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Pesquisadora é investigada pela PF por críticas ao movimento trans

Redação by Redação
6 de janeiro, 2026
in Sem categoria
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A pesquisadora e influenciadora digital Nine Borges passou a ser investigada em dois inquéritos conduzidos pela Polícia Federal (PF), um no Distrito Federal e outro em Minas Gerais. A PF apura, nos dois casos, suspeitas de injúria racial em procedimentos que relacionam o enquadramento jurídico à transfobia, conforme o entendimento aplicado nos autos.

Nine Borges afirmou que as intimações ocorreram depois de ela divulgar questionamentos sobre repasses e procedimentos em instituições públicas.

Nine Borges tem doutorado em Educação, mestrado em Ciências Sociais e é coautora do livro Corrupção da linguagem, corrupção do caráter — Como o ativismo woke está destruindo o Ocidente. Nine Borges mora no Reino Unido há mais de 11 anos. A PF informou a intimação do caso do Distrito Federal por e-mail, segundo relato da pesquisadora.

Inquérito cita injúria racial

A Secretaria LGBT do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) registrou representação que deu origem ao pedido formal de instauração do inquérito, segundo Nine Borges. Symmy Larrat assinou a representação, conforme a pesquisadora. Nine Borges declarou que precisou de representação jurídica para acessar os autos e que financiou os custos por meio de campanha pública.

Nine Borges afirmou que um primeiro delegado avaliou que não havia indícios mínimos para investigação. A PF encaminhou o procedimento para outro setor e converteu o caso em inquérito preliminar sobre a denúncia relacionada à “transfobia”, segundo a pesquisadora. Nine Borges relatou que o delegado afastou acusações de calúnia e difamação após a oitiva, mas manteve o enquadramento por injúria racial.

O delegado sustentou que Nine Borges “ultrapassou os limites da liberdade de expressão” ao se referir a Symmy Larrat no masculino, segundo o relato da pesquisadora. A autoridade também registrou reprovação a publicações em redes sociais nas quais Nine Borges questionou o uso, por Symmy Larrat, das alcunhas “p*ta” e “travesti” para divulgar trabalhos no Ministério, conforme a versão apresentada por Nine.

Repasses públicos e ONG

O inquérito no Distrito Federal teve origem em um vídeo publicado em 2024, segundo Nine Borges. Nine Borges afirmou que o conteúdo reuniu dados sobre repasses públicos que somariam mais de R$ 5 milhões, com mais de R$ 3 milhões destinados pela Secretaria LGBT à ONG Aliança LGBTI+. A ONG Aliança LGBTI+ passou a operar a “Plataforma do Respeito”, segundo a pesquisadora. Nine Borges declarou que extraiu as informações do Portal da Transparência.

Nine Borges apontou possível conflito de interesses e citou o compartilhamento de endereço entre organizações com CNPJs distintos, incluindo uma ONG da qual Symmy Larrat teria sido presidente, segundo a pesquisadora. Quatro entidades com CNPJs diferentes constavam no mesmo endereço e alterações cadastrais ocorreram posteriormente, conforme o relato de Nine. Nine Borges afirmou que os repasses cessaram ao longo de 2025 e que foram retomados “coincidentemente uma semana antes do delegado publicar parecer final recomendando o meu indiciamento por transfobia, enquanto enterrou a parte sobre calúnia e difamação”.

A Associação Matria apresentou denúncia à Corregedoria sobre os repasses, segundo Nine Borges. Um procedimento foi instaurado, mas não houve conclusão dentro do prazo legal de 180 dias nem apresentação de relatório de diligências, conforme a pesquisadora. Nine Borges afirmou que pedidos de informação feitos no período não receberam resposta.

Nine Borges declarou que Symmy Larrat afirmou nos autos que não houve irregularidade e anexou uma nota técnica de própria autoria. Nine Borges avaliou que a nota técnica não trouxe “força legal” nem documentação comprobatória. Nine Borges afirmou que usou o pronome masculino em contexto específico ligado à participação de Symmy Larrat no Comitê para a Eliminação da Discriminação contra as Mulheres, órgão da ONU voltado à proteção de direitos de mulheres com base no sexo biológico.

Nine Borges declarou: “Diante disso, destaco que a então ministra das Mulheres, entre diversas mulheres, decidiu incluir em sua comitiva oficial uma pessoa do sexo masculino, que ocupou com destaque a mesa diretiva das discussões”. Nine Borges acrescentou: “Nesse contexto, sexo biológico importava, por isso, minhas remarcações”. Nine Borges informou que aguarda manifestação do Ministério Público.

Inquérito apura entrevista a podcast

A PF em Minas Gerais abriu inquérito a partir de declarações feitas por Nine Borges no podcast Inteligência Ltda., segundo a pesquisadora. Nine Borges afirmou que criticou o que chamou de “aparelhamento institucional” do Ministério Público (MP) e da Defensoria Pública e criticou políticas públicas ligadas à agenda LGBT. Uma denúncia de pessoa não identificada originou a apuração e o MP solicitou a instauração da investigação, conforme Nine Borges.

Nine Borges declarou que os autos registraram, em determinado momento, ausência de materialidade. Nine Borges disse: “Estou sendo acusada de propagar ódio, discriminação e promover violência contra grupos minoritários, sobretudo LGBT”. Nine Borges informou que a oitiva está marcada para fevereiro.

Nine Borges afirmou que a intimação chegou ao e-mail pessoal de seu pai e ao WhatsApp de seu irmão, ambos residentes no Brasil, antes de ela ter acesso formal aos autos. Nine Borges classificou o contato com familiares por canais informais como irregular e afirmou que a situação gerou estresse. Nine Borges declarou: “Antes mesmo de eu responder à intimação — o que fiz prontamente, solicitando acesso aos autos — meus familiares já haviam sido acionados de forma indevida”.

Nine Borges informou que os autos incluem pedidos de preservação de dados à Meta e ao Google. Nine Borges afirmou: “Consta de maneira explícita que o objetivo subjacente é afastar-me das plataformas digitais”. Nine Borges acrescentou: “O processo, em si, converte-se na punição: criar dificuldades para meu retorno ao Brasil, impedir visitas familiares, inclusive em situações de emergência, e restringir minha comunicação pública”.

Nine Borges declarou que a residência no Reino Unido oferece garantias legais adicionais e avaliou que “fica evidente o propósito de impor constrangimento e silenciamento”. A organização norte-americana Alliance Defending Freedom assumiu a representação jurídica de Nine Borges, segundo a pesquisadora. Nine Borges afirmou que a defesa atua de forma articulada no Brasil, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

Nine Borges declarou que sua produção se baseia predominantemente em literatura científica: “Embora inconveniente para determinadas agendas institucionais, discursos acadêmicos e críticas de gênero não são crime”, concluiu a pesquisadora, de acordo com a revista Oeste.

FONTE : Gospel Mais

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