
Robô garçom vira atração em padaria e aumenta faturamento em até 60% no interior de SP
“Tiro um cochilo e o mundo muda”, diz Chen Tianyu. Aos 28 anos, ele se mantém atualizado sobre as tecnologias mais recentes passando seu tempo livre em fábricas que estão migrando para a automação. Assim, sabe o que priorizar ao ministrar suas aulas sobre inteligência artificial (IA) e robótica.
Diante dele, cerca de 30 estudantes universitários estudam programação. Um deles digita freneticamente enquanto os olhos alternam rapidamente entre a tela e o robô: “A ideia é que ele pegue aquela peça cilíndrica e a mova para lá”.
Uma fileira de robôs industriais aguarda programação e, em outra parte da sala de aula, estudantes tentam desenvolver instrumentos médicos robóticos. Enquanto os orienta, Chen afirma: “Se o mundo da IA e da robótica não precisar de você, certamente você estará entre os que serão descartados”.
Para as pessoas nesta sala, este é um passo — ou melhor, um salto — em direção a um futuro que a China constrói meticulosamente: o plano de US$ 20 bilhões (ou R$ 103,1 milhões) de Xi Jinping para colocar o país na vanguarda da inovação e em concorrência direta com os Estados Unidos.
As evidências estão por toda parte. Eles estão no Instituto Técnico de Hangzhou, uma das várias escolas profissionalizantes enormes, construídas especificamente para esse fim, que visam formar a próxima geração de engenheiros com domínio tecnológico.
O campus fica nos arredores de Hangzhou, uma antiga capital imperial cujo horizonte futurista é apenas o primeiro indício de seu papel como um polo tecnológico global.
Em todo o país, há mais de 2 milhões de robôs operando nas fábricas chinesas — um número superior ao de qualquer outro lugar —, e essa quantidade continua a crescer em ritmo extraordinário.
É um compromisso que certamente mudará o mundo, assim como ocorreu na última vez em que a economia chinesa passou por uma transformação gigantesca. O país já exporta seus robôs para todo o globo: mais da metade dos robôs industriais do mundo é fabricada na China.
O que não está tão claro é o impacto de uma automação tão abrangente em um país que ocupa o centro da manufatura, do comércio e da inovação globais.
O que isso significa para a mão de obra humana da China? E como poderíamos mensurar o custo dessa transformação em um regime que controla as informações de forma tão rígida?
O futuro dos trabalhadores chineses é incerto diante da revolução industrial que o mundo acompanha: redes de energia solar de última geração, horários de pico silenciosos graças aos veículos elétricos e máquinas que se movem mais rápido do que Usain Bolt.
No fim de semana, a China sediou a segunda edição dos Jogos Mundiais de Humanoides, onde robôs disputaram lutas de boxe, corridas de velocidade e marchas.
O que impulsiona esse espetáculo é uma outra revolução, menos visível, que ocorre dentro de fábricas e salas de aula.
A BBC visitou instalações industriais onde robôs que não têm aparência humana, nem dançam ou saltam no palco, soldam, pintam, içam cargas, montam peças e trabalham ininterruptamente, sem pausas ou benefícios trabalhistas.
Alguns são projetados para construir outros robôs. Também estivemos em centros de treinamento onde a China prepara as pessoas que trabalharão ao lado de sua força de trabalho robótica.
É uma oportunidade de acompanhar de perto o que Xi chama de “novas forças produtivas” da China — e como elas podem remodelar o país.
Mais de 2 milhões de robôs trabalham ao lado de pessoas nas fábricas da China
BBC
No chão de fábrica da cidade de Chengdu, no sul do país, o antigo e o novo trabalham lado a lado.
Uma linha de montagem composta por cerca de 30 homens e mulheres de meia-idade realiza tarefas de parafusamento, perfuração e polimento no principal produto da CRP Technology: um braço robótico capaz de executar diversas funções industriais.
No mesmo ambiente, quatro jovens engenheiros estão reunidos em torno de um console, tentando decifrar a programação de um protótipo — um novo robô que, esperam eles, ajudará a construir outros robôs.
Um deles, Pang Kai, que tem 31 anos e integra a equipe de pesquisa e desenvolvimento, empurra a estrutura elegante do robô pelo recinto.
Afinal, essa futura força de trabalho da China ainda não está pronta para entrar em ação plenamente; por enquanto, o robô só consegue realizar movimentos simples e repetitivos, como ler um código QR.
