Home Blog Page 284

PSD oficializa candidatura de Caiado para a presidência da República

0


O PSD oficializou, neste domingo, o nome do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato à Presidência da República nas eleições de outubro. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, será o candidato a vice. O anúncio foi feito durante a convenção nacional da legenda, em São Paulo.

Ronaldo Caiado tem 76 anos, é médico ortopedista, produtor rural e natural de Anápolis, em Goiás. Ao longo da carreira política, foi deputado federal por cinco mandatos, entre 1991 e 2015, senador da República de 2015 a 2019 e governador de Goiás por dois mandatos. Reeleito em 2022, deixou o cargo, em março deste ano, para disputar a Presidência.

Esta será a segunda vez que Caiado tenta o posto mais alto do poder Executivo. Em 1989, na primeira eleição direta após a promulgação da Constituição de 1988, ele concorreu pelo então Partido Social Democrata Nacional, o PSDN, quando recebeu menos de 1% dos votos e terminou a disputa na décima colocação, entre 22 candidatos.

Em seu primeiro discurso como candidato, Caiado se apresentou como alternativa fora da “polarização política” na disputa ao Palácio do Planalto.

Entre as propostas apresentadas, ele destacou medidas na área da segurança pública, como um projeto para o confisco de bens de agressores de mulheres.

Caiado afirmou também que vai trabalhar para ir ao segundo turno em uma eventual disputa com Lula, mesmo aparecendo com menos de 5% das intenções de voto nas pesquisas.

Além disso, fez críticas ao presidente Lula e ao senador Flávio Bolsonaro, citando o caso do Banco Master e a investigação sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.




Source link

Eduardo afirma que Flávio pode libertar Jair Bolsonaro

0


Recentemente, Eduardo Bolsonaro fez uma declaração polêmica, afirmando que seu irmão, Flávio Bolsonaro, estaria em posição de soltar Jair Bolsonaro e outros presos relacionados aos eventos de 8 de janeiro. Essa afirmação gerou repercussão no cenário político brasileiro.

Contexto da declaração

Os eventos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília, resultaram na prisão de diversas pessoas. Desde então, a situação jurídica de Jair Bolsonaro e de outros envolvidos tem sido um tema recorrente nas discussões políticas. Eduardo Bolsonaro, ao mencionar a possibilidade de libertação, sugere que há uma manobra política em andamento que poderia beneficiar os envolvidos.

O que aconteceu

Durante uma entrevista, Eduardo Bolsonaro afirmou: “Flávio vai soltar Jair Bolsonaro e os presos do 8/1”. Essa declaração foi interpretada por muitos como uma tentativa de pressionar o sistema judiciário e a opinião pública sobre a questão das liberdades individuais e políticas. A declaração provocou reações diversas, tanto de apoiadores quanto de opositores.

Reações à declaração

A afirmação de Eduardo Bolsonaro gerou uma onda de comentários nas redes sociais e entre analistas políticos. Muitos veem a declaração como uma tentativa de mobilizar a base de apoio do ex-presidente, enquanto outros a consideram uma retórica arriscada que pode exacerbar a polarização política no Brasil.

O que esperar no futuro

Com a proximidade de novas eleições e a necessidade de articulações políticas, as declarações de figuras proeminentes como Eduardo e Flávio Bolsonaro devem ser monitoradas de perto. O impacto dessas afirmações sobre a liberdade política e a justiça no Brasil ainda está por ser totalmente avaliado.

“Flávio vai soltar Jair Bolsonaro e os presos do 8/1”.

Essa situação ressalta a importância da vigilância sobre a liberdade religiosa e política no Brasil, especialmente em um momento em que muitos cristãos e cidadãos se preocupam com as implicações das ações governamentais e judiciais.



Source link

Flip: Angela Davis cita pensadores brasileiros e critica gentrificação

0


No Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e também Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrados neste sábado (25), a ativista e pesquisadora Angela Davis foi um dos destaques da programação da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ela participou de evento público e gratuito no Sesc Caborê. A conversa com a jornalista Flávia Oliveira fez parte da programação paralela da Festa, que se encerra hoje (26).

“Nós podemos sentir a presença dos ancestrais aqui nesse lugar, que tiveram papel fundamental durante o período da escravização”, disse a ativista sobre a cidade de Paraty,  palco do festival literário. 

Segundo ela, o processo de luta pela liberdade do movimento negro tem uma dimensão cultural, que estava sendo celebrada na ocasião do evento. “Há algo sobre a natureza da música, da arte e da literatura que nos permite alcançar dimensões que não são alcançáveis de outro modo.”

