Suwayda, sul da Síria, enfrenta escalada de violência armada desde final do mês de julho, com confrontos entre grupos drusos e tribos beduínas. O conflito afeta severamente civis, especialmente a minoria cristã local. Uma pequena igreja, contudo, tem feito grande diferença no local.
Se trta da Igreja Capuchinha de Jesus Rei, que abriga atualmente mais de 250 deslocados, majoritariamente cristãos, conforme relatório da fundação Ajuda à Igreja que Sofre (ACN).
Cerca de 70 famílias buscaram refúgio no local após fugir de aldeias na região. Uma testemunha local, sob anonimato, informou: “Nos últimos dias, um projétil atingiu o mosteiro, danificando tanques de água e janelas. Por milagre, ninguém se feriu”.
A situação humanitária é classificada como crítica. Moradores relatam falta de água potável, energia elétrica, medicamentos e alimentos. Saques a armazéns por milícias agravam a crise. Uma residente declarou: “Franco-atiradores impedem qualquer movimento. Tiros são ouvidos constantemente. Não sabemos quem combate quem”.
Líderes religiosos confirmam que nenhuma ajuda humanitária ingressou na região há mais de dez dias. Uma representante católica envolvida no auxílio descreveu: “Corpos permanecem nas ruas, e o caos domina as vias. Nenhum corredor humanitário foi estabelecido”. Ela acrescentou sobre o impacto psicológico: “Pessoas sofrem colapsos nervosos e ansiedade severa. Não há sedativos ou tratamentos”.
Contexto político
A violência intensificou-se após a posse do presidente Ahmed al-Sharaa em janeiro de 2025, sucessor de Bashar al-Assad. Minorias religiosas, incluindo cristãos, enfrentam perseguições crescentes. Em junho de 2025, um atentado à Igreja do Profeta Elias elevou temores comunitários.
O patriarca Meletius Shattahi, do Patriarcado Ortodoxo Grego de Antioquia, denunciou ameaças públicas: “Vídeos mostram pregadores islâmicos armados usando alto-falantes para intimidar bairros cristãos”. Ele atribui a omissão ao novo governo.
Enquanto a comunidade internacional não responde, civis em Suwayda mantêm-se no complexo religioso. Um líder local resumiu: “Só Deus pode nos tirar disso”. A fundação ACN emitiu apelo urgente por assistência humanitária e diplomática. Com: Comunhão.
FONTE : Gospel Mais



