O guia perdeu o contato com Juliana por duas horas. Após a queda no penhasco, a brasileira ainda estava comunicável, e por volta das 6h, ainda dava para ver a luz no capacete da turista.
Guia se amarrou em uma corda sem ancoragem no desespero, segundo o pai. Marins relata que a equipe tinha apenas uma corda e que jogaram na direção de Juliana, mas sem sucesso. Na sequência, o próprio guia, que não teve a identidade revelada, tentou descer para buscar Juliana — mas não conseguiu.
Pai culpa a falta de organização do parque e o guia. Segundo ele, se o profissional tivesse acompanhado a turista, o fim poderia ser outro. Além disso, ele narra que o coordenador do parque demorou para acionar a Defesa Civil da Indonésia: “Primeiro culpado, que eu considero o culpado maior”.
Os culpados, no meu entendimento, são o Guia, que deixou Juliana sozinha para fumar, 40 ou 50 minutos, tirou os olhos dela. A empresa que vende os passeios, porque esses passeios são vendidos em banquinha como sendo trilhas fáceis de fazer. Mas o primeiro culpado, que eu considero o culpado maior, é o coordenador do Parque. Ele demorou a acionar a Defesa Civil
Manoel Marins, ao Fantástico
Acidentes acontecem com frequência no Monte Rinjani. Um dia após Juliana cair, um turista malaio também caiu da trilha e acabou resgatado com uma fratura na bacia, segundo o Fantástico.
O voluntário que resgatou o corpo de Juliana pediu desculpas para a família por não conseguir tirá-la com vida. De acordo com Abdul Haris Agam, foi um trajeto perigoso, narrando que ficou com escoriações após o resgate. Um outro voluntário teve que receber atendimento médico após a incursão. Eles acompanharam Juliana durante toda a noite até o resgate, que levou mais de dez horas.
noticia por : UOL