A ativista denunciou ainda o processo de gentrificação e racismo ambiental na cidade. “Queria falar sobre a gentrificação que está acontecendo em comunidades pobres aqui em Paraty. E também sobre o racismo ambiental. Os jovens nos falam que estão preocupados com o meio ambiente, que eles não têm futuro. Eles não terão futuro para viver neste planeta. Aqui em Paraty, tentam criar meios para ganhar mais lucro, tirando as pessoas das suas terras, das terras dos seus ancestrais”, disse Angela.

Gentrificação é o processo em que a valorização de um bairro eleva o custo de vida e acaba expulsando os moradores mais pobres para regiões mais periféricas.

A ativista relatou que teve a oportunidade de conversar com a própria comunidade em Paraty. “Podemos escutar o que está acontecendo aqui nessa área. Não devemos prestar atenção apenas na literatura, mas devemos prestar atenção nesse papel da literatura de influenciar as pessoas e promover mudanças.”

Angela afirmou que estava feliz em participar da mesa de conversa e lamentou que o convidado Wole Soyinka, primeiro africano a vencer o Nobel de Literatura, não estivesse presente devido a questões de saúde. Ele dividiria a mesa com ela. Angela agradeceu ainda a presença da escritora mineira Conceição Evaristo, que estavaa plateia.

“É um prazer que ela esteja aqui presente. Muito obrigada pela sua literatura tão bela.”

Para a ativista, Conceição está no mesmo patamar de relevância da cantora Nina Simone e da escritora Toni Morrison, ambas norte-americanas.

Ao comentar sobre a “escrevivência”, conceito literário criado por Conceição Evaristo, a ativista mencionou que demorou muito tempo para o reconhecimento de que as pessoas negras precisavam contar e compartilhar as próprias histórias. “Toni Morrison nos mostrou que a experiência branca não é universal.”, afirmou, ao citar a primeira mulher negra a receber um Prêmio Nobel de Literatura, em 1993. 

Com mediação da jornalista Flávia Oliveira, que foi apresentando nomes de pesquisadores e ativistas relacionados ao movimento negro, ambiental e de direitos humanos, Angela comentou sobre as contribuições da brasileira Beatriz Nascimento. “Quando ela falou ‘eu sou atlântica’, ela emitiu o sentimento que nos chega a todos, que nos faz sentir parte de um mundo gigantesco.” 

“O internacionalismo foi minha primeira iluminação”, disse.

A ativista contou que chegou a ir para a França e pensou que encontraria igualdade, liberdade e fraternidade, que foram elementos chave do discurso durante a Revolução Francesa. “Eu não encontrei o que estava procurando. Eu descobri a revolução argelina. Os argelinos estavam sob ataque da polícia francesa, então eu descobri que eu poderia estar em solidariedade com as pessoas na França, que eu poderia ser parte de algo maior, que é o que Beatriz Nascimento diz quando ela fala ‘eu sou atlântica’.”

Lélia Gonzalez

Angela Davis também citou a autora e ativista brasileira Lélia Gonzales, referência nos estudos e debates de gênero, raça e classe.“Eu amo a Lélia Gonzalez”, afirmou.

Ela acrescentou que Lélia é uma inspiração há muito tempo, destacando o conceito da Amefricanidade da ativista e professora. “Naquele conceito ela reconhece que a luta negra, em qualquer parte do mundo, não pode acontecer também sem o povo indígena”, disse, ao exemplificar o conceito.

“Eu gostaria de dizer que a Lélia Gonzalez é uma crítica do capitalismo, algo que precisamos fazer na primeira era dos trilionários, especialmente porque temos bilionários e trilionários que estão explorando a terra, não se preocupam com nada mais do que fazer dinheiro sem pensar nas consequências”, mencionou. 

Na crítica que fez aos trilionários, ela ressalta que eles não representam o futuro do planeta. “Devemos considerar que essas pessoas são o motivo pelos quais a vida é tão difícil para tantas outras pessoas no planeta. O capitalismo acaba lucrando mais.”

Para Angela, uma das dificuldades enfrentadas para que as pessoas habitem o planeta de forma justa e equilibrada decorre do sistema capitalista. Ela enfatizou que a exploração e destruição atingem, além dos recursos naturais, os próprios seres humanos. 

