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Campanha contra sarampo vacinou 280 mil pessoas em SP em uma semana

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Dose zero, para crianças com menos de um ano, foi aplicada para 32.501 crianças desde 29 de junho. Grupo é o mais atingido no estado, com 16 dos 23 casos confirmados.

A intensificação da campanha de vacinação contra o sarampo tem surtido efeito. Desde a segunda-feira, (3), foram aplicadas 281.714 doses de vacinas somente na cidade de São Paulo, onde foram notificados 20 dos 23 casos da doença este ano, todos em crianças sem ciclo de vacinação completa ou em adultos não vacinados.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da capital, que monitora os esforços da campanha, iniciou a intensificação da vacinação alguns dias antes, em 27 de junho, porém entre essa data e 2 de agosto foram aplicadas cerca de 24 mil doses. Com o início da campanha e a divulgação pela imprensa e equipamentos públicos, além da inclusão de pessoas já imunizadas no grupo elegível, houve o salto de demanda.

Além do público já imunizado está disponível a dose zero, destinada as crianças de 6 a 11 meses de idade, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Ela antecipa a imunização, que começa aos 12 meses, embora não substitua as demais doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação. Desde 29 de junho foram aplicadas 32.501 doses nesse público. 

Na capital paulista as vacinas são oferecidas nas UBSs de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, nas AMAs/UBSs Integradas, no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.



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Diagnóstico precoce da AME é divisor de águas para qualidade de vida

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O Dia Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (AME), celebrado neste sábado (8), reforça a importância do diagnóstico precoce e do início rápido do tratamento para pessoas com a doença. A AME é uma doença genética e degenerativa que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo.

“O diagnóstico é um divisor de águas. Ele é que vai traçar o plano do que deve, do que não deve ser feito. Sempre visando uma melhor qualidade de vida do paciente”, afirma Sérgio Fernando Nardini, escritor, palestrante e criador do projeto “Pai de Rodinhas”. Ele convive com a AME desde a infância, mas só recebeu o diagnóstico correto depois dos 40 anos.

Segundo o neurologista Paulo Sgobbi, diretor médico da PSEG Centro de Pesquisa Clínica, o tempo é um fator decisivo para preservar a função motora.

“Cada dia, na verdade, cada segundo conta na atrofia muscular espinal. É porque eu tenho neurônios que estão morrendo e, infelizmente, esses neurônios que morrem, por mais que hoje a doença tenha tratamentos, os neurônios que morreram, eu não sou capaz de recuperar. Eu só sou capaz de tratar os que ainda estão vivos.”

A AME pode se manifestar nos primeiros meses de vida ou aparecer posteriormente, na infância, adolescência ou idade adulta. Em bebês, os principais sinais incluem dificuldade para sustentar a cabeça, mamar, respirar e alcançar os marcos do desenvolvimento.

Em crianças maiores e adultos, a fraqueza muscular pode surgir de forma gradual e dificultar atividades como correr, subir escadas ou caminhar.

Atualmente, existem tratamentos capazes de retardar a progressão da doença e preservar a função motora. Por isso, especialistas defendem que o diagnóstico seja feito cada vez mais cedo, inclusive por meio da ampliação da triagem neonatal, com a inclusão da AME no teste do pezinho do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para Sérgio Nardini, a realidade das pessoas diagnosticadas com AME mudou nos últimos anos, com maior acesso à informação, redes de apoio e novas terapias.

“Hoje a gente vive um novo tempo. Nós temos hoje uma rede de apoio, mesmo que seja virtual. Sem falar de pesquisas, de desenvolvimento de novas terapias, de novos medicamentos. Outra coisa importante que nós temos hoje: visibilidade. O pessoal que tem AME agora é visto, é escutado.”

Apesar dos avanços, Nardini destaca que pessoas com deficiência ainda enfrentam preconceito e falta de informação. Para as famílias que recebem o diagnóstico, ele defende uma mudança na forma de encarar a doença.

“Em vez de ficar perguntando por que o meu filho é assim, eu acho que poderia mudar a pergunta. Vamos perguntar assim: ‘O que que eu posso fazer para melhorar a qualidade de vida, para oferecer uma qualidade de vida boa para o meu filho? Do jeito que ele é, como que ele pode ser feliz? O que eu posso fazer para ajudar?’”