“Talvez daqui a seis meses ele consiga realizar outra tarefa”, diz Pang, com um sorriso no rosto. É um longo caminho a se percorrer, e a equipe celebra cada pequena conquista.
A CRP Technology, que emprega 300 pessoas, fabrica braços robóticos há nove anos. Cada braço pode ser adaptado às necessidades de uma fábrica para auxiliar na produção de automóveis, eletrônicos ou turbinas eólicas.
A empresa diz que um único braço pode ser programado para executar mais de 90% das tarefas repetitivas.
Os engenheiros também se perguntam se, um dia, poderão substituir a mão de obra da própria empresa.
“Queremos que nosso novo robô seja como os seres humanos. Esperamos que ele consiga pensar por conta própria”, diz Pang. “Precisamos desse tipo de robô porque, em dez anos, talvez não tenhamos trabalhadores suficientes na China.”
Pang Kai faz parte da equipe de pesquisa e desenvolvimento
BBC
A redução da população e o envelhecimento da força de trabalho são mais um motivo pelo qual Pequim tem pressa em revolucionar suas fábricas.
Até 2035, mais de um terço da população da China terá mais de 60 anos, segundo estimativas oficiais.
O país também perderá quase 60 milhões de habitantes na próxima década — um número quase equivalente à população da França —, de acordo com algumas projeções.
A esperança é que o aumento da automação preencha essa lacuna iminente na força de trabalho antes que ela comece a afetar uma economia que já apresenta ritmo lento.
No entanto, a velocidade dessa transição é fundamental. Cerca de 120 milhões de pessoas ainda trabalham no setor manufatureiro. Se a China avançar rápido demais, poderão ocorrer perdas de empregos, o que representa um golpe catastrófico para milhões de pessoas que dependem dos salários das fábricas.
“Em teoria, as máquinas podem trabalhar 24 horas por dia, o que é certamente uma vantagem em relação aos trabalhadores humanos. Mas as máquinas também exigem manutenção. Precisamos de tempo para isso todos os dias e, mensalmente, a linha de produção também requer inspeção e reparos”, diz Cao Li, vice-presidente da Leapmotor, fabricante de veículos elétricos.
Cada vez mais populares na Europa e no Reino Unido, os carros da empresa — acessíveis e com foco em tecnologia — são montados na fábrica de Hangzhou, com robôs auxiliando o processo em todas as etapas. Ao final da linha de montagem, surgem mais trabalhadores humanos.
A empresa conta com mais de 25 mil funcionários, e centenas deles realizam as verificações finais à medida que os veículos novos passam pela linha. Chegará o dia em que eles não serão mais necessários?
“É perfeitamente possível”, diz Cao. “E isso pode acontecer relativamente rápido. Nas áreas de produção, incluindo estampagem, soldagem e pintura, já alcançamos praticamente 100% de automação.”
Máquinas fazem parte de todas as etapas da fabricação dos veículos elétricos da Leapmotor, na China
BBC
A China leva vantagem sobre os EUA graças à sua enorme base industrial. Motores, baterias, eletrônicos, engrenagens, sensores — tudo o que é necessário para construir a estrutura de um robô está prontamente disponível.
“A China também tem uma visão. Tem um plano. Eles sabem onde querem estar daqui a cinco anos. O planejamento ocorre em alto nível, mas é desdobrado para as regiões e municípios”, afirma a Susanne Bieller, secretária-geral da Federação Internacional de Robótica.
“Se você quiser construir um robô em Shenzhen, encontrará um ecossistema completo. Leva-se menos de uma hora para obter os componentes necessários para fabricá-lo. Na Europa, isso pode levar até uma semana.”
No entanto, ela reconhece que, embora a China seja eficiente na construção da estrutura física, os EUA ainda lideram o desenvolvimento do “cérebro” — o que inclui a criação da IA para programar os robôs.
Ainda assim, empresas chinesas como a DeepSeek e a Moonshot vêm lançando novos modelos de IA que, segundo elas, podem competir com as principais empresas americanas.
Impulsionada por uma abordagem de código aberto, conhecida como open-source, na qual startups de IA compartilham seus códigos, a inovação chinesa conseguiu reduzir a distância em relação aos líderes mais rapidamente do que o esperado, apesar dos controles de exportação dos EUA sobre chips avançados críticos.