Contexto atual


Paraty (RJ), 25/07/2026 - A filósofa e escritora Angela Davis participa da mesa América e África: uma conversa Atlântica, mediada pela jornalista Flávia Oliveira,

 durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP, no Sesc RJ. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Paraty (RJ), 25/07/2026 - A filósofa e escritora Angela Davis participa da mesa América e África: uma conversa Atlântica, mediada pela jornalista Flávia Oliveira,

 durante a 24ª Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP, no Sesc RJ. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A filósofa e escritora Angela Davis participa da mesa América e África: uma conversa Atlântica, mediada pela jornalista Flávia Oliveira- Rovena Rosa/Agência Brasil

A ativista comentou também sobre o prejuízo às populações por conta da ascensão de governos autoritários e afirmou que o povo é mais forte do que o fascismo que pretende governá-lo. “Fascimo é uma coisa que está emergindo na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, mas não entre o povo”, disse. Ela citou ainda as eleições no Brasil neste ano, mencionando que não se pode permitir que candidatos alinhados ao fascismo sejam colocados no poder.

A redução da jornada de trabalho e a inclusão de pessoas negras nas universidades também foram temas abordados pela ativista. Segundo ela, a redução de jornada poderia permitir mais tempo de lazer e oportunidade de acesso à cultura aos trabalhadores. Angela conta que alguns lugares da Europa já estão vivenciando a redução da jornada de trabalho.

“Na primeira vez em que visitei o Brasil, havia poucos negros na universidade. Eu estava aqui e eu vi um novo sistema universitário se desenvolver na Bahia, eu vi mudanças palpáveis e nós devemos celebrar essas mudanças porque vocês as conquistaram. Nós conquistamos essas vitórias, mas não nos acomodemos com essas vistorias. Temos que continuar lutando.”

Luta popular

Como forma de demonstrar o poder da luta coletiva contra as pessoas em posição de poder, Angela rememorou o período de sua prisão. “Eu digo que eu não fiz muito, eu estava sentada na prisão. As pessoas estavam nas ruas gerando o movimento que impediria que aqueles homens que estavam no poder tomassem essa decisão [pela pena de morte].”

“Essa experiência me trouxe o ensinamento de que as pessoas se unindo além das fronteiras podem impedir as pessoas [que violam direitos]. Em todo o mundo as pessoas disseram: não vamos permitir que nossa irmã seja executada”, concluiu.

Perseguida por seu ativismo no Partido Comunista e nos Panteras Negras, ela foi presa sob a falsa acusação de conspiração, sequestro e homicídio. Em diversas partes do mundo, houve protestos por sua libertação.

Ao contar sobre esse período da vida, ela disse acreditar que a maior parte do que fez no ativismo e no trabalho acadêmico foi porque a prisão lhe trouxe uma evolução.

“Quando olho pra trás naquele período, vejo que foi um presente. Eu fui moldada pelo que passei naquela cadeia, com a experiência com aquelas mulheres que estavam encarceradas também. Nunca pensei que isso acabaria moldando a minha vida.”

Angela lembrou ainda da luta em defesa da Palestina, da qual participa desde a década de 60. “Uma das vantagens de a gente ficar velha é que a gente acaba reconhecendo que as coisas podem mudar. Eu digo isso porque, por um longo período, parecia que seria impossível a opinião pública mundial ser contrária ao Estado de Israel”, afirmou. 

Violência contra mulheres

Ao comentar sobre violência de gênero, Angela, citou que não há apenas a violência íntima, que ocorre no âmbito doméstico, mas aquelas cometidas pelo Estado.

“Vamos pensar também na violência do Estado, as conexões entre a violência íntima e a violência contra mulheres que estão encarceradas, por exemplo, as mulheres sujeitas a violência policial. Isso acaba aumentando a medida da violência no mundo e no contexto da violência íntima”, disse ela.

A ativista lembrou da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018. “E eu quero dizer obrigada a Marielle. Muito obrigada, Marielle Franco”, disse, ressaltando que sua irmã Anielle Franco se dedica a continuar o legado de Marielle.

Para a ativista, a violência contra a mulher é uma das mais perversas. Ela apontou os grupos mais vulneráveis, nesse contexto. “Eu acho que aprendemos que nós [mulheres negras] somos as que sofremos mais [violência de gênero], e nós sabemos que as mulheres trans negras aqui no Brasil e nos Estados Unidos sofrem muito mais violência do que outro grupo de mulheres. Isso nos indica que temos que quantificar isso de algum modo”.

*A equipe de reportagem viajou a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flip 2026.

 



Source link

Unidade Popular oficializa candidatura de Samara Martins á presidência

0


O partido Unidade Popular (UP) oficializou, neste domingo, a candidatura de Samara Martins à Presidência da República, com Raquel Bricio como vice na chapa. A convenção nacional do partido foi realizada em São Paulo.

Natural de Belo Horizonte, Samara Martins tem 38 anos, é dentista no SUS, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e já havia disputado a eleição presidencial de 2022 como vice de Léo Péricles, presidente nacional do partido UP.

