Home Blog Page 276

Empreender na terceira idade triplica renda, mostra estudo do Sebrae

0


Quem formaliza um negócio e empreende na terceira idade pode triplicar a renda. É o que aponta o estudo Empreendedorismo Sênior Sob a Ótica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), realizado a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo do Sebrae mostra que, no quarto trimestre de 2025, os empreendedores 60+ formalizados atingiram o maior rendimento médio de toda a série histórica, iniciada em 2012. Em média, eles receberam R$ 7.458, valor mais de três vezes superior ao rendimento de empreendedores informais (R$ 2.152).

De acordo com o estudo, a formalização não apenas eleva a renda no curto prazo, mas amplia o retorno ao longo de todo o ciclo de vida do empreendedor e promove avanços na escolaridade dos empreendedores sêniores.

Entre 2012 e 2025, a proporção desses donos de negócio sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu 22 pontos percentuais, de 68% para 46%. A parcela com ensino médio completo ou mais passou de 24% para 42%, avanço de quase 19 pontos percentuais.

“O Brasil tinha 4,5 milhões de empreendedores sêniores no quarto trimestre de 2025, alta de 59% frente a 2012. Apesar desse crescimento, o universo de empreendedores acima dos 60 anos ainda representa apenas 15% do total de donos de negócios, enquanto a população sênior corresponde a 20% de todos os brasileiros em idade ativa”, afirma o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares.

 Perfil

Conforme os empreendedores envelhecem, cresce a participação como chefes de domicílio. Entre os jovens, a proporção é de 37% e entre os sêniores essa representatividade cresceu para 67%, no quarto trimestre de 2025. Na direção oposta, a condição de filho no domicílio, comum entre os mais jovens (35,5%), praticamente desaparece entre os idosos (0,7%).

Na série histórica, porém, a proporção de sêniores que ocupam a posição de chefe de domicílio recuou de 78%, em 2012, para 67%, em 2025. A queda foi acompanhada por um aumento na condição de cônjuge, que subiu de 18% para 27% no período.

Apesar dos avanços em escolaridade e renda, o estudo aponta que os empreendedores sêniores foram o grupo etário com menor progresso em formalização e proteção previdenciária na última década.

Entre 2015 e 2025, a formalização entre os empreendedores 60+ avançou pouco mais de 2 pontos percentuais, ante 7,5 pontos percentuais entre os jovens e aproximadamente 7 pontos percentuais entre os adultos.

 




Source link

Infecções e mortes por HIV caem, mas falta de recursos ameaça avanços

0


As novas infecções por HIV e as mortes relacionadas à Aids atingiram os menores níveis globais em 2025, apontam relatórios divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids).

No entanto, a organização alerta que este avanço está ameaçado pela queda do financiamento para ações de prevenção e tratamento.  

Em todo o mundo foram registradas 1,2 milhão de novas infecções pelo HIV, o que representa uma redução de cerca de 40% desde 2010. Já o número de mortes por Aids no ano passado chegou a 570 mil.

Por outro lado, cresceu o número de novos casos em 21 países e três regiões do mundo. O Brasil está entre esses países, e, segundo a Unaids, aumentou o acesso a remédios de prevenção em 41% em resposta a esse aumento.

O relatório foi divulgado antes da abertura da 26ª Conferência Internacional de Aids, maior evento global sobre a doença, que começou nesta segunda-feira (27) no Rio de Janeiro. Esta é a primeira edição da conferência no Brasil.

Fim da pandemia de Aids

A diretora-executiva da Unaids Winnie Byanyima ressaltou que o fim da epidemia de Aids já não é mais apenas uma aspiração, e, sim, um feito alcançável, graças às inovações científicas, especialmente a profilaxia pré-exposição (Prep) injetável, que pode prevenir a infecção em pessoas saudáveis por até seis meses. 

“Essa é uma das maiores oportunidades que nós temos de acabar com a epidemia. Mas avanços científicos isolados não vão acabar com a Aids. Inovação sem acesso não é inovação, e, sim, injustiça. Esses medicamentos continuam fora de alcance para a maioria das pessoas que precisam deles”, enfatizou. 

A Unaids estima que 20 milhões de pessoas precisam ter acesso à prep injetável de longa duração para que o mundo consiga alcançar a nova meta de acabar com a Aids como ameaça de saúde pública até 2030. O compromisso foi firmado pelos países-membros das Nações Unidas ha algumas semanas. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2026 – A diretora-executiva do UNAIDS e subsecretária-geral das Nações Unidas, Winnie Byanyima, na coletiva de imprensa de abertura da 26° Conferência Internacional de AIDS.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 27/07/2026 – A diretora-executiva do UNAIDS e subsecretária-geral das Nações Unidas, Winnie Byanyima, na coletiva de imprensa de abertura da 26° Conferência Internacional de AIDS.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A diretora-executiva do Unaids e subsecretária-geral das Nações Unidas, Winnie Byanyima, na coletiva de imprensa de abertura da 26° Conferência Internacional de AIDS. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

“Isso significa preços acessíveis, competição via genéricos, fabricação regional, transferência de tecnologia, rápida introdução dentro dos programas nacionais”, ressalvou Winnie. 