A estimativa é que a Atrofia Muscular Espinhal atinja uma em cada 8 mil pessoas. Apesar de rara, a doença tem hoje perspectivas diferentes das de alguns anos atrás, com avanços no diagnóstico e no tratamento. O desafio é ampliar o acesso a essas possibilidades para todos os pacientes.




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Organizações pedem mais agilidade no diagnóstico da AME no país

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Agosto é o mês de conscientização sobre a Atrofia Muscular Espinhal (AME). Entidades que representam pacientes alertam que a demora no diagnóstico e no início do tratamento da doença no Brasil pode comprometer a preservação dos movimentos.

Dados do Instituto Nacional da Atrofia Muscular Espinhal (Iname) mostram que o diagnóstico da AME tipo 1 ocorre, em média, aos 5 meses e 5 dias de vida. Entre a confirmação da doença e o início do tratamento, o tempo médio de espera é de 1,7 ano. Em outros países, esse intervalo pode ser inferior a um mês.

Segundo o instituto, um dos principais entraves é a implementação da Lei nº 14.154/2021, que ampliou o número de doenças rastreadas pelo teste do pezinho no Sistema Único de Saúde (SUS). Cinco anos após a aprovação da norma, apenas Distrito Federal, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul realizam a triagem ampliada. Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul estão em fase de implantação.

O Ministério da Saúde estabeleceu prazo até 2030 para concluir a ampliação do Programa Nacional de Triagem Neonatal em todo o país. A AME, entretanto, está prevista apenas na última etapa de implementação.

Para a presidente do Iname, Diovana Loriato, o diagnóstico precoce é determinante para evitar perdas motoras irreversíveis.

“A perda de neurônios motores na AME tipo 1 é rápida e ocorre principalmente nos primeiros meses de vida. O diagnóstico precoce é a única forma de evitar essa cascata de perdas.”

Tratamento

O Cadastro Nacional da AME, que funciona como um censo da doença no Brasil, mostra altos índices de judicialização para garantir o acesso ao tratamento.

Entre os pacientes com AME tipos 1 e 2, 39% só iniciaram o tratamento após recorrer à Justiça. Na AME tipo 3, que ainda não tem tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), esse percentual chega a 73,9%.

Um exemplo do impacto do diagnóstico precoce é a história da família de Keila Barbosa Pereira Mendes, de 35 anos. Seus dois filhos, Heitor, de 6 anos, e Heloisa, de 4, têm AME tipo 1, mas tiveram desfechos distintos.

“O Heitor foi diagnosticado aos três meses, após uma parada respiratória. Foi encaminhado para a UTI, onde foi entubado e passou por traqueostomia. Ele vive em um hospital de Teresina por causa dos cuidados médicos. Ele não anda, não fala”, conta.

“Quando a Heloisa nasceu, ela fez o teste genético imediatamente. Com 15 dias, tivemos o resultado e, seis dias depois, ela já iniciou o tratamento. Ela não tem nenhum sintoma de AME, caminha, pula, vai à escola. É uma menina muito independente. São realidades totalmente diferentes”, acrescenta.

O Brasil dispõe de terapias de alta tecnologia para o tratamento da AME, doença que ainda não tem cura. A Zolgensma, por exemplo, é uma terapia gênica de dose única oferecida pelo SUS e tem custo estimado em R$ 7 milhões.

Apesar disso, muitos pacientes ainda enfrentam dificuldades para obter respiradores e outros equipamentos necessários ao tratamento domiciliar, o que faz com que alguns permaneçam internados por longos períodos.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Tâmara Freire




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Eleitores podem solicitar voto em trânsito até o dia 20 de agosto

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Eleitores de todo o país podem solicitar o voto em trânsito nas eleições de 2026. Neste ano, o procedimento pode ser feito até 20 de agosto e permite ao cidadão votar em uma cidade diferente do seu domicílio eleitoral, ou seja, daquela cidade onde está o registro dele como eleitor. A informação é do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral.

