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Orgulho LGBT: pessoas trans celebram projeto de inclusão pelo futebol

HENRIQUE by HENRIQUE
28 de junho, 2026
in Sem categoria
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Orgulho LGBT: pessoas trans celebram projeto de inclusão pelo futebol
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“Meninas de um lado. Meninos de outro”. Na escola ou na faculdade de educação física, o educador físico brasiliense Loeh da Silva Araújo, de 32 anos, homem trans, não esperava esse tipo de orientação.


Brasília (DF), 28/06/2026 - Loeh da Silva Araújo, durante entrevista para a Agência Brasil, em evento do Dia do orgulho LGBT+ no Eixão do Lazer. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 28/06/2026 - Loeh da Silva Araújo, durante entrevista para a Agência Brasil, em evento do Dia do orgulho LGBT+ no Eixão do Lazer. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília (DF), 28/06/2026 – Loeh da Silva Araújo, professor. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“E agora?”, se perguntava. Hoje, o professor, como repudia a exclusão, abraçou um projeto que reúne pessoas trans masculinas e femininas para jogar futebol em espaços públicos no Distrito Federal. 

“Mas é muito mais do que futebol. Conversamos, nos unimos, cuidamos da nossa saúde mental, nos conhecemos e não nos sentimos mais solitários”, diz o professor.

Ele participou, neste domingo (28), de uma celebração do Dia do Orgulho LGBTQIA+ no centro de Brasília. 

No evento, aproveitou para pedir visibilidade ao projeto “Instituto Menines Bons de Bola”, que se reúne às quintas e domingos em nome de pertencimento, um “golaço” dentro e fora das quadras. Já são 150 pessoas inscritas.

Para ele, é fundamental garantir espaço de visibilidade, representação e união para um público que lida diariamente com hostilidades e processos de exclusão.

O coordenador do núcleo trans do grupo ativista Estruturação, Ceu Otaviano, de 37 anos, avalia que pessoas trans têm sido excluídas de práticas esportivas.

“O projeto do futebol ajuda na saúde mental de muitas pessoas”. 

Inclusão

Entre as participantes, a lojista Mayura Kali, de 24 anos, gostaria de ter mais tempo para a prática esportiva, mas ainda trabalha em escala de seis dias trabalhados para um de descanso (6×1).


Brasília (DF), 28/06/2026 - Mayura Kali, durante entrevista para a Agência Brasil, em evento do Dia do orgulho LGBT+ no Eixão do Lazer. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 28/06/2026 - Mayura Kali, durante entrevista para a Agência Brasil, em evento do Dia do orgulho LGBT+ no Eixão do Lazer. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília (DF), 28/06/2026 – Mayura Kali, de 24 anos, gostaria de ter mais tempo para a prática esportiva. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Mas quando chego no futebol, tudo fica melhor. Já me destaquei no gol. Agora sou atacante. No futebol, posso ter conversas que não tenho no trabalho”.

Da mesma forma, a autônoma Lilith Lunar, de 25 anos, que trabalha como artesã e bartender.

“Esses encontros que nos proporcionamos nos fortalecem para o dia a dia da vida da gente, que é tão difícil”. 

Espaços violentos 

O professor Loeh lamenta que recebe das participantes um retorno que muitos não gostavam das aulas de educação física da escola, porque quadras e vestiários eram reconhecidos como espaços de violência, incluindo de agressões físicas a bullying. 

“Precisamos escolher os espaços que frequentamos para que sejam de construção e que a gente possa se blindar das violências”, afirma.


Brasília (DF), 28/06/2026 - Lilith Lunar, durante entrevista para a Agência Brasil, em evento do Dia do orgulho LGBT+ no Eixão do Lazer. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 28/06/2026 - Lilith Lunar, durante entrevista para a Agência Brasil, em evento do Dia do orgulho LGBT+ no Eixão do Lazer. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília (DF), 28/06/2026 – Lilith Lunar, de 25 anos, que trabalha como artesã e bartender. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O professor diz que, enquanto as pessoas esperam a hora de jogar, durante os revezamentos em quadra, podem desabafar. “Piadinhas ou apelidos não autorizados são proibidos na nossa atividade”.

Sonho de pai

Para o professor, o projeto mostra que a população tem possibilidades de viver e se divertir.

“Não é só estar vivo. Além de uma época de luta, é tempo comemoração também”.


Brasília (DF), 28/06/2026 - Daymon Luis, durante entrevista para a Agência Brasil, em evento do Dia do orgulho LGBT+ no Eixão do Lazer. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 28/06/2026 - Daymon Luis, durante entrevista para a Agência Brasil, em evento do Dia do orgulho LGBT+ no Eixão do Lazer. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Brasília (DF), 28/06/2026 – Daymon Luiz durante evento do Dia do Orgulho LGBTQIA+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Entre as pessoas que celebravam a data, outro atleta era Daymon Luiz, de 27 anos, que ama o futebol e trabalha em uma rede de bares no Distrito Federal. 

Ele, que já teve uma gestação, é pai de uma menina de três anos de idade.

“Eu a levo para o futebol e também para os nossos atos. Ela é uma menina preta e já conversamos com ela sobre diversidade. Espero que, quando ela crescer, o mundo seja bem melhor”. 



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