Militante em grupos como o Movimento de Mulheres Negras Olga Benário e a Frente Negra Revolucionária, Samara Martins é uma das fundadoras do UP e ocupa a vice-presidência do partido desde a fundação, em 2016. A legenda foi registrada definitivamente pelo TSE no fim de 2019.

Pelas redes sociais, a candidata falou sobre as principais propostas que defende na corrida ao Palácio do Planalto:

“O que a gente tem dito é a nacionalização de todas as riquezas do nosso país, as riquezas estratégicas do nosso país, a reestatização de todos as empresas que foram privatizados, a contratação direta nas frentes emergenciais de trabalho. E uma das dúvidas que a gente tem considerado fundamental é que o nosso orçamento seja destinado a essas questões sociais, e que o povo trabalhador esteja no centro,  como auditoria e a suspensão do pagamento da dívida.”

Além disso, Samara Martins defende uma série de políticas em prol dos trabalhadores, como dobrar o valor do salário mínimo, o fim da escala 6×1, acesso à moradia e a reestatização de empresas entregues para a iniciativa privada.




Source link

Sylvester Stallone: a igreja é o ‘ginásio da alma’

0


O ator Sylvester Stallone, conhecido por seus papéis icônicos em filmes como Rocky, voltou a chamar a atenção para a importância da vida em comunidade entre os cristãos. Em recente declaração, ele afirmou que “a igreja é o gimnasio do alma”, ressaltando a necessidade de uma comunidade espiritual para fortalecer a fé.

Contexto: A trajetória de Stallone e sua fé

Sylvester Stallone, que se tornou uma figura emblemática do cinema, sempre fez questão de vincular sua carreira à sua fé cristã. Em entrevistas anteriores, ele compartilhou como a criação do personagem Rocky foi inspirada por um chamado espiritual. Stallone, que se afastou da igreja durante o auge de sua fama, retornou à vida congregacional e agora enfatiza a importância de não viver a fé isoladamente.

O que aconteceu: a declaração de Stallone

Recentemente, durante a promoção do novo filme “I PLAY ROCKY”, um biográfico que explora sua luta para protagonizar a icônica série de filmes, Stallone reiterou sua crença de que a comunidade religiosa é essencial para a vida espiritual. Ele declarou: “Sem a igreja, é como ter um barco sem timão”. Essa afirmação foi feita em uma conversa com a The Dove Foundation, onde ele também destacou que a vida em comunidade oferece uma unidade espiritual que é impossível de ser alcançada sozinho.

Reações: O impacto nas comunidades cristãs

A declaração de Stallone ressoou entre muitos cristãos, que veem a importância da congregação como um suporte fundamental para a vida de fé. A frase “a igreja é o gimnasio do alma” foi amplamente compartilhada nas redes sociais, gerando discussões sobre a relevância da vida em comunidade na jornada espiritual. Muitos líderes religiosos e fiéis concordam que a presença de uma comunidade de apoio é vital para o crescimento espiritual e a prática da fé.

O que esperar: a influência de Stallone na nova geração

O lançamento de “I PLAY ROCKY” está previsto para o dia 6 de novembro de 2026, coincidentemente no mesmo mês em que o primeiro Rocky estreou nos cinemas em 1976. Stallone espera que a nova geração se conecte com sua história e, através dela, compreenda a importância da fé e da comunidade. A expectativa é que o filme inspire jovens a buscarem suas próprias comunidades de fé e a valorizarem a vida congregacional.

“A igreja é o gimnasio do alma” — Sylvester Stallone



Source link

Unidade Popular formaliza candidatura de Samara Martins a presidente

0


O partido Unidade Popular (UP) formalizou neste domingo (26) a candidatura à presidência da República de Samara Martins. A chapa anunciada contará ainda com Raquel Bricio como candidata a vice-presidente.

A oficialização da candidatura ocorreu na convenção nacional do partido, realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, no bairro do Bom Retiro, na capital paulista.    

Samara é dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), dirigente do movimento negro e de mulheres. Atua no Movimento de Mulheres Olga Benario, que apoia a luta dos sem-teto pelo direito à moradia e principalmente das mulheres negras e pobres. Já Bricio é guarda portuária sindicalista e uma das fundadoras do Movimento de Mulheres Olga Benario.

Em 2022, Samara foi candidata à vice-presidência da República pela UP na chapa encabeçada por Leonardo Péricles.

Entre as pautas defendidas pela candidata estão a reestatização de empresas privatizadas, a nacionalização de riquezas do país, o aumento do orçamento para questões sociais, além da realização de uma auditoria e da suspensão do pagamento da dívida pública do país.  