“A ciência fez o seu trabalho, agora, a política precisa fazer o dela. A pergunta não é mais se a gente consegue acabar com a aids, e, sim, se nós escolheremos acabar com a Aids. Se isso for realmente implementado, podemos prevenir 2 milhões de novas infecções, e 1,3 bilhão de mortes relacionadas com à Aids”, complementou a diretora-geral da Unaids.

O primeiro passo para isso é a recomposição dos investimentos globais no tratamento e na prevenção do HIV, defende o programa das Nações Unidas. 

Os recursos do principal programa de assistência aos países de baixa renda, o Overseas Development Assistance (ODA) caíram 23% em 2025, afetando fortemente os programas de HIV. Alguns países africanos dependem desses recursos para mais de 90% das ações relacionadas à epidemia.

Isso impacta a oferta de novas tecnologias de prevenção, mas também o tratamento de pessoas já infectadas. Em 2025, uma a cada cinco pessoas vivendo com HIV no mundo não estava em tratamento, proporção que sobe para quase metade entre as crianças.

Estigmatização

Outro aspecto destacado pela Unaids é o recrudescimento da discriminacao contra pessoas LGBTI+ e populações vulneráveis, como trabalhadores sexuais e usuários de entorpecentes. Pela primeira vez, a criminalização de pessoas que se relacionam com outras do mesmo sexo aumentou em 2025 ao invés de diminuir, chegando a 66 países. 

A organização também identificou 14 países que criminalizam pessoas trans, além de 168 países onde diferentes aspectos do trabalho sexual são proibidos, e 152 que punem a posse de pequenas quantidades de drogas. 

“Quando as pessoas temem a prisão, a violência, a discriminação, o estigma, elas evitam os serviços de saúde. O HIV se espalha quando direitos são negados. Os direitos humanos não estão separados da resposta ao HIV, eles são a resposta ao HIV” destacou a diretora-executiva da Unaids. 



Source link

Ministro da Fazenda diz que Brasil está melhor que a Argentina e chama Milei de 'palhaço'

