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MP-SP abre investigação na CPTM concedida à Trivia Trens

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O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil nesta terça-feira (28) para apurar as falhas registradas nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade dos trens paulistanos, ocorridas no dia 23 de julho, três dias após a empresa Trivia Trens assumir a operação.  

A Promotoria de Justiça do Consumidor também apurará o período de operação anterior, pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), além da atuação da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e da Secretaria de Transportes Metropolitanos na fiscalização da concessão. 

A concessionária informou que a interrupção entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, afetando também o Serviço Expresso Aeroporto ocorreu devido a uma falha de energia. Além disso, um incêndio atingiu um dos trens nas proximidades da Rua Bresser, no centro da cidade.  

Com os problemas nas três linhas, muitos passageiros tiveram de sair dos comboios e estão andando sobre os trilhos. Devido a todo esse problema, as estações ficaram lotadas, o que afetou também o trânsito no entorno. O sistema de ônibus Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado.  

Diante de todos os transtornos, a Artesp determinou que a CPTM retomasse a operação das linhas por um período inicial de até 90 dias. A medida foi tomada pela própria Artesp e pelo governo de São Paulo para “garantir a qualidade do serviço e prevenir falhas como as registradas nos primeiros dias de operação assistida sob responsabilidade da operadora”. 

“O que nós vimos nos últimos dois dias, especialmente hoje, é inaceitável. Como fiscalizadores e reguladores do contrato, estamos agindo de modo imediato. A ideia é a volta da CPTM para operação, porque o que nós vimos realmente é muito ruim, muito penoso para o cidadão”, disse o diretor-presidente da Artesp, André Isper. 

Na ação a promotoria pede à Artesp informações sobre todas as ocorrências registradas nas três linhas desde a operação assistida, eventuais procedimentos fiscalizatórios, sanções aplicadas, o ato que determinou o retorno temporário da operação à CPTM e o histórico de desempenho das linhas desde 2021. 

Da CPTM, foram solicitados esclarecimentos sobre as falhas, relatórios técnicos, informações sobre as medidas emergenciais adotadas após o apagão de 23 de julho e o plano de ação para o período de retomada da operação. 

A Trivia Trens deverá apresentar relatório detalhado de todas as falhas operacionais desde o início da concessão, informações sobre o princípio de incêndio, o número de reclamações de usuários, medidas de ressarcimento adotadas e comprovação da contratação de seguro de responsabilidade civil.  

Também foram oficiados o Corpo de Bombeiros, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Prefeitura de São Paulo para prestarem informações relacionadas aos impactos dos episódios. 

“A portaria também ressalta que, ainda durante a operação assistida, houve aumento de 275% nas ocorrências registradas na Linha 11-Coral em relação ao mesmo período do ano anterior, lembrando que as três linhas já eram alvo de procedimentos relacionados a problemas operacionais quando administradas pela CPTM”, diz o MP-SP. 

 




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Moraes dá 48 horas para Bolsonaro explicar vídeo criado por IA

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O ex-presidente Jair Bolsonaro tem 48 horas para explicar um vídeo exibido na Convenção Nacional do PL no último sábado, prazo dado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O vídeo feito com inteligência artificial simula a imagem e a voz de Bolsonaro num pronunciamento em apoio à pré-candidatura do filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.

Alexandre de Moraes quer saber se houve descumprimento das regras impostas ao ex-presidente para a prisão domiciliar humanitária. Se sim, Bolsonaro corre o risco de ter essa prisão domiciliar revogada.

Se não, pode haver a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro por descumprimento da legislação eleitoral.

Segundo Moraes, porque pode ficar configurado o uso de deepfake, o que é expressamente proibido pela lei eleitoral, e passar a impressão de que o ex-presidente pode participar da campanha eleitoral, apesar de estar com os direitos políticos suspensos, numa hipótese de desinformação eleitoral, é o que diz o ministro na decisão.

Alexandre de Moraes ainda lembra que Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe, está com os direitos políticos suspensos e proibido de se manifestar política e eleitoralmente, inclusive por intermédio de outras pessoas.

Desde março, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária por razões de saúde.




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Brasil e Argentina já estiveram em guerra?