Analistas acreditam agora que a próxima etapa dessa corrida será definida não por quem possui o melhor modelo de linguagem, mas por quem conseguir incorporar essa inteligência a milhões de máquinas.
A inovação chinesa está impulsionando as fábricas do país mais rápido do que o esperado
BBC
É por isso que a China também está investindo na formação de uma geração de estudantes que aprendem a imaginar o que pode vir a seguir.
No Instituto Técnico de Hangzhou, por exemplo, os jovens podem ingressar a partir dos 15 anos. E a escala do que é ensinado pode impressionar. Há um prédio inteiro dedicado a motores e aeronáutica, além de um andar de acesso restrito para alunos que trabalharão para manter a China na vanguarda do processamento de terras raras — outra commodity crucial na disputa com Washington.
Alguns veem isso como uma solução para a taxa de desemprego juvenil persistentemente alta na China, onde um em cada cinco jovens enfrenta dificuldades para encontrar trabalho.
“Nossos alunos são muito requisitados e podem até ser contratados antecipadamente por empresas. Eles não precisam se preocupar com emprego, e realizamos competições como parte de seu treinamento”, diz Chen, o jovem professor.
“É melhor encontrar seu lugar na onda tecnológica. No processo de progresso, mudanças estruturais são inevitáveis, e é exatamente nessas mudanças estruturais que residem as futuras oportunidades de emprego para os estudantes.”
No entanto, a China ainda enfrenta desafios econômicos sérios, desde uma crise imobiliária que se arrasta até a enorme dívida dos governos locais e um consumo persistentemente baixo.
Não está claro se — ou como — a revolução promovida por Pequim resolverá esses problemas, e é difícil avaliar o que pensam, sobre as mudanças que se aproximam, aqueles cujos empregos estão ameaçados. Será que os robôs criarão prosperidade para eles ou simplesmente tomarão muitos de seus postos de trabalho?
“Meus alunos me perguntam o que acontecerá no futuro”, diz Chen. “Eu respondo que não sei. A tecnologia muda muito rápido. Mas não podemos ficar parados e acomodados. Precisamos avançar para ver do que somos capazes.”
Alunos aprendendo robótica no Instituto Técnico de Hangzhou, uma das muitas novas escolas profissionalizantes da China
BBC
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O plano bilionário da China para fazer uma nova revolução industrial com milhões de robôs
Os vídeos feitos com IA que erotizam a escravidão no Brasil para lucrar com anúncios
Para ela, alguns desses vídeos, ambientados em fazendas de café no século 19, transformam relações marcadas por exploração do trabalho, torturas físicas, estupros, separação de famílias, lutas pela liberdade e muita opressão em “historietas” sobre paixões entre senhores, mulheres brancas escravistas e pessoas negras escravizadas.
Pokémon Go mobiliza caça a personagens em igrejas e cemitérios
Pokémon Go é uma febre mundial, e não poderia ser diferente no Brasil. Uma multidão de jogadores tem feito uma verdadeira peregrinação a igrejas e cemitérios, na busca por capturar os personagens e lutar contra outros usuários.
Igrejas católicas e evangélicas têm sido alvo da visitação dos jogadores, e os responsáveis pelos locais, reticentes, pedem educação e respeito aos mais exaltados.
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a Igreja do Carmo, no centro de São Paulo, e a Igreja Pentecostal Deus é Amor, no bairro Cambuci, também na capital paulista, são ginásios do aplicativo, uma espécie de centro de treinamento dos usuários que se tornam mestres e local de batalhas entre os personagens.
“Não costumamos tirar ninguém da igreja. Se a pessoa estiver apenas mexendo no celular, tudo bem. Mas se chamar muito a atenção, temos que intervir para que não atrapalhe as missas ou orações”, comentou Isabel Antunes, 59, auxiliar da sacristia na Igreja do Carmo.
Os administradores de cemitérios como o Araçá e Vila Mariana, por onde estão espalhadas uma grande quantidade de pokestops (locais onde é possível encontrar novos pokémons para capturar ou comprar itens de jogo), preocupam-se com a realização de imagens dos túmulos e também com as visitas à noite.
“É proibido fazer fotos ou vídeos no cemitério, é necessário uma autorização do serviço funerário. Além disso, durante a noite a Guarda Civil Metropolitana faz a segurança do local”, comentou Carlos David, 62 anos, auxiliar de administração do Araçá.