O assessor de Comunicação do TRE-DF, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, Guilherme Alves, detalha em que situações é possível fazer o pedido:

“O voto em trânsito é um tipo de voto destinado a quem sabe que estará fora do seu domicílio eleitoral. Pode ser solicitado por eleitoras e eleitores que estejam com a situação regular no cadastro eleitoral. Quem estiver com o título cancelado ou suspenso não pode utilizar esse serviço. Lembrando que o cadastro da Justiça Eleitoral fechou em 6 de maio; portanto, a pessoa que não está regular não conseguirá regularizar sua situação até o dia da eleição.”

Segundo Guilherme, a solicitação pode ser feita para qualquer um dos turnos das eleições ou para ambos, inclusive pelo autoatendimento na página tse.jus.br.

“Esse pedido pode ser realizado pelo autoatendimento da Justiça Eleitoral, ou o eleitor também pode comparecer presencialmente a qualquer cartório, central ou posto de atendimento eleitoral. Lembrando que, para fazer essa solicitação, ele terá de apresentar um documento oficial de identificação com foto.”

Um detalhe importante: dependendo da cidade escolhida para o voto em trânsito, é possível que a pessoa não vote para todos os cargos, com explica o assessor:

“Se ela estiver fora da cidade na qual vota, mas dentro do mesmo estado, poderá ainda votar para todos os cargos. Porém, se estiver em trânsito em outro estado, votará somente para presidente da República, porque os demais cargos são vinculados à unidade da federação de origem.”

De acordo com o TSE, a relação dos locais onde haverá voto em trânsito será divulgada nas páginas dos tribunais regionais eleitorais, com atualização até o prazo final para a solicitação, em 20 de agosto.

Eleições

As eleições de 2026 acontecem em 4 de outubro, em primeiro turno, e em 25 de outubro, onde houver segundo turno. Os eleitores vão escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais, no caso do Distrito Federal.




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Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista

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No Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, comemorado neste sábado (8), o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, reforça que investir em prevenção é a melhor forma de evitar complicações cardiovasculares.

Em entrevista à Agência Brasil, o cardiologista destacou que um estudo publicado em setembro de 2025 recomenda que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol aos 10 anos de idade. “O conselho que eu dou é que todo mundo faça um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose”, afirmou.

Segundo Alves, também é fundamental adotar hábitos saudáveis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. Caso o exame detecte níveis altos de colesterol, a orientação é procurar acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito.

“Não vá atrás de médicos que falam na internet para não tomar remédios contra colesterol, porque isso é uma falácia”, alertou. De acordo com ele, interromper o tratamento aumenta o risco de complicações. “Assim como acontece com diabetes e hipertensão, o colesterol volta a subir quando a medicação é suspensa.”

Dieta carnívora

A Sociedade Brasileira de Cardiologia também alerta que o colesterol elevado está associado a hábitos de vida que comprometem não apenas a saúde do coração, mas o metabolismo como um todo.

Para Alves, a chamada dieta carnívora — baseada exclusivamente no consumo de carne e que elimina alimentos de origem vegetal — não é indicada para reduzir o colesterol.

“Isso é uma invenção”, afirmou.

Segundo o cardiologista, uma alimentação saudável deve ser equilibrada, com proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas. Segundo o especialista, uma dieta baseada apenas em carne é rica em gordura saturada, que aumenta o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim.

Quem já apresenta colesterol elevado deve evitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os níveis de LDL. Além disso, esse tipo de alimentação pode aumentar o ácido úrico e favorecer a formação de placas de gordura nas artérias, elevando o risco cardiovascular.

“Não é uma dieta aconselhável”, resumiu.

Estilo de vida

Para reduzir o colesterol, a primeira recomendação é investir em alimentação saudável e atividade física.

Segundo Alves, deve-se evitar o excesso de gordura saturada, presente principalmente em carne vermelha, chocolates, frios e embutidos, além da gordura trans, encontrada em alimentos ultraprocessados, como salgadinhos e biscoitos recheados.

“A pior gordura que tem é essa”, disse, referindo-se à gordura trans.

O especialista explicou que mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.

Alves pontuou que quando os níveis ultrapassam 300 miligramas por decilitro (mg/dL), entretanto, há forte indicação de origem genética. Nesses casos, além das mudanças no estilo de vida, é necessário tratamento medicamentoso.

A prática de atividade física também é essencial. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana.

O cardiologista ressaltou ainda que a qualidade do sono influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada ao processo inflamatório das artérias.

