Um homem identificado como israelense foi agredido por um grupo de manifestantes pró-Palestina no píer de Santa Mônica, Califórnia, no início do mês. A informação foi divulgada pelo Jewish Journal, veículo de comunicação dirigido à comunidade judaica da região metropolitana de Los Angeles.
Ariel Yaakov Marciano, de 24 anos, relatou que se encontrava na cidade para um bar mitzvá quando foi abordado. Ele usava um colar com a Estrela de Davi e conversava em hebraico com outro israelense. De acordo com seu depoimento, aproximadamente 20 indivíduos, portando lenços palestinos (keffiyehs) e bandeiras, perceberam sua origem e iniciaram a agressão.
“Um deles me atingiu na nuca e comecei a sangrar. Outros me empurraram e arrancaram o colar do meu pescoço”, declarou Marciano ao jornal. Ele afirmou ainda que, ao reagir e empurrar um dos agressores, foi cercado pelo grupo. Ao se dirigir para a delegacia, Marciano disse ter gritado “Deus abençoe Israel” e, em seguida, ter sido alvo de spray de pimenta por parte de um dos manifestantes.
Sobre a atuação policial no local, Marciano comentou: “A polícia não fez nada, mas não posso culpá-los, pois havia muitos manifestantes”. Ele também narrou que um homem, descrito como “alto e negro”, o ameaçou com uma faca, dizendo: “Você tem sorte de eu não estar te esfaqueando”.
O israelense Marciano é primo de Guy Illouz, um refém israelense morto em Gaza cujo corpo permanece sob custódia do Hamas. Ele vinculou a violência sofrida a um aumento de ataques antissemitas.
O Departamento de Polícia de Santa Mônica emitiu um comunicado afirmando estar “profundamente perturbado com um ato de violência em que um homem foi cercado, agredido e discriminado por causa de sua identidade religiosa”. A corporação informou que o caso contra o israelense está sendo investigado como crime de ódio.
A Liga Antidifamação (ADL) da Califórnia também se manifestou. Peter Levi, diretor regional interino da ADL em Los Angeles, classificou o ataque como “abominável” e afirmou: “Estamos vivenciando uma escalada deplorável de antissemitismo no sul da Califórnia, o que justifica a atenção imediata das autoridades”.
Em um desfecho inesperado, Marciano relatou que, cerca de três horas após o incidente, um homem de origem chinesa o abordou em um restaurante e devolveu o colar com a Estrela de Davi que havia sido roubado.
FONTE : Gospel Mais