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Na década seguinte, ambos os países estiveram no mesmo time. Era a Guerra do Paraguai, conflito que durou de 1864 a 1870, em que Brasil, Argentina e Uruguai lutaram contra o Paraguai. Missiato lembra, entretanto, que nem tudo foi amizade entre brasileiros e argentinos — “houve conflitos diplomáticos” em diversos momentos entre os países.



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OpenAI diz que ataque de sua IA atingiu mais alvos do que se sabia

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A OpenAI, criadora do ChatGPT, revelou que o ataque cibernético realizado por alguns de seus modelos de inteligência artificial mais avançados atingiu mais de uma empresa.
Acreditava-se que a Hugging Face, uma espécie de biblioteca digital de tecnologia muito usada por desenvolvedores, era a única vítima do ataque sem precedentes. Mas a OpenAI agora admitiu que seu bot atacou diversos “serviços disponíveis publicamente”.
A IA descontrolada encontrou quatro logins online que lhe permitiram acessar quatro serviços distintos e não identificados.
Enquanto isso, em uma reunião de emergência com centenas de profissionais de segurança cibernética, a Hugging Face descreveu como foi estar do outro lado do primeiro ataque de IA totalmente autônomo do mundo.
A empresa descreveu que a IA operou em velocidade sobre-humana, mas também tomou decisões estranhas e cometeu erros que nenhum hacker humano teria cometido.
A Hugging Face, que funciona como uma loja de aplicativos para ferramentas de IA, afirmou que os agentes hackers trabalharam incansavelmente com milhares de métodos diferentes testados simultaneamente.
A empresa revelou pela primeira vez que havia sido hackeada por alguém usando uma IA autônoma poderosa em 16 de julho e denunciou o caso à polícia.
Quase uma semana depois, a OpenAI admitiu que foi sua IA que escapou de um ambiente fechado e atacou a Hugging Face por conta própria durante um teste.
A IA estava tentando encontrar as respostas para um teste de hacking que havia sido elaborado pela OpenAI e atacou a Hugging Face.
Nesta quarta-feira (29/07), a OpenAI atualizou sua declaração para incluir o detalhe adicional de que o ataque foi além do que se pensava inicialmente.
“Os modelos identificaram e usaram credenciais expostas publicamente em nível de conta em outros serviços disponíveis publicamente. Isso inclui quatro contas em quatro serviços como parte do incidente com a Hugging Face”, disse a empresa.
A OpenAI não esclareceu se, com “serviços disponíveis publicamente”, estava se referindo a empresas.
Comportamentos desajeitados
Na terça-feira (28), a Cloud Security Alliance (CSA), associação do setor, publicou um relatório baseado em uma reunião de emergência com a Hugging Face realizada na semana anterior — relatório esse que a própria Hugging Face revisou.
“Os agentes seguiram rotas ineficientes e exibiram comportamentos desajeitados que nenhum humano escolheria”, escreveu a CSA.
Ainda segundo o relatório, os agentes repetiram ações que já haviam concluído — um sinal de uma IA perdendo o fio da meada e o contexto.
Eles também teriam alucinado com uma série de comandos e textos incoerentes, agido de forma descuidada e não apagado seus rastros adequadamente.
Mas, em meio aos erros e comportamentos estranhos, a Hugging Face alertou que os agentes de IA também fizeram movimentos técnicos brilhantes e foram capazes de se adaptar rapidamente a novos cenários durante o ataque, que durou vários dias.
Jurassic Park
Foram necessários três dias para que os agentes fossem descobertos dentro da rede de TI da Hugging Face, e os especialistas em IA e segurança cibernética da empresa levaram várias horas para conter e expulsar os invasores — algo com que empresas comuns teriam dificuldades.
A empresa não revelou o custo do ataque, mas afirmou que a equipe trabalhou por muitas horas para reconstruir cerca de um terço de sua infraestrutura.
A Hugging Face foi elogiada por sua transparência ao relatar o ocorrido ao setor de IA e segurança cibernética.
A CSA alertou que o incidente demonstra que os agentes de IA “encontraram um meio” — uma referência à frase “a vida encontra um meio”, dita pelo personagem Dr. Ian Malcolm, no filme Jurassic Park, em relação à capacidade da natureza de se adaptar.
“Eles são orientados por objetivos, definem suas próprias submetas, adaptam-se em tempo real para contornar defesas e operam com uma persistência na velocidade de uma máquina que pode sobrepujar operações manuais”, diz o relatório.
O oficial de segurança cibernética Ritesh Patel, que participou da reunião de emergência da Hugging Face com cerca de 450 outras pessoas, afirma que o setor está trabalhando arduamente para lidar com a nova ameaça de agentes de IA maliciosos.
“Esta é a realidade dos agentes autônomos movidos por modelos de ponta: eles são implacavelmente persistentes, às vezes extremamente ruidosos e tentarão todos os caminhos possíveis para atingir seu objetivo, o que pode facilmente sobrecarregar as defesas tradicionais”, disse ele.
A hacker ética Valentina Palmiotti — mais conhecida como Chompie — analisou o relatório da CSA e afirma que a maneira como os agentes hackeiam pode parecer aleatória, mas é claramente eficaz.
“Eles lançam um monte de coisas e veem o que funciona”, disse ela.
“Mas eles também não se entediam, não dormem e podem ser infinitamente tenazes.”
Comportamento descontrolado
Esta não é a primeira vez que agentes de IA demonstram comportamento “descontrolado”.
O relatório da CSA cita exemplos anteriores, como o de setembro de 2024, quando um modelo anterior do ChatGPT “escapou” para obter uma resposta necessária para outro teste.
Esse evento foi contido nos próprios sistemas de TI da OpenAI, observou a CSA.
Mas, segundo o documento, o comportamento “descontrolado” “é a norma, não a exceção”.
O relatório também alerta os profissionais de segurança cibernética em todo o mundo sobre a necessidade de se adaptarem ao novo normal de enxames de agentes de IA trabalhando rapidamente de maneiras estranhas e desajeitadas, o que pode levar a mais violações de segurança.
O documento ainda instou pessoas que usam ou desenvolvem agentes de IA a serem responsáveis ​​na forma como os controlam, defendendo alguma maneira para que os defensores da segurança cibernética descubram quem é o proprietário final dos agentes, a fim de aumentar a transparência.
Relatórios anteriores sugerem que a OpenAI levou quatro dias para perceber que sua IA havia hackeado a Hugging Face.
A OpenAI afirmou que divulgará em breve as conclusões de sua própria investigação para ajudar as pessoas a aprenderem com o ocorrido.
Reportagem adicional de Osmond Chia
Criadora do ChatGPT diz que sua IA agiu por conta própria e lançou um ataque cibernético ‘sem precedentes’
Como centenas de conversas privadas com chat de IA Claude acabaram disponíveis publicamente
Inteligência artificial da dona do ChatGPT se rebela e faz ataque hacker: preocupante ou golpe publicitário?