“O processo de aterosclerose não acontece apenas pelo acúmulo de gordura, mas também pela inflamação”, explicou.

O estresse também pode contribuir para elevar a pressão arterial e prejudicar o controle do colesterol.

Estatinas

Nos casos de hipercolesterolemia de origem genética, o tratamento inclui o uso de medicamentos, principalmente as estatinas, prescritas por um médico.

“O paciente não deve interromper esse tratamento”, reforçou.

Caso a estatina isoladamente não seja suficiente para atingir a meta de colesterol estabelecida pelo médico, outros medicamentos podem ser associados, de acordo com o risco cardiovascular de cada paciente.

Segundo Alves, atualmente existem versões genéricas das estatinas, que se tornaram mais acessíveis.

Ele lamentou, porém, a disseminação de informações falsas nas redes sociais sobre esses medicamentos.

“Vejo muitas pessoas, inclusive médicos, dizendo que colesterol não existe ou que estatinas fazem mal. Isso não é verdade. Muitas vezes é marketing pessoal.”, avaliou.

O cardiologista destacou que as evidências científicas sobre os benefícios das estatinas são consistentes há mais de três décadas.

“O primeiro grande estudo foi publicado em 1994. Desde então, há evidências robustas de redução de infarto, acidente vascular cerebral e morte por doença cardiovascular.”

Segundo ele, a desinformação sobre o tema preocupa especialmente porque o colesterol elevado permanece entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Hipercolesterolemia familiar

Alves chamou atenção para a hipercolesterolemia familiar, doença genética que pode provocar níveis extremamente elevados de colesterol ainda na infância.

Existem casos em que crianças apresentam infarto aos 10 anos de idade por causa da doença.

“Nesses pacientes, o colesterol sobe de tal forma que pode obstruir as coronárias ainda na infância.”

Quanto mais cedo o diagnóstico e o início do tratamento, maiores são as chances de aumentar a sobrevida desses pacientes.

Obesidade

O cardiologista explicou que a obesidade está relacionada principalmente à síndrome metabólica, condição que costuma estar associada a diabetes, hipertensão e aumento da gordura abdominal.

Essa gordura favorece alterações metabólicas que podem atingir órgãos como fígado, rins e pâncreas.

No caso da hipercolesterolemia familiar, entretanto, a obesidade normalmente não faz parte do quadro inicial e tende a aparecer apenas mais tarde, quando se somam fatores relacionados ao estilo de vida.

Fatores de risco

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, infarto e acidente vascular cerebral (AVC) continuam sendo as principais causas de morte no Brasil e no mundo.

Segundo Alves, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e hipertensão formam os principais fatores de risco para essas doenças.

A obesidade também vem ganhando importância diante do crescimento de sua incidência na população.

“Eu diria que ela já é o quinto fator de risco”, afirmou.

O especialista explicou que a obesidade provoca um estado inflamatório crônico que favorece a instabilidade das placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto.

Além da obesidade, outras doenças inflamatórias crônicas, como lúpus, HIV, artrite reumatoide, fibromialgia e doença inflamatória intestinal, também podem contribuir para alterações nas artérias e aumentar o risco cardiovascular, embora em menor escala devido à menor frequência desses casos.



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90% dos deputados tentam reeleição na Assembleia e 75% à Câmara; veja nomes

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As eleições de 2026 devem representar poucas mudanças em relação à composição atual na Assembleia Legislativa e bancada federal. Depois das convenções partidárias e da definição das chapas, o cenário político mostra a forte aposta dos parlamentares na continuidade dos mandatos.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dos 24 deputados, 23 confirmaram candidatura à reeleição, o que representa 95,8% da atual composição. A única exceção é Janaina Riva (MDB), que deixou a disputa proporcional para concorrer ao Senado.

Na Câmara dos Deputados, dos oito nomes que compõem atualmente a bancada mato-grossense, seis vão tentar renovar o mandato, o equivalente a 75%. José Medeiros (PL) disputa uma vaga no Senado, enquanto Fábio Garcia (União) foi confirmado como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos).

Com isso, apenas duas das oito cadeiras federais estarão obrigatoriamente livres para uma mudança de titularidade em 2027.

