O assunto não ficou restrito às redes sociais e, no fim da tarde de ontem, o embaixador americano na ONU apontado por Trump, Mike Waltz, anunciou que o país havia demandado uma investigação e explicações da Secretaria Geral da instituição sobre o episódio. Waltz também afirmou que o Serviço Secreto dos EUA conduz sua própria investigação sobre o assunto.
“Durante a visita do presidente Trump à ONU esta semana, uma série de falhas escandalosas ocorreram: uma parada repentina na escada rolante, um teleprompter com defeito e interrupções em seu discurso com interpretação em português”, afirmou Waltz que seguiu: “Essas falhas são inaceitáveis”.
Desde o primeiro dia de seu segundo mandato, Trump agiu para esvaziar a ONU e seus múltiplos programas. Ele retirou os americanos do Acordo do Clima de Paris, do Conselho de Direitos Humanos da ONU, da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Também impôs sanções financeiras aos membros do Tribunal Penal Internacional (TPI) e ordenou uma revisão completa da presença norte-americana na organização.
O orçamento enviado ao Congresso pelo presidente republicano prevê corte de quase US$ 1 bilhão na verba destinada à ONU. Com uma das sedes em Nova York, a organização depende pesadamente dos EUA, historicamente seu maior doador. Com o corte, a ONU já prevê perder 20% de seus funcionários ao redor do mundo.
Consultada pela coluna sobre o episódio da substituição da voz de Trump para uma tradução em português, um funcionário da ONU afirmou que houve um erro: “O áudio da interpretação foi ouvido quando um intérprete não oficial apertou o botão errado, o que permitiu que um intérprete não pertencente à ONU fosse ouvido brevemente”.
A coluna apurou que, embora envolva a língua portuguesa, a questão não havia sido levada ao Itamaraty, que não estava a par do episódio e não está claro se o episódio envolve profissionais da equipe do governo do Brasil.
noticia por : UOL