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Marcos Pereira critica Cleitinho Azevedo por candidatura em Minas

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Nesta quarta-feira, 29 de julho de 2026, Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, declarou que o senador Cleitinho Azevedo perdeu o “timing” para se candidatar ao governo de Minas Gerais. A afirmação surge em um momento de incerteza sobre a candidatura do parlamentar, que lidera as intenções de voto no Estado.

Contexto da disputa em Minas Gerais

A disputa pelo governo de Minas Gerais tem se intensificado, especialmente com a aproximação das eleições. Cleitinho Azevedo, que já demonstrou interesse em concorrer ao Palácio Tiradentes, utiliza as redes sociais para se posicionar, inclusive lançando um vídeo produzido com inteligência artificial que sugere sua candidatura. No entanto, a declaração de Marcos Pereira levanta questões sobre a estratégia do partido e o momento ideal para a candidatura.

O que aconteceu

Durante uma declaração à imprensa, Marcos Pereira afirmou que Cleitinho “perdeu o timing” para a disputa, insinuando que o senador não aproveitou as oportunidades anteriores para consolidar sua candidatura. Essa avaliação acontece logo após a convenção estadual do Republicanos, realizada no último sábado, que oficializou as candidaturas do partido à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

“O timing é fundamental em política, e Cleitinho precisa avaliar suas opções com cuidado”, afirmou Pereira.

— Marcos Pereira

Reações à declaração

A declaração de Pereira gerou reações diversas entre os apoiadores de Cleitinho e membros do Republicanos. Enquanto alguns acreditam que a crítica é um sinal de alerta sobre a necessidade de uma estratégia mais robusta, outros defendem que Cleitinho ainda possui chances de reverter a situação. A liderança nas intenções de voto, conforme levantamento da Genial/Quaest, ainda coloca Cleitinho em uma posição favorável, mas a pressão interna do partido pode complicar sua trajetória.