O estudante Felipe Fiorese, 15 anos, vive e estuda próximo ao cemitério da Consolação, e disse que ficou receoso de ir ao local caçar personagens: “Pensei que talvez pudesse ser desrespeitoso com as pessoas que estão rezando pelos seus familiares, mas depois vi muita gente que estava visitando o cemitério como ponto turístico e fiquei mais tranquilo”, justificou.
Já Ariane Iamasaki, 19 anos, estudante, se preocupou com a segurança: “Tive medo das pessoas se aproveitarem para cometer roubos ou outros delitos”, contou, sem dizer no entanto, se havia desistido da caçada.
Adoção: uma causa que a igreja deve abraçar com amor
A adoção é um tema de grande relevância na sociedade atual, e a igreja é chamada a abraçar essa causa com amor e compaixão. A Bíblia, em suas páginas, destaca a adoção como uma expressão profunda de amor e pertencimento, refletindo o coração de Deus por aqueles que estão em necessidade.
O que a Bíblia diz sobre adoção
A adoção, conforme descrita nas Escrituras, não se limita apenas a um ato legal, mas é uma manifestação do amor divino. Em Romanos 8:15, lemos que “não recebemos o espírito de escravidão, para vivermos outra vez atemorizados, mas recebemos o Espírito de adoção, pelo qual clamamos: Aba, Pai!” Este versículo nos lembra que, assim como Deus nos adotou como Seus filhos, somos chamados a estender esse amor a outros, especialmente às crianças que não têm um lar.
A importância da adoção na sociedade
Em um mundo onde muitas crianças enfrentam abandono e negligência, a adoção se torna uma resposta prática e espiritual. A igreja, como corpo de Cristo, tem a responsabilidade de se envolver ativamente na defesa e promoção da adoção. Isso não apenas ajuda a suprir as necessidades imediatas dessas crianças, mas também oferece a elas uma família que pode proporcionar amor, segurança e um ambiente propício para o crescimento espiritual.
Reações e iniciativas da igreja
Várias igrejas e organizações cristãs têm se mobilizado para promover a adoção. Muitas delas realizam campanhas de conscientização, oferecendo suporte a famílias adotivas e promovendo eventos que destacam a importância da adoção. Além disso, pastores e líderes têm incentivado os membros da igreja a considerar a adoção como uma forma de viver a fé de maneira prática.
Um exemplo inspirador é a história de uma família que, após ouvir um sermão sobre a adoção, decidiu abrir seu lar para uma criança em situação de vulnerabilidade. Essa decisão não apenas transformou a vida da criança, mas também trouxe uma nova dimensão de alegria e propósito para a família adotiva.
“A adoção é um chamado que todos nós podemos responder, seja adotando ou apoiando aqueles que adotam.”
— Líder de uma igreja local
O que esperar no futuro
À medida que mais igrejas se envolvem na causa da adoção, espera-se que haja um aumento no número de crianças encontrando lares permanentes. Além disso, a conscientização sobre a importância da adoção pode levar a mudanças nas políticas sociais, promovendo um ambiente mais favorável para as famílias adotivas.
É fundamental que a igreja continue a ser uma voz ativa em defesa das crianças e das famílias. A adoção não deve ser vista apenas como uma opção, mas como uma missão que todos os cristãos são chamados a abraçar. Ao fazer isso, a igreja não apenas cumpre seu papel social, mas também reflete o amor de Cristo em um mundo que tanto precisa dele.
Professor critica cessacionismo e gera polêmica nas redes sociais
O professor de Teologia, Hebraico e Grego, Mateus Rangel, causou uma forte repercussão nas redes sociais ao publicar um vídeo em que critica a corrente teológica do cessacionismo, a qual defende que os dons sobrenaturais do Espírito Santo deixaram de operar na Igreja. Rangel não hesitou em classificar essa doutrina como uma “doutrina de demônios”, gerando debates acalorados entre os cristãos.
Contexto sobre o cessacionismo
O cessacionismo é uma corrente teológica que sustenta que os dons extraordinários do Espírito Santo, como profecias, curas e línguas, cessaram após a era apostólica. Essa visão é defendida por alguns grupos cristãos que acreditam que a revelação divina se completou com a Bíblia. Por outro lado, há uma ampla gama de cristãos que acreditam na continuidade desses dons, argumentando que o Espírito Santo ainda atua de maneira sobrenatural na vida da Igreja.