Source link

Em artigo no Washington Post, Lula critica política de taxas dos EUA

0


O presidente Lula criticou a política tarifária adotada pelos Estados Unidos contra o Brasil, em artigo publicado, neste domingo, no jornal The Washington Post.

No texto, Lula classificou a medida como um “erro estratégico” da Casa Branca, rebateu os argumentos usados para justificar as sobretaxas e afirmou que o Brasil dispõe de mecanismos para garantir a reciprocidade nas relações comerciais.

Lula também disse que o país “não será derrotado com base em mentiras” e atribuiu um caráter ideológico à decisão do governo norte-americano, relacionando a medida às eleições gerais de outubro. O artigo também foi publicado, em português, nas redes sociais do presidente. 

O texto cita, ainda, declarações do secretário de Estado, Marco Rubio que, no início de junho, excluiu o Brasil do rol de países amigáveis aos Estados Unidos na América Latina.

No artigo, Lula reforçou o argumento que vem sendo usado pelo governo brasileiro desde o início das taxações, em abril de 2025, de que na balança comercial entre os dois países, os Estados Unidos são superavitários. E afirmou que o Brasil vai buscar outros parceiros comerciais mundo afora.

Nos dias 15 e 23 de julho, o governo dos Estados Unidos publicou duas medidas decorrentes de investigações conduzidas com base na legislação comercial do país, seção 301, estabelecendo sobretaxas adicionais de 25% e de 12,5% sobre uma parte das importações originárias do Brasil.

*Com informações da Agência Brasil. 




Source link

O lamento no Antigo Testamento: uma expressão da fé

0


O lamento é uma expressão emocional profunda presente no Antigo Testamento, refletindo as experiências humanas de dor, perda e esperança. Este aspecto da fé é fundamental para compreendermos como os personagens bíblicos se relacionavam com Deus em momentos de sofrimento.

O significado do choro na Bíblia

O choro é uma das manifestações mais autênticas da condição humana, e no Antigo Testamento, ele é frequentemente associado a momentos de desespero e clamor. O renomado escritor e sobrevivente do Holocausto, Elie Wiesel, destacou que “o homem é o único animal que ri e chora, porque é o único que se indigna com a realidade das coisas”. Essa indignação muitas vezes se traduz em lágrimas, e a Bíblia está repleta de exemplos que ilustram essa realidade.

Exemplos de lamento no Antigo Testamento

No livro de Gênesis, encontramos várias situações que demonstram o lamento. Um exemplo marcante é o de Ismael, filho de Abraão, que chorou ao se sentir abandonado no deserto junto com sua mãe, Agar. A Bíblia relata: “Ela se sentou a uma distância de um tiro de flecha, pois pensava: ‘Não quero ver o menino morrer’. E, enquanto ela se sentava, começou a chorar” (Gênesis 21:16). Deus ouviu o clamor de Ismael e enviou um anjo para confortar Agar, mostrando que Ele está atento às nossas dores.

Outro exemplo é o lamento de Abraão pela morte de sua esposa, Sara. A Escritura diz: “Abraão fez luto e chorou por ela” (Gênesis 23:2). Este ato de chorar é uma demonstração de amor e perda, e reflete a dor que todos nós sentimos ao perder alguém querido.

Reações de dor e alegria

O choro também aparece em momentos de frustração e raiva, como no caso de Esaú, que chorou ao perceber que seu irmão, Jacó, havia recebido a bênção que lhe era devida. A Bíblia relata: “Esaú insistiu: ‘Você não tem outra bênção, pai? Abençoe-me também!’ E ele rompeu em choro” (Gênesis 27:38). Essa cena revela a intensidade das emoções humanas, que vão da alegria à tristeza em um instante.

Por outro lado, o choro pode ser uma expressão de alegria, como quando Jacó se reencontrou com Raquel. A Bíblia diz: “Ele a beijou e, levantando a voz, chorou” (Gênesis 29:11). Este momento de alegria também nos ensina que as lágrimas não são exclusivas da dor, mas também podem ser de felicidade.

O que esperar do lamento na vida cristã

Para os cristãos, o lamento não é um sinal de fraqueza, mas uma forma de buscar a presença de Deus em meio às dificuldades. O Senhor nos convida a levar nossas preocupações e tristezas a Ele, como está escrito em 1 Pedro 5:7: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. O choro pode ser um caminho para a cura e a restauração, pois Deus está sempre pronto para ouvir e consolar aqueles que se achegam a Ele.



Source link

Da periferia para o mundo: concerto marca 20 anos de projeto no Recife

0


Degrau a degrau, Ivone do Santos, de 57 anos, sobe ao segundo andar do tradicional Teatro de Santa Isabel, no Recife (PE), com o ingresso nas mãos para o concerto tão esperado. 