0




Ministro da Fazenda diz que Brasil está melhor que a Argentina e chama Milei de ‘palhaço’
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que a economia brasileira está melhor do que a Argentina e classificou o presidente do país vizinho, Javier Milei, de “palhaço”.
Durante entrevista para a “Rádio Jornal”, de Pernambuco, o ministro afirmou que o risco-país brasileiro está melhor do que o argentino, e que o Brasil está com mínima de desemprego, de inflação, e recordes na balança comercial, assim como safra expressiva e desmatamento em queda.
“O palhaço do presidente da Argentina veio ao Brasil ontem e falou de Brasil, quando o risco-país da Argentina é muito mais alto, a dívida pública é muito mais alta, a inflação é muito mais alta”, declarou o ministro da Fazenda.
Após a declaração, Durigan falou à GloboNews e afirmou que a declaração dele foi feita de forma autônoma, e não representa uma posição do governo. No entanto, quis se manifestar considerando que as críticas do argentino foram direcionadas à pasta dele.
“Não tem o menor cabimento um presidente de outro país vir aqui, sem comunicação oficial, xingar as autoridades, criticar a política econômica, fazendo dancinha. Não dava pra não responder”, afirmou Durigan.
Indicadores
➡️Dados mostram que o risco-país da Argentina, ou seja, quanto o governo paga a mais em relação à taxa dos Estados Unidos, está em cerca de 430 pontos neste início de semana, enquanto o risco Brasil oscila ao redor de 130 pontos – bem mais baixo.
🔎 O risco-país é um indicador que mede a percepção dos investidores sobre a segurança de aplicar dinheiro em um determinado país. Ele reflete a avaliação do mercado sobre a capacidade de uma nação honrar seus compromissos financeiros e manter um ambiente econômico e político estável.
🔎 Na prática, quanto menor o risco-país, maior tende a ser a confiança dos investidores e mais fácil costuma ser para o governo e as empresas captar recursos. Já um risco-país mais alto indica maior desconfiança, o que pode elevar os custos de financiamento e afastar investimentos.
➡️No caso da dívida pública, entretanto, dados do Fundo Monetário Internacional mostram que o endividamento argentino terminou 2025 em 80,3% do PIB, com forte queda nos últimos anos devido ao ajuste fiscal implementado pela gestão Milei. Já a dívida brasileira somou 93,3% do PIB no fim de 2025 (pelo critério do FMI), com tendência de alta.
➡️Dados oficiais mostram que a inflação somou 31,5% na Argentina em 2025, a mais baixa desde 2017, enquanto o crescimento econômico avançou para 4,4%. No Brasil, a inflação foi de 4,26% no ano passado, com o crescimento desacelerando para uma alta de 2,3% em um cenário de juros altos.
Visita de Milei
O presidente argentino Javier Milei veio ao Brasil neste fim de semana para participar do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, oponente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições para presidente da República.
Em um discurso inflamado de quase meia hora no sábado (25) em São Paulo, Milei chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca” e criticou o presidente e as suas políticas sociais, ao mencioná-lo como “presidiário”.
No fim de 2023, o presidente argentino Javier Milei lançou um rígido plano de austeridade que pôs fim ao déficit fiscal crônico do país e reduziu em cerca de um terço a inflação, que havia atingido patamares de três dígitos. A economia cresceu 4,4% em 2025 e deve se aproximar de 3% neste ano.
LEIA TAMBÉM
Inflação na Argentina desacelera para 2,6% em abril e acumula 32,4% em 12 meses
Chefe de gabinete de Milei renuncia após acusação de enriquecimento ilícito e ocultação de patrimônio
PIB da Argentina cresce 2,3% no primeiro trimestre de 2026
Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Washington Costa/MF
Política de juros
Durante entrevista nesta segunda-feira, o ministro Dario Durigan afirmou, também, que “não dá pra entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalipse”.
“Não estou dizendo que está tudo resolvido. Juros [altos] que afetam todo mundo, agricultores, famílias, empresas. Eu tenho que pagar juros altos pra rolar a dívida, me incomoda muito”, acrescentou.
O ministro avaliou, ainda, que para reduzir os juros brasileiros, é preciso diminuir os gastos obrigatórios, manter a regra para as contas públicas vigente (o chamado “arcabouço fiscal”), ou até mesmo “endurecer um pouco mais” a norma, além de modernizar o Estado.
Ele afastou a possibilidade de recessão na economia brasileira em 2027. “Se fala em recessão porque, como o juro está alto, tende a desacelerar. Nossa projeção é de 2% [de alta do PIB em 2027], mas tem gente falando em 1% [de crescimento]. Não é recessão. Taxa de juros altos tem esse papel, desaquecer a economia. Economia vai desacelerar, mas falar em recessão é um exagero”, concluiu.
Javier Milei no Brasil
Durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência neste sábado (27), o presidente argentino Javier Milei fez um discurso em espanhol que durou quase meia hora.
Ele chamou Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de “lixo careca” por ter negado pedido de visita a Jair Bolsonaro.
Milei, que tenta se posicionar como o líder da direita na América Latina, associou a candidatura de Flávio a uma “transformação política em curso” na região.
Segundo ele, países da América Latina estão se alinhando à direita e abandonando a esquerda, movimento ao qual o Brasil pode se juntar com a eventual eleição de Flávio.
A vinda do presidente argentino ao Brasil ocorre em meio à sua baixa popularidade, catapultada por um escândalo recente de corrupção em seu governo e pelas dificuldades econômicas vividas em seu país.
‘Caricatura patética’
Em uma rede social, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, também fez críticas ao presidente argentino Javier Milei, a quem chamou de “caricatura patética”.
“Ninguém leva a sério Javier Milei. Não apenas por ser uma caricatura patética, que envergonha o cargo que ocupa. Mas, acima de tudo, por ser um puxa-saco de Trump”, escreveu o ministro.
Banco Mundial
Em relatório publicado em abril deste ano, o Banco Mundial avaliou que a economia argentina se destaca, ao mesmo tempo em que o Brasil e o México sofrem com a perda de dinamismo em meio a “condições financeiras internas restritivas, espaço fiscal limitado e incerteza em relação à política comercial”.
O Banco Mundial projetou um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,6% para a Argentina neste ano, contra 4,4% em 2025 e tombo de 1,3% em 2024.
Em comparação, a estimativa para a expansão da economia brasileira é de 2,2% em 2025, contra 2,8% no ano passado e 3,4% em 2024.
De perfil liberal, o presidente argentino, Javier Milei, tem levado adiante, nos últimos anos, uma agenda de reformas econômicas para conter a inflação e estimular o crescimento do país. Segundo o Banco Mundial, a Argentina “se destaca nesse contexto [da região]”.
“Um ajuste decisivo liderado pela política fiscal — passando de um grande déficit em 2023 para superávits primários e globais, isso por meio da racionalização dos gastos, do combate ao desperdício e às ineficiências administrativas, além do redirecionamento dos subsídios energéticos baseados em preços, deixando de contemplar as famílias de maior renda — tem contribuído para ancorar as expectativas de inflação e reduzir o risco soberano [taxa de juros]”, diz o documento.
Entre as medidas adotadas, o Banco Mundial cita, por exemplo: a reforma tributária, o Regime de Incentivo a Grandes Investimentos (RIGI), que visa grandes projetos nos setores de energia, com redução de tributos e estímulo às exportações, além da aprovação da reforma do mercado de trabalho, bem como os “esforços contínuos para melhorar o ambiente de negócios e o marco regulatório”, estimulando investimentos.
Acrescenta, porém, que “riscos negativos permanecem significativos, especialmente diante das grandes necessidades de financiamento externo da Argentina em um contexto de reservas internacionais líquidas negativas e ainda limitado acesso aos mercados internacionais de dívida”.
O organismo internacional concluiu que, de modo geral, uma maior clareza em relação à âncora fiscal e à agenda de reformas contribuiu para ancorar as expectativas, melhorar as condições financeiras e promover a recuperação do consumo e do investimento privados” na Argentina.
No relatório sobre a América Latina, o Banco Mundial avalia que a queda dos juros no começo deste ano e os preços de “commodities” vantajosos “permanecem insuficientes para superar o entrave causado por tensões comerciais persistentes, incertezas em matéria de políticas, espaço fiscal limitado e demanda privada fraca” no Brasil.
“Nesse contexto, espera-se que o Brasil desacelere ainda mais em relação a 2025, à medida que as condições financeiras restritivas — com as taxas de juros permanecendo elevadas até o início de 2026— e o ambiente externo fraco pressionam o crédito, o investimento e o comércio. Consequentemente, uma melhora mais perceptível deverá ocorrer apenas se as condições monetárias se normalizarem e as pressões globais diminuírem”, diz o organismo internacional.