Buscam a reeleição

Nelson Barbudo (PL)
Rodrigo da Zaeli (PL)
Coronel Fernanda (PL)
Coronel Assis (União Brasil)
Juarez Costa (Republicanos)
Emanuelzinho (PSD)

Disputam outros cargos:

José Medeiros (PL) – candidato ao Senado
Fábio Garcia (União Brasil) – candidato a vice-governador

A configuração é diferente daquela projetada no início do ano, quando a expectativa era de que sete dos oito deputados tentassem a permanência na Câmara. A definição das chapas majoritárias alterou o cenário e retirou Fábio Garcia da disputa proporcional.

Na AL, quase tentam ficar

Se na Câmara a taxa de permanência já é elevada, na Assembleia Legislativa o índice se aproxima da totalidade da Casa.

Dos 24 deputados estaduais, 23 foram confirmados como candidatos à reeleição. Janaina Riva é a única que mudou de projeto e disputará o Senado.

Buscam a reeleição:

Beto Dois a Um (Podemos)

Carlos Avallone (PSDB)

Chico Guarnieri (PRD)

Diego Guimarães (Republicanos)

Dilmar Dal Bosco (União Brasil)

Dr. Eugênio (Republicanos)

Dr. João (MDB)

Eduardo Botelho (MDB)

Elizeu Nascimento (PL)

Fabinho Tardin (Podemos)

Faissal Calil (PL)

Gilberto Cattani (PL)

Juca do Guaraná (PSDB)

Júlio Campos (União Brasil)

Lúdio Cabral (PT)

Max Russi (Podemos)

Nininho (Republicanos)

Paulo Araújo (Republicanos)

Sebastião Rezende (União Brasil)

Thiago Silva (MDB)

Valdir Barranco (PT)

Valmir Moretto (Republicanos)

Wilson Santos (PSD).

Disputa outro cargo:

Janaina Riva (MDB) – candidata ao Senado.

Com as chapas definidas após as convenções, os candidatos agora entram na fase inicial da disputa eleitoral. O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Caso haja necessidade de segundo turno para presidente ou governador, a votação ocorrerá em 25 de outubro. As datas estão previstas no calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).



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Projeto Sacola Viajante incentiva a leitura e fortalece os vínculos entre escola e família

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Aproximar a família da rotina escolar e transformar a leitura em um hábito prazeroso. Com esse objetivo, a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Maria das Graças Pinto desenvolve o projeto Sacola Viajante. A iniciativa busca estreitar os laços entre a instituição de ensino e a comunidade escolar, transformando o ambiente doméstico em uma extensão da sala de aula.

“A dinâmica do projeto é simples, mas carrega um impacto profundo. As crianças levam os livros na Sacola Viajante para ler junto com a família, com o objetivo de envolver os pais nas práticas de leitura dos filhos e, a partir daí, criar momentos de união entre todos os participantes da ação”, destacou a diretora da unidade escolar, Belma Lemes.

A diretora ressalta que essa missão não pertence apenas ao estudante. A proposta exige que a família reserve um momento do dia para abrir a sacola e realizar a leitura em conjunto.

“A ação deve ser compartilhada entre o aluno, os pais, os irmãos e os demais responsáveis”, observou.

Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, esse tempo de qualidade dedicado à leitura e à imaginação fortalece o diálogo, a empatia e o suporte emocional entre os familiares.

“A escola cumpre seu papel social de alfabetizar e educar, ao mesmo tempo em que planta, em diversos lares, a semente de uma rotina mais unida, afetuosa e repleta de conhecimento. A participação da família é fundamental nessa jornada”, pontuou.



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Cirurgias plásticas de mama no SUS crescem mais de 50% em dez anos

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O volume de cirurgias plásticas mamárias feitas no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025, passando de 9 mil para 14.213.

Em 2020, ápice da crise sanitária causada pela covid-19, foram contabilizadas apenas 4.547 operações de mama, a metade do que vinha sendo praticado rotineiramente.

Os números fazem parte de um levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica. O cálculo inclui procedimentos indicados para reconstrução da mama e o tratamento de diferentes alterações na estrutura da mama.

O levantamento mostra que, em dez anos, o SUS aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias. Os estados com maior registro desse tipo de intervenção foram:

  1. São Paulo – 30.265 operações;
  2. Minas Gerais – 9.836;
  3. Rio de Janeiro – 9.115;
  4. Rio Grande do Sul – 6 mil;
  5. Bahia – 5.731.