O que aconteceu
No vídeo que gerou a polêmica, Mateus Rangel expressou sua opinião de forma contundente, afirmando que o cessacionismo é uma “doutrina de demônios”. Ele argumentou que essa visão limita a ação do Espírito Santo e impede que os cristãos experimentem a plenitude da vida em Cristo. A declaração rapidamente se espalhou nas redes sociais, provocando reações tanto de apoio quanto de crítica.
Os defensores do cessacionismo reagiram com indignação, defendendo sua posição e argumentando que a crítica de Rangel é uma tentativa de deslegitimar uma interpretação teológica que tem raízes profundas na história da Igreja. Por outro lado, muitos que compartilham da visão continuacionista dos dons espirituais apoiaram Rangel, afirmando que sua declaração é um chamado à liberdade e à ação do Espírito Santo na atualidade.
Reações da comunidade cristã
A polêmica gerou um intenso debate nas redes sociais, com muitos cristãos se manifestando sobre o assunto. Alguns pastores e líderes de igrejas se pronunciaram, apoiando a visão de Rangel e enfatizando a importância de buscar uma experiência viva com o Espírito Santo. Outros, no entanto, alertaram para os perigos de rotular doutrinas como demoníacas, argumentando que isso pode criar divisões desnecessárias entre os cristãos.
“A crítica ao cessacionismo é uma oportunidade para refletirmos sobre como estamos permitindo que o Espírito Santo atue em nossas vidas e em nossas igrejas”, afirmou um pastor em uma postagem.
— Pastor João Silva
O que esperar
Essa polêmica pode abrir espaço para um diálogo mais profundo sobre a atuação do Espírito Santo na vida da Igreja contemporânea. A discussão sobre cessacionismo e continuacionismo é antiga, mas a forma como ela é abordada atualmente pode influenciar a maneira como os cristãos se relacionam com a espiritualidade e a prática da fé.
É importante que a comunidade cristã busque um entendimento mútuo, respeitando as diferentes interpretações teológicas, mas sem perder de vista a centralidade do Evangelho e a ação do Espírito Santo em nossas vidas. O debate pode ser saudável se for conduzido com amor e respeito, promovendo a unidade entre os irmãos.
O poder da oração: alívio para estresse e ansiedade
A prática da oração tem se mostrado uma ferramenta poderosa para aliviar o estresse e a ansiedade, promovendo um equilíbrio mental e espiritual. Estudos recentes indicam que a oração pode ativar áreas específicas do cérebro, contribuindo para a regulação emocional.
O que é a oração e seu impacto na saúde mental
A oração é uma prática comum entre os cristãos, que a utilizam como um meio de comunicação com Deus. Além de ser um momento de reflexão e conexão espiritual, a oração pode ter efeitos significativos na saúde mental. Pesquisas sugerem que a prática regular da oração pode ajudar a reduzir os níveis de estresse e ansiedade, proporcionando um senso de paz e tranquilidade.
Como a oração ativa o cérebro
Estudos científicos têm demonstrado que a oração ativa áreas do cérebro relacionadas à emoção e à empatia. Isso ocorre porque, durante a oração, as pessoas tendem a se concentrar em sentimentos de gratidão, perdão e amor, o que pode levar a uma diminuição dos níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Essa ativação cerebral não apenas melhora o bem-estar emocional, mas também pode fortalecer a fé e a espiritualidade.
Benefícios da oração para a saúde emocional
Os benefícios da oração vão além do alívio do estresse. A prática regular pode ajudar a:
- Fortalecer a conexão espiritual e a fé.
- Promover um estado de gratidão e positividade.
- Melhorar a resiliência emocional diante de desafios.
Além disso, a oração pode servir como uma forma de meditação, permitindo que os indivíduos se desconectem das preocupações diárias e se concentrem em sua relação com Deus.
Reações e testemunhos de fiéis
Vários cristãos relatam experiências transformadoras através da oração. Muitos afirmam que, em momentos de crise, a oração se tornou um refúgio seguro, proporcionando conforto e clareza. “Quando oro, sinto que minhas preocupações são levadas a Deus, e isso me traz uma paz inexplicável”, compartilha uma fiel.
“A oração é a minha âncora em tempos de tempestade. É onde encontro força e renovação para enfrentar os desafios da vida.”
