A especialista Karen Quek, da Talbot School of Theology, analisa o papel das igrejas no declínio do casamento entre jovens adultos. Segundo ela, a falta de orientação e a queda na participação religiosa têm impactado a formação afetiva e o discipulado nas comunidades de fé.
O cenário atual do casamento
O Instituto Nacional de Estatística dos EUA (Census Bureau) revelou que menos da metade dos lares americanos é chefiada por casais casados, um marco inédito. A taxa de casamento caiu de 6,5 para 5,1 por mil habitantes durante a pandemia, recuperando-se apenas parcialmente para cerca de 6,2. A idade média do primeiro casamento também atingiu níveis recordes, com 30,8 anos para homens e 28,8 anos para mulheres.
O papel da Igreja
Karen Quek, que estuda os relacionamentos em comunidades de fé, afirma que a Igreja, que historicamente oferecia suporte espiritual e moral, perdeu influência na promoção do casamento como norma. Ela destaca que essa mudança pode ser atribuída à diminuição da participação religiosa entre os jovens adultos.
Quek observa que a distância entre os exemplos de casais apresentados nas igrejas e a realidade de muitos solteiros pode contribuir para essa desconexão.
Reflexões sobre a formação afetiva
A especialista sugere que a falta de um discipulado eficaz para solteiros e casais pode estar contribuindo para o aumento da solidão e da incerteza sobre relacionamentos. A jovem de 28 anos que se sente distante da narrativa de amor idealizada nas igrejas pode questionar se a promessa de um parceiro escolhido por Deus se aplica a ela.
Essa análise levanta questões sobre como as igrejas podem reavaliar suas abordagens em relação ao romance e ao casamento, buscando oferecer um suporte mais relevante e inclusivo para todos os membros da congregação.




