As celebrações de Natal promovidas pelo governo no Paquistão neste ano foram descritas por autoridades e lideranças comunitárias como um marco em relação a décadas marcadas por violência sectária e discriminação contra minorias religiosas, entre elas a comunidade cristã, que ao longo dos anos foi alvo de atentados, ataques de multidões e restrições no espaço público.
Pela primeira vez desde a independência do país, o governo federal e administrações provinciais patrocinaram oficialmente eventos natalinos de grande porte em diferentes regiões. As iniciativas foram apresentadas como um sinal de compromisso institucional com a liberdade religiosa e a inclusão de minorias no calendário cívico nacional.
De Islamabad a Lahore e de Rawalpindi a Karachi, as celebrações ultrapassaram os limites dos templos. O Natal contou com apoio estatal, mensagens oficiais e visibilidade pública, com destaque para a província de Punjab, onde autoridades organizaram cerimônias, ações de assistência e encontros inter-religiosos voltados à população cristã.
A iniciativa foi recebida com manifestações positivas de setores da comunidade cristã paquistanesa e também de vozes muçulmanas identificadas como progressistas. Em declarações públicas, esses grupos afirmaram que os eventos representaram um reconhecimento de cidadania, e não apenas ações pontuais de assistência.
Momento nacional
Na quinta-feira, 25 de dezembro, cristãos em todo o Paquistão celebraram o Natal com cultos especiais, missas da meia-noite e encontros comunitários realizados sob forte esquema de segurança. Igrejas foram decoradas com luzes e árvores de Natal, enquanto bairros cristãos exibiram faixas e símbolos festivos, ampliando a presença pública da celebração. Em grandes centros urbanos, procissões e atos pela paz deram maior visibilidade à comunidade cristã.
Em mensagem publicada na plataforma X, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif afirmou que o Natal deveria ser compreendido como um momento de alcance nacional. “O Natal é uma mensagem para a humanidade que nos conecta com sentimentos de amor e boa vontade”, escreveu. Na mesma publicação, ele elogiou Jesus Cristo por sua mensagem de paz e fraternidade e descreveu os cristãos como um “segmento ativo, positivo e pacífico da sociedade”.
Sharif também destacou a contribuição histórica da comunidade cristã em áreas como educação, saúde, bem-estar social e no enfrentamento ao terrorismo, e convocou a população a renovar o compromisso com a unidade e a harmonia social.
FONTE : Gospel Mais