O que esperar para o futuro

Com as eleições se aproximando, a situação de Cleitinho Azevedo e sua candidatura ao governo de Minas Gerais continua incerta. A pressão de líderes do partido, como Marcos Pereira, pode influenciar suas decisões futuras. O cenário político está em constante mudança, e os próximos passos de Cleitinho serão observados de perto, tanto por seus apoiadores quanto por seus adversários.



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Representação indígena vai além de candidatos eleitos, diz cineasta 

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Em seu mais novo longa documental – Minha Terra Estrangeira –, o cineasta João Moreira Salles volta, mais uma vez, usa sua câmera para observar as eleições no Brasil. Agora, no entanto, essa câmera já não é mais a mesma de seu documentário político anterior – Entreatos. Além de deixar de ser uma mera espectadora, apenas observando o que se passa em sua frente, a câmera já não está mais sozinha. 

Para filmar Minha Terra Estrangeira, uma das trações do festival Bonito Cinesur, que ocorre até sábado (1°/8), Salles convidou Louise Botkay e o Coletivo Lakapoy para acompanhar o líder indígena Almir Suruí e sua filha, durante as eleições de 2022. E o resultado disso, segundo o próprio diretor, foi “fascinante”. 

Sua ideia inicial era fazer um filme centrado em Txai, mas a candidatura do pai dela a um cargo de deputado federal mudou a perspectiva.

“Minha Terra Estrangeira conta muitas histórias e uma questão importante do filme é a representatividade indígena no Congresso. De lá para cá houve, avanços e eu sei que o número de candidatos aumentou muito”, disse Louise Botkay, em entrevista concedida antes da exibição do filme no festival.

Essa representatividade, no entanto, ainda é pequena, reconhecem os diretores. Dos 50 indígenas que se candidataram em 2022, por exemplo, apenas cinco foram eleitos para um cargo de deputado federal. 

Mas um dos aspectos que o documentário pretende destacar, reforça Salles, é que essa representatividade não ocorre apenas como resultado de uma eleição.

“Há uma geração nova de militantes indígenas que vem com uma força muito grande. Uma das personagens do filme, a Txai, representa isso muito bem. Há um movimento de uma geração inteira de indígenas que não quer mais ser representada, que quer ser representante.”

Colaboração

Para mostrar essa dualidade e também a cumplicidade entre pai e filha, a filmagem de Minha Terra Estrangeira foi toda dividida. 

O Coletivo Lakapoy – formado principalmente por cineastas indígenas – e Louise Botkay filmavam Almir em campanha eleitoral.

Salles voltou sua câmera para a jovem Txai, liderando protestos ou se preparando para falar na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), ocorrida em 2021.

Depois, no processo de montagem, essas imagens de pai e filha foram se cruzando, se intercalando e até mesmo rompendo a linearidade comum em filmes políticos documentais.

“Para mim foi extraordinário entender onde está a colaboração [com os cineastas indígenas]. A verdadeira colaboração se manifestou no momento da montagem. O filme é como é por causa de uma discussão sobre o que ele deveria ser e de que maneira ele deveria ser estruturado”, ressaltou.

E nessas discussões sobre como o filme deveria ser finalizado, de acordo com o cineasta, a perspectiva indígena acabou sempre prevalecendo. “Ela é mais potente politicamente.”

Ao serem apresentados à primeira versão, os indígenas questionaram o fato de o documentário ter terminado com uma vitória quando, na realidade, a experiência indígena que eles conhecem no Brasil ser mais associada à derrota.

“Então, o filme foi remontado a partir de um entendimento diferente de como o tempo passa. O nosso tempo tende a ser um tempo linear, é uma seta do tempo. O tempo indígena é de outra natureza, ele é um pouco circular”, explicou Salles.

Com isso, o filme acabou rompendo com a forma tradicional de se fazer cinema, preferindo um modelo em forma de espiral, de muitos avanços, repetições e recuos. 

