O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em entrevista ao programa “Just the News” no domingo (23) que sua administração procederá com o reconhecimento formal da Irmandade Muçulmana como organização terrorista. “Será feito nos termos mais fortes e contundentes”, afirmou o mandatário, acrescentando que “os documentos finais estão sendo elaborados”.
De acordo com a emissora, a medida representa a concretização de uma proposta discutida desde o primeiro mandato presidencial de Trump, caracterizando-a como uma ação contra grupo “responsabilizado por desestabilizar o Oriente Médio e radicalizar jovens muçulmanos”.
Reações internacionais
O Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio público à decisão norte-americana contra a irmandade muçulmana. “Parabenizo o presidente Trump por ter proibido a Irmandade Muçulmana. Esta é uma organização que põe em risco a estabilidade no Oriente Médio e em outras regiões”, declarou Netanyahu durante pronunciamento que também tratou da eliminação de Haytham Ali Tabtabai, alto comandante do Hezbollah.
O Instituto para o Estudo Global do Antissemitismo e Política (ISGAP) emitiu comunicado endossando a iniciativa. A organização descreveu a medida como “um primeiro passo importante para confrontar a Irmandade Muçulmana nos Estados Unidos”, requerendo segundo a nota “políticas sustentadas e baseadas em evidências” e “análise rigorosa de suas estruturas afiliadas”.
Contexto doméstico
A declaração presidencial ocorre no contexto de medidas similares adotadas em nível estadual. O governador do Texas, Greg Abbott, anunciou recentemente a designação da Irmandade Muçulmana e do Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) como organizações terroristas estrangeiras.
Em justificativa, Abbott afirmou que estes grupos “deixaram claros seus objetivos há muito tempo: impor à força a lei da Sharia e estabelecer o ‘domínio do Islã sobre o mundo’”. A determinação texana proíbe as organizações de adquirirem propriedades imobiliárias no estado.
No âmbito legislativo federal, o senador Ted Cruz (Republicano-Texas) apresentou projeto de lei em julho determinando a classificação da Irmandade Muçulmana como organização terrorista estrangeira. Paralelamente, os deputados Mario Díaz-Balart e Jared Moskowitz reapresentaram a Lei de Designação de Terroristas da Irmandade Muçulmana de 2025.
Antecedentes históricos
A Irmandade Muçulmana constitui movimento islâmico fundado no Egito em 1928 por Hassan al-Banna, com objetivos de implementação da sharia (lei islâmica) na esfera sociopolítica. A evolução da organização a tornou força política relevante em diversos países do Oriente Médio, incluindo breve exercício do poder executivo no Egito durante 2012.
Diversos governos do Oriente Médio já adotaram restrições contra o grupo: Egito e Jordânia decretaram sua proibição, enquanto Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein o classificaram como organização terrorista. Com: Jerusalém Post.
FONTE : Gospel Mais