Source link

Missionária morre após contrair salmonela em viagem ao Quênia

0


Uma tragédia abalou a comunidade cristã quando uma mãe da Virgínia, que estava em uma missão em um orfanato no Quênia, faleceu após contrair salmonela. O incidente ocorreu antes que ela pudesse ser evacuada para tratamento nos Estados Unidos, gerando uma mobilização entre amigos e familiares para arrecadar fundos para sua transferência.

Contexto da missão

A mulher, cujo nome não foi divulgado nas fontes, estava no Quênia realizando trabalho missionário em um orfanato, onde dedicava seu tempo a ajudar crianças carentes. As missões em países em desenvolvimento são uma prática comum entre cristãos que buscam levar assistência e o amor de Cristo a comunidades necessitadas. No entanto, a realidade das condições de saúde e higiene em algumas dessas regiões pode apresentar riscos significativos para os missionários.

O que aconteceu

Durante sua estadia, a missionária contraiu salmonela, uma infecção bacteriana que pode ser grave e, em alguns casos, fatal. Apesar dos esforços de amigos e familiares para arrecadar os fundos necessários para sua evacuação médica, ela faleceu antes que pudesse ser transferida para um hospital nos Estados Unidos. Este trágico evento levantou questões sobre a segurança e os cuidados necessários em missões internacionais.

Reações da comunidade

A notícia da morte da missionária gerou uma onda de tristeza e solidariedade entre a comunidade cristã. Muitos expressaram suas condolências e compartilharam memórias sobre o impacto positivo que ela teve na vida de tantas crianças no orfanato. A situação também trouxe à tona a importância de se prepararem adequadamente para as missões, incluindo a necessidade de cuidados de saúde adequados e informações sobre os riscos envolvidos.

O que esperar

Este trágico incidente pode levar a uma reflexão mais profunda sobre a segurança dos missionários em campo. Organizações missionárias e igrejas podem precisar revisar seus protocolos de saúde e segurança para garantir que os voluntários estejam protegidos. Além disso, a mobilização da comunidade em torno da arrecadação de fundos para a evacuação médica destaca a importância de uma rede de apoio entre os missionários e suas comunidades.

“Devemos sempre estar preparados para enfrentar os desafios que surgem em missões, incluindo os riscos à saúde”.

É essencial que a comunidade cristã continue a apoiar aqueles que se dedicam a levar o amor de Cristo a lugares necessitados, ao mesmo tempo em que se assegura de que todos os cuidados necessários sejam tomados para proteger a vida e a saúde dos missionários.



Source link

Dólar fecha no maior valor em duas semanas com queda no petróleo

0


O mercado financeiro terminou a segunda-feira (27) em direções opostas. O dólar voltou a subir e atingiu o maior nível em duas semanas, pressionado pela forte queda do petróleo e pelo cenário externo. A bolsa avançou, sustentada por ações de bancos e de mineradoras.