“Não passava pela minha cabeça que, em um filme sobre uma campanha eleitoral e sobre um processo que é eminentemente analógico, seria possível fazer uma coisa diferente que não acompanhasse o tempo [linear]. Isso me colocou mais próximo da cosmovisão indígena.”

*A repórter viajou a convite do Bonito CineSur



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Anac limita venda de passagens de empresa argentina após cancelamento de 79% dos voos no Brasil

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A agência também determinou a suspensão da venda de passagens para a rota Buenos Aires-Rio de Janeiro (Galeão) a partir de 3 de agosto de 2026, caso a empresa não comprove, até essa data, a adoção de ajustes operacionais capazes de garantir a regularidade do serviço.



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Misericórdias novas para quem cuida: um chamado à ação

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Nesta quarta-feira, somos convidados a refletir sobre a importância de cuidar, amar e interceder por aqueles que Deus colocou em nossas vidas. O devocional de hoje nos lembra que as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã, oferecendo-nos força e motivação para cumprir nosso chamado.

O que significa cuidar?

Cuidar é um ato de amor e responsabilidade. Quando falamos sobre cuidar, não nos referimos apenas a aspectos físicos, mas também ao cuidado espiritual e emocional. Cada pessoa que Deus coloca em nosso caminho é uma oportunidade de manifestar o amor de Cristo. Isso inclui familiares, amigos, colegas de trabalho e até mesmo desconhecidos que cruzam nosso caminho.

A importância da intercessão

Interceder é um ato poderoso. Ao orarmos por aqueles que amamos, estamos não apenas pedindo a Deus que intervenha em suas vidas, mas também demonstrando que nos importamos com seu bem-estar. A intercessão é um reflexo da nossa fé e confiança em Deus, que pode transformar situações e corações. Em Romanos 12:12, somos exortados a “alegrar-nos na esperança, ser pacientes na tribulação, perseverar na oração”.

Misericórdias renovadas a cada manhã

O Senhor nos promete que suas misericórdias se renovam a cada dia. Isso significa que, independentemente das dificuldades que enfrentamos, sempre há uma nova oportunidade de recomeçar. Essa renovação nos encoraja a continuar cuidando e intercedendo, mesmo quando as circunstâncias parecem desafiadoras. Em Lamentações 3:22-23, lemos: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque a sua compaixão não tem fim. Elas se renovam cada manhã; grande é a tua fidelidade”.

O que esperar ao cuidar e interceder?

Ao nos dedicarmos a cuidar e interceder, podemos esperar ver a mão de Deus agir de maneiras surpreendentes. Ele nos usa como instrumentos de sua paz e amor. Muitas vezes, as mudanças que desejamos ver na vida das pessoas ao nosso redor começam com nossas orações e ações. É um ciclo de bênçãos que se retroalimenta, onde o cuidado gera mais cuidado e a intercessão traz mais intercessão.

“Que esta quarta-feira renove sua força para cuidar, amar e interceder”.



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“Racismo foi reduzido a chamar alguém de macaco”, critica escritora

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A escritora e pesquisadora baiana Carla Akotirene criticou, na noite de terça (28), olhares simplificados a respeito do racismo na sociedade brasileira

“A discussão do racismo foi reduzida a chamar alguém de macaco”, lamentou. 

Ela, que entende que essa violência é praticada de forma estrutural e institucional, fez a palestra de abertura do 14º Congresso Brasileiro de Pesquisadores (as) Negros (as) (Copene), que neste ano ocorre na Universidade de Brasília (UnB). Entre os focos principais da pesquisa de Carla, estão as intersecções de racismo e sexismo.

“Não é filmado”

Para ela, a militância deve ir além de flagrantes filmados de xingamentos. Carla Akotirene cita que em outros ambientes, como unidades de saúde e em penitenciárias, as ações de racismo e sexismo ocorrem diariamente e não há registro. 

“Não é filmado porque na cadeia não entra celular. A prisão é o próprio racismo”, cita a pesquisadora, que fez pesquisa etnográfica em uma penitenciária feminina na Bahia.

“Quanto pior é a cadeia, maior é a função racista no tempo”.

Ela defende que os pesquisadores conheçam mais sobre a lei de execução penal no Brasil.  “A gente não conhece as regras aplicadas no tratamento de presos. A gente não sabe como funciona a violência contra a mulher dentro da cadeia”.

A escritora cita que o poder público mantém uma estrutura de violência para pessoas em privação de liberdade.