— Maria Silva, membro da Igreja Batista.
O que esperar ao incorporar a oração na rotina
Incorporar a oração na rotina diária pode ser um passo significativo para aqueles que buscam alívio do estresse e da ansiedade. É recomendável reservar um tempo específico para a oração, seja pela manhã, à tarde ou à noite. A consistência é fundamental para colher os benefícios dessa prática.
Além disso, a oração em grupo, como em cultos ou reuniões de oração, pode potencializar ainda mais os efeitos positivos, criando um ambiente de apoio e encorajamento entre os irmãos na fé.
Pastor Joel Engel fala sobre o novo ano 5787 e mudanças
Em uma reflexão sobre a chegada do ano 5787 no calendário judaico, o pastor Joel Engel compartilhou insights sobre como esse novo ciclo pode impactar a vida dos cristãos. Engel enfatizou a necessidade de autoexame e abertura para mudanças, destacando a transição do esforço humano para a dependência divina.
O significado do ano 5787
O ano 5787, segundo o pastor Joel Engel, representa uma mudança significativa na vida espiritual dos cristãos. Ele explicou que a passagem do ano 5786 para 5787 simboliza a transição de um tempo de trabalho e esforço humano para um período de descanso e dependência do Espírito de Deus. Engel afirmou: “Vamos sair do ano 6 para o 7. O 6 representa o trabalho, a força e o esforço do homem. Agora vem aquilo que não acontece por força nem por poder, mas pelo Espírito de Deus”.
A importância do autoexame
Durante sua mensagem, Engel ressaltou a importância do autoexame. Ele convidou os cristãos a refletirem sobre suas vidas e a se perguntarem se estão realmente abertos às mudanças que Deus deseja realizar. “Para viver o novo de Deus, examine-se e esteja aberto às mudanças”, disse o pastor, enfatizando que essa disposição é fundamental para experimentar o que Deus tem reservado para cada um.
O que esperar neste novo ciclo
O pastor Engel também falou sobre o que os cristãos podem esperar neste novo ciclo. Ele mencionou que, após um período de batalha e esforço, é hora de entrar em um descanso espiritual. “Depois da batalha, você entra no descanso. E depois do descanso, você se prepara para o que vem a seguir”, explicou. Essa mensagem de esperança e renovação é um convite para que os cristãos confiem em Deus e se permitam ser guiados por Ele.
Reações à mensagem de Engel
A mensagem do pastor Joel Engel ressoou com muitos fiéis, que se sentiram inspirados a buscar uma conexão mais profunda com Deus neste novo ano. A ideia de que o esforço humano deve ser complementado pela ação divina é um tema recorrente nas pregações cristãs, e muitos acreditam que essa mudança de mentalidade pode trazer transformações significativas em suas vidas.
“Vamos sair do ano 6 para o 7. O 6 representa o trabalho, a força e o esforço do homem. Agora vem aquilo que não acontece por força nem por poder, mas pelo Espírito de Deus”.
— Joel Engel
Conclusão
O novo ano 5787 é uma oportunidade para os cristãos se reavivarem em sua fé e se abrirem para as mudanças que Deus deseja realizar em suas vidas. A mensagem do pastor Joel Engel serve como um lembrete de que, embora o trabalho e o esforço sejam importantes, a verdadeira transformação ocorre quando nos rendemos à vontade de Deus e confiamos em Seu Espírito.
Campanha turbinada; Natasha recebe R$ 4,5 milhões

A médica e candidata ao governo do Estado, Natasha Slhessarenko (PSD), teve a campanha “turbinada” em R$ 4,5 milhões pelo diretório nacional do seu partido, por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Com o novo aporte, ela se aproxima do senador Wellington Fagundes (PL), que segue na liderança das arrecadações entre os concorrentes ao Palácio Paiaguás, com pouco mais de R$ 5,4 milhões angariados. Já Sargento Laudicério (Agir) e o publicitário Maurício Coelho (Mobiliza) ainda não receberam recursos e também não apresentaram prestação de contas à Justiça Eleitoral.
Até o momento, os gastos declarados por Natasha são concentrados em publicidade digital: os R$ 50 mil em despesas registrados pela candidata foram destinados integralmente ao impulsionamento de conteúdos nas redes sociais. Fagundes, por outro lado, direcionou a maior parte dos recursos para materiais gráficos. Entre os gastos declarados pelo senador estão R$ 343,9 mil em publicidade por adesivos, R$ 141,4 mil em materiais impressos e R$ 157,6 mil com cessão ou locação de veículos, além de R$ 138 mil em impulsionamento de conteúdos.