No mercado internacional, o petróleo despencou mais de 6% após sinais de trégua entre Estados Unidos e Irã reduzirem os temores sobre interrupções na oferta global da commodity (bem primário com cotação internacional).

Dólar avança

O dólar à vista encerrou esta segunda vendido a R$ 5,113, com alta de 0,62%. A cotação está no maior nível desde o último dia 13.

Apesar da valorização diária, a moeda norte-americana ainda acumula queda de 0,98% em julho e de 6,86% em 2026.

A desvalorização do real ocorreu na contramão de outros ativos domésticos. A principal pressão veio do recuo do petróleo, que reduz a atratividade da moeda brasileira por afetar os termos de troca do país, um dos exportadores líquidos do produto.

Além disso, o mercado acompanhou a expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), marcada para quarta-feira, e continuou monitorando os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, além do cenário político doméstico.

No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou em leve alta.

Ibovespa sobe

Enquanto o câmbio refletiu a perda de força das commodities, a bolsa brasileira encontrou suporte no ambiente externo mais favorável ao risco.

O Ibovespa subiu 0,74%, encerrando o pregão aos 175.334 pontos, com volume financeiro de R$ 19,2 bilhões.

O avanço foi liderado pelas ações de bancos e de mineradoras, que compensaram a forte queda dos papéis ligados ao setor de petróleo.

A melhora do humor dos investidores ocorreu após o anúncio de uma pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, alimentando expectativas de retomada das negociações diplomáticas.

O mercado também continuou atento à expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense), que pode sinalizar os próximos passos da política monetária norte-americana.

Petróleo despenca

Os contratos internacionais de petróleo registraram forte correção depois da disparada observada na semana passada.

O Brent, referência para a Petrobras, caiu 6,33%, encerrando o dia a US$ 85,87 por barril. O WTI, do Texas, recuou 7,50%, para US$ 82,61.

A queda foi motivada pelo anúncio de uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã e pela perspectiva de retomada das negociações diplomáticas entre os dois países.

O presidente estadunidense, Donald Trump, afirmou que Washington mantém conversas com Teerã e indicou haver possibilidade de um acordo, reduzindo temporariamente o prêmio de risco embutido nas cotações da commodity.

Apesar do recuo expressivo, o mercado continua atento à situação no Oriente Médio. O Estreito de Ormuz segue operando com restrições, e persistem preocupações com a segurança das rotas marítimas utilizadas para o transporte de petróleo, mantendo elevada a volatilidade do produto.

 

* com informações da Reuters



Source link

Carne, Alcântara e Mercosul: Brasil e Coreia do Sul firmam acordos

0


Brasil e Coreia do Sul assinaram, nesta segunda-feira (27), diversos acordos multilaterais na área aeroespacial, energética, esportiva, educacional e científica. O presidente do país asiático, Lee Jae-myung, iniciou sua visita oficial ao país em Brasília.

O comércio entre as duas nações atingiu U$ 11 bilhões em 2025. O Brasil é hoje o maior destino dos investimentos sul-coreanos na América Latina. Para o presidente Lula, a aproximação entre os dois países se reflete nas relações econômicas.

“Estamos construindo uma parceria mais ambiciosa e preparada para responder aos desafios em um mundo em rápida transformação. Para o Brasil, aproximar-se da Ásia significa se aproximar de uma das regiões que mais impulsiona o crescimento, a inovação e a transformação da economia global. É nesse contexto que a Coreia ocupa um lugar especial.”

Em agosto, está prevista a vinda de uma missão sanitária sul-coreana ao Brasil para avaliar os nossos frigoríficos. Essa etapa faz parte do processo de acesso ao mercado do país asiático.

O Brasil ainda reforçou os acordos na área aeroespacial. Um novo lançamento de um foguete sul-coreano deve ocorrer em setembro, na base de Alcântara, no Maranhão.

O presidente Lula anunciou ainda a criação de um grupo de trabalho para retomar as negociações de um acordo entre o Mercosul e a Coreia do Sul, que será coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

O presidente sul-coreano Lee Jae-myung também visita São Paulo nesta terça-feira, onde se concentra a maior comunidade de seu país no Brasil, com mais de 50 mil pessoas.

 




Source link

Pesquisa aponta lacuna entre conhecimento e uso de PrEP contra o HIV

0


Uma pesquisa realizada com usuários do aplicativo de relacionamentos Grindr em 10 países alertou nesta segunda-feira (27) que mesmo o elevado conhecimento sobre a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) como forma de prevenção ao HIV ainda não se traduz em um uso equivalente dessa forma de proteção. Essa distância indica que o acesso à prevenção é o maior desafio, concluem os pesquisadores.