Do total de registros analisados, 74.619 correspondem à plástica mamária feminina não estética, responsável por 82,3% das internações.

O grupo inclui cirurgias com indicação médica para corrigir deformidades congênitas, assimetrias importantes, hipertrofia mamária associada a dores e limitações físicas e sequelas provocadas por doenças ou tratamentos.

Os dados mostram ainda 12.600 internações para reconstrução mamária pós-mastectomia, com implante de prótese, além de 3.429 internações relacionadas à reconstrução mamária pós-mastectomia total.

Concentração no Sudeste

Estados do Sudeste responderam por 50.848 internações, o equivalente a 56,1% de todos os procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos feitos pelo SUS entre 2016 e 2025.

Sozinho, o estado de São Paulo concentrou um terço dos registros nacionais. Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem na sequência. Entre as demais regiões, o Sul somou 9.098 internações; o Nordeste, 15.985; o Centro-Oeste, 5.695; e o Norte, 3.022.



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Partidos têm até 15/08 para registrar candidaturas às Eleições 2026

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Os partidos políticos, federações e coligações têm até o próximo dia 15 de agosto para solicitarem o registro de candidaturas às Eleições Gerais de 2026 junto à Justiça Eleitoral. Em Mato Grosso, os pedidos já começaram a ser encaminhados ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e os primeiros(as) candidatos(as) são inseridos no sistema à medida que a documentação é protocolada.

As informações sobre os registros podem ser acompanhadas por qualquer cidadã e cidadão por meio do sistema DivulgaCandContas, plataforma da Justiça Eleitoral que reúne dados sobre candidaturas, prestação de contas eleitorais, composição de chapas e demais informações relativas ao processo eleitoral.

O sistema é atualizado conforme os pedidos de registro são recebidos e processados pelo TRE-MT, garantindo transparência e amplo acesso às informações durante o período eleitoral. Até a manhã desta sexta-feira (07.08), o TRE-MT já havia recebido 42 pedidos de registros de candidaturas feitos e quatro Demonstrativos de Regularidade de Atos Partidários (DRAPs) protocolados. Os DRAPs são parte essencial neste processo, porque caso haja alguma impugnação quanto à questão da composição, da ata, percentuais de gêneros dos candidatos(as) ou alguma outra irregularidade, os registros de candidatura atrelados poderão ser impactados em caso de indeferimento.

Em 2022, última eleição geral realizada, foram recebidos 525 pedidos de candidaturas aos cargos de governador(a), vice-governador(a), senador(a), 1º e 2º suplentes de senador(a), deputado(a) federal e deputado(a) estadual, mais 49 análises de DRAPs.

O secretário judiciário do TRE-MT, Carlos Luanga Ribeiro Lima, orienta os partidos a não deixarem o envio da documentação para os últimos dias do prazo. “É importante que os partidos apresentem os pedidos de registro o quanto antes. Dessa forma, caso seja identificada alguma inconsistência ou ausência de documentação, haverá tempo hábil para que as eventuais irregularidades sejam sanadas antes do encerramento do prazo legal”.

Após o protocolo, os pedidos passam por análise da Justiça Eleitoral para verificar se atendem aos requisitos previstos na legislação. Os procedimentos que envolvem o registro de candidaturas são normatizados pela Resolução do Tribunal superior Eleitoral (TSE) n° 23.754, de 02 de março de 2026.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destaca que o cumprimento das exigências legais é essencial para garantir a regularidade do processo eleitoral. “O registro de candidatura é uma etapa fundamental das eleições. Por isso, é indispensável que partidos, federações e coligações observem atentamente os prazos estabelecidos, apresentem toda a documentação exigida e cumpram as normas previstas na legislação eleitoral. O planejamento e a organização contribuem para um processo mais ágil, seguro e transparente”.

O Sistema CANDex

Os pedidos de registro são feitos por meio do Sistema de Candidaturas (CANDex), que foi reformulado para esta eleição. Desta forma, a ferramenta passa a operar integralmente em ambiente web, ou seja, não exige mais instalação de programas nos computadores dos usuários. Isso torna o procedimento mais simples, colaborativo e seguro para partidos políticos, federações, coligações, candidatas e candidatos, dispensando também a utilização de mídias físicas para entrega de documentos. Outra mudança importante é a forma de autenticação. O acesso agora ocorre por meio das credenciais do Gov.br ou do e-Título, eliminando a antiga chave de acesso utilizada em eleições anteriores.