Enquanto anda pelo carpete vermelho em direção ao camarote, sente os olhos marejarem ao falar do filho-ídolo, o violista Isaías Tavares, de 33 anos. “Teve muito sofrimento para chegar até aqui”. Mas a reviravolta na vida deles levou sorriso ao palco e à plateia. 

Não por acaso, os sentimentos se misturam. As pilastras douradas do teatro, inaugurado em 1850 em estilo neoclássico, ornamentam também as memórias que acompanham os passos de mãe e filho.

“Nossa casa era feita de tábuas de madeira, e uma tempestade derrubou tudo em 2009”, lembra.


Recife - 26/07/2026 - Da periferia para o mundo, músicos celebram 20 anos de projeto social. Foto: Luiz Claudio
Recife - 26/07/2026 - Da periferia para o mundo, músicos celebram 20 anos de projeto social. Foto: Luiz Claudio

ivone_-_personagem_-_foto_-_luiz_claudio, por Luiz Claudio

Eles moravam no violento bairro do Coque, que tinha o menor índice de desenvolvimento humano do Recife. A então empregada doméstica e mãe solo viu o teto cair e sentiu como se o chão se abrisse.

O menino Isaías participava, desde 2006, de um projeto social chamado Orquestra Criança Cidadã, criado em 25 de julho daquele ano. Os responsáveis pela iniciativa conseguiram doações para erguer uma residência de alvenaria em outra rua do bairro. O projeto ficou responsável por pagar o aluguel de uma casa até o novo lar ser erguido.

Enquanto aguardava o filho subir ao palco do Santa Isabel neste final de semana, para os concertos comemorativos de 20 anos do Criança Cidadã, Ivone sabia que era mais do que música o que passaria pelos seus ouvidos. “A gente não é só mãe e filho. Nós somos muito amigos”. Ivone estava acompanhada no concerto pelo esposo, Damião Ferreira, 61 anos, padrasto de Isaías. 

“Ela me ensinou”


Recife - 26/07/2026 - Da periferia para o mundo, músicos celebram 20 anos de projeto social. Foto: Victoria Brito
Recife - 26/07/2026 - Da periferia para o mundo, músicos celebram 20 anos de projeto social. Foto: Victoria Brito

Violista Isaías atua na Orquestra Sinfônica de Goiânia e já estudou na Áustria. Foto: Victoria Brito – ORQUESTRA CRIANCA CIDADA

Diferente do filho, que teve a oportunidade de conhecer a música clássica na adolescência e se encantar, por exemplo, pelas obras do compositor russo Piotr Tchaikovski (1840 – 1893), Ivone, aos 11 anos de idade, já fazia faxina e cuidava de crianças na casa de outras pessoas. Por isso, precisou abandonar a escola. Foi no trabalho como doméstica que sustentou o filho, mesmo com tantas dificuldades.  

Era pouco dinheiro para o dia a dia, tanto para comer quanto para se vestir, recordam mãe e filho. Antes das apresentações da última sexta (24) e sábado (25), o hoje violista principal da Orquestra Sinfônica de Goiânia, onde trabalha há 15 anos, diz que não tem como não “rever” um filme todas as vezes que volta ao Recife.

“Foi minha mãe que me estimulou e nunca me deixou desistir”, afirmou o músico. 

Isaías não se esquece que, quando não tinha a viola, o instrumento era simulado com uma caixa de papelão, e o movimento do arco ensaiado com um pedaço de galho de goiabeira perto de casa.

“A vida sem coragem e ousadia é vazia. A gente não sabe se vai dar certo ou não. Precisamos de persistência. Sentado no sofá, não se consegue nada”, disse o violista.

Ele diz que a mãe ensinou isso a ele. “Ela foi muito trabalhadora e corajosa”.

Quando entrou para o projeto social, em 2006, Isaías teve formação musical, “mas também humana, de cidadão”. Como a iniciativa tem sede em um quartel do Exército próximo ao Coque, ele passou a contar com três refeições diárias, o que era impossível antes. A orquestra tinha, na época, o maestro potiguar Cussy de Almeida na regência. Quando Isaías passou a levar a viola para casa, Ivone, mesmo cansada da labuta, ouvia o filho ensaiar até adormecer.

Aos 18 anos de idade, Isaías passou em um processo seletivo e foi estudar no conservatório superior na cidade de Salzburgo, na Áustria. Estudou e tocou na Orquestra Sinfônica de Wels. Viajou pela Europa e viu o mundo se abrir com o arco pelas cordas da sua viola. 

