
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou com queda de 0,27% nesta terça-feira (2), cotado a R$ 5,0088. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 1,16%, aos 174.198 pontos.
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▶️ A nova tarifa de 25% imposta pelo governo americano sobre produtos brasileiros fica no centro das atenções dos investidores nesta segunda-feira. A taxa, determinada com base na Seção 301 da lei de comércio americana, veio após os Estados Unidos concluírem uma investigação que acusa o Brasil de adotar práticas que prejudicam empresas americanas. (entenda mais abaixo)
A taxa, porém, ainda não entrou em vigor. A expectativa é que a definição sobre a adoção das sanções ocorra até meados do próximo mês.
🔎 Alguns produtos importantes para as exportações brasileiras, como café, frutas, carnes, aeronaves, fertilizantes, produtos farmacêuticos e terras raras, ficariam isentos da tarifa. Veja a lista completa.
▶️ Ainda no exterior, as negociações entre os EUA e o Irã também seguem no radar dos investidores. Os dois países trocaram uma série de ataques na segunda-feira, em mais um revés para os esforços de cessar-fogo e em meio ao impasse nas negociações por uma solução diplomática para o conflito.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,67%;
Acumulado do mês: -0,67%;
Acumulado do ano: -8,74%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,24%;
Acumulado do mês: +0,24%;
Acumulado do ano: +8,11%.
Retaliação comercial
Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial aberta contra o Brasil em julho de 2025 e concluíram que algumas políticas brasileiras prejudicam empresas e exportadores americanos.
Com base nessa conclusão, o governo dos EUA propôs uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, embora diversos itens estratégicos tenham sido excluídos da medida.
Os principais pontos levantados pelos americanos foram:
PIX e plataformas digitais: os EUA afirmam que o Banco Central favorece o Pix em relação a empresas americanas de pagamentos eletrônicos e criticam decisões da Justiça brasileira que obrigaram redes sociais dos EUA a remover conteúdos e suspender contas.
Acordos comerciais: o governo americano diz que o Brasil concede tarifas mais baixas para produtos do México e da Índia, o que colocaria empresas dos EUA em desvantagem.
Etanol: os EUA alegam que o Brasil não oferece tratamento tarifário equivalente ao concedido aos produtores brasileiros.
Propriedade intelectual: o relatório aponta lentidão na concessão de patentes, especialmente no setor farmacêutico, além de falhas no combate à pirataria e à falsificação.
Combate à corrupção: os americanos afirmam que o Brasil não adota medidas suficientes contra suborno e corrupção.
Desmatamento ilegal: segundo o USTR, o país possui leis ambientais, mas não as aplicaria de forma eficaz.
Apesar da proposta de tarifa, produtos como café, algumas carnes, frutas, fertilizantes, medicamentos, aeronaves e peças de aeronaves estão entre os itens que podem ficar isentos. (veja mais aqui)
A decisão não é definitiva. O governo americano abriu uma fase de consultas públicas e audiências, com prazo até 15 de julho de 2026 para decidir se aplicará ou não as medidas contra o Brasil.
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Impasse no Oriente Médio continua
Nos últimos dias, o conflito envolvendo EUA, Irã e Israel voltou a se intensificar, colocando em risco a já frágil trégua em vigor. (acompanhe ao vivo os principais acontecimentos da guerra no Oriente Médio)
Na segunda-feira (1º), os dois países trocaram novos ataques, enquanto o governo iraniano suspendeu as negociações de paz com Washington após bombardeios israelenses no Líbano.
🔎 As conversas para um acordo também perderam força depois que os EUA apresentaram novas exigências a Teerã no fim de semana.
Paralelamente, Israel ampliou sua ofensiva no sul do Líbano, atingindo áreas próximas a um hospital na cidade de Tiro, em um ataque que deixou mortos e mais de uma centena de feridos, além de emitir alertas de evacuação para moradores da região.
Agências de notícias iranianas chegaram a informar que as negociações entre EUA e Irã estavam paralisadas. Nesta terça-feira, no entanto, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que as conversas têm sido contínuas e que os relatos de que as tratativas haviam sido interrompidas seriam “falsos e errôneos”.
Já o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA concederão alívio das sanções ao Irã se o país concordar em desistir de suas atividades nucleares.
“O Irã está sendo sancionado porque tem urânio altamente enriquecido. O Irã está sendo sancionado por causa de suas atividades nucleares. Se o Irã concordar em desistir dessas coisas, haverá alívio das sanções associada ao seu compromisso e cumprimento desses acordos”, disse Rubio, no primeiro depoimento público feito no Congresso americano desde o início da guerra.
Mercados globais
Em Wall Street, os principais índices fecharam o dia com poucas variações. O otimismo dos investidores com os avanços da inteligência artificial ajudou a sustentar o mercado, mas os ganhos foram limitados pelas incertezas em torno das negociações entre EUA e Irã.
O Dow Jones subiu 0,46%, para 51.316,01 pontos, e o S&P 500 avançou 0,13%, para 7.610,03 pontos. O Nasdaq Composite, por sua vez, recuou 0,03%, para 27.095,59 pontos.
Na Europa, a maioria dos índices fechou em alta, impulsionados pelo setor de tecnologia e conforme investidores avaliavam novos dados de inflação da zona do euro.
Entre os principais índices da região, o alemão DAX subiu 0,48%, enquanto o londrino Financial Times avançou 0,33% e o francês CAC-40 teve ganhos de 0,77%.
Na Ásia, as bolsas da China fecharam em alta nesta terça-feira (2), impulsionadas por ações de tecnologia e inteligência artificial. O índice de Xangai avançou 0,4%, enquanto o CSI 300 subiu 1,5%.
Em Hong Kong, o Hang Seng saltou 2,5%, puxado pela Tencent, que disparou 10,5% após notícias sobre o desenvolvimento de uma nova ferramenta de IA para usuários do WeChat.
Os investidores também acompanharam com cautela as tensões no Oriente Médio, em meio à troca de ataques entre EUA e Irã.
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