
O governo informou nesta quarta-feira (29) que prevê investir até R$ 1,3 bilhão em ações para enfrentar os impactos negativos do El Niño no Brasil, como, por exemplo, secas extremas, chuvas intensas e incêndios.
🔎O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, pode alterar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos podem afetar a agricultura, os recursos hídricos e aumentar a ocorrência de eventos extremos.
A informação foi divulgada durante reunião ministerial conduzida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O Brasil está preparado e pedindo a Deus que não aconteça. Se não acontecer, vamos ter melhor produção agrícola, energia, água, não queremos que aconteça. Nao está no nosso controle e nos preparamos”, afirmou Lula.
Preço dos fertilizantes e El Niño podem deixar comida mais cara
O petista também defendeu a realização de reuniões com prefeitos para que a resposta aos possíveis impactos do fenômeno climático seja conjunta. “A chance de evitar desgraça é maior porque o prefeito esta no território”, disse o presidente.
🔎Previsões das principais agências de meteorologia do mundo, confirmadas por agências brasileiras, preveem um El Niño muito forte neste ano.
O plano de ação do governo envolve 24 ministérios, além de institutos de monitoramento e pesquisa, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Os recursos serão destinados a ações de abastecimento de alimentos, saúde, monitoramento hidrológico e fiscalização ambiental.
Entre as principais medidas previstas no plano, estão:
compra de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz;
reforço do combate a incêndios florestais;
aquisição de 350 mil cestas básicas;
Programa de Aquisição de Alimentos para agricultores da região Norte;
criação de um Centro de Informação em Saúde e Clima pelo SUS;
monitoramento do nível dos rios.
Lula realizou uma reunião ministerial para tratar de medidas de enfrentamento ao El Niño
Reprodução/YouTube
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