Embora esses apontamentos já sejam obrigação dos professores, há quem diga entre seus opositores que o ESP estabelece uma forma de censura, e que por isso, impediria aos professores o livre exercício da profissão e da liberdade de expressão.

Parte dos grandes veículos de imprensa têm divulgado matérias baseadas em interpretações de pensadores contrários ao projeto, tornando a cobertura do assunto parcial.

Entre os contrários ao ESP, o argumento mais comum é o incômodo com a barreira que se estabelecerá às pregações de cunho esquerdista. A procuradora Deborah Duprat afirmou que a escola é “lugar estratégico para emancipação política” e disseminação do feminismo, entre outras bandeiras, e que por isso o ESP deve ser extinguido.

“O que se revela, portanto, no PL e no seu documento inspirador é o inconformismo com a vitória das diversas lutas emancipatórias no processo constituinte; com a formatação de uma sociedade que tem que estar aberta a múltiplas e diferentes visões de mundo; com o fato de a escola ser um lugar estratégico para a emancipação política e para o fim das ideologias sexistas – que condenam a mulher a uma posição naturalmente inferior, racistas – que representam os não-brancos como os selvagens perpétuos, religiosas – que apresentam o mundo como a criação dos deuses, e de tantas outras que pretendem fulminar as versões contrastantes das verdades que pregam”, acusou a procuradora, alegando que o ESP incentivaria preconceitos.

“Ao afirmar que escola é ‘lugar estratégico para emancipação política’, Duprat confessa e exalta o uso político das escolas para fins de doutrinação […] O que ela chama de ‘emancipação política’ é a inculcação das ideias de esquerda em crianças e adolescentes”, rebateu o jornalista Felipe Moura Brasil, em artigo para a revista Veja.

“Em 2009, Duprat reclamava de projeto sobre casamento gay estar parado ‘por força de pressões reacionárias’. Agora ela quer parar ESP. Duprat também deu parecer favorável ao aborto de anencéfalos em nome do ‘direito fundamental da gestante’. Currículo de esquerdices”, acrescentou Moura Brasil.

Um dos apoiadores do projeto, o senador Magno Malta (PR-ES) afirmou que o ESP “assanhou as viúvas do PT”, que agora estão pouco a pouco sendo exonerados de seus cargos de confiança nos diversos escalões do governo federal: “Chora, pode espernear que vamos até o fim”, acrescentou.

escola sem partido



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Guterres pede ajuda internacional para Síria devastada pela guerra

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres​, chegou à Síria neste sábado (25) para uma visita histórica, a primeira de um chefe da ONU desde 2009, antes do início da guerra civil no país, em 2011.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Asaad al-Shaibani, recebeu Guterres e a sua comitiva no aeroporto internacional de Damasco, segundo informações da agência de notícias estatal Sana.

Espera-se que Guterres expresse o seu apoio ao processo de transição na Síria durante uma visita que deverá durar três dias e acontece mais de um ano depois de as novas autoridades do país, lideradas por Ahmed al-Charaa, terem deposto o ex-presidente Bashar al-Assad.

Guterres tornou-se, assim, o primeiro chefe da ONU a visitar a Síria desde Ban Ki-moon, em 2009.

Desde que Al-Charaa assumiu o poder, a comunidade internacional tem cobrado as novas autoridades a construírem instituições fortes e eficazes e a estabelecerem um sistema de governação que inclua todos os segmentos da sociedade síria, com particular ênfase na representação das minorias.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, informou que o objetivo não é apenas a recuperação de mais de 13 anos de guerra, mas também “lançar as bases para um futuro mais estável e inclusivo para todos os sírios”.

Neste sentido, destacou que Guterres reafirmará, durante a sua viagem, “o papel das Nações Unidas”, que é “acompanhar e auxiliar o povo sírio” na conquista dos seus objetivos.



