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Descoberta de banheira ritual com cinzas comprova destruição do Segundo Templo

Redação by Redação
31 de dezembro, 2025
in Sem categoria
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Escavações realizadas sob a Praça do Muro das Lamentações, em Jerusalém, identificaram um mikveh escavado na rocha, um banho ritual associado aos últimos dias do período do Segundo Templo. Pesquisadores afirmam que a estrutura oferece novos elementos para compreender o período imediatamente anterior à destruição de Jerusalém pelos romanos e ao incêndio do Templo Judaico.

A descoberta foi anunciada na segunda-feira pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA). O mikveh foi encontrado selado sob uma camada arqueológica atribuída ao período do Segundo Templo e foi datado do ano 70 d.C., conforme informado pela IAA. As escavações foram conduzidas pela IAA em parceria com a Fundação do Patrimônio do Muro das Lamentações.

Os trabalhos ocorreram em uma área próxima ao local do antigo Templo, entre pontos associados a acessos da época, com a Grande Ponte ao norte e o Arco de Robinson ao sul, descritos como entradas principais há cerca de 2 mil anos.

A IAA informou que o mikveh preserva resíduos de cinzas em sua base, associados ao episódio de destruição do Templo e de partes da cidade durante a ofensiva romana, reporta o The Christian Post.

Em nota, Mordechai (Suli) Eliav, diretor da Fundação do Patrimônio do Muro das Lamentações, declarou: “A descoberta de um banho ritual do período do Segundo Templo sob a Praça do Muro das Lamentações, com cinzas da destruição em sua base, testemunha como mil testemunhas a capacidade do povo de Israel de passar da impureza à pureza, da destruição à renovação”.

A Autoridade de Antiguidades descreveu o banho ritual como uma estrutura retangular com 3,05 metros de comprimento, 1,35 metros de largura e 1,85 metros de altura. Quatro degraus talhados conduzem ao interior do mikveh, escavado na rocha e com paredes rebocadas.

Ari Levy, diretor de escavações da IAA, afirmou que as descobertas reforçam a leitura de Jerusalém como uma cidade organizada em torno do Templo. “Jerusalém deve ser lembrada como uma cidade do Templo”, disse. Ele acrescentou: “Como tal, muitos aspectos da vida cotidiana foram adaptados a essa realidade, e isso se reflete especialmente na observância meticulosa das leis de impureza e pureza ritual pelos moradores e líderes da cidade. De fato, o ditado ‘a pureza se espalhou por Israel’ foi cunhado nesse contexto”.

Outros achados da mesma área incluem mikva’ot e vasos de pedra, descritos pela IAA como evidências de “atividades relacionadas à pureza ritual”. Levy também declarou: “Entre as descobertas arqueológicas mais importantes que representam esse fenômeno estão os banhos rituais e os vasos de pedra, muitos dos quais foram descobertos em escavações por toda a cidade e seus arredores”.

Sobre o uso de recipientes de pedra, Levy afirmou que a escolha tem base haláchica. “As razões para o uso de recipientes de pedra são haláchicas, baseadas no reconhecimento de que a pedra, ao contrário da cerâmica e dos recipientes de metal, não contrai impureza ritual. Como resultado, os recipientes de pedra podiam ser usados por longos períodos e repetidamente”, disse.

O ministro do Patrimônio, rabino Amichai Eliyahu, afirmou que a descoberta “reforça nossa compreensão de quão profundamente interligadas estavam a vida religiosa e a vida cotidiana em Jerusalém durante o período do Templo”.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, ele declarou: “Esta comovente descoberta, feita pouco antes do jejum do décimo dia de Tevet, ressalta a importância da continuidade das escavações e pesquisas arqueológicas em Jerusalém, e nossa obrigação de preservar essa memória histórica para as futuras gerações”.

Outras descobertas

Ainda neste ano, outra escavação conduzida pela IAA em cooperação com a Fundação Cidade de Davi resultou na identificação de um fragmento de cerâmica encontrado próximo ao Muro das Lamentações. O material, com 2,5 centímetros, traz uma inscrição cuneiforme em acádico. Filip Vukosavović e Anat Cohen-Weinberger, com Peter Zilberg, da Universidade Bar-Ilan, participaram do trabalho de decifração.

A equipe de especialistas descreveu o conteúdo como uma reclamação ligada a um pagamento atrasado que o Império Assírio esperava receber do rei de Judá. Em nota divulgada à época, Ayala Zilberstein, diretora de escavações da IAA, afirmou: “A inscrição fornece evidências diretas da correspondência oficial entre o Império Assírio e o Reino de Judá”.

Ayala acrescentou: “A descoberta reforça nossa compreensão da profundidade da presença assíria em Jerusalém e da extensão de sua influência e envolvimento na condução dos assuntos do reino de Judá”. Ela acrescentou em seguida que “além disso, amplia o conhecimento sobre o status do novo bairro que se desenvolveu naquela época nas encostas da colina a oeste do Templo, [pois] parece que essa área serviu como um centro para as atividades de ministros e pessoas de alto escalão”.

FONTE : Gospel Mais

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