Primeiro lugar

Quando voltou ao Recife, avisou para “mainha” que faria concurso para Orquestra Sinfônica de Goiânia. Sabia que ela ficaria com saudades, mas seria importante. Não só se inscreveu, como também a outros dois outros colegas da orquestra. Os três passaram em primeiro lugar nos seus instrumentos.

Um dos amigos aprovados foi o contrabaixista Antonino Tertuliano. Para ele, era mais uma de sua lista de aprovações nos concursos mais concorridos em sua área. Atualmente, o músico é o único latino-americano entre os 100 integrantes da Orquestra Filarmônica de Duisburg, na Alemanha. Mas se lembra em detalhes de como chegou à orquestra, com apenas 14 anos, ou da primeira vez que tocou no teatro de Santa Isabel. “Foi aqui que tudo começou”.

As crianças e adolescentes da orquestra de hoje olham para Antonino como a uma lenda. Não há, entre os 1.500 jovens que já passaram pelo projeto, um que não tenham ouvido falar do rapaz.

“Sempre que eu retorno à cidade, eu costumo fazer uma mesa em que eles me fazem pergunta. Eu digo que é muito possível chegar longe como nós chegamos”, afirmou. 

Ele conta, por exemplo, que a opção pelo contrabaixo surgiu pela ideia de que poderia ser um “instrumento difícil”. Com 16 anos, já sabia e avisou aos pais que a música seria a profissão de sua vida. Por isso, em qualquer momento livre da escola ou em casa, ele não tinha dúvidas. Fazia sua caminhada de 20 minutos até a orquestra. Lá ficava o tempo que podia na sala de estudos. 


Recife - 26/07/2026 - Da periferia para o mundo, músicos celebram 20 anos de projeto social. (  Antonino Tertuliano é integrante de orquestra na Alemanha) Foto: Victoria Brito
Recife - 26/07/2026 - Da periferia para o mundo, músicos celebram 20 anos de projeto social. (  Antonino Tertuliano é integrante de orquestra na Alemanha) Foto: Victoria Brito

Antonino Tertuliano é integrante de orquestra na Alemanha Foto: Victoria Brito – ORQUESTRA CRIANCA CIDADA

Antonino diz que os demais adolescentes que frequentavam a orquestra eram como irmãos para ele, com os mesmos objetivos: dar um futuro melhor para si mesmo, para a família e se afastar dos destinos de outros rapazes da comunidade, atraídos pela possibilidade de aderir ao crime, como o tráfico de drogas. Os músicos reconhecem que o cenário local se alterou com a implementação da orquestra. 

Os músicos sonham em produzir espetáculos com mais tempo para encantar ainda mais jovens de diferentes comunidades. Antonino conseguiu aprovar, um projeto, via Lei Rouanet, para captar recursos e apresentar música clássica em escolas no Nordeste. O trio de músicos, formado por ele e mais dois europeus, se chama Palíntonos. “É uma expressão que significa flexibilidade e tensão, mas nunca rompimento”. Antonino diz que quer fazer essa turnê ainda neste ano. 

Outra egressa da primeira turma, a violoncelista Herlane da Silva, de 31 anos, que está no doutorado em Houston (EUA), estava emocionada ao tocar para a mãe, a dona de casa Patrícia, e para o pai, o pedreiro Herculano José. No curso, ela pesquisa a importância dos projetos sociais latino-americanos na formação de músicos. 

Conseguiu chegar tão longe porque os pais, além dos professores, a estimularam para fazer música. Ao assistir às crianças ensaiando para o concerto segurou o choro. “Quando eu cheguei na sala, meu coração começou a palpitar”

Urbana e rural


Recife - 26/07/2026 - Da periferia para o mundo, músicos celebram 20 anos de projeto social. Foto: Luiz Claudio
Recife - 26/07/2026 - Da periferia para o mundo, músicos celebram 20 anos de projeto social. Foto: Luiz Claudio

José Felipe e Maralayne são moradores de área rural de Pernambuco. Foto: Luiz Claudio/ Agência Brasil

A trajetória dos artistas, da infância à vida adulta, enche de orgulho o diretor e criador do projeto Orquestra Criança Cidadã, o juiz de direito João Targino, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). 

Ele faz questão de explicar que o primeiro objetivo não é apenas formar músicos, mas cidadãos.

“Nós começamos esse trabalho há 20 anos e eu pude ver o quanto a música é transformadora na vida de uma pessoa”, afirmou. 

Uma transformação que não existe apenas na comunidade urbana do Coque, mas também em um núcleo na área rural de Igarassu, a cerca de 30 quilômetros da capital pernambucana. Lá, 40 crianças e adolescentes, filhos de pais que trabalham na roça, estão trocando a lida no campo por instrumentos musicais.