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Carteira de pedidos da Embraer soma 34,5 bilhões de dólares no 2º trimestre de 2026

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Carteira de pedidos da Embraer soma US$ 34,5 bilhões no 2º trimestre de 2026
A carteira de pedidos da Embraer foi de 34,5 bilhões de dólares no segundo trimestre deste ano. De acordo com a empresa, é o sétimo recorde trimestral consecutivo da companhia.
O resultado é 7% maior que no trimestre passado, em que foram 32,1 bilhões de dólares em pedidos. Se comparado com abril, maio e junho de 2025, quando a carteira totalizou 29,7 bilhões de dólares, o aumento foi de 16%.
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Embraer
Reprodução/TV Vanguarda
A Embraer entregou 65 aviões no segundo trimestre deste ano. A maior parte foi para a aviação executiva, com 45 unidades. A estimativa da empresa é entregar entre 240 e 255 aviões até o fim de 2026.
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Sistema Famato leva debates sobre sustentabilidade e futuro da pecuária ao GAFFFF

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Entidade participou do evento com palestras técnicas, painel sobre produção sustentável e a Vitrine Sabores do Agro, valorizando a qualidade da carne produzida em Mato Grosso.

O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Sistema Famato) marcou presença no Global Agribusiness Festival Farm Fair (GAFFFF), em Sorriso, levando ao público uma programação voltada à discussão dos desafios e oportunidades da agropecuária, além de ações de valorização da produção mato-grossense.

Durante os dias de evento, o Sistema Famato promoveu debates sobre sustentabilidade, inovação, tecnologia e gestão no campo, além de aproximar os visitantes da qualidade da carne produzida no estado por meio da Vitrine Sabores do Agro, realizada no estande da entidade.

Para o diretor de Relações Institucionais da Famato, Ronaldo Vinha, a participação reforçou o papel da instituição em promover conhecimento técnico e valorizar os produtores rurais mato-grossenses.

“Sorriso é referência mundial na produção agrícola, e sediar um evento dessa magnitude demonstra a força do agronegócio mato-grossense. “Estamos aqui para apoiar essa iniciativa, receber os produtores em nosso estande e mostrar que o Sistema Famato está presente onde o agro acontece”, afirmou Ronaldo.

Produzir mais, utilizando os recursos de forma eficiente e com responsabilidade ambiental, é um dos principais desafios da agropecuária moderna. O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, falou sobre o assunto durante o painel “Produção e Sustentabilidade: O Novo Equilíbrio” e também palestrou sobre o tema “Soja: Mercado, Clima e Rentabilidade no Campo”.

O painel reuniu Flávio Jesus Wruck, pesquisador e chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agrossilvipastoril; Gustavo Paredes, diretor executivo da Red de Innovación Sostenible; José de Barros França Neto, pesquisador da Embrapa Soja; e Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso.

Segundo o superintendente do Imea, a competitividade da agropecuária depende diretamente do conceito de sustentabilidade em sua totalidade, que engloba os pilares econômico, ambiental e social.

“Sustentabilidade é alicerçada em um tripé social, ambiental e econômico. Não adianta termos apenas sustentabilidade ambiental se a atividade não consegue sobreviver economicamente e gerar benefícios para quem produz.”

Ao abordar os avanços registrados em Mato Grosso, Gauer ressaltou que diversas tecnologias já demonstram resultados concretos tanto para a produtividade quanto para a conservação dos recursos naturais.

Entre as práticas citadas estão o plantio direto, o cultivo mínimo, os sistemas de integração lavoura-pecuária e lavoura-pecuária-floresta, o uso de bioinsumos e a adoção de tecnologias que tornam o manejo mais eficiente, reduzindo aplicações e aumentando a eficiência produtiva.

Outro ponto destacado foi o crescimento da produção sem necessidade de expansão proporcional da área cultivada.

“Nós usamos melhor o mesmo espaço que temos. Produzimos cada vez mais na mesma área. Esse é um dos principais indicadores de que Mato Grosso ganhou produtividade ao longo dos últimos anos.”

Para Gauer, um dos maiores desafios continua sendo ampliar o reconhecimento das boas práticas já adotadas pelos produtores mato-grossenses.

“É preciso lembrar constantemente que os três pilares da sustentabilidade caminham juntos e reconhecer as atividades que já vêm sendo desenvolvidas. A produção de Mato Grosso é sustentável e isso precisa ser compreendido, sem estigmas ou falsas percepções.”