Segundo o relatório Closing the Gap (Fechando a Lacuna, em português), no Brasil, 72% dos usuários que participaram da pesquisa declararam conhecer a PrEP, mas somente 28% utilizavam o método. Quando a referência é a PrEP sob demanda, embora 65% saibam o que é, apenas 13% já fizeram o uso.

Os números foram divulgados pela iniciativa Grindr for Equality, mantida pelo aplicativo para ações sociais, de saúde e direitos humanos.

Embora o Brasil seja o país com a maior distância entre o percentual que conhece e o percentual que usa a PrEP, o estudo mostrou que, independentemente do nível de conhecimento ser alto ou baixo, a disparidade entre teoria e prática é relevante. 

No Reino Unido, que registrou o maior nível de conhecimento ​(79%), o uso dessa forma de prevenção chegava a 35%. Já na Índia, onde o conhecimento sobre a PrEP de uso diário era de apenas 28%, o menor índice entre os países pesquisados, os entrevistados relataram o uso em somente 7% dos questionários.

“Uma em cada quatro pessoas relatou não utilizar nenhuma das ferramentas de prevenção listadas. As taxas de uso da PrEP sob demanda foram consistentemente inferiores às da PrEP de uso diário em todos os países”, informou a pesquisa, que ouviu 18.287 usuários do aplicativo.

O que é PrEP?

A Profilaxia Pré-Exposição é uma forma de prevenção em que os antirretrovirais são ingeridos antes da relação sexual, o que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV.

Para pessoas em situação de vulnerabilidade ao vírus, é indicada a PrEP diária, que consiste na ingestão dos comprimidos de forma contínua, todos os dias, o que mantém o corpo sempre preparado para um possível contato.

Já a PrEP sob demanda somente é indicada para quando a pessoa conseguir antecipar que haverá risco de exposição ao HIV e tiver tempo de se preparar, já que devem ser utilizados comprimidos antes e depois da relação sexual.

>> Saiba mais sobre os protocolos de Profilaxia Pré-Exposição 

Apesar de eficaz, o uso da PrEP não permite dispensar a camisinha, uma vez que o preservativo também protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis e as hepatites B e C.

Acesso à PrEP

A conclusão do estudo do Grindr é que “o conhecimento sobre a PrEP é alto, mas ainda existe uma grande distância entre conhecer e utilizar a prevenção”. 

Os pesquisadores observaram que, atualmente, o principal desafio não é a conscientização, mas o acesso, em um cenário de redução do financiamento internacional destinado à resposta ao HIV.

O relatório apontou ainda que fechar a lacuna na prevenção exige ações que envolvam todo o sistema, desde organizações de base comunitária e agentes de implementação até ministérios da Saúde, financiadores, prestadores de serviços, empresas farmacêuticas e pesquisadores.

“Nenhum ator consegue alcançar esse objetivo sozinho. A criminalização, o estigma, a discriminação e o fechamento de espaços comunitários não são apenas um pano de fundo para a saúde LGBTQ+, são seus determinantes sociais e estruturais, que definem quem tem acesso à prevenção, quem busca atendimento e quem acaba totalmente excluído”, pontuou.

No anúncio do estudo, o Grindr for Equality se comprometeu a conectar 10 milhões de pessoas LGBTQ+ à prevenção do HIV até 2028, iniciativa que será implementada em mais de 50 países.

Conferência Internacional sobre AIDS

A divulgação do relatório inédito faz parte da programação da 26ª edição da Conferência Internacional sobre AIDS, realizada neste ano no Rio de Janeiro, entre 27 e 31 de julho. 

É a primeira vez que a principal conferência sobre prevenção ao HIV e tratamento da AIDS ocorre no Brasil. 

O encontro reúne líderes comunitários, pesquisadores, formuladores de políticas públicas, financiadores, parceiros de saúde pública e inovadores digitais de 23 países.



Source link

'Taxa das blusinhas': ministro da Fazenda monitora de perto impacto e pode propor a Lula retorno da taxação