Os dados do DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que Doutora Natasha, além dos R$ 4,5 milhões do FEFC, declarou R$ 52 mil em autofinanciamento. Fagundes, por sua vez, soma R$ 4,8 milhões do fundo eleitoral e R$ 646 mil em doações privadas, enquanto ainda não consta repasse do próprio partido além do valor nacional registrado.
Na lista de doações privadas, o governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos) lidera, com R$ 780,5 mil arrecadados -sendo que o próprio gestor aportou meio milhão de reais em recursos pessoais no seu projeto. Até o momento, Pivetta recebeu R$ 1 milhão do União Brasil e nada do próprio Republicanos até o fechamento desta edição, conforme os dados disponíveis na prestação de contas.
CORRENDO POR FORA
O candidato ao governo pelo Missão, Rafaell Milas, recebeu R$ 102,9 mil em recursos, sendo R$ 100 mil repassados pela direção nacional da legenda, R$ 1,6 mil em recursos próprios e R$ 1,3 mil por meio de arrecadação de apoiadores. Até o momento, porém, a campanha declarou apenas R$ 36,32 em despesas, valor integralmente destinado ao pagamento de taxa de administração de financiamento coletivo.
Patrícia Lélis: advogados querem imagens do prédio de Feliciano
A Procuradoria Geral da República (PGR) será procurada pelos advogados da estudante Patrícia Lélis para que faça uma requisição das imagens de segurança do prédio do apartamento funcional onde o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) mora quando está em Brasília (DF). A autorização deverá ser concedida pela Justiça.
Além das câmeras de segurança da entrada do edifício, os advogados de Patrícia irão pedir também outras imagens, como forma de embasar suas acusações contra o pastor.
De acordo com informações do jornalista Leandro Mazzini, da coluna Esplanada, do Uol, as imagens das câmeras dos elevadores também deverão ser usadas na investigação. “A jovem garante que os vídeos podem comprovar sua presença no prédio”, informou.
Ainda segundo a matéria, o advogado da estudante, José Carlos Carvalho, quer que as imagens dos corredores da Câmara dos Deputados sejam analisadas, já que Patrícia diz que se reuniu com o presidente nacional do PSC, pastor Everaldo Dias Pereira, para denunciar Feliciano.
Carvalho acompanhará Patrícia em sua ida ao Ministério Público Federal nesta segunda-feira, 08 de agosto, quando ela prestará depoimento. Segundo Mazzini, o caso deve ficar com a própria subprocuradora-geral da República, Débora Duprat.
Perguntas sem resposta
“Até agora, entre os fatos já revelados, restam dúvidas sobre alguns episódios e personagens, os quais caberá às Polícias e à PGR investigar a bem da verdade”, observa Mazzini, que elenca as perguntas abaixo a respeito do caso:
- Por que Feliciano só quebrou o silêncio quatro dias após a denúncia, e disse que a perdoa?
- Quem é a mulher que visitaria o deputado vizinho e bateu ‘equivocada’ à porta de Feliciano após ouvir os gritos de socorro?
- Por que a jovem não contou aos pais a suposta agressão logo após o episódio (só revelou 48 dias depois, na sexta, 29 de julho)?
- Por que o PSC se omitiu e seus integrantes não cobraram uma posição de Feliciano, após ela denunciar o caso à cúpula do partido?
- Quem é Marcelinho, que ela conhecia apenas pela internet, e se apresentou como futuro empresário e interessado em ajudar a resolver o caso ao levá-la para SP?
- Por que o jornalista Emerson Biazon viajou a Brasília especialmente para ver Patrícia e a orientou a não fazer o B.O. dia 28 de julho?
- Quem pagou os custos de passagem aérea e diárias do hotel San Raphael em SP para Patrícia?
- Quem mais tinha acesso ao apartamento de Patrícia e convívio com ela durante o suposto cárcere privado?
- O que Talma Bauer fazia no hotel, durante vários momentos, até ser detido por agentes da Corregedoria sob acusação de cárcere?