O superintendente também destacou que a evolução da cadeia produtiva tem sido impulsionada tanto pela adoção natural de novas tecnologias quanto pelas exigências dos consumidores e dos mercados, especialmente em relação à rastreabilidade, ao monitoramento e à transparência da produção.

O analista de Pecuária da Famato, Marcos Carvalho, palestrou sobre o tema “Pecuária do Futuro no Mato Grosso: Mercado, Carbono, Sustentabilidade, Tecnologia, Gestão e Rentabilidade na Fazenda” e destacou que a sustentabilidade é um tripé formado pelos pilares econômico, social e ambiental. Segundo ele, aspectos como a reciclagem de nutrientes, o carbono e a preservação da reserva nativa deixaram de ser apenas uma pauta para se tornarem requisitos de mercado. Essas questões, somadas às exigências dos compradores, têm impacto direto sobre o acesso aos mercados, ao crédito e à comercialização da produção.

“O produtor rural sempre foi reconhecido pela sua capacidade de produzir. Agora, além de produzir bem, será cada vez mais importante demonstrar como produz. Gestão, sustentabilidade, tecnologia e eficiência são fundamentais para manter a competitividade na pecuária”, destacou Marcos.

Outro tema abordado foi a implantação gradual do Programa Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), que deverá tornar obrigatória a identificação individual dos animais antes da primeira movimentação, a partir de 2033. Marcos explicou que a mudança exigirá planejamento, investimentos e adaptação das propriedades, sobretudo porque a pecuária mato-grossense reúne sistemas produtivos bastante distintos.

Atualmente, o estado conta com cerca de 108 mil propriedades com bovinos e um rebanho de aproximadamente 33 milhões de cabeças. Embora apenas 2,38% das fazendas concentrem 38,43% do rebanho estadual, cerca de 57% das propriedades possuam até 100 bovinos, realidade que exige soluções compatíveis com diferentes perfis de produtores.

Nesse contexto, Marcos reforçou que a competitividade da pecuária começa dentro da porteira, com uma base produtiva bem estruturada. A recuperação de pastagens, a produção de alimento para o rebanho, o manejo adequado, o controle sanitário, a eficiência reprodutiva e a gestão da propriedade foram apontados como pilares para aumentar a rentabilidade. Segundo ele, tecnologias mais avançadas somente alcançam o potencial esperado quando são aplicadas sobre um sistema produtivo sólido.

Como caminho para elevar a produtividade de forma sustentável, também foram apresentadas tecnologias previstas no Plano ABC+, entre elas a recuperação de pastagens degradadas, a integração lavoura-pecuária, a recria e a terminação intensiva a pasto, além do uso de bioinsumos e sistemas irrigados. Essas práticas contribuem para produzir mais por hectare, reduzir custos e aumentar a resiliência das propriedades rurais.

O encontro também abordou tendências para a próxima década, como o uso crescente de inteligência artificial, sensores, drones, softwares de gestão e conectividade no campo, além de temas relacionados às certificações, ao mercado de carbono e à agregação de valor à produção.

“Os desafios que a pecuária enfrenta hoje vão muito além da porteira. Por isso, é fundamental que os produtores estejam organizados e atuem por meio dos sindicatos rurais, cooperativas e associações. A união do setor fortalece a representação, amplia oportunidades e nos dá mais condições de enfrentar as mudanças do mercado”, reforçou Marcos.

A Vitrine Sabores do Agro também integrou a programação do estande do Sistema Famato no GAFFFF, reforçando a valorização da pecuária mato-grossense e aproximando o público da qualidade, da diversidade e do potencial da produção de proteínas do estado. A iniciativa evidencia o trabalho desenvolvido pelos produtores rurais, além de promover conhecimento sobre cortes, preparo e aproveitamento dos alimentos.

Nos dias 23 e 24 de julho, a ação apresentou receitas e técnicas de preparo com peixe e carne suína. A programação continua neste fim de semana com a Vitrine da Carne Bovina, no dia 25 de julho, e a Vitrine Cozinha Pantaneira, no dia 26 de julho, ambas conduzidas pelo instrutor credenciado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar MT) Tiago Felipe.



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Mulheres negras exaltam Tereza de Benguela e cobram titulação de terra

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Neste sábado (25), é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, marco de reconhecimento da luta pelos direitos das mulheres negras. Desde 2014, o 25 de julho é também o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, em homenagem à líder quilombola.