0




O ministro da Fazenda, Dario Durigan, admitiu que as encomendas internacionais estão subindo após o fim da chamada “taxa das blusinhas”, mas acrescentou que a equipe econômica está acompanhando de perto os dados e que pode propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o retorno da taxação.
Durante entrevista para a “Rádio Jornal”, de Pernambuco, ele disse que o governo zerou a tributação para fazer um período de “amostragem” e ver o impacto na economia brasileira.
“A gente tem visto que tem aumentado a importação desses produtos. Como a gente tem todo controle, a qualquer momento que a gente perceber que está fora do padrão e gerando falta de isonomia para a produção nacional, é possível propor ao presidente uma mudança desse cenário”, declarou Durigan.
De acordo com a Receita Federal, o número de encomendas internacionais disparou após o fim da chamada taxa das blusinhas — que tributava com a cobrança de imposto de importação as compras com valor abaixo de US$ 50 com alíquota de 20%.
Agora no g1
A revogação da taxa foi feita em maio por meio de Medida Provisória, que tem força de lei assim que é publicada no “Diário Oficial da União” (DOU). Entretanto, para continuar em vigor após os 120 dias de validade, terá de ser aprovada pelo Congresso Nacional, que pode manter, barrar ou alterar a medida.
Por conta disso, produtores nacionais e importadores já se movimentam no Congresso Nacional, e até mesmo na Justiça, para defender seus interesses.
A “taxa das blusinhas” era reprovada por grande parte dos consumidores brasileiros por encarecer produtos populares de baixo valor e reduzir a atratividade de plataformas internacionais.
Críticos argumentavam também que turistas de viagens internacionais tinham vantagem ao não recolher o tributo em determinada cota de compras ao voltar ao país.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Washington Costa/MF
Entidades se manifestam
O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), que reúne os varejistas brasileiros, como Americanas, Dafiti, Centauro, Casas Bahia, Lojas Renner e Magazine Luiza, entre outros, informou que sondagem feita junto ao mercado indica que os resultados do mês de junho devem mostrar retração no volume de vendas no varejo em alguns setores por conta da Copa do Mundo.
“Porém, a queda de vendas também deverá ser registrada em outros setores devido ao expressivo aumento das vendas por plataformas eletrônicas on-line estrangeiras, que estão com o benefício de zero no Imposto de Importação, o que num segundo momento deverá refletir ainda mais na redução do emprego e dos investimentos futuros”, acrescentou o IDV.
Em junho, as Frentes Parlamentares Comércio e Serviços, do Ambiente de Negócios, Pelo Brasil Competitivo e de Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, entre outras, divulgaram uma manifestação sobre o tema.
“Defender a isonomia tributária não significa defender privilégios. Significa assegurar que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras e contribuam de forma equivalente para o desenvolvimento do país. É justamente por isso que defendemos um princípio simples, compreensível e justo: Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro”, diz o documento.
Já a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne empresas de tecnologia prestadoras de serviços e importadores, como Alibaba, Amazon e Shein, entre outros, avaliou ser “natural e esperada” a alta registrada nas importações de baixo valor após a revogação da taxa das blusinhas.
A entidade ressalta, no entanto, que esse movimento de maior demanda deve ser analisado com “cautela”. Diz que a antecipação de compras era esperada diante da isenção do imposto, mas que, segundo especialistas, é necessária uma janela de, no mínimo, seis meses para avaliar se o atual crescimento se sustentará.
“A isenção do imposto federal é um avanço para a democratização do consumo, pois promove inclusão social, reduz desigualdades e movimenta a economia (…) Os dados, em geral, evidenciam o impacto desproporcional da tributação sobre os consumidores de menor renda, mostram a complementariedade entre plataformas e o varejo brasileiro, além de reforçar a importância de garantir segurança jurídica e previsibilidade para o e-commerce internacional”, acrescentou a Amobitec.
Arara de roupas, comércio, e-commerce, compras internacionais
freepik



Source link

Igreja deve acolher jovens em crise de identidade e pertencimento

0


A Igreja enfrenta um desafio significativo ao lidar com a crise de pertencimento e identidade que afeta muitos jovens. A necessidade de um acolhimento mais justo e uma escuta atenta são fundamentais para que esses jovens se sintam parte da comunidade cristã.

Contexto da crise de pertencimento

Nos dias atuais, muitos jovens se sentem perdidos e desconectados, não apenas em relação à sociedade, mas também em relação à sua fé e à Igreja. Essa crise de identidade é refletida em um crescente número de jovens que abandonam a prática religiosa ou se afastam de suas comunidades. A falta de referências sólidas e de um ambiente acolhedor pode intensificar esse sentimento de exclusão.

O que está acontecendo?

Segundo artigo publicado no Comunhão, a Igreja é chamada a reavaliar suas práticas e a forma como se relaciona com os jovens. É essencial que as comunidades cristãs se tornem espaços de acolhimento, onde os jovens possam expressar suas dúvidas e inseguranças sem medo de julgamento. A escuta ativa e o diálogo são ferramentas poderosas que podem ajudar a restaurar o senso de pertencimento e identidade entre os jovens.

Além disso, a Igreja deve promover atividades que envolvam os jovens, proporcionando um espaço seguro para que eles possam explorar sua fé e se conectar com outros. Isso pode incluir grupos de jovens, estudos bíblicos interativos e eventos sociais que incentivem a participação e o envolvimento.

Reações e iniciativas

Diversas lideranças cristãs têm se manifestado sobre a importância de abordar essa questão. Muitos enfatizam que a Igreja não deve apenas pregar sobre a importância da fé, mas também demonstrar, na prática, um amor genuíno e uma aceitação incondicional. Isso pode ser um diferencial importante para que os jovens se sintam valorizados e reconhecidos dentro da comunidade.