Escravizadas

“Uma mulher vítima de violência não pode gritar. Ela já está no braço do agressor, que é o Estado. As mulheres negras nunca deixaram de ser subalternizadas, escravizadas ou tomadas pelo patriarcado”, contextualizou.

O 14º Copene tem, segundo os organizadores, o objetivo de debater projetos de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidos acerca de estudos das relações étnico-raciais no Brasil. O evento tem programação até sexta (31). 

Clique aqui e confira a programação completa

As temáticas abordam a realidade social brasileira e também tratam da valorização de experiências comunitárias, acadêmicas e políticas que fortalecem a luta antirracista em diferentes territórios. 

Luta

A escritora Carla Akotirene, por exemplo, conta que foi a primeira pessoa da família a ingressar no ensino superior.

“A gente está aqui porque o movimento negro brasileiro reconfigurou as universidades públicas desse país. Quantas pessoas morreram para que a gente pudesse estar aqui?” 

Ao refletir sobre o processo racista no sistema judicial, ela afirmou que, do policial ao magistrado, há tentativas de criminalizar mais os indivíduos pardos e pretos.

“A polícia chega em nossa comunidade e pede para ver quem vai assumir a droga. O nosso povo é submetido à tortura, principalmente à noite” 

Além disso, ela diz que os processos de prisão em flagrante também são feitos de forma propositalmente açodada e criminalizando mais as pessoas pretas.

 



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Dólar abre em queda, com foco em nova decisão de juros do Fed

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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (29) em leve queda, com um recuo de 0,03% perto das 9h10, cotado a R$ 5,1201. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ A nova decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) é o principal destaque da sessão. A expectativa é que a instituição mantenha as taxas inalteradas na reunião desta quarta-feira, em meio a um mercado de trabalho ainda forte nos Estados Unidos e inflação acima da meta.
▶️ As tensões no Oriente Médio também seguem no radar. Na véspera, o Irã acusou os EUA de ter bombardeado o seu território. A acusação acontece um dia após a guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia.
Com o novo aumento das tensões, os preços do petróleo voltaram a subir. Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 4,98%, cotado a US$ 88,28. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 4,73% no mesmo horário, a US$ 83,01 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,80%;
Acumulado do mês: -0,80%;
Acumulado do ano: -6,69%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +1,45%;
Acumulado do mês: +2,64%;
Acumulado do ano: +9,58%.
Tensões renovadas no Oriente Médio
O Irã acusou os Estados Unidos de ter lançado um bombardeio contra seu território nesta quarta-feira (29). Caso confirmado, o ataque seria o primeiro feito pelos EUA contra o Irã nesta semana. Segundo Teerã, a cidade de Piranshahr, no noroeste, foi atingida.
A acusação ocorre um dia após a Guarda Revolucionária iraniana ter lançado um ataque surpresa contra uma base americana na Jordânia, rompendo um período de alguns dias sem ataques no Oriente Médio. Segundo o Exército dos EUA, todos os mísseis iranianos foram interceptados.
“Às 17h45 ET de hoje (18h45 em Brasília), forças da Guarda Revolucionária Islâmica lançaram vários mísseis balísticos a partir do Irã em uma tentativa de ataque surpresa contra forças dos EUA baseadas no Oriente Médio. Todos os mísseis iranianos foram interceptados com sucesso. As forças dos EUA permanecem vigilantes e em alto estado de prontidão”, disse uma nota divulgada pelo Comando Central (CentCom) americano.
Em resposta, os EUA e a Arábia Saudita lançaram ataques em conjunto contra militantes pró-Irã baseados no Iraque. Na madrugada desta quarta (29), a Autoridade de Mobilização Popular do Iraque disse que registrou diversas mortes e feridos nos ataques.
Com isso, as preocupações sobre os efeitos diretos e indiretos da guerra voltam a tomar conta dos mercados. O principal temor é que o conflito continue a limitar o tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo —, limitando a oferta global da commodity.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
Bolsas globais
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em alta, conforme investidores passaram a se concentrar em setores voltados para o consumo.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 2%, enquanto o Índice de Xangai, o SSEC, avançou 0,70%.
Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 2%. Na contramão, o Nikkei, do Japão, recuou 1,49% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,89%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters



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