Tereza de Benguela viveu no século 18 e se tornou líder do Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso, depois que seu marido, José Piolho, foi assassinado por soldados do estado. Conhecida como “rainha Tereza”, ela liderou por 20 anos a comunidade de mais de 100 pessoas – entre indígenas e negros – que resistiu à escravidão até 1770. 
 


Tereza de Benguela
Tereza de Benguela

Tereza de Benguela liderou o Quilombo do Quariterê, em Mato Grosso – Fundação Cultural Palmares – Governo Federal

Não se sabe se Tereza morreu em combate contra portugueses que invadiram o quilombo ou se ainda conseguiu viver mais alguns anos. Também é incerto o local onde nasceu – se em algum país do continente africano ou no Brasil. O que se sabe é que Tereza de Benguela tornou-se referência de luta e resistência para as mulheres negras do Brasil.

Leonor Costa, jornalista, pesquisadora em Direitos Humanos e militante do Movimento Negro Unificado, destaca o legado deixado pela líder quilombola. 

“Teresa de Benguela tem a nos ensinar que, diante da opressão, não há outra alternativa que não seja a luta, que não seja o enfrentamento de um sistema que oprime.”

Documentos históricos indicam que Tereza de Benguela governava o quilombo em um sistema semelhante ao de um Parlamento, com decisões tomadas coletivamente.


 Brasília - 25/07/2026 - Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas. Foto: Ester Cezar/ISA
 Brasília - 25/07/2026 - Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas. Foto: Ester Cezar/ISA

Selma Dealdina Mbaye cobra urgência na titulação de terras quilombolas – Ester Cezar/ISA

Para Selma Dealdina Mbaye, da Coordenação Nacional de Comunidades Negras Rurais Quilombolas, a força da rainha Tereza está viva na luta das mulheres pelo direito à terra. Ela destaca a urgência da titulação de territórios quilombolas como pauta deste 25 de julho. 

“A maioria do público dos territórios quilombos é formada por mulheres e essas mulheres também anseiam ver os seus territórios titulados, livres de grilagem de terras, da exploração, da mineração, livre de todas as violências e violações.”

Segundo ela, há o Brasil mais de 8 mil quilombos, que reúnem mais de 1,3 milhão de pessoas, em 24 estados e mais de 1,7 mil municípios. “Então, a gente tem um número significativo de pessoas nesses espaços e a gente precisa cada vez mais garantir esses territórios.”

Memória

Desde 2014, a dia 25 de julho foi instituído por lei como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A data nacional soma-se ao Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, comemorado desde 1992, quando ocorreu o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingo, na República Dominicana.

O evento contou com representantes de mais de 30 países, que denunciaram violências como o racismo e as desigualdades sofridas por mulheres negras e buscaram construir uma agenda coletiva de mobilização. 

No Brasil, desde 2013, ocorre o Julho das Pretas, iniciativa criada pelo Odara, Instituto da Mulher Negra de Salvador. Este ano, a agenda da 14ª edição reúne mais de 600 atividades espalhadas pelo país, organizadas por quase 300 coletivos ao longo do mês.
 

Entre as ações, está a Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, que exige justiça por Luana Barbosa, mulher negra e lésbica, espancada e morta há dez anos, depois de se recusar a ser revistada por policiais homens durante uma abordagem em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. 





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Lula faz 1ª visita à Avibras após retomada da produção da empresa

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“A reabertura da empresa permitiu contratar 480 colaboradores e a tendência dela é de crescer e a Avibras, voltando a crescer, reabre uma outra fábrica em Lorena, onde fabrica os insumos para o combustível dos fogues, mísseis e lançadores. É uma indústria estratégica. O Brasil, em produtos de defesa em 2022, exportou US$ 600 milhões. No ano passado [foram] US$ 3,4 bilhões, aumentou cinco vezes a exportação brasileira. A Avibras tem tudo para retomar [o crescimento] e é muito importante para o Brasil ter uma defesa com tecnologia, capacidade de persuasão, isso é importantíssimo para o país, para o desenvolvimento do Brasil”, disse.



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