- Por que na terça, dia 2 de agosto, Patrícia pediu uma conta com CNPJ para a mãe para um depósito vindo de SP, após mudar suas versões sobre a agressão e defender Feliciano (No B.O., ela diz que estava sob coação e ameaça de morte)?
- Emerson Biazon só revelou ao delegado Hellmeister, da 3ª DP de SP, que estava de posse de R$ 20 mil, quando Patrícia já terminava seu depoimento.
- Se a estudante está mentindo, por que o pastor não a denunciou até agora?
- Por que Talma Bauer não fez um B. O. contra Patrícia, já que diz que foi uma invenção?
- Para quem eram os R$ 20 mil dados por Bauer a Emerson, já que Bauer disse que fechara acordo com Emerson pelo silêncio de Patrícia; Ela nega, e diz que não autorizou Emerson a pegar dinheiro, alegando que foi a SP atrás de emprego numa TV prometida pelo jornalista que a buscou em Brasília, e que Emerson e Bauer negociaram dinheiro sem o consentimento dela, daí ela ter sido coagida a gravar os vídeos pró-deputado, até sua mãe fugir do hotel e revelar o caso à polícia)?
- Quem está falando a verdade sobre os episódios em São Paulo: Emerson? Patrícia? Bauer? Ou os três?
Sustentabilidade vira compromisso diário e rende premiação a unidades do TJMT

A premiação do Desafio Judiciário Sustentável mostrou, nesta sexta-feira (28), que pequenas mudanças na rotina também podem gerar grandes resultados. A cerimônia reconheceu comarcas, unidades administrativas e gabinetes que se destacaram na adoção de práticas ambientalmente mais responsáveis no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A entrega dos selos Diamante, Ouro, Prata e Bronze fez parte da programação da 4ª Semana Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário – Região Centro-Oeste e do 11º Encontro de Sustentabilidade do TJMT, sediado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Instituído pela Portaria nº 751/2026, o desafio busca valorizar unidades que transformam a sustentabilidade em compromisso diário.
Os resultados são medidos por meio do Índice de Desempenho da Sustentabilidade (IDS), que considera diferentes aspectos da rotina institucional. Entre eles estão o consumo de água e energia, uso de papel, número de impressões, uso de copos descartáveis e gastos com materiais, transporte e telefonia.
Coordenador do Núcleo de Sustentabilidade, o desembargador Rodrigo Roberto Curvo ressaltou que a iniciativa mobiliza magistrados e servidores em torno de metas comuns. O magistrado e sua equipe foram premiados com o Selo Diamante, por alcançar o IDS de 93,47%. Segundo ele, os resultados permitem identificar boas práticas e reconhecer quem conseguiu fazer mais com menos.
“Os servidores e magistrados das 79 comarcas do estado sabem que, além do prêmio, essa é também uma forma de reconhecer um esforço para um judiciário mais sustentável, econômico e mais célere. E todo esse esforço permite que os processos tramitem com mais agilidade e com menos custo para a sociedade”, destacou Rodrigo Curvo.
Quem também conquistou o Selo Diamante foi a Coordenadoria Financeira do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Com IDS de 96,92%, o setor levou a premiação pela categoria Áreas Administrativas com mais de 30 pessoas. Para a coordenadora Ilman Rondon Lopes, o reconhecimento é resultado de um esforço coletivo.
“O primeiro que começamos a levar muito a sério foi a redução de impressão. Depois ampliamos para o consumo de material. E hoje estamos cada um com seu copo e trabalhando em conformidade com o que é sustentável. É por meio desse trabalho de formiguinha que todo mundo vai tomando consciência do quanto a sustentabilidade é importante para o Judiciário e para nós mesmos”, afirmou.
A sustentabilidade também se tornou uma cultura na Comarca de Rondonópolis, que, com IDS de 71,97%, conquistou o Selo Diamante pelo segundo ano consecutivo na categoria Comarcas com mais de 100 pessoas. A diretora do Foro, juíza Aline Quinto Bissoni contou que a equipe passou a rever recursos utilizados e a criar novos hábitos dentro e fora do ambiente de trabalho.
“Neste segundo ano, percebi que um pouco dessa cultura já estava implantada e, com o selo do ano passado, todos estavam muito motivados. Isso foi muito interessante. Então, além de aderirmos a novos projetos do Tribunal e criarmos novos hábitos para nós, vimos que a motivação também veio do reconhecimento. Isso foi muito válido”, contou a magistrada.