“Eles veem no projeto uma oportunidade de crescer, de conhecer e expandir os horizontes”, afirmou a professora Basemate Neves, que coordena as atividades no local.

Quatro alunos de Igarassu foram aprovados no curso de música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Entre os novos universitários, José Felipe da Silva, 20 anos, que hoje é contrabaixista, conheceu o projeto de música há 10 anos na escola pública onde estudava. Antes, a rotina dele era acompanhar os pais na plantação de milho, inhame, macaxeira e feijão.

A mudança não foi simples. A família não entendia direito onde ele poderia chegar, mas apoiou a ida do filho para outro campo. 

Da casa na roça até a escola de música, eram 30 minutos de caminhada. Atravessava mata fechada até chegar à estrada e pegar um ônibus. Atualmente, sai todos os dias de casa antes das 5h e passa o dia inteiro estudando no Recife. A aula acaba às 22h. 

São seis trajetos de ônibus todos os dias e mais caminhadas. Chega em casa depois de meia-noite. Nem sobra muito tempo para dormir ou descansar. Mas chegar à UFPE era um dos sonhos dele. 

Quer um dia ser professor e influenciar outros jovens. Mas deseja também ir para fora do país.

“De início, eu fiz um instrumento de bambu, coloquei uma corda de nylon, para treinar o dedilhado. Hoje quero terminar minha faculdade e alçar outros rumos”.

Na mesma turma da faculdade está a violoncelista Mirallayne Gomes, 19 anos. Filha de um eletricista e uma dona de casa, conheceu a música aos 10 anos.

“As crianças da área rural nos veem como espelho. A gente sente uma responsabilidade com isso. Lá na rua, por exemplo, tem várias crianças que entraram na orquestra por nossa causa”, sorri a jovem musicista.

* O repórter viajou a convite da Orquestra Criança Cidadã



Source link

Evangélicos dominicanos enfrentam críticas por ostentação

0


A comunidade evangélica na República Dominicana está enfrentando uma onda de críticas e questionamentos em relação aos excessos e à ostentação de alguns líderes religiosos. Em meio a essa crise, é fundamental refletir sobre a verdadeira essência da missão cristã.

Contexto da situação

A situação atual dos evangélicos dominicanos é marcada por um intenso escrutínio público. Muitos pastores têm sido criticados por seus estilos de vida luxuosos, que contrastam com os princípios de humildade e serviço que Jesus ensinou. Essa realidade gera um clima de desconfiança e desapontamento entre os fiéis e a sociedade em geral.

O que aconteceu

As críticas à comunidade evangélica aumentaram nas últimas semanas, com muitos apontando que a ostentação e o exibicionismo de alguns líderes religiosos têm desvirtuado a mensagem do Evangelho. A preocupação não está apenas na prosperidade, que é uma aspiração legítima, mas na forma como essa prosperidade tem sido apresentada, muitas vezes como um sinal de bênção divina, o que pode levar a um egoísmo espiritual.

Um dos pontos levantados é que, ao priorizar o sucesso pessoal e a imagem pública, muitos líderes estão se afastando da verdadeira missão da igreja, que é servir e trazer esperança para aqueles que mais precisam. A reflexão do psiquiatra cristão Glynn Harrison em seu livro “El gran viaje del ego” é pertinente: “Precisamos ter uma percepção de nós mesmos que seja realista e bem fundamentada, e que não se centre em afirmar nossa própria importância, mas em servir a um propósito maior que nós mesmos.”

Reações da comunidade

Em resposta a essa situação, líderes e membros da comunidade evangélica têm se mobilizado para promover uma reflexão interna. Muitos estão clamando por arrependimento e por um retorno aos valores fundamentais da fé, que incluem a humildade, a compaixão e o serviço ao próximo. A ideia é que a igreja não deve ser vista como uma instituição que busca o status social, mas como um corpo que serve a Deus e à sua criação.

“Precisamos reconhecer nossos erros, arrepender-nos e voltar a olhar para o mundo ao nosso redor: uma sociedade sedenta de esperança e necessitada do Deus a quem servimos.”

— Líder da comunidade evangélica dominicana

O que esperar para o futuro

O futuro da comunidade evangélica na República Dominicana depende de sua capacidade de se reinventar e de voltar às suas raízes. A esperança é que, por meio de um verdadeiro arrependimento e uma mudança de foco, os líderes possam restaurar a confiança da sociedade e mostrar que a verdadeira prosperidade está em servir a Deus e ao próximo.



Source link