“A Igreja deve ser um lar para todos, especialmente para aqueles que se sentem perdidos. Precisamos ouvir e acolher nossos jovens com amor e compreensão.”

— Líder cristão, conforme reportado no Comunhão

O que esperar no futuro?

Para que a Igreja cumpra seu papel de acolhimento, é necessário um esforço conjunto de líderes e membros da comunidade. A formação de líderes capacitados para lidar com as questões dos jovens e a criação de um ambiente de diálogo aberto são passos fundamentais. Além disso, iniciativas que promovam o envolvimento dos jovens nas decisões da Igreja podem fortalecer seu senso de pertencimento.

O futuro da Igreja depende da sua capacidade de se adaptar e responder às necessidades de sua comunidade. Ao priorizar o acolhimento e a escuta, a Igreja não apenas ajudará os jovens a reencontrar sua identidade, mas também se tornará um reflexo do amor de Cristo, que acolhe a todos.



Source link

Brasil ampliará esforços por acordo entre Mercosul e Coreia do Sul

0


Os governos do Brasil e da Coreia do Sul anunciaram a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de avançar nas negociações entre o país asiático e o Mercosul. O bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além de outros países associados.

“Decidimos criar um grupo de trabalho que vai identificar sensibilidades dos dois lados e evitar que elas sejam um empecilho para a retomada das negociações de um acordo do Mercosul com a Coreia”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em declaração à imprensa nesta segunda-feira (27), após receber o presidente sul-coreano, Lee Jae-Myung, no Palácio da Alvorada.

Segundo Lula, o coordenador do grupo será o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

O presidente sul-coreano também destacou uma possibilidade de acordo com o Mercosul. Para ele, o acordo será benéfico, tanto para a indústria do seu país quanto para o Brasil no mercado asiático como um todo.

Em sua fala, ele citou “incertezas no âmbito comercial” ao falar do acordo. Atualmente, o Brasil vive uma tensão comercial com os Estados Unidos, um dos seus maiores parceiros comerciais, devido a tarifas aplicadas pelo país norte-americano. Nesse contexto, Jae-Myung afirmou que a parceria entre Brasil e Coreia é imediata.

“No momento em que há muitas incertezas no âmbito comercial, o acordo entre Brasil e Coreia não pode mais esperar. Ele é para agora. Acreditamos que o acordo entre Mercosul e Coreia vai trazer para as empresas coreanas uma maior oportunidade de entrar no mercado da América do Sul e trazer uma nova perspectiva ao mercado asiático para o Brasil, via Coreia.”

Os dois países assinaram acordos comerciais em várias áreas, como defesa, educação e energia. Lula e Jae-Myung trataram de minerais críticos, e o presidente sul-coreano destacou a oferta que o Brasil tem desse recurso.

“Como se sabe, o Brasil é um dos principais detentores dos minerais críticos. E hoje o presidente Lula e eu concordamos em expandir a cooperação em todo o ciclo de vida dos minerais críticos na cadeia de suprimento desses minerais. Por meio desse acordo, vamos criar uma base estável de oferta, fortalecendo a cooperação mútua de maneira benéfica.”

O presidente sul-coreano ainda viajará para São Paulo, onde deverá visitar um sindicato de metalúrgicos. O Brasil é o país que mais recebe coreanos na América Latina. E é em São Paulo que reside a maior comunidade coreana no país, com mais de 50 mil pessoas.

Acordos

Também houve assinatura de acordo para intercâmbio de experiências em políticas educacionais e a aproximação entre instituições de ensino dos dois países.

Além disso, Brasil e Coreia assinaram um memorando de entendimento para estabelecer a cooperação entre as agências para a exploração e empreendimento de atividades espaciais pacíficas.

No âmbito da ciência e tecnologia, foi assinado um acordo para promover a cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação aplicados ao setor industrial.

Na área do esporte, há acordo para o intercâmbio entre atletas e especialistas, além do compartilhamento de experiências em políticas públicas.

Soberania e paz

Os dois presidentes, em suas declarações, se manifestaram favoráveis à solução pacífica de conflitos. Enquanto Lula falou em defender a democracia diante de ataques de extremistas, Jae-Myung reforçou a ideia de se estabelecer a paz.

“Ambos soubemos defender nossas democracias frente aos ataques de setores extremistas. Seguiremos construindo um mundo regido pelo diálogo, pelo respeito entre as nações e pelo fortalecimento do multilateralismo”, disse Lula.

“Reitero a crença forte do governo coreano que é importante a paz para termos segurança. Sem a necessidade de luta ou guerra. E o presidente Lula concorda conosco nesse sentido”, declarou o sul-coreano.



Source link