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Linha do tempo com marcos da luta LGBT no Brasil

HENRIQUE by HENRIQUE
28 de junho, 2026
in Sem categoria
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Linha do tempo com marcos da luta LGBT no Brasil
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Ter o direito de existir e ter orgulho de ser quem se é. Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, 28 de junho é uma data para reconhecer uma luta que vem de muito tempo e juntar forças pela conquista de direitos.

A celebração nesse dia faz referência a uma revolta ocorrida em 1969, na cidade de Nova York. Na ocasião, frequentadores do Stonewall Inn, um dos bares gays populares de Manhattan, reagiram a uma operação policial violenta, prática habitual do período. A resistência virou um marco do movimento LGBTQIA+ por direitos nos Estados Unidos (EUA) e passou a ser comemorada em muitos outros países, incluindo o Brasil.

A luta, no entanto, não se restringe a essa data. Apenas no Brasil, pode-se citar marcos como a criação do Grupo Somos e dos jornais Lampião da Esquina e ChanacomChana, em 1978; o levante de lésbicas do Ferro’s Bar, em 1983, e a retirada da homossexualidade do rol de doenças, concretizada em 1985.


Brasília (DF), 26/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Dia do orgulho LGBT. Ciro Henrique dos Santos. Foto: @domarrrrrrr/Instagram
Brasília (DF), 26/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Dia do orgulho LGBT. Ciro Henrique dos Santos. Foto: @domarrrrrrr/Instagram

Brasília (DF), 26/06/2026 – Coordenador do Observatório Brasileiro LGBTI+, Ciro Henrique Santos. Foto: Arquivo/@domarrrrrrr/Instagram

Para o coordenador do Observatório Brasileiro LGBTI+, Ciro Henrique Santos, a data representa uma vitória.

“Chegamos até aqui, né? Mesmo dentro de um sistema em que a nossa vida é impossível, em que a todo momento eles querem negar a nossa existência, a gente continua resistindo”, diz.

Segundo relatório divulgado este ano pelo Observatório, apenas entre janeiro e março de 2026, o país registrou 50 mortes por LGBTfobia.

“Muito se fala dos torturados e mortos da ditadura, mas a gente também precisa pensar e lutar pelos torturados e mortos da nossa democracia. A população LGBT continua sendo violentada por ser quem se é dentro de um Estado Democrático de Direito”, diz Santos.

“Ao mesmo tempo que a todo momento eles querem nos matar, a gente propõe a mudança e a transformação através da vida, através da alegria, através de movimento. E eu acho que é isso que esse dia 28 traz para a gente”.

Foco no Legislativo

Em ano eleitoral, a presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Rafaelly Wiest, reforça a necessidade de um voto consciente em pessoas que defendam os direitos LGBTs. Isso vale para cargos executivos, como a Presidência da República e governos estaduais, mas sobretudo para Câmara Federal, Senado e Assembleias Legislativas, que escolherão novos membros neste ano.


Brasília (DF), 26/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Dia do orgulho LGBT. Rafaelly Wiest presidente Aliança Nacional LGBTI+. Foto: Rafaelly Wiest/Arquivo Pessoal
Brasília (DF), 26/06/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Dia do orgulho LGBT. Rafaelly Wiest presidente Aliança Nacional LGBTI+. Foto: Rafaelly Wiest/Arquivo Pessoal

Rafaelly Wiest é presidente da Aliança Nacional LGBTI+ . Foto: Arquivo Pessoal

Segundo ela, existe uma lacuna nos legislativos do país em relação aos direitos LGBTs. Prova disso é que a maior parte dos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, intersexo e mais foi garantida por decisões judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A gente tem ainda um legislativo muito parado para nossas causas. Ele não legisla em favor da nossa comunidade, muito menos pacifica decisões importantes da Suprema Corte” diz.

Direitos como o casamento civil entre pessoas do mesmo gênero e a criminalização da LGBTfobia, ou seja, as atitudes de preconceito e ódio contra pessoas LGBTQIA+, foram garantidos por decisões do Supremo.

“A gente não vai voltar atrás, a gente não quer perder direitos e não vai aceitar nenhum retrocesso”, enfatiza Wiest.

“Não é tolerável, não é admissível que a gente ainda sofra por LGBTfobia, sofra por discriminação, não consiga utilizar banheiro, espaço público, não consiga estar dentro de escola, direitos fundamentais que estão garantidos na Constituição Federal”.

Veja os principais marcos de lutas por direitos LGBTs no Brasil:

 

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