Outro detalhe é a obrigatoriedade de registrar, no próprio CANDex, as atas das convenções partidárias e as listas de presença. Após a realização das convenções, os documentos passam a integrar diretamente o fluxo eletrônico de registro das candidaturas, reduzindo etapas e proporcionando maior padronização das informações encaminhadas à Justiça Eleitoral. A nova versão também moderniza a forma de elaboração dos pedidos. Agora, diferentes usuários autorizados podem trabalhar simultaneamente no mesmo processo, sem necessidade de compartilhamento de arquivos ou criação de versões paralelas. Todas as alterações são gravadas automaticamente, diminuindo o risco de perda de informações e tornando o preenchimento mais eficiente.

O sistema também aproveita dados já existentes no Cadastro Eleitoral e nas convenções partidárias para preencher automaticamente diversos campos, reduzindo retrabalho e a possibilidade de erros. Outra funcionalidade incorporada ao sistema é a emissão de alertas sobre o cumprimento dos percentuais mínimo e máximo de candidaturas por gênero previstos na legislação eleitoral. Caso sejam identificadas inconsistências, o sistema informa a situação antes da transmissão do pedido. Embora o alerta não impeça o envio, a regularização continua sendo indispensável para o atendimento das exigências legais durante a análise dos registros.



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Igrejas evangélicas em Ceuta se unem para ajudar migrantes

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Após a recente crise migratória em Ceuta, as igrejas evangélicas da cidade se uniram para oferecer assistência a migrantes e às famílias que enfrentam dificuldades. A iniciativa visa atender às necessidades emergentes da comunidade local e dos migrantes que permanecem na região.

Contexto da crise migratória em Ceuta

A cidade de Ceuta, localizada na costa norte da África, tem enfrentado um dos maiores colapsos migratórios de sua história. Nos últimos dias, milhares de migrantes, incluindo muitos menores, têm buscado abrigo e assistência nas ruas e bairros da cidade. A situação gerou um grande impacto na comunidade local, que se vê desafiada a responder a essa emergência humanitária.

Iniciativa das igrejas evangélicas

Em resposta à crise, as igrejas evangélicas e ministérios de Ceuta se reuniram para criar uma rede de apoio social. Segundo Javier Santolaria, pastor da Casa de Alabanza, a congregação evangélica mais antiga da cidade, a reunião foi convocada para evitar a duplicação de esforços e identificar as necessidades reais da comunidade. “Decidimos reunir as diferentes igrejas evangélicas e ministérios da cidade, convocar uma reunião de urgência”, afirmou Santolaria.

A reunião contou com a participação de representantes do Centro Betel, do Centro Remar e da associação Mais Vida, entre outros. O resultado foi a criação de uma rede de apoio social que já está em funcionamento. De segunda a sexta-feira, equipes de voluntários têm distribuído bolsas de alimentos básicos a grupos de migrantes que se encontram em áreas periféricas da cidade, muitas vezes distantes do centro urbano.

Distribuição de alimentos e literatura cristã

Além da distribuição de alimentos, os voluntários também têm oferecido literatura cristã, incluindo o livro “Mais que um Carpinteiro” em francês e árabe, e o Sermão do Monte, também traduzido para o árabe. O pastor Santolaria comentou sobre a importância desse trabalho: “São muitas horas as que estão sem fazer nada. Esperamos que o Senhor possa tocar muitas vidas”.

Desafios e o que esperar

Embora o número exato de migrantes ainda não tenha sido confirmado, estima-se que milhares de pessoas, incluindo muitos menores, continuam nas ruas de Ceuta. A cidade permanece em estado de choque após os eventos da última semana, e as igrejas evangélicas estão determinadas a fazer a diferença na vida dessas pessoas.

As iniciativas das igrejas locais refletem um compromisso com a fé e a solidariedade, mostrando que, mesmo em meio a dificuldades, é possível agir em amor e compaixão. A resposta das igrejas evangélicas em Ceuta pode inspirar outras comunidades a se unirem em prol do bem-estar dos necessitados.



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